Diagnóstico em Pauta: Setor ultrapassa a marca de 1bi de exames em 2024 e um crescimento de 28,6% em relação ao ano anterior 

Associadas registraram receita bruta de R$ 33,9 bilhões; Análises clínicas continuam sendo a principal modalidade (94%).

Em evento exclusivo para imprensa, realizado na última quarta-feira (06/08), no Instituto de Estudo e Pesquisa do Hospital Sírio-Libânes, a Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica apresentou em primeira-mão a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, publicação que reúne dados estratégicos e atualizados sobre o setor no Brasil (confira o report no final do texto). 

De acordo com o levantamento, o número total de exames realizados em 2024 ultrapassou a marca de 1 bilhão, representando um crescimento de 15,7% em relação a 2023.

As análises clínicas continuam sendo a principal modalidade, respondendo por 94% dos exames no período, seguidas pelo diagnóstico por imagem. As associadas da Abramed foram responsáveis por 86,8% desse total (realizados na saúde suplementar). 

O faturamento do setor também acompanhou esse ritmo de crescimento. As empresas associadas registraram uma receita bruta de R$ 33,9 bilhões em 2024 – um aumento de 28,6% em relação ao ano anterior. A principal fonte de receita para essas companhias ainda são os planos de saúde, que representam uma fatia entre 60% e 90%. 

“Os números do 7º Painel Abramed confirmam a força e a resiliência do setor de medicina diagnóstica, que se moderniza e se expande para atender às crescentes demandas por saúde no país”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

“O compromisso da entidade é reforçar a importância da prevenção com qualidade e segurança de forma clara e transparente. O investimento contínuo em tecnologia e na capacitação dos nossos profissionais é o que nos permite entregar diagnósticos cada vez mais precisos e, consequentemente, contribuir de forma decisiva para a saúde da população brasileira.” 

Inovação e Pessoas como Foco

O Painel também apontou um setor em transformação com um forte enfoque em inovação e na valorização dos recursos humanos. Em 2024, 61% das associadas da Abramed investiram em novos modelos de negócios, incluindo:

  • Abertura de novas unidades
  • Negócios especializados em soluções digitais 
  • Criação de centros de pesquisas 
  • Incorporação de inteligência artificial 
  • E parcerias com empresas e startups 

No campo de recursos humanos, o segmento viu um aumento de 21,7% no número de colaboradores das empresas associadas, totalizando 116.247 profissionais em 2024. 

“Mesmo com a alta de volume de exames, conseguimos transferir ganhos de produtividade para o mercado. É um impacto positivo para a economia do país com maior produtividade, redução do absenteísmo e força de trabalho ativa. Nós crescemos e o Brasil também cresce”, afirmou Rafael Lucchesi, CEO do Dasa. 

O Valor Estratégico do Diagnóstico

Ainda durante o debate, Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury, destacou a importância do setor para todo o ecossistema de saúde. “No diagnóstico entregamos dados precisos e com qualidade. São informações valiosas, que devem ser utilizadas pelos profissionais para melhores tomadas de decisão e o desfecho da jornada do paciente adequado.”

A executiva enfatizou também que esses dados sobre diagnóstico precoce quando devidamente encaminhados reduzem efetivamente o custo total. “Uma paciente com câncer de mama, que é conduzida em um protocolo pertinente, reduz em até 18% o do tratamento.”

“E esses custos se mantêm estáveis. Mesmo com mais investimentos em tecnologia, estamos entregando mais qualidade”, ressalta o Dr. Cesar Nomura, Presidente do Conselho de Administração da Abramed e Diretor de Medicina Diagnóstica no Sírio-Libanês, que exemplifica:  

“Estamos fazendo ressonâncias com mais agilidade, oferecendo experiências melhores. Os exames de sangue, por sua vez, são muito mais acurados, com uso de algoritmos de inteligência artificial. Apesar do aumento da utilização, não há impacto para as operadoras de planos de saúde.” 

É esse tipo de informação que precisa chegar para a população, que Lídia Abdalla, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Abramed e CEO do Grupo Sabin, evidencia: “Se prescrevermos exames mais assertivos e obtermos diagnósticos mais rápidos na internação, teremos uma redução do custo hospitalar ainda mais significante para o sistema.”

Interoperabilidade e Futuro do Setor

Por fim, os debatedores destacaram a importância da interoperabilidade e compartilhamento de dados no setor de saúde para otimização do cuidado ao paciente, combatendo o desperdício. 

“Com a integração de sistemas de informação e protocolos de comunicação claramente definidos para que os dados não se percam, teremos uma grande chance de ampliarmos o acesso do diagnóstico com qualidade e controlarmos a utilização”, conclui Rafael Lucchesi. 

Interoperabilidade será um dos eixos de debate do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), marcado para o dia 21 de agosto, no Teatro B32.  Confira a programação através do link: Filis 

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de medicina diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da medicina diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da medicina diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 80% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

Mais informações sobre o setor, acesse a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico: https://abramed.org.br/publicacoes/painel-abramed/painel-abramed-o-dna-do-diagnostico-edicao-7/ 

11 de agosto de 2025

Abramed alerta sobre a falta de segurança nos diagnósticos e atendimentos médicos fora do ambiente laboratorial

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) vem a público esclarecer e se posicionar, com responsabilidade e respaldo técnico, a equívoca e preocupante ideia de dispor o setor farmacêutico como polo de diagnóstico e atendimento médico, cumprindo uma função que vai além do seu relevante papel na assistência e ampliação do acesso da população a medicamentos. 

Já na RDC nº 786/2023, da Anvisa, há uma definição clara quanto aos limites acerca da realização de exames em farmácias. De modo objetivo, só é permitido ao setor a execução de EACs (Exames de Análise Clínica), cuja realização não requeira instrumento para leitura, interpretação e visualização de resultados, e se houvesse uma vinculação deste estabelecimento à supervisão formal de um laboratório clínico. 

E, mesmo nesses casos, a coleta de material biológico era extremamente restrita, limitando-se a coletas por punção capilar (ponta do dedo), nasofaríngea ou orofaríngea. Ainda na vigência da RDC nº 786/2025, a legislação não permitia que uma farmácia armazenasse ou transportasse material biológico para outros locais. Antes da RDC 786, aliás, as farmácias só podiam proceder com a aferição da glicemia capilar. Atualmente, além da glicemia capilar, é possível processar exames mais simples, que não têm finalidade diagnóstica e são utilizados apenas para fins de triagem.

Ato contínuo, a RDC nº 978/2025 (que substituiu integralmente a RDC 786 e está em vigor desde 10 de junho), representa um avanço para a Medicina Diagnóstica ao modernizar processos e reforçar a segurança na cadeia laboratorial, mantendo e ampliando as exigências de qualificação e padronização nos exames, trazendo, nesse sentido, maior clareza para a identificação e demandas adicionais para os laudos; pontos que destacam a necessidade de infraestrutura e supervisão técnica para garantir qualidade e rastreabilidade dos diagnósticos.

“Não se faz diagnóstico em farmácia nem por meio de testes rápidos. O que pode ser feito ali são triagens muito pontuais, e mesmo assim com restrições técnicas, legais e sanitárias muito objetivas”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

“Temos visto uma tentativa de naturalizar práticas que desrespeitam a legislação e colocam em risco pacientes em nome de uma suposta ampliação do acesso. Isso é um desserviço à população, já que o Brasil conta com uma estrutura laboratorial robusta, com mais de 86 mil laboratórios que disponibilizam exames de modo seguro em todo o território nacional”, complementa.

Há no mercado uma incorreta sugestão de que médicos possam atender, prescrever e realizar procedimentos dentro de farmácias, prática que é proibida por diferentes dispositivos da legislação brasileira. 

Dessa forma, é muito importante que a população brasileira compreenda o papel dos laboratórios dentro do ecossistema de saúde nacional. Com seus investimentos contínuos em inovação, controle de qualidade, infraestrutura e capacitação profissional, somente os ambientes laboratoriais oferecem o suporte e meio adequado para a realização de exames que são a base fundamental para um diagnóstico preciso.   

Reforça-se ainda de que não há dúvidas sobre a função relevante que o setor farmacêutico cumpre para o acesso seguro de todos a medicamentos. No entanto, não é nas farmácias que se realizam exames. 

Testes rápidos, para triagem, não podem ser confundidos com a rede de processos, pessoas, controles e tecnologias envolvida nos exames laboratoriais – e que só podem ser executados, como deve-se inferir, em laboratórios.

Além disso, inúmeros dispositivos legais impedem também o atendimento de médicos em farmácias. A Lei nº 5.991/1973, por exemplo, veda expressamente que a farmácia ou drogaria mantenham consultório. 

Já o Decreto nº 20.931/1932 proíbe que a medicina seja exercida em conjunto com a farmácia. O Código de Ética Médica caminha nesse mesmo sentido. O objetivo dessa limitação é, justamente, garantir que a prescrição do profissional médico seja feita em benefício do paciente e não orientada pela venda de medicamentos. E o atendimento médico é restrito, em farmácias, tanto de forma presencial quanto remota. 

Carlos Eduardo Ferreira, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed e gerente médico do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, acrescenta que “não é sequer viável tecnicamente transformar o espaço de uma farmácia em um posto de coleta ou em um centro diagnóstico. Testes pontuais, de triagem, são bem-vindos; agora exames que exigem coleta e armazenagem de material biológico demandam infraestrutura tecnológica, supervisão e rigor. Não atender a esses pilares é algo que vai contra toda a busca por mais precisão do setor de Medicina Diagnóstica”.     

Com seus associados sendo responsáveis por mais de 80% dos exames realizados pela Saúde Suplementar em 2024, a Abramed reitera que ampliar o acesso a Medicina Diagnóstica de qualidade é uma pauta prioritária e se coloca à disposição da imprensa para tratar do tema, sempre reforçando, no entanto, que esse objetivo deve ser perseguido com base na segurança do paciente, na legalidade e nas boas práticas clínicas que, ao longo de 15 anos, a Associação promove em todo o país.

04 de agosto de 2025

Abramed celebra 15 anos como protagonista em setor que movimenta mais de R$ 48 bi 

Associação reúne empresas responsáveis por 54% da receita do segmento de Medicina Diagnóstica


Em 2025, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) completa 15 anos e reforça uma trajetória marcada pelo compromisso com o diálogo e o avanço de pautas estratégicas que fortalecem o ecossistema de saúde no Brasil. Seus associados respondem por 54% da receita do segmento (R$ 26,4 bilhões) e pela realização de 973 milhões de exames – o equivalente a 80,6% dos diagnósticos da saúde suplementar.

“Desde o início de nossa história, promovemos a integração entre a Saúde Suplementar e o SUS para garantir avanços efetivos na Medicina Diagnóstica e visando, sobretudo, ampliar o acesso da população a tratamentos de qualidade, posicionando também nosso segmento como uma via essencial de uma cultura de cuidados preventivos que tem nos exames um de seus principais alicerces”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

Como uma das principais representantes de um segmento amplo e diverso (o setor de Saúde Suplementar conta com mais de 123,3 mil empresas), nos últimos anos, a Abramed continua ampliando o diálogo com o poder público, incluindo participação em fóruns importantes como o CAMSS (Câmara de Saúde Suplementar), órgão consultivo permanente que busca institucionalizar a participação social no processo regulatório e o composto por entidades de relevância no setor, confederações, conselhos de classe e do foro sindical.

“Celebramos 15 anos em um momento de maturidade e de ampliação de nossa representatividade. Nossa atuação é cada vez mais estratégica, e a interlocução com os diversos atores do sistema de saúde tem sido fundamental para abrir caminhos em prol de avanços estruturais da saúde no país”, aponta Milva Pagano.

E por conta de uma atuação proativa e com embasamento técnico e em dados da Abramed, o setor de Medicina Diagnóstica tem ampliado ainda sua presença em agendas transversais como inovação, transformação digital, diversidade, equidade e a agenda climática e de desenvolvimento sustentável – como a adesão recente da Associação ao Programa Multiplicadores do Pacto Global da ONU.

Para os próximos anos, os desafios são proporcionais à relevância conquistada: seguir fortalecendo a articulação com os diferentes elos da cadeia de saúde e o avanço em pautas regulatórias importantes para o setor; continuar acompanhando os avanços tecnológicos e contribuindo para um sistema mais eficiente, inclusivo, focado na melhoria dos cuidados aos pacientes de todo o país.

“Seguiremos atuando na valorização da Medicina Diagnóstica, na difusão de práticas eficientes, éticas e inovadoras que reforcem o papel do setor como um pilar essencial da saúde para a geração de impactos positivos na vida das pessoas. Assim poderemos construir uma cultura realmente forte de medicina preventiva, capaz de acompanhar as mudanças de nosso perfil populacional, de antecipar problemas e solucioná-los com um olhar técnico e humano”, conclui a diretora-executiva da Abramed.

23 de julho de 2025

Abramed e ITpS se unem para fortalecer a vigilância no Brasil

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e o Instituto Todos pela Saúde (ITpS) acabam de celebrar  uma parceria estratégica para ampliar e fortalecer  a capacidade de vigilância epidemiológica no Brasil.

O acordo prevê o compartilhamento de dados laboratoriais e a produção conjunta de estudos, análises e boletins técnicos sobre a circulação de arboviroses e patógenos respiratórios — como dengue, chikungunya, influenza e Covid-19. O ITpS realiza o monitoramento de patógenos respiratórios desde 2021 e de arbovírus há um ano e meio, em colaboração com laboratórios parceiros, e já emitiu 54 relatórios. A parceria com a Abramed irá ampliar de forma expressiva o número de dados analisados, com ampliação dos municípios cobertos.

A iniciativa integra a ampla base de dados clínicos das associadas da Abramed — responsáveis por mais de 80% dos exames realizados na saúde suplementar — com a expertise do ITpS em ciência de dados, bioinformática, epidemiologia, genômica e formação de profissionais de saúde pública, além de políticas públicas. Para a Abramed, o objetivo é antecipar riscos, detectar padrões de transmissão e fornecer inteligência analítica para apoiar a tomada de decisão de gestores públicos, operadoras de saúde, laboratórios e instituições de saúde em todo o país.

Criado em 2021, o Instituto Todos pela Saúde é uma organização sem fins lucrativos criada para contribuir com a organização, a melhoria e a manutenção de redes e o desenvolvimento de competências que ajudem o Brasil na preparação para epidemias e pandemias e na resposta em tempo oportuno. São três os pilares de atuação: fortalecimento de redes de vigilância, análise oportuna de dados e formação de profissionais em áreas estratégicas para preparação e resposta a emergências sanitárias. 

“Ampliar o acesso a dados laboratoriais em tempo real é um passo fundamental para ajudar o Brasil a fortalecer sua vigilância”, afirma Gerson Penna, diretor-presidente do ITpS. “Com essa parceria, teremos uma visão mais abrangente da circulação de patógenos em diferentes regiões do país, fornecendo informações para que o poder público possa tomar a melhor decisão possível.”

Para Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, a colaboração reforça o papel estratégico da medicina diagnóstica no planejamento e na prevenção em saúde pública. “Nosso setor é uma fonte robusta de dados clínicos. Integrar essa base ao trabalho altamente qualificado do ITpS contribui para antecipar riscos, identificar tendências e apoiar decisões baseadas em evidências”, afirma.

Para a Abramed, a expectativa é que a parceria resulte na entrega periódica de painéis analíticos, com recortes geográficos, temporais e clínicos, voltados a gestores públicos, operadoras, laboratórios e instituições de saúde.

Pessoas entre 50 e 59 anos estão entre as que mais contraem influenza

De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que concentra dados de mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, o total de testes realizados nas últimas semanas mostra que há uma forte tendência de crescimento dos casos de influenza e H1N1 no País, especialmente entre alguns grupos etários.

Entre pessoas de 50 a 59 anos que fizeram o exame para identificar influenza, 29,4% receberam diagnóstico positivo. A faixa etária de 5 a 9 anos também tem taxa de positividade semelhante, com 29,7% dos casos confirmados. O recorte etário foi feito pela Abramed a partir de dados do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com quem atua em parceria no monitoramento epidemiológico, à pedido do Viva. A faixa com menor percentual de positivos é a de 0 a 4 anos, com 18,6% dos casos.

De modo geral, os casos positivos de influenza passaram de 8,1% para 26,3% dos testes realizados entre 30 de março e 7 de junho no País. O período compreende nove semanas epidemiológicas de acompanhamento de dados laboratoriais da doença. A análise mostra que, após um breve período de estabilidade em meados de maio, os casos voltaram a subir fortemente entre o final de maio e o início de junho.

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Taxa de positividade de influenza, segundo a Abramed.

Os casos de H1N1 também registram alta similar nas últimas cinco semanas de referência (de 13 de abril a 17 de maio). Nesses, a taxa de positividade saltou de 5,8% para 23,9%, mostrando uma escalada contínua nas notificações. A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

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Taxa de positividade de H1N1, segundo a Abramed.

A Abramed alerta que o avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Destaca também que a identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde. “O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública”, afirma Alex Galoro, patologista clínico e líder do comitê técnico de análises clínicas da associação.

Alta nos casos de gripe reforça importância da vacinação, alerta Abramed

Análises laboratoriais apontam crescimento contínuo de Influenza e H1N1: positividade da H1N1 sobe de 5,8% para 23,9% (semanas de referência 15 a 20) e da Influenza, de 8,1% para 17% (semanas 14 a 20); testagem e diagnóstico precoce são essenciais para conter a evolução dos casos

Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, revelam uma tendência de crescimento dos casos de Influenza e H1N1 no país, acendendo um alerta para autoridades de saúde e população.

Os casos de H1N1 estão em alta nas últimas cinco semanas de referência (de 13/04 a 17/05/2025). A taxa de positividade saltou de 5,8% na semana epidemiológica 15 para 23,9% na semana 20, mostrando uma escalada contínua nas notificações.

 A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

A Influenza apresenta comportamento semelhante. Embora tenha registrado estabilidade entre as semanas 19 e 20 (com 17,1% e 17% de positividade), os dados indicam crescimento sustentado nas últimas onze semanas de referência (de 23/02 a 17/05/2025).

A média móvel da positividade da Influenza subiu de 8,1% (SE 14) para 17% (SE 20), reforçando o cenário de circulação ativa do vírus.

Esse avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades. A identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.

“O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública. Além disso, a vacinação contra a gripe deve ser incentivada como estratégia de prevenção, principalmente entre os grupos prioritários”, afirma o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à sua contenção.

Abramed: Em tendência de expansão desde 2023, Medicina Diagnóstica aposta em inovação e cultura de prevenção para potencializar sustentabilidade e qualidade do sistema de saúde nacional

Segundo a associação, expansão do setor – que alcançou alta de 10% e receita bruta de R$ 48,9 bi em 2023 – está diretamente ligada ao avanço da tecnologia, que apoia na racionalização de custos, aumento do acesso e na qualificação do cuidado à população

A Medicina Diagnóstica tem um papel decisivo na superação dos desafios estruturais do sistema de saúde brasileiro e, nos últimos anos, o segmento vem avançando a partir de investimentos robustos em inovação e integração com os demais elos do sistema de saúde nacional. Em 2023, o setor teve receita bruta de R$ 48,9 bilhões, sendo R$ 26,4 bilhões provenientes de laboratórios ligados às maiores redes do país — crescimento de 10% em relação ao ano anterior, indicadores que refletem uma busca contínua por mais eficiência no atendimento à população. 

A priorização da eficiência e da inovação dialoga ainda com a necessidade de sustentabilidade financeira de um setor que deve vivenciar, ao longo das próximas décadas, um aumento contínuo da demanda por exames e diagnósticos mais precisos diante do envelhecimento e inversão da pirâmide etária da população brasileira.

Nesse sentido, a Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica observou positivamente que 27% dos investimentos realizados pelas principais empresas do setor foram direcionados à inovação em 2023.

E esses investimentos já trazem resultados efetivos. O aumento que se observa no volume de exames realizados no país, por exemplo, não tem se traduzido em aumento proporcional dos custos assistenciais: na verdade, a tendência é de estabilização e até de redução de custos em muitos casos, pois, ao favorecer o diagnóstico precoce, o rastreamento de doenças crônicas e a prevenção de agravamentos clínicos por meio de processos mais integrados e inovadores, a Medicina Diagnóstica oferece mais alternativas para que se evitem tratamentos onerosos e internações desnecessárias — promovendo eficiência, qualidade e racionalidade no cuidado aos cidadãos brasileiros.

Prova disso é que, segundo dados do Sistema de Informação de Produtos da ANS (SIP/ANS), em 2014 os exames complementares representavam 21,5% das despesas assistenciais. Passados dez anos, essa participação permanece praticamente estável (na casa de 21%), mesmo com a ampliação dos tipos de exames incorporados ao rol de procedimentos e da própria rede física de atendimento em serviços de apoio diagnóstico e terapêutico (SADT). Isso demonstra que o setor vem crescendo com responsabilidade, sem pressionar o orçamento da saúde suplementar.

Tal perspectiva é crucial e favorece uma cultura de prevenção baseada em diagnósticos mais rápidos, precisos e que fazem uso de recursos avançados de tecnologia para permitir intervenções clínicas em estágios iniciais de uma doença — o que melhora o atendimento para os pacientes e reduz custos futuros para o sistema.

Sobre essa questão, estudos recentes apontam que o investimento em atenção primária pode reduzir em até R$ 400 milhões os custos do sistema de saúde. 

“A Medicina Diagnóstica tem se reinventado constantemente e seguirá contribuindo de modo positivo com o fortalecimento do sistema de saúde como um todo. Para tanto, é indispensável acompanhar, com visão estratégica, tendências capazes de contribuir com a integração e inovação no cuidado aos pacientes, identificando caminhos que possam beneficiar todo o ecossistema de atenção primária e, em última instância, a própria economia do país, dado que o crescimento do setor gera efeitos positivos para o ambiente macroeconômico nacional”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

Sobre os efeitos na economia, além de representar um importante vetor de inovação tecnológica, a Medicina Diagnóstica contribuiu diretamente com a alta do PIB do ano passado, na casa de 3,4%, que foi impulsionado pelo setor de serviços; e com a geração de empregos na saúde – até o terceiro trimestre de 2024, o Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS) indicou um aumento de 1,5% na cadeia do setor, com mais de 5,1 milhões de postos de trabalho sendo preenchidos no período. 

Inovação e integração: perspectivas para 2025

O avanço da tecnologia no setor de saúde faz parte de uma perspectiva global: a consultoria Future Market Insights projeta que, até 2033, mais de US$ 253 bilhões devem ser investidos em transformação digital no setor de saúde em todo o mundo. 

“Não há dúvidas de que a digitalização impulsiona o crescimento dos mais diversos setores, incluindo a Medicina Diagnóstica. Além disso, ao adotar novas soluções baseadas em tendências disruptivas, é possível ampliar a precisão em diagnósticos, favorecer a integração entre hospitais e laboratórios, e aumentar a acessibilidade para os pacientes, ao mesmo tempo em que o segmento cumpre novas regulações, aprimora suas políticas ESG e caminha em prol de mais sustentabilidade operacional”, explica Milva Pagano.

Sobre a busca por maior acessibilidade e eficiência no cuidado à população que se expande por meio da tecnologia, é positivo observar que, já em 2023, tivemos um aumento de 54% no número de exames ou laudos acessados digitalmente em relação a 2022. Na comparação com 2021, o volume dobrou. 

Esse avanço permite ganhos de escala, sustentabilidade financeira, promovendo ainda comodidade ao paciente e ajudando a mitigar desigualdades de acesso em um país de dimensões continentais como o Brasil.

A diretora-executiva da Abramed acrescenta ainda que, por meio da tecnologia, é possível não só enfrentar de modo mais resiliente os desafios econômicos e do sistema de saúde nacional de 2025, mas também identificar novas oportunidades de crescimento sustentável a partir do ganho de eficiência e potencial redução de custos operacionais para a Medicina Diagnóstica.

“A mentalidade inovadora e capacidade de adaptação seguirão como base centrais do protagonismo da Medicina Diagnóstica no ecossistema de saúde nacional. Para este ano, a união destes fatores pode fortalecer também um modelo de cuidado mais integrado, preventivo e acessível a toda população. Desse modo, continuaremos nos fortalecendo, contribuindo para o desenvolvimento do país e, sobretudo, para o atendimento às necessidades da população brasileira”, conclui Milva Pagano.  

Maio Amarelo: exame toxicológico é pilar essencial para a redução dos acidentes de trânsito, aponta Abramed

Mais de 188 mil motoristas testaram positivo para substâncias psicoativas em exames realizados entre janeiro de 2016 e setembro de 2023, evidenciando a importância dos testes para uma cultura de segurança nas estradas

O Maio Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre segurança no trânsito, reforça a importância de refletirmos sobre ações efetivas para a redução de acidentes nas estradas e rodovias do país. E o exame toxicológico tem se confirmado uma base indispensável nesse sentido: de acordo com números da Polícia Federal, por exemplo, quando a Lei 13.103/2015 passou a exigir o teste para a habilitação das categorias C, D e E, o Brasil teve uma redução de 45% no número de acidentes de ônibus e 37% em caminhões, entre 2015 e 2017.

Além disso, desde janeiro de 2016 até setembro de 2023, mais de 188 mil condutores testaram positivo para substâncias psicoativas, segundo dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito). Tais números evidenciam a relevância da triagem toxicológica na queda dos índices de acidentes nas estradas e a consequente necessidade de ampliar o alcance de uma política pública que pode ser decisiva para a construção de uma cultura de trânsito mais segura. 

Essa discussão torna-se ainda mais indispensável diante do cenário atual brasileiro: em 2024, mais de 6,1 mil pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais brasileiras, conforme levantamento divulgado pela PRF. Também foram registrados mais de 73 mil sinistros de trânsito entre janeiro e dezembro do ano passado, com um total de 84,5 mil feridos; números estes que jogam luz para uma verdadeira crise de segurança viária e a urgência de iniciativas consistentes de prevenção, como a fiscalização efetiva e a ampliação dos testes toxicológicos.

“Os dados demonstram que o exame toxicológico é um dos pilares para a prevenção de acidentes de trânsito. Ampliar sua adoção em todo o ecossistema de mobilidade, nesse sentido, é uma medida que pode salvar milhares de vida”, explica Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Apesar dos ganhos evidentes que o exame toxicológico traz para a segurança no trânsito, ainda há gargalos que precisam ser superados na aplicação de sua obrigatoriedade – fato que volta à tona dentro do contexto do Maio Amarelo. 

Nesse sentido, também segundo a Senatran, mais de 1,5 milhão de condutores encerraram o ano passado com o exame vencido, contrariando a legislação atual, estando sujeitos a multas e autuações, além de colocar em risco a própria vida e a de outros motoristas. 

É importante frisar que a realização do exame é simples e rápida, sendo feito em laboratórios credenciados no Detran por meio da análise da análise de fios de cabelo, pelos corporais ou unhas dos motoristas e com janela de detecção de até 90 dias.

“O Brasil conta com características logísticas que tem na malha rodoviária sua principal rota de distribuição. Isso torna ainda mais urgente que os motoristas – sobretudo condutores profissionais – estejam em plenas condições de saúde física e mental para exercer sua atividade. O exame toxicológico é um instrumento técnico que contribui para esse monitoramento contínuo”, acrescenta a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. 

A relevância dos testes toxicológicos também se reflete na opinião da população. Dados do Ipec (Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) divulgados no início deste ano indicam que 79% dos brasileiros apoiam a exigência do exame para obtenção ou renovação da CNH em todas as categorias – conforme supracitado, hoje a obrigatoriedade é restrita às categorias C, D e E. 

O dado revela um avanço significativo na conscientização da sociedade sobre a necessidade de reduzir o número de acidentes nas vias urbanas e nas rodovias, ao passo que a Abramed reforça que, além da fiscalização, é fundamental que haja políticas públicas articuladas, com campanhas educativas permanentes e ampliação do acesso aos exames em todas as regiões do país. O fortalecimento da rede laboratorial e o investimento em tecnologia e qualificação de profissionais são pontos centrais para abrir caminho para um trânsito mais seguro. 

“Tudo isso só demonstra como a relação entre exames toxicológicos e segurança viária se consolida como um dos pontos centrais do Maio Amarelo, fortalecendo também o papel da medicina diagnóstica como aliada na preservação de vidas”, conclui a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. 

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de Medicina Diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da Medicina Diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da Medicina Diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 80% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

22 de maio de 2025

Brasil registra variações de Covid-19 frente ao avanço da Influenza e da H1N1

Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, revelam tendências opostas entre Covid-19, Influenza e H1N1 no país. Enquanto a taxa de positividade da Covid-19 variou entre 1,4% e 5,4% nas semanas de 6 de abril (Semana Epidemiológica 15) a 3 de maio (Semana Epidemiológica 18), Influenza e H1N1 apresentaram crescimento preocupante, atingindo, respectivamente, 16,3% e 18,8% de positividade no mesmo período.

A Covid-19 apresentou oscilações, com baixa taxa de positividade nas últimas semanas.

A média móvel, que considera os resultados das últimas cinco semanas, mostra um movimento de queda, demonstrando um cenário de estabilidade e controle da circulação do vírus.=

A Abramed destaca a importância da continuidade da vigilância laboratorial, da testagem em casos sintomáticos e da notificação adequada às autoridades de Saúde, especialmente diante das variações sazonais e possíveis novas cepas.

Diferente do cenário da Covid-19, após um período de queda entre fevereiro e o início de março, a Influenza e a H1N1 voltam a apresentar curva ascendente, com elevação dos casos nas últimas semanas de referência (entre 06 de abril -SE 15 – e 03 de maio de 2025 – SE 18).

As médias móveis mostram uma tendência clara de alta — com taxas de 10,6% para influenza e 10,3% para H1N1 na medição mais recente — indicando períodos de alta nos casos.

Esse comportamento reforça a necessidade de atenção às campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades. A identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial são fundamentais para evitar complicações e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.

“O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública. Além disso, a vacinação contra a gripe deve ser incentivada como estratégia de prevenção, principalmente entre os grupos prioritários”, afirma o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à sua contenção.

Alta de positividade para dengue no brasil bate recorde desde maio de 2024, aponta Abramed

A taxa de positividade dos casos de dengue registrados pelos laboratórios associados à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica – Abramed, responsáveis por cerca de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil, voltou a apresentar forte alta nas últimas semanas, atingindo o maior índice do ano e o mais elevado desde maio de 2024.

No período de 16 a 22 de março de 2025, a positividade dos exames para dengue alcançou 28,9%, evidenciando um crescimento expressivo na circulação do vírus pelo país. 

Além disso, a média móvel da positividade, analisada com base nas últimas cinco semanas, também registrou aumento e atingiu o maior patamar desde junho do ano passado.

De acordo com o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, os números reforçam a necessidade de atenção redobrada por parte da população e das autoridades de saúde.

“Os dados epidemiológicos evidenciam um avanço preocupante da dengue no Brasil. Esse crescimento reforça a urgência de medidas preventivas, como o combate ao mosquito Aedes aegypti, ampliação da testagem e conscientização da população para evitar a proliferação da doença”, alerta o especialista.

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode evoluir para formas graves, levando a complicações e óbitos. Diante desse cenário, a Abramed reforça a importância da realização de exames laboratoriais para um diagnóstico ágil e preciso, contribuindo para a tomada de decisões clínicas e o controle da disseminação do vírus.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por cerca de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão da dengue no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à contenção da doença.