INFLUENZA: vírus segue forte no país e positividade fica três vezes mais que o histórico

Taxa chega a 27,3%, após pico recente de 31,2%, ante 8,09% no mesmo período de 2025; “vacinação, atenção aos sintomas e busca por avaliação médica nos casos indicados ganham ainda mais importância neste momento”, afirma especialista da Abramed

Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne empresas responsáveis por mais de 85% dos exames realizados na saúde suplementar no país, mostram que a influenza (vírus causador da gripe) segue com circulação elevada no Brasil.  A taxa de positividade da influenza chegou a 27,3% no início de abril. Apesar do recuo em relação ao pico recente de 31,2%, o índice segue três vezes mais do que o registrado no mesmo período de 2025 (8,09%).

A média móvel das últimas cinco semanas subiu de 17,5% para 26,4%.

Segundo o Dr. Carlos Eduardo Ferreira, médico patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, os dados indicam que a transmissão do vírus permanece intensa e acima do esperado para esta época do ano. Depois de semanas consecutivas de alta, os indicadores mostram acomodação em patamar elevado. 

“Ainda assim, a influenza pode manter a pressão sobre consultas e pronto-atendimentos por sintomas respiratórios.” Segundo ele, o cenário pode estar relacionado à circulação antecipada da Influenza A neste ano, ao avanço simultâneo em diferentes regiões do país e ao fato de a campanha de vacinação ainda estar em fase inicial.

Vacinação e diagnóstico ganham ainda mais relevância

O avanço dos casos coincide com a intensificação das campanhas de vacinação contra a gripe em diversas regiões do país, reforçando a necessidade de prevenção.

“Quando observamos esse cenário, ganham ainda mais relevância a imunização dos grupos prioritários, a atenção aos sintomas e a busca por avaliação médica nos casos indicados”.

Para a Abramed, a medicina diagnóstica tem papel essencial na resposta assistencial, ao permitir identificar casos com mais rapidez, orientar condutas médicas e apoiar o planejamento dos serviços de saúde.

“O diagnóstico no momento adequado contribui para decisões mais assertivas e ajuda o sistema de saúde a responder com mais eficiência.”

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.

As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

Medicina S/A destaca dados de levantamento inédito da Abramed sobre o avanço da inovação no setor

Investimentos em automação, Inteligência Artificial e integração de dados vêm consolidando a Medicina Diagnóstica como um dos setores mais eficientes e seguros da saúde brasileira.

A Abramed participou de reportagem publicada pelo portal Medicina S/A que mostra como os laboratórios de Medicina Diagnóstica têm direcionado recursos crescentes para inovação tecnológica. Segundo levantamento inédito da entidade, empresas associadas destinam até 30% do orçamento anual para automação de processos, sistemas de rastreabilidade, Inteligência Artificial, segurança da informação e controle de qualidade.

Na matéria, a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, reforça que tecnologia e qualidade caminham juntas e já produzem impactos concretos ao longo da jornada do paciente. A modernização das rotinas laboratoriais tem contribuído para reduzir retrabalho, diminuir reconvocações, agilizar a liberação de laudos e ampliar a confiabilidade dos exames, ao mesmo tempo em que fortalece a sustentabilidade financeira do setor.

A publicação também evidencia que a inovação deixou de ser um diferencial pontual para se tornar uma diretriz estratégica da Medicina Diagnóstica, especialmente em um cenário de envelhecimento populacional, maior complexidade epidemiológica e pressão crescente por eficiência no sistema de saúde.

Confira a matéria completa no Medicina S/A.

Abramed reforça urgência da PNDL em reportagem do Futuro da Saúde sobre fortalecimento do diagnóstico laboratorial no SUS

Projeto em tramitação na Câmara busca preencher lacuna histórica e estruturar uma política nacional para ampliar qualidade, cobertura e integração dos exames laboratoriais no país.

Em matéria publicada pelo portal Futuro da Saúde sobre o avanço do Projeto de Lei que propõe a criação da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL), iniciativa considerada estratégica para organizar, modernizar e ampliar a oferta de exames no Sistema Único de Saúde, foi destacado o pedido de urgência apresentado na Câmara dos Deputados e o amadurecimento de uma pauta construída ao longo dos últimos anos por entidades representativas do setor.

Na publicação, a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, ressalta que o sistema público depende fortemente da capilaridade e da expertise da rede privada para garantir acesso laboratorial em escala nacional, o que torna indispensável a criação de um marco regulatório capaz de consolidar essa integração com critérios técnicos, sustentabilidade e previsibilidade.

Além de ampliar cobertura geográfica e qualificar a jornada diagnóstica, a proposta também avança em temas como interoperabilidade entre sistemas, rastreabilidade de dados, monitoramento em tempo real e fortalecimento da vigilância em saúde. A política ainda prevê estímulo à produção nacional de insumos e à inovação diagnóstica, conectando o tema à agenda de soberania tecnológica e ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Confira a matéria completa no Futuro da Saúde.

Milva Pagano assina artigo no Jornal LaborNews e defende avanço da PNDL para colocar o diagnóstico no centro da saúde brasileira

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, assina artigo na mais recente edição do Jornal LaborNews, contextualizando o avanço do Projeto de Lei nº 5.478/2025, que propõe a criação da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL).

Ela reforça que, embora o diagnóstico laboratorial sustente a maior parte das decisões clínicas e seja determinante para prevenção, monitoramento e definição terapêutica, o setor ainda convive com ausência de diretrizes nacionais capazes de organizar sua expansão de forma integrada e sustentável.

O artigo evidencia ainda a importância dessa rede assistencial, responsável pela ampla geração de empregos qualificados e presença decisiva no suporte à jornada do paciente, ressaltando que, mesmo com sua essencialidade, persistem desigualdades regionais, lacunas de cobertura e desafios regulatórios que limitam a consolidação de um acesso verdadeiramente qualificado ao diagnóstico.

Confira o artigo completo no Jornal LaborNews.

PESQUISA ABRAMED: inovação concentra até 30% do orçamento de laboratórios e impulsiona qualidade e segurança nos exames

Levantamento inédito aponta que investimentos em tecnologia reduzem retrabalho, aceleram diagnósticos e diminuem custos na cadeia de Medicina Diagnóstica

Os investimentos em inovação vêm redesenhando a jornada do paciente, ao mesmo tempo em que trazem mais eficiência financeira e operacional para o segmento de Medicina Diagnóstica. Segundo dados de uma pesquisa inédita da Abramed com seus associados, as empresas consultadas direcionam até 30% do seu orçamento anual em tecnologias que incluem equipamentos analíticos, soluções para automação de processos, IA, sistemas de informação, segurança e controle de qualidade – tecnologias que, juntas, têm gerado benefícios diretos na confiabilidade dos exames, redução de retrabalho e sustentabilidade da rede suplementar de laboratórios.  

Embora os percentuais de investimento variem conforme o perfil das empresas, as respostas indicam um movimento consistente de priorização da segurança do paciente e da eficácia de processos como eixos estratégicos para o setor diagnóstico.

De acordo com o levantamento, além dos investimentos em automação laboratorial e inteligência artificial com algoritmos de suporte diagnóstico, os sistemas de integração de dados, as soluções de rastreabilidade para padronização de processos e gestão de qualidade, e os programas de acreditação, qualificação de equipes e certificações tecnológicas aparecem entre as principais prioridades do orçamento dos entrevistados.

Na prática, esses aportes se traduzem em benefícios objetivos ao longo da jornada assistencial. Os laboratórios apontam a otimização do tempo médio para liberação de laudos, a diminuição dos percentuais de exames repetidos, do custo por diagnóstico, de reconvocações de pacientes e do extravasamento de dados, e uma maior eficiência no uso de insumos e na comunicação de resultados. 

“A tecnologia está diretamente associada à qualidade e segurança da Medicina Diagnóstica, que se traduz em experiências positivas para o paciente, na efetividade do cuidado e de todo o sistema laboratorial”, afirma Milva Pagano, diretora executiva da Abramed. 

Outro ponto destacado é o impacto dos investimentos na padronização das rotinas laboratoriais. A automação de etapas críticas, aliada a sistemas integrados de gestão, rastreabilidade e monitoramento de dados, contribui para aumentar a previsibilidade operacional e ampliar a confiabilidade dos resultados. 

A pesquisa também evidencia que os ganhos gerados pelos investimentos beneficiam a cadeia de Medicina Diagnóstica como um todo, favorecendo tanto decisões clínicas mais assertivas, quanto a redução de custos operacionais, ponto essencial em um contexto de crescimento da demanda por exames, envelhecimento populacional e maior complexidade dos perfis epidemiológicos.

Do ponto de vista econômico, assim como a diminuição nos indicadores de falhas operacionais e de desperdícios potencializa a segurança e a qualidade dos atendimentos, ela favorece um ecossistema laboratorial sustentável para enfrentar os novos desafios e demandas de saúde da sociedade brasileira.    

“Há uma dupla vantagem nesse contexto: o paciente ganha em atenção, precisão e agilidade, enquanto o setor aumenta sua eficiência e gera mais valor assistencial. Investir em inovação não é apenas uma decisão tecnológica, mas estratégica para o futuro”, diz Pagano.

Outro aspecto ressaltado pelas respostas é o papel das certificações, treinamentos, auditorias e programas formais de qualidade como indutores de boas práticas e de capacitação de profissionais. A adoção destas medidas tende, por sua vez, a fortalecer a cultura de segurança diagnóstica e a difusão de novas habilidades para um ambiente laboratorial cada vez mais digitalizado. 

“Em um cenário marcado por pressão sobre custos, necessidade de escala de atendimento e busca por maior efetividade, os dados de nossa pesquisa reforçam que inovação e tecnologia são pilares para uma Medicina Diagnóstica ainda mais confiável, financeiramente sustentável e verdadeiramente centrada no paciente”, conclui Milva Pagano.  

INFLUENZA: positividade chega a 20,2% e supera nível esperado para o iníciodo ano no país

 Índice é cinco vezes o registrado no mesmo período de 2025 indicando antecipação da circulação do vírus em relação ao histórico; para líder da Abramed, situação traz implicações no atendimento aos infectados

Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) mostram que a taxa de positividade para influenza (vírus causador da gripe) está acima do esperado para este período do ano, no Brasil. No início de março de 2026, o índice alcançou 20,2%. Em 2025, no mesmo intervalo, a taxa era de 4,1%.

A evolução das últimas semanas indica uma mudança no comportamento esperado da doença. Após atingir 7,7% no fim de janeiro, a positividade avançou até ultrapassar 20%, indicando antecipação da circulação do vírus em relação ao padrão histórico de sazonalidade.

A média móvel das últimas cinco semanas confirma esse movimento. O indicador registra quatro semanas consecutivas de alta, passando de 9,7% para 15,1% — o maior nível observado em 2026 até o momento.

Segundo o Dr. Carlos Eduardo Ferreira, médico patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, o dado mais relevante não está apenas no nível da positividade, mas na forma como esse aumento se distribuiu ao longo das últimas semanas.

“Para este momento do ano, o esperado seria uma circulação mais baixa do vírus. Quando esse patamar sobe antes do habitual, isso indica que a transmissão já começou a se intensificar.”

Cenário exige atenção nas próximas semanas

Ainda de acordo com o especialista, a influenza costuma apresentar aumento mais expressivo a partir do outono. No entanto, o comportamento observado neste início de ano pode ter implicações diretas na assistência.

“Quando essa elevação acontece mais cedo, há uma tendência de antecipação da demanda por atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, o que exige atenção na organização dos serviços de saúde.”

Esse cenário reforça a importância do acompanhamento contínuo, diante da possibilidade de crescimento dos casos e de evolução para quadros mais graves.

Diagnóstico laboratorial é fundamental para a vigilância epidemiológica

Para a Abramed, o acompanhamento dos dados laboratoriais é fundamental para entender mudanças no comportamento das doenças respiratórias.

“Os exames permitem identificar o avanço da circulação viral antes que ele se traduza em aumento mais amplo no sistema de saúde. Essa leitura antecipada ajuda a orientar decisões clínicas e a organização da resposta assistencial”, afirma o líder do Comitê da Abramed.

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.

As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

ABRAMED: Com trajetória de crescimento nos últimos 15 anos, Medicina Diagnóstica chega a 2026 com expectativa de expansão sustentada por investimentos em tecnologia

Com retomada da saúde financeira de operadoras e olhar para tendências como IA e interoperabilidade, Abramed projeta aumento da receita de inovação no setor laboratorial


A Medicina Diagnóstica consolida sua posição como um dos pilares estruturantes do sistema de saúde brasileiro, sustentando uma trajetória de crescimento contínuo ao longo da última década. Esse avanço tem sido impulsionado pela incorporação de novas tecnologias que propiciam ganhos relevantes de produtividade e eficiência, não gerando assim aumento proporcional de custos para as fontes pagadoras. Nesse sentido, uma pesquisa da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) com seus associados aponta que as empresas consultadas direcionam até 30% do seu orçamento anual em inovações que incluem equipamentos para automação de processos, IA e sistemas analíticos.

Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed, analisa os benefícios dessa jornada de digitalização para a Medicina Diagnóstica.  “O setor vem em alta nos últimos 15 anos e não deve ser diferente em 2026. Esse crescimento é sustentado por investimentos relacionados à inovação que permitem o avanço em novas tecnologias e oferta de mais exames. Com isso, clínicas e pacientes são beneficiados com mais eficácia, acurácia diagnóstica e redução de custos”.

E esse movimento se reflete diretamente na qualidade dos exames, com equipamentos cada vez mais precisos, rápidos e com melhor capacidade de visualização, permitindo identificar alterações com maior clareza, beneficiando pacientes e médicos sem pressionar o custo assistencial. 

Além da evolução tecnológica, o ambiente econômico do setor dá sinais positivos. A melhora da saúde financeira do ecossistema suplementar ao longo de 2025 é vista como fator relevante para toda a cadeia de prestadores. Segundo dados da ANS, nos primeiros 9 meses do ano, as operadoras tiveram variação positiva de 10% na receita em 2025 que deve se manter este ano. A expectativa é que esse cenário se traduza em fluxos de pagamento otimizados, redução de glosas e menor restrição na autorização de exames, fortalecendo a relação entre laboratórios e planos.   

Assim, muitos associados da Abramed veem 2026 como uma janela para retomar aportes mais robustos em tecnologias emergentes com foco em mais eficiência e qualidade para os pacientes.

Desafios e tendências

Diante do protagonismo da tecnologia, o Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico aponta as principais tendências que devem moldar a Medicina Diagnóstica em 2026, incluindo Big Data e IA na personalização do cuidado; fortalecimento da cibersegurança e a consolidação de plataformas únicas de dados interoperáveis. 

“O diagnóstico correto, na hora certa e com suporte de tecnologias avançadas leva a um tratamento clínico mais preciso e no melhor momento para o paciente. Tudo isso se traduz em menos custo para a sociedade”, destaca Cesar Nomura. 

E esse ganho de eficiência pode ser impulsionado, justamente, pela interoperabilidade de dados. No Brasil, já temos exemplos positivos nesse sentido, como o caso do Hospital Israelita Albert Einstein, que participa da Mayo Clinic Platform Connect, plataforma federada que aumenta o potencial de integração de um dos principais polos clínicos do país.

Modelos de interoperabilidade federada com dados protegidos desde a origem despontam, segundo a Abramed, como alternativas para garantir integração sem compartilhamento indevido de informações sensíveis, diante de exigências regulatórias impostas por normas como a LGPD.

“O crescimento da Medicina Diagnóstica em 2026 depende dessa capacidade de integração. A jornada do paciente deve ser composta por cuidados contínuos e constantes, sem fragmentação”, reforça Milva Pagano, diretora executiva da Abramed.

Nesse cenário, a definição de um marco regulatório para a IA aplicada à saúde ganha importância estratégica, enquanto iniciativas como os projetos de interoperabilidade do SUS Digital e do OpenCare Interop, dos quais a Abramed é uma parceira importante, aparecem como vetores fundamentais para elevar a qualidade e a segurança do cuidado.

“É muito importante trazermos sempre o olhar para a interoperabilidade como o caminho para termos a interconexão de dados e informações, independentemente de onde o paciente está. Ela é recurso efetivo e indispensável para a promoção da saúde”, acrescenta Pagano. 

Ao mesmo tempo em que enxerga oportunidades, a Abramed avalia que 2026 trará desafios do ponto de vista político, regulatório e econômico, com a alta do dólar e a tributação de Pessoas Jurídicas como questões sensíveis. O calendário marcado por eventos como as eleições e a Copa do Mundo também pode impactar a tramitação de pautas relevantes no Congresso, como a execução da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL). 

“O ano de 2026 vai ser desafiador. Para conseguirmos aprovar um Projeto de Lei, precisamos da disponibilidade de congressistas, que estarão em campanha. Tudo isso exige muita articulação institucional das entidades representativas da saúde, como a Abramed”, diz Milva Pagano.

Mesmo com estes pontos de atenção, a avaliação da Abramed é que a Medicina Diagnóstica entra em 2026 com bases sólidas e apoiada em inovação. O desafio do próximo ciclo será equilibrar investimentos, avanço tecnológico e sustentabilidade econômica, mantendo o foco na qualidade do diagnóstico e na integração do cuidado como pilares centrais para o sistema de saúde.

Abramed analisa avanço tecnológico e perspectivas da Medicina Diagnóstica em 2026 em matéria do site Medicina S/A


Investimentos em inovação, interoperabilidade e eficiência operacional sustentam o crescimento do setor no Brasil.

A Abramed participou de reportagem publicada pelo portal Medicina S/A que aborda como as novas tecnologias impulsionam a Medicina Diagnóstica no Brasil e consolidam o setor como um dos pilares estruturantes do sistema de saúde. A matéria destaca o ciclo contínuo de investimentos em inovação, automação, inteligência artificial e sistemas analíticos, que ampliam a produtividade e a qualidade assistencial sem pressionar proporcionalmente os custos.

Segundo levantamento da Abramed com seus associados, empresas do setor destinam até 30% do orçamento anual a iniciativas de inovação tecnológica. O presidente do Conselho de Administração da entidade, Cesar Nomura, ressalta que esse movimento sustenta o crescimento observado nos últimos 15 anos e deve permanecer em 2026, com ganhos em eficácia, acurácia diagnóstica e eficiência operacional.

A reportagem também traz a visão da diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, que aponta a interoperabilidade como elemento central para o próximo ciclo de evolução do setor. A integração segura de dados, o avanço da IA aplicada à saúde e o fortalecimento da governança digital são apresentados como vetores estratégicos para ampliar a qualidade do cuidado e reduzir desperdícios no sistema.

Além das oportunidades tecnológicas, a publicação aborda o contexto regulatório e político de 2026, destacando a importância da articulação institucional em pautas como a Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL) e o debate sobre o marco regulatório da Inteligência Artificial.

Confira a matéria completa no Medicina S/A.

18 de fevereiro de 2026.

Brasil realiza 1,8 milhão de testes de HIV em 2025, aponta Abramed

País amplia testagem enquanto mortes por Aids caem 12,8% entre 2023 e 2024 e atingem menor patamar histórico

O Brasil ampliou de forma significativa o acesso ao diagnóstico do HIV em 2025. Levantamento da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne empresas responsáveis por mais de 85% do volume de exames realizados na saúde suplementar, aponta que 1.841.628 testes de HIV foram realizados no país ao longo do ano.

Esse avanço na testagem contribui para a consolidação de um cenário epidemiológico mais favorável. Dados do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, do Ministério da Saúde, mostram que o país registrou queda de 12,8% nas mortes por Aids entre 2023 e 2024, passando de 10,5 mil para cerca de 9,1 mil óbitos — o menor índice da série histórica e o menor patamar em mais de três décadas.

No mesmo período, o Brasil também alcançou a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas, a redução da mortalidade e o avanço no controle da transmissão vertical estão diretamente associados à expansão da testagem, ao fortalecimento do diagnóstico precoce e ao início imediato do tratamento no país.

“A ampla cobertura de testagem associada à identificação precoce e ao início oportuno do tratamento trouxe impactos relevantes na qualidade de vida das pessoas e na redução da transmissão do HIV, posicionando o Brasil como referência internacional na resposta à doença”, afirma Dr. Alex Galoro, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Testagem amplia diagnóstico precoce e estratégias de prevenção

O crescimento do volume de exames evidencia o papel estratégico dos laboratórios como porta de entrada para o cuidado em saúde. A ampliação da testagem permite identificar a infecção em fases iniciais, acelerar o encaminhamento para acompanhamento médico e garantir maior efetividade das terapias antirretrovirais.

“Com diagnóstico oportuno e acompanhamento adequado, o HIV é hoje uma condição crônica controlável”, explica Dr. Galoro.

Além do tratamento, a testagem também é fundamental para viabilizar o acesso às estratégias de prevenção combinada, como a profilaxia pré-exposição (PrEP), incluindo as versões injetáveis recentemente incorporadas ao SUS. O rastreamento regular permite identificar pessoas elegíveis para a PrEP, orientar o uso adequado da medicação e monitorar a segurança clínica, ampliando a proteção de populações com maior risco de exposição ao vírus.

Exames laboratoriais acompanham toda a jornada do paciente

Além do diagnóstico inicial, os exames laboratoriais seguem sendo fundamentais ao longo de toda a jornada do paciente.

“Eles garantem a qualidade dos testes de triagem e confirmação, além do monitoramento contínuo da resposta ao tratamento, da carga viral e do sistema imunológico, permitindo intervenções mais rápidas e um controle mais eficiente da infecção”, destaca Dr. Galoro.

Para a Abramed, o cenário atual reforça a importância de manter e ampliar os investimentos em testagem, diagnóstico precoce e monitoramento laboratorial, como parte de uma estratégia integrada que une prevenção, cuidado contínuo e redução das desigualdades em saúde.

Perfil da epidemia muda no Brasil

Os dados oficiais mais recentes também indicam mudanças importantes no perfil da epidemia no país, como o crescimento proporcional de casos entre pessoas acima de 50 anos, o maior impacto da infecção na população negra e os avanços sustentados no controle da transmissão vertical, resultado da ampliação do pré-natal, da testagem precoce e do início oportuno da terapia antirretroviral.

ABRAMED: positividade de dengue cai para 9,4% no início do ano

Índice é quase a metade do registrado em janeiro de 2025, quando a taxa chegou a 17,7%; ações preventivas contribuem para o cenário mais favorável, mas o clima ainda inspira cautela


Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) — que reúne empresas responsáveis por mais de 85% do volume de exames realizados na saúde suplementar — indicam que a taxa de positividade para dengue no Brasil está abaixo do esperado para este início de ano. Até a segunda semana de janeiro de 2026, o índice gira em torno de 9,4%. Em 2025, no mesmo período, a taxa era de 17,7%.

A leitura dos dados laboratoriais consolidados até a 3º semana de janeiro de 2026 mostra que a média móvel das últimas cinco semanas ainda aponta tendência de queda, reflexo de uma redução pontual registrada no fim de dezembro. 

Ao mesmo tempo, as semanas mais recentes já indicam retomada da positividade, com aproximação aos níveis tradicionalmente observados neste momento do calendário epidemiológico.

Apesar do cenário inicial mais favorável, a Abramed alerta que, historicamente, a segunda semana de janeiro costuma representar um ponto de inflexão, antecedendo a elevação dos casos de dengue. Por isso, o acompanhamento das próximas semanas é considerado essencial.

Segundo o patologista clínico Dr. Alex Galoro, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, o momento exige cautela na leitura dos dados.

“A taxa de positividade permanece abaixo do que normalmente observamos em janeiro quando analisamos a média móvel. No entanto, os dados mais recentes já mostram retomada após uma queda pontual, em linha com o comportamento histórico deste início de ano. Por isso, o monitoramento atento nas próximas semanas é fundamental”, afirma Galoro.

Cenário inicial favorável não afasta risco de aumento nos próximos meses

Ainda de acordo com o especialista, fatores como ações preventivas mais intensas, maior conscientização da população e o início de estratégias de vacinação contra a dengue em alguns municípios brasileiros podem ajudar a explicar o comportamento observado nas primeiras semanas do ano. Ainda assim, a dinâmica da doença permanece fortemente associada a fatores climáticos e ambientais.

“A dengue apresenta um padrão bem definido, relacionado ao regime de chuvas, à temperatura e à circulação do vetor. Um começo de ano com taxa de positividade mais baixa não afasta a possibilidade de crescimento sustentado nas semanas seguintes”, explica o patologista.

Diagnóstico laboratorial é fundamental para a vigilância epidemiológica

Para a Abramed, o cenário reforça a importância da vigilância contínua apoiada pela medicina diagnóstica, especialmente em momentos de transição epidemiológica.

“Os dados laboratoriais funcionam como um termômetro quase em tempo real da circulação do vírus. Eles permitem identificar mudanças de comportamento com antecedência, apoiar decisões em saúde pública e orientar a prática clínica de forma mais precisa”, destaca Galoro.

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.


As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.