Para análise e reflexão: ressignificando a medicina diagnóstica

Por Roberto Santoro*

A medicina diagnóstica é um importante elo da cadeia de saúde. Suas inovações, por exemplo, aprimoram a assistência e a eficiência do sistema. Não por acaso, o segmento assumiu seu protagonismo durante a pandemia de covid-19, iniciada, no Brasil, em março de 2020. E quando tudo indicava um setor atuando única e exclusivamente sobre o novo coronavírus, o que se viu – e se vê! – é uma evolução constante com o desenvolvimento de novas tecnologias e formas de atendimento para otimizar tanto testes quanto exames indispensáveis ao bem-estar humano.

O segmento é composto de pessoas, infraestrutura, logística, capacidade de produção, pesquisa e desenvolvimento, assim como interface de sistemas. A pandemia o evidenciou, permitindo ampliar sua perspectiva em prol de uma infraestrutura melhor no país. E foi a reação rápida e a adaptação em dar uma resposta eficaz, focada na menor geração possível de danos, que fez a medicina diagnóstica continuar relevante em momentos de crise.

Os resultados de exames laboratoriais apoiam cerca de 70% das decisões médicas e são de grande valia na atenção à saúde. A tendência é que ela continue protagonista. Isso porque o avanço tecnológico e a transformação digital garantem exames e análises cada vez mais precisos e eficientes. Ainda assim, os gastos das operadoras de saúde com medicina diagnóstica, em termos relativos, estão entre os menores, se analisarmos a relevância desse segmento.

Na perspectiva da prevenção, através da atenção primária, a medicina diagnóstica, além do impacto nas decisões médicas, contribui para os custos evitáveis, ou seja, diminuindo a propensão de adoecimento e doenças crônicas e, além disso, a atenção pode ser feita fora de ambientes hospitalares.

A medicina diagnóstica tem ainda uma parte de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) bastante valiosa, com alta velocidade na introdução de novas tecnologias, com custos menores e incorporação rápida. Essa capacidade de criar testes com maior acurácia, faz parte da essência da medicina diagnóstica, isto é, temos cada vez mais novas tecnologias disponibilizadas em menor tempo e com menos gastos.

Segundo o Painel Abramed 2021 – O DNA do Diagnóstico, a medicina diagnóstica é um dos setores que mais evoluem e inovam na busca por tecnologias capazes de aprimorar e melhorar a qualidade dos diagnósticos na área da saúde. O surgimento de tecnologias permite que os exames sejam realizados em grande escala, em menor tempo, com melhor qualidade e precisão, evitando o desperdício e o aumento na escalada dos custos na saúde. 

A publicação já destacou, inclusive, que inúmeros fatores impulsionam o crescimento do setor, entre os quais se destacam a inteligência artificial e os processos digitais para apoiar os diagnósticos, a modernização dos equipamentos e novas tecnologias laboratoriais, a utilização da telemedicina e subespecialidades em larga escala, as inovações na área de genética, a rede integrada de saúde, entre outros.

Entre tantos pontos positivos, a medicina diagnóstica tem ainda a possibilidade de movimentar amostras sem movimentar o paciente. E aqui estamos falando de acesso populacional. Você não precisa movimentar o paciente, você colhe em um local e pode circular por meio de serviços de logística, permitindo que uma parcela maior de pessoas possa realizar seus exames em grandes centros tecnológicos. Aliás, a logística é responsável pela quebra de barreiras, permitindo acesso à tecnologia em áreas remotas do Brasil, cujo território tem dimensões continentais.

E o que falta para a medicina diagnóstica ser cada vez mais valorizada? Ampliar o conhecimento do seu papel, da função dos exames, principalmente laboratoriais e de imagem, nas decisões médicas. Sob a ótica de educação em saúde, suponho que deveria haver maior foco na relevância das unidades de Serviço de Apoio de Diagnose e Terapia (SADT), porque no Brasil, de acordo com dados de junho de 2021, do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde (CNES/MS), existem 26.545 deles.

É de suma importância o reforço desse tema, com maior intelectualidade relativa nas universidades brasileiras e entidades formadoras de profissionais de saúde. Além disso, é necessário que os próprios governos tenham mais consciência e que entidades, como a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), atuem como fomentadoras de atividades de ensino e pesquisa em medicina laboratorial, justamente para ressaltar o papel da medicina diagnóstica na cadeia de valor da saúde.

Ainda sobre educação médica, precisamos de uma “descomoditização” intelectual. A medicina diagnóstica é um setor com atualizações constantes e por vezes o próprio mercado tem dificuldade de acompanhar, e ao setor cabe incentivar, fomentar e contribuir para que nossos profissionais sejam plenamente capazes de lidar com a evolução constante do segmento.

Veja bem, estamos diante de um dos menores custos para o sistema, cuja importância e grandeza são incontestes, seja no acesso, na atenção primária, no impacto na decisão médica, no custo evitável. Mas como é possível ressignificar a medicina diagnóstica? Um dos passos é a educação em saúde deste tema.

Precisamos que seja destacada a sua importância também na saúde suplementar, por meio de atualizações constantes. Os gastos das operadoras de saúde com medicina diagnóstica são relativamente menores do que outros gastos e de alto impacto para o bem-estar social e na economia em saúde.

*Roberto Santoro é Diretor Presidente do Grupo Pardini, empresa associada à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed)

Aumento dos casos de monkeypox exige diagnóstico mais rápido e preciso

Atualmente, há pelo menos 50 mutações do vírus, por isso, a importância de ampliar a definição diagnóstica

Após o surto de covid-19, todas as atenções passaram a se voltar para a monkeypox, também chamada de varíola dos macacos, que está se espalhando em grande escala no mundo inteiro desde o início de maio de 2022. Já foram registrados 27 mil casos em 88 países, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Primeiramente, os casos foram detectados no Reino Unido, Portugal e Espanha. No Brasil, são 1.860 confirmados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na primeira semana de agosto, representando um aumento de 48% em relação à semana anterior. O estado de São Paulo está na liderança, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No dia 29 de julho, foi confirmada a primeira morte pela doença no Brasil. Era um homem de 41 anos com graves problemas de imunidade e que estava internado no Hospital Eduardo Menezes, em Belo Horizonte, MG. Importante ressaltar que a monkeypox é bem menos letal que a varíola dos humanos, erradicada em 1980. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a letalidade é de 3% a 6%.

A Monkeypox é uma doença transmitida pelo ortopoxvírus, um poxvírus de circulação até então restrita a países africanos, onde as pessoas vivem perto dos animais da floresta que carregam o vírus. A transmissão se dá por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus. Entre humanos se dá principalmente por meio de secreções respiratórias, lesões de pele ou objetos recentemente contaminados. O grande alerta é para evitar o contato íntimo e prolongado com quem tem a doença.

A data mais precoce de início dos sintomas no mundo foi em 17 de abril de 2022, sendo a maioria dos casos entre pessoas de 31 e 40 anos (42%) e do sexo masculino (99,6%). A maioria apresentou erupção cutânea e sintomas como febre, fadiga, dores musculares, vômitos, diarreia, calafrios, dor de garganta ou dor de cabeça.

A erupção na pele geralmente se desenvolve pelo rosto e acaba se espalhando para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais, parecendo com varicela ou sífilis, a diferença é a evolução uniforme das lesões. Os quadros são normalmente brandos e não há necessidade de internação, mas a hospitalização pode ser necessária quando há grande desconforto e dificuldade de ingestão de água e/ou alimentos, dor na região anogenital ou infecção bacteriana secundária das lesões. O vírus é normalmente autolimitado e dura entre 3 e 4 semanas.

O aumento da incidência da doença pode ser explicado por quatro razões, segundo estudos do Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier) da Universidade Federal do Rio de Janeiro: a cessação da vacinação contra a varíola em 1980 e a queda da imunidade contra os ortopoxvírus; exposição maior ou mais frequente a espécies de animais transmissores; aumento da taxa de transmissão de humano para humano; e avanço na capacidade de diagnóstico e educação em saúde.

A gravidade da monkeypox pode ser maior entre crianças pequenas, mulheres e indivíduos imunodeprimidos, o que causa grande preocupação. Além disso, alguns casos não registram lesões da pele, apenas acometimento anal, ou seja, padrões completamente diferentes dos casos clássicos de monkeypox. Atualmente, há pelo menos 50 mutações do vírus, por isso a importância de ampliar a definição diagnóstica.

Diagnóstico

A recomendação mundial é que se expanda a capacidade diagnóstica, no entanto, no Brasil, ainda há limitações. O Ministério da Saúde instituiu quatro laboratórios públicos de referência capazes de fazer o diagnóstico. Todos estão localizados na região Sudeste e vão receber, inclusive, amostra de outros estados, o que pode atrasar os resultados.

Já está bem definido que o melhor material a ser colhido para o diagnóstico está nas lesões de pele, que têm alta carga viral, mesmo nove dias após seu surgimento. Importante friccionar muito bem o local para colher a quantidade suficiente. Outras recomendações são: não diluir, encaminhar refrigerado e não juntar coletas diferentes. Amostras de sangue, swab de orofaringe e urina também têm sua importância, mas possuem carga viral mais baixa.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) é o diagnóstico molecular, que permite mais agilidade e precisão. Em países não endêmicos, é aceitável o diagnóstico por exame qPCR genérico para poxvírus, não necessariamente para monkeypox, no entanto, os laboratórios estão dando preferência a testes específicos.

Segundo Alex Galoro, diretor do Comitê de Análises Clínicas da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), pelo menos oito laboratórios associados à entidade realizam o exame específico para diagnóstico da monkeypox no país, atendendo a totalidade do território brasileiro. O qPCR, teste de biologia molecular que amplifica partes do DNA viral, é utilizado em vários países e recomendado pela OMS.

O tempo para obter o resultado dos testes costuma variar conforme a metodologia e os equipamentos utilizados, mas a execução em si leva em torno de 6h a 12h. A divulgação dos resultados é de 1 a 2 dias. Os testes de qPCR são bastante precisos, tendo uma sensibilidade e uma especificidade normalmente acima de 95%.

“Nossos associados representam mais de 60% de todos os exames efetuados na saúde suplementar no Brasil, inclusive apoiando pequenos laboratórios que coletam e enviam exames para análise dos grupos maiores. Com o passar do tempo e com o crescimento da demanda, pode haver novos laboratórios realizando esse serviço”, expõe Galoro. Ele enfatiza que quanto antes realizar o exame, melhor para o diagnóstico precoce, a fim de que as recomendações de isolamento e quarentena sejam seguidas.

Vale lembrar que esse exame não precisa de prescrição médica, mas é recomendado que seja indicado por um profissional de saúde após avaliação, inclusive para ver qual o tipo de lesão e fazer a orientação da necessidade e posteriormente do resultado do teste. “Até o momento, a doença não demonstra o mesmo potencial de aumento no número de casos que a covid-19, mas é importante seguir as informações e acompanhar os desdobramentos e as mudanças dos protocolos de saúde”, ressalta Galoro.

O Brasil deve receber as primeiras doses de vacina contra a monkeypox em setembro, segundo o Ministério da Saúde. Este lote deve conter 20 mil doses do imunizante Jynneos, da farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic. Em outubro, um segundo lote deve chegar, com 30 mil doses da vacina. Apenas dois grupos receberão as primeiras doses: profissionais de saúde que manipulam as amostras colhidas de pacientes; e pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados da doença.

“Canal de Denúncias e Compliance na Saúde” é tema de discussão em #DiálogosDigitais Abramed 2022

Evento digital contou com a participação de especialistas da área que abordaram o assédio nas instituições de saúde; a importância do canal de denúncias; novas tecnologias na área; entre outros.

No último dia 26 de julho, a série #DiálogosDigitais discutiu o tema “Canal de Denúncias e Compliance na Saúde”, com participação da sócia-fundadora da Flesch Advogados, Esther Flesch; o diretor executivo da Aliant – Plataforma de Riscos, Ética e Compliance do Grupo ICTS, Maurício Fiss; e a diretora de Riscos, Auditoria e Compliance no Hospital Albert Einstein, Viviane Miranda. A moderação foi da superintendente Jurídico e de Compliance na Dasa e diretora do Comitê de Governança, Ética e Compliance da Abramed, Walquiria Favero.

Segundo relatório da Aliant, a retomada do mercado de trabalho para o modelo presencial após a diminuição das restrições da pandemia acarretou um aumento de 18% no registro de denúncias de assédio em 2021 em relação a 2020. Para Maurício, apesar do crescimento, o número mostra uma maior conscientização, ou seja, comportamentos considerados “normais” não são mais vistos dessa forma e são denunciados.

O canal de denúncias é uma ferramenta importante para lidar com a questão, desde que realmente funcione e ofereça segurança ao denunciante. “Saber que serão levadas a sério, que não sofrerão retaliação e que receberão algum feedback faz as pessoas não terem medo de denunciar. Essa é a dica inicial para as empresas implementarem um canal de denúncia efetivo”, acrescentou Esther.

As companhias precisam ter processos bem estabelecidos para que as investigações sigam sem negligências. No caso de envolvimento com a alta direção e em assuntos sensíveis à organização, é importante recorrer a terceiros, para não haver constrangimentos e garantir a credibilidade no processo.

Viviane Miranda acrescenta que, no caso de assédio, seja moral, sexual ou discriminatório, o ideal é ter uma comissão de apuração permanente que se reúna com periodicidade para tratar de casos que envolvam qualquer colaborador. “No Einstein, conversamos com o denunciado e o denunciante e fazemos entrevistas com pessoas da área envolvida, para identificar as evidências. Após a apuração, é decidido qual medida educativa ou disciplinar é adequada, que pode ser demissão por justa causa, necessidade de coaching, alinhamento ou mudança de área. Planos de ações não faltam para mitigar as questões de assédio na instituição”, contou.

Todos que atuam na instituição são agentes de compliance e devem evitar que o assédio aconteça. “É preciso treinar, educar e agir. Temos visto muitas evoluções significativas. O mercado está amadurecendo”, acrescentou Viviane.

Walquiria aproveitou para deixar a mensagem para que as instituições reforcem as campanhas de conscientização e a cultura da organização, a fim de que todos cooperem com o sistema de retaliação a esse tipo de comportamento. “O comitê precisa dar respostas rápidas, sérias e idôneas ao denunciante e proteger a integridade da empresa, especialmente na relação médico e paciente”, ressaltou.

Sobre as mudanças referentes ao Decreto 11.129/2022, que entrou em vigor em 18 de julho de 2022, regulamentando a Lei Anticorrupção Brasileira (12.846, de 1º de agosto de 2013), Esther comenta que o decreto tornou necessário ter um mecanismo de tratamento de denúncias. “Não basta apenas implantar um canal de denúncias, elas precisam ser levadas a fundo. Algumas podem ser inconsistentes, mas todas devem ser investigadas para realmente confirmar se são reais”, explica a sócia-fundadora da Flesch Advogados.

Ela ainda destaca que, quando a empresa tem uma boa cultura, isso é transmitido aos colaboradores. No caso de contratação de terceiros, a recomendação é que seja feita uma due diligence (diligência prévia) para conhecer esse colaborador e saber se seus valores estão alinhados aos da empresa. 

Outro ponto fundamental citado por Esther é a documentação dos passos de compliance tomados pela companhia, a fim de comprovar o que se alega. “Há muita maquiagem sobre as ações executadas e isso é preocupante, pois geralmente envolve ganhos financeiros e vantagens. É mais importante documentar o que tem sido feito do que alardear o que não foi executado ainda”, finalizou.

Para os laboratórios pequenos que querem implantar ações de compliance, a diretora de Riscos, Auditoria e Compliance no Hospital Albert Einstein sugere começar com um mapeamento de riscos, analisando os pontos que podem comprometer os objetivos estratégicos da empresa. “Classifique os riscos em altos, médios e baixos e, a partir desse diagnóstico, escreva um manual de ética com os principais temas que vão direcionar o comportamento ético dos colaboradores. Importante, aqui, já ter um canal de denúncia. Conforme a evolução do programa, a área de compliance vai crescendo também”, disse, lembrando que a área precisa ter autonomia e apoio da alta administração.

Tecnologia

Sobre as tecnologias que apoiam a área de compliance, Maurício citou duas categorias. As tecnologias reativas, que são aquelas que permitem recuperar conversas apagadas por redes sociais ou apps, as que monitoram palavras-chaves em mensagens trocadas, além das câmeras de vigilância. E as tecnologias preventivas, que permitem detectar algo, como assédio, antes mesmo de acontecer, por meio de machine learning. As denúncias são classificadas em tipologias e identificadas automaticamente pelo sistema. “Também é possível identificar e traçar o perfil de um colaborador, por exemplo, monitorando suas interações nas redes sociais, possibilitando trabalhar a conscientização diretamente com ele”, destacou. 

O episódio “Canal de Denúncias e Compliance na Saúde” pode ser visto na íntegra no canal do YouTube da Abramed, clicando neste link.

Sobre #DiálogosDigitais Abramed

Lançada pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) em 2020, período em que os eventos presenciais foram cancelados por conta da pandemia de Covid-19, a série #DiálogosDigitais Abramed trouxe uma sequência de bate-papos online com o propósito de manter o diálogo entre os diversos atores da cadeia de saúde, contribuindo para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Sexta edição do FILIS está se aproximando

O Fórum Internacional de Lideranças da Saúde será realizado no Teatro Santander, em São Paulo. Confira detalhes da programação

O momento é de contagem regressiva para a sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). O evento acontece no dia 24 de agosto, das 8h00 às 17h30, no Teatro Santander, em São Paulo, capital. O jornalista Sidney Rezende, com 37 anos de carreira, apresentador e analista de política, irá moderar os debates do evento. As vagas são limitadas.

Segundo a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, a cada ano, o sucesso do evento é maior e sua importância como palco de discussões só cresce. “Nosso próximo FILIS vai ser mais especial, porque será híbrido, ou seja, presencial, marcando o encontro entre as pessoas, e virtual, para quem não pode estar presente ou prefere participar de maneira remota. De qualquer forma, será um local fundamental para debate dos temas relevantes para o setor de saúde”, expõe Milva.

Com o macrotema “A Medicina Diagnóstica na Disrupção da Saúde”, a programação do evento será composta de três módulos de debates abordando aspectos regulatórios, econômicos e de inovação e futuro. Além disso, o FILIS 2022 terá a participação de dois palestrantes internacionais e a 4ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, um reconhecimento aos profissionais da saúde que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira.

Após cerimonial de abertura, o fórum iniciará com o debate político-regulatório que discutirá o tema “Ecossistema: A reinauguração da Saúde e seus impactos regulatórios”. Para este módulo estão confirmadas as presenças de Ana Carolina Navarrete, coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC); Paulo Rebello, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); e Renato Freire Casarotti, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE). “Em seus 12 anos, a Abramed sempre esteve junto aos órgãos regulatórios e lideranças setoriais para informar dados corretos, contribuindo para avaliações epidemiológicas e tomada de decisão”, ressalta o presidente do Conselho de Administração, Wilson Shcolnik.

A deterioração dos indicadores macroeconômicos tem sido apontada pelas empresas brasileiras como principal fator de risco para os próximos 12 meses, seguida pelo processo eleitoral e pela guerra na Ucrânia. Na saúde e na medicina diagnóstica especificamente, outros fatores como inflação alta, elevação dos custos, dólar alto, aumento do preço e escassez dos insumos médicos ameaçam a sustentabilidade do setor. Para discutir os desafios que surgem nesse contexto, o módulo econômico trará como tema “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais”.

Compondo essa mesa-redonda, estarão Arthur Aguillar, diretor de Políticas Públicas do Instituto de Estudos de Políticas para Saúde (IEPS); Patrícia Frossard, presidente Brasil da Philips; Roberto Santoro, CEO do Grupo Pardini; e Maureen Lewis, CEO da Aceso Global, convidada internacional que abrirá as discussões com uma palestra exclusiva.

As novas tecnologias em saúde, que estão revolucionando a medicina atual, serão destaque no módulo “Inovação digital na humanização do cuidado” que encerrará a sexta edição do evento. Participam desse debate Romeu Domingues, presidente do Conselho de Administração da Dasa; Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; Tommaso Montemurno, country manager da Bracco Imaging do Brasil; e Esteban López, market lead Healthcare and Life Sciences Solutions Americas do Google Cloud, que abrirá o módulo ministrando uma palestra a partir deste tema.

Sobre o FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde

O FILIS já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador: trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. A agenda completa e as inscrições podem ser feitas no site do evento: https://www.abramed.org.br/filis/.

Abramed participará do 51° Congresso Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Associação estará presente com estande institucional e painel de conteúdo no evento, que acontece de 1º a 3 de setembro, em Florianópolis

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) marcará presença no 51º Congresso Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR22), que acontecerá de 1º a 3 de setembro, no CentroSul, em Florianópolis/SC. A entidade promoverá um painel de conteúdo no dia 3, e participará com estande institucional em todos os dias do evento, que é organizado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR).

Discutindo o tema “Tendências do Mercado de Saúde”, estarão Ademar Paes Junior, sócio da Clínica Imagem e membro do Conselho de Administração da Abramed; e Marcos Queiroz, Diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Israelita Albert Einstein, membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia, e diretor adjunto do Comitê Técnico de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed. A moderação será conjunta com a participação de Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed; e Luiz Ronan Souza, diretor do CBR.

A programação com participação da Abramed irá integrar o I Simpósio de Qualidade e Gestão de Clínicas do CBR, exclusivo para o segmento, com temas que abrangem práticas seguras para o cuidado centrado no paciente, tendências do mercado de saúde, estratégias e desempenho para os serviços de imagem. Serão 11 painéis com apresentação de metodologias, discussões e casos práticos de sucesso de renomadas instituições que contribuem para o conhecimento e a aplicação das melhores práticas de qualidade e gestão em serviços de radiologia e imagem.

A programação completa e o caminho para inscrições estão disponíveis em: https://congressocbr.com.br/cbr2022.

Sobre o evento

O 51º Congresso Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem traz como tema da edição 2022 “Um olhar mais atento”. Ao longo dos últimos anos, o CBR tem se tornado mais inclusivo e diverso, por isso a necessidade de pautar conexão, inclusão e diversidade na Radiologia visando ao futuro da especialidade.

Neste ano, as atividades do CBR22 estarão em um formato com maior integração e interatividade dos participantes. Palestrantes e congressistas contarão com diversas arenas, maratona, submissão de trabalhos, além de uma ampla e moderna área de exposição. A programação do evento abordará também as novidades mais relevantes da área com grandes especialistas nacionais e internacionais.

Inscreva-se no evento! Acesse: https://congressocbr.com.br/cbr2022.

Conheça os palestrantes internacionais confirmados para o FILIS 2022

Lideranças da Google Cloud e Aceso Global estarão à frente das palestras dos módulos econômico e de inovação e futuro. Evento acontece no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo

Um dos destaques da sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que acontece no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo, serão as palestras de Maureen Lewis, CEO da Aceso Global e Esteban López, líder de mercado – Saúde e Ciências da Vida para as Américas no Google Cloud, convidados internacionais que compartilharão suas experiências durante o evento. A seguir, conheça a trajetória desses importantes profissionais.

Maureen Lewis é CEO da Aceso Global, organização sem fins lucrativos que concentra seu trabalho em questões relacionadas ao sistema de saúde no setor público e no privado em mercados emergentes. Com foco na melhoria da gestão fiscal, qualidade e desempenho na área da saúde, Maureen é especialista em cuidados baseados em valor e tem falado para públicos qualificados em todo o mundo. A executiva será a responsável pela palestra de abertura do módulo econômico, cujo tema será “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais”.

Antes de fundar a Aceso Global, Maureen atuou por 22 anos no Banco Mundial, onde ocupou diferentes posições, incluindo Economista-Chefe para Desenvolvimento Humano, Gerente de Economia do Desenvolvimento Humano na Europa Oriental e Ásia Central e Economista-Líder na América Latina e no Caribe. É autora de livros sobre saúde e crescimento, impacto de pandemias, economia do HIV/AIDS, economia política dos cuidados de saúde, bem como artigos sobre vários outros tópicos de saúde e desenvolvimento.

Inovação e Futuro

A abertura do debate “Inovação digital na humanização do cuidado” terá palestra de Esteban López, líder de mercado – Saúde e Ciências da Vida para as Américas no Google Cloud e membro do Conselho Diretivo de empresas como a Addus Homecare e Axxonics, ambas nos Estados Unidos.

Além de médico, López possui MBA em gestão médica pela Naveen Jindal School of Management, certificado em governança corporativa pela UTSA Carlos Alvarez College of Business; e na condução da transformação digital na área de saúde pela Harvard Medical School. É também palestrante do TEDx e reconhecido como um agente transformador e líder com sucesso comprovado em P+L e gestão médica. Entre suas conquistas estão a identificação e melhoria de medidas de desempenho essenciais ao supervisionar as operações diárias de um exigente sistema de prestação de cuidados de saúde, contribuindo para aumento de receita, economia de custos e retorno de investimentos.

Sobre o FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde

O FILIS já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador: trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. A agenda completa pode ser consultada e as inscrições podem ser feitas no site do evento: https://www.abramed.org.br/filis/.

Abramed completa 12 anos e realça papel de protagonista no setor de medicina diagnóstica

Entidade é referência na representação dos interesses do setor de medicina diagnóstica, cujo desempenho tem impacto significativo sobre a saúde da população brasileira

A Abramed tem um histórico de realizações com repercussão positiva tanto para seus associados quanto para o setor de diagnóstico como um todo. E nada melhor do que aproveitar seu aniversário de 12 anos para recordar fatos marcantes, desafios e conquistas dessa trajetória de tantos avanços na área da saúde.

Fundada em 14 de julho de 2010, como resultado dos esforços conjuntos de empresas de medicina diagnóstica, a Abramed é formada por instituições com atuação destacada no mercado que perceberam a importância que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Para Claudia Cohn, presidente do Conselho de Administração (2011-2019) e membro da atual diretoria, o grande salto com a Abramed foi a transformação de um ambiente de isolamento e concorrência para o de total cooperação. Tempos atrás, cada empresa tentava sobreviver aos seus desafios e comemorar suas vitórias de maneira individual, não havia comunicação a respeito das demandas gerais.

“O novo ambiente, mesmo em um mercado altamente competitivo, não só possibilita perceber os pleitos do setor de forma abrangente, os desafios em comum e as possibilidades colaborativas, como também, principalmente, permite a construção de regulamentações e uma atuação mais efetiva e integrada, por causa dessa união”, expõe.

 “Foi através de uma lista de demandas gigantesca que descobrimos que a área de medicina diagnóstica precisava se organizar. Este é um ponto importante: a capacidade que uma associação tem, que é diferente de uma empresa, de se organizar pelas causas comuns e prioridades, com cada associada apoiando a outra dentro de sua seara”, acrescenta Claudia.

Nos últimos 12 anos, a Abramed tornou-se referência na representação dos interesses do setor de medicina diagnóstica, cujo desempenho tem impacto significativo sobre a saúde da população brasileira.

Pandemia

A pandemia foi um grande desafio para o setor, pois muitos não estavam preparados para enfrentar a crise. “Tivemos que organizar nossas infraestruturas e fluxos de atendimento, bem como buscar insumos pelo país e no mercado internacional, trabalhar a comunicação com as comunidades médicas e sociedades científicas quanto com a sociedade, principalmente após a OMS declarar que o melhor caminho para contenção da covid-19 era a testagem laboratorial em massa”, diz o presidente do Conselho de Administração, Wilson Shcolnik.

No entanto, o setor de medicina diagnóstica reagiu rapidamente e se adaptou à nova realidade, sendo pilar essencial para uma resposta eficaz, focada na menor geração possível de danos. Os laboratórios clínicos ganharam destaque e os testes foram muito valorizados.

Durante a pandemia, o papel da Abramed foi fundamental para balizar informações do setor, centrando-se em dados de qualidade e no cuidado real com as pessoas em relação à validação dos testes.

Em 2020, a Associação esteve em contato direto com a Anvisa solicitando liberação imediata de insumos para exames de diagnóstico do novo coronavírus. Além disso, trabalhou pela desburocratização da importação dos materiais e assinou, ao lado de outras entidades do setor, um documento denunciando a alta dos preços dos insumos.

Sua influência, construída nestes 12 anos de existência junto aos órgãos regulatórios, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, à Agência Nacional de Saúde Suplementar e à sociedade científica, foi fundamental para lidar com o desafio pandêmico. “A dedicação, a seriedade e o senso de responsabilidade nos permitiram sermos protagonistas de informações necessárias às autoridades sanitárias brasileiras. Com muito orgulho, a entidade se colocou à frente sempre com um olhar muito mais colaborativo do que competitivo, num momento em que o foco era vencer o vírus”, expõe Shcolnik.

A Associação sempre foi a fiel da balança junto aos órgãos regulatórios para informar os dados corretos, contribuindo com avaliações epidemiológicas e tomada de decisão.

Código de Conduta

Norteada pelo seu Código de Conduta, lançado em 2017, a Abramed orienta, incentiva e exige de seus associados práticas que inspirem todos os elos da cadeia da saúde. Segundo Milva Pagano, diretora executiva da entidade, é fundamental ter princípios claros e deixá-los por escrito e pactuado entre todos. “Cada associação e empresa deste país precisa acompanhar as mudanças e assumir sua responsabilidade, lutando por uma sociedade mais ética.”

O objetivo do documento é garantir que as melhores práticas sejam respeitadas e que as irregularidades sejam apuradas e devidamente punidas. “E assim, a Abramed vem garantindo práticas sustentáveis, trabalhando para que os associados atuem de forma consciente e responsável, alcançando padrões éticos elevados. A aplicação do código oferece segurança e transparência para a cadeia de saúde, sempre focando no bem-estar do paciente”, declara Milva.

Câmaras Jurídica e Técnica

Um marco importante da trajetória da entidade foi a criação, em 2011, das Câmaras Jurídica e Técnica, voltadas para pesquisa, análise, orientação e contribuição direta às instituições reguladoras da saúde suplementar.

“A Abramed é o que é porque tem o apoio de pessoas que se dedicaram. As Câmaras Jurídica e Técnica são diretorias que tomam para si assuntos que seguem o governo, o senado, os ministérios, a sociedade, os órgãos regulatórios, o judiciário, as confederações, e assim por diante, buscando o máximo de informações para melhorar o setor”, explica Claudia.

FILIS

Motivo de orgulho a ser lembrado neste aniversário é o Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), que, como conta Claudia, nasceu de um sonho. “Nosso objetivo era levar assuntos que poderiam ser relevantes para todos os participantes da área de saúde e que passassem pelo tema do diagnóstico. Devido ao alto volume de eventos, ficamos em dúvida sobre o interesse, porque já existiam vários outros no mercado, tanto para estudantes quanto para médicos. Mas, desde a primeira edição, o FILIS atraiu grande público e reuniu figuras destacadas do setor”, descreve.

Claudia também cita o Prêmio Luiz Gastão Rosenfeld, entregue durante o Fórum, batizado em homenagem a esse profissional, que contribuiu enormemente para saúde e para a Abramed. Na primeira edição do prêmio, o homenageado foi Jarbas Barbosa, subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); em 2019, a bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz; em 2021, Margareth Dalcomo, médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 2020, o evento foi cancelado em virtude da pandemia de covid-19.

Para Milva Pagano, a cada ano que passa, o sucesso do evento é maior e sua importância como palco de discussões só cresce. “Nosso próximo FILIS, que acontece em 24 de agosto, em São Paulo, vai ser mais especial, porque será híbrido, ou seja, presencial, marcando o encontro entre as pessoas, e virtual, para quem não pode estar presente ou prefere participar de maneira remota. De qualquer forma, será um local fundamental para debate dos temas relevantes para a área”, expõe a diretora-executiva.

Painel Abramed

Em 2018, a Abramed revolucionou o mercado ao compilar, pela primeira vez em um documento único, indicadores setoriais que balizam a percepção acerca do desenvolvimento do diagnóstico no Brasil. O Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico abastece a mídia com dados populacionais e econômicos; informações sobre a inversão da pirâmide etária no país e o impacto, no setor, do envelhecimento; além das inovações tecnológicas que comandavam as principais tendências do momento.

Antes dele, o setor não tinha dado nenhum, as informações vinham de poucas empresas individualmente, sem padronização, por isso, sem coerência. “Quando publicamos a primeira edição, foi quase uma transposição gigantesca para que, em primeiro lugar, as empresas entendessem que tínhamos critérios de sigilo coerentes, pois companhias de capital aberto e de capital fechado tinham receio de compartilhar seus dados. Por isso, criamos uma estrutura certificada, a fim de que os associados se sentissem seguros para dividir as informações. Quando saiu a primeira edição, foi quase como um filho que veio à luz. É um grande orgulho tê-lo visto nascer e acompanhar o seu aperfeiçoamento a cada ano. E mais do que isso, é um orgulho ver vários setores utilizarem o nosso painel como base e o citarem em reportagens”, declara Claudia.

Diálogos digitais

Em 2020, momento de grandes desafios causados pela pandemia de covid-19, a Abramed criou o projeto #DiálogosDigitais, uma série de eventos digitais que reuniu especialistas para abordar os mais variados temas que afetam a cadeia da saúde.

“Na pandemia, foi necessário termos conversas importantes, munindo as pessoas de informações fundamentais para suas atividades. O setor não parou, e o Diálogos Digitais também não, exatamente para respaldar todos os desafios que tivemos durante o período. Não há previsão de encerrar o projeto. O digital veio para ficar”, conta Milva.

LGPD

A proteção de dados na medicina diagnóstica é um dos debates mais importantes para o setor, por ser um segmento que lida diariamente com informações sensíveis. Há, portanto, sempre uma grande preocupação do setor de saúde quanto ao manejo desses dados.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em agosto de 2018 (Lei nº 13.709), regulamenta o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

“Para auxiliar as empresas a compreenderem os desafios da LGPD e enfrentarem as mudanças, a Abramed lançou, em 2021, o Guia de Boas Práticas em Proteção de Dados para o Setor de Medicina Diagnóstica, que traz as bases legais para o tratamento de informações sensíveis, apresenta detalhes sobre como atender aos direitos dos titulares e aborda o compartilhamento de dados de saúde com as operadoras. Além disso, contribui diretamente para a gestão corporativa ao abordar a proteção de dados pessoais no contexto dos recursos humanos e as práticas de marketing”, detalha Shcolnik.

Outras discussões

A Abramed participou de discussões técnicas sobre a resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 30/2015, da Anvisa, que trata do funcionamento dos laboratórios clínicos no Brasil.

A Associação também contribuiu para a discussão sobre o Fator de Qualidade ANS para definição do índice de reajuste anual, aplicado aos contratos entre prestadores de serviços e operadoras de planos de saúde.

A ANS viu no fator de qualidade uma forma de balizar o setor para garantir remuneração justa pelos serviços prestados de modo a assegurar a sua qualidade. “A Abramed demonstrou quais são os projetos e os programas de que participa e que apoia, bem como o que os players fazem para garantir melhor qualidade. Para ser associado e chegar mais perto desse padrão, é necessário ter uma certificação mínima, segundo exige o estatuto. Essa é uma forma de balizar o setor para cima”, explica Claudia.

Falando de perspectivas, o vice-presidente do Conselho de Administração da Abramed, Leandro Figueira, enfatiza que “a entidade, ao longo destes anos, reuniu conhecimento, solidez e maturidade para se tornar, em definitivo, protagonista dos rumos do Sistema de Saúde no Brasil. Em um mercado extremamente dinâmico, certamente será uma das vozes direcionadoras de um futuro ainda em construção”.

Os obstáculos econômicos frente aos desafios atuais serão debatidos no 6º FILIS

Evento acontece no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo, e reunirá lideranças nacionais e internacionais

A deterioração dos indicadores macroeconômicos tem sido apontada pelas empresas brasileiras como principal fator de risco para os próximos doze meses, seguida pelo processo eleitoral e a guerra na Ucrânia. Na saúde e na medicina diagnóstica especificamente, outros fatores como inflação alta, elevação dos custos, dólar alto, aumento do preço e escassez dos insumos médicos ameaçam a sustentabilidade do setor.   

Visando discutir os desafios que surgem diante desse contexto, a 6ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), conta com um módulo econômico que trará palestra e debate reunindo lideranças nacionais e internacionais.

O debate com o tema “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais” tem presença confirmada Patrícia Frossard, presidente Brasil da Philips; Roberto Santoro, CEO do Grupo Pardini; e Maureen Lewis, CEO da Aceso Global. Além disso, a organização do evento aguarda confirmação de outro nome, que completará a mesa enriquecendo ainda mais a discussão.

Palestra internacional

A convidada Maureen Lewis fará uma palestra na abertura do módulo econômico, e depois se juntará à mesa de debate.

 A Aceso Global é uma organização sem fins lucrativos que concentra seu trabalho em questões relacionadas ao sistema de saúde no setor público e privado em mercados emergentes. Com foco na melhoria da gestão fiscal, qualidade e desempenho na área da saúde, Maureen é especialista em cuidados baseados em valor e tem falado para públicos qualificados em todo o mundo. Antes de fundar a Aceso Global, a executiva atuou por 22 anos no Banco Mundial em diferentes posições. Também é autora de livros e artigos sobre diferentes tópicos relacionados a saúde, faz parte do board da USAHA, HBS GENIE e é membro do Conselho de Relações Exteriores.

O evento acontece em 24 de agosto, das 8h às 17h30, no Teatro Santander, em São Paulo. Este ano pela primeira vez em formato híbrido, permitindo o compartilhamento de informações de forma mais abrangente.

FILIS 2022

O Fórum Internacional de Lideranças da Saúde já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador e trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. O macrotema deste ano é “A Medicina Diagnóstica na Disrupção da Saúde”.

Entre os assuntos que serão debatidos estão “Ecossistema: a reinauguração da saúde e seus impactos regulatórios” e Inovação Digital na humanização do cuidado. Além disso, haverá palestras internacionais e a 4ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, um reconhecimento aos profissionais da saúde que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira.

A agenda completa e as inscrições podem ser feitas no site do evento: https://www.abramed.org.br/filis/

Até quando garantiremos a sustentabilidade do setor de saúde?

Artigo assinado por Carlos Figueredo*

Os anos pandêmicos foram desafiadores para a saúde e para a medicina diagnóstica. Como sabemos, houve uma queda brusca no número de realização de exames e de terapias para o acompanhamento não só da rotina, mas também de doenças crônicas. Agora, essa demanda está ressurgindo e precisa ser atendida. E, obviamente o setor de medicina diagnóstica anseia muito por fazer isso da melhor maneira possível.

No entanto, não é simplesmente voltar ao que era antes. Ampliar o quadro de colaboradores, comprar mais insumos, aumentar as áreas para melhor atender aos clientes, como se faria em qualquer aumento de demanda anteriormente. O cenário é outro.  Em especial pelo aumento de custos. Garantir a sustentabilidade do setor tem se tornado um desafio.

A pergunta é: a que preço faremos isso? A começar pelo básico:  um frasco de 1 litro de soro, aumentou sete vezes de 2019 para cá. Já no frasco de 15 ml de contraste, esse salto foi de 42%. Lembrando que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), autorizou um reajuste de 10,89% no preço dos medicamentos em abril. Para exemplificar, no CURA grupo, tivemos nos últimos três anos um incremento de 30% nos custos com Mat/Med.  E, a situação tende a piorar. Estamos vivenciando uma escassez tremenda de falta de insumos no Brasil e esses dois itens fazem parte da lista. Os problemas incluem volume de produção, inflação elevada que aumenta o custo de transporte e alta do dólar, em especial por muitos insumos serem importados.

Mas, não foram somente os insumos – o que já não seria irrelevante.  Estamos ainda sob variação da folha de pagamento, que assim como em muitos setores, é o maior custo da medicina diagnóstica.

Apesar de valorizarmos muito a nossa força de trabalho, olhando novamente para os números do CURA grupo, dá para ter uma boa ideia desse impacto. Em São Paulo, os reajustes por conta dos dissídios coletivos, em 2022, chegaram a 12%; valor muito próximo ao vivenciado em Pato Branco, no Paraná, que foi de 11,95% e por Florianópolis e São José, em Santa Catarina, que foi de 11,08%. Já em Chapecó e na capital do Paraná, Curitiba, esse reajuste foi de 7%.

E, as perspectivas não são de que isso retroceda. Com o Projeto de Lei (PL 2564/2020), que está tramitando nas esferas de aprovação e fixa o piso salarial dos profissionais de enfermagem, a estimativa de aumento dos custos com medicina diagnóstica é de 9,5%, somente com essa categoria.

Outro fator que tem impactado muito nesse aumento de custo são os aluguéis dos imóveis, reajustados por IGP-M ou INPC, índices que tiveram bastantes elevações. Vemos muitas negociações de contratos em andamento, até para que os reajustes sejam por IPCA. O que também não diminui o impacto, já que em abril de 2022, o índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 12%. Mais uma vez trazendo para o real, no CURA grupo isso significou um aumento de 33% nos últimos três anos.  Outros recursos importantíssimos também aumentaram. Despendemos 21% a mais com energia elétrica; e, também, houve reajustes na água, por conta da escassez hídrica.

Todas essas oscilações para cima vêm pressionando muito a estrutura de custos, ainda mais em um cenário político e econômico instável. Internamente, a eleição presidencial emerge como um agravante. Já externamente, a Guerra impacta, por exemplo, na cadeia de produção e provoca aumento nos custos de logística e transporte. 

Para apimentar ainda mais essa reflexão, é preciso lembrar, que todos esses reajustes que vivenciamos não foram repassados para os pacientes, apesar de os planos de saúde terem sido reajustados em cerca de 15%, em 2022.

Ou seja, como dizemos no dia a dia: não está fácil para ninguém: nem para os consumidores e muito menos para os prestadores de serviços, que estão pagando a conta da saúde suplementar em sua totalidade.  Afinal, as operadoras não estão na maioria das vezes repassando esse percentual desse reajuste para os prestadores e, mesmo quando fazem pressionam para que a faixa de incremento na remuneração seja de 4% a 5%. 

Em suma, esses números começam a colocar de fato em dúvida sobre até quando conseguiremos manter a sustentabilidade dos nossos negócios e do setor de medicina diagnóstica. Nesse momento, entramos em um alerta vermelho e alguns modelos devem ser repensados. É hora mais do que nunca de debates entre o setor, com o governo, operadoras para que todos juntos possam encontrar um caminho mais sustentável. E isso, sem dúvida depende do diálogo e da união de esforços. Caso contrário, temo que não conseguiremos segurar por muito tempo essa situação.

*Carlos Figueredo é CEO do Cura grupo

#DiálogosDigitais Abramed abre nova temporada de bate-papos a partir de julho

Série de eventos virtuais traz discussões de temas variados que afetam toda a cadeia de saúde, além de oportunidade para o compartilhamento de experiências

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) lança a terceira temporada da série #DiálogosDigitais, uma sequência de bate-papos online com o propósito contínuo de dialogar e contribuir com as perspectivas para a cadeia de saúde no Brasil, e como a Medicina Diagnóstica se insere neste contexto de construção de um sistema de saúde mais sustentável.

A série iniciou em 2020, quando a entidade adaptou seu calendário de eventos ao cenário digital devido à pandemia de covid-19. Com o êxito do projeto, foi levada ao ar uma segunda temporada em 2021 e no próximo dia 26 de julho, das 17h30 às 19h, ao vivo no canal do Youtube da Abramed, será realizado um novo episódio abordando o tema “Canal de Denúncias e Compliance na Saúde”.

O canal de denúncias neste segmento é uma das principais ferramentas para o fortalecimento de uma cultura ética e transparente na gestão, no relacionamento com pacientes, funcionários, médicos, indústria, governo, operadoras de planos de saúde e demais stakeholders. Por meio dele, é possível que as instituições de saúde sejam comunicadas sobre eventuais irregularidades, fraude, corrupção, vazamento de informações, condutas inadequadas, conflito de interesse e possam adotar as medidas corretivas necessárias.

Para dialogar sobre a pauta, foram convidados a sócia-fundadora da Flesch Advogados, Esther Flesch; o Diretor Executivo da Aliant – Grupo ICTS, Maurício Fiss; e a diretora de Riscos, Auditoria e Compliance no Hospital Albert Einstein, Viviane Miranda. A moderação será da superintendente Jurídico e Compliance na Dasa e diretora do Comitê de Governança, Ética e Compliance da Abramed, Walquiria Favero.

Como identificar e prevenir condutas inadequadas nas organizações; qual a importância da implementação de um canal de denúncias; averiguação de denúncias e sigilo nas informações; como estabelecer uma relação de confiança com colaboradores e mercado; e o Código de Conduta como uma ferramenta para uma conduta transparente nas empresas e sociedade, são alguns dos assuntos do diálogo de estreia de 2022.

Para Milva Pagano, diretora executiva da Abramed, “Por meio da denúncia, é possível encontrar os problemas na fonte, nomeando os envolvidos e conseguindo sanar a questão antes de gerar prejuízos graves para o negócio”.

Clique aqui para acessar todos os episódios do projeto #Diálogos Digitais Abramed.