Abramed completa 12 anos e realça papel de protagonista no setor de medicina diagnóstica

Entidade é referência na representação dos interesses do setor de medicina diagnóstica, cujo desempenho tem impacto significativo sobre a saúde da população brasileira

A Abramed tem um histórico de realizações com repercussão positiva tanto para seus associados quanto para o setor de diagnóstico como um todo. E nada melhor do que aproveitar seu aniversário de 12 anos para recordar fatos marcantes, desafios e conquistas dessa trajetória de tantos avanços na área da saúde.

Fundada em 14 de julho de 2010, como resultado dos esforços conjuntos de empresas de medicina diagnóstica, a Abramed é formada por instituições com atuação destacada no mercado que perceberam a importância que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Para Claudia Cohn, presidente do Conselho de Administração (2011-2019) e membro da atual diretoria, o grande salto com a Abramed foi a transformação de um ambiente de isolamento e concorrência para o de total cooperação. Tempos atrás, cada empresa tentava sobreviver aos seus desafios e comemorar suas vitórias de maneira individual, não havia comunicação a respeito das demandas gerais.

“O novo ambiente, mesmo em um mercado altamente competitivo, não só possibilita perceber os pleitos do setor de forma abrangente, os desafios em comum e as possibilidades colaborativas, como também, principalmente, permite a construção de regulamentações e uma atuação mais efetiva e integrada, por causa dessa união”, expõe.

 “Foi através de uma lista de demandas gigantesca que descobrimos que a área de medicina diagnóstica precisava se organizar. Este é um ponto importante: a capacidade que uma associação tem, que é diferente de uma empresa, de se organizar pelas causas comuns e prioridades, com cada associada apoiando a outra dentro de sua seara”, acrescenta Claudia.

Nos últimos 12 anos, a Abramed tornou-se referência na representação dos interesses do setor de medicina diagnóstica, cujo desempenho tem impacto significativo sobre a saúde da população brasileira.

Pandemia

A pandemia foi um grande desafio para o setor, pois muitos não estavam preparados para enfrentar a crise. “Tivemos que organizar nossas infraestruturas e fluxos de atendimento, bem como buscar insumos pelo país e no mercado internacional, trabalhar a comunicação com as comunidades médicas e sociedades científicas quanto com a sociedade, principalmente após a OMS declarar que o melhor caminho para contenção da covid-19 era a testagem laboratorial em massa”, diz o presidente do Conselho de Administração, Wilson Shcolnik.

No entanto, o setor de medicina diagnóstica reagiu rapidamente e se adaptou à nova realidade, sendo pilar essencial para uma resposta eficaz, focada na menor geração possível de danos. Os laboratórios clínicos ganharam destaque e os testes foram muito valorizados.

Durante a pandemia, o papel da Abramed foi fundamental para balizar informações do setor, centrando-se em dados de qualidade e no cuidado real com as pessoas em relação à validação dos testes.

Em 2020, a Associação esteve em contato direto com a Anvisa solicitando liberação imediata de insumos para exames de diagnóstico do novo coronavírus. Além disso, trabalhou pela desburocratização da importação dos materiais e assinou, ao lado de outras entidades do setor, um documento denunciando a alta dos preços dos insumos.

Sua influência, construída nestes 12 anos de existência junto aos órgãos regulatórios, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, à Agência Nacional de Saúde Suplementar e à sociedade científica, foi fundamental para lidar com o desafio pandêmico. “A dedicação, a seriedade e o senso de responsabilidade nos permitiram sermos protagonistas de informações necessárias às autoridades sanitárias brasileiras. Com muito orgulho, a entidade se colocou à frente sempre com um olhar muito mais colaborativo do que competitivo, num momento em que o foco era vencer o vírus”, expõe Shcolnik.

A Associação sempre foi a fiel da balança junto aos órgãos regulatórios para informar os dados corretos, contribuindo com avaliações epidemiológicas e tomada de decisão.

Código de Conduta

Norteada pelo seu Código de Conduta, lançado em 2017, a Abramed orienta, incentiva e exige de seus associados práticas que inspirem todos os elos da cadeia da saúde. Segundo Milva Pagano, diretora executiva da entidade, é fundamental ter princípios claros e deixá-los por escrito e pactuado entre todos. “Cada associação e empresa deste país precisa acompanhar as mudanças e assumir sua responsabilidade, lutando por uma sociedade mais ética.”

O objetivo do documento é garantir que as melhores práticas sejam respeitadas e que as irregularidades sejam apuradas e devidamente punidas. “E assim, a Abramed vem garantindo práticas sustentáveis, trabalhando para que os associados atuem de forma consciente e responsável, alcançando padrões éticos elevados. A aplicação do código oferece segurança e transparência para a cadeia de saúde, sempre focando no bem-estar do paciente”, declara Milva.

Câmaras Jurídica e Técnica

Um marco importante da trajetória da entidade foi a criação, em 2011, das Câmaras Jurídica e Técnica, voltadas para pesquisa, análise, orientação e contribuição direta às instituições reguladoras da saúde suplementar.

“A Abramed é o que é porque tem o apoio de pessoas que se dedicaram. As Câmaras Jurídica e Técnica são diretorias que tomam para si assuntos que seguem o governo, o senado, os ministérios, a sociedade, os órgãos regulatórios, o judiciário, as confederações, e assim por diante, buscando o máximo de informações para melhorar o setor”, explica Claudia.

FILIS

Motivo de orgulho a ser lembrado neste aniversário é o Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), que, como conta Claudia, nasceu de um sonho. “Nosso objetivo era levar assuntos que poderiam ser relevantes para todos os participantes da área de saúde e que passassem pelo tema do diagnóstico. Devido ao alto volume de eventos, ficamos em dúvida sobre o interesse, porque já existiam vários outros no mercado, tanto para estudantes quanto para médicos. Mas, desde a primeira edição, o FILIS atraiu grande público e reuniu figuras destacadas do setor”, descreve.

Claudia também cita o Prêmio Luiz Gastão Rosenfeld, entregue durante o Fórum, batizado em homenagem a esse profissional, que contribuiu enormemente para saúde e para a Abramed. Na primeira edição do prêmio, o homenageado foi Jarbas Barbosa, subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); em 2019, a bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz; em 2021, Margareth Dalcomo, médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 2020, o evento foi cancelado em virtude da pandemia de covid-19.

Para Milva Pagano, a cada ano que passa, o sucesso do evento é maior e sua importância como palco de discussões só cresce. “Nosso próximo FILIS, que acontece em 24 de agosto, em São Paulo, vai ser mais especial, porque será híbrido, ou seja, presencial, marcando o encontro entre as pessoas, e virtual, para quem não pode estar presente ou prefere participar de maneira remota. De qualquer forma, será um local fundamental para debate dos temas relevantes para a área”, expõe a diretora-executiva.

Painel Abramed

Em 2018, a Abramed revolucionou o mercado ao compilar, pela primeira vez em um documento único, indicadores setoriais que balizam a percepção acerca do desenvolvimento do diagnóstico no Brasil. O Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico abastece a mídia com dados populacionais e econômicos; informações sobre a inversão da pirâmide etária no país e o impacto, no setor, do envelhecimento; além das inovações tecnológicas que comandavam as principais tendências do momento.

Antes dele, o setor não tinha dado nenhum, as informações vinham de poucas empresas individualmente, sem padronização, por isso, sem coerência. “Quando publicamos a primeira edição, foi quase uma transposição gigantesca para que, em primeiro lugar, as empresas entendessem que tínhamos critérios de sigilo coerentes, pois companhias de capital aberto e de capital fechado tinham receio de compartilhar seus dados. Por isso, criamos uma estrutura certificada, a fim de que os associados se sentissem seguros para dividir as informações. Quando saiu a primeira edição, foi quase como um filho que veio à luz. É um grande orgulho tê-lo visto nascer e acompanhar o seu aperfeiçoamento a cada ano. E mais do que isso, é um orgulho ver vários setores utilizarem o nosso painel como base e o citarem em reportagens”, declara Claudia.

Diálogos digitais

Em 2020, momento de grandes desafios causados pela pandemia de covid-19, a Abramed criou o projeto #DiálogosDigitais, uma série de eventos digitais que reuniu especialistas para abordar os mais variados temas que afetam a cadeia da saúde.

“Na pandemia, foi necessário termos conversas importantes, munindo as pessoas de informações fundamentais para suas atividades. O setor não parou, e o Diálogos Digitais também não, exatamente para respaldar todos os desafios que tivemos durante o período. Não há previsão de encerrar o projeto. O digital veio para ficar”, conta Milva.

LGPD

A proteção de dados na medicina diagnóstica é um dos debates mais importantes para o setor, por ser um segmento que lida diariamente com informações sensíveis. Há, portanto, sempre uma grande preocupação do setor de saúde quanto ao manejo desses dados.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em agosto de 2018 (Lei nº 13.709), regulamenta o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

“Para auxiliar as empresas a compreenderem os desafios da LGPD e enfrentarem as mudanças, a Abramed lançou, em 2021, o Guia de Boas Práticas em Proteção de Dados para o Setor de Medicina Diagnóstica, que traz as bases legais para o tratamento de informações sensíveis, apresenta detalhes sobre como atender aos direitos dos titulares e aborda o compartilhamento de dados de saúde com as operadoras. Além disso, contribui diretamente para a gestão corporativa ao abordar a proteção de dados pessoais no contexto dos recursos humanos e as práticas de marketing”, detalha Shcolnik.

Outras discussões

A Abramed participou de discussões técnicas sobre a resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 30/2015, da Anvisa, que trata do funcionamento dos laboratórios clínicos no Brasil.

A Associação também contribuiu para a discussão sobre o Fator de Qualidade ANS para definição do índice de reajuste anual, aplicado aos contratos entre prestadores de serviços e operadoras de planos de saúde.

A ANS viu no fator de qualidade uma forma de balizar o setor para garantir remuneração justa pelos serviços prestados de modo a assegurar a sua qualidade. “A Abramed demonstrou quais são os projetos e os programas de que participa e que apoia, bem como o que os players fazem para garantir melhor qualidade. Para ser associado e chegar mais perto desse padrão, é necessário ter uma certificação mínima, segundo exige o estatuto. Essa é uma forma de balizar o setor para cima”, explica Claudia.

Falando de perspectivas, o vice-presidente do Conselho de Administração da Abramed, Leandro Figueira, enfatiza que “a entidade, ao longo destes anos, reuniu conhecimento, solidez e maturidade para se tornar, em definitivo, protagonista dos rumos do Sistema de Saúde no Brasil. Em um mercado extremamente dinâmico, certamente será uma das vozes direcionadoras de um futuro ainda em construção”.

Sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde trará debate sobre inovação digital na humanização do cuidado

Lideranças nacionais e internacionais participam do evento no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo

As novas tecnologias em saúde estão revolucionando a medicina atual. Internet das coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA) são exemplos disso, pois permitem processar um grande repertório de dados, ajudando na busca por tratamentos para doenças de forma rápida e precisa. Sem falar na telesaúde, que permitiu a troca de informações entre médicos e a análise de resultados de exames, acelerando todo o processo. Todas estas inovações trazem desafios, mas também novas perspectivas para o futuro da saúde no Brasil.

Essas e outras abordagens serão discutidas no tema “Inovação Digital na humanização do cuidado”, do Módulo Inovação e Futuro, na 6ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Entre as lideranças confirmadas para este módulo estão: Romeu Domingues, presidente do Conselho de Administração da Dasa; Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; e Tommaso Montemurno, country manager da Bracco Imaging do Brasil.

O evento será realizado no dia 24 de agosto, das 8h00 às 17h30, no Teatro Santander, em São Paulo. Este ano pela primeira vez em formato híbrido, permitindo o compartilhamento de informações de forma mais abrangente.

FILIS 2022

O Fórum Internacional de Lideranças da Saúde já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador e trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. O macrotema deste ano é “A Medicina Diagnóstica na Disrupção da Saúde”.

Entre os assuntos que serão debatidos estão “Ecossistema: a reinauguração da saúde e seus impactos regulatórios” e “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais”. Além disso, haverá palestras internacionais e a 4ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, um reconhecimento aos profissionais da saúde que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira.

Mais informações e inscrições: https://www.abramed.org.br/filis/

Abramed participa da criação de área dedicada à medicina diagnóstica na Hospitalar

No dia 19 de maio foi realizada a cerimônia que tornou o setor de Diagnósticos e Laboratórios parte oficial da feira

A Abramed é parceira do novo setor exclusivo para a medicina diagnóstica lançado durante a 27ª edição da Hospitalar, juntamente com a Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida (Anbiotec Brasil).

No dia 19 de maio, foi realizada a cerimônia que marcou a concretização do projeto, tornando o setor de Diagnósticos e Laboratórios parte oficial da feira. O espaço, que concentra as soluções e as inovações para laboratórios, diagnóstico e análises clínicas, surgiu para atender à crescente demanda dos visitantes por produtos relacionados à área. Nesta primeira edição, já foi um sucesso absoluto, reunindo 30 empresas.

Em seu discurso, a presidente da Hospitalar, Waleska Santos, destacou a importância da medicina diagnóstica e parabenizou as associações parceiras pela atuação e representatividade. “Trata-se de um momento muito especial, pois ter um lugar de destaque para este setor tão importante é um prestígio e um orgulho para o evento. A Hospitalar nasceu para oferecer novas soluções, estamos aqui para ouvi-los, sempre pensando no progresso comum e no bem-estar do paciente. Desejo vida longa ao setor de medicina diagnóstica dentro da Hospitalar”, disse.

O presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik, esteve na cerimônia e agradeceu a oportunidade de participar da programação oficial do evento. Ele lembrou que a Abramed é composta por laboratórios clínicos, clínicas de radiologia e diagnóstico por imagem e laboratórios de anatomia patológica, que são responsáveis por 60% dos exames realizados na saúde suplementar.

“Precisamos de fornecedores à altura para que os resultados sejam precisos e possam atender os pacientes, que merecem todo o nosso carinho e respeito, e também os médicos, que tomam decisões com base nesses resultados. Acreditamos que o setor oferece muitas oportunidades de crescimento à Hospitalar, é uma honra fazermos parte disso. Fica aqui o reconhecimento da Abramed, o agradecimento e os votos de ainda mais sucesso nas próximas edições”, declarou Shcolnik.

Por sua vez, a presidente da Anbiotec Brasil, Vanessa Silva, expôs o orgulho de estar junto com os empresários que defenderam a criação de uma área de diagnóstico, diagnóstico in vitro e biotecnologia para ajudar a cadeia da saúde. “Nossa rede conta com 65 empresas associadas e representa 30% do mercado, ou seja, é bastante relevante. Que alegria e honra estar aqui com a Abramed. Tenho a certeza que esta será a primeira de muitas edições, contem conosco. Obrigada e parabéns”, concluiu.

Abramed se posiciona sobre Projeto de Lei que define piso da enfermagem

A entidade é favorável à valorização do profissional, mas entende que o caminho deve ser percorrido com sustentabilidade

O Projeto de Lei (PL 2564/2020), que fixa o piso salarial dos profissionais de enfermagem, foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 4 de maio e agora depende de sanção presidencial.

Foi fixado o piso do enfermeiro em R$ 4.750; 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem (R$ 3.325); e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras (R$ 2.375). A decisão é válida para os contratos regidos pelos setores público e privado nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

É prevista também a atualização monetária anual do piso da categoria com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e assegurada a manutenção de salários eventualmente superiores ao valor inicial sugerido, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional tenha sido contratado.

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) é favorável à valorização do profissional de enfermagem, mas entende que esse caminho deve ser percorrido com sustentabilidade. “É complexo estabelecer um piso nacional de salários, pois implica em nivelar realidades muito distintas. Os fortes impactos ocorrem, primeiramente, na região Sudeste, pela grande quantidade de profissionais concentrados. Nas regiões Norte e Nordeste, o maior problema é o gap na diferença de salários”, comenta Milva Pagano, diretora executiva da instituição.

Com a aprovação do PL, a estimativa de aumento dos custos com medicina é de 9,5%. Segundo Armando Monteiro, assessor parlamentar da Abramed, os impactos são enormes, tanto para o setor público quanto para o privado. “A grande dificuldade que o setor público enfrenta hoje é encontrar orçamento para custear esse aumento. Já o privado vive um momento de custos sem precedentes. Ou seja, a população será afetada. O ideal seria que o governo desonerasse a folha de pagamento da área de saúde, mas, por enquanto, essa medida não está sendo discutida de forma concreta”, expõe.

Entenda

A aprovação do PL ainda depende de acordo sobre fontes de financiamento. Há diversas propostas que ampliam receitas ou desoneram encargos; além da ampliação de recursos a serem repassados pelo Fundo Nacional de Saúde para reforçar as transferências aos entes federados.

Segundo o líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o governo está empenhado em buscar fontes de financiamento para o piso salarial. Uma opção pode ser a legalização dos jogos de azar no país.

Tendo em vista a Câmara não ter alterado o texto aprovado no Senado, o projeto deveria seguir para sanção presidencial. A praxe no Congresso é enviar propostas para sanção depois de aprovadas, mas não há prazo para isso ser feito. Enquanto isso, a situação atual dos enfermeiros e hospitais não se altera.

Portanto, o envio para sanção será retardado, pois dependerá do resultado da votação da PEC 122/15 no Senado, que proíbe a União de criar despesas aos demais entes federativos sem prever a transferência de recursos para o custeio.

Segundo o Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados sobre Piso de Enfermagem, R$ 16,3 bilhões é o impacto anual do piso salarial da enfermagem (PL 2564/20), com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2020. No setor privado, são R$ 10,5 bilhões e, no público, R$ 5,8 bilhões. Há 1,07 milhão de enfermeiros, técnicos e auxiliares no Brasil, de acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) baseada na Rais 2019.

Abramed discute com seus associados novo posicionamento estratégico

Objetivo da entidade é tornar-se um agente de transformação no setor da saúde

Como resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2021, a Abramed apresentou em sua última reunião de associados seu novo posicionamento estratégico. O projeto, que conduzirá as ações da entidade nos próximos cinco anos, teve como foco a dinâmica setorial que tem mudado bastante nos últimos anos, a visão dos associados com relação à entidade, bem como os desafios e oportunidades para a medicina diagnóstica. Entre os objetivos estão o fortalecimento, aumento da representatividade, pluralidade e oferta de valor da entidade para seus associados.

“Queremos ter um olhar para o futuro, à medida que acreditamos que podemos influenciar os caminhos da saúde no Brasil. Queremos ser um agente influenciador, determinante de uma mudança setorial que envolva maior compartilhamento e maior integração dos elos da cadeia. Mas, para isso, precisamos crescer e ter uma proposta de valor diferente”, ressalta Sérgio Rebêlo, diretor da The Kline Group, consultoria internacional, especialista em estratégias de mercado que apoiou a Abramed neste projeto.

Entre os objetivos previstos neste planejamento estratégico estão dobrar o número de associados nos próximos três anos, com foco em empresas de médio porte, acreditadas. Apesar da carência de números consolidados do setor, estimam-se que atualmente existam entre 15 mil e 20 mil organizações do setor de medicina diagnóstica, cerca de 270 com o perfil selecionado pela Abramed. Desta forma, fazem parte dos planos trazer para o quadro associativo um número maior de médias empresas, passando a refletir de uma forma um pouco mais clara o perfil do que é o mercado de fato de medicina diagnóstica.

“Em médio e longo prazo queremos ajudar a derrubar os muros que separam a medicina diagnóstica de outros elos da cadeia e sermos um agente transformador da cadeia”, complementa Rebêlo.

Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, ressalta que a associação se tornou a voz do setor de medicina diagnóstica com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor.  A ideia de ampliar seu quadro associativo tornará a entidade mais plural e mais diversa, com mais elementos de representação.

“Acreditamos no nosso papel de influenciar o mercado na defesa de comportamentos éticos e transparentes, vitais para a evolução e a sustentabilidade do sistema de saúde e em benefício da população que busca os serviços essenciais que o setor fornece. Neste sentido, com a criação de uma nova categoria de associados, pretendemos atrair empresas com esta filosofia e interessadas nos benefícios que oferecemos que agregam valor e impulsionam o desenvolvimento contínuo e sustentável, reforça a diretora-executiva. 

Telerradiologia se desenvolve cada vez mais no Brasil e gera valor para toda a cadeia da saúde

Com especialistas avaliando determinados exames, o paciente pode ter um diagnóstico precoce e um melhor desfecho

Há anos a telerradiologia vem se desenvolvendo no Brasil, país que foi, inclusive, um dos pioneiros em sua adoção. A telerradiologia consiste na elaboração remota de laudos de exames de imagem, possibilitando que médicos radiologistas possam atuar à distância na análise e interpretação de exames médicos, utilizando a conectividade por meio de uma rede dedicada ou mesmo compartilhada de internet.

Muitas vezes adotada de forma interna, em grandes redes, hospitais ou centros de medicina diagnóstica, a telerradiologia traz vários benefícios para essas instituições, como a possibilidade de contar com especialistas em assuntos determinados, já que eles não precisam estar disponíveis presencialmente, além da maior uniformidade nos relatórios e na adoção de protocolos, tanto de realização quanto de leitura desses exames.   

“No caso de clínicas pequenas, a telerradiologia oferece apoio ao permitir relatórios de exames mais complexos. Para clínicas e hospitais maiores, auxilia ao cobrir férias de profissionais e em casos de grande aumento da demanda”, explica Gustavo Meirelles, médico radiologista, executivo do setor de saúde e diretor do Comitê de Radiologia  e Diagnóstico por Imagem da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Além disso, a telerradiologia pode ajudar a evitar desperdícios e a gerar valor para a cadeia de saúde como um todo, oferecendo mais qualidade no atendimento à população. “Com especialistas avaliando determinados exames, muitas vezes o paciente tem um diagnóstico precoce e um melhor desfecho”, ressalta Meirelles.

Isso sem falar que a repetição de exames ou até mesmo a adoção de dois exames complementares que não seriam necessários gera custos para a cadeia de saúde, para a operadora e para o próprio paciente. “No entanto, a telerradiologia não deve ser encarada como uma commodity nem como uma forma de redução de custos, mas sim como algo que veio agregar valor para o médico que solicita um exame, para o médico radiologista e, principalmente, para o paciente”, reforça.  

E os benefícios para os pacientes não param por aí. Por exemplo, uma pessoa que mora em uma cidade pequena, com acesso ao equipamento para a realização do exame, mas sem um profissional especialista disponível, pode ter o exame laudado remotamente por meio da telerradiologia. Através dela, o paciente ganha mobilidade, pois as grandes redes de hospitais ou os centros de medicina diagnóstica têm unidades espalhadas por diversos locais nas grandes cidades, fazendo com que o paciente possa realizar o exame perto da sua casa.

Desafios 

Segundo Meirelles, um grande desafio ao desenvolvimento da telerradiologia no Brasil é a infraestrutura. Por mais que atualmente haja redes melhores de internet, essa é uma realidade apenas nas grandes cidades. “O 5G, que irá atender de forma muito mais ágil do que as redes wi-fi de grande velocidade, vai ampliar esse desafio, pois precisa chegar rapidamente em cidades pequenas”, expõe.

Quando houver uma infraestrutura adequada para fazer o transporte de dados em tempo real, o que é esperado com o 5G, será possível avaliar os exames sem a necessidade de enviar o arquivo por upload e download, mas por streaming, como os filmes e músicas disponíveis em plataformas digitais. 

Para resolver esse gargalo, é preciso uma política governamental forte de implementação de redes mais rápidas, além do auxílio da iniciativa privada para que as redes de 5G cheguem de forma mais ágil em locais menores, ou até mesmo na periferia das grandes cidades. “É importante lembrar, ainda, do auxílio das redes universitárias, de alta velocidade, porque a telerradiologia não ajuda apenas no relatório, mas também na troca de informações entre médicos. Grande parte das reuniões científicas atualmente são feitas de modo on-line, e a telerradiologia permite a transmissão de exames de um local para o outro”, complementa o diretor do Comitê de Radiologia da Abramed.

Outro desafio citado por Meirelles é o desconhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre os benefícios e a regulamentação da telerradiologia, que existe há alguns anos e é bastante sólida, fruto dos esforços do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

Mais um ponto de atenção diz respeito ao ferramental utilizado, principalmente os monitores, que devem ter resolução adequada e compatível com as regras da Anvisa.

Além dos monitores com as especificações corretas, o profissional precisa ter uma conexão de internet rápida e estável e estar em um local calmo, com luminosidade adequada. Outro item muito relevante é a obrigatoriedade de haver um radiologista local, responsável pela clínica, para que esta possa enviar os exames a serem relatados por telerradiologia. 

Já com relação à segurança dos dados pessoais, é preciso adotar ferramentas e canais seguros de transmissão, armazenamento, visualização e, posteriormente, de disponibilização dos relatórios e das imagens. “Não se deve utilizar ferramentas caseiras e não adequadas para a atividade médica, mas sim, aquelas que foram desenvolvidas para esse fim e que atendam à regulamentação do Brasil para a telerradiologia”, orienta Meirelles.

Volume de exames de Covid-19 realizados por associados da Abramed caiu 80% em fevereiro

Taxa de positividade dos testes caiu de 60% para 17% em um mês

O número de exames de Covid-19 realizados pelos laboratórios de medicina diagnóstica associados da Abramed – que respondem por cerca de 60% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país – terminou o mês de fevereiro em queda. Na última semana, foram realizados 80 mil testes, volume 23% menor ao da semana anterior e 80% inferior ao registrado na última semana de janeiro – quando haviam sido realizados mais de 390 mil exames.

No primeiro mês de 2022, os laboratórios do Brasil somaram mais de 1,3 milhão de testes de Covid. Já no mês seguinte, a quantidade de exames realizados caiu para 626 mil. Isso significa uma redução de 53% na quantidade de testes em um intervalo de 30 dias.

A taxa de positividade também regrediu, passando de 60% (semana de 24 a 30/01) e 30% (semana de 14 a 20/02), para 17% na semana encerrada no dia 27 de fevereiro.

Segundo a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, há uma tendência de redução de casos tanto pelo volume de exames quanto pela taxa de positividade. Isso está em linha com a redução de casos observada pelo Ministério da Saúde, indicando um arrefecimento da pandemia.

De acordo com ela, o país deve ter uma redução da média diária de casos, o que se reflete nas testagens negativas: “Não se pode falar ainda em fim da terceira onda, visto que a média móvel de casos observados pelo Ministério da Saúde ainda está acima do observado antes desta onda, no final do ano passado. Mas a tendência hoje é a de que a terceira onda acabe nas próximas semanas”, declara Milva.

Desde 20 dezembro de 2021, quando se notou um novo aumento no número de casos de Covid-19 no Brasil, mais 2 milhões de exames foram realizados pelos associados à Abramed e a taxa de positividade acumulada no período é de 49%.

O período de maior procura por testes ocorreu de 24 a 30 de janeiro, com 390 mil exames, dos quais 60% deram positivos. Isso quer dizer que um a cada seis testes PCR ou antígenos feitos deram positivos. Os dados coincidiram com a semana que o Brasil registrou seu maior número de casos desde março de 2020, com mais de 1,3 milhão de registros. Especialistas afirmaram que a variante ômicron – descoberta em novembro no sul do continente africano e mais contagiosa do que outras cepas do vírus – foi responsável por mais de 90% dos novos casos no Brasil.

A Abramed segue acompanhando o cenário e informará a respeito de atualizações.

Abramed, SBAC e SBPC solicitam ao Ministério da Saúde a participação dos laboratórios na realização dos autotestes de Covid-19

As entidades revelam preocupação com a qualidade desses dispositivos e com possíveis falhas em sua execução

No dia 28 de janeiro de 2022, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou resolução que estabelece os requisitos e os procedimentos para a solicitação de registro, distribuição, comercialização e utilização de autotestes para detecção do antígeno de Sars-CoV-2.

Com isso, será permitida a venda de autotestes diretamente ao consumidor por farmácias e estabelecimentos de saúde licenciados para comercializar dispositivos médicos.

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) apoia a utilização desta modalidade de testagem, pois reconhece sua utilidade como triagem neste momento da pandemia, e aguarda a inclusão das orientações sobre o uso dos autotestes em uma atualização do “Plano Nacional de Expansão de Testagem para Covid-19” (PNE Teste). 

“Entretanto, alertamos e reforçamos nossa preocupação com a qualidade desses dispositivos e possíveis falhas na execução dos autotestes que, embora tenham uma aparente facilidade de aplicação, têm complexidade tecnológica e exigem que todas as etapas sejam realizadas com muito cuidado”, declara Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

Imperfeições nessas etapas levam à obtenção de falso-negativos, o que, do ponto de vista epidemiológico, é extremamente grave por trazer falsa sensação de segurança em relação a não transmissibilidade da Covid-19.

Em razão dessas preocupações, a Abramed, junto a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina laboratorial (SBPC/ML), enviou ofício ao Ministério da Saúde, solicitando que os Laboratórios Clínicos participem da realização dos autotestes, em caráter temporário e excepcional, disponibilizando seu ambiente controlado para que os pacientes realizem o procedimento com a orientação e supervisão de profissionais capacitados, bem como para terem seus resultados comunicados aos órgãos sanitários competentes, como já é prática nesses estabelecimentos.

As entidades visam a segurança do paciente, o cuidado na utilização e descarte do material, a interpretação correta do resultado do teste, além da notificação compulsória adequada. “Também reafirmamos que o autoteste trata-se de um teste de triagem e requer confirmação para diagnóstico. Ou seja, seu caráter é orientativo”, reforça Shcolnik.

Tecnologia traz boas perspectivas para o futuro da Medicina Diagnóstica

Mesmo diante dos desafios econômicos, regulatórios e legislativos, o panorama para o setor no Brasil é promissor

Mesmo com o panorama desafiador enfrentado nos últimos dois anos, o setor de Medicina Diagnóstica continuou investindo em novas tecnologias e formas de atendimento para ofertar soluções de diagnóstico laboratorial e de imagem, acelerar ainda mais a transformação digital, a automação de processos, a utilização das tecnologias de inteligência artificial, internet das coisas, entre tantas outras, sempre visando fornecer serviços de excelência que contribuem para o melhor cuidado da saúde.

Desde o início da pandemia, o setor atuou no desenvolvimento de testes moleculares recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os exames de imagem, como as tomografias computadorizadas, também foram essenciais para diagnosticar e monitorar casos mais graves que implicaram insuficiência respiratória, com outros exames laboratoriais. Continuamente, inúmeras ações foram realizadas para aprimorar os métodos diagnósticos e facilitar o acesso à população brasileira. A cooperação dos diversos agentes foi essencial para o avanço e a consolidação das medidas necessárias ao enfrentamento da crise.

Falando das perspectivas para 2022, Leandro Figueira, vice-presidente do Conselho de Administração da Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, acredita que aqueles que deixaram de cuidar da saúde durante a pandemia vão voltar de forma gradativa às consultas e colocarão seus exames em dia.

Segundo o Painel Abramed 2021 – o DNA do Diagnóstico, cerca de 177 milhões de exames complementares deixaram de ser realizados na saúde suplementar em 2020 em decorrência da pandemia. “Percebemos que muitas pessoas que acabaram não resistindo à covid-19 eram portadoras de doenças crônicas não tratadas. Com isso, acreditamos que a população aprendeu a importância de se cuidar, para estar mais segura sobre a própria saúde”, diz Figueira.

O cenário é bastante desafiador, afinal de contas, é preciso assistir essa população. “Mas estamos otimistas, a vacinação trouxe benefícios e vamos conseguir implantar um ritmo para que a saúde seja uma pauta para todos os brasileiros”, comenta o vice-presidente.

Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed, acrescenta que com o envelhecimento da população estão surgindo novos movimentos para valorizar a prevenção e a promoção à saúde, como a medicina personalizada. Vale lembrar que a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais aumenta a cada ano e de forma acelerada, principalmente nos países menos desenvolvidos. “Há movimentos empresariais acontecendo, como novas incorporações, aquisições, fusões. A área de Medicina Diagnóstica no Brasil vem acompanhando o movimento mundial e acredito que ela possa dar as respostas que o sistema de saúde precisa”, expõe.

Sem dúvida, o futuro da saúde está diretamente ligado à prevenção e à promoção da saúde e também à saúde populacional. “Através da tecnologia, conseguimos identificar segmentos de pessoas propensas a algumas doenças, possibilitando programar e planejar intervenções para evitar que se instalem ou se descontrolem”, acrescenta o presidente.

Também é preciso cuidar das pessoas que já têm doenças identificadas, sobretudo crônicas, que exigem tratamentos prolongados. Os exames de diagnóstico por imagem e laboratoriais possibilitam ao médico gerenciar tratamentos, identificando mudanças de rumo terapêutico, às vezes tão necessárias.

Outro tema, que já está presente na área de saúde e Medicina Diagnóstica e ganha cada vez mais espaço, é o ESG (Environmental, social and corporate governance), sigla em inglês para ambiental, social e governança corporativa. Esse conceito amplia o olhar da sustentabilidade para eixos diferentes, extrapolando as questões relacionadas ao meio ambiente, e envolvendo ações que impactem positivamente a vida das pessoas de diversas maneiras e com diversas frentes. A geração de resíduos na realização dos exames é um dos assuntos que merecem atenção dentro desse conceito.

Vários laboratórios associados à Abramed já vêm adotando práticas de sustentabilidade há alguns anos.  A Abramed, inclusive, criou um comitê para começar a abordar o tema. O Comitê de ESG atuará em três pilares: benchmarking para trazer para os associados as melhores práticas; geração de conteúdo; e projetos aplicados, que consistem nas iniciativas que serão abraçadas pela entidade em ESG.

Mais um destaque quando se fala em perspectivas no setor é o diagnóstico assistido por inteligência artificial, que pode considerar todas as evidências médicas disponíveis, identificar patologias com exatidão e fornecer atendimento personalizado, melhorando os resultados do tratamento frente à existência de inúmeros dados em saúde, ainda pouco explorados.

Os softwares de inteligência artificial são capazes de incorporar o histórico familiar, fatores de risco e resultados de diversos exames para auxiliar no diagnóstico de inúmeras doenças.

“Há inúmeras oportunidades com a inteligência artificial, que, aplicada na área de Medicina Diagnóstica, como já vem acontecendo, vai ampliar a participação dos associados no sistema de saúde”, comenta Shcolnik.

Telemedicina

A telemedicina, mais do que tendência, é uma realidade necessária na assistência à saúde da população mundial. Ela é impulsionada pela necessidade de superar barreiras em regiões com infraestrutura limitada no acesso dos serviços de saúde e restrições orçamentárias enfrentadas, principalmente, por países em desenvolvimento.

De modo geral, a expectativa é que os procedimentos online sejam mais baratos que os presenciais, o que pode resultar na redução dos custos em saúde e evitar os desperdícios. Nesse sentido, diversas tecnologias estão em desenvolvimento para atender às necessidades de pacientes, médicos e outros profissionais de saúde.

Com a chegada do 5G e o avanço da tecnologia, o país vai ter mais condição de, por meio de telemedicina, fazer a medicina chegar a locais mais distantes. “A telerradiologia já é uma tecnologia regulamentada consagrada no país. Através dela, é possível operar equipamentos de tomografia computadorizada ou ressonância magnética a partir de centros tecnológicos em São Paulo ou em outros lugares. O Brasil é pioneiro nisso”, diz Figueira.

Mesmo diante desse cenário, ainda há desafios para se alcançar o pleno potencial da telemedicina. Entre eles, a necessidade de integração de dados entre os atores do sistema de saúde, uma integração mais adequada das atividades virtuais e rotinas de trabalho dos médicos no cotidiano, com o objetivo de possibilitar modelos de atendimento híbridos e o alinhamento dos incentivos para o trabalho virtual baseado em valor.

Durante a pandemia, a plataforma de telemedicina desempenhou um papel relevante no controle de disseminação e na ampliação do conhecimento sobre a doença. Mas a manutenção do seu uso em grande escala é incerta. No entanto, várias lições foram aprendidas neste período com objetivo de evitar o uso inadequado dos serviços médicos, estabelecendo processos de triagem mais eficientes.

Abramed lança quarta edição de painel dedicado ao setor de medicina diagnóstica

Publicação traz conteúdo inédito e indicadores setoriais que destacam a relevância do diagnóstico na saúde

A Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) lança o Painel Abramed 2021 – O DNA do Diagnóstico, com dados e as análises de temas essenciais que permearam o mercado da saúde no último ano e traça um panorama exclusivo do setor de medicina diagnóstica no Brasil. 

“A cada edição apresentamos conteúdo único e indicadores setoriais que cooperam para destacar ainda mais a relevância do setor de medicina diagnóstica no ciclo de cuidados ao paciente”, comemora Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

Este ano, a entidade preparou uma bate-papo virtual exclusivo, moderado pela jornalista especializada em saúde, Natalia Cuminale, que recebeu Shcolnik  e o vice-presidente da entidade, Leandro Figueira, para discutir os principais temas trazidos pela edição 2021 do painel e seus impactos em todo o setor. A gravação do encontro está disponível na íntegra no canal do Youtube da Abramed.

Como nos anos anteriores, a publicação é dividida em capítulos específicos, sendo os dois primeiros mais amplos, dedicados a dados de população e demografia, que abordam desde o envelhecimento populacional até informações de mercado de trabalho e conjuntura econômica. Todo o mercado de saúde suplementar no Brasil também é esmiuçado, e o Painel aborda tanto os desempenhos econômicos das operadoras de saúde, quanto a despesa assistencial com exames complementares, distribuição por região e porte populacional, taxa de cobertura, incorporação de procedimentos diagnósticos, etc.

As tendências e desafios do mercado de medicina diagnóstica também têm espaço e, assim como em 2020, há um capítulo especial para uma radiografia da pandemia da Covid-19, bem como seus impactos no setor de medicina diagnóstica.

“Superando todos os desafios trazidos pela pandemia, com essa publicação a Abramed reforça importância da medicina diagnóstica, que a cada dia se profissionaliza, se moderniza e cumpre seu papel oferecendo serviços que contribuem para o cuidado qualificado da saúde dos brasileiros”, finaliza Shcolnik.

O Painel Abramed 2021 – O DNA do Diagnóstico também pode ser acessado no site da Abramed