Em um cenário marcado pela rápida circulação de informações que nem sempre são confiáveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) colocaram a ciência no centro do debate global.
Com o tema “Juntos pela ciência”, a campanha do Dia Mundial da Saúde de 2026 reforça a importância da cooperação entre setores, países e áreas do conhecimento e da adoção de decisões baseadas em evidências, além de chamar atenção para algo essencial: conhecimento só gera impacto quando é compreendido, confiável e aplicado.
Políticas baseadas em evidências e a lógica de Uma Só Saúde
A proposta incorpora a abordagem de Uma Só Saúde (One Health), que conecta saúde humana, animal e ambiental. Esse olhar amplia a discussão e exige respostas coordenadas para problemas que já não acontecem de forma isolada, como pandemias, mudanças climáticas e segurança alimentar.
Esse é um ponto que mostra a relevância do diagnóstico. Exames confirmam condições clínicas, orientam decisões e reduzem o tempo até o tratamento correto, evitando tentativas equivocadas que custam tempo e recursos.
Um papel que se estende para além do atendimento individual. Vigilância epidemiológica, identificação e monitoramento de surtos também dependem de dados gerados por estruturas diagnósticas para sustentar respostas coordenadas em saúde pública.
Explicar, comunicar e liderar: o papel do diagnóstico frente à desinformação
Outro ponto central desse movimento é tornar a ciência mais acessível e confiável. Hoje, a dificuldade é gerar informação e garantir que ela seja interpretada corretamente. Mas há uma dimensão que ainda fica em segundo plano: garantir que o conhecimento chegue ao momento da decisão clínica com clareza e sem distorções — um desafio que o avanço da desinformação torna cada vez mais urgente.
Enfrentar esse problema envolve qualificar o acesso à informação, aprimorar a comunicação com a sociedade e evitar distorções terminológicas para garantir que resultados de exames sejam compreendidos por médicos e pacientes.
Ser embaixador da ciência na jornada do paciente
Para a maioria das pessoas, a ciência não está em artigos ou pesquisas. Ela aparece no momento em que um exame é solicitado, realizado e interpretado. É ali que o conhecimento ganha forma prática.
Quando o paciente entende o que está sendo investigado e como aquele resultado orienta sua condução, a ciência deixa de ser abstrata e passa a fazer parte da sua decisão.
Assim, o movimento lançado pela OMS também convoca profissionais e instituições a atuarem como embaixadores, aproximando o conhecimento da realidade das pessoas e fortalecendo o entendimento da população sobre como as evidências orientam o cuidado.
Do conhecimento à ação
Como fonte e elo técnico na interpretação das evidências, os serviços diagnósticos assumem protagonismo nesse processo, contribuindo para um ambiente de maior confiança na ciência e agindo em linha com o papel de liderança que a campanha da OMS propõe.
A Medicina Diagnóstica se posiciona não como etapa isolada, mas como parte do que permite que a ciência, de fato, chegue ao paciente no momento certo, transformando evidência em decisão e decisão em cuidado.
“A Abramed atua no ponto de conexão entre evidência e prática. Nosso papel é contribuir para que o setor opere com qualidade, segurança e base técnica sólida, fortalecendo a confiança na ciência ao longo de toda a jornada do paciente.”, ressalta Milva Pagano, diretora-executiva da entidade.