Canal de Denúncias é importante ferramenta de gestão e compliance

Ação é fundamental para o fortalecimento de uma cultura ética e transparente nas organizações

14 de janeiro de 2020

O Canal de Denúncias no setor da saúde é uma das ferramentas essenciais para o fortalecimento de uma cultura ética e transparente na gestão, no relacionamento com pacientes, funcionários, médicos, indústria, governo, operadoras de planos de saúde e demais stakeholders.

Por meio desse instrumento de gestão, é possível que as instituições de saúde sejam comunicadas sobre eventuais irregularidades, fraude, corrupção, vazamento de informações, condutas inadequadas, conflito de interesse e possam adotar as medidas corretivas necessárias.

Nesse sentido, o Canal de Denúncias funciona como um dos principais meios de detecção de violações às leis, políticas e normas internas, assim como de prevenção, pois permite, depois de investigada e confirmada eventual procedência da denúncia, que a instituição adote ações corretivas e mitigatórias, aprimore controles e implemente outras medidas preventivas, como, por exemplo, a elaboração de novas políticas, treinamentos e comunicação.

“Por meio da denúncia, é possível encontrar os problemas na fonte, nomeando os envolvidos e conseguindo sanar a questão antes de gerar prejuízos graves para o negócio”, comenta Ana Luísa Bernardes de Sousa Broch Pinheiro, coordenadora de Compliance do Hospital Sírio-Libanês (HSL) e membro do Comitê de Governança, Ética e Compliance (GEC) da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

A presença de um canal de denúncias na empresa traz uma série de vantagens, como a melhoria da gestão de conflitos; aumento da confiança dos colaboradores e outras partes que se relacionam com a instituição; auxilia no fortalecimento de uma cultura mais ética; possibilita a tratativa de várias questões internamente, evitando possível vazamento; prevenção contra crises de imagem; adoção de medidas disciplinares, demostrando que a instituição não tolera descumprimento de suas normas internas e leis; redução de prejuízos gerados com possíveis fraudes e atos ilícitos; minimiza ou até mesmo evita discussões judiciais que possam acarretar multas e outras sanções, alinha a organização com as políticas de compliance e com a Lei Anticorrupção (lei nº 12.846/2013); possibilita a redução de multas e sanções; entre outros benefícios.

Também um pilar fundamental para a efetividade de programas de integridade em instituições de qualquer porte ou localização, o Canal de Denúncias é, segundo Ana Luísa, um instrumento essencial à governança das organizações, não só na manutenção da transparência como ainda na diminuição de riscos. “Em tempos de Covid-19, por exemplo, essa ferramenta tem sido um importante aliado das instituições de saúde no que tange ao monitoramento, controle e mitigação de riscos atrelados aos novos desafios impostos pela pandemia e na tomada de decisões para o enfrentamento desse momento de crise”, explica.

Além disso, é importante ter em mente que ao estabelecer um Canal de Denúncia, a instituição de saúde não está criando simplesmente uma ferramenta de coleta de dúvidas, queixas e reclamações, ou um mecanismo para estar em conformidade com as leis e diretrizes de compliance. “Trata-se da adoção de uma posição estratégica que a organização decide carregar consigo, à medida que fortalece a disseminação da cultura de integridade e reforça a transparência e sustentabilidade de seu negócio”, destaca a especialista.  

Confiança e efetividade

A coordenadora de Compliance do HSL menciona que algumas ações são fundamentais para que as instituições lancem seus canais de denúncias. Entre os tópicos listados pela especialista está a comunicação eficiente, que é indispensável para que essa ferramenta de gestão seja vista como uma boa iniciativa. “Auxilia, também, no reforço do profissionalismo do canal e de que todas as denúncias serão apuradas, sempre filtrando àquelas inconsistentes, incompletas ou que sirvam apenas para prejudicar gestores, colegas de trabalho e/ou terceiros”, complementa.

Com o aumento da integração das cadeias de suprimentos, maior interdependência de fornecedores, terceirizados e parceiros, além do uso intensivo de tecnologia nos negócios, a empresa deve avaliar a necessidade de adotar diferentes meios para facilitar o recebimento das denúncias, como telefone, site, endereço de e-mail etc. É importante também que os canais de denúncias sejam acessíveis a terceiros e ao público externo (fornecedores, clientes e parceiros).

Para garantir a efetividade da ferramenta de gestão, é necessário que a instituição preveja regras de confidencialidade para assegurar o anonimato ao denunciante que não deseja se identificar, bem como a proibição de retaliação, prevista em política interna ou no próprio Código de Conduta, e que o Canal de Denúncias seja independente dos domínios internos das organizações. Essas ações são essenciais para a conquista da confiança daqueles que tenham algo a reportar. Além disso, segundo Ana Luísa, é desejável que a organização tenha meios para que quem fez a denúncia possa acompanhar seu andamento, por meio de protocolo, por exemplo, para conferir transparência ao processo e maior credibilidade aos procedimentos. “O objetivo do Canal de Denúncias deve ser garantir que as melhores práticas sejam respeitadas, que as irregularidades sejam apuradas e que haja a adoção de medidas adequadas para cada caso”, finaliza.

Abramed aborda múltiplos assuntos setoriais em webinars no último bimestre de 2020

Entre os temas debatidos estão reforma tributária, pandemia de COVID-19 e telediagnóstico

12 de janeiro de 2020

Com a disseminação mundial do novo coronavírus e as rígidas recomendações globais para distanciamento social, os eventos presenciais foram bloqueados e muitas atividades passaram a ser realizadas virtualmente. Ao longo de 2020, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) esteve presente em dezenas de debates on-line para tratar sobre inúmeros assuntos inerentes ao setor de diagnóstico.

Nos meses de novembro e dezembro, a entidade marcou presença em quatro discussões virtuais sobre assuntos de grande relevância para o atual cenário nacional. As conversas envolveram desde apontamentos sobre os impactos da reforma tributária até as benesses do telediagnóstico e a utilização da tecnologia para melhor manejo da pandemia de COVID-19. Confira as coberturas completas:

Gigantes da saúde, corrupção e o papel das associações são temas de debate virtual
Wilson Shcolnik participou de encontro no FHCB 2020 e enfatizou o empoderamento da Abramed no diálogo setorial [Leia mais]

Representante do Ministério da Economia dialoga com executivos da saúde sobre ‘Projeto Custo Brasil’
Reforma tributária foi tema de webinar com participação de Lídia Abdalla, membro do Conselho de Administração da Abramed [Leia mais]

Saúde 4.0 – Com ampla geração de dados, medicina diagnóstica depende de tecnologia
Debate virtual promovido pelo Sebrae-PB também abordou os aprendizados da pandemia [Leia mais]

Painel Abramed no Global Summit apresenta as benesses do telediagnóstico
Com o tema ‘O telediagnóstico dentro do ciclo de cuidados’, encontro virtual trouxe casos de sucesso e dados que validam a necessidade da telessaúde [Leia mais]

Após vencer meses de pandemia com crescimento e sem demissões, IACS encara novos desafios para expansão

Confira a entrevista com Arthur Ferreira, diretor-executivo do Instituto de Análises Clínicas de Santos

08 de janeiro de 2021

Diante de uma crise de grandes proporções gerada pela disseminação do novo coronavírus, a prioridade do Instituto de Análises Clínicas de Santos (IACS) sempre foi preservar seu capital humano e trabalhar pela sustentabilidade dos negócios. Para isso, lideranças de todas as 14 unidades da rede se uniram em um comitê de crise focado em respostas estratégicas. Após muitas mudanças ao longo dos últimos meses, o IACS está fortalecido com atendimento 20% superior ao anotado na pré-pandemia.

Para entender como a empresa está vencendo as mazelas da COVID-19 e quais os desafios que vislumbra para o futuro, a Abramed em Foco conversa com o diretor-executivo, Arthur Ferreira, que detalha as ações adotadas pela companhia nos últimos dez meses e abre as expectativas para o primeiro semestre de 2021.

Confira a entrevista completa!

Abramed em Foco – O ano de 2020 foi atípico. A pandemia de COVID-19 impactou drasticamente todos os setores e exigiu, da medicina diagnóstica, mudanças rápidas e drásticas para a manutenção dos serviços. Como o IACS reagiu às necessidades geradas pelo novo coronavírus?

Arthur Ferreira – Em meados de março nos deparamos com a necessidade urgente de uma tomada de ação estratégica. Quando os serviços começaram a fechar, tentamos nos preparar para enfrentar tudo isso. Reunimos as lideranças estratégicas e táticas das nossas 14 unidades em um comitê de crise que apontou, como prioridades, a proteção de todo o nosso capital humano e a sustentabilidade da nossa rede.

Abramed em Foco – E quais foram as principais medidas desse plano estratégico?

Arthur Ferreira – A primeira atitude foi afastar todos os nossos colaboradores do grupo de risco. Era fundamental, na nossa visão, preservar a saúde do nosso pessoal. Física e mental. Para isso, criamos programas de monitorização dos colaboradores infectados e investimos na contratação de apoio psicológico para todos os profissionais afastados, deixando o atendimento à disposição de quem necessitasse. Assim, conseguimos manter todo nosso corpo de trabalho. Não aderimos a nenhum programa de demissão ou redução de salários. Paralelamente, fechamos 10 das nossas 14 unidades pois sabíamos que, em um primeiro momento, teríamos uma debandada de pacientes. A partir daí, foram tomadas atitudes estratégicas para gestão dos estoques pela maior aquisição de insumos como álcool em gel, luvas e seringas – pois fatalmente haveria uma supervalorização desses produtos e possível escassez; alterações de infraestrutura para instalação de proteção em acrílico nos guichês e implementação de EPIs como o face shield para os profissionais responsáveis pelo atendimento no front; e a corrida para aquisição dos kits de testes para diagnóstico da COVID-19.

Abramed em Foco – Essa disputa pelos kits foi uma das demandas mais estratégicas dentro do IACS?

Arthur Ferreira – Talvez tenha sido a tarefa mais árdua que enfrentamos, pois essa ação não se limitava à compra dos kits. Era necessário cuidar da qualidade desses kits. Para isso foi criado um braço no nosso comitê de crise que se responsabilizou pela aquisição. No começo da pandemia vimos até mesmo fornecedores que antes não comercializavam reagentes vendendo testes rápidos sem comprovação de eficácia. E a posição do IACS foi de não adotar testes rápidos de anticorpos devido à incerteza de resultados confiáveis. Nunca colocamos nossa credibilidade em jogo e fazer essa aposta não era interessante nem para nós nem para a segurança dos pacientes. Portanto optamos por testes já consagrados. Como já contávamos com um setor de biologia molecular, passamos a fazer o RT-PCR [padrão ouro para diagnóstico da COVID-19] dentro de um protocolo validado pelo Instituto Adolfo Lutz que não exigia a contraprova, o que nos deu força e agilidade na entrega dos laudos.

Abramed em Foco – O IACS também ampliou a forma de atendimento para garantir acesso seguro aos pacientes?

Arthur Ferreira – Aos poucos fomos adequando nosso atendimento. Precisávamos encontrar um caminho para chegar até as pessoas, então montamos um centro avançado para coleta de exames de COVID-19 fora das nossas unidades, em sistema drive-thru, permitindo aos pacientes a realização do teste sem risco de contaminação. Além disso, melhoramos e ampliamos nossa coleta domiciliar que cresceu 200%.

Abramed em Foco – Acredita que essas modalidades de atendimento vieram para ficar?

Arthur Ferreira – A médio prazo, nossa expectativa é de que o volume por esse atendimento permaneça o mesmo. Considerando que uma imunidade pela vacina deve começar entre março e abril, pelo menos nos próximos seis meses devemos manter o ritmo atual. Creio que depois, no segundo semestre, o ritmo deve diminuir, mas não voltará ao basal do ano de 2019. Ainda permaneceremos com um volume aumentado de coleta domiciliar, tanto para os exames de COVID-19 quanto para outros testes, visto que muitas pessoas “descobriram” esta comodidade.

Abramed em Foco – As unidades fechadas já foram reabertas? Quais os novos desafios do IACS a partir de agora?

Arthur Ferreira – Fomos reabrindo nossas unidades de acordo com a demanda. Estamos presentes em seis cidades do litoral paulista. Quando víamos que os pacientes de uma cidade estavam buscando atendimento em unidades de outros municípios, começamos a reabrir nossa rede. Dessa forma, em 15 semanas estávamos com todas as nossas unidades funcionando novamente. Dentro desse cenário, percebemos que em pouco mais de três meses conseguimos contornar a queda de movimento que ocorreu em função do novo coronavírus. Hoje, então, já estamos trabalhando com um número de pacientes que supera em 20% o ritmo pré-pandemia. Notamos que as pessoas, além de terem tido sua atenção despertada para o auto cuidado, tiveram de retomar seus exames que estavam represados.

Infelizmente o planejamento de 2020 não pode ser plenamente executado. Mas mesmo diante de uma situação totalmente adversa, pensamos estrategicamente e positivamente para agir. Esse foi nosso intuito dentro da pandemia. Agora miramos, claro, na COVID-19, mas não deixamos de lado os outros braços do IACS. Assim, pretendemos expandir nossos setores de cardiologia e de diagnóstico por imagem, bem como investir na medicina ocupacional. Temos metas arrojadas para 2021.

Abramed em Foco – Evolução e inovação são termos que comandam o setor de medicina diagnóstica. O que, na sua opinião, balizará as demandas do futuro nesse segmento?

Arthur Ferreira – Acredito no poder da comunicação como ferramenta para incentivar o autocuidado. Mensagens que levem a população a melhorar seu estilo de vida, não com foco em comercialização de saúde, mas com o intuito do fortalecimento da prevenção. Para isso, teremos de encarar o desafio do tratamento de dados. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está em vigor e interfere diretamente nessa abordagem. Acho que essa será nossa grande balança: como tratar os dados, investir em comunicação sem ferir a privacidade dos pacientes.

Abramed em Foco – Como enxerga a atuação da Abramed e o que espera da entidade para esse ano desafiador?

Arthur Ferreira – Somos caçulas dentro da Abramed, pois nos associamos recentemente, porém acompanhamos a atividade da entidade há bastante tempo, participando, inclusive, de reuniões como convidados. E nos associamos justamente por conta do trabalho exemplar que a Associação vem fazendo junto aos órgãos reguladores da saúde, especialmente junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além claro, de engrossar o grupo bastante qualificado dos maiores players do mercado. Vemos, também, como essencial, o envolvimento dos comitês técnicos e dos grupos de trabalho nos nossos principais pleitos setoriais, atividades que agregam muito valor tanto ao nosso trabalho regional quanto à medicina diagnóstica nacional. Contar com o suporte de uma entidade que direciona tantas ações pertinentes é uma boa oportunidade para todos nós.

Painel Abramed – Três anos compartilhando informações estratégicas com o mercado

Relatório publicado anualmente compila dados do setor e informações das associadas; edição 2020 lançada em novembro traz seção exclusiva sobre a COVID-19

8 de dezembro de 2020

Há três anos a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) revolucionou o mercado ao compilar, pela primeira vez em um documento único, indicadores setoriais que balizam a percepção acerca do desenvolvimento do diagnóstico no Brasil. O Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico de 2018 foi amplamente divulgado e abasteceu a mídia com dados populacionais e econômicos; informações sobre a inversão da pirâmide etária no país e o impacto do envelhecimento no setor; e as inovações tecnológicas que comandavam as principais tendências do momento.

Além de reunir informações de bancos já consolidados como os da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, a publicação conta com dados das empresas associadas que, hoje, são responsáveis por cerca de 60% dos exames realizados na rede suplementar nacional, uma representatividade alta e relevante.

“Me lembro como o processo de consolidação desses dados exigiu a construção de laços de confiança entre as empresas que, apesar de concorrentes, se beneficiavam com o compartilhamento dessas informações”, diz Fernando Lopes Alberto que hoje é vice-presidente do Conselho de Administração do Fleury e, na ocasião do lançamento do relatório de 2018, integrava o Conselho de Administração da Abramed e teve participação ativa na elaboração do material. “Foi um processo longo, mas muito gratificante. Um marco para a nossa história”, completa.

Evolução reconhecida

O Painel Abramed soma melhorias a cada ano, cumprindo o que profetizou Claudia Cohn, que presidia o Conselho de Administração da Abramed, durante evento para lançamento da primeira edição: “a evolução do nosso painel será contínua”.

O relatório de 2018 ganhou ampla repercussão pelo ineditismo. Em 2019, já contando com a expertise de Álvaro Almeida, economista e analista de inteligência que passou a integrar o time da Associação, o painel apresentou dados que ajudaram a desvendar entraves do diagnóstico no país, entre eles a informação de que somente um em cada cinco municípios brasileiros tem equipamentos de mamografia, o que configura um vazio assistencial para a detecção do câncer de mama, uma das doenças que mais mata mulheres no mundo.

A edição de 2020, lançada em novembro, inovou ao trazer uma seção exclusiva sobre a pandemia de COVID-19 elencando informações sobre o perfil epidemiológico da doença, o diagnóstico, o tratamento e o impacto da crise no setor. Entre os dados apresentados que já ganharam repercussão na grande mídia, estão o fato de que as empresas associadas realizaram, de março a outubro, mais de 6 milhões de testes entre RT-PCR, padrão ouro para diagnóstico da infecção, e sorológicos. Esse montante representa 41% de todos os testes feitos em território nacional.

“Estou muito feliz por testemunhar o nascimento da terceira edição do Painel Abramed não somente pelo seu conteúdo, que está excelente e representa uma fonte completa e confiável do setor de medicina diagnóstica no Brasil, mas por saber que o documento é resultado do esforço e da competência de toda uma cadeia focada em seu desenvolvimento e, também, nos benefícios para o paciente. O Painel Abramed é uma expressão dos nossos valores”, relata Alberto.

Processo construtivo

A elaboração do painel leva, em média, sete meses e envolve diversas atividades de planejamento e execução com atuação multiprofissional. “No último ano criamos o Comitê de Dados Setoriais, uma iniciativa que visa aproximar ainda mais as associadas no processo de desenvolvimento do relatório, visto que essas empresas são essenciais para que os indicadores setoriais possam ser apresentados”, explica Almeida.

Apontada como extremamente importante pelo executivo, a segurança das informações compartilhadas pelas associadas é prioridade. “O processo de coleta é criptografado e os dados são armazenados no exterior em um ambiente cloud robusto. Todos os dados recebem tratamento confidencial e isso é garantido por meio de um termo de confidencialidade assinado pela área de inteligência setorial da Associação”, explica o especialista. As informações são analisadas de forma agrupada e utilizadas exclusivamente para composição do relatório.

Todas as edições do Painel Abramed possuem as versões português, inglês e espanhol e podem ser acessadas no portal www.abramed.org.br clicando na aba “publicações”.

#especial10anos

Fundada por oito empresas, Abramed hoje representa cerca de 60% do volume de exames realizados pela saúde suplementar

Com 27 associados, entidade ganha voz e relevância em um cenário de protagonismo da medicina diagnóstica

8 de dezembro de 2020

Há dez anos, oito instituições privadas que se destacavam no cenário nacional de medicina diagnóstica tiveram a percepção de que, com tantas mudanças e evoluções no sistema de saúde brasileiro somadas ao desenvolvimento de um novo perfil empresarial e ao estabelecimento de regulamentações determinantes para o futuro do segmento, a união se fazia necessária como forma de ampliar a visibilidade do setor e, assim, vencer os desafios que estavam por vir. Nascia, então, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Ao longo da década, o crescimento foi constante e os oito associados iniciais hoje são 27, sendo que o grupo responde por cerca de 60% do volume de exames realizados dentro da saúde suplementar do Brasil. “A Abramed foi um sonho que se tornou realidade. Tudo começou quando vimos que o mercado de medicina diagnóstica estava crescendo e se consolidando como um setor preponderante à saúde de todos”, explica Luis Natel, fundador e primeiro presidente do Conselho de Administração da Abramed, hoje CEO do Grupo Oncoclínicas.

Unir as empresas foi um desafio, como comenta Lídia Abdalla, CEO do Sabin e associado fundador. “Quantas ideias surgem, mas não passam da primeira ou da segunda conversa? Até 2010 éramos apenas concorrentes, mas a história mudou. Hoje somos concorrentes, amigos e associados. Estamos juntos nas dificuldades e na celebração das nossas conquistas”, diz.

A executiva reforça a qualidade da atuação da Abramed ao longo dos anos. “Sabemos o quanto a gente pensa e o quanto a gente sonha. Sabemos, também, que as coisas só têm valor quando são bem executadas. Como Associação, no final do dia temos que apresentar resultados que validam tudo o que planejamos. E continuamos sonhando. Sonhar pequeno ou sonhar grande dá o mesmo trabalho. Então sonhamos grande e vamos realizar”, completa.

A união em prol do setor venceu o espírito de concorrência, como enfatiza Carlos Jader Feldman, que também estava presente na fundação da entidade e é diretor do Sidi – Medicina por Imagem. “A Abramed representa o esforço de um setor fundamental para o progresso da medicina brasileira, além de ter se transformado em uma oportunidade de manutenção do diálogo com colegas que praticam o mesmo tipo de atividade. É um espaço de progresso individual, porém consolidado por todos”, comenta.

Representando a DASA e seu pai, Edson Bueno, figura indispensável à criação da Abramed, Pedro Bueno que é presidente da empresa, diz que a união entre os players, sem favoritismo, foi uma das grandes vitórias. “O setor de medicina diagnóstica melhorou a relação custo-efetividade, resultado da atuação dos associados que privilegiaram a entidade e não questões individuais”, relata. Segundo ele, a Abramed priorizou as necessidades do setor para que as empresas que nele atuam pudessem ser mais sustentáveis dentro da cadeia de saúde, gerando valor ao paciente e contribuindo com o desenvolvimento econômico do país.

O relacionamento intrasetorial era fundamental, mas a possibilidade de ganhar voz junto a outros atores que também atuam na complexa cadeia de saúde surgia como uma necessidade cada vez mais latente. “Precisávamos ter essa participação próxima aos tomadores de decisão. Além de servir de elo entre profissionais da saúde, empresários, fabricantes e distribuidoras de equipamentos, a Abramed nos aproximou de órgãos fiscais e deliberativos”, diz Delfin Gonzales, da Delfin Medicina Diagnóstica, executivo presente na fundação da entidade.

Essa proximidade com poderes executivo e legislativo tem sido importante para a sustentabilidade do segmento, como relata Gilberto Minguetti, diretor do Cetac Diagnóstico por Imagem. “O cenário político-social conturbado dos últimos anos trouxe desequilíbrio econômico para o setor, gerando complexidades técnicas e jurídicas. Em razão disso, muita energia tem sido consumida nesses aspectos”, pontua ao enfatizar que é preciso dedicar ainda mais esforços ao desenvolvimento tecnológico e científico do grupo.

A relação com órgãos reguladores também se faz presente e necessária. “Espero contar com a Abramed nos auxiliando nas discussões junto à Anvisa, a ANS e ao Ministério da Saúde atuando sempre com isenção, de forma transparente e profissionalizada, reforçando seus valores”, comenta Bueno. “Que siga trabalhando por uma medicina baseada em valor, prezando pela qualidade médica e pela eficiência operacional”, completa.

Reconhecimento

A pandemia de COVID-19 trouxe peso às abordagens encabeçadas pela Abramed, visto que o setor de medicina diagnóstica tem sido protagonista no combate ao novo coronavírus. “A atuação frente à pandemia é digna de nota, uma vez que a Abramed foi a principal entidade procurada pelos meios de comunicação para explicar, à sociedade, a importância dos exames laboratoriais, suas principais aplicações e limitações para diagnóstico da infecção”, diz Guilherme Collares, membro do Conselho Fiscal da Abramed e diretor de Operações do Hermes Pardini, instituição também fundadora da Associação.

Pensando no futuro

A entidade tem uma meta muito clara, posta em palavras por Lídia. “Hoje representamos cerca de 60% do volume de exames da saúde suplementar, mas queremos representar 70%, 80%, 90%. Para isso, precisamos reunir mais laboratórios e clínicas, somar mais associados de todos os portes e de todas as regiões do país. Nossa riqueza está na diversidade”, declara chamando as empresas do setor a se unirem aos propósitos da Abramed.

Ao ampliar sua representação, a entidade também amplia sua voz. “Foram anos de muita luta e não será diferente daqui para frente, sobretudo agora nesse momento de tantas incertezas e que não sabemos, ao certo, o que iremos enfrentar. É essencial, então, que a Abramed esteja firme e sempre disposta a lutar pelos interesses comuns do setor”, finaliza Boris Berenstein, também fundador da Associação e da rede de laboratórios que leva seu nome.

#especial10anos

Relacionamento com poderes executivo e legislativo exige consistência

Pautada pela ética, Abramed conquistou proximidade com governo levando as principais demandas do setor aos tomadores de decisão

3 de dezembro de 2020

A construção de bom relacionamento com o governo é uma atividade indispensável à vida associativa. Criar uma via de diálogo com os principais formuladores de políticas públicas, garante que as demandas do setor que está sendo representado sejam exibidas com clareza e objetividade, além de permitir que os processos decisórios se baseiem na realidade vivida por cada segmento. Em uma década de atuação, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) evoluiu consideravelmente suas relações governamentais vencendo obstáculos e conquistando notoriedade.

O acesso aos poderes executivo e legislativo – no atual cenário vivido no país – é envolto em questionamentos. “Sabemos que nos últimos anos as relações entre o setor público e o setor privado ficaram estigmatizadas no Brasil. No entanto, esse relacionamento somado à troca de informações dele decorrente é fundamental para garantir uma regulação equilibrada”, comenta Armando Monteiro Bisneto, advogado e especialista em Relações Governamentais.

Para ele, a melhor forma de quebrar esse preconceito que leva muitas pessoas a olharem com desconfiança para essa relação está na transparência. “O diálogo deve respeitar a ética, a legalidade e o compliance. A Abramed, bem como seus associados, sempre se pautou por esses valores. Assim, a aproximação com o governo precisou apenas de uma organização de rotinas e de uma ‘tradução’ do peculiar ambiente de Brasília”, completa.

Ao longo de dez anos, foram diversas as conquistas obtidas na conversa direta com o governo e o diálogo segue cada vez mais fortalecido. Atualmente, a Associação tem apresentado estudos e pesquisas para fundamentar seus questionamentos a respeito dos impactos da reforma tributária no setor de saúde. “Acredito que esse tema, que é muito complexo, é a nossa meta mais ambiciosa da atualidade”, relata o advogado.

Com a pandemia – que impactou absolutamente todos os setores sem exceção – houve um impulso a essa aproximação. “Ficou ainda mais clara a relevância da medicina diagnóstica para a saúde da população, o que nos permitiu evoluir muito na relação com nossos stakeholders, especialmente do legislativo”, comenta Fábio Cunha, diretor do Comitê Jurídico da Abramed. Essa vitória se deu, pois, apesar da pandemia, as atividades governamentais seguiram e a entidade se manteve ativa nas discussões junto aos tomadores de decisão, inclusive defendendo os pleitos relativos à reforma.

É importante lembrar que o diálogo não pode ser pontual para suprir uma ou outra necessidade esporádica, como reforça Cunha. “Temos que construir relações duradouras, consistentes e frequentes. Esse é um relacionamento de confiança que tem que ser fortalecido ao longo dos anos tendo em vista a relevância institucional”, diz. O executivo complementa afirmando que a Abramed é encarada como uma associação bastante conceituada e que essa credibilidade deve ser mantida ao longo dos anos.

Mesmo com os avanços, o executivo acredita que ainda há muito a ser feito, já que o setor de saúde, de forma geral, não está no mesmo nível de organização de outros setores que há muito tempo atuam de forma conjunta e estratégica na defesa de seus interesses. “Precisamos cada vez mais unir os diversos atores da complexa cadeia de saúde em agendas positivas para que possamos atuar em bloco defendendo a saúde do Brasil”, afirma.

Para vencer esse desafio, é preciso quebrar uma barreira mencionada por Monteiro Bisneto. “Há, ainda, uma cultura vigente no nosso país onde o agente público ou político é visto como uma autoridade, e não como um servidor”, finaliza.

#especial10anos

De presenciais para virtuais – Pandemia exigiu adaptações, mas Abramed manteve ampla agenda de eventos

Quinta edição do FILIS foi adiada para 2021; crise estimulou a criação da série #DiálogosDigitais Abramed

3 de dezembro de 2020

Devido a pandemia de COVID-19 e ao necessário distanciamento social como estratégia para reduzir a disseminação do novo coronavírus, o Brasil está, desde março, sem os eventos corporativos presenciais que rotineiramente possibilitavam o encontro profissional e a troca de conhecimentos. A solução, adotada por muitos setores, foi converter os encontros físicos em virtuais mantendo, assim, a capacidade dos líderes dialogarem.

Para a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), essa interrupção no calendário de eventos inviabilizou a realização da quinta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS) – promovido anualmente para debater os desafios da medicina diagnóstica no país junto com as principais lideranças do setor –, assim como de outros eventos organizados pela entidade e sua presença em congressos e feiras de parceiros da saúde.

Porém, o afastamento físico não atravancou a história de sucesso da Associação na promoção de eventos de qualidade. Durante a pandemia, além de os executivos da entidade participarem semanalmente de diversos webinars e congressos on-line, foi ao ar o #DiálogosDigitais Abramed, uma série de oito episódios de debates virtuais reunindo toda a cadeia de saúde.

Confira, abaixo, um pouco do histórico Abramed na promoção de encontros altamente relevantes para o setor.

Fórum Internacional de Lideranças da Saúde – FILIS

A decisão de adiar o encontro para 2021 foi tomada ainda no mês de março, visto que o cenário era de muita incerteza diante da rápida disseminação de um patógeno desconhecido. “Compreendemos, na ocasião, que todos os esforços deveriam estar direcionados ao combate ao novo coronavírus e ao gerenciamento do seu impacto ao longo dos meses e que o segundo semestre deste ano estaria repleto de desafios. Vemos, hoje, que foi uma decisão bastante acertada”, comenta Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed.

A não realização este ano não afeta a trajetória de sucesso do evento que reúne mais de 500 participantes a cada edição. “Lá atrás, ao planejar o fórum, fomos ousados, mas o sonho de contribuir e inspirar as lideranças da saúde nos permitiu sonhar alto”, comenta Claudia Cohn que, durante sua gestão como presidente do Conselho de Administração da Abramed (entre 2011 e 2019), foi uma das grandes responsáveis pela idealização e concretização da primeira edição do projeto, em 2016.

Aumentar a qualidade da assistência pela troca de experiências foi o motor propulsor do FILIS. “O fórum nasceu da necessidade de trazer luz a um importante elo que permeia todo o sistema de saúde e que é fundamental para a melhor assistência aos pacientes: a medicina diagnóstica”, diz Guilherme Ferri, consultor de Marketing da Associação na ocasião do lançamento. O executivo relata que, desde a concepção, o FILIS sempre teve, como premissa, a promoção de um debate saudável, construtivo e que envolvesse todo o setor a fim de explorar conceitos e novos modelos tendo a saúde do cidadão brasileiro sempre no centro da conversa.

Quando se pensa em abrir espaço para que todos os atores da complexa cadeia de saúde possam dialogar e se apresentar, o evento não encontra barreiras setoriais tampouco geográficas. “Já trouxemos, para a agenda do FILIS, um procurador do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para comparar nossos conceitos a modelos internacionais, e uma mulher, advogada e negra, referência nos Estados Unidos, para falar sobre compliance e enfatizar os importantes debates que circundavam o segmento na ocasião”, diz Claudia.

Para a executiva, que hoje segue atuante na Abramed, porém agora como membro do Conselho de Administração, o sucesso do evento está na busca do crescimento pela qualidade, e não pela quantidade. “Construímos plateias e debates diferenciados”, relata.

A quinta edição está planejada 2021. “Não realizar o evento em meio à pandemia não fez com que nossas equipes deixassem o planejamento da próxima edição de lado. Seguimos trabalhando para, no próximo ano, entregarmos um fórum ainda mais completo, robusto e especializado. Com tantos acontecimentos que colocaram a medicina diagnóstica como protagonistas da saúde, teremos muito o que debater e não há dúvidas de que o conteúdo terá uma qualidade surpreendente”, diz Priscilla.

Além de uma agenda de alto nível, Ferri acredita que o pensamento coletivo comandará muitas das discussões nas próximas edições. “Teremos debates saudáveis sobre como a união pode levar à uma melhor gestão do setor e falaremos muito sobre inovação, impactos regulatórios setoriais e em como tornar a medicina diagnóstica ainda mais integrada como vetor de solução, prevenção e acesso”, comenta.

Para Claudia, sonhar com uma saúde melhor sempre será uma meta. “O diagnóstico virou protagonista e teve sua importância ainda mais reconhecida durante a pandemia. Assim, a pesquisa e o desenvolvimento, bem como o cuidado incondicional, certamente serão parte das discussões que veremos nas próximas edições do FILIS”, finaliza.

Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld – Criado pela Abramed em 2018, na terceira edição do FILIS, o Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld faz uma homenagem ao médico hematologista e patologista clínico que foi membro da Câmara Técnica da Abramed, além de diretor de Relações Institucionais do DASA e conselheiro do Hospital Israelita Albert Einstein. A premiação destaca, anualmente, profissionais que fomentam o desenvolvimento e a melhoria da saúde no Brasil.

“Reconhecer o legado de Rosenfeld é mais do que uma obrigação. Se a Abramed existe e, depois de uma década, comemora sua consolidação, devemos muito a esse profissional que também enxergou a necessidade de o setor de medicina diagnóstica ser uníssono, provocando todos os atores a trabalharem em conjunto”, comenta Priscilla.

#DiálogosDigitais

A série #DiálogosDigitais Abramed nasceu, em 2020, durante a pandemia de COVID-19, como forma de manter, mesmo à distância, o relacionamento entre diversos elos da cadeia de saúde. “2020 seria um ano de comemorações para a Abramed, que completa uma década de atuação no setor. Planejamos doze meses de muitas atividades e encontros presenciais, mas a pandemia nos pegou de calça curta e tivemos de nos reinventar. Por isso decidimos fazer, nesse momento de muitas dificuldades, o que há dez anos fazemos muito bem, que é dialogar com toda a cadeia do nosso setor”, explica Priscilla.

Entre agosto e novembro foram realizados oito episódios que promoveram conversas sobre os impactos e aprendizados da COVID-19, telessaúde, jornada do paciente, futuro dos suprimentos, cuidado inteligente e LGPD. Com milhares de visualizações, todas as edições estão disponíveis no canal do YouTube da entidade. Clique AQUI para acessar.

Bootcamp de Jornalismo em Saúde

Em 2019 a Abramed promoveu, pela primeira vez, o Bootcamp de Jornalismo em Saúde. Na ocasião, grandes líderes do setor estiveram reunidos na sede da entidade em São Paulo a fim de levar informação de qualidade e desmistificar dados falaciosos divulgados a respeito da saúde no Brasil a um grupo de jornalistas das mídias impressa, eletrônica, televisiva e, também, do rádio.

A segunda edição ocorreu em 2020 já em um cenário de pandemia e, portanto, foi realizada virtualmente justamente em um momento em que a medicina diagnóstica estava sob os holofotes da grande mídia. Na ocasião, especialistas da área explicaram as diferenças entre os testes para diagnóstico da COVID-19, falaram sobre o impacto do diagnóstico tardio de outras tantas doenças que não esperam a pandemia passar para se manifestarem, e tiraram dúvidas de profissionais da imprensa que participaram do encontro on-line. Clique aqui para acessar a segunda edição.

Participações em feiras e eventos de parceiros

O calendário de eventos da Abramed sempre considerou a participação da entidade nas principais feiras de negócios e encontros de parceiros realizados anualmente no cenário de saúde nacional. Além de marcar presença na Feira Hospitalar, principal evento do setor nas Américas, com estande e promoção de palestras diversas; a entidade em 2020 tinha confirmado sua presença na primeira edição da Medical Fair Brasil, spin-off da MEDICA, principal feira de saúde do mundo. Devido à pandemia, A MFB foi adiada para 2021, assim como a Feira Hospitalar.

Também estão na agenda anual da Associação a participação em eventos promovidos por parceiros como Aliança Saúde Populacional (ASAP), Alliance for Integrity, Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs), Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Fórum Healthcare Business, Fórum Inovação Saúde (FIS), Global Summit Telemedicine & Digital Health, Grupo Mídia, Informa Markets, Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Instituto Ética Saúde, PwC Brasil, Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp), Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), South America Health Education (SAHE) e Unidas Autogestão em Saúde.

#especial10anos

Com especialistas dedicados, comitês e grupos de trabalho dão corpo às demandas da medicina diagnóstica

Abramed fortalece debates em reuniões que balizam tomadas de decisão estratégicas para assuntos de ampla relevância ao desenvolvimento do setor

3 de dezembro de 2020

Considerando a vastidão de demandas do setor de medicina diagnóstica e levando em conta que a troca de conhecimentos é um caminho profícuo rumo à evolução, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) investiu na criação de comitês e grupos de trabalho totalmente dedicados às principais temáticas que circundam o cenário atual.

Hoje, ao todo, são nove comitês e quatro grupos de trabalho que reúnem especialistas da entidade e de seus associados. “É excelente participar das reuniões desses times pois temos a oportunidade de aprender com profissionais altamente especializados em cada um desses assuntos”, comenta Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

As reuniões – que durante a pandemia de COVID-19 passaram a ser virtuais – são indispensáveis para que haja integração e alinhamento. “Apesar da grande quantidade de informações acessíveis pelos meios digitais, precisamos filtrá-las para que, assim, se transformem em conhecimento”, comenta Alex Galoro, diretor do Comitê Técnico de Análises Clínicas, enfatizando que esses grupos permitem que os profissionais tenham contato com pessoas e informações selecionadas que discutem situações e problemas atuais. “Os encontros vão além, proporcionando acesso a canais para que nossas propostas de melhoria sejam apresentadas”, complementa.

Mas a relevância desses encontros não se resume à troca de experiências, como comenta Walquiria Favero, membro do Comitê de Governança, Ética e Compliance (GEC). “Os comitês e os grupos de trabalho também impulsionam ações setoriais que trazem benefícios para toda a cadeia”, diz. Complementando esse raciocínio, Leonardo Vedolin, que dirige o Comitê Técnico de Radiologia e Diagnóstico, comenta que as reuniões promovidas “permitem a evolução das práticas de gestão e assistenciais, além de garantir a representatividade do segmento”.

São muitas as vitórias identificadas pelos membros ao longo da década. Galoro destaca a elaboração do Código de Conduta e a proximidade da Associação com os órgãos reguladores. Já Walquiria aponta a flexibilização de compartilhamento de dados da saúde para fins de diagnóstico na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a interlocução setorial tratando da Reforma Tributária.

Outro foco de desenvolvimento está na notoriedade que a Abramed ganhou no setor, reflexo, também, do empenho do Comitê de Comunicação que se dedica a filtrar os principais assuntos que devem ser permeados entre associados e público externo. “Nesses 10 anos de trajetória, um dos maiores legados já estabelecidos pela Abramed foi ter conseguido construir pontes de comunicação para demonstrar à sociedade a relevância do diagnóstico como etapa fundamental para auxiliar ao médico na melhor conduta clínica de cuidado preventivo”, comenta o diretor William Malfatti.

Pensando em desafios futuros, despontam assuntos relacionados a finanças, resultados, mudanças na legislação e nas regulações. “A Abramed precisa se manter alerta nas diferentes frentes de atuação e a todos os aspectos que possam impactar o nosso segmento”, comenta Galoro. “É preciso continuar a desenvolver discussões e pautas mais relevantes, contribuindo para a melhoria da cadeia produtiva e para um ambiente mais ético e justo”, completa Walquíria.

Para Vedolin, o maior desafio será alinhar as agendas em um setor que passa por fortes transformações. “As premissas para esse alinhamento possivelmente serão distintas daquelas que todos vivenciamos até agora”, finaliza.

Clique AQUI e conheça os Comitês da Abramed e AQUI para acessar detalhes sobre os Grupos de Trabalho. Além disso, nas redes sociais da Associação você confere uma seção chamada “Abramed por Dentro” que traz depoimentos dos membros. Clique AQUI e confira no Instagram ou AQUI para acessar pelo Facebook.

#especial10anos

Essencial e complexa, cadeia da saúde depende do diálogo intersetorial

Proximidade entre as diferentes entidades amplia voz e representatividade; pandemia e pleitos em comum fortaleceram o relacionamento

3 de dezembro de 2020

A gestão de um sistema de saúde altamente complexo como o brasileiro encontra desafios e, nos desafios, oportunidades. A manutenção de um diálogo transparente entre representantes da indústria, dos prestadores de serviços diversos e das operadoras – sempre com base em relações confiáveis e éticas – deve ser vista com prioridade.

Impulsionado pela pandemia de COVID-19 que exigiu, e ainda exige, esforços conjuntos para redução dos tristes impactos ao país e por lutas que convergem as necessidades de inúmeros subsetores, esse diálogo vem se fortalecendo ao longo dos anos mostrando ser possível deixar de lado algumas individualidades para trabalhar pelo bem comum: melhorar a saúde populacional ofertando atendimento de qualidade sem ferir a sustentabilidade dos sistemas. Com esse objetivo compartilhado, a integração torna-se natural.

Não que a busca por maximizar resultados deixa de ser legítima, porém a conscientização sobre a necessidade da união e do trabalho conjunto torna-se mais relevante como comenta Claudio Lottenberg, presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS). “O entendimento de que todos estão trabalhando para criar valor para o paciente dentro de práticas com qualidade e menor custo tem sido a linguagem que une os diferentes participantes da cadeia produtiva”, diz.

E, de fato, independentemente dos pleitos individuais de cada subsetor, a força maior permanece centrada no paciente. É o que comenta Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp): “cada um em sua área de atuação, mas todos com uma enorme sinergia”.

Para o presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI), Sérgio Rocha, manter esse relacionamento ativo é questão de sobrevivência. “O setor de saúde é único e qualquer solução ou caminho precisa ser comum. Todos devem atuar em sintonia”, comenta. E essa relação é, na opinião de Breno Monteiro, presidente da CNSaúde, o grande carro chefe. “O ponto principal é justamente a interlocução entre as entidades. A Abramed, nessa década, sempre se mostrou aberta ao diálogo representando de forma clara e verdadeira a medicina diagnóstica do Brasil”, declara.

Percepção que também se faz presente na fala de Walban Damasceno, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde (ABIMED). “Sem dúvida alguma o sistema de saúde e seus atores são elos de uma corrente totalmente interdependente”. O executivo enfatiza a necessidade de criação de uma visão sistêmica que entenda os mercados público e privado como complementares para ampliação de acesso e para que o país consiga entregar saúde de qualidade aos seus quase 210 milhões de habitantes.

Apesar de reconhecer que houve muito avanço nos últimos anos, Rocha acredita que o diálogo ainda precisa ganhar corpo e Damasceno enxerga espaço para melhorias principalmente no que tange à elevação da voz setorial junto aos tomadores de decisão. “Quando nos posicionamos, sinto que ainda falta, à nossa voz, o timbre ideal para que sejamos ouvidos e possamos evoluir”, diz. “Temos uma agenda intensa, repleta de desafios, e só conseguiremos avançar quando formos ouvidos na proporção adequada à nossa representatividade, que é o que ocorre, por exemplo, com setores como o agronegócio”, completa.

Luta compartilhada

Esse fortalecimento da voz setorial mencionado por Damasceno pode ser notado ao longo de todo ano de 2020 quando a saúde brasileira se uniu para discutir a Reforma Tributária. Atuando em conjunto para mostrar que uma reforma mal formulada e que não reconhece a essencialidade de setores como a saúde pode ser um enorme retrocesso, entidades elaboraram estudos e dialogaram com membros do legislativo e do executivo a fim de defender a sustentabilidade dos serviços em saúde.

A Abramed, por exemplo, compartilhou com o mercado um relatório intitulado Impactos da Reforma Tributária no Setor de Medicina Diagnóstica que mostra, diante de uma reforma míope, possível aumento de 40,4% na carga tributária do setor. Unindo esforços com diversas outras entidades – e até mesmo extrapolando as barreiras da saúde para encontrar apoio na educação – vem enfatizando, tanto à população quanto à mídia e aos decisores, que aumentar as despesas dos serviços de saúde trará um prejuízo enorme ao povo brasileiro que cada vez menos terá a oportunidade de acessar, via convênios médicos, a rede suplementar ampliando a faixa de pessoas integralmente dependentes do SUS.

“Acreditamos que a essencialidade do segmento saúde deva ser considerada. Já fomos impactados pela COVID-19 e um aumento de tributação seria cruel com o setor. Colocamos em risco o acesso à saúde, a empregabilidade e a expansão do mercado para mais pessoas”, diz Amaro reforçando a percepção de que tanto hospitais, quanto clínicas de imagem e laboratórios têm as mesmas preocupações com relação aos textos da reforma que tramitam no Congresso Nacional.

Impactos pandêmicos

O cenário é triste, mas a pandemia de COVID-19 deixou alguns legados para a saúde. Além do amplo conhecimento que vem se disseminando pelo mundo, no Brasil a comunicação intersetorial cresceu consideravelmente. “A saúde historicamente dialogava pouco, mas esse cenário foi mudado pela crise. Nunca tínhamos visto tantas entidades debatendo assuntos altamente relevantes para o setor como um todo, tomando decisões práticas e ágeis, e batalhando para vencer desafios até então inimagináveis”, diz Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed.

“A saúde é um setor que funciona como uma cadeia de produção e o novo coronavírus; uma situação nova e, para a maioria das pessoas, inesperada; reforçou essa percepção levando os segmentos a buscarem uma atuação ainda mais coesa e homogênea”, complementa João Alceu Amoroso, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). “A iniciativa privada foi muito importante para a testagem atuando, inclusive, na validação dos testes sorológicos para que tivéssemos liberação do maior número possível desses exames sempre com a qualidade que o setor prima”, diz Monteiro, da CNSaúde.

Representando os hospitais privados, Amaro reforça que a pandemia colocou à prova a capacidade de o setor se reorganizar com extrema agilidade. A medicina diagnóstica correu para atender à demanda por testes de COVID-19 e os hospitais se preparam para receber um número elevado de pacientes infectados. “Fomos exitosos e é importante reforçar que os hospitais não conseguiriam combater, sozinhos, a crise. Somos uma orquestra bem afinada”, relata. Vencer a pandemia segue como uma das principais tarefas do setor. “Uma batalha dura, mas que temos enfrentado com competência”, completa Amaro.

#especial10anos

Desafios regulatórios – Complexidade da saúde pede diálogo aberto com órgãos reguladores

Em dez anos, Abramed conquistou proximidade com ANS e com Anvisa e busca manutenção desse relacionamento

3 de dezembro de 2020

Em um setor essencial e com tamanha responsabilidade junto à população, como é o caso da saúde, a regulação – conjunto de medidas que envolvem a criação de normas, o controle e a fiscalização dos segmentos – é atividade indispensável para a garantia do melhor atendimento populacional. Quando fechamos o foco para a medicina diagnóstica, o cenário é extremamente parecido. “Somos um mercado altamente regulado, que segue rígidas diretrizes, e isso é fundamental para que possamos garantir a segurança dos pacientes”, comenta Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

A complexidade da cadeia de saúde pode dificultar o diálogo entre todos os players, fundamental para os melhores resultados. Justamente por ser um desafio, conquistar abertura para manter reuniões constantes tanto com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quanto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem sido apontada como uma vitória da Abramed, que em dez anos de atuação vem se aproximando dos órgãos reguladores a fim de manter a dinâmica da medicina diagnóstica do país. “A disposição para o diálogo nos anima. Precisamos estar juntos”, diz Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Associação.

A Abramed está, nesse momento, com dois pleitos paralelos junto às entidades reguladoras. Com a Anvisa, dialoga sobre as Consultas Públicas 911 e 912 que tratam, respectivamente, da regulação de farmácias e drogarias e das diretrizes que regem as atividades dos laboratórios clínicos. Já com a ANS, a conversa gira em torno da Consulta Pública 81 que avalia a inclusão de novos procedimentos no rol de obrigatoriedades dos convênios médicos.

“A Abramed, desde sua constituição, se preocupou em acompanhar as mudanças do mercado, antevendo as mudanças regulatórias e dando o suporte necessário para que as normas expedidas pela administração pública garantam atuação equânime ao mercado de saúde suplementar, sem criar desequilíbrio entre os diversos agentes”, pontua Teresa Gutierrez, sócia da Machado Nunes.

Desafios futuros

Questionado sobre quais os principais desafios da Anvisa para os próximos anos, o diretor Alex Campos Machado citou a alta velocidade das inovações. “Percebemos que nosso grande compromisso está em acompanhar a agilidade da incorporação de novas tecnologias, ampliando nossa capacidade de regular essas incorporações e de nos anteciparmos ao mercado”, disse.

Segundo ele, para esse acompanhamento em tempo real, a entidade visa sempre a construção de normas e balizas que permitam instrumentos regulatórios capazes de tornar os processos mais rápidos. “Esse trabalho vem sendo facilitado pela condição internacional alcançada pela Anvisa que, hoje, tem assento garantido junto a outros órgãos reguladores, harmonizando procedimentos e aproveitando a expertise de outros países que já passaram pela fase em que estamos”, declara. O executivo afirma que a Anvisa regula cerca de 25% do PIB brasileiro devido à infinidade de produtos que estão sob seu chapéu.

Na visão de Rogerio Scarabel, diretor-presidente da ANS, é preciso investir no conceito de um sistema de saúde unificado construído pelos setores público e privado atuando em parceria e como forma de complementação ao atendimento. “Importante reforçarmos para a sociedade a necessidade de o Sistema Único de Saúde ser complementado pela rede privada, ambos trabalhando em harmonia para o bem-estar da população”, afirma.

Paralelamente, Scarabel reforça que é preciso mudar o mindset dos players. “O executivo precisa deixar de ser um gestor financeiro para ser um gestor de saúde. As operadoras precisam assumir esse compromisso, focando nos diversos modelos de remuneração disponíveis”, aponta.

Teresa reforça que a Abramed cresceu e se devolveu muito em dez anos e que tanto ANS quanto Anvisa também progrediram consideravelmente desde a fundação, ocorrida na década de 1990. “Muito da maturidade da Abramed vem, também, da maturidade das agências”, enfatiza.

Telessaúde

Na área de medicina diagnóstica, a telessaúde já é realidade consolidada, visto que a teleradiologia se faz presente no dia a dia dos profissionais há pelo menos dez anos. Mas há, ainda, muito a ser melhorado e regulado, principalmente no âmbito dos diagnósticos laboratoriais. Para isso, a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é indispensável a fim de regular o setor privado.

Com a pandemia de COVID-19, os temas relativos ao atendimento remoto ganharam repercussão. Aprovada em caráter emergencial, a telemedicina permitiu que a população pudesse continuar recebendo assistência sem a necessidade de se expor ao risco de contaminação. Qual a visão da ANS dentro desse novo cenário instalado no país? De acordo com Scarabel, a Agência não enxerga a telessaúde como um novo procedimento, mas sim como uma modalidade de atendimento. “Essa percepção ajuda a garantir a cobertura obrigatória”, explica. O executivo reforça que, por ser um ato médico, a normatização parte primeiro do Conselho Federal de Medicina (CFM) e, somente depois, parte para a entidade reguladora analisar as necessidades relativas àquela atividade.

“Na área de laboratório há a oportunidade inclusive de recebermos amostras biológicas do exterior para serem processadas no Brasil. Porém, para que isso aconteça, precisamos de um canal verde da Anvisa para que essas amostras não fiquem retidas e os pacientes aguardando ansiosamente seus resultados”, comenta Shcolnik.

Totalmente aberta ao diálogo junto ao setor de medicina diagnóstica, a Anvisa vem se mostrando parceira na tomada de decisões. “Estamos próximos ao mercado a fim de entender as necessidades. Para isso, escutamos os regulados e a população. Vemos que esse é um setor pujante que o Brasil precisa explorar melhor para ampliar sua capacidade de trazer novas divisas, visto que temos tecnologia e mão de obra qualificada para prover esses serviços”, finaliza Machado.

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