Carnaval e dengue: Abramed revela aumento dos casos e alerta sobre prevenção

Nas semanas de 19/01 a 01/02 de 2025, a taxa de positividade chegou a 19,3%, a maior desde outubro de 2024

O período de Carnaval traz um risco adicional para a transmissão de doenças como a dengue, especialmente no cenário atual. Isso porque segue alta a taxa de positividade dos exames de dengue realizados nos laboratórios privados associados à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). Os números em janeiro de 2025 são os maiores desde outubro de 2024.

Na semana epidemiológica 40 de 2024 (29/09 a 5/10), a positividade chegou a 19,2% e foi baixando, até atingir um pico de 28,8% na segunda semana epidemiológica de 2025 (de 5 a 11 de janeiro). Mesmo caindo para 22,7% na terceira semana de 2025 (de 12 a 18 de janeiro) e para 19,3% na quarta e quinta semanas (de 19/01 a 01/02), o índice é alto.

A média móvel da positividade, quando comparada com as últimas cinco semanas, confirma a tendência de alta nos casos, já que considera todas as semanas do mês de janeiro. “O aumento observado pode ser um alerta de surto ou início de uma epidemia de dengue. A positividade é elevada e indica uma possível ampliação da transmissão”, alerta Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Carnaval

Durante o Carnaval, milhões de pessoas se deslocam entre cidades e estados para participar de festas, desfiles e blocos de rua. Este intenso movimento populacional facilita a disseminação do vírus da dengue, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, para regiões onde a transmissão ainda está controlada.

Além disso, pessoas infectadas, mas ainda assintomáticas, podem contribuir para a propagação do vírus. Isso cria um cenário perigoso, onde áreas menos afetadas acabam enfrentando um aumento de casos após o período festivo.

O Carnaval ocorre em pleno verão, época marcada por temperaturas elevadas e alta incidência de chuvas. Essas condições climáticas são ideais para a reprodução do mosquito, que encontra nos acúmulos de água parada o ambiente perfeito para colocar seus ovos.

Os próprios eventos carnavalescos podem agravar o problema. O lixo acumulado – como copos, garrafas e latas – quando exposto à chuva, transforma-se em criadouros do mosquito.

O contato próximo entre multidões é outro fator de preocupação. Além de aumentar o risco de picadas por mosquitos infectados, a reunião de pessoas em grandes aglomerações facilita a disseminação do vírus para novas localidades.

A prevenção contra a dengue é fundamental. Antes de viajar ou participar de eventos, é indicado verificar e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água em casa, evitando criadouros do mosquito Aedes aegypti. Durante as festividades, recomenda-se o uso de repelentes aplicados regularmente no corpo todo, reforçando a proteção especialmente à noite.

“É aconselhado, sempre que possível, usar roupas de manga longa e calças, principalmente em locais com alta incidência da doença. Importante ficar atento aos sintomas de dengue, como febre alta, dores no corpo ou manchas vermelhas na pele, buscando assistência médica imediatamente em caso de suspeita. A prevenção é a melhor forma de garantir um Carnaval seguro e saudável”, acrescenta Galoro.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por cerca de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão da dengue no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à contenção da doença.

Dengue em alta: dados de laboratórios privados reforçam necessidade de testagem e prevenção

Segundo Abramed, a taxa de positividade dos casos de dengue na semana de 22 a 28 de dezembro de 2024 foi a maior do último trimestre do ano

13 de janeiro de 2025 – Com a temporada de calor e chuvas, o temor das arboviroses – doenças virais transmitidas principalmente por mosquitos – volta a rondar a população brasileira. Dentre as mais conhecidas estão dengue, zika, chikungunya, oroupouche e febre amarela, segundo o Ministério da Saúde.

A combinação de altas temperaturas e acúmulo de água parada cria um ambiente propício para a proliferação dos mosquitos transmissores da doença. Eles se tornam portadores dos vírus ao picar uma pessoa infectada e, subsequentemente, passam o vírus para outras pessoas durante suas picadas. Por isso, é importante intensificar as ações de prevenção e diagnóstico.

Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados são responsáveis por cerca de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil, a taxa de positividade dos casos de dengue foi de 13,81% na semana de 22 a 28 de dezembro de 2024, a maior do último trimestre de 2024.

Além disso, a taxa de positividade registrou sua 3ª semana consecutiva de alta (de 1 a 28 de dezembro de 2024). O mesmo acontece com a média móvel, quando comparada com as últimas 5 semanas, indicando uma tendência de alta para os próximos períodos.

“A testagem e a prevenção são as chaves para enfrentar o desafio que as arboviroses representam, especialmente no período de maior vulnerabilidade climática. Nesse contexto, a análise de dados laboratoriais torna-se estratégica para antecipar tendências epidemiológicas, avaliar a eficácia das campanhas de prevenção e orientar políticas públicas”, comenta o médico patologista Alex Galoro, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Exames como PCR e testes de antígeno são essenciais, permitindo o tratamento adequado dos pacientes. No caso da dengue, Galoro lembra que as sorologias permitem detectar em apenas alguns dias os anticorpos IgM. Já os anticorpos IgG passam a ser detectáveis a partir do sétimo dia de doença.

“Na dengue, o hemograma é imprescindível após o diagnóstico, para monitoramento do paciente, para avaliação da necessidade de reidratação e o risco de dengue hemorrágica”, explica.

A Abramed reforça a importância de que exames diagnósticos sejam realizados em laboratórios clínicos, que garantem precisão nos resultados, testes mais abrangentes e total conformidade com os padrões de qualidade. Diagnósticos rápidos e precisos são essenciais para o controle das arboviroses.

Monitoramento

Os dados de exames realizados pelas associadas à Abramed são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão da dengue no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à contenção da doença.

Privacidade e tecnologia: Abramed alerta sobre a responsabilidade na gestão de dados de saúde

No Dia Internacional da Privacidade de Dados (28/1), a entidade mostra como garantir a segurança das informações, especialmente na era da inteligência artificial

13 de janeiro de 2025 – A proteção de dados pessoais vem ganhando cada vez mais relevância no cenário mundial, e em especial no setor de saúde, responsável por tratar um grande volume de dados sensíveis e de natureza confidencial. Em alusão ao Dia Internacional da Privacidade de Dados (28/1), a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) lembra a importância do tema.

Antes da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), o setor de saúde não se preocupava tanto com a segurança dos dados pessoais, limitando-se à confidencialidade entre médico e paciente, que era frequentemente comprometida devido à falta de boas práticas em governança de dados e segurança tecnológica nas empresas.

“Antigamente, as quebras de confidencialidade não causavam grandes danos, mas, com a globalização das informações e o aumento de golpes envolvendo dados pessoais, o setor de saúde tornou-se alvo de estelionatários”, explica Eduardo Nicolau, membro do Comitê de Proteção de Dados da Abramed e DPO – Data Protection Officer da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Diante desse novo cenário, empresas de medicina diagnóstica implementaram soluções para garantir a segurança da informação. Entre elas, a adoção de controles de acesso baseados na função do colaborador e a autenticação de sistemas com múltiplos fatores. Ou seja, o colaborador recebe um token, por mensagem ou aplicativo de celular que, juntamente com seu usuário e senha, permite o acesso a sistemas e plataformas da empresa.

Outros exemplos são a criptografia de dados armazenados, a atualização de patches de segurança para sistemas operacionais e acesso remoto a sistemas com rede privada — que corrigem vulnerabilidades e falhas de segurança, protegendo os sistemas contra ataques — e o uso de protocolo seguro de transferência de dados na internet.

Além dos cuidados com a segurança cibernética, muitas empresas do setor de medicina diagnóstica implementaram modelos de governança, garantindo a proteção dos dados pessoais de pacientes, médicos e parceiros de negócio. Entre as principais medidas adotadas está a gestão de risco em privacidade, por meio de processos que orientam a proteção dos dados pessoais desde sua concepção e incluem medidas compensatórias para processos de alto risco.

“Também é comum a avaliação de terceiros quanto à sua maturidade em proteção de dados, a gestão adequada de políticas de retenção de dados para cumprir obrigações legais e reduzir riscos em casos de vazamentos ou acessos indevidos, como também a implementação de um plano robusto de resposta a incidentes”, acrescenta Nicolau.

Após a promulgação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as empresas tiveram tempo para se adaptar aos novos requisitos antes das sanções entrarem em vigor. Essa adaptação incluiu um passo importante: conscientizar os colaboradores sobre como manipular dados pessoais de acordo com a lei, esclarecendo seus direitos como donos dos dados e os deveres das empresas que os tratam.

“Hoje aqueles que manipulam os dados pessoais de outras pessoas o fazem com a consciência dos impactos e da responsabilização de seus atos, deixando as operações mais seguras”, comenta. Embora algumas empresas estejam mais maduras em privacidade e proteção de dados do que outras, Nicolau diz que todas, sem exceção, incluem em seus orçamentos anuais iniciativas para aumentar sua maturidade, implantar controles e fortalecer a governança.

Legislação

Em relação à privacidade e proteção de dados pessoais no uso da inteligência artificial (IA), Nicolau diz que o Projeto de Lei 2338/2023, em análise pela Câmara dos Deputados, garante a proteção aos direitos fundamentais dos cidadãos e estabelece responsabilidades para desenvolvedores e operadores, mas sua eficácia só será comprovada com o passar do tempo, a evolução da tecnologia e o poder fiscalizatório dos órgãos reguladores.

“A proposta de regulação da IA permite inovações ao proteger dados pessoais e garantir algoritmos eficazes e éticos, mas o modelo de classificação de riscos pode dificultar a responsabilização e gerar debates complexos sobre impactos em direitos fundamentais. A IA ainda é muito recente e o mundo a entende de forma superficial”, expõe.

Nicolau considera a legislação atual de proteção de dados abrangente, mas aponta que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) precisa abordar as particularidades do setor de saúde, que envolve um ecossistema de informações heterogêneas e desconexas.

“Diferentemente do modelo europeu, o Brasil carece de regras específicas para o compartilhamento de dados de saúde. O setor necessita de regulamentações que garantam a segurança, a qualidade e a interoperabilidade dos dados, permitindo a integração entre entidades públicas e privadas e melhorando os diagnósticos, tratamentos e redução de custos”, comenta.

A privacidade de dados é essencial para evitar consequências graves, como discriminação ou exposição indesejada de informações de saúde. Em um mundo digital, organizações que investem na proteção e transparência dos dados se destacam. “A implementação da privacidade está ligada a práticas éticas e responsáveis, aumentando a confiança e reduzindo riscos legais. Com a crescente conscientização sobre a proteção de dados, os consumidores tendem a escolher marcas que priorizam a privacidade de seus dados pessoais”, expõe Nicolau.

Através de seu Comitê de Proteção de Dados, composto por profissionais de diversas áreas, como saúde, direito, tecnologia e cibersegurança, a Abramed discute questões relevantes para o setor. “Entre as conquistas, destaque à contribuição para subsídios da ANPD sobre temas como multas, sanções administrativas, transferência internacional de dados e notificação de incidentes. Atualmente, o Comitê está focado em discutir a regulação da inteligência artificial, buscando influenciar as políticas que impactam as atividades do setor de saúde”, finaliza Nicolau.

Aids: diagnóstico é um dos pilares para alcançar as metas globais de controle da epidemia

Diagnósticos mais precoces e confiáveis contribuem para reduzir a transmissão do vírus e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV

1 de dezembro de 2024 – Neste Dezembro Vermelho, mês da campanha nacional de conscientização sobre HIV/Aids, é importante ressaltar que o diagnóstico é um dos pilares para alcançar as metas globais de controle da epidemia. O objetivo estabelecido pelo Unaids é claro: ter, até 2030, 95% das pessoas diagnosticadas, tratadas e com carga viral indetectável no mundo.

“Atualmente, dois grandes grupos de testes são utilizados para a detecção do HIV: os testes sorológicos e os moleculares, cada um com funções específicas no diagnóstico e acompanhamento da infecção”, explica o patologista clínico Carlos Eduardo Ferreira, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e gerente médico do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os testes sorológicos estão disponíveis de duas formas. No laboratório clínico, o processo envolve coleta de sangue, separação do soro e análise automatizada. Já os testes rápidos, incluindo os autotestes, disponíveis em farmácias e clínicas, são feitos com amostras de sangue ou saliva.

“Os testes realizados em laboratório permitem pesquisar tanto os anticorpos quanto o antígeno do vírus, o que garante um desempenho superior em comparação aos testes que analisam apenas a presença de anticorpos. Já os testes rápidos têm maior chance de resultados falso-positivos — ou seja, quando o teste indica um resultado positivo, mas a pessoa não está infectada”, salienta Ferreira.

Segundo ele, a chance de um resultado falso-negativo nos testes laboratoriais é praticamente mínima, devido à janela imunológica, que é o período entre a infecção e a detecção do vírus. “No laboratório, essa janela é de apenas alguns dias, então, se uma pessoa entrou em contato com o vírus hoje, é provável que o teste já seja positivo após cinco ou seis dias. Para identificar a infecção na fase aguda, quando a janela imunológica ainda pode ser um fator, somente o teste molecular é capaz de detectar diretamente o vírus”, salienta.

Os testes moleculares, como o PCR para HIV, podem ser qualitativos, usados para confirmar infecções, ou quantitativos, que medem a carga viral e auxiliam no monitoramento do tratamento de pacientes já diagnosticados. Eles são essenciais para detectar a presença do vírus em fases muito precoces da infecção, quando outros testes ainda não conseguem identificar o HIV.

Ferreira destaca que com os avanços tecnológicos, os resultados falso-positivos diminuíram consideravelmente em todos os tipos de testes. Ainda assim, sua ocorrência reforça a importância de protocolos de confirmação diagnóstica. “O recente caso de contaminação de pacientes com o vírus HIV no Rio de Janeiro evidencia falhas na execução do teste ou até mesmo a sua não realização, mas isso não implica que o teste seja ineficaz.”

O progresso no desenvolvimento dos testes diagnósticos reflete os esforços contínuos da comunidade científica para ampliar o acesso e a precisão na detecção do HIV. “Esses avanços, aliados ao compromisso com a equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento, são passos essenciais para cumprir as metas da Unaids para 2030. Eles garantem diagnósticos mais precoces e confiáveis, contribuindo para reduzir a transmissão do vírus e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV”, finaliza Ferreira.

Dados sobre a Aids

Segundo o Unaids Brasil, a mortalidade pela doença caiu mais de 25% na última década, passando de 5,5 mortes por 100 mil habitantes para 4,1. No mundo, o impacto do HIV também diminuiu. Em 2023, 1,3 milhão de pessoas foram infectadas pelo vírus, um número muito inferior aos 3,3 milhões registrados em 1995. Desde 2004, as mortes relacionadas à Aids foram reduzidas em 69%, e em 51% desde 2010.

No entanto, essa realidade é desigual. Populações vulneráveis enfrentam barreiras significativas no acesso e na adesão ao tratamento. Apenas 15% das pessoas trans, por exemplo, têm o tratamento em dia, e as mulheres apresentam piores desfechos em todas as etapas do cuidado, desde a detecção até a supressão da carga viral. A falta de informação entre jovens e pessoas negras sobre tratamentos preventivos e emergenciais agrava ainda mais esse cenário.

O Relatório do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2024, intitulado “Sigamos o caminho dos direitos”, enfatiza que a igualdade de gênero e o respeito aos direitos humanos são pilares fundamentais para erradicar a doença. Promover aceitação, cuidado e inclusão em todas as comunidades é indispensável para alcançar o desenvolvimento sustentável e garantir segurança e dignidade para todos.

Novembro Azul: a importância do cuidado integral com a saúde masculina

Segundo a Abramed, em 2023, as mulheres realizaram mais exames de imagem e de análises clínicas que os homens

Novembro de 2024 – O Novembro Azul é mais do que uma campanha focada no câncer de próstata; ele reforça a importância de cuidar da saúde masculina como um todo. Em 2023, a Abramed constatou que as mulheres realizaram mais exames de imagem e de análises clínicas do que os homens, refletindo um comportamento recorrente de menor atenção à própria saúde. Os dados são da sexta edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico.

Esse descuido tem consequências significativas. Globalmente, os homens apresentam expectativa de vida menor do que as mulheres e possuem maior probabilidade de falecer antes dos 70 anos. Segundo dados de 2019 do Ministério da Saúde, aproximadamente 56% das mortes por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) ocorrem entre homens, evidenciando sua maior vulnerabilidade a essas condições.

Entre as principais causas de morte estão infarto agudo do miocárdio, doenças cerebrovasculares – como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e hemorragia subaracnóidea – câncer de próstata, câncer de brônquios, traqueia e pulmões, além de cirrose hepática. Esses dados reforçam a necessidade de atenção e conscientização constantes sobre a saúde masculina.

A Abramed destaca a importância do diagnóstico precoce na identificação e no tratamento de condições graves. Alex Galoro, Líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da entidade, alerta que muitas doenças poderiam ser mais bem tratadas se houvesse uma cultura mais forte de autocuidado e prevenção entre os homens. “O estigma de que procurar o médico é sinal de fraqueza ou algo desnecessário ainda persiste, e isso afeta a detecção precoce de doenças como hipertensão, diabetes e câncer de próstata, cujo tratamento é mais eficaz quando iniciado logo no início dos primeiros sintomas”, explica.

Para uma saúde plena, também é preciso adotar hábitos saudáveis, como a prática regular de atividades físicas, ter uma alimentação equilibrada e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco. “O autocuidado deve ser estimulado por meio de políticas públicas e campanhas, como o Novembro Azul, que incentivam os homens a priorizar sua saúde”, acrescenta Galoro.

Fatores emocionais, como o estresse e a ansiedade, que frequentemente são negligenciados, também afetam a qualidade de vida e o bem-estar dos homens. Estudos indicam que uma rotina que inclua momentos de descanso, atividades de lazer, apoio social e acompanhamento psicológico, quando necessário, pode auxiliar na prevenção de doenças e no controle de condições crônicas.

“É fundamental que os homens adotem uma visão mais ampla sobre seu bem-estar, buscando não apenas o tratamento de doenças, mas também a prevenção por meio de hábitos saudáveis. Superar a resistência cultural à busca por cuidados médicos é essencial para garantir uma vida mais longa e saudável”, conclui Galoro.

Câncer

No Brasil, o INCA projeta que, entre 2023 e 2025, cerca de 239 mil homens serão diagnosticados com câncer a cada ano. Excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum entre os homens é o câncer de próstata, responsável por aproximadamente 30% dos casos, seguido pelos de cólon e reto (9,2%), pulmão (7,5%), estômago (5,6%) e cavidade oral (4,6%).

No caso do câncer de próstata, a investigação inicial da doença geralmente é feita por meio de dois exames principais, segundo o Ministério da Saúde. O primeiro é o toque retal, que permite verificar o tamanho, a forma e a textura da próstata, além de avaliar possíveis alterações nas partes posterior e lateral do órgão. O segundo exame é o PSA, realizado a partir de uma amostra de sangue. O teste mede a quantidade do Antígeno Prostático Específico, uma proteína produzida pela próstata. Níveis elevados dessa proteína podem indicar câncer, embora também possam ser causados por condições benignas da próstata.

Para confirmar a presença de câncer de próstata, é necessário realizar uma biópsia, que consiste na retirada de pequenas amostras da próstata para análise laboratorial. Esse exame é recomendado quando há alterações suspeitas no toque retal ou nos níveis de PSA. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendam o rastreamento do câncer de próstata sem a orientação médica e antes dos 45 anos.

Número de mamografias realizadas na rede privada cresce 20%, segundo Abramed

A comparação é entre 2022 e 2023, de acordo com dados dos associados, que representam 80% de todos os exames feitos na Saúde Suplementar no Brasil

Neste Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) reforça a importância da mamografia como uma ferramenta essencial na detecção precoce desta doença, que é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

Em 2023, as associadas da Abramed realizaram 1.499.154 exames de mamografia, um crescimento de 20% em comparação a 2022, com 1.248.522 exames. Esses dados, da sexta edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, destacam o avanço na conscientização e no rastreamento da doença.

Entretanto, o percentual de não comparecimento aos exames permanece alto. Tanto em 2022 quanto em 2023, mais de 15% das pacientes agendadas não foram ao local para realizar a mamografia. Esses índices de ausência revelam um desafio importante a ser enfrentado, tanto para a otimização dos serviços de saúde quanto para garantir que mais mulheres possam realizar o exame preventivo.

De todos os exames de imagem realizados pelos associados à Abramed, a mamografia correspondeu a 5% do total, tanto em 2022 quanto em 2023, em um universo de mais de 24 e 29 milhões de exames, respectivamente. Vale lembrar que os associados à Abramed são responsáveis por 80% de todos os exames feitos na Saúde Suplementar no Brasil.

“Os números crescentes de mamografias realizadas refletem um avanço significativo na conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. No entanto, o desafio do ‘no show’ ainda persiste, e cabe a todos trabalharmos para que mais mulheres compreendam a importância de realizar esse exame, pois ele pode salvar vidas,” destaca Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a mamografia bienal para mulheres entre 50 e 69 anos é a rotina adotada pela maioria dos países que implementaram programas organizados de rastreamento do câncer de mama. Essa recomendação se fundamenta em sólidas evidências científicas, que demonstram o impacto positivo dessa estratégia na redução da mortalidade entre as mulheres desse grupo etário.

Quantidade de exames de dengue realizados na rede privada cai 3%, segundo Abramed

Passando de 69.166 para 67.365, a comparação é entre as semanas de 28/04 a 04/05 e 05/05 a 11/05

O número de exames de dengue realizados na rede privada caiu 3% na comparação entre as semanas de 28/04 a 04/05 e de 05/05 a 11/05, passando de 69.166 para 67.365. Em casos positivos, houve um pequeno aumento de 1%, passando de 22.735 para 22.895 no período. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam cerca de 65% do volume total de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Considerando os dados das últimas seis semanas, de 31/03 a 11/05, o total de exames realizados foi de 443.920, com uma taxa de positividade média ponderada de 32,8%, resultando em 145.734 casos positivos. Neste período, o pico foi na semana de 07/04 a 13/04, que registrou 80.554 exames e 26.730 casos positivos.  

Importante ressaltar que desde a semana de 14/04 a 20/04, a quantidade de exames de dengue realizados na rede privada vem reduzindo. Já a taxa de positividade variou entre 32% e 34%.

Esses dados ressaltam a importância da vigilância contínua e da implementação de medidas preventivas eficazes para combater a propagação da doença. Comprometida com a situação, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, segurança, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade, permitindo identificar casos mais graves de dengue. 

Vale lembrar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

Casos de covid-19 na rede privada caem pela metade, segundo Abramed

De 05/05 a 11/05, foram realizados 8.509 exames, com 166 positivos: os números mais baixos das últimas seis semanas

Tanto a quantidade de exames de covid-19 quanto o número de positivos caíram mais de 50% na rede privada, na comparação entre a semana de 28/04 a 04/05 e a semana de 05/05 a 11/05. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam cerca de 65% do volume total de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Na semana de 28/04 a 04/05, foram realizados 18.468 exames com 345 casos positivos. Na semana seguinte, de 05/05 a 11/05, o número de exames caiu drasticamente para 8.509, com 166 casos positivos, os números mais baixos das últimas seis semanas, de 31/03 a 11/05. Isso significa que houve uma redução de 54% no número de exames realizados e uma diminuição de 52% no número de casos positivos. 

No total das últimas seis semanas, de 31/03 a 11/05, foram realizados 106.888 exames com uma taxa de positividade média ponderada de 2,7%, resultando em 2.908 casos positivos.

Prezando pela precisão e qualidade dos resultados, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos. Vale lembrar que os associados enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

Casos de dengue têm alta de 11% e casos de covid-19 caem 33% na rede privada

Os dados são dos laboratórios associados à Abramed, cujos associados representam 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil

19 de abril de 2024 – Tanto o número de exames de dengue quanto os resultados positivos aumentaram 11% na rede privada, na comparação entre a semana de 31 de março a 6 de abril e a semana de 7 a 13 de abril. A quantidade de exames realizados passou de 72.507 para 80.554, enquanto os positivos foram de 24.053 para 26.730.

Esses números foram os maiores registrados nas últimas seis semanas, de 3 de março a 13 de abril, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Nas últimas seis semanas, foram realizados 436.785 exames de dengue, com taxa de positividade média ponderada de 31,3%, indicando que aproximadamente um terço dos exames resultaram positivos para a doença. 

Já os casos de covid-19 registrados na rede privada caíram 33% na comparação entre a semana de 31 de março a 6 de abril e a semana de 7 a 13 de abril, passando de 808 resultados positivos para 542. A quantidade de exames também reduziu: foi de 18.357 para 16.562, representando uma queda de 10% na comparação entre as semanas.

No mesmo período, foram realizados 132.714 exames de covid-19, com taxa de positividade média de 10,9%, totalizando 14.493 positivos. Desde o começo de março, o número de positivos em testes de covid-19 vem diminuindo gradativamente.

Prezando pela precisão e qualidade dos resultados, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos. Vale lembrar que os associados enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

Casos de dengue na rede privada têm a maior taxa das últimas seis semanas, alerta Abramed

De 17 a 23 de março, foram realizados 73.328 exames, com 21.705 positivos, um aumento de 15% na positividade em relação à semana anterior

Tanto o número de exames de dengue realizados na rede privada quanto a quantidade de positivos registrados na semana de 17 a 23 de março são os maiores das últimas seis semanas, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados representam 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Na comparação entre a semana de 10 a 16 de março e a semana de 17 a 23 de março, os casos de dengue aumentaram 15%, passando de 18.870 positivos para 21.705. A quantidade de exames realizados também aumentou, de 70.150 para 73.328, representando um crescimento de 5%. 

No acumulado de seis semanas, de 11 de fevereiro a 23 de março, foram realizados 402.559 exames de dengue, com 104.010 casos positivos, ou seja, 25,8% do total, segundo uma média ponderada do período.

Esses dados ressaltam a importância da vigilância contínua e da implementação de medidas preventivas eficazes para combater a propagação da doença. Comprometida com a situação, a Abramed defende que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, segurança, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade, permitindo identificar casos mais graves. 

Vale lembrar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.

ABRAMED – Exames e positividade – DENGUE (2024)
 Semana
 11/02 a 17/0218/02 a 24/0225/02 a 02/0303/03  a 09/0310/03 a 16/0317/03 a 23/03Total 6 semanas*
Nº de exames realizados            47.712             69.065             71.392             70.912                     70.150                         73.328                     402.559 
Taxa de positividade24%23%25%26%25%30%25,8%
Número positivos            11.233             15.947             17.848             18.407                     18.870                         21.705                     104.010 

* a taxa de positividade total é a média ponderada do período

Aumento número de exames na última semana: 5%

Aumento do número de positivos na última semana:  15%