Inovação e Inteligência Artificial na Saúde são tema de entrevista da Abramed na Band

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, participou do programa Viver Melhor, da TV Band, em uma edição especial sobre inovação na Saúde. O episódio destacou o impacto da inteligência artificial (IA) na Medicina Diagnóstica e trouxe reflexões sobre os avanços tecnológicos que vêm transformando a jornada do paciente e a atuação dos profissionais do setor.

Durante a conversa, Milva ressaltou que a IA não substitui o trabalho médico, mas o complementa com mais precisão, acurácia, agilidade e escala, contribuindo para diagnósticos mais assertivos, prevenção de doenças e sustentabilidade do sistema de Saúde. Também abordou o papel da interoperabilidade como caminho para ampliar o acesso, reduzir erros e fortalecer a continuidade do cuidado.

Um dos destaques foi a análise sobre o potencial da inteligência artificial para reduzir os chamados “vazios assistenciais” — regiões onde a população ainda enfrenta dificuldades para acessar atendimento, exames e diagnósticos de qualidade. “Com inteligência artificial, conseguimos levar tecnologia a locais que hoje ainda não têm acesso adequado à saúde, promovendo mais equidade e eficiência”, destacou Milva.

Assista ao programa completo.

Pessoas entre 50 e 59 anos estão entre as que mais contraem influenza

De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que concentra dados de mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, o total de testes realizados nas últimas semanas mostra que há uma forte tendência de crescimento dos casos de influenza e H1N1 no País, especialmente entre alguns grupos etários.

Entre pessoas de 50 a 59 anos que fizeram o exame para identificar influenza, 29,4% receberam diagnóstico positivo. A faixa etária de 5 a 9 anos também tem taxa de positividade semelhante, com 29,7% dos casos confirmados. O recorte etário foi feito pela Abramed a partir de dados do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com quem atua em parceria no monitoramento epidemiológico, à pedido do Viva. A faixa com menor percentual de positivos é a de 0 a 4 anos, com 18,6% dos casos.

De modo geral, os casos positivos de influenza passaram de 8,1% para 26,3% dos testes realizados entre 30 de março e 7 de junho no País. O período compreende nove semanas epidemiológicas de acompanhamento de dados laboratoriais da doença. A análise mostra que, após um breve período de estabilidade em meados de maio, os casos voltaram a subir fortemente entre o final de maio e o início de junho.

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Taxa de positividade de influenza, segundo a Abramed.

Os casos de H1N1 também registram alta similar nas últimas cinco semanas de referência (de 13 de abril a 17 de maio). Nesses, a taxa de positividade saltou de 5,8% para 23,9%, mostrando uma escalada contínua nas notificações. A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

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Taxa de positividade de H1N1, segundo a Abramed.

A Abramed alerta que o avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Destaca também que a identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde. “O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública”, afirma Alex Galoro, patologista clínico e líder do comitê técnico de análises clínicas da associação.

Alta nos casos de gripe reforça importância da vacinação, alerta Abramed

Análises laboratoriais apontam crescimento contínuo de Influenza e H1N1: positividade da H1N1 sobe de 5,8% para 23,9% (semanas de referência 15 a 20) e da Influenza, de 8,1% para 17% (semanas 14 a 20); testagem e diagnóstico precoce são essenciais para conter a evolução dos casos

Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, revelam uma tendência de crescimento dos casos de Influenza e H1N1 no país, acendendo um alerta para autoridades de saúde e população.

Os casos de H1N1 estão em alta nas últimas cinco semanas de referência (de 13/04 a 17/05/2025). A taxa de positividade saltou de 5,8% na semana epidemiológica 15 para 23,9% na semana 20, mostrando uma escalada contínua nas notificações.

 A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

A Influenza apresenta comportamento semelhante. Embora tenha registrado estabilidade entre as semanas 19 e 20 (com 17,1% e 17% de positividade), os dados indicam crescimento sustentado nas últimas onze semanas de referência (de 23/02 a 17/05/2025).

A média móvel da positividade da Influenza subiu de 8,1% (SE 14) para 17% (SE 20), reforçando o cenário de circulação ativa do vírus.

Esse avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades. A identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.

“O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública. Além disso, a vacinação contra a gripe deve ser incentivada como estratégia de prevenção, principalmente entre os grupos prioritários”, afirma o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à sua contenção.

Abramed: Em tendência de expansão desde 2023, Medicina Diagnóstica aposta em inovação e cultura de prevenção para potencializar sustentabilidade e qualidade do sistema de saúde nacional

Segundo a associação, expansão do setor – que alcançou alta de 10% e receita bruta de R$ 48,9 bi em 2023 – está diretamente ligada ao avanço da tecnologia, que apoia na racionalização de custos, aumento do acesso e na qualificação do cuidado à população

A Medicina Diagnóstica tem um papel decisivo na superação dos desafios estruturais do sistema de saúde brasileiro e, nos últimos anos, o segmento vem avançando a partir de investimentos robustos em inovação e integração com os demais elos do sistema de saúde nacional. Em 2023, o setor teve receita bruta de R$ 48,9 bilhões, sendo R$ 26,4 bilhões provenientes de laboratórios ligados às maiores redes do país — crescimento de 10% em relação ao ano anterior, indicadores que refletem uma busca contínua por mais eficiência no atendimento à população. 

A priorização da eficiência e da inovação dialoga ainda com a necessidade de sustentabilidade financeira de um setor que deve vivenciar, ao longo das próximas décadas, um aumento contínuo da demanda por exames e diagnósticos mais precisos diante do envelhecimento e inversão da pirâmide etária da população brasileira.

Nesse sentido, a Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica observou positivamente que 27% dos investimentos realizados pelas principais empresas do setor foram direcionados à inovação em 2023.

E esses investimentos já trazem resultados efetivos. O aumento que se observa no volume de exames realizados no país, por exemplo, não tem se traduzido em aumento proporcional dos custos assistenciais: na verdade, a tendência é de estabilização e até de redução de custos em muitos casos, pois, ao favorecer o diagnóstico precoce, o rastreamento de doenças crônicas e a prevenção de agravamentos clínicos por meio de processos mais integrados e inovadores, a Medicina Diagnóstica oferece mais alternativas para que se evitem tratamentos onerosos e internações desnecessárias — promovendo eficiência, qualidade e racionalidade no cuidado aos cidadãos brasileiros.

Prova disso é que, segundo dados do Sistema de Informação de Produtos da ANS (SIP/ANS), em 2014 os exames complementares representavam 21,5% das despesas assistenciais. Passados dez anos, essa participação permanece praticamente estável (na casa de 21%), mesmo com a ampliação dos tipos de exames incorporados ao rol de procedimentos e da própria rede física de atendimento em serviços de apoio diagnóstico e terapêutico (SADT). Isso demonstra que o setor vem crescendo com responsabilidade, sem pressionar o orçamento da saúde suplementar.

Tal perspectiva é crucial e favorece uma cultura de prevenção baseada em diagnósticos mais rápidos, precisos e que fazem uso de recursos avançados de tecnologia para permitir intervenções clínicas em estágios iniciais de uma doença — o que melhora o atendimento para os pacientes e reduz custos futuros para o sistema.

Sobre essa questão, estudos recentes apontam que o investimento em atenção primária pode reduzir em até R$ 400 milhões os custos do sistema de saúde. 

“A Medicina Diagnóstica tem se reinventado constantemente e seguirá contribuindo de modo positivo com o fortalecimento do sistema de saúde como um todo. Para tanto, é indispensável acompanhar, com visão estratégica, tendências capazes de contribuir com a integração e inovação no cuidado aos pacientes, identificando caminhos que possam beneficiar todo o ecossistema de atenção primária e, em última instância, a própria economia do país, dado que o crescimento do setor gera efeitos positivos para o ambiente macroeconômico nacional”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

Sobre os efeitos na economia, além de representar um importante vetor de inovação tecnológica, a Medicina Diagnóstica contribuiu diretamente com a alta do PIB do ano passado, na casa de 3,4%, que foi impulsionado pelo setor de serviços; e com a geração de empregos na saúde – até o terceiro trimestre de 2024, o Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS) indicou um aumento de 1,5% na cadeia do setor, com mais de 5,1 milhões de postos de trabalho sendo preenchidos no período. 

Inovação e integração: perspectivas para 2025

O avanço da tecnologia no setor de saúde faz parte de uma perspectiva global: a consultoria Future Market Insights projeta que, até 2033, mais de US$ 253 bilhões devem ser investidos em transformação digital no setor de saúde em todo o mundo. 

“Não há dúvidas de que a digitalização impulsiona o crescimento dos mais diversos setores, incluindo a Medicina Diagnóstica. Além disso, ao adotar novas soluções baseadas em tendências disruptivas, é possível ampliar a precisão em diagnósticos, favorecer a integração entre hospitais e laboratórios, e aumentar a acessibilidade para os pacientes, ao mesmo tempo em que o segmento cumpre novas regulações, aprimora suas políticas ESG e caminha em prol de mais sustentabilidade operacional”, explica Milva Pagano.

Sobre a busca por maior acessibilidade e eficiência no cuidado à população que se expande por meio da tecnologia, é positivo observar que, já em 2023, tivemos um aumento de 54% no número de exames ou laudos acessados digitalmente em relação a 2022. Na comparação com 2021, o volume dobrou. 

Esse avanço permite ganhos de escala, sustentabilidade financeira, promovendo ainda comodidade ao paciente e ajudando a mitigar desigualdades de acesso em um país de dimensões continentais como o Brasil.

A diretora-executiva da Abramed acrescenta ainda que, por meio da tecnologia, é possível não só enfrentar de modo mais resiliente os desafios econômicos e do sistema de saúde nacional de 2025, mas também identificar novas oportunidades de crescimento sustentável a partir do ganho de eficiência e potencial redução de custos operacionais para a Medicina Diagnóstica.

“A mentalidade inovadora e capacidade de adaptação seguirão como base centrais do protagonismo da Medicina Diagnóstica no ecossistema de saúde nacional. Para este ano, a união destes fatores pode fortalecer também um modelo de cuidado mais integrado, preventivo e acessível a toda população. Desse modo, continuaremos nos fortalecendo, contribuindo para o desenvolvimento do país e, sobretudo, para o atendimento às necessidades da população brasileira”, conclui Milva Pagano.  

JOTA destaca posicionamento da Abramed sobre PL que permite uso de exames privados no SUS

A proposta que prevê a aceitação de exames realizados na rede privada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) avançou na Câmara dos Deputados e foi tema de matéria publicada pelo portal JOTA, que contou com a contribuição da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Aprovado na Comissão de Saúde da Câmara, o Projeto de Lei 4459/2023 propõe que exames laboratoriais feitos em estabelecimentos privados sejam válidos para diagnóstico e autorização de procedimentos no SUS, sem necessidade de repetição na rede pública.

Para a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, o texto representa um avanço significativo na gestão eficiente de recursos e na jornada do paciente.

“Ao impedir a recusa injustificada de exames já realizados, o projeto evita retrabalho, otimiza recursos públicos e contribui para o fluxo eficiente de atendimento aos pacientes. Além disso, o texto aprovado preserva a equidade do SUS ao assegurar que a apresentação de exames particulares não interfere na ordem de prioridade das listas de espera”, afirmou ao JOTA.

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), em votação conclusiva na Câmara. Se aprovado, seguirá para análise no Senado.

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Veja destaca dados da Abramed sobre vírus respiratórios em circulação

A coluna Letra de Médico, da revista Veja, publicou uma matéria especial sobre a importância de diferenciar gripe, resfriado e viroses, trazendo dados da Abramed sobre a circulação atual de vírus respiratórios no Brasil. A reportagem cita levantamento da Associação que mostra a queda da positividade para Covid-19 e o aumento nos casos de Influenza A H1N1, com taxas em torno de 20% no mês de maio.

A matéria também reforça a importância da testagem correta para orientar o tratamento e evitar complicações — especialmente entre os mais vulneráveis — e destaca a ampliação da disponibilidade de exames moleculares na rede privada.

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UOL comenta falta de vacinação após dados da Abramed terem mostrado pico de dengue no início do ano

O portal UOL publicou reportagem especial sobre os desafios do Brasil no enfrentamento à dengue em 2025 e destacou dados da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) sobre a taxa de positividade de testes realizados na rede privada. Segundo levantamento citado pela matéria, a positividade alcançou 28,9% em março — o maior índice desde maio de 2024.

O Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, foi uma das fontes ouvidas pela reportagem. Ele alertou para o crescimento da positividade mesmo com menor número de testes realizados, reforçando a importância da vigilância diagnóstica.

“A dengue é com certeza a mais prevalente e a mais importante, mas também foi visto um aumento de casos de chikungunya neste ano”, afirmou Galoro.

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Maio Amarelo: exame toxicológico é pilar essencial para a redução dos acidentes de trânsito, aponta Abramed

Mais de 188 mil motoristas testaram positivo para substâncias psicoativas em exames realizados entre janeiro de 2016 e setembro de 2023, evidenciando a importância dos testes para uma cultura de segurança nas estradas

O Maio Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre segurança no trânsito, reforça a importância de refletirmos sobre ações efetivas para a redução de acidentes nas estradas e rodovias do país. E o exame toxicológico tem se confirmado uma base indispensável nesse sentido: de acordo com números da Polícia Federal, por exemplo, quando a Lei 13.103/2015 passou a exigir o teste para a habilitação das categorias C, D e E, o Brasil teve uma redução de 45% no número de acidentes de ônibus e 37% em caminhões, entre 2015 e 2017.

Além disso, desde janeiro de 2016 até setembro de 2023, mais de 188 mil condutores testaram positivo para substâncias psicoativas, segundo dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito). Tais números evidenciam a relevância da triagem toxicológica na queda dos índices de acidentes nas estradas e a consequente necessidade de ampliar o alcance de uma política pública que pode ser decisiva para a construção de uma cultura de trânsito mais segura. 

Essa discussão torna-se ainda mais indispensável diante do cenário atual brasileiro: em 2024, mais de 6,1 mil pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais brasileiras, conforme levantamento divulgado pela PRF. Também foram registrados mais de 73 mil sinistros de trânsito entre janeiro e dezembro do ano passado, com um total de 84,5 mil feridos; números estes que jogam luz para uma verdadeira crise de segurança viária e a urgência de iniciativas consistentes de prevenção, como a fiscalização efetiva e a ampliação dos testes toxicológicos.

“Os dados demonstram que o exame toxicológico é um dos pilares para a prevenção de acidentes de trânsito. Ampliar sua adoção em todo o ecossistema de mobilidade, nesse sentido, é uma medida que pode salvar milhares de vida”, explica Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Apesar dos ganhos evidentes que o exame toxicológico traz para a segurança no trânsito, ainda há gargalos que precisam ser superados na aplicação de sua obrigatoriedade – fato que volta à tona dentro do contexto do Maio Amarelo. 

Nesse sentido, também segundo a Senatran, mais de 1,5 milhão de condutores encerraram o ano passado com o exame vencido, contrariando a legislação atual, estando sujeitos a multas e autuações, além de colocar em risco a própria vida e a de outros motoristas. 

É importante frisar que a realização do exame é simples e rápida, sendo feito em laboratórios credenciados no Detran por meio da análise da análise de fios de cabelo, pelos corporais ou unhas dos motoristas e com janela de detecção de até 90 dias.

“O Brasil conta com características logísticas que tem na malha rodoviária sua principal rota de distribuição. Isso torna ainda mais urgente que os motoristas – sobretudo condutores profissionais – estejam em plenas condições de saúde física e mental para exercer sua atividade. O exame toxicológico é um instrumento técnico que contribui para esse monitoramento contínuo”, acrescenta a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. 

A relevância dos testes toxicológicos também se reflete na opinião da população. Dados do Ipec (Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) divulgados no início deste ano indicam que 79% dos brasileiros apoiam a exigência do exame para obtenção ou renovação da CNH em todas as categorias – conforme supracitado, hoje a obrigatoriedade é restrita às categorias C, D e E. 

O dado revela um avanço significativo na conscientização da sociedade sobre a necessidade de reduzir o número de acidentes nas vias urbanas e nas rodovias, ao passo que a Abramed reforça que, além da fiscalização, é fundamental que haja políticas públicas articuladas, com campanhas educativas permanentes e ampliação do acesso aos exames em todas as regiões do país. O fortalecimento da rede laboratorial e o investimento em tecnologia e qualificação de profissionais são pontos centrais para abrir caminho para um trânsito mais seguro. 

“Tudo isso só demonstra como a relação entre exames toxicológicos e segurança viária se consolida como um dos pontos centrais do Maio Amarelo, fortalecendo também o papel da medicina diagnóstica como aliada na preservação de vidas”, conclui a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. 

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de Medicina Diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da Medicina Diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da Medicina Diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 80% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

22 de maio de 2025

Brasil registra variações de Covid-19 frente ao avanço da Influenza e da H1N1

Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, revelam tendências opostas entre Covid-19, Influenza e H1N1 no país. Enquanto a taxa de positividade da Covid-19 variou entre 1,4% e 5,4% nas semanas de 6 de abril (Semana Epidemiológica 15) a 3 de maio (Semana Epidemiológica 18), Influenza e H1N1 apresentaram crescimento preocupante, atingindo, respectivamente, 16,3% e 18,8% de positividade no mesmo período.

A Covid-19 apresentou oscilações, com baixa taxa de positividade nas últimas semanas.

A média móvel, que considera os resultados das últimas cinco semanas, mostra um movimento de queda, demonstrando um cenário de estabilidade e controle da circulação do vírus.=

A Abramed destaca a importância da continuidade da vigilância laboratorial, da testagem em casos sintomáticos e da notificação adequada às autoridades de Saúde, especialmente diante das variações sazonais e possíveis novas cepas.

Diferente do cenário da Covid-19, após um período de queda entre fevereiro e o início de março, a Influenza e a H1N1 voltam a apresentar curva ascendente, com elevação dos casos nas últimas semanas de referência (entre 06 de abril -SE 15 – e 03 de maio de 2025 – SE 18).

As médias móveis mostram uma tendência clara de alta — com taxas de 10,6% para influenza e 10,3% para H1N1 na medição mais recente — indicando períodos de alta nos casos.

Esse comportamento reforça a necessidade de atenção às campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades. A identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial são fundamentais para evitar complicações e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.

“O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública. Além disso, a vacinação contra a gripe deve ser incentivada como estratégia de prevenção, principalmente entre os grupos prioritários”, afirma o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à sua contenção.

Jornal O Globo publica dados da Abramed sobre dengue

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) publicado no jornal O Globo, o índice de positividade, que se mantinha estável em torno de 20%, voltou a subir nas últimas semanas e atingiu 28,9% no período de 16 a 22 de março — o maior desde maio de 2023.

Para o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, o avanço é preocupante e demanda atenção redobrada por parte das autoridades de saúde e da população. “Esse crescimento reforça a urgência de medidas preventivas, como o combate ao mosquito Aedes aegypti, ampliação da testagem e conscientização da população para evitar a proliferação da doença”, afirmou à reportagem.

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