Inovação traz melhorias no serviço oferecido ao paciente | pauta 4º FILIS

Inovação traz melhorias no serviço oferecido ao paciente | pauta 4º FILIS

Influências e gargalos das novas tecnologias na saúde foram pauta do painel “Impacto das inovações setoriais” no 4º FILIS

2 de Setembro de 2019

A inovação é uma temática imprescindível a um setor como o de saúde, que caminha em busca de melhorias, tanto para garantir a total segurança dos pacientes quanto para prover uma gestão mais eficiente e sua sustentabilidade.

Essas tecnologias já são realidade, como prontuário eletrônico e ultrassom fetal impresso em 3D, bem como instigam cada vez mais a mudança no perfil de atuação dos profissionais. Por isso, elas foram pauta do primeiro painel de discussões do 4º FILIS (Fórum de Lideranças em Saúde), evento promovido pela Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Roberto Godoy, general manager da Guerbet Brasil, palestrou sobre o tema e destacou que o paciente deve estar no centro das decisões médicas e na sustentabilidade do sistema como um todo. Para ele, é necessário trabalhar o modelo mental das pessoas, a cultura organizacional e o cuidado com o ambiente. Ressaltou ainda a tendência de integração entre exames genéticos, de imagem e tratamento do paciente.

“A medicina de precisão visa tratar a saúde do paciente de maneira exclusiva, levando em conta todo o seu histórico e analisando cada caso individualmente em relação a dados clínicos, genéticos e estilo de vida”, afirmou.

Convidada para fazer parte do time de debatedores, Lídia Abdalla, CEO do Sabin Medicina Diagnóstica, disse que as inovações de impacto são aquelas que conseguem oferecer saúde de qualidade, com acesso, que chegam a todos os lugares, uma vez que o “Brasil tem vários países dentro de um só”. Ela avaliou também que a tecnologia vem trazer melhorias, só que deve contribuir para a eficiência do setor.

“Precisamos ser uma saúde de qualidade não só curativa, mas também preventiva. O paciente está empoderado de informações. Isso se torna um desafio para os centros de diagnóstico. Inovar é incorporar soluções que passem para a medicina personalizada e, ao mesmo tempo, possam trazer redução de custos para a empresa”, explicou.

O debate levantou os desafios da telemedicina no Brasil. Segundo Giovanni Guido Cerri, vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Coalizão Saúde, a modalidade vem sendo usada amplamente há pelo menos 15 anos. “Telemedicina representa acesso, e é isso que a população precisa. Nossa preocupação tem que estar ligada à qualidade, por ser um instrumento útil. Todos que trabalham na área têm o direito de reivindicar um conjunto normativo mais favorável às inovações que estimulem o desenvolvimento seguro e sustentável do setor”, disse Cerri.

Leandro Fonseca, diretor-presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), pontuou como a inovação pode ser uma ferramenta para racionalizar recursos. E ratificou a necessidade de mudanças a fim de termos soluções para uma assistência que hoje é fragmentada. “A ANS tem trabalhado no aprimoramento da sua regulação para que possa diminuir custos de transação. Podemos destacar que hoje os ofícios são eletrônicos, não são mais de papel. E vamos avançar mais ainda nesta ANS digital”, afirmou. “No meu ponto de vista, demos um salto qualitativo muito importante na forma como a ANS analisa as novas tecnologias”, finalizou.

Ainda no âmbito das agências reguladoras, quando questionada sobre como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) lida com a inovação, Mônica Luz de Carvalho Soares, gerente-geral de Conhecimento, Inovação e Pesquisa, falou sobre a criação do LAB-i VISA, espaço colaborativo da Anvisa para criação e compartilhamento de ideias e práticas – a partir dos pilares disseminar, fomentar, conectar e acelerar –, que surgiu de uma iniciativa implantada em 2016, quando a Agência deu início ao projeto-piloto da Fábrica de Ideias, voltado a promover a cultura de inovação no âmbito do setor público. “A Anvisa tem apenas 20 anos, e a criatividade é um desafio que nos persegue, que no serviço público concorre com a rotina”, afirmou. “Mas sabemos que é necessário inovar e que existe a velocidade da informação que as empresas e as indústrias nos cobram diariamente.”

Para Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein, a visão da transformação digital deve ser uma questão muito mais cultural do que tecnológica. “E a vejo sob alguns aspectos, como trazer benefício da informação correta ao paciente, para que ele tenha responsabilidade sobre a própria saúde”, disse. Para ele, regulações são, sim, fundamentais e, no caso da saúde, estabelecem regras importantíssimas para assegurar benefícios aos pacientes e evitar práticas que possam resultar em danos, porém precisam manter-se em sintonia com as transformações do mundo. Como exemplo, ele citou a telemedicina, com seu potencial para vencer barreiras logísticas, ampliando o acesso ao atendimento, agilizando tratamentos e reduzindo custos, transcorrendo bem em países como os Estados Unidos.

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