Abramed integra o Movimento Empresarial pela Saúde e reforça a Medicina Diagnóstica como pilar da gestão da saúde corporativa

A atuação da entidade no projeto liderado pelo SESI e pela CNI  fortalece a governança corporativa do cuidado, evidenciando a importância da Medicina Diagnóstica para decisões mais qualificadas ao longo da jornada do paciente.

O aumento dos custos assistenciais e o envelhecimento da população colocaram a saúde entre as principais preocupações do setor produtivo. Nos últimos anos, os gastos com assistência médica têm se tornado uma fatia expressiva dos custos de pessoal e benefícios nas empresas, muitas vezes ficando atrás apenas da folha de pagamento, o que torna a gestão da saúde dos trabalhadores um tema cada vez mais estratégico para a competitividade dos negócios.

Desde 2024, a Abramed integra o Conselho Deliberativo do Movimento Empresarial pela Saúde (MES) por meio de uma contribuição técnica para uso adequado de exames clínicos. A iniciativa é liderada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e foi criada em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para reunir empresas, entidades setoriais, Governo e especialistas, construir soluções para a saúde no Brasil e responder a demandas crescentes relacionadas ao cuidado dos colaboradores, ao bem-estar no ambiente de trabalho e à manutenção dos custos assistenciais.

A centralidade das empresas nesse debate é justificada por dados objetivos. Segundo dados do SESI, atualmente, 13,1% da folha de pagamento das indústrias é destinada a gastos com planos de saúde, o que faz da assistência médica um dos principais custos corporativos, atrás apenas da folha salarial. Além disso, 10,8 milhões de pessoas estão vinculadas a planos coletivos sob responsabilidade da indústria, o que comprova o peso desses players como principais financiadores da saúde suplementar no país.

Mas, apesar desse papel determinante, por muitos anos a governança da gestão do cuidado esteve concentrada principalmente em operadoras e intermediários.. O MES nasceu justamente para alterar esse cenário, reposicionando as organizações como protagonistas da governança da saúde corporativa, com maior capacidade de influenciar modelos assistenciais, políticas de promoção da saúde e mecanismos de incentivo à qualidade.

Para Emmanuel Lacerda, gerente executivo de Saúde e Segurança na Indústria da CNI, a iniciativa representa uma mudança concreta na forma como o setor produtivo se posiciona diante do tema.
 “Construímos um movimento de empresas para melhorar a saúde do ponto de vista do acesso, da qualidade, da eficiência e da sustentabilidade. Isso passa pelos planos de saúde, mas também por uma melhoria da saúde pública, já que nem todas as companhias conseguem prover esse benefício aos seus trabalhadores”.

O MES está estruturado em dois níveis principais — Conselho Estratégico, formado por lideranças empresariais, representantes institucionais e Governo, e Comitê Executivo, composto por gestores das companhias —, além de Grupos Temáticos que organizam a atuação em frentes como sustentabilidade do sistema, saúde mental, dados e inteligência em saúde. Esse desenho permite às organizações acompanhar de forma mais ativa a gestão do cuidado dos seus colaboradores e alinhar decisões a objetivos de longo prazo.

Ao longo de suas reuniões, o MES tem promovido um diálogo estruturado entre diferentes atores do setor, reunindo representantes da indústria farmacêutica, entidades setoriais, dirigentes das indústrias-membro do movimento, associações médicas, executivos de planos de saúde e especialistas do ecossistema. Em agendas específicas, também há interlocução com órgãos públicos e reguladores, como Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fortalecendo o debate sobre sustentabilidade, eficiência e qualidade na saúde.

São encontros que permitem alinhar diagnósticos, debater o aumento dos custos assistenciais, discutir caminhos regulatórios e firmar agendas de trabalho integradas, reforçando o papel do movimento como espaço de convergência entre empresas e formuladores de políticas públicas.

Para a Abramed, a participação no MES é estratégica justamente porque conecta esse debate estrutural ao papel da Medicina Diagnóstica na gestão da saúde. “Ao trazer as empresas para o centro da discussão, o MES contribui para uma mudança de foco: da simples mensuração de utilização para a avaliação da qualidade e do valor entregue”, afirma Milva Pagano, diretora executiva da Abramed.

Nesse contexto, discutir o uso adequado dos exames — o exame certo, no momento certo e com a finalidade correta — torna-se essencial para reduzir desperdícios, qualificar desfechos e apoiar decisões baseadas em evidências ao longo da jornada do paciente, reforçando o papel da Medicina Diagnóstica como ferramenta essencial desse processo.

De acordo com Milva Pagano, esse é um dos principais avanços do movimento. “Diagnóstico não é um evento isolado nem restrito ao momento da doença. Não existe promoção de saúde, prevenção ou tratamento sem diagnóstico. Ele sustenta decisões clínicas e a coordenação do cuidado. Quando utilizado de forma adequada, o diagnóstico empodera a empresa, otimiza a gestão e contribui para um sistema mais sustentável”, conclui.

29 de janeiro de 2026.