Business Intelligence aprimora jornada do paciente através da análise de dados

O BI gera insights, permite customização das informações para as equipes operacionais e acelera análises críticas

18 de abril de 2024 – Já parou para pensar que a análise inteligente de dados tem o poder de salvar vidas? Esse é um dos papéis do Business Intelligence (BI) na área de saúde, que vem transformando a forma de lidar com as informações dos pacientes. Mais que uma ferramenta, o BI faz parte de um conjunto de estratégias de gestão capazes de transformar grande quantidade de dados em informações valiosas.

Na medicina diagnóstica, isso significa: compreensão mais profunda das operações e das condições de saúde dos pacientes, além de uma prestação de cuidados mais eficaz. “O diagnóstico precoce e o entendimento dos riscos associados a cada situação clínica permitem sugestões assertivas que melhoram a jornada do paciente”, explica Flávia Helena, gerente sênior da área de inteligência da qualidade – Torre Médica Técnica Negócios em Hospitais e Novos Elos do Grupo Fleury, associada Abramed.

Funciona assim: a partir de repositório de dados geridos pela TI, as informações são organizadas e apresentadas às equipes através de painéis interativos customizados com alta granularidade de informações, o que favorece correlações, benchmarking e análise de causa raiz. Esses insights acionáveis são importantes para uma cultura data driven, o que gera conhecimento e aprendizado organizacional através de melhorias, oportunidades e identificação de criticidades de forma mais ágil. 

“A acessibilidade aos dados e a geração de ideias que viram ações concretas nas operações são importantes aspectos na melhoria da qualidade. Cada vez mais, recursos de BI serão conectados com sistemas operacionais e analíticos para acelerar a disponibilização de informações ‘já tratadas’ para as equipes. No caso da rotina médico-técnica, isso contribui para aprimoramento de fluxos, processos e sinalização de criticidades para suporte à decisão”, destaca Flavia.

Por exemplo, na Torre Médica e Técnica do Grupo Fleury, a equipe de Quality Intelligence foca em indicadores de qualidade e conformidade com normas técnicas. “Através de design empático e guidelines oriundos de certificações/acreditações como CAP ISO 15.189, implementamos um modelo de gestão denominado ‘razão e sensibilidade’, em que indicadores hard e soft se encontram para engajar os times de diagnóstico na identificação de causas raiz e oportunidades de melhoria na experiência dos pacientes. Indicadores de orgulho, criados em colaboração com as equipes, reforçam a cultura de qualidade e segurança”, salienta.

A área da saúde é rica em dados e guidelines, portanto, as normas técnicas devem permear toda a construção de portfólio de indicadores e soluções data driven. O BI amplia o potencial de visualização de dados, de geração de insights e de aceleração de análises críticas na jornada do paciente. Ciclos contínuos de melhoria são essenciais, e o registro dessas melhorias é fundamental para gerar conhecimento e aprimorar as práticas das equipes.

A interpretação precisa dos dados requer expertise técnica, enquanto a integração de diversos conhecimentos é valorizada para alinhar processos às necessidades dos pacientes. Promover a comunicação e o compartilhamento de propósito entre as equipes é essencial para fortalecer a interdisciplinaridade e melhorar o trabalho em equipe.

“O uso de BI, junto com outras ferramentas de gestão e uma comunicação efetiva sobre nossa essência como organização, reforçam o engajamento dos times. BI sozinho não faz plano de ação: o engajamento emocional através de métricas afetivas e efetivas é essencial para converter estudos em ação e gerar impacto positivo no paciente, promovendo um ciclo virtuoso do dado à ação”, afirma Flavia.

Potencialidades de uso na rotina da medicina diagnóstica

O uso de tecnologias de BI e análise de dados na medicina diagnóstica oferece uma série de potencialidades para aprimorar a rotina médica. Primeiramente, essas ferramentas possibilitam uma governança mais eficiente dos dados, garantindo sua qualidade, integridade e segurança, aspectos cruciais para a confiabilidade dos resultados diagnósticos. Além disso, permitem análises detalhadas dos dados, proporcionando uma compreensão mais profunda dos padrões e tendências nos resultados dos exames.

Outro benefício é a capacidade de identificar anomalias operacionais, como falhas nos processos de coleta ou interpretação de dados, permitindo uma intervenção rápida para correção. A integração dos recursos de BI às plataformas e sistemas operacionais agiliza a disponibilização de informações de qualidade para apoio à decisão clínica. 

Além disso, a análise de dados históricos permite a simulação de cenários e condições, tanto descritivas quanto preditivas, gerando alertas de criticidade e relevância na gestão das operações e na coordenação do cuidado. Essa capacidade de prever possíveis desfechos clínicos e antecipar problemas permite uma intervenção proativa, influenciando desde o pré até o pós-analítico.

Desafios e como vencê-los

Alguns dos desafios ao implementar sistemas de BI em laboratórios de medicina diagnóstica incluem: garantia da qualidade dos dados, escolha da ferramenta adequada, validação e integração do sistema, segurança da informação, equilíbrio entre investimento e retorno, além de garantir conformidade com guidelines/normas pertinentes, entre outros.

“A experiência mostrou que o planejamento da jornada da implantação de sistema em BI se fortaleceu a partir dos direcionadores de cultura de excelência, qualidade e foco no paciente – o que por sua vez exigiu muito aprendizado a partir de guidelines, normas e referências CAP e CAP ISO 15.189, entre outros”, acrescenta. 

Segundo Flavia, promover uma cultura de qualidade, excelência e foco no paciente é essencial para uma jornada data driven na saúde. Isso pode ser alcançado por meio de projetos estruturantes que organizem os dados e incentivem uma abordagem colaborativa e orientada para resultados ‘fim’ (impactos na experiência do paciente). Além disso, o desenvolvimento do letramento em saúde e em dados colabora para que todos os envolvidos no processo compreendam a importância que os times desempenham na experiência dos pacientes.

As parcerias entre empresas de tecnologia e instituições são cruciais para o desenvolvimento de novas soluções e sua devida validação. Interoperabilidade, jornada do paciente e coordenação de cuidados são exemplos de temas que trazem necessidades de inovação tecnológica. De acordo com Flavia, elas precisam ser devidamente validadas e alinhadas às necessidades clínicas e de excelência do cuidado.

“A Abramed desempenha um papel fundamental nesse cenário, fortalecendo a comunidade de associados, orientando discussões sobre questões regulatórias e conectando parceiros ao longo da jornada do paciente. Além disso, a entidade promove a disseminação de conhecimento, oportunidades de cocriação e codesenvolvimento, reforçando a excelência na prática médica e garantindo que o conhecimento médico e técnico seja colocado a serviço dos pacientes e da sociedade”, salienta Flavia.

O avanço do Business Intelligence na saúde significa mais do que apenas uma mudança tecnológica. Ele está transformando a maneira como lidamos com os dados dos pacientes, habilitando cuidados de saúde mais precisos e eficazes. Enfrentar os desafios dessa implementação requer uma cultura organizacional focada na qualidade e no bem-estar do paciente.

Abramed promove summit sobre transformação digital durante a Hospitalar 2024

Programação traz debates e palestras sobre desafios regulatórios e oportunidades para o uso da Inteligência Artificial na saúde

18 de abril de 2024 – No primeiro dia da Feira Hospitalar, que ocorre entre os dias 21 e 24 de maio de 2024, no São Paulo Expo, será realizado o Summit Abramed, da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, com o tema “Transformação Digital na Saúde: Como a Inteligência Artificial está moldando o futuro do cuidado”. O encontro acontecerá na Sala 209 do mezanino, das 14h30 às 18h00, e reunirá profissionais e especialistas do setor para discutir os avanços e desafios dessa revolução tecnológica no setor. 

O primeiro debate, com o tema “Desafios e Oportunidades para o uso de Inteligência Artificial na saúde”, discutirá como o uso da IA na saúde pode levar a avanços significativos na prestação de cuidados, como aumento da eficiência operacional, diagnósticos precoces e mais precisos, além de personalização do tratamento. Participarão Adriana Costa, managing director da Siemens Healthineers Brazil, e Rodrigo Demarch, chefe de Inovação no Hospital Albert Einstein, sob moderação do sócio da Clínica Imagem e membro do Conselho de Administração da Abramed, Ademar Paes Jr.

O segundo debate, “Desafios regulatórios da Inteligência Artificial na saúde”, abordará as políticas e regulamentações que promovem a inovação responsável, ao mesmo tempo em que protegem os interesses e direitos dos pacientes e garantem que a IA na saúde seja utilizada de forma ética e equitativa. Participarão Guilherme Forma Klafke, líder de Projetos no Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação na FGV; Fábio Cunha, membro do Grupo de Trabalho em Inteligência Artificial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Marcelo Abreu, radiologista do Grupo Sir; e Rogéria Leoni Cruz, diretora jurídica no Hospital Albert Einstein e líder do Comitê de Proteção de Dados da Abramed, que irá moderar a discussão.

A abertura e o encerramento ficarão por conta de Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, reforçando o compromisso da entidade com a promoção do conhecimento. “Neste momento de avanços tecnológicos rápidos e constantes, é fundamental que estejamos na vanguarda das discussões sobre como essas inovações podem ser aplicadas de forma eficaz em nosso setor. A IA oferece oportunidades sem precedentes para melhorar a eficiência operacional, realizar diagnósticos mais precisos e personalizar o tratamento de cada paciente”, ressalta Milva.

A Abramed estará com estande institucional, na rua B-137, durante os quatro dias de evento. 

Serviço:

Summit Abramed na Hospitalar 2024

Data: 21 de maio

Horário: das 14h30 às 18h00

Local: São Paulo Expo, sala 209, mezanino

Clique aqui e inscreva-se! 

Abramed contribui para consultas públicas sobre ambiente regulatório e proteção de dados na saúde

A atuação da entidade reflete seu compromisso com a segurança dos pacientes e o avanço da medicina diagnóstica no Brasil

18 de abril de 2024 – Comprometida com a regulamentação da cadeia de saúde e os princípios éticos, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) tem participação ativa em consultas públicas do governo, colaborando para a construção de um ambiente propício ao desenvolvimento tecnológico, à qualidade dos serviços e à garantia do acesso universal aos exames diagnósticos, sempre com foco no bem-estar e na saúde dos brasileiros.

Entre as consultas mais recentes está a “Estratégia Nacional de Boas Práticas Regulatórias”, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que busca estabelecer prioridades, coordenar esforços, alocar recursos de forma eficiente e responder proativamente a desafios e oportunidades. O objetivo é criar uma política de Estado de longo prazo, um dos motivos do total apoio da Abramed. 

“Defendemos firmemente uma contínua melhoria das práticas regulatórias no país, visando promover um ambiente de negócios mais competitivo e proporcionar maior segurança jurídica. No entanto, essa busca pela melhoria não deve comprometer o que já está funcionando eficientemente para o setor de saúde, afinal, o setor já é regulado pela ANS e pela Anvisa”, declara Rafael Fonseca, coordenador de Relações Governamentais da Abramed. 

A entidade contribuiu em todos os pontos relevantes, desde a definição do objetivo geral até os objetivos estratégicos da Estratégia Nacional. Especificamente, focou em áreas-chave, como sensibilização, comunicação e engajamento, desenvolvimento de capacidades institucionais, gestão de conhecimento, simplificação regulatória, fomento à inovação, transparência e participação social, cooperação, entre outros. O resultado esperado é um ambiente regulatório mais saudável, junto com a implementação de mecanismos técnicos de avaliação regulatória.

No campo da regulação, foi amplamente discutida a análise de impacto regulatório (AIR), que consiste em estudar os impactos de uma nova regulação antes e depois de sua implementação, permitindo uma abordagem baseada em evidências e ciência. Segundo Fonseca, isso é fundamental para embasar políticas públicas e compreender os efeitos das regulamentações após sua implementação. 

“A Abramed está bem-posicionada para colaborar com o desenvolvimento dessa estratégia, dada sua ampla experiência regulatória no Brasil e presença nacional. As diferentes realidades dentro do território nacional implicam em abordagens regulatórias distintas para os associados da entidade em diferentes partes do país, tornando sua participação ainda mais relevante e necessária”, salienta o coordenador.

Fonseca diz, ainda, que a contribuição da Abramed é ainda mais significativa, pois a medicina diagnóstica está no ponto final da cadeia, conectando-se com outros atores do sistema e sendo responsável por uma parte crucial da jornada do paciente. “Portanto, temos uma visão abrangente e transversal do setor, abarcando todos os elos”, defende.

Proteção de dados

Outra consulta pública que teve participação ativa da Abramed foi sobre o estudo preliminar para a minuta do Guia de Anonimização e Pseudonimização para a proteção de dados pessoais (LGPD). Este guia aborda os aspectos jurídicos, técnicos e operacionais da anonimização de dados pautados no risco de reidentificação, além de trazer em seu apêndice o caderno de técnicas e estudo de casos. 

Segundo Luiza Teotônio, advogada da equipe de Direito e Inovação do Machado Nunes, assessoria jurídica parceira da Abramed, embora haja ressalvas sobre a profundidade em certas questões, o destaque é a gestão contínua do risco de reidentificação dos dados pelos agentes envolvidos. No contexto da medicina diagnóstica, a perspectiva é que, ao gerenciar adequadamente esse risco, os pacientes possam se sentir mais confiantes de que suas informações serão protegidas, mesmo diante de avanços tecnológicos e estudos colaborativos.

O guia pode contribuir para avanços na medicina uma vez que dados anonimizados não são considerados dados pessoais. Isso permite seu uso em estudos e iniciativas de prevenção de doenças e promoção da saúde. No entanto, há uma preocupação com a falta de clareza da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre a compatibilidade do uso posterior desses dados anonimizados com o propósito original da coleta. 

Esta incerteza pode gerar insegurança jurídica, dificultando avanços em pesquisas para o bem-estar dos pacientes. Portanto, é necessário que o texto do guia esclareça melhor esse ponto, explicam Caroline Rocabado, coordenadora jurídica, Fernanda Tudor, advogada de proteção de dados, e Caroline Ranzani, gerente executiva de relações governamentais e líder do Comitê Jurídico da Abramed, todas da Dasa, associada à entidade.

A relação entre os requisitos legais de anonimização de dados e as práticas clínicas na medicina diagnóstica é complexa. Atualmente, a legislação nacional não detalha esses requisitos, então as práticas clínicas devem seguir diretrizes internacionais e considerar estudos preliminares. Segundo a LGPD, dados anonimizados não são considerados pessoais, a menos que a reversão da anonimização seja possível com meios próprios ou mediante esforços razoáveis.

No entanto, o estudo preliminar não aborda adequadamente o risco de reidentificação de dados com novas tecnologias, como inteligência artificial. Isso gera incerteza sobre se o uso dessas tecnologias e o risco de reversão podem ser considerados dentro dos parâmetros legais. “É um desafio normativo que exige equilíbrio entre os benefícios desses sistemas e a necessidade de proteger a inovação, especialmente na área da saúde. É importante resolver essa tensão para aproveitar os benefícios das tecnologias enquanto se protege a privacidade e os interesses dos pacientes”, explica Luiza.

Não há uma técnica universalmente eficaz de anonimização de dados. A LGPD não especifica métodos, deixando a criação de processos adequados a cada contexto para garantir a compatibilidade e a segurança jurídica. “Para fornecer orientações mais condizentes com o mercado de saúde, é fundamental que a autoridade considere os diferentes tipos de dados e as tecnologias mais avançadas, como AI, para mitigar o risco de reidentificação”, explicam as representantes da Dasa.

De acordo com Luiza, para garantir a conformidade com o guia de anonimização da ANPD e a LGPD, as instituições de medicina diagnóstica devem adotar práticas como manter a rastreabilidade das informações anonimizadas e pseudonimizadas, gerenciando periodicamente o risco de reidentificação. É crucial selecionar técnicas de gestão de risco adequadas ao processo de anonimização utilizado, priorizando aquelas que oferecem maior precisão nos resultados de probabilidade de reversão do processo de anonimização.

“Equipes multidisciplinares são essenciais para traduzir normas jurídicas em métodos estatísticos e implementar soluções técnicas que garantam o cumprimento dos requisitos normativos. Recomenda-se manter registros detalhados das análises e processos de anonimização e pseudonimização, além dos resultados de risco apurados, para garantir que o risco de reidentificação permaneça abaixo do nível aceitável”, acrescenta Luiza.

A Abramed espera que a ANPD forneça parâmetros mais claros para o setor de medicina diagnóstica sobre o uso legítimo das informações no contexto clínico, em harmonia com a inovação e os direitos dos titulares. “A expectativa é de que o lançamento do guia definitivo traga resultados mais tangíveis e elementos elucidativos essenciais para o setor”, expõe a advogada da equipe de Direito e Inovação do Machado Nunes.

A terceira consulta pública também está ligada a esse tema e refere-se à “Tomada de Subsídios sobre os direitos dos titulares”, uma importante iniciativa da ANPD para permitir a contribuição dos entes da sociedade na construção de mecanismos para o exercício de direitos relacionados à proteção de dados pessoais.

Assuntos importantes incluem anonimização ou exclusão de dados, portabilidade e consentimento. No setor de medicina diagnóstica, esses temas são relevantes devido ao tratamento de dados sensíveis e à regulamentação rigorosa. Alguns direitos dos titulares, como anonimização/exclusão, podem conflitar com normativas de tempo de guarda da Anvisa e leis de digitalização de prontuários médicos. 

“Conscientizar os titulares sobre essas limitações é fundamental para cumprir obrigações legais/regulatórias”, expõe Leila dos Santos Paulino, gerente jurídica do Grupo Fleury, associada da Abramed.

Na portabilidade de dados, é importante definir padrões a serem seguidos por todos os atores da cadeia, sejam eles públicos ou privados. A Abramed defende a difusão de uma padronização universal de interoperabilidade, como o LOINC, modelo internacional de terminologia para procedimentos de diagnóstico laboratorial, de imagem médica e outros, contribuindo de forma efetiva com o controle epidemiológico da população.

Já o consentimento é essencial para controle sobre os dados pessoais, trazendo segurança jurídica, mas sua revogação pode ter impactos importantes. É necessário estabelecer que a revogação só cessa o tratamento de dados consentidos após manifestação expressa do titular, não automaticamente. “A eliminação de dados após revogação deve requerer solicitação formal do titular, especialmente em casos de pesquisa, onde a eliminação pode afetar resultados e gerar insegurança jurídica”, expõe Leila.

Para colaborar com o tema, a Abramed reuniu todas as contribuições de seus associados, observando os principais aspectos que afetam as atividades de medicina diagnóstica. Os próximos passos serão conduzidos pela ANPD, na avaliação das contribuições a fim de que se possa elaborar uma norma que regule os direitos dos titulares de dados pessoais. A elaboração de tal norma está prevista na agenda regulatória do órgão, para o biênio 2023/2024. 

Com um olhar atento às necessidades dos pacientes e à evolução tecnológica, a Abramed reitera seu compromisso em colaborar para práticas regulatórias sólidas e éticas, mantendo-se ativa em iniciativas que envolvam a sustentabilidade da cadeia de saúde.

FILIS 2024: rumo à saúde inovadora e sustentável

O maior encontro de líderes da saúde acontecerá dia 29 de agosto, no Teatro B32, em SP, com palestras, debates, cases de sucesso e momentos de interação. Inscrições já abertas

17 de abril de 2024 – A 8ª edição do FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde, organizado pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), acontecerá no dia 29 de agosto, no Teatro B32, em São Paulo. Com o macro tema “Saúde Inovadora: Oportunidades para um setor sustentável”, o evento promete ser um marco para a discussão de tendências e transformações que moldam o panorama da saúde no Brasil e no mundo. 

O tema reflete a importância de promover a inovação como um meio de impulsionar a sustentabilidade e o progresso no setor da saúde, além de reconhecer as oportunidades significativas que a inovação oferece para toda a cadeia.

Diversas palestras e debates estarão em pauta ao longo do dia, abordando gestão de qualidade, integração da saúde, interoperabilidade, desafios e inovações. Destacam-se figuras importantes do cenário nacional e internacional, como representantes do governo, CEOs de grandes empresas e especialistas em saúde digital.

Logo após a palestra magna, o primeiro debate discutirá o tema “Integrando a cadeia de valor: Desafios e soluções para melhoria do cuidado em saúde”, em formato dinâmico e interativo, proporcionando aos participantes a oportunidade de compartilhar insights e contribuir para o avanço do setor de saúde. 

Na sequência, o Leaders Connection dará uma pausa na programação para networking entre os participantes, seguido pelo primeiro Momento Transformação, que trará um case sobre “Inteligência de Dados” com foco na integração de sistemas. 

A primeira palestra tratará de “Gestão de qualidade e integração da saúde”, seguida do debate sobre “O papel da qualidade para a sustentabilidade do setor”. “Este tema destaca a importância de investir na qualidade dos serviços como meio de promover a sustentabilidade a longo prazo e garantir que os sistemas de saúde possam atender às necessidades da população de forma eficiente”, ressalta Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

O segundo Momento Transformação trará um case sobre interoperabilidade, seguido por mais um Leaders Connection e por uma palestra internacional. Fechando a programação, acontecerá o debate “Interoperabilidade na Saúde: Desafios, Perspectivas e Inovações”, tema fundamental para garantir a sustentabilidade e que demanda a integração de todos os stakeholders. “A Abramed tem desempenhado um papel ativo no seu desenvolvimento, especialmente por meio da adoção do padrão LOINC e pela parceria com o governo e outras entidades. Esse assunto é essencial quando se fala em redução de custos e maior eficiência nos processos, sempre pensando no melhor para o paciente”, acrescenta Milva.

O evento trará, ainda, a 5ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, que reconhece e homenageia personalidades que se destacaram por contribuições significativas para o avanço do setor de saúde. Já receberam a honraria a bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz; o Professor Dimas Tadeu Covas, presidente do Instituto Butantan; e o Professor Doutor Alberto Duarte, pesquisador e diretor de Análises Clínicas da Rede D´Or SP.

O FILIS é considerado um ponto de encontro essencial para todos os membros da cadeia de saúde, reunindo profissionais, gestores, autoridades e especialistas do setor em um espaço propício para o compartilhamento de conhecimento, networking e reflexão sobre os desafios e oportunidades que permeiam a área.

As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas. Faça parte dessa jornada de transformação!

Serviço

8ª edição do FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde

Tema: “Saúde Inovadora: Oportunidades para um setor sustentável”

Quando: 29 de agosto de 2024

Horário: Das 9h00 às 18h00

Onde: Teatro B32, São PauloGaranta já sua participação: www.abramed.org.br/filis

Envelhecimento saudável: como a gestão eficiente dos serviços em saúde ajuda a promover qualidade de vida

Por Milva Pagano*

O mundo está passando por uma mudança demográfica significativa, com o envelhecimento da população emergindo como uma realidade inegável do século XXI. Esta transformação traz uma série de desafios e oportunidades para a sociedade em diversas esferas. Nesse contexto, a gestão eficiente dos serviços em saúde é indispensável na promoção do envelhecimento saudável e digno para todos os indivíduos.

De acordo com dados apresentados na 5ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, é previsto que a proporção de idosos (+60) no Brasil atinja até 33% da população antes do esperado (2060), impactando significativamente diversos setores. Além disso, o país está testemunhando uma transição epidemiológica, com o aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) em detrimento das doenças infecciosas.

Esse aumento coloca uma pressão crescente sobre os sistemas de saúde em todo o mundo. Estima-se que a demanda por serviços de diagnóstico cresça 96% até 2050, o que requer infraestrutura adequada, tecnologia avançada e profissionais capacitados para realizar o atendimento com qualidade. Também importante reavaliar o modelo praticado, para que seja mais direcionado a medidas preventivas.

Portanto, a gestão em saúde, como um conjunto de práticas, estratégias e políticas utilizadas para administrar eficazmente os recursos e serviços do setor, visa melhorar a qualidade do atendimento, a eficiência dos sistemas e, consequentemente, os resultados para a população.

Em primeiro lugar, o planejamento estratégico deve considerar as demandas específicas, como o aumento das doenças crônicas, a necessidade de cuidados de longo prazo e a promoção da saúde preventiva. Ele também deve contemplar a alocação de recursos adequados para atender a essas demandas de forma eficiente.

A gestão de recursos humanos torna-se ainda mais importante nesse cenário, uma vez que são necessários profissionais capacitados e sensíveis às necessidades dos idosos. Isso inclui não apenas médicos e enfermeiros, mas também profissionais especializados em geriatria, cuidadores de idosos e outros que possam oferecer cuidados personalizados.

Também é essencial garantir uma gestão eficaz dos recursos financeiros disponíveis, buscando maximizar a eficiência dos serviços prestados. Na questão de qualidade, convém implantar protocolos de atendimento específicos para idosos, prevenir eventos adversos e promover qualidade de vida.

Além disso, é importante compartilhar informações entre diferentes prestadores de serviços de saúde, usar tecnologias de informação e de comunicação e sistemas de registro eletrônico de saúde, integrando toda a cadeia. Por fim, a abordagem deve levar em consideração não apenas as necessidades de saúde física, mas também bem-estar emocional, social e psicológico. 

Isso quer dizer que a gestão adequada em serviços e instituições de saúde no contexto do envelhecimento populacional exige uma abordagem multifacetada e adaptativa, que leve em consideração as necessidades específicas dos idosos e busque garantir uma prestação de cuidados de qualidade e centrada no paciente.

A medicina diagnóstica emerge como um pilar fundamental na resposta a esses desafios. Ao investir em tecnologia e melhoria de processos, priorizando a excelência operacional, a ética em suas atividades e a conformidade regulatória, as empresas do setor estão contribuindo para a construção de uma saúde mais sustentável e responsável em relação às necessidades da população.

Dessa forma, é fundamental que governos, instituições de saúde e empresas do setor, bem como outros stakeholders, continuem a colaborar e investir em pesquisa, infraestrutura e conscientização para garantir que o envelhecimento seja vivenciado de forma saudável e digna. O futuro da saúde depende da capacidade de antecipar, diagnosticar e tratar doenças de forma eficaz, tendo a gestão eficiente como aspecto central nesse processo, contribuindo para um futuro mais longevo e sadio para todas as gerações.

*Milva Pagano, diretora-executiva da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed)

17/04/2024

Casos de dengue na rede privada têm a maior taxa das últimas seis semanas, alerta Abramed

De 17 a 23 de março, foram realizados 73.328 exames, com 21.705 positivos, um aumento de 15% na positividade em relação à semana anterior

Tanto o número de exames de dengue realizados na rede privada quanto a quantidade de positivos registrados na semana de 17 a 23 de março são os maiores das últimas seis semanas, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Na comparação entre a semana de 10 a 16 de março e a semana de 17 a 23 de março, os casos de dengue aumentaram 15%, passando de 18.870 positivos para 21.705. A quantidade de exames realizados também aumentou, de 70.150 para 73.328, representando um crescimento de 5%. 

No acumulado de seis semanas, de 11 de fevereiro a 23 de março, foram realizados 402.559 exames de dengue, com 104.010 casos positivos, ou seja, 25,8% do total, segundo uma média ponderada do período.

Esses dados ressaltam a importância da vigilância contínua e da implementação de medidas preventivas eficazes para combater a propagação da doença. Comprometida com a situação, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, segurança, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade, permitindo identificar casos mais graves. 

Vale lembrar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

ABRAMED – Exames e positividade – DENGUE (2024)
 Semana
 11/02 a 17/0218/02 a 24/0225/02 a 02/0303/03  a 09/0310/03 a 16/0317/03 a 23/03Total 6 semanas*
Nº de exames realizados            47.712             69.065             71.392             70.912                     70.150                         73.328                     402.559 
Taxa de positividade24%23%25%26%25%30%25,8%
Número positivos            11.233             15.947             17.848             18.407                     18.870                         21.705                     104.010 

* a taxa de positividade total é a média ponderada do período

Aumento número de exames na última semana: 5%

Aumento do número de positivos na última semana:  15%

Casos de covid-19 na rede privada caem 44%, segundo Abramed

A quantidade de exames também reduziu, de 27.238 para 22.446, representando uma queda de aproximadamente 18%

Os casos de covid-19 registrados na rede privada caíram 44%, na comparação entre a semana de 10 a 16 de março e a semana de 17 a 23 de março, passando de 3.918 resultados positivos para 2.205. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam cerca de 65% do volume total de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

A quantidade de exames de covid-19 realizada também reduziu. Foi de 27.238 para 22.446, representando uma queda de aproximadamente 18% na comparação entre as semanas.

Desde a semana de 25 de fevereiro a 2 de março, tanto a quantidade de exames quanto a taxa de positividade vêm registrando quedas. Nas últimas seis semanas, período que vai de 11 de fevereiro a 23 de março, foram realizados 167.453 exames de covid-19, com a taxa de positividade média no período de 20%, totalizando 36.834 positivos.

Prezando pela precisão e qualidade, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos. Vale lembrar que os associados enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

ABRAMED – Exames e positividade – Covid-19
 Semana
 11/02 a 17/0218/02 a 24/0225/02 a 02/0303/03 a 09/0310/03 a 16/0317/03 a 23/03Total 6 semanas*
Nº de exames realizados            20.372             32.843             34.558             29.996                     27.238                         22.446                     167.453 
Taxa de positividade34%29%25%20%14%10%22%
Número positivos6.8369.4838.5185.8743.9182.205                      36.834 

* a taxa de positividade total é a média ponderada do período

Aumento número de exames na última semana: -18%

Aumento número de positivos na última semana: -44%