Membros da gestão 2022 – 2025 dos Conselhos de Administração e Fiscal da Abramed foram apresentados durante o 6º FILIS

Membros da gestão 2022 – 2025 dos Conselhos de Administração e Fiscal da Abramed foram apresentados durante o 6º FILIS

Wilson Shcolnik foi reconduzido à presidência do Conselho de Administração e Cesar Higa Nomura assumiu a vice-presidência. Conheça os demais conselheiros

Durante a sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), realizado em 24 e agosto, no Teatro Santander, em São Paulo, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) apresentou os membros que irão compor os Conselhos de Administração e Fiscal da entidade pelos próximos três anos. A eleição dos nomes ocorreu no mês de agosto, em Assembleia Geral Extraordinária. Wilson Shcolnik (Grupo Fleury) foi reeleito à presidência do Conselho de Administração e Cesar Higa Nomura (Hospital Sírio-Libanês), já integrante do Conselho na última gestão, assumiu a vice-presidência. Os demais membros nomeados são Ademar Paes Junior (Clínica Imagem), Carlos Figueiredo (Cura Grupo), Claudia Cohn (Dasa), Eliezer Silva (Hospital Israelita Albert Einstein) e Lídia Abdala (Grupo Sabin). O Conselho Fiscal da próxima gestão é formado por Caio Duarte (DMS Burnier), Guilherme Colares (Grupo Pardini) e Isadora Bittar (Lab Rede).

“Esse é um momento muito especial para a Abramed, de expansão, de implantação de conhecimento estratégico; um momento desafiador e rico do mercado. Temos a possibilidade de continuar a cumprir com nossa missão enquanto entidade empresarial setorial, defendendo sempre os interesses não apenas das empresas associadas, mas de todas que integram o segmento de medicina diagnóstica, promovendo acesso à saúde, ao tratamento e ao diagnóstico”, disse a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano.

Na gestão anterior, a Abramed viu o seu segmento ser alçado a um protagonismo poucas vezes observado, dada a importância que os exames de diagnóstico tiveram na pandemia de covid-19, contribuindo para confirmar infecções agudas, proporcionar informações sobre a gravidade da doença, na identificação de variantes do vírus e na avaliação de resposta vacinal.

Houve, ainda, a capacitação de equipes, a adaptação da infraestrutura e dos processos e a inovação do drive thru. Os atendimentos domiciliares aumentaram e os pacientes que precisavam tratar outras doenças não foram abandonados. As empresas associadas à Abramed solidarizaram-se e muitas delas contribuíram com atendimento na área pública.

Shcolnik ressalta o apoio oferecido aos associados na interlocução com diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que muito contribuíram para a liberação de reagentes e de kits que proporcionaram a realização dos exames de covid-19; assim como os diálogos com diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que possibilitaram a incorporação dos exames de covid-19 no rol de cobertura obrigatória. Além disso, outros biomarcadores para monitoramento de gravidade da doença em doentes hospitalizados foram igualmente incorporados.

Em discurso no FILIS, o presidente mencionou a cooperação da entidade para possibilitar a transmissão de resultados de exames para a rede nacional de dados em saúde, possibilitando, dessa maneira, ao Ministério da Saúde monitorar epidemiologicamente o que se passava durante a pandemia.

“Fechamos um ciclo e agora temos de olhar para a frente, e acho que com esse time a Abramed vai conseguir cumprir a sua missão. Sabemos da importância do setor de medicina diagnóstica, tanto na promoção de saúde como na prevenção e no gerenciamento de doenças, e agora com a definição de tratamentos com a medicina personalizada. Somos conscientes da nossa importância para o segmento de saúde e temos um papel a desempenhar em nosso país”, completou Shcolnik após ser reconduzido à presidência do Conselho de Administração.

Novos membros

Pequenas mudanças foram feitas na composição da atual gestão, uma delas é a entrada do CEO do Cura grupo, Carlos Figueiredo, que descreve o novo desafio como uma “imensa responsabilidade”. Segundo ele, a Abramed conquistou o espaço para representatividade ao longo das últimas gestões, atuando na defesa do segmento de medicina diagnóstica e se consagrando no mercado de saúde; sua tarefa é contribuir naquilo que o time já vinha realizando.

Para Figueiredo, a pandemia foi um momento muito importante para o setor, mas continuamente a medicina diagnóstica tem novos desafios surgindo. O papel da Abramed é exatamente estar atento na defesa do setor, fazendo advocacy e representação, buscando fortalecimento das empresas associadas e reconhecimento junto a todas as esferas legislativas e executivas, assim como movendo ações quando necessárias, inclusive junto a entidades congêneres.

Ele considera a Abramed um projeto vencedor para o qual pode contribuir com sua expertise no setor de regulação. Ele atuou na ANS durante oito anos como servidor público federal e conhece, portanto, intimamente o processo regulatório de elaboração de normas e câmaras técnicas.

“A minha trajetória profissional me possibilita apoiar a Abramed no fortalecimento e desenvolvimento de tudo o que ela vem fazendo até agora. Obviamente ninguém faz nada sozinho. Esse é um trabalho de equipe, todo mundo está engajado nessa jornada, no entanto estou à disposição e muito animado para contribuir com todos os projetos da Associação”, comemora o CEO do Cura grupo.

Para o atual Conselho Fiscal da Abramed, juntam-se ao grupo a presidente do Conselho de Administração do Lab Rede, Isadora Bittar, e o diretor-executivo do Laboratório DMS Burnier, Caio Duarte.

Para Isadora, é uma honra fazer parte do Conselho Fiscal da Abramed. Ela conta que o Lab Rede tem em seu DNA laboratórios de médio e pequeno porte, então estar no Conselho garante representatividade interna. Isso se soma ao propósito de avançar para o amadurecimento das boas práticas de governança e, consequentemente, maior diversidade empresarial na representatividade da entidade. Sobre o momento atual da medicina diagnóstica, especialmente no pós-pandemia de covid-19, a executiva faz apontamentos.

“Na minha leitura, o momento requer adaptabilidade, flexibilidade e visão inovadora por parte dos empresários, mas sem perder o DNA e lastro assistencial que o caracteriza. O protagonismo e a importância da medicina diagnóstica foram reconhecidos, mas é preciso fortalecer esse espaço/reconhecimento. É certo que os desafios se estendem desde os setoriais até os mais genéricos e macroeconômicos. Mas a vivência, a natureza, o protagonismo e o grau de exposição variam de acordo com o porte, a região e a localidade da empresa. Não dá para medir com a mesma régua a intensidade e complexidade dos desafios, mas isso certamente traz à tona uma necessidade pujante para rever estratégias corporativas e novos modelos de parcerias funcionais”, sentencia Isadora.

Duarte também cita a honra e responsabilidade em fazer parte do Conselho Fiscal da Abramed, especialmente pelo crescimento e pela notória relevância que a entidade vem conquistando. “Faço parte de uma organização de médio porte do interior de São Paulo, esse fato demonstra que a constituição do Conselho é um ato democrático, não tendo como influência o porte da empresa”, afirma diretor-executivo do Laboratório DMS Burnier.

Isadora ressalta que o Conselho Fiscal é, por natureza, um órgão que visa garantir a integridade das boas práticas, a transparência e o controle dos atos internos. E, acima de tudo, garantir a representatividade. Obviamente, a sua plenitude funcional acompanha uma curva de amadurecimento da governança. Isadora almeja somar, junto aos demais membros, para que esse propósito seja alcançado.

“A missão do Conselho Fiscal não é só analisar relatórios da administração da entidade, mas também propor melhorias em prol do bom andamento da Abramed. Entendo que temos o papel de sermos divulgadores da nossa Associação”, complementa Duarte.

Segundo ele, a pandemia acelerou as operações de M&A (mergers and acquisitions, ou fusões e aquisições, em português), tornando o setor ainda mais concentrado em poucos players. Enquanto o volume de exames covid-19 estava alto, as empresas estavam gerando caixa, mas, a partir do momento em que houve uma queda acentuada, as organizações começaram a sentir o efeito negativo da crise. De modo geral, os custos subiram acima da inflação e as receitas dos exames recorrentes não foram ajustadas pelas operadoras. O resultado foi a compressão de margem, o que pressionou os empresários de médio e pequeno porte a buscarem uma saída via M&A.

Sobre perspectivas e tendências da medicina diagnóstica, Duarte fala que o setor será cada vez mais concentrado em poucos players, empresas de médio e pequeno porte serão raras no mercado. O modelo one stop shop estará cada vez mais presente e necessário para atender às necessidades dos clientes, assim como os processos serão cada vez mais automatizados e rápidos, agregando valor para a experiência do paciente nos postos de coleta.

“A mudança no formato de remuneração das operadoras para os prestadores de serviços será um dos pontos cruciais para o controle de sinistralidade. Verticalização de grandes grupos, mas também o desaparecimento de grupos já verticalizados, comprovando que essa estratégia não é tão simples como pensam. Exames cada vez mais voltados a cada indivíduo irão tornar a medicina de precisão algo mais acessível”, revela Duarte.

Conselho de Administração – Gestão 2022 – 2025

Presidente

Wilson Shcolnik – Grupo Fleury

Vice-presidente

Cesar Higa Nomura – Hospital Sírio-Libanês

Ademar Paes Junior – Clínica Imagem

Carlos Figueiredo – Cura Grupo

Claudia Cohn – Dasa

Eliezer Silva – Hospital Israelita Albert Einstein

Lídia Abdalla – Grupo Sabin

Conselho Fiscal – Gestão 2022 – 2025

Caio Duarte – DMS Burnier

Guilherme Colares – Grupo Pardini

Isadora Bittar – Lab Rede

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