Aids: diagnóstico é um dos pilares para alcançar as metas globais de controle da epidemia

Diagnósticos mais precoces e confiáveis contribuem para reduzir a transmissão do vírus e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV

1 de dezembro de 2024 – Neste Dezembro Vermelho, mês da campanha nacional de conscientização sobre HIV/Aids, é importante ressaltar que o diagnóstico é um dos pilares para alcançar as metas globais de controle da epidemia. O objetivo estabelecido pelo Unaids é claro: ter, até 2030, 95% das pessoas diagnosticadas, tratadas e com carga viral indetectável no mundo.

“Atualmente, dois grandes grupos de testes são utilizados para a detecção do HIV: os testes sorológicos e os moleculares, cada um com funções específicas no diagnóstico e acompanhamento da infecção”, explica o patologista clínico Carlos Eduardo Ferreira, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e gerente médico do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os testes sorológicos estão disponíveis de duas formas. No laboratório clínico, o processo envolve coleta de sangue, separação do soro e análise automatizada. Já os testes rápidos, incluindo os autotestes, disponíveis em farmácias e clínicas, são feitos com amostras de sangue ou saliva.

“Os testes realizados em laboratório permitem pesquisar tanto os anticorpos quanto o antígeno do vírus, o que garante um desempenho superior em comparação aos testes que analisam apenas a presença de anticorpos. Já os testes rápidos têm maior chance de resultados falso-positivos — ou seja, quando o teste indica um resultado positivo, mas a pessoa não está infectada”, salienta Ferreira.

Segundo ele, a chance de um resultado falso-negativo nos testes laboratoriais é praticamente mínima, devido à janela imunológica, que é o período entre a infecção e a detecção do vírus. “No laboratório, essa janela é de apenas alguns dias, então, se uma pessoa entrou em contato com o vírus hoje, é provável que o teste já seja positivo após cinco ou seis dias. Para identificar a infecção na fase aguda, quando a janela imunológica ainda pode ser um fator, somente o teste molecular é capaz de detectar diretamente o vírus”, salienta.

Os testes moleculares, como o PCR para HIV, podem ser qualitativos, usados para confirmar infecções, ou quantitativos, que medem a carga viral e auxiliam no monitoramento do tratamento de pacientes já diagnosticados. Eles são essenciais para detectar a presença do vírus em fases muito precoces da infecção, quando outros testes ainda não conseguem identificar o HIV.

Ferreira destaca que com os avanços tecnológicos, os resultados falso-positivos diminuíram consideravelmente em todos os tipos de testes. Ainda assim, sua ocorrência reforça a importância de protocolos de confirmação diagnóstica. “O recente caso de contaminação de pacientes com o vírus HIV no Rio de Janeiro evidencia falhas na execução do teste ou até mesmo a sua não realização, mas isso não implica que o teste seja ineficaz.”

O progresso no desenvolvimento dos testes diagnósticos reflete os esforços contínuos da comunidade científica para ampliar o acesso e a precisão na detecção do HIV. “Esses avanços, aliados ao compromisso com a equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento, são passos essenciais para cumprir as metas da Unaids para 2030. Eles garantem diagnósticos mais precoces e confiáveis, contribuindo para reduzir a transmissão do vírus e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV”, finaliza Ferreira.

Dados sobre a Aids

Segundo o Unaids Brasil, a mortalidade pela doença caiu mais de 25% na última década, passando de 5,5 mortes por 100 mil habitantes para 4,1. No mundo, o impacto do HIV também diminuiu. Em 2023, 1,3 milhão de pessoas foram infectadas pelo vírus, um número muito inferior aos 3,3 milhões registrados em 1995. Desde 2004, as mortes relacionadas à Aids foram reduzidas em 69%, e em 51% desde 2010.

No entanto, essa realidade é desigual. Populações vulneráveis enfrentam barreiras significativas no acesso e na adesão ao tratamento. Apenas 15% das pessoas trans, por exemplo, têm o tratamento em dia, e as mulheres apresentam piores desfechos em todas as etapas do cuidado, desde a detecção até a supressão da carga viral. A falta de informação entre jovens e pessoas negras sobre tratamentos preventivos e emergenciais agrava ainda mais esse cenário.

O Relatório do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2024, intitulado “Sigamos o caminho dos direitos”, enfatiza que a igualdade de gênero e o respeito aos direitos humanos são pilares fundamentais para erradicar a doença. Promover aceitação, cuidado e inclusão em todas as comunidades é indispensável para alcançar o desenvolvimento sustentável e garantir segurança e dignidade para todos.

Novembro Azul: a importância do cuidado integral com a saúde masculina

Segundo a Abramed, em 2023, as mulheres realizaram mais exames de imagem e de análises clínicas que os homens

Novembro de 2024 – O Novembro Azul é mais do que uma campanha focada no câncer de próstata; ele reforça a importância de cuidar da saúde masculina como um todo. Em 2023, a Abramed constatou que as mulheres realizaram mais exames de imagem e de análises clínicas do que os homens, refletindo um comportamento recorrente de menor atenção à própria saúde. Os dados são da sexta edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico.

Esse descuido tem consequências significativas. Globalmente, os homens apresentam expectativa de vida menor do que as mulheres e possuem maior probabilidade de falecer antes dos 70 anos. Segundo dados de 2019 do Ministério da Saúde, aproximadamente 56% das mortes por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) ocorrem entre homens, evidenciando sua maior vulnerabilidade a essas condições.

Entre as principais causas de morte estão infarto agudo do miocárdio, doenças cerebrovasculares – como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e hemorragia subaracnóidea – câncer de próstata, câncer de brônquios, traqueia e pulmões, além de cirrose hepática. Esses dados reforçam a necessidade de atenção e conscientização constantes sobre a saúde masculina.

A Abramed destaca a importância do diagnóstico precoce na identificação e no tratamento de condições graves. Alex Galoro, Líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da entidade, alerta que muitas doenças poderiam ser mais bem tratadas se houvesse uma cultura mais forte de autocuidado e prevenção entre os homens. “O estigma de que procurar o médico é sinal de fraqueza ou algo desnecessário ainda persiste, e isso afeta a detecção precoce de doenças como hipertensão, diabetes e câncer de próstata, cujo tratamento é mais eficaz quando iniciado logo no início dos primeiros sintomas”, explica.

Para uma saúde plena, também é preciso adotar hábitos saudáveis, como a prática regular de atividades físicas, ter uma alimentação equilibrada e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco. “O autocuidado deve ser estimulado por meio de políticas públicas e campanhas, como o Novembro Azul, que incentivam os homens a priorizar sua saúde”, acrescenta Galoro.

Fatores emocionais, como o estresse e a ansiedade, que frequentemente são negligenciados, também afetam a qualidade de vida e o bem-estar dos homens. Estudos indicam que uma rotina que inclua momentos de descanso, atividades de lazer, apoio social e acompanhamento psicológico, quando necessário, pode auxiliar na prevenção de doenças e no controle de condições crônicas.

“É fundamental que os homens adotem uma visão mais ampla sobre seu bem-estar, buscando não apenas o tratamento de doenças, mas também a prevenção por meio de hábitos saudáveis. Superar a resistência cultural à busca por cuidados médicos é essencial para garantir uma vida mais longa e saudável”, conclui Galoro.

Câncer

No Brasil, o INCA projeta que, entre 2023 e 2025, cerca de 239 mil homens serão diagnosticados com câncer a cada ano. Excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum entre os homens é o câncer de próstata, responsável por aproximadamente 30% dos casos, seguido pelos de cólon e reto (9,2%), pulmão (7,5%), estômago (5,6%) e cavidade oral (4,6%).

No caso do câncer de próstata, a investigação inicial da doença geralmente é feita por meio de dois exames principais, segundo o Ministério da Saúde. O primeiro é o toque retal, que permite verificar o tamanho, a forma e a textura da próstata, além de avaliar possíveis alterações nas partes posterior e lateral do órgão. O segundo exame é o PSA, realizado a partir de uma amostra de sangue. O teste mede a quantidade do Antígeno Prostático Específico, uma proteína produzida pela próstata. Níveis elevados dessa proteína podem indicar câncer, embora também possam ser causados por condições benignas da próstata.

Para confirmar a presença de câncer de próstata, é necessário realizar uma biópsia, que consiste na retirada de pequenas amostras da próstata para análise laboratorial. Esse exame é recomendado quando há alterações suspeitas no toque retal ou nos níveis de PSA. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendam o rastreamento do câncer de próstata sem a orientação médica e antes dos 45 anos.

Veja publica artigo de Wilson Shcolnik, membro do Conselho de Administração da Abramed

Erros laboratoriais e a segurança do paciente foram tema de artigo de Wilson Shcolnik, membro do Conselho de Administração da Abramed, publicado na Veja em 12 de novembro de 2024.

Ele destacou que os erros laboratoriais são eventos bem estudados e discutidos na literatura internacional. “Ao longo das últimas décadas, falhas originadas na fase analítica tiveram sua proporção drasticamente reduzida. O diagnóstico representa momento crítico do cuidado, no qual a correta e oportuna identificação de uma condição de saúde é o primeiro passo para garantir que ela seja tratada ou gerenciada adequadamente.”

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Abramed foi fonte de matéria da Folha de São Paulo sobre câncer de mama

Em 25 de outubro de 2024, a Folha de São Paulo publicou a matéria “Internações por câncer de mama custaram R$ 208 milhões ao SUS em um ano”, trazendo uma entrevista com o radiologista Ademar Paes Júnior, membro do Conselho de Administração da Abramed.

Segundo ele, a redução de custos com o câncer de mama depende principalmente do diagnóstico precoce da doença. A matéria mostrou que o impacto financeiro das internações por câncer de mama no SUS é estimado em R$ 208 milhões em um ano.

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Número de mamografias realizadas na rede privada cresce 20%, segundo Abramed

A comparação é entre 2022 e 2023, de acordo com dados dos associados, que representam 80% de todos os exames feitos na Saúde Suplementar no Brasil

Neste Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) reforça a importância da mamografia como uma ferramenta essencial na detecção precoce desta doença, que é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

Em 2023, as associadas da Abramed realizaram 1.499.154 exames de mamografia, um crescimento de 20% em comparação a 2022, com 1.248.522 exames. Esses dados, da sexta edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, destacam o avanço na conscientização e no rastreamento da doença.

Entretanto, o percentual de não comparecimento aos exames permanece alto. Tanto em 2022 quanto em 2023, mais de 15% das pacientes agendadas não foram ao local para realizar a mamografia. Esses índices de ausência revelam um desafio importante a ser enfrentado, tanto para a otimização dos serviços de saúde quanto para garantir que mais mulheres possam realizar o exame preventivo.

De todos os exames de imagem realizados pelos associados à Abramed, a mamografia correspondeu a 5% do total, tanto em 2022 quanto em 2023, em um universo de mais de 24 e 29 milhões de exames, respectivamente. Vale lembrar que os associados à Abramed são responsáveis por 80% de todos os exames feitos na Saúde Suplementar no Brasil.

“Os números crescentes de mamografias realizadas refletem um avanço significativo na conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. No entanto, o desafio do ‘no show’ ainda persiste, e cabe a todos trabalharmos para que mais mulheres compreendam a importância de realizar esse exame, pois ele pode salvar vidas,” destaca Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a mamografia bienal para mulheres entre 50 e 69 anos é a rotina adotada pela maioria dos países que implementaram programas organizados de rastreamento do câncer de mama. Essa recomendação se fundamenta em sólidas evidências científicas, que demonstram o impacto positivo dessa estratégia na redução da mortalidade entre as mulheres desse grupo etário.

Dados de exames de dengue divulgados pela Abramed embasam matéria da Folha

Em matéria sobre dengue e oropuche, a Folha publicou dados de exames de dengue realizados pelos associados da Abramed em 2023 e 2024, conforme informativos enviados à imprensa.

O texto, de 8 de outubro de 2024, informa que a Anvisa vai priorizar pedidos de registro de testes contra essas doenças, para facilitar o diagnóstico, em razão do aumento dos casos.

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Revista Marie Claire publicou dados da Abramed sobre aumento na realização de mamografias

Neste Outubro Rosa, mês de conscientização sobre câncer de mama, Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, foi entrevistada pela revista feminina Marie Claire. Ela mostrou o aumento de 20% na realização de mamografias em 2023, comparando a 2022, segundo o Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico.

“Houve maior conscientização da população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. O acesso ampliado à internet, permitindo obter informações sobre saúde, antes restritas a atendimentos médicos, também contribuiu significativamente”, afirmou Milva.

No entanto, a adesão aos testes ainda enfrenta desafios: a taxa de “no show” foi de cerca de 15,9%, tanto em 2022 quanto em 2023. “Questões emocionais, como medo do diagnóstico, além da falta de prioridade pessoal, podem influenciar o não comparecimento aos exames”, acrescentou Milva.

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Money Report destacou dados do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico

Dados da sexta edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico foram publicados na plataforma de comunicação Money Report, em 2/10/2024. A matéria, intitulada “Indústria diagnóstica é gigante discreto de R$ 26,4 bilhões”, trouxe os principais resultados da publicação anual da entidade, com participação de Milva Pagano, diretora-executiva, e Ademar Paes Junior, membro do conselho de administração da Abramed e coordenador do Painel.

“No mercado de saúde brasileiro, a medicina diagnóstica é frequentemente apontada como um dos principais responsáveis pelo aumento das despesas assistenciais, um ofensor dos custos da saúde suplementar, mas ocorre justamente o oposto. O setor é um dos maiores aliados na sustentabilidade do sistema de saúde”, comentou Paes Junior.

Como destacou Milva, “o Painel Abramed oferece insights tanto para empresas e prestadores de serviços que desejam desenvolver estratégias alinhadas às necessidades reais do sistema, quanto para investidores que buscam uma compreensão aprofundada do mercado”.

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Folha entrevista Abramed sobre quantidade de máquinas de RM no Brasil

Em 20 de setembro de 2024, a Folha online trouxe uma matéria com participação de Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed, sobre a disponibilidade de máquinas de ressonância magnética no setor privado.

Ele disse que a quantidade de máquinas ofertadas às regiões Norte e Nordeste tende a ser menor porque esse tipo de equipamento depende de uma infraestrutura consolidada para ser instalado. “Essa máquina tem um custo de instalação e manutenção muito grande. Por exemplo, se você não tiver energia elétrica instalada, um equipamento de ressonância magnética não vai funcionar”, afirmou Nomura.

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Jovem Pan News entrevista Ademar Paes Junior sobre dados da 6ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico

A Jovem Pan News deu destaque no dia 8 de setembro de 2024 aos dados da 6ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico. Em uma entrevista de quase 20 minutos, Ademar Paes Junior, membro do Conselho de Administração da Abramed e coordenador do painel Abramed, comentou o aumento de 11% na realização de exames no Brasil em 2023 e fez análises profundas sobre o setor.

De acordo com Ademar, o aumento no número de exames reflete não apenas o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas, mas também a evolução tecnológica e a crescente conscientização da população sobre a importância da saúde preventiva.

A entrevista pode ser vista na íntegra aqui.

Mais detalhes sobre o tema estão na matéria: “Nova edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico traz os mais recentes dados da medicina diagnóstica no Brasil”.