Em matéria do portal Viva, Abramed destaca avanço da influenza e H1N1 entre pessoas de 50 a 59 anos

A Abramed participou de matéria do portal Viva que destaca o aumento expressivo dos casos de influenza e H1N1 no Brasil, com foco em grupos etários mais afetados. Com base na parceria com o Instituto Todos pela Saúde (ITpS), a Associação forneceu dados laboratoriais que apontam uma alta taxa de positividade entre pessoas de 50 a 59 anos (29,4%) e crianças de 5 a 9 anos (29,7%) nos testes para influenza. Já a faixa de 0 a 4 anos apresenta a menor taxa, com 18,6%.

A publicação também mostra que, entre 30 de março e 7 de junho, a positividade geral para influenza saltou de 8,1% para 26,3%, enquanto os casos de H1N1 cresceram de 5,8% para 23,9% entre 13 de abril e 17 de maio. Os dados reforçam a tendência de crescimento nas infecções respiratórias nas últimas semanas.

Na entrevista, o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, ressaltou a importância da testagem como ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e fortalecer o sistema de vigilância. A Abramed também alertou para a necessidade de ampliar a cobertura vacinal, especialmente entre os grupos prioritários.

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Abramed celebra 15 anos como protagonista em setor que movimenta mais de R$ 48 bi 

Associação reúne empresas responsáveis por 54% da receita do segmento de Medicina Diagnóstica


Em 2025, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) completa 15 anos e reforça uma trajetória marcada pelo compromisso com o diálogo e o avanço de pautas estratégicas que fortalecem o ecossistema de saúde no Brasil. Seus associados respondem por 54% da receita do segmento (R$ 26,4 bilhões) e pela realização de 973 milhões de exames – o equivalente a 80,6% dos diagnósticos da saúde suplementar.

“Desde o início de nossa história, promovemos a integração entre a Saúde Suplementar e o SUS para garantir avanços efetivos na Medicina Diagnóstica e visando, sobretudo, ampliar o acesso da população a tratamentos de qualidade, posicionando também nosso segmento como uma via essencial de uma cultura de cuidados preventivos que tem nos exames um de seus principais alicerces”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

Como uma das principais representantes de um segmento amplo e diverso (o setor de Saúde Suplementar conta com mais de 123,3 mil empresas), nos últimos anos, a Abramed continua ampliando o diálogo com o poder público, incluindo participação em fóruns importantes como o CAMSS (Câmara de Saúde Suplementar), órgão consultivo permanente que busca institucionalizar a participação social no processo regulatório e o composto por entidades de relevância no setor, confederações, conselhos de classe e do foro sindical.

“Celebramos 15 anos em um momento de maturidade e de ampliação de nossa representatividade. Nossa atuação é cada vez mais estratégica, e a interlocução com os diversos atores do sistema de saúde tem sido fundamental para abrir caminhos em prol de avanços estruturais da saúde no país”, aponta Milva Pagano.

E por conta de uma atuação proativa e com embasamento técnico e em dados da Abramed, o setor de Medicina Diagnóstica tem ampliado ainda sua presença em agendas transversais como inovação, transformação digital, diversidade, equidade e a agenda climática e de desenvolvimento sustentável – como a adesão recente da Associação ao Programa Multiplicadores do Pacto Global da ONU.

Para os próximos anos, os desafios são proporcionais à relevância conquistada: seguir fortalecendo a articulação com os diferentes elos da cadeia de saúde e o avanço em pautas regulatórias importantes para o setor; continuar acompanhando os avanços tecnológicos e contribuindo para um sistema mais eficiente, inclusivo, focado na melhoria dos cuidados aos pacientes de todo o país.

“Seguiremos atuando na valorização da Medicina Diagnóstica, na difusão de práticas eficientes, éticas e inovadoras que reforcem o papel do setor como um pilar essencial da saúde para a geração de impactos positivos na vida das pessoas. Assim poderemos construir uma cultura realmente forte de medicina preventiva, capaz de acompanhar as mudanças de nosso perfil populacional, de antecipar problemas e solucioná-los com um olhar técnico e humano”, conclui a diretora-executiva da Abramed.

23 de julho de 2025

Abramed e ITpS se unem para fortalecer a vigilância no Brasil

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e o Instituto Todos pela Saúde (ITpS) acabam de celebrar  uma parceria estratégica para ampliar e fortalecer  a capacidade de vigilância epidemiológica no Brasil.

O acordo prevê o compartilhamento de dados laboratoriais e a produção conjunta de estudos, análises e boletins técnicos sobre a circulação de arboviroses e patógenos respiratórios — como dengue, chikungunya, influenza e Covid-19. O ITpS realiza o monitoramento de patógenos respiratórios desde 2021 e de arbovírus há um ano e meio, em colaboração com laboratórios parceiros, e já emitiu 54 relatórios. A parceria com a Abramed irá ampliar de forma expressiva o número de dados analisados, com ampliação dos municípios cobertos.

A iniciativa integra a ampla base de dados clínicos das associadas da Abramed — responsáveis por mais de 80% dos exames realizados na saúde suplementar — com a expertise do ITpS em ciência de dados, bioinformática, epidemiologia, genômica e formação de profissionais de saúde pública, além de políticas públicas. Para a Abramed, o objetivo é antecipar riscos, detectar padrões de transmissão e fornecer inteligência analítica para apoiar a tomada de decisão de gestores públicos, operadoras de saúde, laboratórios e instituições de saúde em todo o país.

Criado em 2021, o Instituto Todos pela Saúde é uma organização sem fins lucrativos criada para contribuir com a organização, a melhoria e a manutenção de redes e o desenvolvimento de competências que ajudem o Brasil na preparação para epidemias e pandemias e na resposta em tempo oportuno. São três os pilares de atuação: fortalecimento de redes de vigilância, análise oportuna de dados e formação de profissionais em áreas estratégicas para preparação e resposta a emergências sanitárias. 

“Ampliar o acesso a dados laboratoriais em tempo real é um passo fundamental para ajudar o Brasil a fortalecer sua vigilância”, afirma Gerson Penna, diretor-presidente do ITpS. “Com essa parceria, teremos uma visão mais abrangente da circulação de patógenos em diferentes regiões do país, fornecendo informações para que o poder público possa tomar a melhor decisão possível.”

Para Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, a colaboração reforça o papel estratégico da medicina diagnóstica no planejamento e na prevenção em saúde pública. “Nosso setor é uma fonte robusta de dados clínicos. Integrar essa base ao trabalho altamente qualificado do ITpS contribui para antecipar riscos, identificar tendências e apoiar decisões baseadas em evidências”, afirma.

Para a Abramed, a expectativa é que a parceria resulte na entrega periódica de painéis analíticos, com recortes geográficos, temporais e clínicos, voltados a gestores públicos, operadoras, laboratórios e instituições de saúde.

Abramed comenta exame toxicológico para CNH A e B em entrevista à CNN

A Abramed participou de matéria da CNN Brasil que aborda as possíveis mudanças na exigência do exame toxicológico para emissão da primeira habilitação nas categorias A e B. O tema ganhou destaque com o avanço do Projeto de Lei 3965/21, que aguarda sanção presidencial e pode ampliar significativamente a demanda por exames toxicológicos no país.

Na reportagem, o Dr. Alex Galoro, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, explicou as etapas do exame, desde a coleta até os procedimentos laboratoriais de análise e contraprova. Ele também reforçou os critérios técnicos e os padrões de qualidade que garantem a segurança e a confiabilidade dos resultados.

Segundo estimativas da Associação mencionadas na publicação, caso o projeto seja sancionado, o volume mensal de exames toxicológicos pode crescer em até 60%. A entidade também contribuiu com dados sobre a taxa de positividade dos exames no Brasil, que atualmente é de 1,37% para laudos positivos não passíveis de justificativa.

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UOL destaca importância do diagnóstico precoce para acelerar tratamentos nutricionais e terapêuticos

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) participou de matéria publicada pelo UOL sobre o papel estratégico dos exames laboratoriais na antecipação de riscos e na transformação dos modelos de cuidado em saúde. A reportagem aborda como o diagnóstico precoce — especialmente por meio da biologia molecular, genômica e inteligência artificial — pode acelerar tratamentos nutricionais e terapêuticos, melhorar a qualidade de vida da população e reduzir custos para o sistema de saúde.

Na matéria, Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, reforça que a Medicina Diagnóstica deixou de ser apenas uma etapa da assistência para se consolidar como alavanca estratégica na gestão da saúde. “Investir em diagnóstico é investir na eficiência assistencial, evitando tratamentos complexos e promovendo qualidade de vida”, afirma.

A Abramed também contribuiu com dados que alertam para a necessidade de ampliar o acesso a exames moleculares no país. Atualmente, apenas 12% dos exames realizados utilizam esse tipo de tecnologia, ainda concentrada em grandes centros urbanos. 

A fragmentação estrutural e a falta de interoperabilidade são alguns dos principais entraves apontados pela entidade para a consolidação de uma jornada de cuidado mais coordenada, eficiente e sustentável.

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Inovação e Inteligência Artificial na Saúde são tema de entrevista da Abramed na Band

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, participou do programa Viver Melhor, da TV Band, em uma edição especial sobre inovação na Saúde. O episódio destacou o impacto da inteligência artificial (IA) na Medicina Diagnóstica e trouxe reflexões sobre os avanços tecnológicos que vêm transformando a jornada do paciente e a atuação dos profissionais do setor.

Durante a conversa, Milva ressaltou que a IA não substitui o trabalho médico, mas o complementa com mais precisão, acurácia, agilidade e escala, contribuindo para diagnósticos mais assertivos, prevenção de doenças e sustentabilidade do sistema de Saúde. Também abordou o papel da interoperabilidade como caminho para ampliar o acesso, reduzir erros e fortalecer a continuidade do cuidado.

Um dos destaques foi a análise sobre o potencial da inteligência artificial para reduzir os chamados “vazios assistenciais” — regiões onde a população ainda enfrenta dificuldades para acessar atendimento, exames e diagnósticos de qualidade. “Com inteligência artificial, conseguimos levar tecnologia a locais que hoje ainda não têm acesso adequado à saúde, promovendo mais equidade e eficiência”, destacou Milva.

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Pessoas entre 50 e 59 anos estão entre as que mais contraem influenza

De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que concentra dados de mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, o total de testes realizados nas últimas semanas mostra que há uma forte tendência de crescimento dos casos de influenza e H1N1 no País, especialmente entre alguns grupos etários.

Entre pessoas de 50 a 59 anos que fizeram o exame para identificar influenza, 29,4% receberam diagnóstico positivo. A faixa etária de 5 a 9 anos também tem taxa de positividade semelhante, com 29,7% dos casos confirmados. O recorte etário foi feito pela Abramed a partir de dados do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com quem atua em parceria no monitoramento epidemiológico, à pedido do Viva. A faixa com menor percentual de positivos é a de 0 a 4 anos, com 18,6% dos casos.

De modo geral, os casos positivos de influenza passaram de 8,1% para 26,3% dos testes realizados entre 30 de março e 7 de junho no País. O período compreende nove semanas epidemiológicas de acompanhamento de dados laboratoriais da doença. A análise mostra que, após um breve período de estabilidade em meados de maio, os casos voltaram a subir fortemente entre o final de maio e o início de junho.

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Taxa de positividade de influenza, segundo a Abramed.

Os casos de H1N1 também registram alta similar nas últimas cinco semanas de referência (de 13 de abril a 17 de maio). Nesses, a taxa de positividade saltou de 5,8% para 23,9%, mostrando uma escalada contínua nas notificações. A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

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Taxa de positividade de H1N1, segundo a Abramed.

A Abramed alerta que o avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Destaca também que a identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde. “O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública”, afirma Alex Galoro, patologista clínico e líder do comitê técnico de análises clínicas da associação.

Alta nos casos de gripe reforça importância da vacinação, alerta Abramed

Análises laboratoriais apontam crescimento contínuo de Influenza e H1N1: positividade da H1N1 sobe de 5,8% para 23,9% (semanas de referência 15 a 20) e da Influenza, de 8,1% para 17% (semanas 14 a 20); testagem e diagnóstico precoce são essenciais para conter a evolução dos casos

Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, revelam uma tendência de crescimento dos casos de Influenza e H1N1 no país, acendendo um alerta para autoridades de saúde e população.

Os casos de H1N1 estão em alta nas últimas cinco semanas de referência (de 13/04 a 17/05/2025). A taxa de positividade saltou de 5,8% na semana epidemiológica 15 para 23,9% na semana 20, mostrando uma escalada contínua nas notificações.

 A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

A Influenza apresenta comportamento semelhante. Embora tenha registrado estabilidade entre as semanas 19 e 20 (com 17,1% e 17% de positividade), os dados indicam crescimento sustentado nas últimas onze semanas de referência (de 23/02 a 17/05/2025).

A média móvel da positividade da Influenza subiu de 8,1% (SE 14) para 17% (SE 20), reforçando o cenário de circulação ativa do vírus.

Esse avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades. A identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.

“O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública. Além disso, a vacinação contra a gripe deve ser incentivada como estratégia de prevenção, principalmente entre os grupos prioritários”, afirma o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à sua contenção.

Abramed: Em tendência de expansão desde 2023, Medicina Diagnóstica aposta em inovação e cultura de prevenção para potencializar sustentabilidade e qualidade do sistema de saúde nacional

Segundo a associação, expansão do setor – que alcançou alta de 10% e receita bruta de R$ 48,9 bi em 2023 – está diretamente ligada ao avanço da tecnologia, que apoia na racionalização de custos, aumento do acesso e na qualificação do cuidado à população

A Medicina Diagnóstica tem um papel decisivo na superação dos desafios estruturais do sistema de saúde brasileiro e, nos últimos anos, o segmento vem avançando a partir de investimentos robustos em inovação e integração com os demais elos do sistema de saúde nacional. Em 2023, o setor teve receita bruta de R$ 48,9 bilhões, sendo R$ 26,4 bilhões provenientes de laboratórios ligados às maiores redes do país — crescimento de 10% em relação ao ano anterior, indicadores que refletem uma busca contínua por mais eficiência no atendimento à população. 

A priorização da eficiência e da inovação dialoga ainda com a necessidade de sustentabilidade financeira de um setor que deve vivenciar, ao longo das próximas décadas, um aumento contínuo da demanda por exames e diagnósticos mais precisos diante do envelhecimento e inversão da pirâmide etária da população brasileira.

Nesse sentido, a Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica observou positivamente que 27% dos investimentos realizados pelas principais empresas do setor foram direcionados à inovação em 2023.

E esses investimentos já trazem resultados efetivos. O aumento que se observa no volume de exames realizados no país, por exemplo, não tem se traduzido em aumento proporcional dos custos assistenciais: na verdade, a tendência é de estabilização e até de redução de custos em muitos casos, pois, ao favorecer o diagnóstico precoce, o rastreamento de doenças crônicas e a prevenção de agravamentos clínicos por meio de processos mais integrados e inovadores, a Medicina Diagnóstica oferece mais alternativas para que se evitem tratamentos onerosos e internações desnecessárias — promovendo eficiência, qualidade e racionalidade no cuidado aos cidadãos brasileiros.

Prova disso é que, segundo dados do Sistema de Informação de Produtos da ANS (SIP/ANS), em 2014 os exames complementares representavam 21,5% das despesas assistenciais. Passados dez anos, essa participação permanece praticamente estável (na casa de 21%), mesmo com a ampliação dos tipos de exames incorporados ao rol de procedimentos e da própria rede física de atendimento em serviços de apoio diagnóstico e terapêutico (SADT). Isso demonstra que o setor vem crescendo com responsabilidade, sem pressionar o orçamento da saúde suplementar.

Tal perspectiva é crucial e favorece uma cultura de prevenção baseada em diagnósticos mais rápidos, precisos e que fazem uso de recursos avançados de tecnologia para permitir intervenções clínicas em estágios iniciais de uma doença — o que melhora o atendimento para os pacientes e reduz custos futuros para o sistema.

Sobre essa questão, estudos recentes apontam que o investimento em atenção primária pode reduzir em até R$ 400 milhões os custos do sistema de saúde. 

“A Medicina Diagnóstica tem se reinventado constantemente e seguirá contribuindo de modo positivo com o fortalecimento do sistema de saúde como um todo. Para tanto, é indispensável acompanhar, com visão estratégica, tendências capazes de contribuir com a integração e inovação no cuidado aos pacientes, identificando caminhos que possam beneficiar todo o ecossistema de atenção primária e, em última instância, a própria economia do país, dado que o crescimento do setor gera efeitos positivos para o ambiente macroeconômico nacional”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

Sobre os efeitos na economia, além de representar um importante vetor de inovação tecnológica, a Medicina Diagnóstica contribuiu diretamente com a alta do PIB do ano passado, na casa de 3,4%, que foi impulsionado pelo setor de serviços; e com a geração de empregos na saúde – até o terceiro trimestre de 2024, o Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS) indicou um aumento de 1,5% na cadeia do setor, com mais de 5,1 milhões de postos de trabalho sendo preenchidos no período. 

Inovação e integração: perspectivas para 2025

O avanço da tecnologia no setor de saúde faz parte de uma perspectiva global: a consultoria Future Market Insights projeta que, até 2033, mais de US$ 253 bilhões devem ser investidos em transformação digital no setor de saúde em todo o mundo. 

“Não há dúvidas de que a digitalização impulsiona o crescimento dos mais diversos setores, incluindo a Medicina Diagnóstica. Além disso, ao adotar novas soluções baseadas em tendências disruptivas, é possível ampliar a precisão em diagnósticos, favorecer a integração entre hospitais e laboratórios, e aumentar a acessibilidade para os pacientes, ao mesmo tempo em que o segmento cumpre novas regulações, aprimora suas políticas ESG e caminha em prol de mais sustentabilidade operacional”, explica Milva Pagano.

Sobre a busca por maior acessibilidade e eficiência no cuidado à população que se expande por meio da tecnologia, é positivo observar que, já em 2023, tivemos um aumento de 54% no número de exames ou laudos acessados digitalmente em relação a 2022. Na comparação com 2021, o volume dobrou. 

Esse avanço permite ganhos de escala, sustentabilidade financeira, promovendo ainda comodidade ao paciente e ajudando a mitigar desigualdades de acesso em um país de dimensões continentais como o Brasil.

A diretora-executiva da Abramed acrescenta ainda que, por meio da tecnologia, é possível não só enfrentar de modo mais resiliente os desafios econômicos e do sistema de saúde nacional de 2025, mas também identificar novas oportunidades de crescimento sustentável a partir do ganho de eficiência e potencial redução de custos operacionais para a Medicina Diagnóstica.

“A mentalidade inovadora e capacidade de adaptação seguirão como base centrais do protagonismo da Medicina Diagnóstica no ecossistema de saúde nacional. Para este ano, a união destes fatores pode fortalecer também um modelo de cuidado mais integrado, preventivo e acessível a toda população. Desse modo, continuaremos nos fortalecendo, contribuindo para o desenvolvimento do país e, sobretudo, para o atendimento às necessidades da população brasileira”, conclui Milva Pagano.  

JOTA destaca posicionamento da Abramed sobre PL que permite uso de exames privados no SUS

A proposta que prevê a aceitação de exames realizados na rede privada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) avançou na Câmara dos Deputados e foi tema de matéria publicada pelo portal JOTA, que contou com a contribuição da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Aprovado na Comissão de Saúde da Câmara, o Projeto de Lei 4459/2023 propõe que exames laboratoriais feitos em estabelecimentos privados sejam válidos para diagnóstico e autorização de procedimentos no SUS, sem necessidade de repetição na rede pública.

Para a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, o texto representa um avanço significativo na gestão eficiente de recursos e na jornada do paciente.

“Ao impedir a recusa injustificada de exames já realizados, o projeto evita retrabalho, otimiza recursos públicos e contribui para o fluxo eficiente de atendimento aos pacientes. Além disso, o texto aprovado preserva a equidade do SUS ao assegurar que a apresentação de exames particulares não interfere na ordem de prioridade das listas de espera”, afirmou ao JOTA.

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), em votação conclusiva na Câmara. Se aprovado, seguirá para análise no Senado.

Confira a matéria completa aqui