Medicina S/A destaca dados de levantamento inédito da Abramed sobre o avanço da inovação no setor

Investimentos em automação, Inteligência Artificial e integração de dados vêm consolidando a Medicina Diagnóstica como um dos setores mais eficientes e seguros da saúde brasileira.

A Abramed participou de reportagem publicada pelo portal Medicina S/A que mostra como os laboratórios de Medicina Diagnóstica têm direcionado recursos crescentes para inovação tecnológica. Segundo levantamento inédito da entidade, empresas associadas destinam até 30% do orçamento anual para automação de processos, sistemas de rastreabilidade, Inteligência Artificial, segurança da informação e controle de qualidade.

Na matéria, a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, reforça que tecnologia e qualidade caminham juntas e já produzem impactos concretos ao longo da jornada do paciente. A modernização das rotinas laboratoriais tem contribuído para reduzir retrabalho, diminuir reconvocações, agilizar a liberação de laudos e ampliar a confiabilidade dos exames, ao mesmo tempo em que fortalece a sustentabilidade financeira do setor.

A publicação também evidencia que a inovação deixou de ser um diferencial pontual para se tornar uma diretriz estratégica da Medicina Diagnóstica, especialmente em um cenário de envelhecimento populacional, maior complexidade epidemiológica e pressão crescente por eficiência no sistema de saúde.

Confira a matéria completa no Medicina S/A.

Abramed reforça urgência da PNDL em reportagem do Futuro da Saúde sobre fortalecimento do diagnóstico laboratorial no SUS

Projeto em tramitação na Câmara busca preencher lacuna histórica e estruturar uma política nacional para ampliar qualidade, cobertura e integração dos exames laboratoriais no país.

Em matéria publicada pelo portal Futuro da Saúde sobre o avanço do Projeto de Lei que propõe a criação da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL), iniciativa considerada estratégica para organizar, modernizar e ampliar a oferta de exames no Sistema Único de Saúde, foi destacado o pedido de urgência apresentado na Câmara dos Deputados e o amadurecimento de uma pauta construída ao longo dos últimos anos por entidades representativas do setor.

Na publicação, a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, ressalta que o sistema público depende fortemente da capilaridade e da expertise da rede privada para garantir acesso laboratorial em escala nacional, o que torna indispensável a criação de um marco regulatório capaz de consolidar essa integração com critérios técnicos, sustentabilidade e previsibilidade.

Além de ampliar cobertura geográfica e qualificar a jornada diagnóstica, a proposta também avança em temas como interoperabilidade entre sistemas, rastreabilidade de dados, monitoramento em tempo real e fortalecimento da vigilância em saúde. A política ainda prevê estímulo à produção nacional de insumos e à inovação diagnóstica, conectando o tema à agenda de soberania tecnológica e ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Confira a matéria completa no Futuro da Saúde.

Abramed debaterá inovação, qualidade e inteligência de dados em programação especial na Hospitalar 2026

Com dois painéis que reúnem lideranças de referência na medicina diagnóstica, a entidade participa da maior feira de saúde da América Latina. Associados e parceiros têm 15% de desconto no ingresso.

A Hospitalar, principal evento de saúde da América Latina, reunirá entre os dias 19 e 22 de maio de 2026, no São Paulo Expo, lideranças, empresas e especialistas para debater os caminhos da transformação do setor. Em sua 31ª edição, a feira deve repetir o alto volume de negócios e a presença internacional, consolidando-se como um dos principais espaços de discussão técnica e estratégica do tema no país.

Na edição deste ano, o Summit Abramed será realizado no dia 19 de maio, das 14h30 às 17h40, e terá uma programação especial na Arena 1 da Plaza Hospitalar, sob o macrotema “Inovação, Qualidade e Inteligência de Dados: O Futuro da Medicina Diagnóstica”. 

A proposta reflete a atuação da entidade na articulação de temas centrais para o setor, ao conectar o avanço tecnológico — como inteligência artificial e soluções digitais — com a garantia de qualidade e segurança dos serviços e o uso estratégico de dados para apoiar decisões clínicas e de gestão, reforçando o papel da medicina diagnóstica como base para um cuidado mais integrado, eficiente e orientado a valor.

“Falar sobre inovação, qualidade e inteligência de dados é tratar dos elementos que, juntos, orientam a evolução do cuidado em saúde. Na medicina diagnóstica, essa integração permite transformar informação em decisão, com mais precisão, segurança e impacto real na jornada do paciente”, comenta Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, que fará a abertura do Summit.

Debates

O primeiro debate abordará “Tecnologia e Inovação na Medicina Diagnóstica: Tendências Estratégicas para Crescimento Sustentável”, sob moderação de Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Sírio-Libanês. 

O painel reunirá Douglas Penha, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Soluções Digitais na Roche Diagnóstica; Lídia Abdalla, vice-presidente do Conselho de Administração da Abramed e CEO do Grupo Sabin; e Marcos Queiroz, líder do Comitê Técnico de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed e diretor do Hospital Israelita Albert Einstein.

A sessão abordará as principais tendências e inovações que estão redesenhando o setor e explorará como a tecnologia pode apoiar decisões mais precisas, ampliar a eficiência dos serviços e sustentar o crescimento das organizações. 

O segundo bloco será dedicado à “Qualidade e Segurança na Medicina Diagnóstica”, com moderação de Milva Pagano. A sessão começa com palestra de Luiza Bottino, gerente de P&D da Controllab, sobre o papel do controle externo da qualidade na segurança do paciente.

Ela também compõe a mesa de debate, com Carlos Eduardo Ferreira, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, e Guilherme Ferreira de Oliveira, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). O foco serão os desafios regulatórios, operacionais e tecnológicos envolvidos na garantia de processos seguros, resultados confiáveis e melhoria contínua dos serviços diagnósticos.

A edição 2026 da Hospitalar contará ainda com múltiplos espaços de conteúdo, incluindo arenas temáticas sobre Inteligência Artificial, gestão, regulação e experiência do paciente, ampliando o debate sobre os desafios e oportunidades do setor.

“Participar deste evento é uma oportunidade de contribuir com discussões que estão no centro das transformações da saúde, ao lado de lideranças que têm papel ativo na construção de soluções para o setor no Brasil”, afirma Milva.

Condições especiais para associados

A Abramed também terá um estande próprio no espaço B-137 — no mesmo local da edição anterior. Associados e parceiros da entidade poderão usar o cupom ABRAMED15 para obter 15% de desconto nos ingressos de visitante e congressista. O benefício não é válido para a categoria Visitante Lounge. Inscrições e programação completa em https://www.hospitalar.com.

Abramed na Hospitalar 2026

Regulação, jornada de trabalho e agenda econômica marcam reunião da Abramed com associados

Encontro reuniu lideranças para alinhar posicionamentos e avançar em temas que impactam diretamente a operação e a sustentabilidade do setor.

A Reunião Mensal de Associados (RMA) da Abramed de abril evidenciou o papel ativo da entidade na condução das principais agendas que impactam o setor. Realizado em São Paulo, na sede da Roche, o encontro reuniu lideranças para alinhamento de temas regulatórios, econômicos e institucionais, com foco na construção de um ambiente mais previsível e sustentável para a medicina diagnóstica e toda a cadeia de saúde no país.

Entre os destaques, esteve a Consulta Pública nº 170/2026 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que propõe avanços na relação entre prestadores e operadoras. O tema foi apresentado sob a perspectiva de fortalecimento de um marco regulatório mais equilibrado e transparente, com incentivo à participação ativa dos associados e à construção de uma contribuição técnica qualificada em conjunto à agência.

A reunião também abordou a proposta de redução da jornada de trabalho, tema que vem ganhando espaço no debate público e exige atenção do setor. A discussão reforçou a necessidade de uma análise cuidadosa dos reflexos operacionais e assistenciais, diante de um segmento intensivo em mão de obra qualificada e essencial à continuidade do cuidado em saúde.

Os associados destacaram os desafios já existentes na reposição de profissionais especializados, o que limita a capacidade de substituição. Nesse contexto, foi enfatizada a preocupação com a segurança do paciente, considerando que a eventual recomposição de equipes com mão de obra não qualificada pode comprometer a qualidade dos serviços e das decisões clínicas. Também foram apontadas as diferenças regionais, especialmente em pequenas cidades, onde a escassez desses profissionais é ainda mais acentuada e demanda uma abordagem compatível com as realidades locais.

Na agenda econômica, a reunião trouxe atualizações sobre o imposto de importação, com destaque para a inclusão de parte relevante de itens médicos na lista de ex-tarifários. A medida contribui para preservar o acesso a insumos e tecnologias estratégicas, enquanto a entidade segue acompanhando a evolução do tema junto às autoridades.

Outro ponto de atenção foi a interlocução com a Anvisa em torno da RDC nº 978/2025. A Abramed mantém diálogo contínuo com o regulador, buscando aprimoramentos que considerem as particularidades operacionais do setor e promovam maior segurança jurídica e regulatória, ao mesmo tempo em que consolida e representa tecnicamente as contribuições das associadas nesse processo.

“Esse conjunto de agendas mostra que estamos diante de decisões que impactam diretamente a forma como o setor opera e entrega cuidado. O papel da Abramed é organizar tecnicamente essas pautas, consolidar a visão do setor e qualificar o diálogo com os tomadores de decisão. Estamos falando de um segmento essencial, que sustenta decisões clínicas e precisa de condições adequadas para continuar operando com qualidade, segurança e previsibilidade, sempre em prol do paciente”, declara Milva Pagano, diretora-executiva da entidade.

Influenza: circulação segue intensa no país com positividade três vezes maior que em 2025

Taxa chega a 27,3%, após pico recente de 31,2%, ante 8,09% no mesmo período de 2025; “vacinação, atenção aos sintomas e busca por avaliação médica nos casos indicados ganham ainda mais importância neste momento”, afirma especialista da Abramed

Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne empresas responsáveis por mais de 85% dos exames realizados na saúde suplementar no país, mostram que a influenza (vírus causador da gripe) segue com circulação elevada no Brasil.  A taxa de positividade da influenza chegou a 27,3% no início de abril. Apesar do recuo em relação ao pico recente de 31,2%, o índice segue três vezes acima do que o registrado no mesmo período de 2025 (8,09%).

A média móvel das últimas cinco semanas subiu de 17,5% para 26,4%.

Segundo Carlos Eduardo Ferreira, médico patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, os dados indicam que a transmissão do vírus permanece intensa e maior do que o esperado para esta época do ano. Depois de semanas consecutivas de alta, os indicadores mostram acomodação em patamar elevado. 

“Ainda assim, a influenza pode manter a pressão sobre consultas e pronto-atendimentos por sintomas respiratórios.” Segundo ele, o cenário pode estar relacionado à circulação antecipada da Influenza A neste ano, ao avanço simultâneo em diferentes regiões do país e ao fato de a campanha de vacinação ainda estar em fase inicial.

Vacinação e diagnóstico ganham ainda mais relevância

O avanço dos casos coincide com a intensificação das campanhas de vacinação contra a gripe em diversas regiões do país, reforçando a necessidade de prevenção.

“Quando observamos esse cenário, ganham ainda mais relevância a imunização dos grupos prioritários, a atenção aos sintomas e a busca por avaliação médica nos casos indicados”.

Para a Abramed, a medicina diagnóstica tem papel essencial na resposta assistencial, ao permitir identificar casos com mais rapidez, orientar condutas médicas e apoiar o planejamento dos serviços de saúde.

“O diagnóstico no momento adequado contribui para decisões mais assertivas e ajuda o sistema de saúde a responder com mais eficiência.”

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.

As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

CID-11: impactos operacionais, tecnológicos e regulatórios para a Medicina Diagnóstica

A nova classificação exige adaptação de sistemas, capacitação e revisão de processos, com impacto direto na prática clínica e na gestão.

A Classificação Internacional de Doenças (CID) é o sistema utilizado globalmente para padronizar o registro de diagnósticos e condições de saúde. Presente em prontuários, exames, autorizações e bases de dados, ela organiza a informação clínica e permite que profissionais, instituições e gestores falem a mesma “linguagem” ao descrever doenças e procedimentos.

A transição da CID-10 para a CID-11 marca uma mudança relevante na forma como essa informação é estruturada e utilizada no dia a dia. Mais do que uma atualização de códigos, trata-se de uma nova lógica de registro clínico, alinhada a um ambiente cada vez mais digital, interoperável e orientado por dados.

Nesse novo cenário, a classificação deixa de ser apenas um instrumento de catalogação e passa a influenciar diretamente a prática clínica, os modelos de remuneração, a regulação e a análise epidemiológica.

A lógica que sustenta a CID-11

Desenvolvida e atualizada anualmente pela Organização Mundial da Saúde, a CID sempre foi a principal referência global para padronização de diagnósticos e sustenta diversas dimensões do sistema de saúde, incluindo estatísticas oficiais, vigilância epidemiológica, regulação sanitária, modelos de financiamento e integração entre sistemas de informação.

A décima primeira revisão passa a organizar os dados de forma diferente, permitindo combinar informações clínicas e detalhar melhor cada diagnóstico. Esse modelo, pensado para uso digital, com atualização contínua e integração entre sistemas, viabiliza aplicações como auditorias automatizadas, análises preditivas, avaliação de risco e avanços em medicina de precisão. Ao mesmo tempo, exige maior maturidade na governança e no uso responsável dessas informações.

Isso porque um único diagnóstico pode gerar um código composto por múltiplos elementos encadeados — como anatomia, lateralidade, histopatologia, severidade, etiologia e confirmação genômica. Um código como 2C6Z&XK9K&XH7KH3&XS7Z, por exemplo, deixa de ser exceção e passa a representar a lógica da classificação.

Os serviços de Medicina Diagnóstica terão grande impacto resultante dessas mudanças. Pedidos de exames, autorizações, laudos, documentação, armazenamento e pagamentos passam a exigir uma lógica de processamento mais complexa, dentro de uma plataforma digital. 

“Em muitos casos, será necessário demonstrar, de forma estruturada, a justificativa clínica para exames mais complexos, com base na evolução do caso e nos testes já realizados. O que irá requerer maior coerência entre a indicação clínica, a execução do exame e o registro das informações ao longo da jornada do paciente”, explica Nelson Akamine, membro do comitê de Recursos Humanos da Abramed.

Para Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, essa é uma transformação que amplia a relevância da Medicina Diagnóstica ao reforçar seu papel na produção, qualificação e integração das informações que sustentam a tomada de decisão ao longo da jornada do paciente.

Cronograma e implementação no Brasil

A adoção da CID-11 no Brasil segue as diretrizes da Nota Técnica nº 91/2024 do Ministério da Saúde. Atualmente, o país permanece utilizando a CID-10 (versão 2019), enquanto se prepara para a implementação completa prevista para janeiro de 2027. 

Este intervalo é um período crítico para testes de campo, tradução do sistema para o português (finalizada em 2024 pela UFMG em parceria com a OPAS), ajustes tecnológicos e operacionais do ambiente de saúde nacional.

Para laboratórios e serviços de diagnóstico por imagem, os impactos são amplos e se concentram em três frentes principais:

  • Sistemas de TI e Interoperabilidade: a transição exige que sistemas como LIS, RIS, PACS, ERPs e prontuários eletrônicos sejam atualizados. A CID-11 requer também a integração com a API oficial da OMS e deve interoperar com padrões como FHIR, SNOMED e LOINC. 
  • Planos de saúde e remuneração: haverá mudanças diretas na codificação para planos de saúde e nos padrões TISS/TUSS. Novos modelos de remuneração e auditorias automatizadas baseadas em IA poderão ser viabilizados visando maior qualidade dos dados gerados.
  • Saúde do Trabalho e Previdência: a CID-11 traz uma camada inédita de registro formal de nexo ocupacional que influenciará na responsabilização trabalhista, concessão de benefícios previdenciários e na vigilância epidemiológica.

Para que a implementação seja bem-sucedida, o setor precisará avançar na capacitação contínua de médicos, codificadores e gestores para o uso da nova lógica semântica na classificação de doenças, além da adaptação tecnológica das infraestruturas de dados.

A Abramed acompanha essa evolução por meio de três Comitês: Padrão TISS, RH e Interoperabilidade, compartilhando informações e apoiando seus associados na preparação para essa nova etapa.

Doenças raras: sem diagnóstico, não há cuidado adequado

Ampliação do acesso a exames no SUS acelera a identificação dos casos e reduz o tempo para o início do tratamento.

Hoje, estima-se que 13 milhões de pessoas convivam no país com alguma das cerca de 7 mil doenças raras catalogadas. A jornada desses pacientes costuma ser marcada por anos de incerteza, fragmentação de informações clínicas e acesso desigual a tecnologias especializadas. Um cenário que aumenta o risco de diagnósticos tardios ou inexistentes e limita a possibilidade de tratamento com terapias já disponíveis.

A recente decisão do Ministério da Saúde de ampliar a cobertura de diagnóstico e tratamento de doenças raras no SUS é um passo importante no enfrentamento desse problema. Com investimento de R$ 26 milhões anuais para viabilizar até 20 mil diagnósticos por ano quando a rede operar em plena capacidade, o Governo busca reduzir o tempo de espera das famílias, que hoje pode chegar a sete anos, para cerca de seis meses. 

O diagnóstico como base da decisão clínica 

Este movimento reforça o papel do ecossistema de Medicina Diagnóstica como um todo – incluindo a rede privada, responsável pelo processamento de 95% dos exames laboratoriais realizados no SUS – como o principal aliado para garantir a precisão e a agilidade dos resultados a milhões de brasileiros.

Não à toa: os diagnósticos fundamentam até 70% das decisões clínicas de acordo com a literatura médica consolidada. Um dado que ganha ainda mais relevância no caso das doenças raras, em que o uso de tecnologias de ponta, como a genômica e os testes moleculares, permitem identificar a causa da patologia com assertividade e rapidez, viabilizando a personalização do tratamento e evitando desperdícios com exames e intervenções ineficazes.

Apesar dos avanços, o desafio diagnóstico no campo das doenças raras é complexo e multifacetado.

“São doenças que simulam as comuns e que muitas vezes demoram anos para que alguém desconfie que se trata de um caso diferente do habitual — que não resolve com medicações e terapias convencionais. Esse é um dos grandes gargalos: o conhecimento”, afirma Armando Fonseca, coordenador médico de Triagem Neonatal e Doenças Metabólicas Hereditárias do Grupo Fleury e diretor da Dvyce Consultoria em Saúde.

A identificação dessas doenças também envolve fatores como:

  • Barreiras de acesso: existe ainda uma disparidade no acesso a exames de imagem avançada e biologia molecular em diferentes regiões do país;
  • Integração de dados: a falta de um histórico clínico unificado e a fragmentação da jornada do paciente comprometem a continuidade do cuidado.

“Esses pacientes passam por verdadeiras odisseias diagnósticas, que podem levar de cinco a oito anos até a confirmação da doença e, muitas vezes, recebem diagnósticos incorretos ao longo do caminho. Mesmo quando não há tratamento específico, identificar a doença já permite orientar o cuidado, melhorar a qualidade de vida e oferecer aconselhamento genético para as famílias”, reforça Fonseca.

A importância da integração no ecossistema de Medicina Diagnóstica 

Enquanto o SUS atua como o grande estruturador do acesso universal, a rede suplementar funciona como um vetor essencial de inovação, escala e rápida incorporação tecnológica. 

De acordo com Armando, 25% da população brasileira é assistida pela saúde suplementar, ou seja, ao menos 50 milhões de pessoas — um dos maiores contingentes de medicina privada do mundo. Por isso, a parceria público-privada é estrutural para garantir que todos os pacientes, independentemente de classe social, tenham acesso mais rápido à inovação e a possíveis tratamentos que ainda não estejam disponíveis no serviço público.

Outros exemplos positivos já podem ser observados a partir dessa sinergia, como a interoperabilidade crescente de dados por meio do SUS Digital (que conta com apoio da Abramed em parceria com o Ministério da Saúde) e a capilaridade dos laboratórios privados que apoiam a rede pública na descentralização de exames.

Para que as melhorias continuem e a experiência do paciente se torne cada vez mais completa e eficiente, é fundamental compreender o diagnóstico como um investimento estratégico, que gera impacto em diversas frentes:

  1. Clínica:  melhora o prognóstico e a qualidade de vida do paciente;
  2. Econômica: reduz custos ao evitar complicações decorrentes da progressão de doenças;
  3. Sistêmica: promove maior eficiência no uso dos recursos públicos e privados.

“No centro de tudo está o paciente. Cada diagnóstico preciso e oportuno representa anos de vida recuperados, tratamentos mais eficazes e famílias que finalmente têm uma resposta. A Medicina Diagnóstica tem um papel insubstituível para ampliar esse acesso com tecnologia e integração de dados. E é nisso que a Abramed segue atuando, em parceria com o setor público e com a sociedade”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

Dia Mundial da Saúde 2026: juntos pela ciência e pelo desafio de transformá-la em cuidado

Em um cenário marcado pela rápida circulação de informações que nem sempre são confiáveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) colocaram a ciência no centro do debate global. 

Com o tema “Juntos pela ciência”, a campanha do Dia Mundial da Saúde de 2026 reforça a importância da cooperação entre setores, países e áreas do conhecimento e da adoção de decisões baseadas em evidências, além de chamar atenção para algo essencial: conhecimento só gera impacto quando é compreendido, confiável e aplicado.

Políticas baseadas em evidências e a lógica de Uma Só Saúde

A proposta incorpora a abordagem de Uma Só Saúde (One Health), que conecta saúde humana, animal e ambiental. Esse olhar amplia a discussão e exige respostas coordenadas para problemas que já não acontecem de forma isolada, como pandemias, mudanças climáticas e segurança alimentar.

Esse é um ponto que mostra a relevância do diagnóstico. Exames confirmam condições clínicas, orientam decisões e reduzem o tempo até o tratamento correto, evitando tentativas equivocadas que custam tempo e recursos.

Um papel que se estende para além do atendimento individual. Vigilância epidemiológica, identificação e monitoramento de surtos também dependem de dados gerados por estruturas diagnósticas para sustentar respostas coordenadas em saúde pública.

Explicar, comunicar e liderar: o papel do diagnóstico frente à desinformação

Outro ponto central desse movimento é tornar a ciência mais acessível e confiável. Hoje, a dificuldade é gerar informação e garantir que ela seja interpretada corretamente. Mas há uma dimensão que ainda fica em segundo plano: garantir que o conhecimento chegue ao momento da decisão clínica com clareza e sem distorções — um desafio que o avanço da desinformação torna cada vez mais urgente.

Enfrentar esse problema envolve qualificar o acesso à informação, aprimorar a comunicação com a sociedade e evitar distorções terminológicas para garantir que resultados de exames sejam compreendidos por médicos e pacientes. 

Ser embaixador da ciência na jornada do paciente

Para a maioria das pessoas, a ciência não está em artigos ou pesquisas. Ela aparece no momento em que um exame é solicitado, realizado e interpretado. É ali que o conhecimento ganha forma prática.

Quando o paciente entende o que está sendo investigado e como aquele resultado orienta sua condução, a ciência deixa de ser abstrata e passa a fazer parte da sua decisão.

Assim, o movimento lançado pela OMS também convoca profissionais e instituições a atuarem como embaixadores, aproximando o conhecimento da realidade das pessoas e fortalecendo o entendimento da população sobre como as evidências orientam o cuidado.

Do conhecimento à ação

Como fonte e elo técnico na interpretação das evidências, os serviços diagnósticos assumem protagonismo nesse processo, contribuindo para um ambiente de maior confiança na ciência e agindo em linha com o papel de liderança que a campanha da OMS propõe.

A Medicina Diagnóstica se posiciona não como etapa isolada, mas como parte do que permite que a ciência, de fato, chegue ao paciente no momento certo, transformando evidência em decisão e decisão em cuidado.

“A Abramed atua no ponto de conexão entre evidência e prática. Nosso papel é contribuir para que o setor opere com qualidade, segurança e base técnica sólida, fortalecendo a confiança na ciência ao longo de toda a jornada do paciente.”, ressalta Milva Pagano, diretora-executiva da entidade.

Milva Pagano assina artigo no Jornal LaborNews e defende avanço da PNDL para colocar o diagnóstico no centro da saúde brasileira

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, assina artigo na mais recente edição do Jornal LaborNews, contextualizando o avanço do Projeto de Lei nº 5.478/2025, que propõe a criação da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL).

Ela reforça que, embora o diagnóstico laboratorial sustente a maior parte das decisões clínicas e seja determinante para prevenção, monitoramento e definição terapêutica, o setor ainda convive com ausência de diretrizes nacionais capazes de organizar sua expansão de forma integrada e sustentável.

O artigo evidencia ainda a importância dessa rede assistencial, responsável pela ampla geração de empregos qualificados e presença decisiva no suporte à jornada do paciente, ressaltando que, mesmo com sua essencialidade, persistem desigualdades regionais, lacunas de cobertura e desafios regulatórios que limitam a consolidação de um acesso verdadeiramente qualificado ao diagnóstico.

Confira o artigo completo no Jornal LaborNews.