Comitê de Radiologia da Abramed reuniu representantes da indústria e associados para debater inovação e sustentabilidade

Comitê de Radiologia da Abramed reuniu representantes da indústria e associados para debater inovação e sustentabilidade

Mesa-redonda realizada na sede da GE HealthCare explorou a necessidade de ações estruturadas e métricas claras para o avanço sustentável do diagnóstico por imagem no país.

A busca pelo equilíbrio entre inovação tecnológica, sustentabilidade e eficiência assistencial em exames radiológicos pautou a mesa-redonda realizada pelo Comitê Técnico de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed na sede da GE HealthCare, em São Paulo.

Juntos, representantes da indústria e associados exploraram a necessidade de ações estruturadas e métricas claras para o avanço sustentável do diagnóstico por imagem no país.

O encontro foi conduzido por Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, e pelos líderes do Comitê Técnico de Radiologia e Diagnóstico por Imagem: Alexandre Marconi, coordenador de Radiologia Abdominal do Hospital Sírio-Libanês, e Marcos Queiroz, diretor de Medicina Diagnóstica do Einstein Hospital Israelita.

Sustentabilidade além do discurso

A sustentabilidade foi tratada como eixo estratégico do diagnóstico por imagem, com a importância de indicadores mensuráveis sendo colocada no centro da discussão. Para João Paulo Souza, CEO da GE HealthCare Brasil, a sustentabilidade já é um pilar de mercado.

“O debate já está na sociedade. O desafio é transformar o discurso em ações tangíveis, com números efetivos. Para fazê-lo avançar, nós olhamos para o conceito de economia circular e para o lançamento contínuo de novas tecnologias de foco sustentável. Mais do que uma boa intenção, essa é uma exigência do mercado diagnóstico: qualidade técnica e sustentabilidade são pilares de sobrevivência”.

Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Sírio-Libanês, reforçou a necessidade de atuação conjunta para o avanço da sustentabilidade. “Na Abramed, pensamos no setor como um todo, indústria, prestadores, academia, governo e associações. Esse olhar conjunto é fundamental: entre nossos associados, por exemplo, já temos relatórios indicando redução no consumo de água em exames laboratoriais na casa de 20%”.

Inteligência artificial como vetor de práticas sustentáveis

Dentro do contexto de integração entre tecnologia e sustentabilidade, a IA apareceu como uma das principais alavancas para ganhos simultâneos de eficiência, melhores práticas e experiência do paciente. Os participantes compartilharam casos de redução de tempo de exames, otimização de fluxos e melhor aproveitamento da capacidade instalada com o apoio da inteligência artificial

Alexandre Valim, diretor de Operações Médicas da Dasa, ressaltou os ganhos operacionais. “Cada vez mais, médicos e profissionais veem a IA como aliadas da produção radiológica, ela ajuda o radiologista nos relatórios, na identificação de lesões, no suporte diagnóstico e no ganho de eficiência diária”, afirmou, indicando que ainda há muito espaço para avanço da tecnologia no Brasil.

Angela Caiado, head de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do Grupo Fleury, destacou iniciativas práticas da integração entre tecnologia e sustentabilidade. “Com apoio da inovação e da IA, já conseguimos reduzir em quase 50% o tempo dos exames. Há ganhos em redução de energia elétrica, de água e de emissões: mas é preciso demonstrá-los em métricas que sustentem essa jornada.”

Eficiência operacional e consumo energético

Outro ponto central foi a incorporação do consumo energético e do custo total de propriedade (TCO) como fatores centrais na aquisição de equipamentos. Alexandre Marconi, líder do Comitê, chamou atenção para a ausência de métricas padronizadas. “Ainda há um espaço importante para avançar em critérios objetivos de eficiência energética no setor, o que pode orientar melhores decisões de investimento”, afirmou.

Marcos Queiroz, também líder do Comitê , reforçou a importância de decisões baseadas em dados. “Quando olhamos para o ciclo dos equipamentos, eficiência operacional e sustentabilidade devem caminhar juntas e os dados precisam demonstrar isso”.

Boas práticas assistenciais, educação e próximos passos

A discussão também abordou estratégias para reduzir no-show, evitar exames desnecessários e melhorar a gestão da demanda. Algoritmos preditivos, confirmação ativa de agendamentos e maior integração entre sistemas foram apontados como caminhos para ganhos assistenciais e operacionais. Nesse contexto, a interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde foi destacada como elemento-chave para evitar repetições de exames e promover integração.

O papel do radiologista como protagonista foi outro ponto de consenso. Mais do que emitir laudos, o profissional é um agente ativo na definição de protocolos, uso racional da tecnologia e na orientação de equipes multiprofissionais. Assim, a educação continuada apareceu como condição essencial para que os avanços tecnológicos se traduzam em benefícios clínicos, operacionais e de sustentabilidade.

Ao final, o Comitê definiu como próximos passos o mapeamento de boas práticas de sustentabilidade, a avaliação de indicadores mensuráveis, a integração dos debates à agenda ESG da Abramed e o aprofundamento das discussões sobre capacitação e uso efetivo da tecnologia. E a Abramed reforçou seu compromisso pelo diálogo estruturado com todo o ecossistema de Medicina Diagnóstica, avançando na construção de soluções alinhadas à realidade do país.

29 de janeiro de 2026

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