ESG – pilar estratégico para gestões mais responsáveis

Na medicina diagnóstica, especificamente, aplicação do conceito exige diálogo consistente com todos os stakeholders, devendo ser parte da ideologia empresarial

Considerando que a disseminação da cultura ESG (Environmental, Social and Corporate Governance), sigla em inglês para ambiental, social e governança corporativa, é uma das missões que as empresas têm, a colaboração é um aspecto primordial. Organizações mais maduras na adoção de estratégias nesse contexto podem direcionar e apoiar as que estão ingressando. Exatamente enxergando a relevância e poder do compartilhamento de conteúdo e de melhores práticas, que a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) estruturou o Comitê ESG, com o desafio de desmitificar a relação que o tema possui com práticas exclusivamente voltadas às questões ambientais, trazendo a discussão para o contexto da área da saúde.

A conexão da sustentabilidade com a saúde, especialmente a medicina diagnóstica, já é antiga. Em 2000, quando as Nações Unidas estabeleceram, na Cúpula do Milênio, oito objetivos de desenvolvimento, três deles estavam ligados diretamente à saúde: reduzir a mortalidade na infância; melhorar a saúde materna e combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças.  Em 2015, quando se estruturou uma nova agenda para ser alcançada até 2030, 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram estabelecidos, dois deles dedicados à nutrição e à saúde e bem-estar, que aborda os desafios e riscos no ciclo de vida das crianças, cuidados com a saúde para o seu pleno desenvolvimento, bem como a necessidade de fortalecimento dos sistemas de saúde e redes de segurança social.

Além disso, como parte e seus impactos. O setor está vivendo um intenso processo de transformação digital e de inovação com foco na ampliação do acesso à saúde. A medicina diagnóstica contribui diretamente para a crescente do ecossistema empresarial e pode contribuir com outros objetivos de desenvolvimento sustentável que abrangem as temáticas voltadas ao crescimento econômico e emprego; padrões de produção e consumo sustentáveis, e as medidas para combater a mudança do clima dinâmica econômica e social do país e tem também uma responsabilidade grande na redução e neutralização dos impactos das suas atividades no planeta.

De acordo com Andrea Pinheiro, que é membro do Comitê ESG e diretora de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa do Grupo Sabin, atualmente se tem o ESG incluindo os aspectos ambientais, sociais e de governança no mesmo nível e sendo incorporados pelos mais diferentes atores. Isso torna cada vez mais pertinente estabelecer um diálogo consistente com todos os stakeholders. Cabe salientar que a cultura ESG precisa ser genuína. Para ter consistência, o compromisso não pode ficar apenas no discurso. Tem que ser autêntico e engajador, além de fazer parte da ideologia empresarial, não apenas como compromisso empresarial, mas como mindset.

O conceito ESG foi abordado na edição 2005 da conferência das Organizações das Nações Unidas, quando Kofi Annan – naquele momento, líder da entidade – apresentou o relatório “Who Cares Win, Connecting Financial Markets to a Changing World”. O relatório foi a semente para as reflexões sobre a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança ao mercado de capitais.

“Com a pandemia e a crise global em 2020, o conceito ganhou destaque, ressaltando o papel fundamental das organizações no desenvolvimento da sociedade, e os aspectos ambientais, sociais e de governança como uma nova referência para a entrega de valor. A pandemia foi um divisor de águas neste sentido. A crise foi propulsora para que o conceito de ESG retomasse de forma intensa no contexto corporativo, inclusive com diversos rankings empresariais de avaliação desses aspectos tanto para empresas de capital aberto quanto fechado”, fala Andrea.

Segundo Meire Ferreira, que é membro do Comitê de ESG da Abramed e gerente-executiva de Sustentabilidade na Beneficência Portuguesa, a sigla ficou mais famosa a partir do ano passado devido ao movimento do mercado financeiro e de investidores, que ao realizar grandes investimentos já avaliam a partir de uma ordem de risco de modo geral. Por isso, o Comitê recém-criado também irá considerar a dimensão econômico-financeira para se trabalhar uma agenda de sustentabilidade mais integral, sistêmica e completa.

Para Andrea, a criação do Comitê de ESG da Abramed chega para somar na governança da entidade e, em consequência, contribuir para o setor. É um espaço muito rico para o encontro de ideias e convidativo para um debate central. Ele tem potencial grande de contribuir para outros comitês temáticos da entidade. “A visão da sustentabilidade é 360 e o Comitê permite que sejamos também um elo de apoio para o fortalecimento desta agenda e das práticas para os associados e para a própria associação”, enfatiza.

Caminhos para o ESG

Muitos laboratórios associados à Abramed já trilham o caminho da sustentabilidade, outros estão iniciando. Segundo Andrea, a pauta ESG tem potencial incrível para o setor, mas ainda há, sim, muito a evoluir. É necessário provocar uma mudança no mindset dos líderes.

“Ainda temos uma parcela de gestores entendendo que para implementar ESG é preciso um grande investimento e que esse papel cabe às grandes empresas, às companhias com orçamentos mais robustos. Mas quando falamos de ESG, nos referimos essencialmente à cultura e aos princípios da empresa. Os aspectos de ESG estão presentes na gestão mais responsável de recursos, nas práticas de menor impacto no meio ambiente, nas diversas iniciativas que impactam não só a empresa, mas também a sociedade. São práticas que podem ser implementadas em organizações de todos os portes. É natural que algumas ações já aconteçam dentro das empresas, mas muitas vezes não estão alinhadas e não são acompanhadas de forma efetiva para que alcancem um patamar que impacte mais as pessoas, as organizações e o planeta”, atesta Andrea.

“O Comitê de ESG da Abramed tem dois papéis. O primeiro é apoiar todos os outros comitês e a própria entidade com essa agenda, porque não é um Comitê de ESG que viabiliza ESG para todos os associados isoladamente. Para se conseguir fazer com que ele seja parte dos processos de gestão das organizações que integram a Abramed, precisa estar na pauta de todos os outros grupos. O Comitê de ESG tem o papel de influenciar os demais e trazê-los para essa agenda’, explica Meire.

Ela destaca que o outro papel é o de ajudar a Abramed entender o tamanho da influência que pode exercer em relação às empresas de medicina diagnóstica. Quando a entidade compreender essa dimensão poderá direcionar para os associados pautas no Conselho de Administração com uma gestão mais responsável e mais sustentável para as empresas, contribuindo com o processo de tomada de decisão das organizações.

“Penso que o Comitê de ESG tem que de fato possuir uma estratégia para poder viabilizar ações que impactem a todos os stakeholders das empresas de medicina diagnóstica. Certamente o viés da comunicação interna ganhará uma força muito relevante. Tudo que fizermos deverá considerar o olhar de criação de valor compartilhado. Sem uma comunicação estruturada não será possível”, ressalta Meire.

“Vivemos em um mundo onde temos acesso a um grande volume e diversidade de informações, então acredito que compartilhar conhecimento de qualidade será mais desafiador. A produção de conteúdos relevantes, com credibilidade e consistência demandarão um maior empenho. Algumas das sugestões que apresentei ao comitê preveem ampliarmos a pesquisa anual para termos uma visão mais holística dos aspectos que estão sendo trabalhados nas companhias associadas à Abramed. São informações de extrema importância para identificar como podemos apoiar as empresas associadas dos mais diferentes portes, fortalecer o nosso setor e também contribuir com nosso perfil, estreando um novo capítulo neste material de referência setorial”, antecipa Andrea.

“Gostaria de frisar que o grupo que participou da instituição do Comitê de ESG está com uma energia muito alta, muito positiva. São pessoas que querem fazer a diferença setorialmente falando. O maior ativo desse Comitê é o interesse em comum dessas pessoas e das organizações que elas representam”, finaliza Meire.

Abramed marca presença em webinar sobre Saúde Ocupacional e as transformações trazidas pela pandemia

Olhar para além da gestão da medicina diagnóstica tem sido um dos focos da entidade, ressaltou a diretora executiva, Milva Pagano 

Em celebração ao Dia Mundial da Saúde, o PK Pinhão e Koiffman Advogados realizou, no dia 7 de abril, o evento “Saúde Ocupacional: Viabilização jurídica e benefícios aos colaboradores e à empresa”, com a proposta de discutir a importância da gestão da saúde, principalmente no cenário atual no qual prevalece a preocupação dos gestores em razão das demandas criadas pela pandemia, como o isolamento social, a instabilidade emocional, entre outros, bem como em razão do crescimento dos índices de doenças que demandam cuidado de longo prazo. A programação mostrou como viabilizar essas questões do ponto de vista dos negócios e do caráter jurídico, destacando os reflexos no contexto trabalhista e da tecnologia digital com o incremento, por exemplo, da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Moderado por Hélio Moraes, sócio responsável pelas áreas de Contratos, Proteção de Dados, Tecnologia e Compliance do PK Pinhão e Koiffman Advogados; e Diogo Marzzoco – DPO e coordenador da equipe de Proteção de Dados pessoais no PK Advogados, a programação contou com os painelistas: Vanessa Ziggiatti, sócia responsável pela área trabalhista do PK Pinhão e Koiffman Advogados; Milva Pagano, diretora executiva na Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed); e Luis Augusto Pilan, diretor médico na Mantris.

As abordagens trazidas pelos especialistas destacaram os papéis das empresas de saúde ocupacional e dos colaboradores como centro dos cuidados. Eles discorreram sobre temas atuais para o setor, como a MP 1.108 (que determina regras específicas sobre o modelo de trabalho home office), conceito ESG, eSocial, os desafios operacionais e trabalhistas ligados à proteção de dados pessoais trazida pela LGPD, e orientações para os gestores conseguirem operacionalizar suas estratégias em gestão de saúde atendendo às mudanças do arcabouço normativo e da pandemia.

Com um panorama sobre a área da saúde e suas demandas atuais, Milva Pagano abordou alguns dos desafios que permeiam o setor nesse período de transição pós-pandemia, destacando a visão que a Abramed vem alimentando para além da medicina diagnóstica, com um olhar para a gestão da medicina como um todo.

“Isso nos remete à importância da medicina diagnóstica dentro dessa cadeia, uma vez que não dá para falar em gestão, promoção e tratamentos de saúde sem diagnósticos. Com isso, o diagnóstico acaba sendo o começo, meio e fim de tudo. Daí a importância de alinharmos todos os elos dessa cadeia para um trabalho em conjunto”, salientou Milva.

Na sequência, Luís Pilan comunicou a aquisição da Mantris pelo Grupo Dasa, agregando, assim a medicina assistencial ao trabalho da Mantris na área ocupacional, destacando que o mercado de saúde no Brasil está aquecido com novas aquisições, investimentos por parte de empresas financeiras e desenvolvimento tecnológico e, portanto, vê com relevância a parte diagnóstica para a gestão da saúde. “Esse movimento é bem promissor e só tem a agregar para o paciente e, consequentemente, para os gestores de saúde das empresas”, frisou.

Saúde ocupacional é o tema do dia a dia de trabalho da advogada Vanessa Ziggiatti. A especialista destacou o apoio em dirimir as dúvidas em relação à transformação que a área de saúde ocupacional tem tido ao longo do tempo. “As relações de trabalho refletem nas relações sociais e vão se aperfeiçoando. Com isso as empresas estão adquirindo novos deveres, mas também novos poderes e o advogado trabalhista pode contribuir para ajudá-las nessas questões”, ressaltou.

No decorrer do webinar, Milva Pagano fez considerações sobre a problemática atual da saúde ocupacional no Brasil, informando que o setor da saúde como um todo está passando por transformações intensas. “E, como uma forte tendência de mercado, temos visto a concentração de empresas que compõem todos os elos da cadeia dentro de um mesmo grupo o que significa a busca pela consolidação de um ecossistema da saúde”, observou. Ela lembrou ainda que a verticalização dos serviços é um movimento que tende a se expandir no País.

Levando em conta esses aspectos, Milva fez observações competentes à área da saúde ocupacional que vem vivendo um processo de transformação ao longo dos anos tendo que sair da esfera meramente burocrática que o Médico do Trabalho exercia, muitas vezes de somente cumprir legislação, fazer exames admissionais e demissionais, e hoje vai muito além. “As empresas estão implantando os programas mais bem-sucedidos em gestão da saúde que tem a área da saúde ocupacional envolvida ou até mesmo liderando as ações. Isso representa um forte indicador de sucesso nos programas de gestão de saúde corporativa”, afirmou a executiva.

O empoderamento dos pacientes também foi destacado na fala da diretora da Abramed. “Hoje ele dialoga com o médico, discute os diagnósticos, ou seja, atua sob uma nova postura e diante desse empoderamento, o setor da saúde tem discutido se isso é uma ameaça ou traz oportunidades. Para nós, representa vantagens e diversas oportunidades, pois estamos falando de pessoas e a pandemia trouxe à tona a importância das pessoas, suas forças e fraquezas. Essa transformação pela qual o setor da saúde passa e o da saúde ocupacional também foi intensificada e trouxe mudanças positivas e vejo isso com bons olhos. Para mim, hoje, a saúde ocupacional tem uma atuação muito mais protagonista e relevante. Não dá para se falar em gestão de saúde corporativa sem a saúde ocupacional estar liderando ou co-liderando esse processo”, pontuou.

Para assistir o webinar na íntegra, clique aqui

Abramed discute com seus associados novo posicionamento estratégico

Objetivo da entidade é tornar-se um agente de transformação no setor da saúde

Como resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2021, a Abramed apresentou em sua última reunião de associados seu novo posicionamento estratégico. O projeto, que conduzirá as ações da entidade nos próximos cinco anos, teve como foco a dinâmica setorial que tem mudado bastante nos últimos anos, a visão dos associados com relação à entidade, bem como os desafios e oportunidades para a medicina diagnóstica. Entre os objetivos estão o fortalecimento, aumento da representatividade, pluralidade e oferta de valor da entidade para seus associados.

“Queremos ter um olhar para o futuro, à medida que acreditamos que podemos influenciar os caminhos da saúde no Brasil. Queremos ser um agente influenciador, determinante de uma mudança setorial que envolva maior compartilhamento e maior integração dos elos da cadeia. Mas, para isso, precisamos crescer e ter uma proposta de valor diferente”, ressalta Sérgio Rebêlo, diretor da The Kline Group, consultoria internacional, especialista em estratégias de mercado que apoiou a Abramed neste projeto.

Entre os objetivos previstos neste planejamento estratégico estão dobrar o número de associados nos próximos três anos, com foco em empresas de médio porte, acreditadas. Apesar da carência de números consolidados do setor, estimam-se que atualmente existam entre 15 mil e 20 mil organizações do setor de medicina diagnóstica, cerca de 270 com o perfil selecionado pela Abramed. Desta forma, fazem parte dos planos trazer para o quadro associativo um número maior de médias empresas, passando a refletir de uma forma um pouco mais clara o perfil do que é o mercado de fato de medicina diagnóstica.

“Em médio e longo prazo queremos ajudar a derrubar os muros que separam a medicina diagnóstica de outros elos da cadeia e sermos um agente transformador da cadeia”, complementa Rebêlo.

Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, ressalta que a associação se tornou a voz do setor de medicina diagnóstica com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor.  A ideia de ampliar seu quadro associativo tornará a entidade mais plural e mais diversa, com mais elementos de representação.

“Acreditamos no nosso papel de influenciar o mercado na defesa de comportamentos éticos e transparentes, vitais para a evolução e a sustentabilidade do sistema de saúde e em benefício da população que busca os serviços essenciais que o setor fornece. Neste sentido, com a criação de uma nova categoria de associados, pretendemos atrair empresas com esta filosofia e interessadas nos benefícios que oferecemos que agregam valor e impulsionam o desenvolvimento contínuo e sustentável, reforça a diretora-executiva. 

Construindo o nosso futuro como protagonistas da saúde

Por Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed

A saúde no Brasil tem avanços históricos como a descentralização, a municipalização de ações e serviços, a melhoria e a ampliação da atenção à saúde, o fomento à vigilância em saúde e sanitária e o controle social com a atuação dos conselhos de saúde.

A última década apresentou algumas características diferenciadas no que diz respeito à evolução do setor da saúde. Observamos não só um sistema bastante fragmentado, com pouca troca de informação; com foco na doença e não na prevenção na gestão da saúde; e uma visão prioritária em custo e não em valor.

Em complemento a isso, temos um cenário de envelhecimento da população, o advento de novas tecnologias, o crescimento da judicialização e uma série de outros aspectos que fizeram com que o número de procedimentos por vida na saúde suplementar tivesse um crescimento.  Com isso o chamado share of pocket só fez crescer.

Foi esse cenário que incentivou enormemente a entrada de capital no setor, colaborando para esse processo de consolidação, em especial no que tange a verticalização. Então, podemos dizer, que o setor de saúde é aquele que, nos últimos dois anos, apresentou o maior número de fusões e aquisições no Brasil.

Aprofundando, o nosso setor de medicina diagnóstica não ficou ileso nesse momento. Porém, foi de maneira diferente dependendo do perfil das empresas a serem consideradas. As maiores e mais estruturadas, que tiveram condição de ir ao mercado financeiro e se valer dessa oportunidade, participam e estão participando desse processo de consolidação. Todavia, temos também as menores, mais regionalizadas, que observaram as suas operações sendo prejudicadas do ponto de vista de sustentabilidade e lucratividade pela própria discrepância de tamanho com as fontes pagadoras.

Mas, ainda há muito espaço para esse movimento. E, será inevitável nesse nosso segmento de medicina diagnóstica que algumas dessas médias e pequenas empresas acabem sendo consolidadas. Minguando de tamanho ou, eventualmente, mudando até o perfil de atuação para atender essa nova realidade do mercado.

Além disso, temos um forte movimento de formação de ecossistemas da saúde, onde as linhas de atuação dos players são muito mais tênues, buscando uma integração do cuidado com o foco na gestão da saúde e uma melhoria da efetividade.

E se formos falar de ameaças. Hoje gasta-se mais com saúde. Em geral, historicamente o principal desequilíbrio acontecia pelo conflito entre fontes pagadoras e prestadores de serviço. Nos últimos anos, a tese da verticalização emerge como ponto central dessa discussão, surgindo como uma alternativa a esse controle de custo baseado no consumidor. A perspectiva que se tem é que tendo tudo “dentro de casa” fica mais fácil controlar o acesso e o custo.

Neste cenário, a medicina diagnóstica ganha cada vez mais espaço e importância. Como um “mapa” que orienta o nosso caminho, o diagnóstico embasa o cuidado, o tratamento, a prevenção de doenças e a efetiva gestão da saúde.

A Abramed entra nesse ponto, com uma visão de futuro de protagonismo no setor de saúde, como um agente transformador deste setor. Neste sentido, nosso primeiro passo, a curto e médio prazo, é fortalecermos nossa posição de representatividade na medicina diagnóstica. Digo isso, pois acredito que tornar a entidade mais plural e mais diversa, trará mais elementos de representação do setor.

E, é exatamente esse momento de amadurecimento, expansão e consolidação que estamos vivendo. Fundada há onze anos, a Abramed é uma entidade jovem que está vivendo um momento muito especial, buscando tornar-se efetivamente conhecida e protagonista, passando mais, claramente, a percepção de que agrega valor para o associado. Seja com serviços ou pelos próprios benefícios proporcionados pelo associativismo.

Entramos na fase de implantação do nosso planejamento estratégico, desenvolvido no ano passado após diversas entrevistas com gestores da Abramed, associados e parceiros, levantamento de uma visão do setor, impactos nos tipos de prestadores, posicionamentos, construções de cenários. Tudo para chegar no futuro que queremos chegar. Tudo isso para aumentar a pluralidade.

Também estamos finalizando a implantação da reestruturação dos 10 (dez) comitês da Abramed, com representantes dos nossos associados para deliberar sobre as agendas propositivas, com atuação em três eixos: benchmarking de boas práticas; desenvolvimento de conteúdos de valor; e desenvolvimento de projetos aplicados.

Acreditamos no nosso papel de influenciar o mercado na defesa de comportamentos éticos e transparentes, vitais para a evolução e a sustentabilidade do sistema de saúde e em benefício da população que busca os serviços essenciais que o setor fornece e queremos gerar cada vez mais valor para nossos associados e para a sociedade.

Medicina diagnóstica intensifica cultura de segurança e saúde ocupacional para o bem-estar dos colaboradores

Ações de cuidado e acolhimento desses profissionais têm impacto direto na gestão de custos e na redução de absenteísmo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu, desde 2003, o dia 28 de abril como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho. No Brasil, a lei federal nº 11.121/2005 definiu a data como Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho, como forma de manter sempre viva a importância da prevenção e do cuidado durante o exercício do trabalho.

Na medicina diagnóstica, que  tem um papel fundamental na identificação de fatores de risco que indiquem a possibilidade do surgimento de muitas doenças, a cultura de segurança e saúde ocupacional, que sempre esteve presente, vêm sendo expandida entre as empresas do segmento na busca por ações e programas voltados para o bem-estar dos seus colaboradores, principalmente a partir da pandemia de Covid-19, quando muitos foram afetados física e emocionalmente.

“Os programas de bem-estar trazem a percepção de cuidado e acolhimento para os colaboradores, além de impactar diretamente na gestão de custos, melhor utilização do plano médico e redução de absenteísmo”, afirma Cesar Izique, gerente-executivo de Saúde e Bem-estar da Dasa e membro do Comitê de Recursos Humanos da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Ele lembra que os colaboradores da saúde, inclusive do segmento diagnóstico, foram diretamente afetados pela crise sanitária provocada pelo novo coronavírus. Considerados linha de frente, esses profissionais ficaram mais expostos por estarem em contato direto com pacientes com Covid-19 e necessitaram de atenção redobrada quanto às medidas de proteção individuais e coletivas, além de reforço das orientações sobre protocolos assistenciais e demandaram suporte emocional.

De fato, um setor essencial, acostumado a entregar um serviço extremamente valioso para a população, que é a realização de exames, com a pandemia precisou de muitas ações, para preservar a saúde, segundo o Painel Abramed 2021 – O DNA do Diagnóstico,  dos mais de 275 mil profissionais de saúde que todos os dias vestem seus jalecos nos laboratórios, clínicas de imagem e hospitais no Brasil.

Da intensificação da distribuição e treinamentos no uso de equipamentos de proteção individual (EPIs); divulgação de cartilhas orientativas; fixação de cartazes nos locais de trabalho em funcionamento; treinamentos para instruções de como proceder em tempos de pandemia; até e monitoramento de colaboradores infectados, mantendo a vigilância constante, dia e noite, foram algumas ações realizadas e que ainda hoje são praticadas para preservar a saúde e a segurança dos profissionais que atuam em medicina diagnóstica.

Na opinião de Izique, atualmente os profissionais do segmento estão mais preocupados com a sua saúde e a dos outros também. Para ele, a pandemia parece ter causado uma mudança na cabeça dos colaboradores da saúde no sentido da autopreservação, com a incorporação do autocuidado, adotando-se a prevenção em todas as suas atividades cotidianas. 

E cada vez mais as empresas também estão entendendo a importância e os benefícios de cuidar da saúde dos colaboradores de maneira multidisciplinar, colocando as pessoas como bem mais valioso. Desta forma, o cuidado com a saúde dos profissionais ganha maior relevância para a sustentabilidade do negócio. 

Para o especialista, é preciso uma abordagem holística diferenciada e uma atuação em várias frentes para alcançar os melhores resultados dos colaboradores de forma sustentável para toda a cadeia da saúde. Isso está intrinsecamente relacionado à proposta de valor da medicina diagnóstica, de aprimorar a gestão do setor por meio da inovação. 

Mercado promissor

A medicina preditiva e preventiva vem evoluindo na personalização do cuidado, trazendo cada vez mais tecnologias voltadas não só à inteligência de dados como equipamentos mais ágeis e precisos nos resultados. Esse mercado promissor na área da saúde também vem sendo avaliado pelas empresas de medicina diagnóstica como aplicar esse conceito na sua população de colaboradores.

“A orientação quanto a importância da realização de exames preventivos, acompanhamento regular da saúde dos colaboradores com análise de dados preditivos, levando em consideração questões assistenciais, ocupacionais e até socioeconômicas, além da disponibilização de programas que incentivam a prática de atividade física regular, a promoção de momentos de lazer e relaxamento trazem uma perspectiva de uma melhor gestão da saúde corporativa. E é neste caminho que estamos, do cuidado integral para pacientes e colaboradores”, concluiu Izique. 

Telerradiologia se desenvolve cada vez mais no Brasil e gera valor para toda a cadeia da saúde

Com especialistas avaliando determinados exames, o paciente pode ter um diagnóstico precoce e um melhor desfecho

Há anos a telerradiologia vem se desenvolvendo no Brasil, país que foi, inclusive, um dos pioneiros em sua adoção. A telerradiologia consiste na elaboração remota de laudos de exames de imagem, possibilitando que médicos radiologistas possam atuar à distância na análise e interpretação de exames médicos, utilizando a conectividade por meio de uma rede dedicada ou mesmo compartilhada de internet.

Muitas vezes adotada de forma interna, em grandes redes, hospitais ou centros de medicina diagnóstica, a telerradiologia traz vários benefícios para essas instituições, como a possibilidade de contar com especialistas em assuntos determinados, já que eles não precisam estar disponíveis presencialmente, além da maior uniformidade nos relatórios e na adoção de protocolos, tanto de realização quanto de leitura desses exames.   

“No caso de clínicas pequenas, a telerradiologia oferece apoio ao permitir relatórios de exames mais complexos. Para clínicas e hospitais maiores, auxilia ao cobrir férias de profissionais e em casos de grande aumento da demanda”, explica Gustavo Meirelles, médico radiologista, executivo do setor de saúde e diretor do Comitê de Radiologia  e Diagnóstico por Imagem da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Além disso, a telerradiologia pode ajudar a evitar desperdícios e a gerar valor para a cadeia de saúde como um todo, oferecendo mais qualidade no atendimento à população. “Com especialistas avaliando determinados exames, muitas vezes o paciente tem um diagnóstico precoce e um melhor desfecho”, ressalta Meirelles.

Isso sem falar que a repetição de exames ou até mesmo a adoção de dois exames complementares que não seriam necessários gera custos para a cadeia de saúde, para a operadora e para o próprio paciente. “No entanto, a telerradiologia não deve ser encarada como uma commodity nem como uma forma de redução de custos, mas sim como algo que veio agregar valor para o médico que solicita um exame, para o médico radiologista e, principalmente, para o paciente”, reforça.  

E os benefícios para os pacientes não param por aí. Por exemplo, uma pessoa que mora em uma cidade pequena, com acesso ao equipamento para a realização do exame, mas sem um profissional especialista disponível, pode ter o exame laudado remotamente por meio da telerradiologia. Através dela, o paciente ganha mobilidade, pois as grandes redes de hospitais ou os centros de medicina diagnóstica têm unidades espalhadas por diversos locais nas grandes cidades, fazendo com que o paciente possa realizar o exame perto da sua casa.

Desafios 

Segundo Meirelles, um grande desafio ao desenvolvimento da telerradiologia no Brasil é a infraestrutura. Por mais que atualmente haja redes melhores de internet, essa é uma realidade apenas nas grandes cidades. “O 5G, que irá atender de forma muito mais ágil do que as redes wi-fi de grande velocidade, vai ampliar esse desafio, pois precisa chegar rapidamente em cidades pequenas”, expõe.

Quando houver uma infraestrutura adequada para fazer o transporte de dados em tempo real, o que é esperado com o 5G, será possível avaliar os exames sem a necessidade de enviar o arquivo por upload e download, mas por streaming, como os filmes e músicas disponíveis em plataformas digitais. 

Para resolver esse gargalo, é preciso uma política governamental forte de implementação de redes mais rápidas, além do auxílio da iniciativa privada para que as redes de 5G cheguem de forma mais ágil em locais menores, ou até mesmo na periferia das grandes cidades. “É importante lembrar, ainda, do auxílio das redes universitárias, de alta velocidade, porque a telerradiologia não ajuda apenas no relatório, mas também na troca de informações entre médicos. Grande parte das reuniões científicas atualmente são feitas de modo on-line, e a telerradiologia permite a transmissão de exames de um local para o outro”, complementa o diretor do Comitê de Radiologia da Abramed.

Outro desafio citado por Meirelles é o desconhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre os benefícios e a regulamentação da telerradiologia, que existe há alguns anos e é bastante sólida, fruto dos esforços do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

Mais um ponto de atenção diz respeito ao ferramental utilizado, principalmente os monitores, que devem ter resolução adequada e compatível com as regras da Anvisa.

Além dos monitores com as especificações corretas, o profissional precisa ter uma conexão de internet rápida e estável e estar em um local calmo, com luminosidade adequada. Outro item muito relevante é a obrigatoriedade de haver um radiologista local, responsável pela clínica, para que esta possa enviar os exames a serem relatados por telerradiologia. 

Já com relação à segurança dos dados pessoais, é preciso adotar ferramentas e canais seguros de transmissão, armazenamento, visualização e, posteriormente, de disponibilização dos relatórios e das imagens. “Não se deve utilizar ferramentas caseiras e não adequadas para a atividade médica, mas sim, aquelas que foram desenvolvidas para esse fim e que atendam à regulamentação do Brasil para a telerradiologia”, orienta Meirelles.

Abramed participa da Jornada Paulista de Radiologia 2022

Associação promove painel com a participação de CEOs da saúde, no dia 29 de abril, para discutir as principais tendências do setor

A Abramed estará presente na 52ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR), que acontece entre 28 de abril a 1º de maio de 2022, no Transamérica Expo Center (TEC), em São Paulo, organizada pela Sociedade Paulista de Radiologia (SPR) em parceria com a Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA). Além da presença na área de exposição, com um estande institucional para receber associados e parceiros, pelo segundo ano consecutivo a Abramed fará parte da programação oficial do evento.

Com o painel “Tendências do Mercado de Saúde”, que acontece no dia 29 de abril, das 13h50 às 15h10, a Abramed trará um bate-papo entre CEOs do setor moderado pelo presidente do Conselho de Administração da entidade, Wilson Shcolnik.  Entre os executivos confirmados estão Fernando Ganen, Diretor Geral do Hospital Sírio Libanês; Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury e Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin.  

O objetivo do painel é trazer a visão de CEOs sobre as movimentações e tendências que estão acontecendo no mercado atualmente; as fusões e aquisições e os caminhos de transformação do setor em um novo ecossistema de saúde. 

A JPR 2022 tem como tema central “Um novo encontro: reunidos, afinal” e está preparada para receber um grande número de participantes de todo o Brasil e de países vizinhos, principalmente do Mercosul. 

A Abramed estará com estande localizado no HALL D, ao lado da área institucional da SPR – Sociedade Paulista de Radiologia.

Abramed alerta para a importância de check up na prevenção de doenças

Em alinhamento às diretrizes da OMS, em alusão ao Dia Mundial da Saúde, entidade enfatiza importância da medicina diagnóstica e dos seus avanços para salvar vidas e reduzir custos e desperdícios no sistema de saúde

Atualmente a saúde está muito associada à prevenção e promoção à saúde do que ao tratamento da doença. Nesse sentido, a medicina diagnóstica continua sendo um elo muito importante. Além dos recursos que permitem diagnosticar e identificar a presença de muitas doenças antes que qualquer sintoma apareça. Os exames preditivos e a medicina personalizada têm emergido como uma excelente contribuição para a saúde das pessoas. 

O entendimento de que diagnosticar pacientes precocemente salva não só vidas, mas pode reduzir consideravelmente as despesas assistenciais também é outro fato consolidado. Um levantamento feito recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que, se países de baixa e média renda investirem US$ 1 por pessoa, ao ano, na prevenção de doenças crônicas, como diabetes, cerca de sete milhões de mortes poderiam ser evitadas até 2030.  

Além disso, estima-se que com esse mesmo montante investido em políticas públicas e medidas de prevenção de doenças do coração, diabetes, câncer e respiratórias, em nove anos a economia gerada poderia ser de US$ 230 bilhões. Por outro lado, não há dúvidas de que o diagnóstico tardio pode piorar a sobrevida e resultar em tratamentos mais custosos e muitas vezes paliativos.

Para a Abramed, as estratégias para o diagnóstico precoce e o rastreamento de algumas doenças ganham ainda mais importância, dentro desse contexto. Elas são eficazes, inclusive nos casos assintomáticos de diversas doenças graves, como alguns tipos de câncer e outras patologias silenciosas, como as doenças crônicas não transmissíveis. Os exames permitem detectar anormalidades e evitam intervenções mais complexas e até mesmo os óbitos. 

Segundo dados do Painel Abramed – DNA do Diagnóstico 2021, a detecção precoce por meio dos exames de diagnóstico é um dos instrumentos capazes de auxiliar no gerenciamento e na orientação das políticas de saúde. No Brasil, mais da metade (52%) das pessoas com 18 anos ou mais relatam diagnóstico de pelo menos uma doença crônica. 

“Temos a cada dia novos conhecimentos sendo agregados. Somos um setor muito privilegiado, pois conseguimos aplicar muito rapidamente novas tecnologias e tudo o que é desenvolvido na comunidade científica. Como é o caso da inteligência artificial, com os algoritmos e os aprendizados por máquina atuando e que cada vez mais sendo potencializado. Afinal, tudo isso baseia-se em informações originadas a partir de exames diagnósticos. A medicina precisa do nosso setor. Os médicos precisam ser assessorados para entenderem todos os recursos que estão chegando e agora tornam-se disponíveis para serem utilizados em benefício da saúde dos pacientes”, enfatiza Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed. 

Alex Galoro, médico Patologista Clínico, gestor do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica e coordenador do Comitê de Análises Clínicas da Abramed, ressalta que os Laboratórios Clínicos sofreram grandes alterações nas últimas décadas. São notáveis, segundo ele, as descobertas de novas metodologias e o maior conhecimento dos mecanismos das doenças, permitindo o desenvolvimento de grande número de novos testes. 

Atualmente, são mais de cinco mil diferentes modalidades de testes, muitos deles genéticos, que permitem a pesquisa específica de diferentes doenças com qualidade, segurança e eficácia. A evolução das Análises Clínicas ainda não acabou e permitirá cada vez mais a chamada “Medicina Personalizada”, com diagnósticos e acompanhamentos terapêuticos específicos para cada pessoa permitindo desta forma que cuidem de sua saúde e obtenham ganhos em expectativa e qualidade de vida.

“Hoje em dia temos bem claros os hábitos de vida saudáveis, que precisam ser seguidos por cada pessoa, a fim de minimizar os riscos de doença. Os exames de checkup são uma ferramenta também importante para estes cuidados, pois permitem a detecção de alterações em estágios ainda iniciais, que não causam sinais e sintomas que permitam ao indivíduo perceber que alguma doença está se instalando”, enfatiza o Galoro. 

Entendendo quais são os principais exames de diagnósticos a serem realizados 

O check up é uma rotina de exames utilizados para a avaliação da saúde das pessoas, que permite a detecção de alterações fisiológicas que predisponham a determinadas doenças ou da própria doença. Esta rotina é adequada a cada indivíduo, conforme sua idade e gênero, visando a detecção de doenças mais comuns para cada caso.

 “Ao contrário do velho comentário de que é melhor não ir ao médico, porque ‘quem procura acha’ a doença, o check up é uma atividade de prevenção, porque toda doença tem melhor chance de tratamento e de cura, quando diagnosticada precocemente. Portanto, quanto antes tivermos o diagnóstico, melhor”, ressalta o coordenador do Comitê de Análises Clínicas da Abramed. 

Todo check up deve ser realizado sob orientação médica para que a individualização seja possível, incluindo o levantamento de hábitos de vida obtidos na anamnese; exame físico e complementares, que podem abranger testes laboratoriais, de imagem, cardiológicos, entre outros. 

“Os testes de check up costumam ser bastante sensíveis, para conseguirem detectar qualquer possibilidade de alteração. Quando um teste é positivo, não significa necessariamente que a pessoa está doente. Podem ser necessários outros exames mais específicos, para concluir a investigação. Por isso a necessidade de um profissional habilitado para interpretar os resultados e orientar o paciente que fez os exames”, enfatiza. 

Entre os exames normalmente solicitados estão: a MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial), por exemplo. Este é o exame indicado para auxiliar no monitoramento da pressão arterial e pode prevenir graves doenças, especialmente nas faixas etárias mais avançadas, que são geralmente acometidas por doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial atinge cerca de 23,9% da população brasileira acima de 18 anos e até 62,1% das pessoas com 75 anos ou mais de idade, e pode reduzir a expectativa de vida dos pacientes em até 40 se não for controlada adequadamente. 

Outro exemplo de atenção, é a diabetes, uma doença grave, que se mal controlada, pode ocasionar diversos problemas vasculares nos olhos, nos nervos, nos rins e no coração. Estas consequências, porém, podem ser reduzidas com controle sistemático da doença, feito principalmente por meio da manutenção das taxas de glicose no sangue em certos limites, assim como do rastreamento das complicações crônicas, sempre sob orientação médica. A dosagem de glicose no sangue, chamada glicemia (aleatória ou de jejum), é o exame usado para a triagem da diabetes.

Outros exames de rotina devem ser realizados para monitorização dos pacientes, entre os quais: hemograma, hemoglobina glicada, ureia, creatinina, pesquisa de microalbuminúria e perfil lipídico.  Também devem fazer parte da lista, o eletrocardiograma para medir a atividade elétrica do coração e que serve para diagnosticar a existência de problemas cardíacos; o teste ergométrico que ajuda a avaliar o funcionamento do sistema cardiovascular sob estímulo; e o ecocardiograma que é uma ultrassonografia do coração que fornece imagens obtidas por meio de ondas sonoras e cores para avaliar o tipo de fluxo sanguíneo nas câmaras cardíacas. Lembrando que outros exames podem ser recomendados conforme a necessidade individual do paciente. 

Os exames laboratoriais são imprescindíveis para estes check ups, que devem ter orientação médica para a indicação e interpretação dos exames. Para a realização dos exames, é importante buscar Laboratórios confiáveis, de preferência com algum tipo de Acreditação, para garantia de sua Qualidade.