Maio Amarelo: exame toxicológico é pilar essencial para a redução dos acidentes de trânsito, aponta Abramed

Maio Amarelo: exame toxicológico é pilar essencial para a redução dos acidentes de trânsito, aponta Abramed

Mais de 188 mil motoristas testaram positivo para substâncias psicoativas em exames realizados entre janeiro de 2016 e setembro de 2023, evidenciando a importância dos testes para uma cultura de segurança nas estradas

O Maio Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre segurança no trânsito, reforça a importância de refletirmos sobre ações efetivas para a redução de acidentes nas estradas e rodovias do país. E o exame toxicológico tem se confirmado uma base indispensável nesse sentido: de acordo com números da Polícia Federal, por exemplo, quando a Lei 13.103/2015 passou a exigir o teste para a habilitação das categorias C, D e E, o Brasil teve uma redução de 45% no número de acidentes de ônibus e 37% em caminhões, entre 2015 e 2017.

Além disso, desde janeiro de 2016 até setembro de 2023, mais de 188 mil condutores testaram positivo para substâncias psicoativas, segundo dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito). Tais números evidenciam a relevância da triagem toxicológica na queda dos índices de acidentes nas estradas e a consequente necessidade de ampliar o alcance de uma política pública que pode ser decisiva para a construção de uma cultura de trânsito mais segura. 

Essa discussão torna-se ainda mais indispensável diante do cenário atual brasileiro: em 2024, mais de 6,1 mil pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais brasileiras, conforme levantamento divulgado pela PRF. Também foram registrados mais de 73 mil sinistros de trânsito entre janeiro e dezembro do ano passado, com um total de 84,5 mil feridos; números estes que jogam luz para uma verdadeira crise de segurança viária e a urgência de iniciativas consistentes de prevenção, como a fiscalização efetiva e a ampliação dos testes toxicológicos.

“Os dados demonstram que o exame toxicológico é um dos pilares para a prevenção de acidentes de trânsito. Ampliar sua adoção em todo o ecossistema de mobilidade, nesse sentido, é uma medida que pode salvar milhares de vida”, explica Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Apesar dos ganhos evidentes que o exame toxicológico traz para a segurança no trânsito, ainda há gargalos que precisam ser superados na aplicação de sua obrigatoriedade – fato que volta à tona dentro do contexto do Maio Amarelo. 

Nesse sentido, também segundo a Senatran, mais de 1,5 milhão de condutores encerraram o ano passado com o exame vencido, contrariando a legislação atual, estando sujeitos a multas e autuações, além de colocar em risco a própria vida e a de outros motoristas. 

É importante frisar que a realização do exame é simples e rápida, sendo feito em laboratórios credenciados no Detran por meio da análise da análise de fios de cabelo, pelos corporais ou unhas dos motoristas e com janela de detecção de até 90 dias.

“O Brasil conta com características logísticas que tem na malha rodoviária sua principal rota de distribuição. Isso torna ainda mais urgente que os motoristas – sobretudo condutores profissionais – estejam em plenas condições de saúde física e mental para exercer sua atividade. O exame toxicológico é um instrumento técnico que contribui para esse monitoramento contínuo”, acrescenta a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. 

A relevância dos testes toxicológicos também se reflete na opinião da população. Dados do Ipec (Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) divulgados no início deste ano indicam que 79% dos brasileiros apoiam a exigência do exame para obtenção ou renovação da CNH em todas as categorias – conforme supracitado, hoje a obrigatoriedade é restrita às categorias C, D e E. 

O dado revela um avanço significativo na conscientização da sociedade sobre a necessidade de reduzir o número de acidentes nas vias urbanas e nas rodovias, ao passo que a Abramed reforça que, além da fiscalização, é fundamental que haja políticas públicas articuladas, com campanhas educativas permanentes e ampliação do acesso aos exames em todas as regiões do país. O fortalecimento da rede laboratorial e o investimento em tecnologia e qualificação de profissionais são pontos centrais para abrir caminho para um trânsito mais seguro. 

“Tudo isso só demonstra como a relação entre exames toxicológicos e segurança viária se consolida como um dos pontos centrais do Maio Amarelo, fortalecendo também o papel da medicina diagnóstica como aliada na preservação de vidas”, conclui a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. 

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de Medicina Diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da Medicina Diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da Medicina Diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 80% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

22 de maio de 2025

Associe-se Abramed

Assine nossa Newsletter

    Veja também