Painel Abramed destaca o valor da medicina diagnóstica diante das novas demandas de saúde

Painel Abramed destaca o valor da medicina diagnóstica diante das novas demandas de saúde

8ª edição reúne indicadores sobre acesso, qualidade e inovação e evidencia a contribuição do setor para decisões clínicas e continuidade do cuidado

O envelhecimento da população e a maior preocupação com a saúde podem ampliar a demanda por serviços diagnósticos, tanto para a prevenção e a identificação precoce de doenças quanto para o acompanhamento de condições crônicas. Nesse cenário, o desafio é assegurar que o acesso aos exames se traduza em informação de qualidade para orientar decisões e melhorar o cuidado. 

A 8ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico contribui para compreender como o setor responde a essas necessidades. A publicação anual da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) reúne indicadores sobre capacidade assistencial, acesso aos resultados, inovação, profissionais e sustentabilidade econômica das empresas associadas.

“O valor da medicina diagnóstica está nas decisões que ela torna possíveis. Diante do envelhecimento da população, ampliar o acesso ao diagnóstico com qualidade é essencial para identificar doenças em tempo oportuno, orientar tratamentos e utilizar melhor os recursos da saúde”, afirma Cesar Higa Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

Com novo formato editorial e metodologia de coleta revisada, a publicação amplia o espaço dedicado à interpretação dos resultados, oferecendo subsídios ao planejamento das organizações e ao debate sobre políticas de saúde.

Informação que apoia o cuidado

Mais de 96% dos resultados de exames foram acessados ou retirados, e as associadas registraram 90,4 milhões de acessos eletrônicos a resultados. Os indicadores mostram o alcance da informação diagnóstica e a importância dos canais digitais na relação dos pacientes com seus dados de saúde.

O próximo passo é ampliar a integração dessas informações às demais etapas da assistência. A conexão entre laboratórios, clínicas, hospitais e profissionais de saúde favorece a continuidade do cuidado e permite que os resultados estejam disponíveis para apoiar decisões, com segurança e proteção de dados.

Entre as associadas participantes, 47,1% já integram seus sistemas de informação laboratorial ou de radiologia ao sistema de informação hospitalar. O dado aponta avanços e oportunidades para ampliar a interoperabilidade no setor.

“Nunca se produziu tanta informação diagnóstica. O desafio é fazê-la circular com segurança e colocá-la a serviço das decisões que acompanham o paciente ao longo do cuidado”, acrescenta Nomura.

Capacidade assistencial para responder à demanda

Em 2025, as associadas realizaram aproximadamente 1,13 bilhão de exames. Esse volume dimensiona a estrutura mobilizada para atender às necessidades de diagnóstico e acompanhamento da saúde, em um contexto de transformação do perfil demográfico e assistencial do país.

As empresas participantes mantêm 5.312 postos de coleta, 365 centrais de imagem, 145 centrais laboratoriais e 174 laboratórios instalados em hospitais, com presença em 23 estados. A rede combina atendimento distribuído e processamento especializado, dando suporte à oferta de serviços em diferentes regiões.

Essa contribuição também alcança outras instituições de saúde. Entre os exames classificados como produção própria ou apoio prestado, 54,3% foram processados tanto para o setor privado, quanto para o público. O indicador evidencia o papel dos laboratórios de referência e das centrais de processamento no suporte a hospitais, clínicas e laboratórios de diferentes portes.

As análises clínicas representam 93,2% do volume de exames, com papel central na prevenção, na investigação diagnóstica e no acompanhamento de doenças crônicas e tratamentos. No diagnóstico por imagem, as associadas realizaram 22,8 milhões de exames em 2025. Foram 10,9 milhões de ultrassonografias e, somadas, 5,9 milhões de ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas. Esses métodos ampliam a capacidade de investigação clínica e de acompanhamento terapêutico, oferecendo informações que apoiam decisões em diferentes especialidades e níveis de complexidade.

Inovação conectada às necessidades dos pacientes

Em 2025, 52,9% das associadas investiram em novos modelos de negócio, enquanto 35,3% mantiveram parcerias ou investimentos em startups. Entre as iniciativas relatadas estão inteligência artificial, automação, algoritmos de apoio à decisão clínica, telerradiologia, plataformas digitais e soluções voltadas à experiência do paciente.

A presença dessas tecnologias abre possibilidades para aprimorar processos, ampliar a capacidade assistencial e apoiar os profissionais de saúde. Seu valor está relacionado à capacidade de responder a necessidades concretas, com qualidade, segurança e benefícios para o cuidado.

Os investimentos em expansão, infraestrutura e atualização tecnológica somaram R$ 933,4 milhões no período. São recursos destinados à manutenção e ao desenvolvimento da estrutura necessária para a prestação dos serviços diagnósticos.

Profissionais e qualidade sustentam a assistência

A capacidade de transformar tecnologia em assistência depende de equipes qualificadas. As associadas reúnem 91.602 colaboradores, dos quais cerca de 80% atuam nas áreas operacional e técnica. Aproximadamente 43% possuem formação técnica ou superior, evidenciando a importância da qualificação em um ambiente de crescente automação e incorporação tecnológica.

A escuta do paciente também integra a avaliação dos serviços: 100% das associadas que realizam atendimento direto ao público adotam pesquisas de satisfação. Essa prática oferece subsídios para identificar necessidades e aperfeiçoar a experiência de atendimento.

Os indicadores ajudam a compreender que a qualidade da medicina diagnóstica resulta de um conjunto de fatores, incluindo profissionais, infraestrutura, processos e acompanhamento da experiência do paciente.

Sustentabilidade para manter e ampliar o acesso

A continuidade dos investimentos exige condições econômicas que sustentem a operação. Por isso, o Painel também analisa modelos de remuneração e desafios nas relações com as operadoras de saúde, como glosas e critérios de reajuste contratual.

Segundo a publicação, o trabalho das equipes permite reverter cerca de 70% dos cortes inicialmente aplicados pelas operadoras. Embora essa recuperação reduza as perdas, o processo demanda recursos administrativos e financeiros que poderiam ser direcionados a outras necessidades da assistência.

O conjunto dos indicadores evidencia que o valor da medicina diagnóstica vai além da realização dos exames: envolve a capacidade de produzir informações confiáveis, disponibilizá-las no momento oportuno e integrá-las às decisões sobre a saúde de cada paciente. Preservar essa capacidade exige investimentos contínuos em profissionais, tecnologia e qualidade, aliados a condições que sustentem a oferta e a ampliação do acesso. 

Para conferir o conteúdo completo da 8ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, acesse: https://mailchi.mp/abramed.org.br/painel_abramed

Postado em: 25/09/2026

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