Abramed: Em tendência de expansão desde 2023, Medicina Diagnóstica aposta em inovação e cultura de prevenção para potencializar sustentabilidade e qualidade do sistema de saúde nacional

Abramed: Em tendência de expansão desde 2023, Medicina Diagnóstica aposta em inovação e cultura de prevenção para potencializar sustentabilidade e qualidade do sistema de saúde nacional

Segundo a associação, expansão do setor – que alcançou alta de 10% e receita bruta de R$ 48,9 bi em 2023 – está diretamente ligada ao avanço da tecnologia, que apoia na racionalização de custos, aumento do acesso e na qualificação do cuidado à população

A Medicina Diagnóstica tem um papel decisivo na superação dos desafios estruturais do sistema de saúde brasileiro e, nos últimos anos, o segmento vem avançando a partir de investimentos robustos em inovação e integração com os demais elos do sistema de saúde nacional. Em 2023, o setor teve receita bruta de R$ 48,9 bilhões, sendo R$ 26,4 bilhões provenientes de laboratórios ligados às maiores redes do país — crescimento de 10% em relação ao ano anterior, indicadores que refletem uma busca contínua por mais eficiência no atendimento à população. 

A priorização da eficiência e da inovação dialoga ainda com a necessidade de sustentabilidade financeira de um setor que deve vivenciar, ao longo das próximas décadas, um aumento contínuo da demanda por exames e diagnósticos mais precisos diante do envelhecimento e inversão da pirâmide etária da população brasileira.

Nesse sentido, a Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica observou positivamente que 27% dos investimentos realizados pelas principais empresas do setor foram direcionados à inovação em 2023.

E esses investimentos já trazem resultados efetivos. O aumento que se observa no volume de exames realizados no país, por exemplo, não tem se traduzido em aumento proporcional dos custos assistenciais: na verdade, a tendência é de estabilização e até de redução de custos em muitos casos, pois, ao favorecer o diagnóstico precoce, o rastreamento de doenças crônicas e a prevenção de agravamentos clínicos por meio de processos mais integrados e inovadores, a Medicina Diagnóstica oferece mais alternativas para que se evitem tratamentos onerosos e internações desnecessárias — promovendo eficiência, qualidade e racionalidade no cuidado aos cidadãos brasileiros.

Prova disso é que, segundo dados do Sistema de Informação de Produtos da ANS (SIP/ANS), em 2014 os exames complementares representavam 21,5% das despesas assistenciais. Passados dez anos, essa participação permanece praticamente estável (na casa de 21%), mesmo com a ampliação dos tipos de exames incorporados ao rol de procedimentos e da própria rede física de atendimento em serviços de apoio diagnóstico e terapêutico (SADT). Isso demonstra que o setor vem crescendo com responsabilidade, sem pressionar o orçamento da saúde suplementar.

Tal perspectiva é crucial e favorece uma cultura de prevenção baseada em diagnósticos mais rápidos, precisos e que fazem uso de recursos avançados de tecnologia para permitir intervenções clínicas em estágios iniciais de uma doença — o que melhora o atendimento para os pacientes e reduz custos futuros para o sistema.

Sobre essa questão, estudos recentes apontam que o investimento em atenção primária pode reduzir em até R$ 400 milhões os custos do sistema de saúde. 

“A Medicina Diagnóstica tem se reinventado constantemente e seguirá contribuindo de modo positivo com o fortalecimento do sistema de saúde como um todo. Para tanto, é indispensável acompanhar, com visão estratégica, tendências capazes de contribuir com a integração e inovação no cuidado aos pacientes, identificando caminhos que possam beneficiar todo o ecossistema de atenção primária e, em última instância, a própria economia do país, dado que o crescimento do setor gera efeitos positivos para o ambiente macroeconômico nacional”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

Sobre os efeitos na economia, além de representar um importante vetor de inovação tecnológica, a Medicina Diagnóstica contribuiu diretamente com a alta do PIB do ano passado, na casa de 3,4%, que foi impulsionado pelo setor de serviços; e com a geração de empregos na saúde – até o terceiro trimestre de 2024, o Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS) indicou um aumento de 1,5% na cadeia do setor, com mais de 5,1 milhões de postos de trabalho sendo preenchidos no período. 

Inovação e integração: perspectivas para 2025

O avanço da tecnologia no setor de saúde faz parte de uma perspectiva global: a consultoria Future Market Insights projeta que, até 2033, mais de US$ 253 bilhões devem ser investidos em transformação digital no setor de saúde em todo o mundo. 

“Não há dúvidas de que a digitalização impulsiona o crescimento dos mais diversos setores, incluindo a Medicina Diagnóstica. Além disso, ao adotar novas soluções baseadas em tendências disruptivas, é possível ampliar a precisão em diagnósticos, favorecer a integração entre hospitais e laboratórios, e aumentar a acessibilidade para os pacientes, ao mesmo tempo em que o segmento cumpre novas regulações, aprimora suas políticas ESG e caminha em prol de mais sustentabilidade operacional”, explica Milva Pagano.

Sobre a busca por maior acessibilidade e eficiência no cuidado à população que se expande por meio da tecnologia, é positivo observar que, já em 2023, tivemos um aumento de 54% no número de exames ou laudos acessados digitalmente em relação a 2022. Na comparação com 2021, o volume dobrou. 

Esse avanço permite ganhos de escala, sustentabilidade financeira, promovendo ainda comodidade ao paciente e ajudando a mitigar desigualdades de acesso em um país de dimensões continentais como o Brasil.

A diretora-executiva da Abramed acrescenta ainda que, por meio da tecnologia, é possível não só enfrentar de modo mais resiliente os desafios econômicos e do sistema de saúde nacional de 2025, mas também identificar novas oportunidades de crescimento sustentável a partir do ganho de eficiência e potencial redução de custos operacionais para a Medicina Diagnóstica.

“A mentalidade inovadora e capacidade de adaptação seguirão como base centrais do protagonismo da Medicina Diagnóstica no ecossistema de saúde nacional. Para este ano, a união destes fatores pode fortalecer também um modelo de cuidado mais integrado, preventivo e acessível a toda população. Desse modo, continuaremos nos fortalecendo, contribuindo para o desenvolvimento do país e, sobretudo, para o atendimento às necessidades da população brasileira”, conclui Milva Pagano.  

Postado em: 03/06/2025

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