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HIMSS@Hospitalar debateu prevenção e medicina de precisão; talk-show no dia 22 de maio tratou dos desafios dos hospitais na era digital

23 de Maio de 2019

A edição 2019 do HIMSS@Hospitalar – International Digital Healthcare Forum, evento realizado dentro da Feira Hospitalar para debater o que há de mais inovador no setor de saúde, teve como tema central “Prediction, Prevention and Precision Care”. Ao longo dos quatro dias de palestras com líderes nacionais e internacionais do setor, foram debatidos assuntos como inovações hospitalares, consumo, telemedicina e big data, questões que têm impacto direto no sistema de saúde como um todo.

Convidada a participar do talk-show “Challenges of National Hospitals in the Digital Age” realizado no dia 22 de maio, a presidente do Conselho da Abramed, Claudia Cohn, declarou: “Precisamos sair da discussão do que está errado para as grandes e profundas discussões sobre como podemos mudar, de forma efetiva, o sistema de saúde”. Mediado pelo Healthcare Market Director da Informa, Vitor Asseituno, o painel também contou com a participação de Charles Alessi, Chief Clinica Officer do HIMSS do Reino Unido, e de Ariel Dascal, Chief Digital Officer na Rede D´Or São Luiz.

O debate sobre os desafios da rede hospitalar brasileira durante a era da transformação digital seguiu com Alessi afirmando que a situação da saúde no Brasil não é diferente de outras partes do mundo, onde há os mesmos problemas de integração de sistemas. “As soluções tecnológicas estão lá. A mudança não se trata só de tecnologia, é preciso haver mudança de comportamento, ceder poder, renda, e isso leva tempo”, disse ele, explicando que ainda há esperança para alguns países, entre eles o Brasil.

O britânico destacou a importância do apoio dos conselhos e das diretorias das organizações para que essa transformação seja executada. “Eles têm que ser parte efetiva dessa mudança para poder gerenciar os riscos”, disse, afirmando que Claudia seria a pessoa mais indicada para responder ao questionamento do moderador. Asseituno havia questionado sobre qual seria o equilíbrio ideal em uma equipe que busca essa transformação digital, considerando que médicos muitas vezes não conseguem romper padrões e outros profissionais podem colocar vidas em risco ao promover determinadas rupturas.

Segundo Claudia, pontos como engajamento e responsabilidade são essenciais para que o processo de mudança seja executado de maneira segura. Ela destacou a necessidade de investimentos em formação e de mudar os currículos das universidades da área. “Precisamos de líderes que queiram se engajar e ser professores de inovação para esses médicos, enfermeiros, biomédicos”, explicou.

“Tem solução. Eu enxergo isso e estamos trabalhando por essa solução. A equação é complexa. Venho de outro segmento, em telecomunicações a transformação digital está dez anos à frente do setor de saúde”, disse Ariel Dascal, justificando que o setor da saúde é um dos mais analógicos por ser baseado na relação humana. “Hospital é leito”, completou.

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