BP aposta em parcerias colaborativas para ampliar a qualidade do sistema

BP aposta em parcerias colaborativas para ampliar a qualidade do sistema

Confira a entrevista com Patrícia Holland, diretora-executiva da BP Medicina Diagnóstica

Março de 2019

Apostando em parcerias com grandes players do setor de saúde, a BP Medicina Diagnóstica tem a colaboração como um de seus principais lemas. Para a diretora-executiva Patrícia Holland, essas parcerias são uma tendência. “Acreditamos que agregar conhecimento próprio com a expertise de um parceiro é uma boa oportunidade para alavancar os negócios e consolidar o setor”, diz.

Esperando que a Abramed mantenha o olhar atento no que é convergente e divergente dentro do setor de Medicina Diagnóstica, a executiva acredita que a união do setor amplia a visão dos desafios e ajuda a buscar soluções cada vez mais sustentáveis. Confira a entrevista completa!

Abramed em foco: Considerando sua experiência no setor de Healthcare, quais são os grandes desafios da Medicina Diagnóstica no Brasil?

Patrícia Holland: Em um país de dimensões continentais como o Brasil, acredito que um dos maiores desafios do setor seja integrar e otimizar toda a cadeia, reduzindo os desperdícios e ampliando o acesso da população aos diferentes tipos de diagnóstico por meio de novos modelos de negócios.

A BP tem o diferencial de oferecer uma linha completa de cuidado, independentemente do tipo de serviço que o paciente necessita, ou do momento em que ele se encontra em relação à própria saúde (prevenção, diagnóstico ou tratamento, por exemplo). Com isso, além de diagnóstico, oferecemos soluções de tratamento e toda a assistência necessária, proporcionando um atendimento mais assertivo.

Isso nos permite entregar mais que um resultado de exame, oferecendo uma experiência melhor e mais integrada, que se torna atrativa tanto para as pessoas que nos procuram espontaneamente quanto para os médicos que referenciam os pacientes.

Abramed em foco: A BP vem investindo fortemente em tecnologia, visto que foi premiada pela utilização do Watson e apostou, recentemente, em uma parceria com a Universidade de Pittsburgh para segunda opinião médica via videoconferência. O fortalecimento do setor está, ao seu ver, diretamente atrelado à inovação tecnológica?

Patrícia Holland: Há bastante inovação tecnológica no setor de Medicina Diagnóstica e ela deve estar, cada vez mais, atrelada a uma maior assertividade no diagnóstico, impactando positivamente na vida do paciente.

A inovação, porém, não está relacionada apenas a equipamentos, mas também em formas de otimização dos serviços como o agendamento sem burocracia, por exemplo. O gerenciamento de filas e de ociosidade dos equipamentos, além do balanceamento da oferta e da demanda de horários e médicos, juntamente com outras iniciativas, contribuem para que o paciente tenha uma melhor experiência. Na BP Medicina Diagnóstica, estamos implementando melhorias importantes no nosso processo de agendamento para garantir um atendimento ainda mais desburocratizado e rápido para quem procura pelos nossos serviços.

Vale ressaltar também que, no âmbito da saúde básica, a tendência das teleconsultas desponta como uma opção para amparar o atendimento à população de regiões com pouco acesso a instituições de saúde, proporcionando mais segurança, menos burocracia e custo mais baixo.

Abramed em foco: Em 2017 a BP já havia firmado parceria com outro nome de peso do setor a fim de ampliar o atendimento à população (Grupo Fleury). Acredita que essas parcerias são uma tendência do mercado?

Patrícia Holland: Essas parcerias são uma tendência e há bastante espaço no mercado brasileiro, que está num momento de consolidação. Um dos valores da BP é “Colaboração Nos Leva Mais Longe” e, por isso, acreditamos que agregar conhecimento próprio com a expertise de um parceiro é uma boa oportunidade para alavancar os negócios e consolidar o setor. Além da parceria com o Grupo Fleury para exames de análises clínicas, a BP mantém acordo com o laboratório Bacchi para análises de anatomia patológica e com a Medtronic para consultoria visando aumentar a eficiência operacional da nossa área de Hemodinâmica. Essas parcerias contribuem para que os pacientes da BP tenham acesso a serviços especializados de alta qualidade.

Abramed em foco: Acredita ser importante que uma associação como a Abramed reúna serviços diversos dentro da área de medicina diagnóstica incorporando desde atuações hospitalares, grandes grupos de laboratório e até mesmo as pequenas empresas atuantes?

Patrícia Holland: A dinâmica e as particularidades da Medicina Diagnóstica são distintas do segmento hospitalar. A Abramed leva em consideração todas as particularidades do setor que, muitas vezes, podem não convergir com as especificidades de um hospital. Por isso é muito importante que as instituições do segmento de Medicina Diagnóstica estejam unidas para discutirem normativas específicas como, por exemplo, a carga horária dos profissionais e impostos que afetam diretamente o negócio. Quanto maior for o engajamento dos associados, maior será o leque de soluções e boas práticas para o setor.

Além disso, é importante lembrar que a Medicina Diagnóstica é responsável por grande parte das decisões médicas e, portanto, a Abramed exerce um papel fundamental de reunir as instituições do setor para que, juntas e de forma multidisciplinar, pensem na aplicação de novas tecnologias como forma de otimizar os serviços e busquem novos modelos de colaboração que possam potencializar as atividades do setor.

Abramed em foco: O que a BP espera da Abramed?

Patrícia Holland: A BP espera que a Abramed amplie o corpo de associados para ter mais representatividade em todo o Brasil e que mantenha o olhar atento no que é convergente e divergente dentro do setor de Medicina Diagnóstica. Unir os associados amplia a visão dos desafios e ajuda a buscar soluções cada vez mais sustentáveis e oferecer serviços de excelência. Além disso, continuar promovendo fóruns de atualização e discussão geram incentivo para a melhoria da saúde no País.

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