Medicina diagnóstica brasileira investiu em diferentes ações sociais para minimizar os impactos da pandemia

Medicina diagnóstica brasileira investiu em diferentes ações sociais para minimizar os impactos da pandemia

Empresas atuaram para a ampliação da testagem, arrecadação e distribuição de doações diversas

Para encerrar a 5ª edição do FILIS (Fórum Internacional de Lideranças da Saúde), empresas associadas e parceiras da Abramed estiveram reunidas na sala paralela com o tema “O papel social da Medicina Diagnóstica no enfrentamento da Pandemia”. Com moderação de Cesar Higa Nomura, superintendente de Medicina Diagnóstica do Hospital Sírio-Libanês, o encontro promoveu um debate interessante sobre a importância da responsabilidade social em momentos de crise como o que estamos vivendo.

“A pandemia impactou todos os setores. Vimos um lado triste, mas pudemos notar também uma grande preocupação social que merece ser destacada”, comentou Nomura ao abrir as apresentações realizadas por Caio Duarte Hashimoto, diretor administrativo financeiro da DMS Burnier; Daniel Marques Perigo, gerente de Sustentabilidade do Grupo Fleury; Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin; e Raquel Dilguerian de Oliveira Conceição, gerente médica de Saúde Populacional e Saúde Corporativa do Hospital Israelita Albert Einstein.

Na visão de Lídia, a pandemia ampliou dois problemas que já enfrentávamos enquanto comunidade: a desigualdade social e a violência doméstica. “No Sabin sempre pensamos a responsabilidade social de dentro para fora. Então cuidamos dos nossos colaboradores e familiares, assumindo o compromisso de não fazer demissões durante os quatro primeiros meses da crise, já que não existe nada mais sério do que garantir o emprego e, consequentemente, a dignidade das pessoas”, comentou. Além disso, o Sabin também investiu em uma campanha interna e externa de quarentena sem violência, promovendo um trabalho bastante forte junto à comunidade. 

Na sequência, Raquel falou um pouco sobre o empenho do Hospital Israelita Albert Einstein diante de tantas dificuldades enfrentadas pela população brasileira nos últimos meses. Entre colaboradores e dependentes, a instituição somou quase 5 mil infectados e para o melhor controle desse cenário investiu em um monitoramento forte, promovendo a assistência segura de forma remota. 

“Criamos um cinturão de segurança durante o qual foram realizados mais de 150 mil contatos para identificação das necessidades básicas das pessoas, inclusive daquelas que viviam nas comunidades e tinham dificuldade de manter o isolamento”, explicou. Nesta ação, o Albert Einstein fez um mapeamento da força interna de trabalho, detectou necessidades básicas de alimentação em 30% da equipe, e para isso fez a opção de, mesmo com a pandemia, manter o refeitório aberto de modo a prover refeição de qualidade para todos. Para a comunidade, além de doação de cestas básicas, foram feitas captação e distribuição de máscaras e álcool gel para que as pessoas pudessem evitar a disseminação do novo coronavírus em casa.

Já no Grupo Fleury, a gestão definiu iniciar com ações filantrópicas de responsabilidade social baseadas em parcerias com outras empresas e entes públicos para a realização de exames de covid-19 e, na sequência, buscou formas de promover ações de voluntariado engajando os colaboradores sem que eles tivessem de se expor a riscos.

De acordo com Perigo, ao longo de 2020 foram investidos mais de R$ 14 milhões em pesquisa e desenvolvimento. “Trabalhamos inclusive com a criação do teste de proteômica, técnica que permite uma maior estabilidade das amostras, o que é excelente para a testagem em regiões mais afastadas onde há maior tempo de transporte”, explicou. No grupo também foram desenvolvidas diversas ações para cuidado e apoio aos colaboradores e suas famílias, o que inclui um benefício oferecido durante três meses para todas as famílias com crianças acima de 12 anos. “Foi a maneira que a empresa entendeu ser mais efetiva para apoiar os times inclusive financeiramente”, disse Perigo.

Hashimoto também compartilhou as experiências sociais da DMS Burnier. Segundo o diretor, a empresa já promovia ações sociais como a doação de alimentos e brinquedos, mas com a chegada da pandemia, essas ações foram intensificadas. “Começamos a colocar metas de arrecadação e contrapartida da empresa quando alcançávamos essas metas. Assim estabelecemos maior frequência e criamos o nosso braço social”, declarou.

Na visão do executivo, a percepção de que o setor se movimentou para auxiliar não só no aspecto da medicina diagnóstica, mas também com preocupações comunitárias, merece ser destacada. “O objetivo principal das campanhas sociais da DMS Burnier está alinhado com os valores da empresa, de nos colocarmos sempre no lugar do outro. Não só dos nossos clientes, mas de toda a comunidade que participa da nossa cadeia de valor”, disse.

Parceira da Abramed, a BioMérieux foi representada por Barros, que reforçou duas preocupações da empresa durante a pandemia: a resistência antimicrobiana ocasionada pelo uso indevido de antibióticos para tratamento da covid-19 e os impactos alimentares gerados pela crise na sociedade.

“A carência alimentar foi uma grande preocupação, pois sabemos que no nosso país esse já era um problema. Assim, contribuímos com esse cenário global e localmente conquistando engajamento importante dos nossos colaboradores. A cada R$ 1 real doado, a empresa colocava mais R$ 2. Arrecadamos cerca de 15 toneladas de alimentos”, comentou. Quanto à resistência antimicrobiana, a empresa utilizou estudos diversos da União Europeia para desenvolver medidas educativas e evitar o uso indiscriminado desses medicamentos.

Para finalizar, Nomura falou um pouco sobre as ações criadas pelo Hospital Sírio-Libanês como, por exemplo, o projeto Radvid, que uniu diagnóstico por imagem e inteligência artificial para otimizar o manejo dos pacientes com covid-19. “Qualquer instituição de saúde, de qualquer região do Brasil, que contasse com um equipamento de tomografia podia enviar imagens para esse servidor que utilizava dois algoritmos para detectar a probabilidade de uma infecção pelo novo coronavírus e quantificar o acometimento pulmonar em cada exame de imagem compartilhado”, explicou.

O hospital também investiu no treinamento das equipes que passaram a atender os novos leitos de UTI do Hospital das Clínicas. “Eram profissionais que nunca trabalharam em unidades de terapia intensiva. Então desenvolvemos essa capacitação para cerca de 700 enfermeiros e técnicos de enfermagem”, comentou Nomura.

Para encerrar o painel, Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, comentou sobre o espírito de colaboração que tomou conta do setor de medicina diagnóstica durante a pandemia. “Foi encantador perceber a união das empresas em prol de um bem maior independentemente de bandeira, marca e do seu papel corporativo”, finalizou.

Os apontamentos feitos pelos participantes foram apenas algumas das ações desenvolvidas pelas empresas desde o início da crise no primeiro trimestre de 2020. 

O 5º FILIS foi realizado de forma totalmente digital, em dois dias com intensa programação. Confira aqui a gravação completa deste debate e de todas as palestras e painéis concretizados nesta edição. O conteúdo gravado ficará disponível até o final do mês de outubro.

Clique aqui acesse o resumos dos cases enviados pelas empresas que participaram do evento.

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