Casos de dengue na rede privada têm a maior taxa das últimas seis semanas, alerta Abramed

De 17 a 23 de março, foram realizados 73.328 exames, com 21.705 positivos, um aumento de 15% na positividade em relação à semana anterior

Tanto o número de exames de dengue realizados na rede privada quanto a quantidade de positivos registrados na semana de 17 a 23 de março são os maiores das últimas seis semanas, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Na comparação entre a semana de 10 a 16 de março e a semana de 17 a 23 de março, os casos de dengue aumentaram 15%, passando de 18.870 positivos para 21.705. A quantidade de exames realizados também aumentou, de 70.150 para 73.328, representando um crescimento de 5%. 

No acumulado de seis semanas, de 11 de fevereiro a 23 de março, foram realizados 402.559 exames de dengue, com 104.010 casos positivos, ou seja, 25,8% do total, segundo uma média ponderada do período.

Esses dados ressaltam a importância da vigilância contínua e da implementação de medidas preventivas eficazes para combater a propagação da doença. Comprometida com a situação, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, segurança, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade, permitindo identificar casos mais graves. 

Vale lembrar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

ABRAMED – Exames e positividade – DENGUE (2024)
 Semana
 11/02 a 17/0218/02 a 24/0225/02 a 02/0303/03  a 09/0310/03 a 16/0317/03 a 23/03Total 6 semanas*
Nº de exames realizados            47.712             69.065             71.392             70.912                     70.150                         73.328                     402.559 
Taxa de positividade24%23%25%26%25%30%25,8%
Número positivos            11.233             15.947             17.848             18.407                     18.870                         21.705                     104.010 

* a taxa de positividade total é a média ponderada do período

Aumento número de exames na última semana: 5%

Aumento do número de positivos na última semana:  15%

Casos de dengue sobem 3% na rede privada, alerta Abramed

Embora o número de exames tenha caído ligeiramente em uma semana, foram 18.407 casos positivos, a maior marca em seis semanas

13 de março de 2024 – Os casos de dengue registrados na rede privada subiram 3% na comparação entre a semana de 3 a 9 de março e a semana anterior, de 25 de fevereiro a 2 de março, mesmo com a redução de 1% no número de exames realizados no período. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Na semana de 25 de fevereiro a 2 de março, foram registrados 71.392 exames de dengue, com 17.848 positivos. Já na semana de 3 a 9 de março, embora o número de exames tenha caído ligeiramente para 70.912 – a única queda das últimas seis semanas (de 28 de janeiro a 9 de março) – foram 18.407 casos positivos, a maior marca do período.

Nas últimas seis semanas analisadas (de 28 de janeiro a 9 de março), foram realizados 333.253 exames de dengue. A taxa de positividade média durante esse período foi de 23,9%, registrando 79.486 casos positivos. 

Esses dados ressaltam a importância da vigilância contínua e da implementação de medidas preventivas eficazes para combater a propagação da doença. Comprometida com a situação, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, segurança, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade, permitindo identificar casos mais graves. 

Vale lembrar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

ABRAMED – Exames e positividade – DENGUE (2024)
 Semana
 28/01 a 03/0204/02 a 10/0211/02 a 17/0218/02 a 24/0225/02 a 02/0303/03  a 09/03Total 6 semanas*
Nº de exames realizados            30.962             43.210             47.712             69.065                     71.392                         70.912                     333.253 
Taxa de positividade21%22%24%23%25%26%23,9%
Número positivos                6.383                 9.668             11.233             15.947                     17.848                         18.407                       79.486 

* a taxa de positividade total é a média ponderada do período

Aumento número de exames na última semana: -1%

Aumento do número de positivos na última semana:  3%

Casos de dengue crescem 12% da rede privada, alerta Abramed

Na comparação entre a semana de 25 de fevereiro a 2 de março e a semana de 18 a 24 a fevereiro, os resultados positivos passaram de 15.947 para 17.848

5 de Março de 2024

O número de casos de dengue registrados na rede privada cresceu 12% em números absolutos, passando de 15.947 para 17.848, na comparação entre a semana de 25 de fevereiro a 2 de março e a semana anterior, de 18 a 24 a fevereiro. 

Já o número de exames realizados aumentou 3% no período, passando de 69.065 para 71.392. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Tanto o número de exames quanto os casos positivos vêm aumentando gradativamente desde a semana de 21 a 27 de janeiro. No período das últimas seis semanas, de 21 de janeiro a 2 de março, foram realizados 284.325 exames em todo o país, sendo 23,4% positivos, na média, que representam 66.443 casos.

Essa elevação ressalta a importância da vigilância contínua e da implementação de medidas preventivas eficazes para combater a propagação da doença. Comprometida com a situação, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, segurança, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade, permitindo identificar casos mais graves. 

Vale lembrar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

ABRAMED – Exames e positividade – DENGUE (2024)
 Semana
 21/01 a 27/0128/01 a 03/0204/02 a 10/0211/02 a 17/0218/02 a 24/0225/02 a 02/03Total 6 semanas*
Nº de exames realizados            21.984             30.962             43.210             47.712                     69.065                         71.392                     284.325 
Taxa de positividade24%21%22%24%23%25%23,4%
Número positivos                5.364                 6.383               9.668             11.233                     15.947                         17.848                       66.443 

* a taxa de positividade total é a média ponderada do período

Aumento número de exames na última semana: 3%

Aumento do número de positivos na última semana: 12%

Casos de dengue crescem 42% na rede privada, segundo Abramed

O número de testes positivos saltou de 11.233 para 15.947, na comparação entre as semanas de 11 a 17/02 e de 18 a 24/02

28/02/2024 – Sobe 42% o número de casos de dengue, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil. O número de casos positivos cresceu de 11.233 para 15.947, comparando as semanas de 11 a 17/02 e de 18 a 24/02. Os dados estão disponíveis apenas ao nível Brasil, ou seja, não há recorte por cidade ou estado.

Durante a semana de 11 a 17/02, o número de exames realizados foi de 47.712, aumentando para 69.065 na semana seguinte, de 18 a 24/02. Esse crescimento foi de cerca de 45%.

Nas últimas seis semanas (de 14/01 a 24/02), 231.089 exames foram realizados pelos associados à Abramed, com taxa de positividade média de 23%, o que representa 53.207 pessoas com dengue no acumulado das semanas.

ABRAMED – Exames e positividade – DENGUE (2023/2024)
 Semana
 14/01 a 20/0121/01 a 27/0128/01 a 03/0204/02 a 10/0211/02 a 17/0218/02 a 24/02Total 6 semanas*
Nº de exames realizados        18.156        21.984        30.962        43.210                47.712                    69.065                231.089
Taxa de positividade25%24%21%22%24%23%23%
Número positivos            4.612            5.364          6.383          9.668                11.233                    15.94753.207

* a taxa de positividade total é a média ponderada do período

Aumento número de exames na última semana: 45%

Aumento do número de positivos na última semana: 42%

Comparação entre anos

Ao analisar os dados da 8ª semana epidemiológica dos anos de 2023 e 2024, podemos observar um aumento significativo tanto no número de exames realizados quanto no número de casos positivos.

Na 8ª semana epidemiológica de 2024, o número de exames realizados aumentou em 213% em relação à mesma semana epidemiológica de 2023, passando de 22.085 para 69.065 exames. O número de casos positivos também apresentou um aumento acentuado, foi de 8.327 para 15.947, representando um aumento de 91,5%.

Diante desse cenário, a entidade reforça a importância contínua das medidas de prevenção e controle, bem como a necessidade de intensificar os esforços na detecção e no tratamento precoce da dengue.

“Defendemos que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, segurança, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade, permitindo identificar casos mais graves. Além disso, os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública”, declara Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

ABRAMED – Exames e positividade – DENGUE (2023/2024)

Semana epidemiológicaExames realizadosVar. % 24/23PositivosVar. % 24/23
2023202420232024
1                      9.744                  10.91612%  2.583  2.6663%
2                    11.002                  15.24639%  3.418  3.365-2%
3                    11.944                  18.15952%  3.798  4.60821%
4                    12.501                  21.98776%  3.275  5.37564,1%
5                    14.487                  30.962114%  3.882  6.38364%
6                    16.030                  43.210170%  4.387  9.668120,4%
7                    17.871                  47.712167%  5.03211.233123%
8                    22.085                  69.065213%  8.32715.94791,5%

Carnaval 2024 tem 114% mais pessoas com dengue do que mesmo período em 2023, segundo Abramed

Com relação ao número de exames de dengue realizados na rede privada, o aumento foi de 160% 

21/02/2024 – O número de exames positivos de dengue realizados na rede privada cresceu 114% na comparação entre os Carnavais de 2023 e 2024, considerando duas semanas: a que antecede o Carnaval e a do feriado em si.

Já com relação ao número de exames de dengue realizados, o aumento foi de 160%. Em 2023 foram realizados 34.913 exames, com 9.778 positivos. Já em 2024, foram realizados 90.922 exames, com 20.901 positivos.

Os dados são das empresas associadas à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que representam cerca de 65% do volume total de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Sétima semana epidemiológica 23/24

Comparando a sétima semana epidemiológica de 2023 e 2024, no ano passado foram realizados 17.871 exames, enquanto em 2024 foram 47.712, um crescimento de 167%. Em relação ao número de positivos, foram 5.032 em 2023, e 11.233 em 2024, um crescimento de 123% na quantidade de pessoas com a doença.

“Importante lembrar que as associadas à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública. Defendemos que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade”, declara Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

Vale ressaltar, ainda, que a pesquisa realizada pela entidade não apresenta dados separados por regiões do país, ou seja, todos os números estão disponíveis apenas ao nível Brasil, sem qualquer recorte local.

Exames de dengue realizados nos laboratórios privados crescem 39,55% em uma semana, segundo Abramed

A comparação é entre a semana de 4 a 10 de fevereiro de 2024 e a semana anterior, de 28 de janeiro a 3 de fevereiro. O número de casos está muito acima do ano passado.

O número de exames de dengue realizados nos laboratórios privados do país cresceu 39,55% em uma semana, segundo as empresas associadas à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que representam cerca de 65% do volume total de exames realizados na saúde suplementar no Brasil. A comparação é entre a semana de 4 a 10 de fevereiro de 2024 (43.210) e a semana anterior, de 28 de janeiro a 3 de fevereiro (30.962).

Já a positividade caiu de 21% para 17%, no mesmo período. No entanto, em termos de quantidade de pessoas com a doença, foram 6.383 positivos na semana de 28 de janeiro a 3 de fevereiro, contra 7.547 positivos na semana de 4 a 10 de fevereiro. Um aumento em número de indivíduos com dengue de 18,23%.

“A positividade caiu de 21% para 17% somente porque o número de exames realizados aumentou muito. Mas vejam que o número de casos está muito acima do ano passado também”, explica Bruno Santos, coordenador de Inteligência de Mercado da Abramed. 

Ele se refere à comparação entre os dados da sexta semana epidemiológica deste ano e do ano passado. Em 2023, foram realizados 16.030 exames de dengue, enquanto em 2024, foram 43.210, uma variação de 170%. Em relação aos positivos, foram 4.387 na sexta semana epidemiológica de 2023, contra 7.547 na mesma semana de 2024, uma variação de 72%.

Vale ressaltar que a pesquisa realizada pela Abramed não apresenta dados separados por regiões do país, ou seja, todos os números estão disponíveis apenas em nível Brasil, sem qualquer recorte local.

Veja abaixo as tabelas:

Exames

O exame laboratorial é crucial para diferenciar doenças que têm os mesmos sintomas, como dengue, a zika e a Chikungunya. Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed, explica que, nos estágios iniciais da dengue, até o quinto dia após o início dos sintomas, é feita a pesquisa de antígeno do vírus. E entre o décimo e o décimo quarto dia, é possível identificar a presença de anticorpos.

Como há quatro sorotipos de vírus da dengue circulando no Brasil (um, dois, três e quatro), há reagentes que possibilitam identificar todos juntos, não um de cada vez, o que facilita o processo de diagnóstico. 

Os profissionais de saúde utilizam vários métodos laboratoriais, sendo o ELISA (enzimaimunoensaio) um dos mais comuns, por ser muito sensível e específico para detectar a presença de antígenos ou anticorpos em uma amostra biológica, como o sangue.

No caso da dengue, o ELISA é usado para detectar o NS1 (antígeno do vírus) ou os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico em resposta à infecção pelo vírus. O NS1 é uma proteína viral produzida durante a infecção aguda e sua presença no sangue indica uma infecção ativa. 

No entanto, Shcolnik alertou que a identificação do sorotipo responsável pela infecção requer testes mais sofisticados, geralmente realizados em estudos epidemiológicos. “Além do teste específico para dengue, é fundamental também realizar a contagem de plaquetas e avaliar o estado de hidratação do paciente. Abaixo de 40 mil plaquetas há risco de sangramento, identificando dengue hemorrágica”, alerta Shcolnik.

Vale ressaltar que os exames feitos em laboratórios oferecem uma série de vantagens em termos de precisão, capacidade de diferenciação de doenças, possibilidade de testes mais abrangentes, aconselhamento profissional e conformidade com padrões de qualidade.

Além disso, os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública. 

Alerta

Importante lembrar que com as altas temperaturas e as chuvas, aumenta a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, gerando uma grande preocupação, especialmente após o recorde histórico de 1.017 mortes em 2022 e um continuado aumento de casos em 2023. 

Além disso, as mudanças climáticas, incluindo fenômenos como o El Niño, têm contribuído para a expansão do vetor em regiões antes consideradas menos propensas à disseminação da dengue, como Centro-Oeste e Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Abramed chama atenção para uma possível epidemia de dengue no Brasil

O número de exames realizados pelas empresas associadas cresceu mais de 77% em quatro semanas, segundo dados preliminares

Com o período de altas temperaturas e a temporada de chuvas, na maior parte do Brasil, aumenta a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, gerando uma grande preocupação, especialmente após o recorde histórico de 1.017 mortes em 2022 e um continuado aumento de casos em 2023. 

Além disso, as mudanças climáticas, incluindo fenômenos como o El Niño, têm contribuído para a expansão do vetor em regiões antes consideradas menos propensas à disseminação da dengue, como Centro-Oeste e Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) destaca a gravidade do risco de uma epidemia de dengue, a importância da conscientização da população sobre as medidas preventivas e a relevância dos serviços de diagnóstico médico na identificação e tratamento da doença. “Caso esse cenário se concretize, os laboratórios clínicos terão papel fundamental na avaliação do risco de hemorragias, o que é crucial para evitar mortes”, declara Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da entidade.

De acordo com dados preliminares fornecidos pelas associadas à Abramed, observou-se um alarmante aumento de mais de 77% no número de exames de dengue realizados na rede privada em um período de quatro semanas, compreendido entre 16 de dezembro de 2023 e 13 de janeiro de 2024.

Na semana de 16 a 22 de dezembro de 2023, foram realizados 8.606 exames de dengue, sendo 18% positivos, enquanto de 7 a 13 de janeiro de 2024 foram 15.246 exames, com 22% positivos. Em relação à positividade, a porcentagem variou entre 18% e 24% nas quatro semanas em questão, atingindo o maior valor na semana de 31 de dezembro de 2023 a 6 de janeiro de 2024 (24%). 

Os números mostram que as pessoas estão buscando a confirmação do diagnóstico ao sentirem sintomas associados à doença, como febre alta, dores musculares, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

A associação reitera seu compromisso em colaborar com as autoridades de saúde, profissionais do setor e a sociedade em geral, visando a implementação de estratégias eficazes para enfrentar essa questão de saúde pública e minimizar os impactos sobre a população brasileira.

Comparação anual

Comparando as duas primeiras semanas epidemiológicas de 2023 e 2024, o número de exames registrou crescimento, mas o número de infectados se manteve praticamente constante. Na primeira semana epidemiológica de 2023, foram realizados 9.744 exames, com 2.583 positivos, enquanto na primeira semana epidemiológica de 2024 foram 10.916 exames, com 2.666 positivos. A variação em exames realizados foi de 12%, enquanto na positividade foi de 3%.

Na segunda semana epidemiológica de 2023, foram realizados 11.002 exames, com 3.418 positivos, enquanto na segunda semana epidemiológica de 2024 foram 15.246 exames, com 3.365 positivos. A variação em exames realizados foi de 39%, enquanto na positividade foi de -2%.

Vale ressaltar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública. 

Outubro Rosa: jornada de prevenção do câncer de mama começa com informação e conscientização

Entidade reforça a importância dos exames na prevenção do câncer de mama, incentivando as mulheres a conversarem com seus médicos sobre manter a saúde em dia

As empresas associadas à Abramed realizaram 1,4 milhão de exames de mamografia em 2022, o que equivale a 29% de todos os exames de mamografia feitos pela Saúde Suplementar no Brasil no ano. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), foram realizados 4,2 milhões de exames de mamografia.

Considerando o panorama nacional, ou seja, Saúde Suplementar mais SUS, o total de mamografias no Brasil atingiu 9,1 milhões, com a Abramed contribuindo com 16%. Suas associadas representam 65% do volume total de exames realizados pelo setor privado no país.

“Quando as mulheres realizam regularmente os exames de diagnóstico, têm a oportunidade de identificar o câncer em estágios iniciais, o que geralmente leva a tratamentos menos agressivos e a maiores taxas de sobrevivência”, ressalta Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

Tanto na campanha Outubro Rosa quanto ao longo de todo o ano, a entidade incentiva as mulheres a conversarem com seus médicos sobre manter os exames em dia. “Eles são uma ferramenta poderosa na promoção da saúde, no aumento da conscientização e na luta contra o câncer de mama”, acrescenta.

Este é o tipo de câncer que mais acomete mulheres em todo o mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Ministério da Saúde. Para o Brasil, foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2023, com um risco estimado de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres.

A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer, segundo o World Health Statistics 2007, o “Guia Estatístico em Saúde 2007”. Nessa estratégia, destaca-se a importância da educação da mulher e dos profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do câncer de mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde.

Retomada dos exames

Segundo estudo do INCA, realizado em fevereiro de 2023, 38% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em estágios avançados, ou seja, já atingiram o estágio 3 ou 4, quando já há doença metastática. Além disso, cerca de 37% dos casos levaram mais de 30 dias para confirmação diagnóstica após a consulta.

“Esses dados são muito preocupantes, pois sabemos que quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as possibilidades de cura, superando o benefício que qualquer medicamento possa oferecer”, comenta Ricardo Caponero, presidente do Conselho Técnico Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA).

Neste mês de Outubro Rosa, a FEMAMA enfatiza a importância dos exames de rastreamento, como a mamografia, e das consultas médicas regulares, conforme recomendado pelas sociedades médicas e respaldado por lei. A partir dos 40 anos, é essencial realizar a mamografia anualmente, quando a mulher tiver uma expectativa de vida de pelo menos mais 10 anos.

“A situação piorou durante a pandemia, quando muitas deixaram de realizar exames. Precisamos retomar o incentivo a essa prática, pois o rastreamento desempenha um papel fundamental na prevenção da doença”, finaliza Caponero.

Demografia, economia e medicina diagnóstica: o Brasil em transformação

O primeiro capítulo da 5ª edição do Painel Abramed oferece uma análise profunda das mudanças demográficas e econômicas no país

Conhecer dados demográficos e econômicos do Brasil é fundamental para o planejamento estratégico e a adaptação de serviços de medicina diagnóstica às necessidades e às condições do mercado. O acesso a informações precisas e atualizadas nessas áreas ajuda as empresas a ofertarem serviços mais eficazes e atenderem melhor a população.

Com gráficos claros e análises profundas, esses dados são expostos no primeiro capítulo do 5º Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico. Com o título “Demografia e Conjuntura Econômica”, o conteúdo que abre a publicação oferece uma visão completa sobre as transformações significativas ocorridas no Brasil em 2022 e seu impacto na saúde da população.

O primeiro aspecto relevante diz respeito à demografia. No ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou o Censo, revelando uma população menor do que aquela estimada pelo IBGE ao longo dos anos entre a realização de Censos. “Esse fenômeno indica que o envelhecimento está ocorrendo em um ritmo mais acelerado do que se previa, e isso repercute significativamente não apenas no sistema de saúde, mas também no sistema educacional e previdenciário”, comenta Bruno Santos, Coordenador de Inteligência de Mercado da Abramed.

Outro ponto de grande relevância é a transição demográfica que o Brasil está vivenciando, um fenômeno intimamente relacionado ao envelhecimento da população. O país está transitando de um estado em que predominava uma população jovem para uma nação mais madura do ponto de vista etário. Além disso, esse processo de transição demográfica tem correlação com uma mudança paralela chamada transição epidemiológica.

A transição epidemiológica é um fenômeno no qual o principal causador de mortes deixa de ser as doenças infecto-contagiosas e passa a ser as doenças crônicas não-transmissíveis. Países de baixa renda, geralmente mais carentes, tendem a apresentar maior incidência de mortes decorrentes de infecções, enquanto países mais desenvolvidos e com uma população mais madura tendem a registrar predominância de mortes causadas por doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. “No caso do Brasil, isso já é evidente, uma vez que a maioria das mortes no país é atribuída a doenças não transmissíveis, refletindo o impacto do envelhecimento populacional”, comenta Santos.

Um aspecto particularmente interessante é que, em 2021, houve uma reversão temporária dessa transição epidemiológica devido à pandemia. Naquele ano, a maior causa de morte no Brasil foram as doenças infecciosas, com a covid-19 se destacando como principal responsável por esse cenário. “Isso mostra como eventos extraordinários, a exemplo da pandemia, podem temporariamente alterar as tendências epidemiológicas em uma população que já está em processo de transição demográfica e epidemiológica”, acrescenta.

Uma informação adicional relevante trazida pelo Censo é a mudança na distribuição geográfica da população brasileira. Historicamente, o Brasil tem sido um país com uma concentração populacional significativa nas regiões litorâneas. No entanto, observou-se que essa tendência não é uniforme e varia de acordo com os estados. No geral, notou-se que a população está crescendo de forma mais lenta ou, em alguns casos, até mesmo diminuindo em estados situados no litoral, enquanto o aumento populacional tem sido mais rápido em estados do oeste, no interior do país, particularmente nas regiões do Centro-Oeste e Norte.

“Essa mudança na distribuição geográfica da população merece destaque, pois indica uma possível reconfiguração das dinâmicas populacionais e socioeconômicas no país. Ela pode estar relacionada a fatores como migração interna, desenvolvimento econômico regional e oportunidades de emprego, representando um importante aspecto a ser considerado ao analisar o panorama demográfico e socioeconômico do Brasil”, analisa o Coordenador de Inteligência de Mercado da Abramed.

Além disso, o capítulo ressalta a importância dos exames de diagnóstico para doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. A detecção precoce dessas condições é fundamental para o gerenciamento e tratamento eficazes, e estima-se que a demanda por exames diagnósticos deverá crescer 96% até 2050.

O capítulo também discute o cenário econômico brasileiro em 2022, destacando a recuperação do crescimento após a pandemia e os desafios inflacionários. A alta inflação e o aumento da taxa básica de juros têm impactos significativos nos custos de capital, afetando particularmente o setor de medicina diagnóstica e as operadoras de planos de saúde.

Este material é um convite para explorar mais a fundo as implicações dessas transformações e os caminhos a serem seguidos para enfrentar os desafios futuros. Baixe gratuitamente a 5ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico e leia o conteúdo completo. São cinco capítulos, em 274 páginas, repletos de informações valiosas para o setor de saúde.

Fórum Internacional de Lideranças da Saúde discutiu a importância da integração para o futuro da saúde no Brasil

Evento promovido pela Abramed chegou à sua sétima edição promovendo a interação entre líderes da área. Mauricio Silva Nunes, diretor de desenvolvimento setorial da ANS, fez apresentação na abertura da programação

O 7º Fórum Internacional de Lideranças da Saúde – FILIS, que vem se consolidando como uma das principais agendas da Saúde no Brasil, foi realizado no último dia 31 de agosto, no Teatro B32, em São Paulo (SP). Desde sua primeira edição, tem se confirmado como referência de inovação e troca de experiências entre profissionais da cadeia da saúde. 

Em solenidade de abertura do evento, Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, destacou que a interoperabilidade é um tema central para a Abramed, pois tem foco direto na gestão da saúde do paciente. Opinião compartilhada pelo presidente do Conselho de Administração da entidade, Wilson Shcolnik. Para ele, as empresas de medicina diagnóstica estão integradas a outros segmentos de prestação de serviços e as fronteiras de atuação já não existem mais. 

“Isso nos traz a oportunidade de termos uma jornada mais orientada para os nossos pacientes, lucrando todos, evitando desperdícios e contribuindo com cuidado qualificado da saúde e sustentabilidade do sistema. Temos consciência do momento de transformações intensas vividos pelo sistema de saúde”, afirma o presidente.

Entre as novidades destacada do evento neste ano, houve o “Leaders Connection”, um período de parada na programação, direcionado ao relacionamento e à troca entre os participantes do evento, e o “Momento Transformação”, com apresentação de cases de inovação na área da Saúde.

Apresentação ANS

Em se tratando de desafios do setor, o diretor de desenvolvimento setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Nunes da Silva, afirma, em 20 anos de atuação na instituição, nunca ter visto um momento tão complexo e desafiador. Ele foi convidado para uma apresentação na abertura da programação do 7º FILIS.

Trazendo um panorama geral sobre o setor de saúde suplementar, o diretor lembra que em 2022 houve um “comportamento atípico” que coloca o segmento em situação de atenção, e para compreender esse movimento é necessário voltar para 2014 quando o setor de saúde suplementar apresentava o maior número de beneficiários em sua história: 50,4 milhões de pessoas em planos médicos hospitalares.

Porém, em razão da crise econômica que o Brasil passou entre os anos de 2015 e 2016, houve uma perda de mais de três milhões de beneficiários: “saindo de 50,4 milhões para pouco mais de 47 milhões”, aponta o diretor de desenvolvimento setorial da ANS. E desde então, esses números se mantiveram em oscilação até próximo do primeiro semestre de 2022, quando aconteceu um crescimento mês a mês. 

A trajetória crescente é interrompida em janeiro de 2023, porém em fevereiro os números de beneficiários voltaram a aumentar e em março alcança a maior quantidade da série histórica: 50,5 milhões e até junho essa constância leva aos 50,8 milhões. Mas, se houve essa melhora quantitativa, o que chama atenção da ANS como comportamento atípico?

Silva explica que junto a trajetória de crescimento de beneficiários houve queda de receita operacional das operadoras de R$ 7 bilhões; um aumento de despesas de aproximadamente R$ 700 milhões. “Essa queda de receita operacional chama a atenção porque no momento de tendência de aumento de beneficiários com queda de receita operacional, isso provavelmente nos mostra que os beneficiários procuram por planos mais baratos”, pondera.

Para a ANS, isso é um sinal de alerta, afinal o setor é de financiamento mutualista: um beneficiário paga anualmente pelo serviço, mas caso não o utilize, outra pessoa com tratamento de alto custo o faz, o que dilui os impactos e despesas. O diretor esclarece que no setor, 70% dos contratos são coletivos empresariais – “com contratos muito grandes ou muito pequenos. Microempreendedor Individual (MEI) se classifica por coletivo empresarial, por exemplo” -, 18% são planos individuais familiares e 12% são coletivos por adesão. 

Valor ao beneficiário

Há mais de 30 anos o bioquímico norte-americano Van Rensselaer Potter (1911-2001) trata do valor que é entregue ao beneficiário, de acordo com Silva. “Ele trouxe um debate nos Estados Unidos sobre a eficiência da utilização do recurso no setor de saúde, que para cada um dólar gasto com saúde o que entregamos de valor não é monetário, mas de resultado da saúde [do paciente]”, explica.

O diretor de desenvolvimento setorial da ANS afirma que até o final de 2023 há a expectativa de aprovar a certificação para a linha oncológica: “Já temos algumas para atenção primária. A oncologia é um grande exemplo. A certificação oncológica força operadoras e prestadores a buscar o melhor do resultado em saúde”.

Há ainda, segundo Silva, outros projetos de indução à qualidade, como o que a ANS chama de “Buscador Qualis”, ferramenta no portal da Agência onde o beneficiário pode pesquisar se um hospital ou prestador ou laboratório é acreditado e o Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (“QUALISS”), de monitoramento da qualidade hospitalar; lançado em 2022, começou com a participação de 133 hospitais – hoje são 176, dos mais diversos perfis, incluindo instituições privadas e Santas Casas. 

Ainda sobre o QUALISS, foram definidos indicadores de qualidade: dados reportados pelos próprios hospitais, que serão divulgados pela ANS. “O mais interessante é que é um programa de adesão voluntária. É a primeira vez na história do Brasil em que teremos indicadores de hospitais. É uma ação inovadora! ”, afirma o diretor. 

Outra meta relativa aos hospitais é a de transferência da rede hospitalar. Por força legal do artigo 17 da Lei 9.656, se define que toda vez que uma operadora de planos de saúde retirar ou substituir hospital, deve-se seguir parâmetros definidos pela ANS. Com essa norma o beneficiário ao contratar determinado plano devido à rede hospitalar, ao ser informado da remoção ou substituição, pode utilizar a portabilidade, indo para o plano que possua aquele determinado hospital, independentemente da faixa de preço. 

Silva explica ainda que junto dessas ações é proposta a possibilidade de que o beneficiário possa levar seu histórico médico para qualquer plano. “Aqui há um grande desafio em migrar dados – claro, respeitando a Lei geral de Proteção de Dados – entre planos e instituições. Mas reduz custos, como a repetição de exames, promovendo sustentabilidade no setor”.