Abramed e Novembro Azul: sem preconceito e com mais tecnologia, não há motivos para não prevenir o câncer de próstata

Da ressonância à imuno-histoquímica, novas ferramentas permitem identificar tumores mais cedo e orientar tratamentos personalizados

O movimento Novembro Azul reforça, ano após ano, a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata — um dos tumores mais incidentes entre os homens. Em um cenário de modernização acelerada da Medicina Diagnóstica, a Abramed destaca que, hoje, o país dispõe de um arsenal tecnológico robusto, acessível e capaz de identificar alterações prostáticas com precisão cada vez maior.

Mais do que discutir números ou volumes de exames, a mensagem deste ano é clara: a combinação de tecnologia avançada, métodos complementares e cuidado contínuo elimina qualquer motivo para adiar a prevenção.

Entre os principais recursos usados na prática clínica estão exames laboratoriais e de imagem, como PSA, testes de imuno-histoquímica, ultrassom, ressonância magnética multiparamétrica, biópsia dirigida, além da análise anátomo-patológica, etapa decisiva para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento. Esse conjunto de ferramentas representa um ecossistema integrado capaz de detectar tumores em estágios cada vez mais iniciais — aumentando as chances de sucesso terapêutico e reduzindo impacto para o paciente.

Para o Dr. Marcos Queiroz, líder do Comitê de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Israelita Albert Einstein, a evolução tecnológica transformou profundamente o diagnóstico do câncer de próstata:

“A imuno-histoquímica, além de auxiliar o diagnóstico nos casos duvidosos, tem a capacidade de detectar variantes histológicas e padrões especiais, fornecendo dados prognósticos que direcionam o tratamento. Esse avanço representa uma revolução silenciosa, que torna o tratamento mais eficaz e reduz a mortalidade”, explica.

Ele também destaca o papel da imagem na prevenção:

“A ressonância magnética tem altíssima acurácia para detectar tumores prostáticos e se tornou mais acessível nos últimos anos. Equipamentos modernos de 1,5 Tesla já permitem diagnósticos de grande qualidade, ampliando o acesso e fortalecendo a prevenção”, complementa.

O especialista reforça que a união entre tecnologia e cuidado contínuo coloca o Brasil em um cenário favorável:

“Temos um arsenal diagnóstico amplo — exames de sangue como PSA, testes de imunoquímica, ressonância magnética e o exame clínico. Não há motivo para que o câncer de próstata não seja diagnosticado precocemente. A mensagem central deste Novembro Azul é: o cuidado contínuo com a saúde masculina salva vidas.”

A Abramed destaca que o avanço dos métodos diagnósticos, somado à ampliação do acesso e à integração entre equipes clínicas, fortalece o combate ao câncer de próstata em todas as regiões do país. A prevenção segue como a principal aliada da sobrevida e da qualidade de vida dos pacientes — e a tecnologia, como um pilar fundamental para tornar esse cuidado cada vez mais preciso.

24 de novembro de 2025

Influenza volta a crescer e registra 19,1% de positividade, aponta Abramed

Taxa avança pelo 13º período consecutivo; média móvel da positividade chega a 14,2% na última semana e reforça tendência de circulação elevada do vírus às vésperas do verão.

Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) — que reúne empresas responsáveis por mais de 85% do volume de exames realizados na saúde suplementar — apontam que a Influenza voltou a crescer no país.


A tendência de alta começou na semana epidemiológica 32 (03 a 09 de agosto) e, na leitura mais recente, a taxa de positividade chegou a 19,1%, o maior índice registrado desde junho. Antes disso, o último pico havia sido de 15,8%, reforçando o alerta para a circulação intensa do vírus às vésperas do verão.

De acordo com o patologista clínico Dr. Alex Galoro, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, o comportamento atual está ligado sobretudo a fatores sazonais e à imunidade populacional diante das cepas em circulação.

“É um comportamento típico dos vírus respiratórios. Fatores sazonais e imunidade populacional exercem grande influência na retomada da Influenza após um período de baixa”, explica o especialista.

Alta na positividade reflete sazonalidade, não gravidade clínica

Apesar do avanço da positividade, o aumento não indica que os casos estejam mais sintomáticos ou graves.

“A taxa de positividade não permite avaliar aumento de casos sintomáticos; apenas mostra que, entre os testes realizados, há maior proporção de positivos — o que é típico da sazonalidade”, reforça Galoro.

A média móvel da positividade da última semana está em 14,2%, indicando circulação elevada e sustentada do vírus.

Diagnóstico diferencial entre Influenza e Covid-19 continua essencial

Com a presença simultânea de diferentes vírus respiratórios, o Dr. Galoro destaca a importância do diagnóstico preciso tanto para medidas de prevenção quanto para a conduta clínica.

“O diagnóstico diferencial entre Influenza e Covid-19 segue fundamental. A testagem permite maior assertividade nas medidas de precaução, no monitoramento do tempo de transmissão e na indicação de antivirais e sintomáticos”, afirma.

Recomendações do especialista:

  • Isolamento ou uso de máscara por sintomáticos ou positivos;
  • Vacinação em dia, sobretudo em grupos de risco;
  • Testagem rápida para orientar condutas e reduzir transmissão;
  • Atenção dos laboratórios para fluxos internos, demanda por testes e comunicação com unidades de saúde.

Próximas semanas: tendência ainda incerta

“Quando um vírus entra em circulação, permanece ativo por um período influenciado pela imunidade da população — incluindo vacinação — e pelas condições climáticas. Em geral, dura ao menos de 4 a 5 semanas, mas não é possível definir com precisão”, explica Galoro.

O cenário reforça a necessidade de atenção de toda a cadeia da saúde para responder ao aumento da circulação viral no fim da primavera e início do verão.

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.


As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

24 de novembro de 2025

Com colaboração estratégica da Abramed, Política Nacional do Diagnóstico Laboratorial avança e une entidades do setor

Proposta inédita visa modernizar a regulação da Medicina Diagnóstica e fortalecer a rede de serviços laboratoriais no país

As principais entidades representativas da Medicina Diagnóstica se uniram para consolidar a Política Nacional do Diagnóstico Laboratorial (PNDL) — uma proposta inédita que avança no Congresso Nacional com o objetivo de estabelecer diretrizes técnicas, científicas e regulatórias para o setor, fortalecendo a rede de serviços laboratoriais e garantindo a sustentabilidade da Medicina Diagnóstica no Brasil.

O projeto, que conta com colaboração estratégica da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), marca um movimento histórico de convergência entre os setores público e privado, com apoio de instituições como SBAC, SBPC/ML, CBDL, CFF, Fenafar, CFBM e Febralac.

“A PNDL apresenta as bases essenciais para um futuro marco regulatório do setor, reconhecendo o Diagnóstico Laboratorial como um componente essencial do sistema de saúde e propondo caminhos concretos para ampliar o acesso e a qualidade dos exames”, afirma Milva Pagano, diretora executiva da Abramed.

Recentemente apresentada ao Congresso Nacional, sob liderança do deputado federal Pedro Westphalen (PP-RS), a proposta está aguardando despacho do Presidente da Câmara dos Deputados. 

Modernização e integração

A PNDL busca consolidar a regulação do setor a partir de padrões rigorosos de qualidade, segurança e interoperabilidade, promovendo maior integração entre os serviços públicos e privados. Atualmente, 95% dos diagnósticos laboratoriais do SUS são realizados por laboratórios da rede privada, segundo o ElastiCNES (2025) — o que reforça a importância de uma política nacional que garanta equilíbrio e sustentabilidade no acesso aos exames.

“O sistema público depende fortemente da rede privada para oferecer exames à população. Essa integração precisa ser reconhecida e estruturada de forma estratégica”, destaca Milva Pagano.

Entre as ações previstas estão a ampliação da cobertura geográfica, a incorporação sustentável de novas tecnologias, a redução de custos para os usuários do SUS e a implementação de sistemas de gestão de qualidade. Hoje, o país conta com cerca de 18 mil laboratórios, incluindo unidades completas, postos de coleta e núcleos técnico-operacionais, conforme dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Alinhamento internacional

A proposta também está alinhada às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda parâmetros globais para a oferta de diagnósticos essenciais, seguros e de qualidade — conforme a Resolução 76.5 da agência.

“Ao adotar os princípios da OMS, a PNDL coloca o Brasil em sintonia com as melhores práticas internacionais e contribui para a consolidação de uma política robusta e sustentável”, conclui Milva.

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de medicina diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da medicina diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os

anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da medicina diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 85% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

11 de novembro de 2025

Durante a semana da COP30, Medicina Diagnóstica reforça compromisso com agenda ESG, com mais de 60% das empresas com ações socioambientais

Com adesão ao Pacto Global da ONU, o setor reduziu o consumo de energia, ampliou a coleta seletiva, tem 65% das lideranças femininas e metade das empresas já publica relatórios de governança

Com o início da COP30, que acontece nesta semana em Belém, e a sustentabilidade assumindo um papel central nas discussões globais, a Medicina Diagnóstica emerge como um vetor importante para o avanço de ações sustentáveis, de equidade e com práticas sólidas de governança. É o que revela a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, o qual aponta que 61% das empresas vinculadas à Associação possuem iniciativas socioambientais de voluntariado.

O relatório destaca também uma tendência de crescimento das iniciativas para a redução do impacto ambiental de laboratórios e centros diagnósticos. Nesse sentido, entre 2023 e 2024, o setor teve uma diminuição significativa de 25,6% no consumo de energia por exame realizado e de 7,1% no uso de água.

O plano ambiental entra ainda em destaque no plano de uma melhor gestão de resíduos laboratoriais, já que 93% das empresas implementam a coleta seletiva, 88% contam com campanhas de conscientização, 87% possuem inspeções ou auditorias internas e 86% oferecem treinamentos neste campo.

Na visão do médico patologista, professor e pesquisador Paulo Saldiva, a proatividade do segmento de Medicina Diagnóstica – e da saúde como um todo – é fundamental para o enfrentamento da crise climática que afeta o planeta.
“Hoje, as cidades estão na mesa de autópsia, e a saúde tem um papel central em diagnosticar, propor terapêuticas e orientar caminhos de sustentabilidade”, observou Saldiva em sua participação no 9º Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), evento coordenado pela Abramed que ocorreu no último mês de agosto.

Essa orientação, aliás, avançou ainda mais na Abramed em 2025, com a associação se tornando signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), no Programa Multiplicadores, dando um importante passo para consolidar a Medicina Diagnóstica como agente ativo de pautas socioambientais.

Impacto social e governança

No aspecto social e de equidade, outro pilar importante da agenda ESG, vale frisar a diversidade como elemento preponderante na composição das empresas de Medicina Diagnóstica, com destaque para a participação feminina em equipes e postos de liderança.

O relatório aponta, por exemplo, que 100% das associadas Abramed têm mais de 50% de seu quadro de colaboradores composto por mulheres e, em 65% das instituições, mais de 50% das lideranças são do sexo feminino.

A diversidade também está presente em fatores como a presença de funcionários LGBTQIA+ (1 em cada 5 empresas possuem 25% de colaboradores com orientação não heteronormativa) e de talentos com mais de 50 anos, que compõem 47% do quadro de funcionários em 20% das empresas.

Finalmente, no âmbito da governança, a Abramed tem frisado para seus associados a necessidade da implementação de políticas rigorosas de conformidade, como uma via para a promoção de mais transparência nas práticas empresariais e da responsabilidade das lideranças para o fortalecimento de relações de confiança junto a pacientes e stakeholders.

Nesse sentido, o Painel Abramed aponta que metade das organizações da Medicina Diagnóstica já conta com a divulgação de relatórios de práticas ambientais, sociais e de governança corporativa – e a tendência é que esse movimento siga em crescimento nos próximos anos.

Para Milva Pagano, diretora executiva da Abramed, um olhar efetivo para a governança é essencial tanto no sentido de impulsionar a reputação corporativa dos laboratórios e centros diagnósticos do país, quanto para atender às regulamentações e expectativas de mercado.
“Relatórios de governança apoiam na tomada de decisões estratégicas por parte dos gestores, atraem investidores para o ecossistema suplementar e melhoram a eficiência operacional. Além disso, fomentam o engajamento dos colaboradores e auxiliam no desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade, preparando a empresa para desafios futuros e promovendo uma atuação mais sustentável e ética no setor”, explica Pagano.

E, segundo Paulo Saldiva, associações como a Abramed têm um papel central no direcionamento da agenda ESG na saúde, incentivando uma visão colaborativa entre os diferentes agentes do segmento.
“No trabalho da Abramed, vemos empresas concorrentes trabalhando juntas, dialogando e trocando informações — e isso não é habitual em outras áreas. Esse talvez seja o maior legado da saúde: mostrar que é possível avançar coletivamente em prol da vida”, comenta o médico.

E, com o Brasil sediando a COP30 nesta semana, Milva Pagano destaca, por fim, que a Medicina Diagnóstica está preparada para contribuir com metas concretas de sustentabilidade que beneficiem a todos.
“A COP30 representa um marco para o país e uma oportunidade para o setor reafirmar seu papel na transição para uma economia de baixo carbono. A Medicina Diagnóstica tem a capacidade de se posicionar como um dos líderes dessa transformação, unindo inovação, ciência e compromisso com o futuro do planeta”, conclui a executiva.

Milva Pagano destaca papel estratégico da Medicina Diagnóstica em entrevista ao Futuro Talks

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, participou do programa Futuro Talks, conduzido pela jornalista Natália Cominale, em uma edição dedicada a discutir o presente e o futuro da medicina diagnóstica no Brasil. Com uma visão ampla e humanizada sobre o setor, Milva reforçou que os exames estão presentes em toda a jornada de vida das pessoas — “desde antes da concepção até o fim da vida” — e sustentam mais de 70% das decisões médicas.

Segundo ela, compreender o diagnóstico como parte dessa trajetória é essencial para romper com a lógica centrada apenas na doença. “O exame não é um instrumento apenas de tratamento, mas de gestão e promoção da saúde. Olhar para a prevenção é uma mudança de cultura, que começa quando o próprio paciente se empodera e passa a demandar esse cuidado”, afirmou.

Milva também destacou a importância da interoperabilidade como caminho sem volta para o setor. A integração de dados, explicou, permite reduzir desperdícios, otimizar recursos e oferecer uma jornada de cuidado mais precisa e resolutiva. “Quando conseguimos conectar as informações, entregamos um sistema mais eficiente, sustentável e centrado no paciente”, disse.

Durante a conversa, ela comentou os desafios do envelhecimento populacional para a Medicina Diagnóstica e reforçou ainda a relevância das empresas contratantes no avanço da cultura de promoção da saúde e gestão populacional.

Assista à entrevista completa.