GT de Comunicação da Abramed divulga Position Paper

GT de Comunicação da Abramed divulga Position Paper

Outubro de 2018

Documento visa a dar unicidade de discurso aos porta-vozes das empresas associadas para exercerem advocacy setorial com o objetivo de evidenciar a contribuição do segmento de medicina diagnóstica para a sociedade e para a sustentabilidade do sistema de saúde

Objetivos
O Position Paper da Abramed é um documento que tem como finalidade trazer as seguintes contribuições:

1. construir posicionamento que evidencie a contribuição do segmento de medicina diagnóstica para a sociedade e para o equilíbrio e sustentabilidade do sistema de saúde; e

2. dar unicidade de discurso aos porta-vozes das empresas associadas para advocacy setorial e dos seus negócios.

Contexto
A medicina diagnóstica tem um papel fundamental na cadeia produtiva da saúde. A alta tecnologia, os estudos científicos, a precisão e a modernização trouxeram benefícios incalculáveis no apoio à atividade médica, prevenção de doenças e detecção precoce de patologias.

Um outro fator importante é a produção de conhecimento em medicina diagnóstica realizado pelas empresas do setor para auxiliar a atualização do profissional médico, permitindo aprimoramento continuo para a melhor conduta
clínica. Contudo, há uma distância significativa do valor gerado pelo setor e a percepção de alguns stakeholders.

A Abramed, nesse contexto, tem exercido um papel importante na liderança de discussões com seus associados e com todos os elos da cadeia na busca de soluções para o desenvolvimento sustentável do setor, atuando com princípios aderentes às normas legais, técnicas e éticas.

Mensagens-Chave
Para fazer frente à percepção distorcida que questiona o valor gerado pelo segmento de medicina diagnóstica, recomenda-se a adoção do posicionamento abaixo por meio da utilização dessas mensagens-chave pelos porta-vozes da entidade e de empresas associadas em todas as interações e oportunidades que tenham com a imprensa, formadores de opinião, influenciadores, comunidade médica, órgãos reguladores, legisladores, governos e a sociedade em geral.

1. O segmento de medicina diagnóstica representa um elo de alta relevância na cadeia de saúde por fornecer à atividade médica apoio no processo diagnóstico para a adequada conduta clínica em cada caso;

2. A etapa diagnóstica, além de solucionar as questões críticas de saúde dos pacientes, traz informações por meio de exames que permitem a prevenção em benefício de uma vida saudável. Além disso, contribuem para evitar intercorrências que podem colocar o paciente em risco e gerar, consequentemente, custos ao sistema de forma precoce ou recorrente;

3. A Abramed preconiza práticas de qualidade em medicina diagnóstica como premissa mandatória porque tem a convicção de que essa postura resguarda a saúde das pessoas, a conduta clínica e inibe desperdícios no sistema;

4. O setor entende ser sua responsabilidade disseminar conhecimento em medicina diagnóstica para auxiliar a atualização do profissional médico, permitindo aprimoramento continuo para a melhor conduta clínica. Por isso, as
empresas do setor dedicam significativos investimentos na produção de publicações e eventos científicos de forma contínua;

5. A atividade de medicina diagnóstica atende à solicitação médica para a realização de exames, respeitando a autonomia e a perspectiva de conduta clínica a partir do acompanhamento que realiza sobre cada caso. Realizamos
exames em apoio a esse relevante trabalho do profissional médico sem exercer qualquer tipo de ação que gere demanda;

6. O setor é regido por um Código de Conduta e Compliance em defesa de práticas éticas das instituições e qualidade no apoio diagnóstico. Para tanto, está estruturada com um Comitê de Ética, composto por membros da Abramed e conselheiros independentes, que investigam e avaliam quaisquer questionamentos ou denúncias.

7. Sobre as argumentações de que há desperdício e incentivos para a demanda de exames sem necessidade, a Abramed não compactua com esse tipo de prática. A entidade adota critérios e políticas com seus associados e mantém debates importantes sobre o tema. Muitas das informações publicadas sobre esse assunto partem de bases superficiais, que não levam em consideração:

a. As epidemias sazonais (como febre amarela, vírus zika, etc);

b. As atualizações de equipamentos que permitem diagnóstico com menos exames, de forma menos invasivas e que, em muitos casos, substituem intervenções cirúrgicas com melhor qualidade de desfecho e qualidade de vida para os pacientes;

c. O número de exames não retirados fisicamente nas unidades de atendimento é de 5,4%, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, o que corresponde a cerca de 0,6% se considerarmos um número médio de 8 exames por solicitação médica. Esses exames não retirados podem ter sido decorrentes de vários fatores como interlocução imediata entre o médico prescritor e o centro diagnóstico ou retirada do resultado de forma online; e

d. Estudo britânico, que se repete há 15 anos, indica que o fenômeno da subutilização é mais prevalente que a superutilização de exames (44,8% ante 20,6%). Entende-se por subutilização falha na disponibilidade do serviço que beneficiaria pacientes que deveriam estar sendo submetidos   exames em benefício de um melhor cuidado médico, sobretudo, na perspectiva preventiva.

8. O combate ao desperdício é uma bandeira também defendida pela Abramed, assim como a subutilização de recursos que permitiria diagnósticos mais precisos e mais vidas salvas. A prevenção e detecção precoce de doenças são formas de desoneração do custo da cadeia de valor da saúde, pois possibilitam que o paciente seja tratado antes de chegar ao estágio mais custoso dos tratamentos. O investimento na investigação primária, com apoio diagnóstico de qualidade, desonera o sistema como um todo.

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