Diretora-executiva da Abramed fala ao Valor Econômico da preocupação com a liberação de testes de covid-19 em farmácias

29 de Abril de 2020

A aprovação da realização de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19 em farmácias e drogaria, enquanto durar a pandemia do novo coronavírus, foi pauta no Valor Econômico dessa quarta-feira (29). O veículo conversou com a diretora-executiva da Abramed, Priscilla Franklim Martins, sobre o tema.

“Estamos preocupados com a comercialização de testes rápidos em farmácias porque pouquíssimos deles tiveram validação. Outro ponto é saber como será esse processo de testagem, serão adotadas as mesmas práticas dos laboratórios?”, questionou a executiva em entrevista ao Valor Econômico.

A matéria destacou também que um grupo formado pelos laboratórios Dasa, DB, Fleury, Hermes Pardini, Sabin e dos hospitais Albert Einstein e Emílio Ribas estão realizando, desde a semana passada, de forma voluntária a validação de testes rápidos.

Leia a matéria na íntegra em: https://bityli.com/vZ38t

Jornal Nacional noticia ofício assinado pela Abramed e entidades do setor sobre liberação de testes de Covid-19 em farmácias

29 de Abril de 2020

O Jornal Nacional desta terça-feira (28) falou sobre a preocupação de entidades do setor quanto a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da venda de testes rápidos para o diagnóstico de Covid-19 em farmácias e drogarias. A liberação vai valer enquanto durar a situação de emergência.

“Apoiamos todas as ações que contribuam para o acesso da população aos exames laboratoriais relacionados à COVID-19 desde que sejam asseguradas as boas práticas durante a realização dos testes e a segurança da população por meio do respeito à legislação vigente e às recomendações das Sociedades Científicas que atuam no setor”, diz o ofício assinado pela Abramed, Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM), a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

Confira a reportagem: https://globoplay.globo.com/v/8516990/

Diretora-executiva da Abramed concede entrevista ao Jornal Nacional sobre percentual preocupante de amostras descartadas de exames de Covid-19

28 de Abril de 2020

A diretora-executiva da Abramed, Priscilla Franklim Martins, falou ao Jornal Nacional nessa segunda-feira (27/04) sobre o percentual preocupante de amostras descartadas de exames de Covid-19 devido a erros de armazenamento e transporte.

“Nessa testagem, principalmente em um período de pandemia, onde existe uma crise grande de fornecimento de insumos, é muito importante que a gente siga práticas muito estritas de manipulação e testagem para que a gente reduza ao máximo o número de amostras descartadas nesse processo”, disse Priscilla ao telejornal.

Segundo a reportagem, profissionais de saúde identificaram erros no armazenamento e no transporte das amostras em São Paulo, que devem seguir critérios determinados por normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do governo do Estado. As amostras, por exemplo, devem ser armazenadas a uma temperatura de 2 a 8 graus por até 72 horas. Se não for possível entregar o material em laboratório nesse período, ela deve ser congelada em freezer a -70º C.

Assista a reportagem completa: https://globoplay.globo.com/v/8513925/

Presidente da Abramed fala à Folha de S. Paulo sobre cenário de queda de exames nos laboratórios durante pandemia

27 de Abril de 2020

A edição impressa do dia 27 de abril da Folha de S. Paulo trouxe matéria sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus na saúde brasileira. Para contextualizar a Medicina Diagnóstica nesse cenário, o veículo conversou com Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed, que falou sobre a lenta recuperação desse setor. “Coletas domiciliares cresceram muito, mas não os exames de imagem, que exigem deslocamento até as unidades”, disse à Folha.

Segundo o jornal, hospitais privados e filantrópicos registram queda de até 90% no movimento por causa do cancelamento de exames e cirurgias eletivas causados pela pandemia, e que entidades representativas de hospitais calculam o montante de perdas como o fechamento de algumas unidades a partir do fim do mês.

A Folha destaca que o setor, juntamente com a área de medicina diagnóstica, busca linhas especiais de financiamento no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), e tem feito gestões no Ministério da Economia para isso.

Confira a matéria na íntegra no link:

https://bit.ly/2KAgAEu

Abramed fala à ISTOÉ sobre cenário de testes para Covid-19 no Brasil

20 de Abril de 2020

A edição nº 2623 da ISTOÉ, publicada na sexta-feira (17/4), traz em sua capa matéria sobre os impactos da pandemia do novo coronavírus no sistema de saúde brasileiro. Para falar sobre o cenário atual dos testes de diagnóstico para Covid-19 no Brasil, a revista conversou com a diretora-executiva da Abramed, Priscilla Franklim Martins.

Em entrevista, a executiva destacou que a demanda por esses testes cresceu muito no país e no mundo, trazendo para os laboratórios alguns desafios, como a falta de reagentes para a realização dos exames. “O teste é muito importante e deveríamos testar 100% da população, mas diante da escassez precisamos gerenciar estoques”, disse ao veículo.

Confira matéria na íntegra:

Webinar Abramed discute atualizações jurídicas e de Recursos Humanos durante a pandemia de coronavírus

Conferência on-line reuniu advogados especialistas para esclarecer temas como redução da jornada de trabalho e salários, negociações contratuais e medidas tributárias

17 de abril de 2020

Ainda é cedo para medir todos os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus no mundo, principalmente nos sistemas de saúde. Mas, existe um fato inegável: a crise tem transformado as relações humanas e de trabalho, e os modelos de negociações e legislações em diversos países. No Brasil, desde fevereiro e até o dia 15 de abril, a Presidência da República editou 28 medidas provisórias (MPs) destinadas ao combate à Covid-19. Desse total, 11 abrem créditos extraordinários para o enfrentamento da pandemia e de seus efeitos na economia.

As MPs autorizaram, por exemplo, a redução da jornada de trabalho e salários, a prorrogação de recolhimento de impostos, como PIS/COFINS e INSS. As mudanças são inúmeras e têm provocado uma série de dúvidas e incertezas em pessoas, empresas e organizações. Afim de promover o esclarecimento sobre esses temas para seus associados e demais laboratórios, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) realizou, no dia 16 de abril, um webinar para discutir as atualizações jurídicas e de Recursos Humanos que são frutos do cenário atual de pandemia.

Participaram deste evento on-line, com conteúdo gravado e disponível no canal do YouTube da Associação, um time de advogados especialistas da Machado Nunes, composto por Daniela de Andrade Bernardo, sócia da área Trabalhista; Renato Nunes, sócio da área Tributária; Rafael Younis Marques, sócio da área de Contratos e Societário; e Teresa Gutierrez, sócia da área de Regulatório em Saúde. O bate-papo foi moderado por Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed, e contou com a presença ativa do público por meio de uma plataforma de vídeo com chat em tempo real.

Corte salarial e redução na jornada de trabalho

Durante o evento, a sócia da área Trabalhista da Machado Nunes esclareceu diversos questionamentos sobre a MP 963 anunciada pelo governo no dia 2 de abril, que autoriza que empresas reduzam salários e jornadas de funcionários. O texto permite redução salarial de até 70%, com diminuição da jornada de trabalho, ou suspensão total dos contratos.

Daniela explicou que a nova legislação permite três faixas de corte salarial com redução proporcional da carga horária: 25%, 50% e 70%. No entanto, existem condições para cada porcentagem. Quando o corte for de 25%, a mudança pode ser feita por acordo individual entre o patrão e o empregado, independente da faixa salarial. Nas reduções de 50% e 70% ou suspensão de contrato, os acordos individuais só poderão ser firmados com empregados que ganham menos de R$ 3.135 ou mais de R$ 12.202,12. Os trabalhadores que recebem entre R$ 3.136 e R$ 12.202,11 só poderão ter seus contratos modificados por acordo ou convenção coletiva, com a participação do sindicato. “O que não pode acontecer é o funcionário ter o corte de salário, mas não ter a redução da jornada de trabalho”, alerta.

Sobre a suspensão temporária do contrato de trabalho, Daniela esclareceu que ela pode ser feita por até 60 dias e, caso a empresa tenha faturamento anual de até 4,8 milhões, o governo se compromete a pagar 100% do seguro-desemprego. Acima desse faturamento anual, a empresa precisa fornecer para o empregado uma ajuda de custo equivalente a 30% do salário. “Durante a suspensão temporária do contrato, o funcionário não deve enviar nenhum e-mail ou estar à disposição para solicitar informações. É muito importante que os empregadores entendam isso”.

Pagamento de tributos nacionais

Entre as MPs autorizadas pelo governo para o enfrentamento da pandemia também estão alterações nas medidas tributárias. Renato Nunes, sócio da área Tributária, destacou durante o Webinar Abramed a diminuição de 50% na contribuição feita pelas empresas às entidades que integram o Sistema S e a redução para zero porcento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre transações de créditos, ambas as alterações válidas até o dia 30 de junho.

“O governo brasileiro também concedeu redução temporária, para zero porcento, da alíquota do Imposto de Importação (II). Essa medida é extremamente importante no combate à Covid-19, uma vez que estamos importando diversos equipamentos de proteção individual (EPI), como as máscaras”, acrescenta Nunes.

O especialista também salientou que o governo publicou uma portaria que prorroga o recolhimento do PIS/COFINS e da contribuição previdenciária (INSS) por parte dos empregadores. “Os pagamentos de março e abril, que venceriam em abril e maio, poderão agora ser integralizados em agosto e outubro. As Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) referentes aos meses de fevereiro, março e abril poderão ser realizadas em julho”, explica.

Negociação de contratos

Diante do agravamento da crise instaurada pelo novo coronavírus, muitas empresas se mobilizaram e notificaram os seus parceiros a respeito da impossibilidade de cumprimento dos contratos firmados, calcadas nos conceitos de caso fortuito e força maior – dos quais o Código Civil estabelece que o devedor não responderá pelos prejuízos que não é responsável, como efeitos imprevisíveis e inevitáveis. Ou seja, em uma relação contratual, mesmo havendo o cumprimento diferenciado da obrigação por uma das partes, esta não responde por eventuais inconvenientes causados à outra.

Mas, segundo Rafael Younis Marques, sócio da área de Contratos e Societário da Machado Nunes, a situação pode ser um pouco mais complexa. “Os efeitos da pandemia são considerados casos fortuitos ou de força maior, mas facilitam no descumprimento de uma obrigação contratual. O que a Lei prevê é que a empresa que não pode ser responsabilizada pelos danos causados em casos fortuitos ou de força maior. Isso não significa, por exemplo, que a empresa não terá que realizar um pagamento, mas sim que ela estará livre de juros ou eventuais danos por não ter efetuado o pagamento naquele dia”, esclareceu durante a conferência.

Segundo Marques, a recomendação para lidar com a relação contratual em tempos de pandemia é a negociação entre as partes. “A maioria das empresas que estão negociando tem conseguido um acolhimento das demandas, mesmo ainda que parcial, porque todo mundo tem bom senso e reconhece a crise mundial”.

Aspectos regulatórios

“Esse momento está servindo para que as pessoas revejam suas ações e para a Anvisa não foi diferente”, disse Teresa Gutierrez, sócia da área de Regulatório em Saúde da Machado Nunes, sobre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária durante o Webinar Abramed. Segundo ela, a entidade reguladora adotou uma série de medidas para acelerar os processos de importação e aprovação, como o que está acontecendo com os produtos de diagnóstico in vitro já registrados no Brasil, que passam a ter análise prioritária para a entrada no país.

“Em fevereiro, a Agência autorizou a importação de produtos que não são registrados no Brasil, desde que eles tenham registro em algum dos países que integram o International Medical Device Regulators Forum (IMDRF). Essa ação internacional que a Anvisa tem realizado facilita a importação em um momento tão importante quanto esse, onde existe a competição mundial por equipamentos, medicamentos e insumos”, acrescentou.

 No dia 1º de abril, a Câmara aprovou um projeto para agilizar a liberação de produtos usados no combate ao novo coronavírus pela Anvisa em até três dias. O texto, que cria uma autorização especial durante a crise, ainda precisa ser analisado pelo senado.

Época Negócios noticia projeto inédito que une laboratórios privados para avaliar qualidade de testes do coronavírus

16 de Abril de 2020

O jornalismo da Época Negócios conversou com Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed, sobre projeto inédito que une laboratórios brasileiros privados para validar testes de Covid-19 a fim de garantir a segurança da população e confiabilidade de exames que chegam ao mercado nacional.

“Hoje, existe uma necessidade do mercado em comprar os testes. No entanto, embora eles sejam aprovados pela Anvisa, não são validados sobre a confiabilidade e sensibilidade. A iniciativa é importante para garantir segurança aos pacientes. Evitando, por exemplo, um resultado falso-negativo”, disse a executiva ao veículo.

O projeto é fruto de uma união entre a Abramed, a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

Confira matéria na íntegra no link:

https://glo.bo/2Vxgtj2

Diretora-executiva da Abramed fala ao Fantástico sobre projeto que une laboratórios privados para validar testes de Covid-19

13 de Abril de 2020

Ao longo das últimas semanas, o Fantástico tem exibido uma série de matérias sobre o impacto do novo coronavírus no Brasil e no mundo. Nesse último domingo (12), o programa trouxe ao ar uma reportagem sobre a validação dos testes rápidos que estão sendo utilizados no país. A equipe de jornalismo do Fantástico conversou com a diretora-executiva da Abramed, Priscilla Franklim Martins, que falou sobre o projeto inédito que une laboratórios brasileiros privados para validar testes de Covid-19 a fim de garantir a segurança da população e confiabilidade de exames que chegam ao mercado nacional.

Com a preocupação de evitar a utilização de metodologias pouco confiáveis, a Abramed, Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) se uniram em prol desse projeto. Esta é a primeira vez que um projeto deste porte está sendo realizado no mundo e, com ele, o Brasil buscar evitar problemas já enfrentados por outros países.

A matéria foi veiculada também pela GloboNews.

Confirma a reportagem em:  https://bit.ly/3b7BW7E

Testes de COVID-19 são tema de webinar com presença de Wilson Shcolnik

13 de Abril de 2020

Convidado pela Aliança para a Saúde Populacional, Wilson Shcolnik esclareceu principais questionamentos sobre os diferentes modelos de testes

A pandemia do novo coronavírus trouxe muitos desafios para os sistemas de saúde e, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que o melhor caminho para vencer a COVID-19 era testar o maior número possível de pessoas, diversas dúvidas surgiram com relação aos diferentes tipos de exames disponíveis no mercado. Para esclarecer todos esses aspectos, a Aliança para a Saúde Populacional (ASAP) realizou, dia 9 de abril, uma entrevista virtual com Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Interagindo com Fábio Gonçalves e Letícia Azeredo Diniz, respectivamente diretor técnico e assessora da ASAP, Shcolnik enfatizou que neste momento o setor de diagnósticos preza pelo registro e pela validação dos testes disponibilizados no país. “Precisamos que a utilização desses testes seja feita com segurança. Caso contrário teremos resultados que não serão confiáveis”, pontuou.

Explicando que no momento o Brasil tem cerca de 25 testes registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre eles o teste molecular RT-PCR que é tido pela OMS como o padrão-ouro para diagnóstico de COVID-19, o presidente declarou que a preocupação com os diferentes testes que surgem e não têm sua eficácia devidamente avaliada visa evitar a repetição de um passado recente não tão vantajoso. “Quando vivenciamos a epidemia de dengue vimos que os testes rápidos têm desempenho variável. Por isso registro e validação são etapas tão importantes”, declarou.

Shcolnik aproveitou a oportunidade para reafirmar a força-tarefa que está sendo realizada por laboratórios privados e entidades do segmento para validar os exames de diagnóstico de COVID-19 no Brasil, uma iniciativa inédita que trará segurança para o país e para o cidadão brasileiro, já que os resultados serão divulgados apontando quais as metodologias mais confiáveis. Além disso, o projeto contribuirá com o cenário global ao compartilhar as informações obtidas durante a validação para formulação de estudos promovidos pela London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM) e pela Aliança Latinoamericana para o Desenvolvimento do Diagnóstico in Vitro (ALADDIV).

RT-PCR ou teste sorológico?

A OMS apontou o RT-PCR (reação em cadeia da polimerase em tempo real), exame molecular capaz de identificar o RNA do novo coronavírus em amostras dos pacientes, como o exame mais apropriado para o diagnóstico da COVID-19 na fase aguda da doença, ou seja, quando a pessoa já apresenta sintomas ou confirma ter tido contato com alguma pessoa infectada. Esse exame, que é de alta complexidade, é oferecido em hospitais e laboratórios, porém devido à alta demanda os insumos para sua realização estão escassos, o que enfatiza a necessidade do uso racional deste procedimento.

Porém, segundo o presidente da Abramed, o país conseguiu se desenvolver rapidamente logo que os primeiros casos foram diagnosticados em território nacional. “Nas semanas iniciais conseguíamos realizar centenas de exames ao dia. Hoje, tanto as redes privadas quanto as públicas já são capazes de executar de 4 a 5 mil exames diariamente para diagnosticar a COVID-19 na fase aguda da doença”, explicou.

Já o teste rápido – que conta com um método realizado em laboratório e outro método conhecido como auto-teste e que se assemelha ao exame de gravidez disponível nas farmácias – não atua na identificação do RNA do vírus, mas sim na checagem de anticorpos. E é nesse momento que o falso negativo pode ocorrer, gerando uma perigosa falsa sensação de segurança.

O sistema imunológico se comporta de forma diferente em cada pessoa, produzindo anticorpos em ritmos diferenciados. “Sabemos que o anticorpo IgM demora até 10 dias para constar nas amostras sanguíneas. Isso mostra que se o exame for realizado logo que os sintomas surgirem, o resultado será negativo mesmo que a pessoa esteja infectada pelo novo coronavírus”, explicou Shcolnik complementando que o IgG, outro anticorpo identificado, somente aparece após o 14º dia do início dos sintomas. “Para a fase aguda contamos com o RT-PCR e, para a fase tardia, os exames de anticorpos serão de grande valia”, complementa o executivo.

Quando trata da utilização dos exames sorológicos na fase tardia, o presidente explica que esses testes terão um papel fundamental na retomada das atividades, já que poderão apontar as pessoas que têm anticorpos e, dessa forma, poderiam retornar ao trabalho. Além disso, esses exames também serão de grande valia para avaliação do perfil de imunidade da comunidade como um todo. Concomitantemente, Shcolnik reforça que a ciência ainda não pode afirmar que a pessoa que foi uma vez infectada não está mais suscetível à novas infecções. Aos interessados, o webinar segue disponível no canal da ASAP no YouTube.

Diretora Executiva da Abramed é entrevistada na CNN Brasil sobre testes rápidos para Covid-19

10 de Abril de 2020

A Abramed foi fonte nesta sexta-feira (10), em uma matéria do jornal Live CNN, na CNN Brasil, sobre o programa inédito no mundo de validação de testes rápidos para o diagnóstico do COVID-19, promovido pela entidade em parceria com a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

O projeto também gerará importantes dados para estudos internacionais, promovidos pelo International Diagnostic Centre (IDC) da London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM) e pela Aliança Latinoamericana para o Desenvolvimento do Diagnóstico in Vitro (ALADDIV) em cooperação com a União Europeia e a OMS, somarão esforços para o que é chamado de “preparedness”, ou seja, a necessidade dos países estarem preparados para lidar com pandemias tanto do ponto de vista regulatório quanto de acesso.

Veja a reportagem no link:

https://bit.ly/3bzK94P