4PL: Inovação e sustentabilidade na cadeia de suprimentos

Mais agilidade e eficiência com globalização e uso de dados cibernéticos

09 de junho de 2021

Você consegue perceber as mudanças que vem ocorrendo na Cadeia de Suprimentos? Se a empresa que você trabalha entrega produtos ou se você consome produtos on-line, com certeza já percebeu inúmeros avanços nessa área. Pois bem, nos últimos anos a logística das empresas tem recebido muitos investimentos em tecnologia. Com a globalização e o uso de dados cibernéticos, as cadeias de distribuição estão muito mais ágeis e eficientes. Além disso, práticas mais sustentáveis estão sendo solicitadas pelos clientes, e isso reflete a tomada de consciência para com a sociedade, natureza e economia.

Toda essa evolução também realçou a importância do 4PL, fourth part logistics, um novo modelo que atende as demandas do cliente de forma integrada e customizada. O 4PL faz parte de uma nova estratégia logística que a partir da integração de tecnologias, sinergia entre todas as etapas da cadeia, habilita a otimização do tempo, gastos e rastreamento dos recursos dos seus parceiros. O 4PL atua em parceria com seus clientes desenvolvendo projetos e gerindo os mesmos, ele desenvolve a solução integrando a ação do 3PL (operadores logísticos), transportadoras e todos os outros elos da cadeia.

Quando olhamos para o setor da saúde, em que minutos podem salvar vidas, a logística rápida e eficiente é imprescindível. O papel do 4PL, como gestor de toda a cadeia de distribuição, é também pensar no paciente para poder agregar valor, qualidade e bem-estar.  

Outro ponto importante, quando falamos deste novo modelo, é sua participação no desenvolvimento de soluções sustentáveis. Hoje em dia é preciso estar atento as novas necessidades e tendências do mundo. O desenvolvimento de embalagens refrigeradas retornáveis e frotas verdes, já fazem parte do portfólio de diversas empresas.

Cada vez mais, exigências ecológicas farão parte de contratos e parcerias, além de uma interação maior entre cliente final e empresa, abrindo espaço a uma compensação e benefício social, ambiental e econômico. Neste cenário o 4PL assume um papel-chave como empresa “asset light” que, por não dispor de ativos, está livre para buscar sempre a melhor solução para a cadeia de maneira transparente e neutra.

Abramed participa de lançamento do Índice de Serviços (ISe)

Indicador econômico reúne dados estratégicos para valorização do segmento

09 de junho de 2021

Em um webinar realizado na manhã de 8 de junho e transmitido ao vivo pelo YouTube, a Frente Parlamentar do Setor de Serviços (FPS) lançou o Índice de Serviços (ISe), indicador econômico que surge como um grande avanço para o acompanhamento de dados do segmento no país. A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) apoia o projeto e Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração, marcou presença no encontro representando a entidade.

Ao iniciar a apresentação, o deputado Laércio Oliveira (PP-SE), coordenador da FPS, trouxe um breve panorama. “O nosso setor de serviços foi o mais penalizado pela pandemia, mas sustentou a empregabilidade e a renda e continua sendo o fio condutor da recuperação econômica pós-COVID-19. O ISe vai nos permitir demonstrar a nossa realidade, principalmente para que haja mais clareza na valorização da importância desse segmento em várias frentes”, disse.

De fato, o setor de serviços tem alta relevância para a economia no país. Representa 70% do PIB Nacional e tem grande poder de empregabilidade. Na saúde, o setor de medicina diagnóstica representado pela Abramed também tem grande desempenho no contexto socioeconômico. Segundo dados do último Painel Abramed, o segmento foi responsável pela manutenção de 264,2 mil postos de trabalho em 2019. Somente as empresas associadas à Abramed empregam mais de 66 mil pessoas.

A participação da Abramed nos debates promovidos pela FPS leva os pleitos do setor que coincidem com as demandas de tantos outros subsetores. São debatidos, por exemplo, os impactos da Reforma Tributária, bem como questões trabalhistas, econômicas e de gerenciamento de dados.

Participaram do webinar, além de Oliveira, Rafael Sampaio, secretário executivo da Secretaria de Governo, representando a ministra Flávia Arruda; e Jorge Luiz de Lima, secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação (SDIC/SEPEC).

Além da Abramed, outras 10 entidades do setor de serviços apoiam o projeto: Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (GEOC), Associação Nacional de Segurança e Transporte de Valores (ANSEGTV), Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC), Associação Nacional de Fomento Comercial (ANFAC), Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS), Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt), Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (FENINFRA) e Associação de Marketing Promocional (AMPRO).

Com tecnologia como aliada, medicina diagnóstica vislumbra futuro próspero

Marcelo Lorencin, da Shift, fala sobre a gestão da crise e as possibilidades do setor no pós-pandemia

08 de junho de 2021

São 15 meses de pandemia. O setor de medicina diagnóstica, que ganhou protagonismo diante da crise, sentiu os efeitos negativos do novo coronavírus – que afastou os pacientes dos laboratórios e clínicas de imagem, reduzindo as atividades drasticamente durante alguns meses – mas já entrou em rota de recuperação. Segundo Marcelo Lorencin, CEO da Shift, empresa especializada em Tecnologia da Informação (TI) para medicina diagnóstica, houve um aumento significativo das vendas da companhia nesse primeiro semestre de 2021.

Em entrevista exclusiva para a Abramed em Foco, o executivo fala sobre como a adesão tecnológica pode auxiliar o setor a expandir; a relevância da ciência de dados e da humanização, colocando o paciente sempre no centro do cuidado; a tendência de ampliação de portfólio dos laboratórios clínicos e as boas perspectivas da empresa para o futuro.

Confira entrevista completa.

Abramed em Foco – Quais foram as principais dificuldades enfrentadas pela Shift na pandemia e como a companhia trabalhou para vencer esses desafios?

Marcelo Lorencin – Ao longo destes mais de 15 meses de pandemia, experimentamos diferentes desafios, em diversas fases. Os primeiros meses, por exemplo, foram marcados por uma queda significativa na demanda de nossos clientes. Laboratórios chegaram a registrar uma redução superior aos 75% da demanda nas primeiras semanas de pandemia. Diante desse cenário, foi fundamental nos posicionarmos como parceiros dos nossos clientes e fornecedores, adotando uma estratégia voltada para um olhar sistêmico. Algumas negociações foram necessárias de todos os lados. Levando em consideração que todos estavam enfrentando o mesmo desafio, não cabiam decisões individuais. Sabíamos que somente uma visão do todo seria capaz de manter todos vivos e isso era fundamental para a sustentabilidade de toda cadeia. Nossos clientes, por sua vez, tiveram o mesmo olhar.

Do ponto de vista interno, mantivemos todos os colaboradores, pois diminuir custos seriam desligamentos, o que teria resultados desastrosos a longo prazo. Usamos nossa equipe para apoiar os clientes remotamente, capacitamos à distância, e assim mantivemos toda nossa estrutura.

Já no segundo semestre, houve a retomada e crescimento da demanda de exames, impulsionados tanto pela maior consciência da importância da saúde e crescente busca pela prevenção, quanto pelo adoecimento da população, além do elevado número de exames de COVID. Neste momento, o grande desafio foi o trabalho remoto junto aos clientes, o que aos poucos foi se adaptando.

Em 2021, muitos Centros de Diagnósticos retomaram seus investimentos e já vínhamos em constante preparação para um aumento da demanda por serviços de TI. O desafio hoje é outro: a escassez da mão de obra de TI, que está em déficit, e a locomoção das equipes para implantação e treinamento de novos clientes, mas temos administrado isto e retomamos agora no final deste semestre ao ritmo anterior a pandemia, buscando alternância de entrega dos projetos entre serviços remoto e local.

A pandemia de COVID-19 afetou todos os setores da economia. Porém, com a mudança de hábitos e as novas necessidades que surgiram, algumas atividades se desenvolveram. Os laboratórios e clínicas de imagem aproveitaram esse momento para investir em tecnologia?

No ano de 2020, nossa base de clientes demandou muitos serviços para atendimento remoto, customizações, automatização e projetos utilizando o nosso aplicativo mobile para agendamento, pré-atendimento de pacientes e coleta domiciliar. Entretanto, no primeiro semestre e início do segundo semestre de 2020, as vendas de novos projetos inevitavelmente desaceleraram, pois muitos laboratórios e clínicas de imagem optaram por preservar seu caixa. Porém, aos poucos, com o aumento da demanda e os desafios operacionais, muitos conscientizaram-se da importância do investimento em tecnologias de amplo escopo, capazes de atuar nas frentes de eficiência operacional, gestão, qualidade e jornada do paciente, que são diretrizes de nossas soluções. Isso provocou um aumento significativo nas vendas de 2021.

Como a ciência de dados pode auxiliar o crescimento do setor de medicina diagnóstica, principalmente no período pós-pandemia?

É sabido da importância dos dados para tomada de decisões, seja do ponto de vista operacional, gestão e/ou geração de informação de saúde. Os laboratórios e clínicas de imagem são responsáveis por 70% das decisões médicas e isto é algo inegável e com um valor inestimável. Ainda existe muito espaço para esta evolução, em especial por sabermos da fragmentação dos dados. Os centros diagnósticos são detentores de apenas uma parte das informações disponíveis do “prontuário”, ou seja, do histórico de um paciente. No entanto, mesmo assim, podem trazem muitos insights, conhecimentos. Transformando dados em informação de valor e gerando conhecimento científico a partir disso.

A medicina diagnóstica brasileira vem batalhando para ampliar o acesso aos exames. E sabemos que a tecnologia tem papel fundamental nessas estratégias. Quais os desafios, na sua visão, para que consigamos aplicar a tecnologia na expansão do setor?

Temos um grande desafio para garantir o acesso à saúde, de um modo geral. Existe uma demanda crescente por conta do envelhecimento da população, da própria pandemia e dos avanços da tecnologia na nossa área de atuação, tanto as tradicionais, com o surgimento de novos exames e perfis, bem como de novos formatos, sejam de TLR (testes laboratoriais remotos) ou de exames digitais.

O laboratório e a clínica de imagem podem, se souberem aproveitar, ter uma expansão considerável neste sentido, inclusive navegando mais para a medicina preventiva, sendo um parceiro do setor. A tecnologia, não só da informação, mas de todas as frentes – as já citadas e outras, como por exemplo, devices, wearables, ciência de dados, inteligência artificial – poderão potencializar a expansão do setor. Mas, como sabemos, é fundamental trabalharmos no acesso, visto que, grande parte da população, encontra-se dependente do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, segundo estudos, mais de 45% delas não possuem acesso pleno à internet. Ainda que a teleconsulta gratuita seja liberada, por exemplo, para todo o Brasil, temos um desafio de logística, e isto tem que ser pensado de forma ampla.

A jornada do paciente, com a tecnologia, estende-se muito além da visita aos laboratórios e clínicas de imagem e a obtenção de resultados pela internet e/ou aplicativos. Esta é uma transformação que veremos rapidamente nos próximos anos e isto tem sido potencializado pela necessidade da conveniência de serviços remotos, ágeis e personalizados.

Pensando nas empresas de pequeno e médio porte da área de medicina diagnóstica, enxerga como tendência de mercado a ampliação do portfólio de serviços dos laboratórios? Eles começaram a ofertar uma gama mais variada de exames?

Sim, a oferta de novos exames não é uma exclusividade das grandes redes. Os centros diagnósticos têm buscado diferenciação e ampliação de seu portfólio, seja com investimentos em novos equipamentos ou por meio de parcerias com laboratórios de apoio. Neste aspecto, inclusive, alguns já estão se movimentando para TLR e, alguns poucos, para oferta de serviços digitais.

O setor de medicina diagnóstica sempre teve muito foco em qualidade. Com a pandemia, quando surgiram alguns testes pouco confiáveis e houve um movimento grande para garantir que entrassem no mercado apenas testes validados, essa busca tornou-se ainda mais visível. Você enxerga um movimento dos laboratórios para ampliar o reconhecimento de seus serviços e a qualidade dos atendimentos?

Não há dúvidas com relação a isso. A Shift tem um portfólio de clientes que são referências em todo o Brasil e dos quais temos muito orgulho. Pelo menos 75% de nossos clientes dispõem de uma ou mais certificações e/ou acreditações, seja ela PALC, DICQ, PADI, ONA, ISO ou até mesmo internacionais como o CAP, e isso tem aumentado a cada dia. Vemos muita procura e resultados, pois a qualidade traz robustez aos clientes, não só do ponto de vista técnico, como também de processo e até gestão. Por conta disso, eles perceptivelmente destacam-se no mercado, com eficiência operacional, pouco retrabalho e impactando positivamente na vida dos pacientes, o que acaba sendo valorizado pelo mercado (pacientes, médicos e fontes pagadoras). Os próprios programas de acreditação têm avançado em várias frentes. Indo muito além da qualidade dos exames, trazendo uma visão ampla e sistêmica para os laboratórios. E isso não é diferente nas clínicas de imagem.

Vivemos uma era da humanização em saúde?

A tecnologia e seu desenvolvimento devem estar centrados no lado humano, esse é o mundo ideal em todos os setores e, no caso da saúde, que a tecnologia ajude a colocar cada vez mais o paciente no centro dos cuidados. Meu sonho é que em um futuro muito próximo ela seja capaz não só de proporcionar um aumento na gama de serviços oferecidos, mas também de ampliar e democratizar o acesso à saúde.

Quais as perspectivas de negócios da Shift para os próximos meses?

As perspectivas são muito boas. As vendas estão acontecendo e os projetos sendo entregues, ajudando os laboratórios a avançarem com seu processo de expansão e performance. A Shift também tem ampliado seu escopo de atuação. Acabamos de disponibilizar para o mercado um módulo completo de anatomia patológica e temos investido na consolidação do RIS para clínicas de imagem. Buscaremos alcançar essa mesma referência que somos em laboratórios, nestas outras frentes. Outras iniciativas, relacionadas à transformação digital estão em fase final de amadurecimento.

Como enxerga a atuação da Abramed na medicina diagnóstica? O que espera da entidade como parceira para melhoria do setor?

A Abramed, por sua representatividade e atuação exponencial, tem um papel fundamental no setor exatamente por sua capacidade de unir todos os elos dessa importante cadeia da saúde, que é a medicina diagnóstica. Estamos falando de uma entidade com uma abrangência muito significativa em todo país, conduzida por time de peso que ao longo desses anos tem atuado com pulso firme e muita competência para construir um grande legado de apoio, seja nos diálogos com as organizações governamentais e regulatórias, parceria com a comunidade científica, e na geração de conteúdo e conhecimento, entre outras frentes que ajudam a fortalecer o protagonismo e sustentabilidade do setor de medicina diagnóstica. Além de todos os anos trazerem um cenário muito sólido do setor, com o Painel Abramed, que traz dados que ajudam a direcionar o trabalho de todos os stakeholders e players do mercado.

FILIS – Edição de 2021 será totalmente digital

Fórum Internacional de Lideranças da Saúde acontecerá nos dias 13 e 14 de outubro

1º de junho de 2021

A quinta edição do FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde será realizada pela primeira vez em um formato integralmente digital. Promovido anualmente pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), o evento traz uma programação dinâmica e enriquecedora, com debates altamente relevantes sobre os principais pleitos, desafios e tendências da saúde no país.

Com tema central “A Medicina Diagnóstica de hoje na construção do sistema de saúde do amanhã”, o FILIS mantém seu formato interativo com participação ativa do público em tempo real, além de palestrantes nacionais e internacionais discutindo as vertentes mais urgentes não somente da medicina diagnóstica, mas da saúde como um todo.

“Depois de quatro edições de sucesso, o FILIS se consolidou como um importante evento do setor por reunir líderes e gestores responsáveis pelas tomadas de decisões estratégicas no setor de saúde. Entendemos que, devido à instabilidade ainda gerada pela disseminação do novo coronavírus, não seria o momento de organizar um evento presencial. Porém, cientes de que o setor carece desse encontro até mesmo para ampliar o diálogo sobre a gestão da crise, optamos pela realização virtual do fórum”, comenta Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed.

A edição virtual traz algumas novidades. Serão dois dias de evento, das 9h até às 12h, com salas paralelas, das 12h às 13h, para apresentação de temas mais fechados e específicos relacionados a Telemedicina, LGPD e COVID-19.

Além disso, esse ano o FILIS começará antes mesmo da data oficial com a realização, em setembro, de um evento de aquecimento para debater os movimentos empresariais da medicina diagnóstica e apresentar dados setoriais.

Com uma agenda bastante relevante, a quinta edição do FILIS abordará os temas:

  • Desafios regulatórios para o desenvolvimento do sistema de saúde
  • Futuro da saúde e os impactos econômicos no pós-pandemia
  • Vigilância sanitária na medicina diagnóstica
  • Ciência de Dados e tecnologia em medicina diagnóstica
  • A transformação e o futuro da medicina diagnóstica

Premiação – Desde 2018, o FILIS entrega o Prêmio Doutor Luiz Gastão Rosenfeld como reconhecimento a profissionais que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira. Na edição de 2021 a premiação será mantida. O prêmio é uma homenagem ao doutor Rosenfeld, renomado profissional de medicina diagnóstica que faleceu em março de 2018 após décadas de empenho para maior união do setor.

Em breve as inscrições para participar da quinta edição do FILIS estarão abertas. Acompanhe a Abramed nas redes sociais (Instagram | Facebook | Linkedin | YouTube) e fique por dentro.

Todo o reconhecimento aos profissionais dos Laboratórios Clínicos

Assinado por Luiz Fernando Barcelos, presidente da SBAC, artigo homenageia os trabalhadores da medicina diagnóstica

* Por Luiz Fernando Barcelos

Como não enfatizar a atuação incansável dos profissionais dos Laboratórios Clínicos ao longo da pandemia de COVID-19? Esses trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente, assim como nos demais Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento (SADT), dentro ou fora dos hospitais, merecem todo o nosso reconhecimento.

A infecção pelo novo coronavírus reforçou a competência das nossas equipes laboratoriais. Quando um indivíduo começa a apresentar febre, tosse seca, cansaço ou outros sintomas sugestivos, é o teste RT-PCR, apontado como padrão ouro para detecção da COVID-19, que indicará se ele está ou não infectado. Somado a exames de imagem como a tomografia computadorizada do tórax capaz de apontar alterações típicas dessa infecção.

Em tantos casos em que a doença se agrava e acarreta internação, novamente são os exames laboratoriais responsáveis pelo monitoramento daquele paciente durante todo o período em que está hospitalizado. Entre os exames laboratoriais relevantes em casos de COVID-19 estão hemograma, gasometria arterial, coagulograma, proteína C-reativa, perfil metabólico, glicemia, ferritina, desidrogenase lática, biomarcadores cardíacos, hemoculturas, entre tantos outros. Quantos profissionais estão envolvidos e dedicados às análises dessas amostras? São, inclusive, os resultados desses exames os responsáveis também por basear a tomada de decisões médicas para que aquele paciente tenha alta assim que estiver estabilizado e pronto para ir para casa.

No processo de recuperação, esse paciente também será acompanhado por exames diversos para analisar possíveis sequelas da COVID-19 e checar a evolução de seu quadro clínico.

Enfim, sistematicamente, o Laboratório Clínico é essencial no diagnóstico, no acompanhamento, nos critérios de alta e cura dos pacientes em todas as patologias.

E não podemos nos esquecer que esses profissionais que se dedicam as análises clínicas também alimentam um banco de dados epidemiológicos extremamente importante para que governantes possam adotar medidas sanitárias, políticas e sociais para controle da pandemia. Sem saber se os casos estão aumentando ou diminuindo – por meio dos exames que são notificados – não há como traçar uma estratégia.

Precisamos colocar os profissionais dos Laboratórios Clínicos e dos Serviços Auxiliares de Diagnóstico lado a lado com todos os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais envolvidos na linha de frente prestando uma assistência incansável e impecável diante de um cenário de pressão, estresse e cansaço. Esses trabalhadores da saúde estão dando suporte para que todas as outras especialidades possam compreender as condições clínicas de cada indivíduo infectado, garantindo um melhor prognóstico.

Devemos reconhecer e homenagear os profissionais dos Laboratórios Clínicos por toda dedicação ao sistema de saúde brasileiro.

* Luiz Fernando Barcelos é presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas


Abramed fala à Jovem Pan sobre testes de confirmação imunológica das vacinas contra COVID-19

À medida que a vacinação contra COVID-19 avança pelo país, surge um novo interesse nas pessoas: saber se estão efetivamente protegidas. Esse movimento tem gerado um aumento expressivo na busca por testes que avaliam a presença de anticorpos contra o novo coronavírus no organismo.

Para entender mais sobre esse tema, a equipe de jornalismo da Jovem Pan conversou com o nosso diretor do Comitê Técnico de Análises Clínicas, Alex Galoro, que falou sobre a diferença dos testes para a confirmação imunológica das vacinas.

Em entrevista à Jovem Pan, Galoro explicou que a testagem sorológica após a vacina é a principal forma de se ter uma confirmação da resposta imunológica da pessoa depois de ter sido vacinada.

“A gente tem dois tipos de testes, dois tipos de resposta à vacina, que é resposta sorológica onde a pessoa desenvolve anticorpos, essa é a principal. E você pode ter também a resposta celular, que aí atreves de liberação de mediadores inflamatórios, tudo que a célula faz essa resposta] que hoje a gente ainda não tem um teste específico para medir esse tipo de respostas, mas que já está sendo desenvolvido”, disse ao veículo.

A matéria foi ao ar no dia 10 de maio. Confira o texto na íntegra clicando AQUI.

Nunca é demais falar sobre a Lei Anticorrupção, não é mesmo?

Cumprimento da norma garante efetividade aos programas de compliance

11 de maio de 2021

A ética é um dos pilares mais importantes dentro dos serviços de saúde, sejam eles públicos ou privados. Mas ao mesmo tempo em que é vital para a população, o setor de saúde é uma área onde também podem ocorrer conflitos de interesse.

Para tanto, é necessário que as empresas deste segmento atuem em conformidade com leis e regulamentos, dando mais transparência na gestão, nas relações e, com isso, trazendo mais qualidade e segurança aos pacientes.

O Brasil é signatário da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, promulgada pela ONU em 2003, em que ficou consignado que os participantes deveriam implantar medidas para dar mais efetividade ao combate à prática corrupta em seu território ou em outras nações.

Os escândalos e a prisão de grandes executivos na última década, aliados à pressão popular, fizeram com que fosse aprovada a lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013.

Conhecida como Lei Anticorrupção, em vigor desde 29 de janeiro de 2014, a norma trata da responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos de corrupção contra a administração pública, nacional ou estrangeira, encerrando a regra tradicional de responsabilidade subjetiva, e atende ao pacto internacional firmado pelo Brasil. O objetivo é coibir a atuação de organizações em esquemas de corrupção e, assim, evitar que grandes prejuízos sejam causados aos cofres públicos.

“Nossa Lei Anticorrupção demorou para ser sancionada se compararmos com outras legislações, como, por exemplo: a lei anticorrupção dos Estado Unidos, sancionada em 1977 (Foreign Corrupt Practices Act), e a lei do Reino Unido (UK Bribery Act), de 2010. De todo modo, o benefício da tardia aplicação é poder aprender e implementar de forma mais célere grandes mudanças que outros países já promoveram no passado, evitando-se repetir os mesmos equívocos, visando, sobretudo, a conscientização da sociedade”, explica Leandro César dos Santos, coordenador da área Corporate do Escritório Machado Nunes Advogados e membro do Comitê de Governança, Ética e Compliance (GEC) da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Até 2019, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking mundial de corrupção percebida, sendo que o custo médio anual suportado pelos cofres em razão disto era de cerca de R$ 41,5 bilhões.

“De 2014 para cá, conseguimos enxergar um avanço significativo acerca da conscientização geral da sociedade e, em especial, no mundo dos negócios. Basta pensarmos que hoje é quase que impraticável fazer negócios com empresas que não possuem programas de compliance e/ou não queiram observar as normas de conduta dos players em que prestarão seus serviços. As cláusulas de boas práticas e compliance tornaram-se corriqueiras nos contratos empresariais em geral, pois evitar a corrupção tem se mostrado mandatório pelas organizações”, esclarece Santos.

Regulamentada pelo decreto federal nº 8.420/2015, a mencionada lei tipifica diversas condutas lesivas que podem vir a ser praticadas pelas instituições e prevê, por exemplo, a aplicação de multa administrativa de até 20% do faturamento bruto anual da empresa (caso o valor não seja mensurado, o limite da multa é de R$ 60 milhões).

Uma inovação trazida pela norma foi a previsão do acordo de leniência – instrumento que facilita a recuperação de prejuízos causados aos cofres públicos, pois permite redução da multa caso a empresa admita sua participação no ilícito, coopere efetivamente com as investigações no processo administrativo e atue para ressarcir os danos causados.

Além da responsabilidade objetiva da pessoa jurídica, que desconsidera a necessidade de dolo ou culpa por parte do agente, para aplicação das sanções e penalidades previstas, a Lei Anticorrupção pune individualmente seus dirigentes ou administradores, não excluindo ainda qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe de ato ilícito. E sequer será necessário que o funcionário aceite vantagens para que o caso de corrupção seja caracterizado. Ou mesmo que a vantagem seja de caráter econômico ou financeiro.

“Com isso, as estruturas de compliance das organizações deverão atuar de forma efetiva e preventiva, sem perder de vista a atualização necessária de tempos em tempos. Um programa de compliance que não se atualiza pode perder parte de sua efetividade, afinal, as instituições são orgânicas e estão sujeitas à mudança de seu modus operandi a todo o momento”, ressalta Santos.

Evolução e efetividade

A Lei anticorrupção é considerada um dos maiores marcos do compliance no setor da saúde no país e trouxe avanços importantes para os mecanismos de cumprimento dos atos, regimentos, normas e leis estabelecidos interna e externamente e para a integridade do ambiente empresarial, como um todo.

“A norma é a esperança de mais integridade nas instituições de saúde e possibilidade delas adotarem uma postura no sentido de aperfeiçoar a gestão e garantir uma relação íntegra com todos os públicos envolvidos: colaboradores, fornecedores, clientes e representantes”, destaca Arthur Ferreira, diretor-executivo do Instituto de Análises Clínicas de Santos (IACS) e membro do GEC da Abramed.

Para tanto, Ferreira afirma que é fundamental implementar um programa de compliance efetivo, com uma visão crítica e isenta, que entenda às necessidades e que melhor se adequa à realidade da empresa e das suas relações.

A própria lei 12.846/2013 não trata com profundidade da atividade de compliance, isso é feito pelo decreto 8.420/2015. Ele determina que as organizações implementem um programa de conformidade que estabeleça códigos de conduta ética, políticas e procedimentos de integridade, que devem ser estendidos a todos os integrantes da empresa, desde a alta administração até os colaboradores, independentemente do cargo exercido.

“Fato é que as instituições se tornaram as principais responsáveis por evitar, controlar e remediar, inclusive com punição, os atos antiéticos e de corrupção internamente”, garante Ferreira.

Nesse sentido, os profissionais de compliance adquiriram importância estratégica de zelar pelo compromisso com a conformidade às leis e à ética. Por isso, é fundamental divulgar a Lei Anticorrupção e seu decreto regulador entre todos os funcionários, colaboradores e parceiros da empresa, deixando claro sua intolerância ao descumprimento de regras de Código de Conduta, Políticas e Procedimentos do grupo empresarial.

“Todos esses pilares podem mitigar os riscos de sanções da norma, mas será necessário investir recursos na capacitação de seu público interno e externo”, lembra o diretor-executivo do IACS.

As organizações ainda devem criar canais de denúncia, estimulando colaboradores, parceiros, fornecedores e pacientes a informar, sigilosamente, procedimentos que contrariem normas da organização; e uma área de gestão de riscos específicos para identificar as atividades mais suscetíveis e as pessoas mais expostas a prováveis práticas ilegais, disponibilizando material educativo, a fim de manter mecanismos de prevenção adequados.

“É importante relembrar que mais do que ter um programa de compliance no papel, o efetivo cumprimento e a disseminação do programa é que farão a diferença no mercado. Felizmente, o sucesso de uma empresa nos dias de hoje está diretamente atrelado às suas boas práticas e quão ética é sua postura com os demais stakeholders”, garante Leandro César dos Santos.

Medicina diagnóstica na prevenção de novas pandemias

Setor atua para identificar patógenos potencialmente pandêmicos e evitar que eles se espalhem rapidamente

10 de maio de 2021

Vivenciar uma pandemia infecciosa como a que estamos vivendo gera muita dor (IPRescue), porém muitos aprendizados a todos os setores da economia. Na saúde, além da enorme pressão que a COVID-19 desencadeou exigindo a tomada rápida de decisão e o investimento em plataformas de inovação, o legado deixado pelo novo coronavírus será extremamente útil para a prevenção de novas pandemias e a paralisação de surtos antes do caos. Nesse contexto, a medicina diagnóstica tem um papel extremamente relevante.

Um artigo publicado no periódico internacional The Lancet afirma que muitos patógenos humanos têm origem na fauna. Segundo o documento, aproximadamente 80% dos vírus e 50% das bactérias que infectam o homem são zoonóticos. Para garantir que novos patógenos cheguem às comunidades, é preciso observar atentamente as relações interespécies. “Principalmente em um cenário de ampla urbanização e devastação ambiental”, pontua Wilson Shcolnik, presidente do conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Nas últimas décadas os avanços, principalmente em diagnóstico molecular, foram absolutamente relevantes. Possibilitaram, inclusive, a descoberta de patógenos até então desconhecidos na natureza, garantindo maior agilidade na detecção de doenças potencialmente transmissíveis e infecciosas. Foi uma metodologia diagnóstica molecular a responsável pela identificação, há alguns anos, do primeiro coronavírus SARS.

O que o mundo da ciência vem apontando é que, para termos esse controle mais rígido da migração de patógenos, o mundo precisa se unir rumo à um sistema global de monitoramento. Artigo publicado no The British Medical Journal e assinado por especialistas em prevenção de doenças diz que o primeiro passo é aplicar as mais recentes tecnologias diagnósticas – como métodos multiplex e sequenciamento genético de nova geração, cujos custos vêm caindo com a evolução da técnica – na detecção precoce e em tempo real de qualquer possibilidade de migração de patógenos potencialmente pandêmicos entre as espécies.

Saindo do âmbito da prevenção, caso novos vírus e bactérias consigam vencer as barreiras naturais representadas pelo sistema imunológico e as outras barreiras já testadas na pandemia de COVID-19, a medicina diagnóstica segue fortalecendo um derradeiro bloqueio com a implementação de rápida testagem para confirmação dos diagnósticos, identificação dos infectados, direcionamento aos tratamentos existentes e comprovadamente eficazes, e bloqueio da cadeia de transmissão.

“Ainda no primeiro trimestre de 2020, quando a pandemia estava começando a se espalhar pelo globo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que “testar, testar e testar” era o melhor caminho para conter o SARS-CoV-2. Porém, o mundo não estava tão preparado para essa demanda crescente. Mas nosso papel é impedir que a história se repita”, diz Shcolnik.

Ao avaliar as ações tomadas no início dessa pandemia, pudemos observar já um cenário dentro desse contexto. Os cientistas – inclusive brasileiros – conseguiram sequenciar em poucas horas o novo coronavírus, o que possibilitou que os sistemas de saúde agissem rapidamente para providenciar kits de testes e investir em medidas de controle. Os laboratórios privados brasileiros, inclusive, foram exemplares criando, in house e em tempo recorde, seus próprios kits para detecção da infecção e, posteriormente, ampliando a variedade de metodologias diagnósticas para ampliar o acesso da população aos exames.

Esse é um dos aprendizados que prometem tornar novas pandemias mais controláveis no futuro. “Caso uma nova pandemia venha a se instalar, já temos histórico, conhecimento e expertise para tornar esse cenário ainda mais otimizado e pronto para vencer qualquer patógeno”, reforça o presidente da Abramed.

Abramed participa de encontro com ministro Marcelo Queiroga

Entidade esteve presente em reunião promovida dia 3 de maio pelo ComSaude, da Fiesp

07 de maio de 2021

Em encontro promovido em 3 de maio pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia (ComSaude), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, apresentou propostas, ações e perspectivas para o setor. Na ocasião, reforçou que a prioridade atual é a vacina e mencionou ser plausível imunizar toda a população do Brasil contra a COVID-19 até o final de 2021. Nessa reunião, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) esteve presente e foi representada por Wilson Shcolnik e Claudia Cohn, presidente e membro do Conselho de Administração da entidade.

Depois de traçar um breve panorama sobre a campanha de vacinação do Brasil, afirmando que o país já entregou mais de 70 milhões de doses aos gestores estaduais e municipais, Queiroga pontuou que o orçamento do Ministério da Saúde em 2020 foi de R$ 183 bilhões e que, agora em 2021, houve uma redução e a pasta conta com cerca de R$ 130 bilhões para cumprir seus compromissos.

Segundo o ministro, uma portaria com investimento de R$ 1 bilhão na atenção primária está sendo apresentada como forma de amplificar a assistência em território nacional.

Ruy Baumer, diretor-titular do ComSaúde, da Fiesp, reforçou que o comitê visa aumentar a interlocução entre o setor, o poder público e o mercado, aproximando todos os elos que constituem a complexa cadeia da saúde no país. Além disso, pontuou que o segmento está à disposição do ministério, apoiando suas ações. “Como todos nós sabemos, a saúde não para. Temos muitos outros temas que não podem ser esquecidos, como procedimentos represados”, disse. Além da Abramed, também estiveram presentes outras diversas lideranças da saúde.

Abramed explica ao Viva Bem UOL diferença entre testes de COVID-19 após caso de reinfecção da ativista Luisa Mell

Na última sexta-feira (30/04), Luisa Mell revelou aos seus seguidores no Instagram que foi reinfectada pelo novo coronavírus. Na publicação, a apresentadora e ativista explicou que primeiramente fez um teste rápido em uma farmácia, que deu negativo, porém, por realmente estar se sentindo indisposta, resolveu fazer outro teste, dessa vez o RT-PCR. E esse, sim, deu positivo.

Aos seus seguidores, Luisa criticou a baixa qualidade dos exames oferecidos em farmácias. Ontem era aniversário do meu enteado. Como deu negativo meu marido queria que eu fosse dar os parabéns na casa dele”, contou. “Quantas pessoas não baixam a guarda diante de um teste negativo e contaminaram outras?”, escreveu.

Para explicar as diferenças entre os testes para diagnóstico da COVID-19, o Viva Bem UOL conversou com Wilson Shcolnik, presidente do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que alertou sobre a chance de resultados falsos negativos.

Ao veículo, Shcolnik recomendou que, ao desconfiar que possa estar contaminada, a pessoa busque fazer o exame RT-PCR— considerado referência pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para diagnosticar a doença, já que possui maior sensibilidade para detectar a presença do vírus.

A matéria foi ao ar no sábado (01/05). Confira o texto completo: https://bit.ly/33gFQsH

SAIBA MAIS: Todo exame que coleta amostras do nariz com um cotonete é RT-PCR?