Em summit sobre ética, Abramed defende educação médica e papel das associações no fomento a políticas de integridade

Em summit sobre ética, Abramed defende educação médica e papel das associações no fomento a políticas de integridade

Wilson Shcolnik e Claudia Cohn, respectivamente presidente e membro do Conselho de Administração da Abramed, participaram do encontro realizado dia 7 de novembro

08 de novembro de 2019

Incorporar a ética como uma ação rotineira em todos os elos da complexa cadeia de saúde foi um dos pontos defendidos pela Abramed durante participação no Ética Saúde Summit 2019, evento organizado dia 7 de novembro pelo Instituto Ética Saúde para promover reflexões sobre a sustentabilidade do setor. Representando a Associação, Wilson Shcolnik e Claudia Cohn, respectivamente presidente e membro do Conselho de Administração, reforçaram a importância de investir na educação médica para banir, desde a formação, práticas ilegais e em como as entidades podem contribuir para disseminar a cultura da transparência.

Participando da mesa-redonda “Os desafios das Sociedades Médicas e Operadoras de Planos de Saúde; Sensibilidade, Modelos Comportamentais e Dilemas Éticos do Profissional de Saúde”, Shcolnik, que também preside a SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial), foi incisivo ao mencionar a relevância da ética médica. 

Para o executivo, é fundamental investir na educação dos profissionais. “Os médicos precisam conhecer as questões éticas que envolvem a cadeia, entendendo o custo dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos que prescrevem. Hoje, infelizmente, isso ainda não é uma realidade”, pontuou.

Para Fernando Costa, que é diretor de promoção de saúde cardiovascular da SBC/Funcor (Fundo de Aperfeiçoamento e Pesquisa em Cardiologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia) e estava presente no debate, é preciso integrar ética e compliance no currículo das universidades. “Essas deveriam ser matérias obrigatórias em todos os cursos, inclusive em mestrados e doutorados. Quem não pauta a vida inteira em comportamentos éticos está mais propenso a escapar”, declarou.

Corroborando com essa necessidade latente de rever as salas de aula, Myiuki Goto, membro da Comissão de Defesa Profissional da AMB (Associação Médica Brasileira), trouxe dados importantes. Segundo a especialista, nas últimas duas décadas o número de faculdades de medicina no país dobrou. “Em nosso cenário, o aluno já sai da faculdade de medicina com um passivo de financiamento em torno de R$ 700 mil, ou seja, ele já se forma devendo”, mencionou fazendo uma indicação de que a realidade do jovem profissional no país já o encaminha a um teste sobre suas atitudes. 

Além de Shcolnik e dos representantes da AMB e da SBC/Funcor, também participaram da mesa-redonda Simone Parré, da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde); José Rodrigues Laureano Filho, da CBCTBMF (Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial); Diego Falcochio, da Sbot (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia); e Anderson Mendes, da Unidas Autogestão em Saúde. 

Papel das Associações – Claudia Cohn, membro do Conselho de Administração da Abramed, esteve presente no summit e reforçou o papel das entidades na construção de uma cultura que preza pela transparência. 

Participando da mesa-redonda “Fornecedores de Produtos e Serviços de Saúde; Inovação, Incorporação Tecnológica, Sustentabilidade Sistêmica, Valor ao Paciente e Dilemas Éticos da Atividade Econômica”, Claudia, que também atua como diretora-executiva do Alta Excelência Diagnóstica, afirmou que a ética é a melhor ferramenta para a garantia da sustentabilidade do sistema de saúde.

“A ética está em nosso dia a dia”, disse. Reforçando que desenvolver o assunto de forma unificada é fundamental, pontuou que é preciso dar o exemplo. “Nas empresas e associações, os líderes devem comprar essa causa para, então, apoiar as iniciativas. Somente assim será possível contaminar até as pequenas atitudes rotineiras com a vestimenta da transparência”, completou a executiva.

Falando sobre o papel das associações neste cenário que carece de atitudes mais corretas e justas, Claudia reforçou que é preciso apoiar todo o complexo, dando atenção especial às pequenas empresas que muitas vezes não têm estrutura para investir em comitês e grupos de compliance. 

“Nós, na Abramed, temos como responsabilidade fomentar essa cultura de ética nas empresas. Para isso, é benéfico trabalhar atitudes mais lúdicas, com menos ‘juridiquês’, para torna-las práticas do dia a dia”, disse sobre como tangibilizar as ações pode aproximar os atores dessa nova cultura. A Abramed disponibiliza, aos seus associados, uma cartilha de compliance (clique AQUI para baixar) e conta com um grupo de trabalho dedicado à debater o assunto. Além disso, publica mensalmente na Abramed em Foco uma matéria sobre o tema.

Ao lado de Claudia no debate estavam Fabrizio Signorin, da Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde); Patricia Braile, da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios); Sergio Rocha, da Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde); Eduardo Amaro, da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados); Yussif Ali Mere Júnior, da Fehoesp (Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo); e Marcos Moreto, do Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde).

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