“Canal de Denúncias e Compliance na Saúde” é tema de discussão em #DiálogosDigitais Abramed 2022

Evento digital contou com a participação de especialistas da área que abordaram o assédio nas instituições de saúde; a importância do canal de denúncias; novas tecnologias na área; entre outros.

No último dia 26 de julho, a série #DiálogosDigitais discutiu o tema “Canal de Denúncias e Compliance na Saúde”, com participação da sócia-fundadora da Flesch Advogados, Esther Flesch; o diretor executivo da Aliant – Plataforma de Riscos, Ética e Compliance do Grupo ICTS, Maurício Fiss; e a diretora de Riscos, Auditoria e Compliance no Hospital Albert Einstein, Viviane Miranda. A moderação foi da superintendente Jurídico e de Compliance na Dasa e diretora do Comitê de Governança, Ética e Compliance da Abramed, Walquiria Favero.

Segundo relatório da Aliant, a retomada do mercado de trabalho para o modelo presencial após a diminuição das restrições da pandemia acarretou um aumento de 18% no registro de denúncias de assédio em 2021 em relação a 2020. Para Maurício, apesar do crescimento, o número mostra uma maior conscientização, ou seja, comportamentos considerados “normais” não são mais vistos dessa forma e são denunciados.

O canal de denúncias é uma ferramenta importante para lidar com a questão, desde que realmente funcione e ofereça segurança ao denunciante. “Saber que serão levadas a sério, que não sofrerão retaliação e que receberão algum feedback faz as pessoas não terem medo de denunciar. Essa é a dica inicial para as empresas implementarem um canal de denúncia efetivo”, acrescentou Esther.

As companhias precisam ter processos bem estabelecidos para que as investigações sigam sem negligências. No caso de envolvimento com a alta direção e em assuntos sensíveis à organização, é importante recorrer a terceiros, para não haver constrangimentos e garantir a credibilidade no processo.

Viviane Miranda acrescenta que, no caso de assédio, seja moral, sexual ou discriminatório, o ideal é ter uma comissão de apuração permanente que se reúna com periodicidade para tratar de casos que envolvam qualquer colaborador. “No Einstein, conversamos com o denunciado e o denunciante e fazemos entrevistas com pessoas da área envolvida, para identificar as evidências. Após a apuração, é decidido qual medida educativa ou disciplinar é adequada, que pode ser demissão por justa causa, necessidade de coaching, alinhamento ou mudança de área. Planos de ações não faltam para mitigar as questões de assédio na instituição”, contou.

Todos que atuam na instituição são agentes de compliance e devem evitar que o assédio aconteça. “É preciso treinar, educar e agir. Temos visto muitas evoluções significativas. O mercado está amadurecendo”, acrescentou Viviane.

Walquiria aproveitou para deixar a mensagem para que as instituições reforcem as campanhas de conscientização e a cultura da organização, a fim de que todos cooperem com o sistema de retaliação a esse tipo de comportamento. “O comitê precisa dar respostas rápidas, sérias e idôneas ao denunciante e proteger a integridade da empresa, especialmente na relação médico e paciente”, ressaltou.

Sobre as mudanças referentes ao Decreto 11.129/2022, que entrou em vigor em 18 de julho de 2022, regulamentando a Lei Anticorrupção Brasileira (12.846, de 1º de agosto de 2013), Esther comenta que o decreto tornou necessário ter um mecanismo de tratamento de denúncias. “Não basta apenas implantar um canal de denúncias, elas precisam ser levadas a fundo. Algumas podem ser inconsistentes, mas todas devem ser investigadas para realmente confirmar se são reais”, explica a sócia-fundadora da Flesch Advogados.

Ela ainda destaca que, quando a empresa tem uma boa cultura, isso é transmitido aos colaboradores. No caso de contratação de terceiros, a recomendação é que seja feita uma due diligence (diligência prévia) para conhecer esse colaborador e saber se seus valores estão alinhados aos da empresa. 

Outro ponto fundamental citado por Esther é a documentação dos passos de compliance tomados pela companhia, a fim de comprovar o que se alega. “Há muita maquiagem sobre as ações executadas e isso é preocupante, pois geralmente envolve ganhos financeiros e vantagens. É mais importante documentar o que tem sido feito do que alardear o que não foi executado ainda”, finalizou.

Para os laboratórios pequenos que querem implantar ações de compliance, a diretora de Riscos, Auditoria e Compliance no Hospital Albert Einstein sugere começar com um mapeamento de riscos, analisando os pontos que podem comprometer os objetivos estratégicos da empresa. “Classifique os riscos em altos, médios e baixos e, a partir desse diagnóstico, escreva um manual de ética com os principais temas que vão direcionar o comportamento ético dos colaboradores. Importante, aqui, já ter um canal de denúncia. Conforme a evolução do programa, a área de compliance vai crescendo também”, disse, lembrando que a área precisa ter autonomia e apoio da alta administração.

Tecnologia

Sobre as tecnologias que apoiam a área de compliance, Maurício citou duas categorias. As tecnologias reativas, que são aquelas que permitem recuperar conversas apagadas por redes sociais ou apps, as que monitoram palavras-chaves em mensagens trocadas, além das câmeras de vigilância. E as tecnologias preventivas, que permitem detectar algo, como assédio, antes mesmo de acontecer, por meio de machine learning. As denúncias são classificadas em tipologias e identificadas automaticamente pelo sistema. “Também é possível identificar e traçar o perfil de um colaborador, por exemplo, monitorando suas interações nas redes sociais, possibilitando trabalhar a conscientização diretamente com ele”, destacou. 

O episódio “Canal de Denúncias e Compliance na Saúde” pode ser visto na íntegra no canal do YouTube da Abramed, clicando neste link.

Sobre #DiálogosDigitais Abramed

Lançada pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) em 2020, período em que os eventos presenciais foram cancelados por conta da pandemia de Covid-19, a série #DiálogosDigitais Abramed trouxe uma sequência de bate-papos online com o propósito de manter o diálogo entre os diversos atores da cadeia de saúde, contribuindo para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Abramed participará do 51° Congresso Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Associação estará presente com estande institucional e painel de conteúdo no evento, que acontece de 1º a 3 de setembro, em Florianópolis

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) marcará presença no 51º Congresso Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR22), que acontecerá de 1º a 3 de setembro, no CentroSul, em Florianópolis/SC. A entidade promoverá um painel de conteúdo no dia 3, e participará com estande institucional em todos os dias do evento, que é organizado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR).

Discutindo o tema “Tendências do Mercado de Saúde”, estarão Ademar Paes Junior, sócio da Clínica Imagem e membro do Conselho de Administração da Abramed; e Gustavo Meirelles, vice-presidente Médico da Alliar Médicos à Frente e diretor do Comitê Técnico de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed. A moderação será conjunta com a participação de Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed; e Luiz Ronan Souza, diretor do CBR.

A programação com participação da Abramed irá integrar o I Simpósio de Qualidade e Gestão de Clínicas do CBR, exclusivo para o segmento, com temas que abrangem práticas seguras para o cuidado centrado no paciente, tendências do mercado de saúde, estratégias e desempenho para os serviços de imagem. Serão 11 painéis com apresentação de metodologias, discussões e casos práticos de sucesso de renomadas instituições que contribuem para o conhecimento e a aplicação das melhores práticas de qualidade e gestão em serviços de radiologia e imagem.

A programação completa e o caminho para inscrições estão disponíveis em: https://congressocbr.com.br/cbr2022.

Sobre o evento

O 51º Congresso Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem traz como tema da edição 2022 “Um olhar mais atento”. Ao longo dos últimos anos, o CBR tem se tornado mais inclusivo e diverso, por isso a necessidade de pautar conexão, inclusão e diversidade na Radiologia visando ao futuro da especialidade.

Neste ano, as atividades do CBR22 estarão em um formato com maior integração e interatividade dos participantes. Palestrantes e congressistas contarão com diversas arenas, maratona, submissão de trabalhos, além de uma ampla e moderna área de exposição. A programação do evento abordará também as novidades mais relevantes da área com grandes especialistas nacionais e internacionais.

Inscreva-se no evento! Acesse: https://congressocbr.com.br/cbr2022.

Conheça os palestrantes internacionais confirmados para o FILIS 2022

Lideranças da Google Cloud e Aceso Global estarão à frente das palestras dos módulos econômico e de inovação e futuro. Evento acontece no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo

Um dos destaques da sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que acontece no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo, serão as palestras de Maureen Lewis, CEO da Aceso Global e Esteban López, líder de mercado – Saúde e Ciências da Vida para as Américas no Google Cloud, convidados internacionais que compartilharão suas experiências durante o evento. A seguir, conheça a trajetória desses importantes profissionais.

Maureen Lewis é CEO da Aceso Global, organização sem fins lucrativos que concentra seu trabalho em questões relacionadas ao sistema de saúde no setor público e no privado em mercados emergentes. Com foco na melhoria da gestão fiscal, qualidade e desempenho na área da saúde, Maureen é especialista em cuidados baseados em valor e tem falado para públicos qualificados em todo o mundo. A executiva será a responsável pela palestra de abertura do módulo econômico, cujo tema será “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais”.

Antes de fundar a Aceso Global, Maureen atuou por 22 anos no Banco Mundial, onde ocupou diferentes posições, incluindo Economista-Chefe para Desenvolvimento Humano, Gerente de Economia do Desenvolvimento Humano na Europa Oriental e Ásia Central e Economista-Líder na América Latina e no Caribe. É autora de livros sobre saúde e crescimento, impacto de pandemias, economia do HIV/AIDS, economia política dos cuidados de saúde, bem como artigos sobre vários outros tópicos de saúde e desenvolvimento.

Inovação e Futuro

A abertura do debate “Inovação digital na humanização do cuidado” terá palestra de Esteban López, líder de mercado – Saúde e Ciências da Vida para as Américas no Google Cloud e membro do Conselho Diretivo de empresas como a Addus Homecare e Axxonics, ambas nos Estados Unidos.

Além de médico, López possui MBA em gestão médica pela Naveen Jindal School of Management, certificado em governança corporativa pela UTSA Carlos Alvarez College of Business; e na condução da transformação digital na área de saúde pela Harvard Medical School. É também palestrante do TEDx e reconhecido como um agente transformador e líder com sucesso comprovado em P+L e gestão médica. Entre suas conquistas estão a identificação e melhoria de medidas de desempenho essenciais ao supervisionar as operações diárias de um exigente sistema de prestação de cuidados de saúde, contribuindo para aumento de receita, economia de custos e retorno de investimentos.

Sobre o FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde

O FILIS já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador: trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. A agenda completa pode ser consultada e as inscrições podem ser feitas no site do evento: https://www.abramed.org.br/filis/.

Os obstáculos econômicos frente aos desafios atuais serão debatidos no 6º FILIS

Evento acontece no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo, e reunirá lideranças nacionais e internacionais

A deterioração dos indicadores macroeconômicos tem sido apontada pelas empresas brasileiras como principal fator de risco para os próximos doze meses, seguida pelo processo eleitoral e a guerra na Ucrânia. Na saúde e na medicina diagnóstica especificamente, outros fatores como inflação alta, elevação dos custos, dólar alto, aumento do preço e escassez dos insumos médicos ameaçam a sustentabilidade do setor.   

Visando discutir os desafios que surgem diante desse contexto, a 6ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), conta com um módulo econômico que trará palestra e debate reunindo lideranças nacionais e internacionais.

O debate com o tema “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais” tem presença confirmada Patrícia Frossard, presidente Brasil da Philips; Roberto Santoro, CEO do Grupo Pardini; e Maureen Lewis, CEO da Aceso Global. Além disso, a organização do evento aguarda confirmação de outro nome, que completará a mesa enriquecendo ainda mais a discussão.

Palestra internacional

A convidada Maureen Lewis fará uma palestra na abertura do módulo econômico, e depois se juntará à mesa de debate.

 A Aceso Global é uma organização sem fins lucrativos que concentra seu trabalho em questões relacionadas ao sistema de saúde no setor público e privado em mercados emergentes. Com foco na melhoria da gestão fiscal, qualidade e desempenho na área da saúde, Maureen é especialista em cuidados baseados em valor e tem falado para públicos qualificados em todo o mundo. Antes de fundar a Aceso Global, a executiva atuou por 22 anos no Banco Mundial em diferentes posições. Também é autora de livros e artigos sobre diferentes tópicos relacionados a saúde, faz parte do board da USAHA, HBS GENIE e é membro do Conselho de Relações Exteriores.

O evento acontece em 24 de agosto, das 8h às 17h30, no Teatro Santander, em São Paulo. Este ano pela primeira vez em formato híbrido, permitindo o compartilhamento de informações de forma mais abrangente.

FILIS 2022

O Fórum Internacional de Lideranças da Saúde já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador e trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. O macrotema deste ano é “A Medicina Diagnóstica na Disrupção da Saúde”.

Entre os assuntos que serão debatidos estão “Ecossistema: a reinauguração da saúde e seus impactos regulatórios” e Inovação Digital na humanização do cuidado. Além disso, haverá palestras internacionais e a 4ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, um reconhecimento aos profissionais da saúde que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira.

A agenda completa e as inscrições podem ser feitas no site do evento: https://www.abramed.org.br/filis/

Até quando garantiremos a sustentabilidade do setor de saúde?

Artigo assinado por Carlos Figueredo*

Os anos pandêmicos foram desafiadores para a saúde e para a medicina diagnóstica. Como sabemos, houve uma queda brusca no número de realização de exames e de terapias para o acompanhamento não só da rotina, mas também de doenças crônicas. Agora, essa demanda está ressurgindo e precisa ser atendida. E, obviamente o setor de medicina diagnóstica anseia muito por fazer isso da melhor maneira possível.

No entanto, não é simplesmente voltar ao que era antes. Ampliar o quadro de colaboradores, comprar mais insumos, aumentar as áreas para melhor atender aos clientes, como se faria em qualquer aumento de demanda anteriormente. O cenário é outro.  Em especial pelo aumento de custos. Garantir a sustentabilidade do setor tem se tornado um desafio.

A pergunta é: a que preço faremos isso? A começar pelo básico:  um frasco de 1 litro de soro, aumentou sete vezes de 2019 para cá. Já no frasco de 15 ml de contraste, esse salto foi de 42%. Lembrando que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), autorizou um reajuste de 10,89% no preço dos medicamentos em abril. Para exemplificar, no CURA grupo, tivemos nos últimos três anos um incremento de 30% nos custos com Mat/Med.  E, a situação tende a piorar. Estamos vivenciando uma escassez tremenda de falta de insumos no Brasil e esses dois itens fazem parte da lista. Os problemas incluem volume de produção, inflação elevada que aumenta o custo de transporte e alta do dólar, em especial por muitos insumos serem importados.

Mas, não foram somente os insumos – o que já não seria irrelevante.  Estamos ainda sob variação da folha de pagamento, que assim como em muitos setores, é o maior custo da medicina diagnóstica.

Apesar de valorizarmos muito a nossa força de trabalho, olhando novamente para os números do CURA grupo, dá para ter uma boa ideia desse impacto. Em São Paulo, os reajustes por conta dos dissídios coletivos, em 2022, chegaram a 12%; valor muito próximo ao vivenciado em Pato Branco, no Paraná, que foi de 11,95% e por Florianópolis e São José, em Santa Catarina, que foi de 11,08%. Já em Chapecó e na capital do Paraná, Curitiba, esse reajuste foi de 7%.

E, as perspectivas não são de que isso retroceda. Com o Projeto de Lei (PL 2564/2020), que está tramitando nas esferas de aprovação e fixa o piso salarial dos profissionais de enfermagem, a estimativa de aumento dos custos com medicina diagnóstica é de 9,5%, somente com essa categoria.

Outro fator que tem impactado muito nesse aumento de custo são os aluguéis dos imóveis, reajustados por IGP-M ou INPC, índices que tiveram bastantes elevações. Vemos muitas negociações de contratos em andamento, até para que os reajustes sejam por IPCA. O que também não diminui o impacto, já que em abril de 2022, o índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 12%. Mais uma vez trazendo para o real, no CURA grupo isso significou um aumento de 33% nos últimos três anos.  Outros recursos importantíssimos também aumentaram. Despendemos 21% a mais com energia elétrica; e, também, houve reajustes na água, por conta da escassez hídrica.

Todas essas oscilações para cima vêm pressionando muito a estrutura de custos, ainda mais em um cenário político e econômico instável. Internamente, a eleição presidencial emerge como um agravante. Já externamente, a Guerra impacta, por exemplo, na cadeia de produção e provoca aumento nos custos de logística e transporte. 

Para apimentar ainda mais essa reflexão, é preciso lembrar, que todos esses reajustes que vivenciamos não foram repassados para os pacientes, apesar de os planos de saúde terem sido reajustados em cerca de 15%, em 2022.

Ou seja, como dizemos no dia a dia: não está fácil para ninguém: nem para os consumidores e muito menos para os prestadores de serviços, que estão pagando a conta da saúde suplementar em sua totalidade.  Afinal, as operadoras não estão na maioria das vezes repassando esse percentual desse reajuste para os prestadores e, mesmo quando fazem pressionam para que a faixa de incremento na remuneração seja de 4% a 5%. 

Em suma, esses números começam a colocar de fato em dúvida sobre até quando conseguiremos manter a sustentabilidade dos nossos negócios e do setor de medicina diagnóstica. Nesse momento, entramos em um alerta vermelho e alguns modelos devem ser repensados. É hora mais do que nunca de debates entre o setor, com o governo, operadoras para que todos juntos possam encontrar um caminho mais sustentável. E isso, sem dúvida depende do diálogo e da união de esforços. Caso contrário, temo que não conseguiremos segurar por muito tempo essa situação.

*Carlos Figueredo é CEO do Cura grupo

#DiálogosDigitais Abramed abre nova temporada de bate-papos a partir de julho

Série de eventos virtuais traz discussões de temas variados que afetam toda a cadeia de saúde, além de oportunidade para o compartilhamento de experiências

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) lança a terceira temporada da série #DiálogosDigitais, uma sequência de bate-papos online com o propósito contínuo de dialogar e contribuir com as perspectivas para a cadeia de saúde no Brasil, e como a Medicina Diagnóstica se insere neste contexto de construção de um sistema de saúde mais sustentável.

A série iniciou em 2020, quando a entidade adaptou seu calendário de eventos ao cenário digital devido à pandemia de covid-19. Com o êxito do projeto, foi levada ao ar uma segunda temporada em 2021 e no próximo dia 26 de julho, das 17h30 às 19h, ao vivo no canal do Youtube da Abramed, será realizado um novo episódio abordando o tema “Canal de Denúncias e Compliance na Saúde”.

O canal de denúncias neste segmento é uma das principais ferramentas para o fortalecimento de uma cultura ética e transparente na gestão, no relacionamento com pacientes, funcionários, médicos, indústria, governo, operadoras de planos de saúde e demais stakeholders. Por meio dele, é possível que as instituições de saúde sejam comunicadas sobre eventuais irregularidades, fraude, corrupção, vazamento de informações, condutas inadequadas, conflito de interesse e possam adotar as medidas corretivas necessárias.

Para dialogar sobre a pauta, foram convidados a sócia-fundadora da Flesch Advogados, Esther Flesch; o Diretor Executivo da Aliant – Grupo ICTS, Maurício Fiss; e a diretora de Riscos, Auditoria e Compliance no Hospital Albert Einstein, Viviane Miranda. A moderação será da superintendente Jurídico e Compliance na Dasa e diretora do Comitê de Governança, Ética e Compliance da Abramed, Walquiria Favero.

Como identificar e prevenir condutas inadequadas nas organizações; qual a importância da implementação de um canal de denúncias; averiguação de denúncias e sigilo nas informações; como estabelecer uma relação de confiança com colaboradores e mercado; e o Código de Conduta como uma ferramenta para uma conduta transparente nas empresas e sociedade, são alguns dos assuntos do diálogo de estreia de 2022.

Para Milva Pagano, diretora executiva da Abramed, “Por meio da denúncia, é possível encontrar os problemas na fonte, nomeando os envolvidos e conseguindo sanar a questão antes de gerar prejuízos graves para o negócio”.

Clique aqui para acessar todos os episódios do projeto #Diálogos Digitais Abramed.

Taxa de positividade em testes de covid-19 no primeiro semestre de 2022 é maior que no mesmo período de 2021, segundo dados levantados pela Abramed

Foram 38,1% de positividade em 2022 contra 15,6% em 2021, apesar de ter sido realizado o dobro de exames

Mais de 3,2 milhões de testes de covid-19 foram realizados no primeiro semestre de 2022, sendo 1,2 milhão de positivos. A taxa de positividade média do período foi de 38,1%. Os dados foram compilados pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados respondem por cerca de 60% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país.

Como comparação, no primeiro semestre de 2021 foram realizados 7,2 milhões de testes, sendo 74% PCR e os demais, testes rápidos. O total de positivos foi de 15,6% ou 1,1 milhão. Ou seja, de janeiro a junho do ano passado, o total de casos positivos foi menor que neste ano, apesar de ter sido realizado o dobro de exames.

Os dados do primeiro semestre de 2021 estão relacionados à segunda onda de Covid-19, com predomínio da variante delta, enquanto os de 2022 estão na terceira onda, quando a predominância foi da variante ômicron. Segundo Alex Galoro, médico patologista e diretor do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, a delta era mais grave e gerava mais internação em hospitais, o que pode ter causado medo na população, ajudando a justificar o aumento na quantidade de testes realizados no segundo semestre de 2021.

“Além disso, neste período, havia a exigência de exames para viagens, volta ao trabalho presencial e eventos culturais. As pessoas realizavam testes sem suspeita de terem a doença ou sem nenhum sintoma, apenas para comprovar o resultado negativo. Já no primeiro semestre de 2022, a positividade maior mostra que os testes foram efetuados realmente por pessoas que já apresentavam sintomas”, explica Galoro.

O patologista também cita a questão comportamental. Com o tempo, as pessoas foram perdendo o medo da doença e, com a confiança na vacina, passaram a fazer menos testes, já que os sintomas ficaram mais leves e persistem por menos tempo. “Também temos visto um relaxamento em relação às medidas não farmacológicas, ou seja, uso de máscara e de álcool em gel e distanciamento social. As pessoas não fazem mais questão de saber se estão infectadas com a covid-19”, diz.

Esse comportamento também reflete a própria evolução da doença. Com o contato com o vírus e a criação de anticorpos, o organismo está mais preparado para a resposta imunológica, por isso os picos de casos de coronavírus são mais rápidos e mais curtos, como pode ser visto nas últimas semanas em relação a novas variantes.

Mês a mês de 2022

Em janeiro foram realizados 1.246.598 exames de covid-19, sendo 559.972 positivos (taxa de 44,9%), enquanto em fevereiro, foram 604.900 exames, com 248.535 positivos (taxa de 41,1%). Março registrou 249.620 exames, com 20.318 positivos (taxa de 8,1%). Em abril, dos 88.606 exames realizados, 9.366 deram positivo (taxa de 10,6%). Maio fechou com 277.922 exames e 77.301 positivos (taxa de 27,8%). Por fim, junho registrou 802.135 exames, com 329.549 positivos (taxa de 41,1%).

Última semana de junho

A última semana de junho (25/06 a 01/07) foi marcada por queda no número de exames de covid-19 realizados, uma retração de 9% em relação à semana anterior (18/06 a 24/06). Foram feitos 154.000 exames, dos quais 64.000 deram positivo.

A proporção de exames PCR observada nas associadas se manteve estável, em 84%. A taxa de positividade geral caiu, passando de 44,6% na semana anterior para 42% na semana atual. “Esse resultado já indica uma tendência de redução tanto no número de testes quanto na positividade para os próximos períodos”, acrescenta Galoro.

Os números referentes a testes para diagnóstico são os primeiros que mostram a evolução de uma doença e o aumento da transmissibilidade, por isso os resultados apresentados semanalmente pela Abramed são tão importantes para o acompanhamento da covid-19 no Brasil.

Abramed participa de lançamento do Programa Einstein de Inovação em Biotecnologia

Iniciativa possibilitará a criação de ações com indústrias farmacêuticas, de dispositivos médicos e diagnósticos


No dia 4 de julho, o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik, participou do Petit Comité para o lançamento oficial do Programa Einstein de Inovação em Biotecnologia, no Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo (SP).

Estiveram presentes os executivos do Einstein: Sidney Klajner, presidente; Nelson Wolosker e Claudio Mifano, vice-presidentes; e Henrique Neves, CEO, que compartilharam a jornada da organização na escolha da biotecnologia em saúde como um guia de visão estratégica para os próximos anos.

O novo programa nasceu para apoiar iniciativas e possibilitar maior acesso à infraestrutura, aos insumos e a equipes profissionais com as quais se consiga produzir inovações em biotecnologia que sejam de fato transformadoras e tenham a possibilidades de chegar ao mercado mundial.

“O lançamento do Programa de Biotecnologia do Einstein representa importante iniciativa de estímulo à inovação em nosso país. Certamente trará bons frutos para a comunidade científica e para a população brasileira”, avalia Shcolnik.

Como parte dessa ação, o Einstein também anunciou uma nova unidade, a Eretz.bio biotech, para apoio a startups e empreendedores do setor de biotecnologia com foco em saúde. O novo braço contribuirá para o desenvolvimento de novas soluções diagnósticas, medicamentos e vacinas, além do fomento a pesquisas translacionais.

A sede da incubadora fica no Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein – Campus Cecília e Abram Szajman, e estará em operação a partir deste mês de julho. A Eretz.bio biotech foca nas frentes de pesquisa translacional, empreendedorismo, incubação e aceleração em redes internacionais de colaboração. Todas elas poderão gerar iniciativas em conjunto com startups e empreendedores e cocriar produtos, além de promover transferência de conhecimento e tecnologia entre países. O programa possibilitará também a criação de ações com indústrias farmacêuticas, de dispositivos médicos e diagnósticos para desenvolvimento de novos produtos.

Os participantes do programa se beneficiarão da estrutura do novo Centro de Ensino e Pesquisa, com acesso aos laboratórios de alta tecnologia, como suporte para pesquisas e procedimentos. No local, há uma plataforma de “Salas Limpas”, que contribuirá para estudos pré-clínicos e clínicos. Além do novo Centro, o Programa contará com as estruturas dos Centros de Estudos pré-clínicos e da Academic Research Organization (ARO) do Einstein.

A rede de iniciativas internacionais para intercâmbio tecnológico é formada por países como Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Espanha, Israel e Singapura. Ainda este ano, os acordos de cooperação poderão ser ampliados para outros locais da América Latina, China, Japão e Coreia do Sul.

“Laboratório do Futuro” foi tema do painel promovido pela Abramed, no 47º CBAC, em Fortaleza

Com experiências dos Grupos Dasa, Fleury e Sabin, foram mostradas novas dinâmicas que o conceito traz para a área de Análises Clínicas

As questões que permeiam o “Laboratório do Futuro”, com abordagens que trouxeram um olhar estratégico para portfólios e parcerias, laboratórios clínicos e ecossistema de saúde, bem como transformação digital, foram destaques na temática do painel promovido pela Abramed, durante o 47º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), no dia 21 de junho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza – CE.

Moderado por Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da entidade, o painel contou com a participação de Aline Amorim Martinez Ribeiro, Diretora no Grupo Fleury; Lídia Abdalla, CEO do Sabin Medicina Diagnóstica; e Linaldo Vilar Jr. – Diretor de Produção na Dasa.

A importância de debater esse tema na programação do congresso foi ressaltada por Luiz Fernando Barcelos, ex-presidente da SBAC. “Tratar sobre o Laboratório do Futuro faz-se necessário pela sua relevância no cenário atual do mercado de saúde, em constante evolução e, cada vez mais, voltado para as novas tecnologias”, destacou ele na abertura do painel.

Na sequência, Shcolnik fez seus agradecimentos e enalteceu a oportunidade de a Abramed, a convite da SBAC, participar pela primeira vez de um congresso de análises clínicas e poder, dessa forma, apresentar as atividades institucionais da associação, que foi criada há 11 anos com o objetivo de unir prestadores de serviços que atuam na área de Medicina Diagnóstica e são lideranças nesta área.

O presidente destacou que, devido a essa composição da Abramed, que conta com a participação significativa de empresas do setor, foi possível reunir, neste painel, participantes dos Grupos Dasa, Fleury e Sabin, associados da Abramed e protagonistas nesse tema, para mostrarem suas visões sobre o que está acontecendo em escala nacional. “Esses trabalhos respondem ao patamar que a Abramed atingiu por ser responsável por quase 60% dos exames que são realizados em saúde suplementar. Nesse nicho de mercado, alguns associados atuam também realizando exames na área pública, no Sistema Único de Saúde (SUS), através de convênios com prefeituras”, disse Shcolnik, compartilhando um panorama sobre as atividades da Abramed e seu quadro de associados.

Em termos de planejamento estratégico para 2022, informou ainda que a Abramed já tem aprovação para trazer à entidade laboratórios de pequeno e médio portes, ampliando as fronteiras na área da medicina diagnóstica.  Segundo ele, os objetivos da associação são modernos e, acima de tudo, visam debater temas de interesse do setor, promovendo um diálogo aberto, mas com uma característica que está vinculada aos tempos atuais em torno, principalmente, da ética.

“A Abramed tem um código de conduta e exige que seus associados o respeitem incondicionalmente. Sabemos que temos diversos desafios e estamos preparados para responder e atuar dia a dia a fim de superá-los com ética e transparência, especialmente no que tange aos exames de laboratório”, declarou.

Ele ainda fez considerações em torno de detalhes que estão sendo envolvidos na Reforma Tributária, que vai atingir prestadores de serviços de todos os portes e os diálogos que a entidade vem conduzindo para evitar possíveis penalidades ao setor, além de outros temas que interessam aos trabalhos da entidade e de seus associados nacionalmente, bem como os influenciam.

Em sua apresentação, o presidente falou especialmente sobre a forte atuação da Abramed na regulação do setor de Radiologia e destacou o trabalho em torno da Revisão da RDC 302, discutida pela associação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com entidades como a SBAC, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e os Conselhos Federais de Farmácia, de Biomedicina e de Medicina. Ele finalizou explanando sobre as ações em torno da Agência Reguladora dos Planos de Saúde.

Destacou também que a Abramed atua de braços dados com as sociedades científicas. “Consideramos os trabalhos dessas organizações essenciais para a sobrevivência também do nosso setor e sua valorização. Portanto, além de parceria com a SBAC, atuamos com diversas outras entidades ligadas ao assunto”, diz.

Para Shcolnik, essas iniciativas dão o tom empreendedor da Abramed em seu pouco tempo de história, alimentando a disposição e o empenho da entidade para conduzir os trabalhos que ainda virão. Com isso, deu início às apresentações do painel convidando Linaldo Vilar Jr, que abordou o tema “Laboratório Clínico e Ecossistema de Saúde” e apresentou o modelo de saúde inteligente que busca integrar todo o setor de saúde para tratar de forma personalizada, contínua e preventiva ao longo da vida dos clientes.

“Olhar para a saúde e não para a doença é o objetivo do Dasa através da conexão com todos os entes que impactam o ecossistema da saúde e priorizando a inovação em nosso trabalho”, disse Vilar Jr.

O executivo destacou que a jornada da empresa não é fácil, é um processo longo, mas muito focado na prevenção, na promoção e na predição da saúde, embasado por um banco de dados robusto que permite toda a integração. “Ter esse ecossistema integrado não consiste só na infraestrutura ligada aos laboratórios e hospitais, mas em como conectá-los através de dados e como isso impacta também a jornada dos nossos pacientes e de todos os atores envolvidos, desde médicos até operadoras e parceiros em todo o Brasil”, informou.

Compartilhar esse trabalho com foco na inovação e em consonância com as premissas do conceito de Laboratório do Futuro é o grande diferencial do propósito da Dasa nesse setor, frisou o executivo ao apontar que a empresa busca conciliar a saúde que as pessoas desejam com a que o mundo precisa. “É uma realização diária que exige compromisso, eficiência, excelência e melhor experiência para o nosso paciente para alcançarmos a materialização do nosso trabalho”, descreveu. Vilar Jr. que fez, ainda, um breve relato sobre os três modelos de gestão adotados pela Dasa e os benefícios que propiciam para a empresa e seus clientes.

O painel contou também com o tema “Laboratório do futuro: um olhar estratégico para portfólio e parcerias”, ministrado por Aline Amorim Martinez Ribeiro. Ela apresentou a gestão estratégica conduzida pela empresa e seu portfólio de ações e parcerias que permitem a expansão da capilaridade no setor de investimentos em novos elos da cadeia da saúde, como ortopedia, oftalmologia, infusões de imunobiológicos e fertilidade.

A diretora do Grupo Fleury explorou a atuação da empresa na área de Lab to Lab. “Olhando para esse mercado no setor de medicina diagnóstica em 2021, conforme dados da Abramed, tivemos cerca de R$ 5 bilhões em exames diagnósticos feitos no sistema Lab to Lab e entendemos que é uma grande oportunidade de complementação de portfólio para os mais de 15 mil laboratórios espalhados em todo o território nacional”, informou.

Ela fez observações sobre as implicações no papel do paciente também no que concerne a esse trabalho e falou sobre a gestão do Grupo Fleury nas questões que envolvem as atividades de alta complexidade. “Conforme as nossas práticas internas, a gestão da complexidade exige o entendimento com o suporte transversal e da nossa equipe médica, que acompanha todo esse processo e suas diversas etapas, demandas e atores envolvidos”, observou.

“Transformação Digital no Laboratório Clínico” foi a pauta da palestra feita porLídia Abdalla, que destacou a representatividade da SBAC no país face à sua atuação em prol dos laboratórios clínicos no Brasil.

A CEO do Sabin abordou a importância da tecnologia, da inovação e da transformação digital ao longo da pandemia, em especial para o setor da saúde passar por ela e se reinventar. “Sem a tecnologia, certamente esses dois últimos anos teriam sido muito mais duros”, expressou.

A executiva contou sobre a estratégia de inovação adotada pelo Sabin nos últimos anos, com foco no propósito principal da companhia: inspirar e cuidar da saúde das pessoas, oferecendo prestação de serviços de saúde com excelência, entre outros valores adotados pela empresa desde 1999, quando implementaram o primeiro selo de qualidade do Sabin, em conformidade com a norma ISO 9001.  “Esses valores são revisados anualmente para atender à nossa estratégia de gestão e todo o desenvolvimento tecnológico que vem sendo construído ao longo dos anos. Assim, a inovação é parte do nosso DNA”, destacou, completando sobre as linhas de trabalho do Sabin em torno do tema e alguns resultados alcançados com a transformação digital onde a marca atua.

O painel foi finalizado com um debate entre os especialistas, que puderam discorrer sobre especificidades em torno da implementação do “Laboratório do Futuro” e demais informações importantes para o desenvolvimento das análises clínicas com base nesse conceito inovador.

Mais informações sobre a programação do 47º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas da SBAC podem ser acessadas no link: www.sbac.org.br/cbac/.

Ferramentas de gestão ajudam Tecnolab a impulsionar produtividade e reduzir custos

O head administrativo Luiz Carlos de Angelis Junior conta como a tecnologia proporcionou grandes avanços na operação da empresa

Há mais de 40 anos no mercado, o Tecnolab se destaca como o mais completo centro de diagnóstico da região do ABCD, Mauá e Ribeirão Pires, no estado de São Paulo, com 14 unidades instaladas. Mais nova associada à Abramed, a empresa está em constante evolução para atender as necessidades dos seus públicos: médicos, convênios e pacientes. Nesta entrevista exclusiva, Luiz Carlos de Angelis Junior, head administrativo, fala sobre a importância do investimento em tecnologia, os planos do Tecnolab para este ano, aspectos positivos da pandemia e também faz uma análise do mercado. Confira a seguir.

Abramed em Foco – Quais são as principais demandas da área de medicina diagnóstica e como elas poderiam ser mais bem trabalhadas para o desenvolvimento do setor?

Luiz Carlos de Angelis Junior A medicina diagnóstica é um dos setores mais importantes para o apoio da maioria das especialidades médicas, trazendo diagnósticos rápidos e cada vez mais precisos, principalmente com o avanço tecnológico, seja no setor de imagem ou de análises clínicas. O mercado está em franca expansão, nitidamente percebida nos últimos anos, porém, noto que ainda há muitos temas a serem mais bem explorados para o desenvolvimento do setor. Devido à crise do momento e os altos reajustes de insumos, a comercialização deveria ser mais justa e com regras de negócio claras para ser possível mitigar riscos que possam comprometer o equilíbrio de caixa e a liquidez, principalmente em médio e longo prazos.

Esse assunto atualmente é tratado como um impasse, precisamos de uma estratégia integrada e mais participativa entre as operadoras e os prestadores, o que seria essencial para a evolução da relação, afinal temos tecnologia para isso. O setor tem enfrentado também a carência de mão de obra qualificada. A demanda que temos hoje não é suprida pela quantidade de pessoas que estão sendo graduadas ou atualizadas. Devido à alta complexidade das novas tecnologias e especificidades de regras de negócio, as dificuldades são ainda maiores.

Abramed em Foco – A customização dos serviços e a humanização no atendimento são questões fundamentais para garantir a experiência positiva dos clientes, como o Tecnolab trabalha esses pontos?

Luiz Carlos de Angelis Junior Os pilares do Tecnolab são: servir com dignidade, respeito e confiabilidade, com o objetivo de prestar sempre um atendimento de excelência, humanizado e acolhedor. Por esse motivo, investimos fortemente para manter este padrão em todas as nossas linhas de atendimento. A resposta certa para tomar uma decisão sempre estará nos pilares da empresa! Em nosso Núcleo de Educação Permanente (NEP), realizamos, periodicamente, em conjunto com o setor de Recursos Humanos, diversos treinamentos com foco em humanização, acessibilidade e inclusão. Nossa equipe de SAC está sempre preparada para resolver, de forma humanizada e pessoal, qualquer tipo de intercorrência que possa acontecer.

Abramed em Foco – Quais os aspectos positivos que a pandemia trouxe para a empresa?

Luiz Carlos de Angelis Junior A pandemia do coronavírus afetou profundamente negócios de todos os segmentos. Nós, do Tecnolab, e todos os SADTs enfrentamos momentos desafiadores. Neste período houve uma alta variação relativa à demanda de pacientes, obrigando-nos a fazer mudanças administrativas praticamente diárias. Para isso, realizamos diversas mudanças e atualizações para melhorarmos os processos internos, que hoje estão nos trazendo benefícios. A busca diária em lidar com esse novo momento nos fez estudar, com muito mais detalhes, nossos processos internos e os recursos aplicados neles, adotando novas ferramentas de gestão que jamais imaginávamos aplicar no setor de serviços. Através delas, encontramos formas de aumentar a produtividade, juntamente com meios de reduzir custos, todos eles sem alterar nossa qualidade de atendimento e acuracidade diagnóstica. Buscamos, por meio da tecnologia, proporcionar maior agilidade e comodidade para nossos pacientes, por isso implantamos mais um canal de atendimento, o WhatsApp, através do qual as dúvidas e os agendamentos podem ser realizados num menor tempo. O próximo passo é finalizar o projeto de agendamento totalmente online, que trará ainda mais facilidade aos pacientes.

Outro assunto que não podia deixar de falar foi a implantação de uma ferramenta de inteligência artificial para elaboração de laudos de determinadas especialidades. Isso nos proporciona mais acuracidade, velocidade e a possibilidade de ter um laudo já auditado antes de ser liberado. Sinceramente são inúmeros novos processos e novas tecnologias que implantamos em 2020, 2021 e, agora, em 2022.

Abramed em Foco – Quais as principais estratégias para uma empresa de medicina diagnóstica se tornar competitiva no mercado?

Luiz Carlos de Angelis Junior É fundamental estar sempre atualizada com as novas tecnologias, treinamentos de excelência em todas as atividades e manter a acuracidade nos resultados e nos laudos. A capilaridade é uma excelente estratégia com o objetivo de ascender uma organização no mercado. Portanto, para mantermos a competitividade, além de acompanhar o cenário econômico, o principal é investir em um controle de custos robusto e eficiente.

Abramed em Foco – Como os serviços oferecidos pelo Tecnolab ajudam as empresas a lidarem com os principais desafios da saúde ocupacional?

Luiz Carlos de Angelis Junior O Tecnolab analisa cada empresa identificando seu formato, expectativas e seus modelos de negócios, prestando uma política comercial de acordo com cada perfil, visando os objetivos do RH, do Plano de Saúde contratado, da área ocupacional e dos colaboradores, praticando a melhor relação custo-benefício. Além de possuirmos uma unidade exclusiva para medicina ocupacional, realizamos atendimento in-loco, de modo a evitar que os colaboradores tenham de se deslocar do local de trabalho. Esses serviços podem seguir um modelo customizado, adaptado à necessidade de cada empresa. O acompanhamento da saúde do colaborador gera ações preventivas de saúde, trazendo aumento de produtividade às companhias, além de contribuir com a diminuição do absenteísmo e da rotatividade gerados por doenças ocupacionais.

Abramed em Foco – Qual a importância das práticas de compliance para o setor? Como a empresa está engajada com elas?

Luiz Carlos de Angelis Junior Acredito que, em qualquer segmento, é primordial respeitar e seguir as regras de compliance e as boas práticas de Governança Corporativa, só assim a empresa começa a atingir maturidade para se tornar sustentável, principalmente na área da saúde, que hoje ainda é muito carente quando falamos desses temas. Nosso Código de Conduta, os sistemas robustos e integrados, as adequações à LGPD, as auditorias e as relações humanas éticas estão fazendo do Tecnolab uma empresa cada vez mais engajada no tema, sem contar as práticas de ESG, que estão em alta e serão um ponto especial a falarmos de agora em diante. 

Abramed em Foco – Quais as perspectivas de negócios da companhia para este ano? Há novidades previstas, expansões, novos serviços?

Luiz Carlos de Angelis Junior Estamos orgulhosos em ter diversos projetos de fortalecimento em andamento para este ano, como a implantação de um novo parque tecnológico de última geração, o fortalecimento de apoio às clínicas e hospitais, a ampliação na atuação no mercado paulistano, bem como o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Abramed em Foco – Como o Tecnolab enxerga a atuação da Abramed na medicina diagnóstica? O que espera da entidade como parceira para melhoria do setor?

Luiz Carlos de Angelis Junior Vejo a Abramed como uma forte aliada para todas as empresas do segmento, da qual temos o prazer em fazer parte. A entidade traz grandes benefícios ao setor como um todo, atuando junto a instituições públicas, governamentais e regulatórias, sem falar de seu papel no fortalecimento e na valorização do setor de medicina diagnóstica. Com esta parceria, esperamos possibilitar ações mais assertivas em assuntos de grande complexidade política e social.