Abramed destaca desafios e perspectivas da Medicina Diagnóstica em reportagem do Valor Econômico

Matéria analisa como envelhecimento da população, doenças crônicas e inovação tecnológica estão transformando o setor e ampliando seu papel na jornada do cuidado.

A Abramed participou de reportagem publicada pela Revista Saúde, do Valor Econômico, que analisa os fatores que vêm impulsionando a expansão da Medicina Diagnóstica no Brasil. A publicação aborda como o envelhecimento populacional, o crescimento das doenças crônicas e a busca por modelos de cuidado mais preventivos têm ampliado a demanda por exames e acelerado investimentos em tecnologia, automação, inteligência artificial e infraestrutura diagnóstica.

Com base em dados da Abramed, a reportagem mostra a evolução da capacidade instalada do setor, a ampliação da oferta de serviços e o avanço da digitalização dos exames, evidenciando a crescente relevância da Medicina Diagnóstica para a tomada de decisão clínica e a gestão da saúde.

Na matéria, a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, destaca que o diagnóstico deixou de ocupar uma posição complementar para assumir papel central ao longo de toda a jornada do paciente. A executiva também chama atenção para os desafios que acompanham essa evolução, como a necessidade de garantir sustentabilidade econômica diante do aumento da demanda, da incorporação contínua de novas tecnologias e da defasagem na remuneração dos exames.

Além da visão da Abramed, a reportagem reúne especialistas e lideranças do setor para discutir como inovação, integração de dados e medicina de precisão estão redefinindo a assistência em saúde, ao mesmo tempo em que reforçam a importância de ampliar o acesso e preservar a qualidade dos serviços diagnósticos.

Confira a reportagem completa na Revista Saúde, do Valor Econômico.

Como a medicina diagnóstica protege e recupera atletas da Seleção durante a Copa?

A estrutura de “SAMU ambulante” reflete a evolução da medicina do esporte, onde exames de imagem e diagnósticos precisos em tempo real definem o futuro de jogadores como Neymar e Raphinha

Enquanto milhões de torcedores acompanham o desempenho da Seleção dentro de campo, existe uma equipe que trabalha longe dos holofotes para que cada atleta esteja apto a competir. A delegação brasileira viajou para a Copa do Mundo 2026 com aproximadamente 10 toneladas de carga destinadas ao suporte médico, formando o que a imprensa rapidamente apelidou de “SAMU ambulante”.

Para alguns, pode parecer exagero, mas são equipamentos essenciais para monitorar a saúde dos jogadores antes, durante e após cada partida, avaliar alterações musculares e indicadores bioquímicos que podem comprometer a performance ou aumentar o risco de lesões, que representam entre 30% e 50% de todas as ocorrências relacionadas ao esporte. Sendo assim, a velocidade do diagnóstico é determinante para o desfecho clínico e para a continuidade do atleta na competição.

“No esporte de alto rendimento, cada decisão precisa ser baseada em evidências. Os exames laboratoriais não servem apenas para confirmar um diagnóstico, mas para acompanhar a evolução da recuperação e verificar se o organismo está preparado para suportar novamente o nível máximo de exigência física. O objetivo, mais do que acelerar o retorno do atleta, é garantir que essa volta aconteça com segurança e menor risco de lesões”, explica Alex Galoro, médico patologista clínico, líder do Comitê de Análises Clínicas da Abramed.

A rotina de exames antes de cada jogo

Ao contrário do que muitos imaginam, a medicina diagnóstica no esporte não atua apenas diante de uma contusão. Jogadores de alto rendimento passam por avaliações frequentes que incluem exames laboratoriais, testes cardiológicos, exames de imagem, monitoramento hormonal e marcadores inflamatórios.

Essas informações permitem ajustar cargas de treino, identificar sinais precoces de sobrecarga e tomar decisões baseadas em dados objetivos antes que uma lesão aconteça.

Se ainda assim ela ocorrer, o tempo se torna o principal adversário. Por isso, na medicina esportiva de alto rendimento, atletas passam por exames de imagem avançados — ultrassom point-of-care em campo ou vestiário, ressonância magnética e tomografia para lesões musculoesqueléticas — e por monitoramento em tempo real com sensores vestíveis, análise de biomarcadores e dados de carga de treinamento.

O acesso a diagnósticos instantâneos é imprescindível para determinar se um jogador continuará na partida ou precisa ser substituído para evitar danos maiores.

“A medicina esportiva é um excelente exemplo de como diferentes áreas da medicina diagnóstica atuam de forma complementar. Enquanto os exames de imagem identificam e caracterizam uma lesão, as análises clínicas mostram como o organismo está respondendo a esse processo. A integração dessas informações oferece mais segurança para que a equipe médica decida o momento ideal para manter um atleta em campo, afastá-lo ou autorizar seu retorno às competições”, avalia Galoro.

Raphinha, Neymar e o diagnóstico em tempo real

Casos recentes da própria Seleção ilustram essa realidade. Às vésperas da Copa, Neymar foi submetido a uma ressonância magnética que detectou lesão grau 2 na panturrilha direita. O diagnóstico preciso permitiu um plano de reabilitação milimétrico e exames subsequentes confirmaram a boa evolução da cicatrização, orientando o momento exato em que o atleta poderia intensificar os treinos sem risco de recidiva.

Já a situação de Raphinha revelou outra função do diagnóstico: o monitoramento de lesões recorrentes. Durante o segundo jogo da Seleção, exames de imagem confirmaram lesão muscular na região posterior da coxa direita – a quarta na região em doze meses.

Devido à recorrência, o caso exige investigação aprofundada: a ressonância magnética, muitas vezes potencializada por algoritmos de inteligência artificial para evidenciar alterações mínimas, permite avaliar não apenas a nova lesão, mas o tecido cicatrizado das anteriores. Esse nível de detalhamento é fundamental para definir o plano de reabilitação com segurança.

Para além dos gols e das escalações, a Copa do Mundo mostra que o desempenho em campo depende de uma estrutura diagnóstica invisível ao torcedor, mas absolutamente decisiva para o resultado.

E, embora a realidade da Seleção Brasileira envolva tecnologias altamente especializadas, muitos avanços desenvolvidos para o esporte acabam sendo incorporados à prática clínica.

Para o setor de saúde, a medicina esportiva de elite funciona como laboratório de inovação, testando tecnologias e protocolos que, em breve, estarão disponíveis para o público geral, democratizando o acesso a técnicas avançadas de diagnóstico.

Abramed lança Cartilha sobre NR-1 e riscos psicossociais no trabalho

Guia prático oferece orientações para que serviços de medicina diagnóstica implementem a gestão de fatores psicossociais de forma alinhada à realidade operacional do setor.

A Portaria MTE nº 1.419/2024 trouxe uma mudança histórica na legislação trabalhista brasileira: pela primeira vez, os riscos psicossociais foram equiparados aos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Em vigor desde maio de 2026, a norma exige que as empresas identifiquem, avaliem e implementem medidas preventivas relacionadas à organização do trabalho e às relações interpessoais.

Diante dessa transformação regulatória, a Abramed reconheceu a necessidade de oferecer orientações estruturadas e específicas para o setor. “A cartilha foi elaborada para apoiar os serviços de medicina diagnóstica na compreensão das mudanças regulatórias e na organização de práticas estruturadas de identificação, avaliação e gestão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho”, explica Daniela de Andrade Bernardo, sócia e diretora jurídica da Andrade Mariano Advogados e uma das revisoras técnicas do projeto.

O material foi desenvolvido ao longo de aproximadamente um ano e meio de debates internos no Comitê de Recursos Humanos da entidade e contou com contribuições de especialistas em medicina do trabalho, direito e ergonomia.

Uma abordagem flexível e contextualizada

Um dos diferenciais da cartilha é que ela foi concebida deliberadamente sem indicar uma metodologia única de avaliação. Essa escolha reflete a própria discussão tripartite no âmbito do Ministério do Trabalho, que caminhou no sentido de não engessar as empresas em um único método.

“O que funciona para uma grande empresa com presença nacional pode não funcionar para uma clínica de pequeno porte no interior”, destaca Daniela. Essa flexibilidade permite que cada organização adote a abordagem mais adequada à sua realidade operacional, tamanho, estrutura e capacidade institucional.

A cartilha está organizada em 11 capítulos, que cobrem:

Apresentação: contextualização da importância do tema

Contexto regulatório: histórico e marcos legais da NR-1

•Conceitos fundamentais: entendendo os riscos psicossociais relacionados ao trabalho

O que a NR-1 exige das organizações: identificar, avaliar, implementar medidas, monitorar

Implementação: estratégias para gestão desses riscos

Integração com NR-17: como articular riscos psicossociais com ergonomia e acompanhamento da saúde ocupacional

Especificidades da medicina diagnóstica: riscos psicossociais particulares do setor

Documentação e evidências: como registrar e manter registros das ações

Preparação: checklist para se preparar

Perguntas frequentes: dúvidas comuns respondidas

Referências: fontes e materiais complementares

Baixe a cartilha

A Cartilha Abramed NR-1 e Riscos Psicossociais no Trabalho está disponível para download gratuito e pode ser acessada por todas as empresas da área da saúde que desejam estruturar suas práticas de gestão de riscos psicossociais de forma alinhada às novas exigências regulatórias.

O material é um convite à ação não apenas para cumprir obrigações legais, mas também para construir ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e sustentáveis, algo indispensável para a qualidade de vida dos profissionais de saúde e para a excelência na prestação de serviços à população.

Baixar a Cartilha Abramed NR-1 e Riscos Psicossociais no Trabalho

Abramed debate implementação da NR-1 e riscos psicossociais em reunião do Comitê de RH

A adequação às novas exigências regulatórias, que entraram em vigor em maio, foi o tema do encontro, que reuniu especialistas e líderes do setor para discutir estratégias de implementação.

A reunião de junho do Comitê de Recursos Humanos da Abramed, realizada no Grupo Fleury, em São Paulo, foi marcada pelo lançamento da Cartilha Abramed NR-1 e Riscos Psicossociais no Trabalho: Guia Prático para Serviços de Medicina Diagnóstica, seguido de uma importante discussão sobre as novas exigências regulatórias e estratégias de implementação no setor.

Na abertura da reunião, Afranio Haag, diretor de Recursos Humanos do Grupo Fleury, destacou que as transformações sociais têm ampliado a atenção das organizações para a saúde dos trabalhadores e reforçado a importância de discutir os riscos psicossociais de forma estruturada.

Já Lucilene Costa, Head de Gestão de Saúde, Segurança e Bem-Estar no Grupo Fleury e líder do Comitê de Recursos Humanos da Abramed, destacou a importância do preparo das instituições de medicina diagnóstica diante do novo cenário regulatório.

Em vigor desde maio de 2026, a norma passou a ser fiscalizada em caráter orientativo, sem aplicação de penalidades. Pela primeira vez, os riscos psicossociais passaram a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

“Essa cobrança já está acontecendo, seja via ações trabalhistas, seja via Ministério Público do Trabalho. Não dá para ficar inerte”, alertou Daniela de Andrade Bernardo, sócia e diretora jurídica da Andrade Mariano Advogados.

Contexto e urgência: dados que reforçam a necessidade de ação

Flávia Vianna, gerente de Saúde e Trabalho do Pacto Global da ONU Rede Brasil, apresentou o Guia Prático de NR-1 elaborado no âmbito do Movimento Mente em Foco — iniciativa lançada em 2020, no auge da pandemia, e que integra a estratégia Ambição 2030 do Pacto Global.

Ela trouxe números que reforçam a urgência do tema: mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais foram registrados no Brasil em 2024, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. No setor de saúde, entre 2012 e 2024, o salto foi de 750% na participação proporcional dos afastamentos por transtornos mentais: o maior crescimento relativo entre todos os setores analisados.

O Movimento Mente em Foco propõe seis compromissos públicos que as empresas signatárias assumem perante a ONU: ter um profissional de referência para escuta e encaminhamento; oferecer orientação e manejo de crises; garantir avaliação permanente dos fatores de risco; manter lideranças engajadas e treinadas; criar um programa antiestigma; e promover ações de incentivo à saúde mental baseadas nas demandas reais dos colaboradores.

A discussão avançou para a aplicação prática da norma com a participação de Paulo Leal, consultor médico em saúde ocupacional do Grupo Fleury, que compartilhou como a organização atua na gestão dos fatores psicossociais.

Com metodologia baseada na identificação de áreas críticas a partir de indicadores como afastamentos, atestados, banco de horas e passivos trabalhistas, seguida da aplicação de instrumentos validados para avaliação dos fatores de risco, o programa utiliza inteligência artificial para o processamento de dados e mapeamento das dimensões de risco em três categorias: condições favoráveis, intermediárias e desfavoráveis. 

A experiência mostra que a IA ajuda a organizar grandes volumes de dados, mas a análise humana continua insubstituível para captar as nuances de cada contexto e construir planos de ação efetivos, com participação ativa das lideranças e acompanhamento contínuo dos resultados.

Segurança jurídica, cultura organizacional e o papel da liderança

O debate final foi mediado por Lucilene Costa e reuniu Daniela Bernardo, Flávia Vianna, Paulo Leal, Leandro Romani, diretor médico da Lockton, e Luiz Massad, médico do trabalho e diretor da Massad Perícias Judiciais e Consultoria.

Ao abrir o debate, Lucilene destacou que um dos principais desafios das organizações é avançar de um modelo reativo para uma gestão preventiva dos fatores psicossociais, reforçando a importância da troca de experiências para apoiar as empresas nessa transição. 

Os números trazidos por Romani revelaram o tamanho do desafio: uma pesquisa da Lockton com 174 empresas mostrou que apenas 3% a 5% já mapearam os riscos psicossociais com programas consolidados, enquanto 40% sequer iniciaram.

Na dimensão jurídica, Massad alertou que questionários assinados pelos trabalhadores são documentos que podem ser utilizados em processos judiciais, e a ausência deles pode gerar prova contra a empresa. Ao abordar a prevenção, reforçou: “é preciso ir ao local de trabalho, ver o que o trabalhador faz, como faz e em que condições faz”, destacando que esse acompanhamento é essencial para identificar riscos e preservar a saúde dos profissionais.

Sobre a principal barreira para a implementação da NR-1, Flávia apontou a mudança de mindset. “Enquanto não colocarmos as pessoas trabalhadoras na centralidade da tomada de decisão, vamos continuar gerindo de forma inadequada”, afirmou. No papel da liderança, os especialistas convergiram que gestores precisam aprender a diferenciar limitação de adoecimento.

Um aspecto crítico enfatizado pelos participantes foi que a avaliação de riscos psicossociais incide sobre as condições e a organização do trabalho, não sobre o diagnóstico individual de saúde mental dos trabalhadores. Essa distinção é necessária para evitar que os programas se tornem apenas ferramentas de triagem individual, sem endereçar as causas estruturais do adoecimento.

Conforme destacado, a gestão desses riscos exige o envolvimento de diferentes áreas da empresa, combinando aspectos jurídicos, assistenciais e de gestão de pessoas. Não é uma responsabilidade isolada de um departamento, mas um esforço integrado e multidisciplinar. Nesse contexto, Leal destacou que “conhecer o trabalho, conhecer o trabalhador e ouvi-lo” é o caminho para compreender a realidade das equipes e construir intervenções efetivas.

Romani ressaltou que sensibilizar a alta gestão com argumentos como penalidades jurídicas, custos dos afastamentos, perda de produtividade e impactos financeiros é fundamental para viabilizar o avanço das ações de gestão da saúde corporativa. Já Daniela salientou que as empresas precisam demonstrar, por meio de ações concretas e registros consistentes, que atuaram para promover um ambiente de trabalho saudável. 

Encerrando o debate, Flávia propôs uma reflexão: “Como esperamos que uma pessoa entregue algo que ela não está sendo capaz, porque o trabalho está distorcendo a sua identidade por fatores que podem ser identificados, mapeados, controlados, tratados e monitorados?”.

Ao final, Lucilene reforçou que, mesmo em um cenário de crescente automação e transformação tecnológica, as organizações continuam sendo formadas por pessoas. “Lidamos com a saúde. Então, não podemos deixar de olhar que, como estamos entre seres humanos, precisamos ter cuidado uns com os outros”, afirmou. 

Manter a saúde e o bem-estar dos profissionais de saúde é fundamental não apenas para a qualidade de vida desses trabalhadores, mas também para garantir a excelência na prestação de serviços e a segurança do paciente — aspectos indissociáveis da medicina diagnóstica.

Com essa visão, a Abramed reforça seu compromisso em apoiar o setor nessa transição, promovendo a troca de conhecimentos para o desenvolvimento de ambientes de trabalho cada vez mais seguros e saudáveis.

Diagnóstico 5.0: líderes discutem os desafios da medicina diagnóstica em uma era de mudanças exponenciais

Debate organizado pela Abramed promoveu reflexões sobre inovação, inteligência artificial e os desafios de adaptar as organizações a um cenário de transformações rápidas. 

A Abramed reuniu líderes de grandes instituições da saúde para debater os desafios e as oportunidades da transformação tecnológica no setor. O debate “Diagnóstico 5.0: inovação, inteligência artificial e os novos rumos da medicina diagnóstica” foi realizado em 19 de junho durante a Reunião Mensal de Associados (RMA), na sede administrativa da Dasa, em São Paulo.

Ao longo do encontro, ficou evidente que o principal desafio das organizações deixou de ser apenas adotar novas tecnologias e passou a ser desenvolver modelos de gestão capazes de acompanhar a velocidade das transformações. 

A abertura foi conduzida pelo CEO da Dasa, Rafael Lucchesi, que enfatizou que as lideranças enfrentam um momento sem precedentes. “Vocês lideram empresas no momento mais volátil e desafiador da história da humanidade. Não só pela questão de países e de geopolítica, mas também pela questão tecnológica”, afirmou. 

Lucchesi ressaltou que, nesse cenário, a Abramed tem um papel estratégico. “A entidade precisa estar no centro da discussão sobre regulação, tecnologia, dados e interoperabilidade, e como isso será feito com responsabilidade.” Segundo ele, o modelo de inovação em saúde deve sempre equilibrar velocidade e segurança do paciente. 

“Nem sempre é possível aplicar o modelo de startup no mercado de saúde, pois, para não levar risco ao paciente, o setor tem uma velocidade diferente de aceite e de teste para inovar”, explicou.

Na sequência, Claudia Cohn, membro do Conselho de Administração da Abramed e diretora-executiva da Dasa, moderou o debate. Participaram Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da entidade e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Sírio-Libanês; Leonardo Vedolin, diretor vice-presidente médico e de produção da Dasa; e Marcos Queiroz, membro do Conselho de Administração da Abramed e diretor de Medicina Diagnóstica do Einstein Hospital Israelita.

O desafio da inovação organizacional

Marcos Queiroz iniciou sua participação defendendo que as organizações precisam evoluir. O grande desafio atual é que as inovações deixem de ser pontuais e passem a ser organizacionais. “Dentro das  empresas existem muitas iniciativas de inteligência artificial, algoritmos e até de agentes. Só que, muitas vezes, são ações desconectadas”, pontuou.

Para ele, a transformação exige investimentos robustos em infraestrutura de dados, pessoas e tecnologia. Como exemplo, comentou sua experiência no Einstein: “Se no passado não tivéssemos constituído um banco de dados muito bom, nada do que a gente faz hoje seria possível”. A instituição utiliza modelos de linguagem para integrar dados de pacientes e fornecer resumos automáticos aos médicos.

Além da integração de ações, um ponto recorrente no debate foi a importância da educação e da mudança cultural.  Segundo Queiroz, o desafio agora é preparar as pessoas para acompanhar o crescimento. 

“Precisamos capacitar as pessoas em IA, em agentes, em inovação como um todo, para conseguir suportar o crescimento que está por vir. Profissionais têm que estudar para construir uma organização melhor. No final, nós somos a instituição, cada um de nós a representa”, afirmou.

Ao abordar o papel da cultura organizacional, Cesar Nomura apontou que enquanto a China e o Japão têm culturas fortemente focadas em trabalho e produção, o Brasil caminha em direção contrária e sem uma educação que ajude as pessoas a evoluírem.

A tensão entre tradição e agilidade

Nomura também refletiu sobre o desafio de inovar em uma instituição centenária em um momento de transformação acelerada. Em sua análise, a chave para a sobrevivência é manter um olhar de startup mesmo dentro de uma grande organização tradicional. “Se nós não conseguirmos implementar algumas iniciativas com agilidade, creio que vai ser difícil sobreviver.”

Como referência, comentou a decisão do Sírio-Libanês de montar seu próprio laboratório de análises clínicas, contrariando a prática comum do mercado. O resultado foi revolucionário: hemogramas que saem em até 10 minutos, eliminando erros humanos. Essa transformação só foi possível porque a instituição conseguiu olhar para o problema com outra mentalidade.

A lição da China: velocidade e escala

Recém-chegado de uma viagem ao gigante asiático, Leonardo Vedolin compartilhou impressões sobre o país que, em sua visão, está cerca de um século à frente do Brasil em transformação tecnológica. 

Ele destacou a alta interoperabilidade que a China tem entre seus sistemas, a quantidade de empresas locais que oferecem energia limpa e a disciplina de planejamento e execução, que permite implementar mudanças em velocidade incomparável. 

Apesar das diferenças entre os países, Vedolin demonstrou otimismo em relação ao potencial de transformação da saúde. “A setor tem um ambiente de transformação muito propício para que as tecnologias de verdade causem impacto”, afirmou. Dados mostram que a produtividade da área pouco evoluiu nos últimos 40 anos, o que revela um amplo espaço para avanços impulsionados pela inovação. 

Na visão de Nomura, dois fatores travam esse desenvolvimento no Brasil: custo-efetividade de incorporação tecnológica ainda desfavorável em comparação com os EUA e China e uma cultura de busca por consenso antes de experimentar, oposto do modelo asiático, que experimenta primeiro e debate depois. “Enquanto o uso das novas tecnologias não for simples e o custo não for barato, isso irá nos limitar”, constatou, com exemplos de hospitais digitais chineses que, apesar de tecnologicamente avançados, apresentam processos mais lentos do que os analógicos.

O debate deixou claro que a medicina diagnóstica brasileira está em um momento de mudanças. As organizações que conseguirem equilibrar inovação com responsabilidade, agilidade com governança, e visão de futuro com execução presente estarão melhor posicionadas para avançar na era do Diagnóstico 5.0.

Participe da 10ª edição do FILIS

Neste ano, o FILIS 2026 – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde terá como macrotema “Diagnóstico 5.0: impactos e estratégias que transformam a saúde”. O fórum será realizado em 26 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo. As inscrições estão abertas em https://www.abramed.org.br/filis/.

FILIS 2026 celebra 10 anos de diálogo estratégico para o futuro da saúde

Fórum da Abramed reunirá lideranças para discutir como regulação, valor, governança e inteligência artificial se conectam na construção do Diagnóstico 5.0. 

Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), que será realizada em 26 de agosto de 2026. Desta vez, o evento acontecerá no Teatro Santander, em São Paulo, ampliando a capacidade de receber participantes e acompanhando o crescimento que o Fórum registrou nos últimos anos.

Ao longo de uma década, o FILIS consolidou-se como um importante espaço gerador de pautas propositivas para o setor de saúde, reunindo gestores, executivos e representantes de diferentes segmentos para discutir os desafios e as transformações que impactam o sistema de saúde.

Com o macrotema “Diagnóstico 5.0: impactos e estratégias que transformam a saúde”, a edição de 2026 propõe uma reflexão integrada sobre os fatores que vêm redefinindo a medicina diagnóstica e seu papel na sustentabilidade, na eficiência e na qualidade da assistência. 

“O FILIS é, acima de tudo, um espaço de diálogo e construção conjunta. A cada edição, reforçamos nosso compromisso em fomentar discussões e ações que impulsionam a medicina diagnóstica a um patamar cada vez mais estratégico. O Diagnóstico 5.0 não é apenas uma visão, mas um caminho que estamos trilhando coletivamente para um sistema de saúde mais robusto e centrado no paciente”, afirma Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed. 

A estrutura do evento foi cuidadosamente planejada com eixos temáticos sequenciais e complementares, que guiam os participantes por uma compreensão abrangente dos desafios e oportunidades do setor.

Os eixos que orientam a edição de 2026 

O Fórum começa com o eixo Regulatório, que terá como tema “Segurança regulatória, inovação e sustentabilidade na saúde”. O debate abordará os fundamentos necessários para o desenvolvimento sustentável do setor em um cenário marcado pela inovação tecnológica, pela transformação digital e pela crescente complexidade assistencial.

Entre os assuntos em destaque estarão a modernização regulatória, a integração entre os setores público e privado e os desafios para a construção de um ambiente capaz de acompanhar a velocidade das mudanças sem comprometer a segurança e a qualidade dos serviços.

Na sequência, o eixo Valor discutirá o tema “Dados, precisão e valor: os novos desafios do diagnóstico”. O foco estará na contribuição da medicina diagnóstica para a melhoria dos desfechos clínicos, o apoio à tomada de decisão médica e o uso mais eficiente dos recursos.

O debate destacará como a utilização estratégica de dados e a precisão diagnóstica podem ampliar a eficiência assistencial e reforçar o papel do diagnóstico ao longo da jornada do paciente.

O terceiro eixo será sobre ESG, focando em “Governança, ética e compliance: os pilares da sustentabilidade institucional”. Em pauta, estarão os mecanismos que contribuem para a solidez das organizações, como integridade, transparência e fortalecimento da cultura organizacional.

A discussão evidenciará como esses elementos apoiam a sustentabilidade institucional e fortalecem a capacidade das organizações de responder aos desafios de um ambiente em constante transformação.

Encerrando a programação, o eixo Inteligência Artificial abordará o tema “IA como estratégia para eficiência e qualidade na saúde”. O debate discutirá como a IA, a interoperabilidade e a inteligência de dados estão ampliando as possibilidades de integração de informações, apoio à decisão e geração de conhecimento para profissionais e organizações.

O eixo também mostrará como essas tecnologias estão transformando processos, redefinindo modelos de trabalho e criando oportunidades para uma saúde mais conectada, eficiente e orientada por dados.

“Os desafios da saúde não podem mais ser analisados de forma isolada. Regulação, valor, governança e inteligência artificial são temas interdependentes e fundamentais para a evolução da medicina diagnóstica e do sistema de saúde. O FILIS foi concebido justamente para promover essa visão integrada entre os diferentes atores do setor e direcionar iniciativas concretas”, destaca Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

Reconhecimento e conexão entre lideranças

Além dos quatro eixos temáticos, a edição de 2026 contará com a entrega da 8ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, que reconhece contribuições relevantes para a medicina diagnóstica. O evento também promoverá os tradicionais momentos de Leaders Connection, voltados à troca de experiências e ao relacionamento entre lideranças do setor. 

A expectativa é que ao final do encontro fique reforçado o conceito de Diagnóstico 5.0, que representa a convergência entre todos os eixos para construir um sistema de saúde mais integrado, sustentável, inteligente e centrado no paciente — uma síntese que traduz também os dez anos de trajetória do FILIS.

Participe da 10ª edição do FILIS

As inscrições para o FILIS 2026 estão abertas. Garanta sua participação neste marco de uma década de discussões estratégicas para o futuro da saúde: https://www.abramed.org.br/filis.

* Programação preliminar sujeita a alterações.

IA multimodal: interoperabilidade e governança serão determinantes para transformar a saúde 

A medicina diagnóstica, produtora de informações essenciais, tem a oportunidade e a responsabilidade de assumir um papel integrador. Avançar para um modelo de inteligência diagnóstica compartilhada deixou de ser uma escolha e tornou-se uma necessidade. 

Temos hoje mais dados do que qualquer geração de profissionais de saúde jamais teve acesso e, ainda assim, tomamos decisões olhando para informações fragmentadas. Muitas vezes, a imagem da tomografia chega separada da patologia; o prontuário fica em um sistema, os exames laboratoriais em outro; a genômica, quando disponível, frequentemente é incompreendida por quem precisaria integrá-la à conduta. Esse modelo reflete a forma como os sistemas foram historicamente estruturados, de maneira segmentada por especialidade. 

O que muda não é a quantidade de dados disponível, mas a capacidade de integrá-los em tempo real e identificar relações clínicas que antes permaneciam invisíveis. 

Imagine um paciente oncológico cujo exame de imagem mostra uma lesão pulmonar suspeita. A tomografia, sozinha, diz pouco. Mas quando a IA correlaciona aquela lesão com o padrão histológico da biópsia, os marcadores inflamatórios dos exames laboratoriais e uma mutação identificada na análise genômica, o quadro muda completamente. Deixa de ser apenas uma lesão a ser investigada e se torna uma hipótese diagnóstica com grau de confiança, risco de progressão estimado e, potencialmente, caminhos terapêuticos mais precisos. Esse é o poder da integração multimodal.

É justamente essa capacidade de integrar múltiplas fontes de informação — característica da IA multimodal — que viabiliza o avanço para uma inteligência diagnóstica compartilhada. 

Mas essa integração não acontece espontaneamente. Ela exige que informações produzidas por diferentes sistemas, especialidades e instituições consigam dialogar entre si de forma segura, padronizada e interoperável.

Um ponto importante é que a IA multimodal não precisa ter todos os dados disponíveis ao mesmo tempo para gerar valor clínico. Ela pode trabalhar com achados parciais — imagem e história clínica, ou imagem e laboratório — desde que seja treinada e validada para lidar com a ausência de evidências. O que não pode faltar é transparência: o modelo precisa indicar seu grau de confiança e deixar claro o que está faltando para um diagnóstico correto. Sem isso, o risco de decisões baseadas em certezas falsas é real.

A medicina diagnóstica, que sempre foi produtora de informações essenciais, tem agora a oportunidade — e a responsabilidade — de se tornar a integradora desses dados. Sair do modelo de laudos paralelos para um modelo de inteligência diagnóstica compartilhada não é uma escolha, é uma necessidade. Mais do que isso: vejo o setor ocupando um papel cada vez mais estratégico na jornada completa do paciente, conectando prevenção, diagnóstico, prognóstico, tratamento e monitoramento.

As áreas com maior potencial de impacto imediato são exatamente aquelas que já geram volumes expressivos de evidências clínicas: radiologia, patologia digital, oncologia, cardiologia, neurologia, oftalmologia e medicina de precisão.

Entre o entusiasmo e a responsabilidade, quais os riscos da IA multimodal?

Mesmo diante de tantos benefícios, em todas as transformações, há riscos. Nesse caso, em minha opinião, o maior deles não é a regulação lenta, mas, sim, a adoção desorganizada. Um sistema de IA que gera laudos longos, com correlações estatísticas sem relevância clínica, que o médico aceita sem questionar, se torna uma nova forma de erro sistêmico em vez de evolução. Tecnologia avançando sem governança é perigosa em qualquer setor e na saúde, os efeitos podem ser irreversíveis.

Por isso defendo que a IA multimodal precisa ser explicável, rastreável, validada clinicamente e usada como apoio à decisão médica, jamais como substituta. A regulação brasileira caminha nessa direção, com princípios de autonomia médica, segurança do paciente e primazia do julgamento humano. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terá papel central nesse processo, especialmente quando esses sistemas passarem a influenciar diretamente o diagnóstico, o prognóstico ou a definição de condutas terapêuticas. 

O que precisamos construir agora

Aproveitar todos esses benefícios não depende do algoritmo mais sofisticado. Quanto mais a IA evolui, mais evidente fica que seu valor depende da qualidade da informação que consegue acessar e integrar. A tecnologia avançará de qualquer forma, porém, hospitais e laboratórios que não investirem hoje em interoperabilidade, padronização e governança de dados verão a IA multimodal ficar restrita a pilotos e apresentações em congressos.

É preciso também enfrentar os desafios que tornam essa construção difícil no Brasil: a fragmentação dos sistemas, a baixa padronização entre instituições, as exigências legítimas da LGPD relacionadas à privacidade e à segurança dos dados dos pacientes e, talvez o mais subestimado, a desigualdade de maturidade digital entre os centros.

Temos hospitais e laboratórios altamente avançados convivendo com instituições que ainda operam com dados não estruturados e sem integração. Qualquer estratégia nacional que ignore essa assimetria está destinada a ampliar as desigualdades que já existem.

Para os profissionais da saúde, o desafio também será grande. É preciso compreender as informações geradas pelos exames, reconhecer os vieses que podem afetar sua interpretação e conhecer as limitações dos modelos de IA utilizados nesse processo. Competências em dados, validação de IA, pensamento crítico e comunicação integrada entre especialidades são pré-requisitos, e não mais diferenciais, para atuar com responsabilidade num ambiente diagnóstico cada vez mais orientado por inteligência artificial.

Acompanho esse processo com a convicção de que a medicina diagnóstica brasileira tem capacidade técnica e institucional para liderar essa transformação. Contudo, isso exigirá o enfrentamento dos desafios de interoperabilidade, avanços na governança de dados, validação clínica rigorosa das ferramentas adotadas e o desenvolvimento dos profissionais que atuarão nesse novo ambiente. Esse é o trabalho que começa hoje.

Daniel Tornielli — Membro do Comitê de Interoperabilidade da Abramed
Coordenador de Desenvolvimento no Hospital Israelita Albert Einstein há 24 anos, Daniel é pioneiro na implantação do primeiro VNA do Brasil. Atualmente coordena as equipes de desenvolvimento, infraestrutura, segurança e datalake do Banco de Imagens — projeto PROADI-SUS nacional de validação de algoritmos de IA em imagem médica. Também é cofundador e CTO da SmartCare AI, startup do InovaHC/HC-USP.

Participe da 10ª edição do FILIS
Temas como interoperabilidade, governança de dados e inteligência artificial estarão em destaque no FILIS 2026 – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde, que será realizado em 26 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo. As inscrições estão abertas em https://www.abramed.org.br/filis/.

INFLUENZA: positividade atinge novo pico no ano e chega a 31,4% no país 

Após semanas de queda, índice salta de 22,9% para 31,4% e atinge o maior patamar de 2026; taxa é quase o dobro da registrada no mesmo período de 2025 

Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne empresas responsáveis por mais de 85% dos exames realizados na saúde suplementar no país, mostram que a influenza voltou a avançar no Brasil e atingiu o maior nível do ano em maio.

Após queda entre as semanas epidemiológicas 13 e 19, a taxa de positividade para influenza voltou a crescer no intervalo de 17 a 23 de maio de 2026 (SE 20), saltando de 22,9% para 31,4%. O percentual segue muito acima do observado no mesmo intervalo de 2025, quando a positividade era de 17,0%. 

Embora a média móvel das últimas cinco semanas tenha fechado em 24,2%, refletindo o recuo observado nas semanas anteriores, a alta recente interrompe a trajetória de redução e acende o alerta para uma possível inversão na curva de contágio. 

Segundo Carlos Eduardo Ferreira, médico patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, os números mostram que a circulação do vírus permanece intensa e exige vigilância contínua. “A retomada de crescimento e o novo pico observado agora quebram o ritmo de desaceleração que vinha sendo registrado. É um cenário que demanda atenção das autoridades e da população”, afirma. 

Vacinação e diagnóstico seguem fundamentais

A proximidade do encerramento das campanhas contra a gripe em diversas regiões do país reforça a importância da imunização, especialmente entre os grupos prioritários.

“Quando observamos níveis tão elevados de circulação viral, ganham ainda mais relevância a vacinação, a atenção aos sintomas e a busca por avaliação médica nos casos indicados”, destaca Carlos Eduardo Ferreira.

Para o especialista, a medicina diagnóstica tem papel essencial na resposta assistencial, ao permitir identificar casos com mais rapidez, orientar condutas médicas e apoiar o planejamento dos serviços de saúde. “O diagnóstico no momento adequado contribui para decisões mais assertivas e ajuda o sistema de saúde a responder com mais eficiência”, completa.

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.

As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

Abramed contribui com debate sobre jornada da enfermagem em relatório especial do JOTA

Entidade destaca a importância de modelos de trabalho que conciliem valorização dos profissionais, continuidade assistencial e segurança na prestação dos serviços de saúde.

A Abramed participou do relatório especial publicado pelo JOTA PRO sobre os desdobramentos da discussão em torno da jornada de trabalho da enfermagem, tema que mobiliza o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e tem impacto direto sobre a organização dos serviços de saúde no país.

Na publicação, a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, alerta para os desafios operacionais decorrentes da implementação de mudanças na jornada sem um período adequado de adaptação. Segundo a entidade, a escassez de profissionais qualificados e a complexidade da assistência exigem uma transição planejada, capaz de preservar a continuidade dos atendimentos e a segurança dos pacientes.

A Abramed defende que a construção de soluções para o setor considere as particularidades da assistência em saúde, respeitando as diferentes realidades regionais, os múltiplos vínculos de trabalho e a importância da negociação coletiva como instrumento para viabilizar modelos mais flexíveis de organização das escalas.

Ao participar do relatório, a entidade reforça seu compromisso com o diálogo institucional e com a construção de propostas que conciliem valorização dos profissionais, sustentabilidade dos serviços de saúde e qualidade assistencial.

O relatório especial completo está disponível para assinantes do JOTA PRO.

Dados da Abramed sobre influenza ganham destaque no Portal Terra e reforçam importância da vacinação e do diagnóstico precoce

Segundo levantamento da Associação, a taxa de positividade para gripe alcançou 27,3% no início de abril, índice três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, evidenciando um cenário de transmissão ainda intensa em diversas regiões do país.

Na reportagem, o médico patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, Carlos Eduardo Ferreira, explicou que, apesar da estabilização dos indicadores após semanas consecutivas de crescimento, a circulação do vírus permanece em patamar elevado e pode continuar pressionando consultas e atendimentos por sintomas respiratórios.

Dados mais recentes da entidade mostram que, após queda entre as semanas epidemiológicas 13 e 19, a taxa de positividade para influenza voltou a crescer no intervalo de 17 a 23 de maio de 2026 (SE 20), saltando de 22,9% para 31,4%. O percentual segue muito acima do observado no mesmo intervalo de 2025, quando a positividade era de 17,0%.

A matéria destacou a relevância da vacinação e do diagnóstico para a resposta assistencial diante desse cenário de alta.

Confira a matéria completa no portal do Terra.