Entrevista de Dr. Alex Galoro ao Jornal da Record News esclarece obrigatoriedade do exame toxicológico para primeira habilitação

Em entrevista ao Record News, o Dr. Alex Galoro, líder do Comitê de Análises Clínicas da Abramed, esclareceu os principais pontos relacionados à obrigatoriedade do exame toxicológico para a primeira habilitação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em todas as categorias. A mudança foi aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto presidencial e amplia a exigência que antes se restringia a motoristas profissionais.

Durante a conversa, Galoro detalhou o funcionamento do exame, as substâncias detectadas, os prazos de realização e a dinâmica de envio dos resultados ao sistema nacional de trânsito. O médico explicou que o teste identifica drogas psicoativas ilícitas por meio de amostras de cabelo, pelos ou unhas, com janela de detecção de até 90 dias, e destacou os mecanismos de confirmação que garantem a confiabilidade dos resultados.

O especialista também abordou o debate sobre custos, ressaltando que, apesar do impacto financeiro inicial para alguns candidatos à primeira habilitação, os benefícios superam esse fator ao contribuir para a redução de acidentes, da sinistralidade e dos custos associados à saúde e à segurança viária. Segundo ele, a experiência acumulada com a exigência do exame para as categorias C, D e E já demonstrou efeitos positivos na retirada de motoristas sob efeito de drogas do trânsito.

Confira a entrevista completa.

Abramed celebra 15 anos com Ministério da Saúde, Anvisa, parlamentares e lideranças em Brasília

Reunião Mensal de Associados marcou a renovação do acordo com o governo federal e mostrou o protagonismo da entidade na regulação, interoperabilidade e na agenda estratégica do diagnóstico no Brasil.

A Abramed realizou, em 24 de novembro, uma edição especial da Reunião Mensal de Associados (RMA), que marcou os 15 anos da entidade e reuniu o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, lideranças da Anvisa, parlamentares, CEOs e diretores das empresas associadas e membros do Conselho.

O encontro foi descrito pelos próprios participantes como um “momento histórico”, que consolidou a relevância da Abramed e o importante papel da medicina diagnóstica para o país. A reunião foi conduzida por Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração, e por Milva Pagano, diretora-executiva, no escritório da Queiroz, Monteiro & Lima, assessoria de Relações Governamentais, em Brasília (DF).

Serviço seguro, regulação viva e diálogo técnico

A primeira parte do evento foi dedicada à Anvisa, evidenciando a maturidade da relação com a Abramed. Nos últimos anos, esse diálogo se tornou fundamental para orientar avanços regulatórios, harmonizar interpretações e construir, de forma conjunta, caminhos que garantam segurança, qualidade e inovação ao setor.

Em sua apresentação, a gerente-geral da Anvisa, Márcia Gonçalves de Oliveira, abordou a estratégia “Serviço Seguro”, um projeto que busca harmonizar a atuação de todas as vigilâncias sanitárias do país, reduzir subjetividades e basear a atuação em risco real. Ela explicou que o Brasil possui cerca de 468 mil serviços de saúde cadastrados e que o grande desafio é construir uma vigilância que amplie acesso com segurança e consistência.

Márcia detalhou o modelo dos Roteiros Objetivos de Inspeção (ROI) e apresentou os índices construídos pela agência a partir de dados de infecção, risco potencial e segurança do paciente. “A vigilância sanitária não pode ser um inibidor do desenvolvimento, mas um indutor de qualidade”, ressaltou. Ao final, citou a necessidade de uma regulação moderna, adaptável e centrada na pessoa.

Na sequência, foram chamados ao palco Diogo Soares, diretor-adjunto da Presidência da Anvisa, e Daniela Marreco, diretora da 3ª Diretoria, para um debate moderado por Cesar Nomura. Soares reforçou a importância do diálogo institucional e da escuta ativa, afirmando que a agência precisa conhecer, com clareza, as situações em que suas normas têm sido aplicadas de modo excessivamente restritivo, para atuar com revisões, notas técnicas e harmonização com vigilâncias locais.

“O setor de medicina diagnóstica é estratégico do ponto de vista regulatório e a terceira diretoria está comprometida em acompanhar as demandas do setor e ajustar pontos críticos sempre que necessário”, expôs.

Por sua vez, Daniela disse que vem estudando profundamente as demandas da área de medicina diagnóstica desde que assumiu a diretoria. Ela comentou que muitas normas da Anvisa foram concebidas para não inviabilizar serviços, mas reconheceu que interpretações divergentes das vigilâncias podem causar distorções.

A diretora também abordou os desafios da RDC 978 e se colocou à disposição para receber dúvidas específicas sobre temas como entrepostos, coleta domiciliar e entrega de amostras. Segundo ela, a equipe está organizando, em parceria com a Abramed, visitas técnicas para entender de perto a realidade. A Anvisa está reunindo todos os pontos sensíveis para decidir se fará ajustes pontuais na resolução ou se publicará uma Nota Técnica, caso uma revisão formal não seja necessária.

Sobre a realização de testes em farmácias, defendeu que a norma precisa ser observada como um experimento regulatório controlado: “É preciso testar, monitorar e avaliar os resultados antes de avançar ou retroceder.” Ela reafirmou a visão de que o diagnóstico realizado em farmácia deve ser entendido como triagem, não como substituto da análise clínica tradicional.

Daniela também agradeceu a Abramed pelo apoio em iniciativas recentes, como a campanha “Com a Visa no Peito”, que fortaleceu a qualidade dos serviços de mamografia no país, e pela contribuição técnica na implementação da RDC 786, especialmente no tema de assinatura eletrônica.

Ela mencionou, ainda, o acompanhamento da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PL 5478/2025) e o debate sobre inteligência artificial, destacando que o Brasil precisa de critérios para garantir seu uso “ético, transparente e responsável”. A diretora concluiu reforçando que novas contribuições são essenciais para priorizar os esforços regulatórios e garantir resoluções efetivas, previsíveis e alinhadas às necessidades do setor.

Interoperabilidade, regulação e cibersegurança

O segundo bloco da RMA reuniu, em mais um debate, os deputados federais Ismael Alexandrino e Pedro Westphalen, além do secretário-executivo da Frente Parlamentar de Cibersegurança e Defesa Cibernética, Carlos Diego de Araújo, sob moderação de Cesar Nomura.

Carlos Diego iniciou com um alerta: o Brasil é o país mais atacado da América Latina em crimes cibernéticos, e o setor de saúde tem sido um dos principais alvos. Ele lembrou que a inteligência artificial e a computação quântica tendem a ampliar a complexidade dos ataques e que o país ainda está “muito incipiente” na defesa cibernética. Em sua fala, apontou a relevância de uma ação conjunta em cibersegurança e convidou a Abramed para integrar o Instituto Brasileiro de Defesa Cibernética (IDCiber).

Já o deputado Ismael Alexandrino discorreu sobre sustentabilidade do SUS, transformação digital e a necessidade de unificação de dados. Ele explicou que a interoperabilidade não diz respeito apenas a prontuário eletrônico, mas à capacidade de coletar informações espontâneas e estruturadas para orientar políticas públicas de longo prazo. “Dados bem padronizados permitem prever sinistros, antecipar riscos e planejar ações que impactam gerações”, disse.

Ismael também abordou desafios regulatórios da inteligência artificial, defendendo um modelo que garanta governança, segurança jurídica, inovação responsável e normas vivas, capazes de evoluir sem engessar o setor.

Sobre a RDC 978, o deputado expressou preocupação com a ampliação do papel das farmácias nas testagens de doenças. “Precisamos ter muito cuidado e olhar para o sistema como um todo. Teste que não muda conduta pode aumentar a porta de entrada das emergências e não necessariamente melhorar a assistência. O país ainda não está maduro para uma expansão abrupta. Podemos usar a telessaúde como aliada, mas temos que aprofundar essa discussão”, expôs Ismael.

O objetivo é que os testes realizados nas farmácias funcionem apenas como triagem, levando o paciente a buscar o laboratório clínico para confirmar o diagnóstico. Só depois dessa confirmação é que se espera o acionamento do serviço de saúde. “A intenção nunca foi que a triagem, por si só, gerasse demanda imediata nos serviços. No entanto, como a prática nem sempre segue exatamente o previsto, será necessário observar os resultados e avaliar qual estratégia regulatória se mostra mais adequada”, complementou.

Em sua participação, o deputado Pedro Westphalen tratou da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PL 5478/2025), proposta que visa estabelecer diretrizes técnicas, científicas e regulatórias para o setor de medicina diagnóstica no Brasil, com o objetivo de integrar e fortalecer o papel dos exames laboratoriais na saúde pública e suplementar. 

“Não temos muitos projetos, mas temos bons projetos. A PNDL foi elaborada ao longo de um ano inteiro, com diálogo, avanços e recuos. No Parlamento, quase nada tramita sem modificações, mas quando existe consciência coletiva de que o tema é bom para todos, o caminho fica mais sólido. Conseguimos fazer esse PL avançar de forma adequada, sem atropelos, mostrando a relevância de um segmento que muitas vezes não aparece, mas que é essencial para o Brasil”, disse Westphalen, que entregou o documento ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento.

ACT com o Ministério da Saúde

O ponto alto da RMA foi a renovação do Acordo de Cooperação Técnica entre a Abramed e o Ministério da Saúde para a padronização e integração de dados de exames, que agora avança para mais 24 meses. Cesar Nomura abriu a cerimônia destacando a importância do momento e o caráter histórico da iniciativa.

“A cooperação nasceu de forma genuína e estratégica, profundamente conectada ao propósito de integrar o sistema de saúde por meio de dados qualificados”, disse. Ele relembrou que a semente da cooperação surgiu no FILIS de 2023, com a presença da Secretária Ana Estela Haddad, e que o acordo firmado em 2024 já apresentou resultados concretos.

Foram salientados os avanços na tradução e padronização dos códigos de exames de notificação compulsória, conduzidos pelos comitês da Abramed; a revisão do modelo de resultados laboratoriais (REL) da RNDS; e o alcance inédito de interoperabilidade para 204 exames, incluindo arboviroses e doenças respiratórias.

“Essa iniciativa fortalece a vigilância epidemiológica, qualifica políticas públicas e aproxima o cidadão dos dados que são seus por direito”, expôs. A renovação amplia o escopo da cooperação, permitindo aperfeiçoar fluxos de notificação, modernizar a relação com a RNDS e incluir novos agravos prioritários.

Em seu discurso, após a assinatura conjunta da renovação do termo, Alexandre Padilha reconheceu que a cooperação com a Abramed tem valor estratégico e que os resultados apresentados demonstram maturidade técnica, consistência e capacidade de integração do setor. “A presença do setor privado no debate sobre qualidade e estruturação do sistema fortalece o SUS e impulsiona a incorporação tecnológica responsável”, ressaltou, afirmando que a interoperabilidade é central para a política pública de saúde digital.

O Ministro da Saúde também parabenizou o Projeto de Lei sobre a PNDL apresentado pelo deputado federal Pedro Westphalen. “Transformar essa política em lei é fundamental, porque cria um marco que ultrapassa governos e consolida o tema no centro da agenda do setor. Contem com o apoio do Ministério da Saúde para avançarmos e aprovarmos esse projeto o mais rápido possível”, disse.

A Secretária Ana Estela Haddad também assinou o termo e reforçou, em outros momentos, a importância da Abramed para a consolidação da agenda nacional de saúde digital, reconhecendo a entidade como parceira técnica fundamental para a evolução da RNDS, da vigilância e da interoperabilidade.

Um marco para a Abramed e para o setor

Ao final do encontro, Cesar Nomura destacou que cerca de 85% dos exames do setor suplementar passam pelas associadas da Abramed e que o alinhamento entre o setor privado, o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Congresso Nacional permite avanços sistêmicos para a saúde brasileira. Ele mencionou ainda a presença de Giovanni Cerri e Marco Bego, do InovaHC, como demonstração da convergência entre academia, inovação e sistema de saúde.

“O evento consolidou a Abramed como ator institucional de alto nível, capaz de articular agendas estratégicas diretamente com os principais formuladores de políticas públicas da saúde no Brasil”, disse Nomura. Milva complementou que o encontro refletiu a elevação da entidade a um patamar ainda mais estratégico na agenda nacional da saúde, reafirmando seu papel como uma das instituições mais influentes do setor.

Ministério da Saúde e Abramed: Renovação do acordo de cooperação técnica potencializa integração laboratorial privada com SUS

Além da ampliação do acesso, aliança fortalece a saúde digital e vigilância epidemiológica

Na última segunda-feira, 24/11, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) realizou uma edição especial da sua Reunião Mensal de Associados (RMA), em Brasília, para celebrar os 15 anos da entidade e oficializar a renovação do Acordo de Cooperação Técnica – que avança para seu segundo ciclo (2025-2027). 

Além de reforçar o propósito de integrar o sistema de saúde brasileiro por meio de dados qualificados, o acordo também estabelece a interoperabilidade laboratorial como prioridade central e política de Estado. E propõe ainda o avanço na construção de um modelo informacional comum para exames laboratoriais no país, capaz de superar a fragmentação histórica entre o setor público, a saúde suplementar e as diversas redes de laboratórios, passo fundamental para fortalecer a saúde digital e a vigilância epidemiológica. 

O evento contou com a participação do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da Secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, além de representantes da Anvisa: Diogo Soares, Daniela Marreco Cerqueira e Marcia Gonçalves de Oliveira.

Os Deputados Federais Ismael Alexandrino e Pedro Westphalen, e o Secretário-Executivo da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética, Carlos Diego, participaram dos debates. 

Resultados Alcançados e Próximos Passos

O trabalho conjunto, que nasceu de uma interlocução com a Secretária de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), Ana Estela Haddad, e o então Ex-Presidente e atual membro do Conselho de Administração Abramed, Dr. Wilson Shcolnik, já gerou importantes entregas. 

A iniciativa alcançou a padronização nacional com a conclusão da tradução de todos os códigos dos exames constantes na Lista Nacional de Notificação Compulsória, garantindo a padronização e permitindo a harmonização entre diferentes sistemas e padrões utilizados pelos laboratórios clínicos. 

O modelo de Resultado de Exames Laboratoriais (REL) da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) também foi revisado e modernizado (conhecido como HELP na transcrição da fala), consolidando um modelo informacional capaz de atender às necessidades do SUS, da saúde suplementar e da vigilância epidemiológica. 

Validado e incorporado à RNDS, esse modelo já tornou possível a interoperabilidade de 204 exames, incluindo todos os relacionados às arboviroses (dengue, zika, Chikungunya e febre amarela). 

A cooperação está permitindo ainda a expansão contínua para doenças respiratórias, como febre do Nilo, mayaro, e futuramente, para toda a linha de cuidado da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). 

Dessa forma, a renovação amplia por mais 24 meses o escopo do acordo, permitindo aperfeiçoar fluxos de notificação, modernizar a infraestrutura de comunicação com a RNDS e priorizar novas doenças e agravos para integração. 

Benefícios para o Cidadão e para o Sistema de Saúde

Esse esforço conjunto traz benefícios diretos ao cidadão, que pode acessar resultados de exames de forma padronizada no Meu SUS Digital. Já para os profissionais de saúde, a integração dessas informações no SUS Digital Profissional favorece a continuidade, a segurança clínica e a resolutividade. 

A federalização do modelo já está em curso, ampliando o alcance da iniciativa para estados e municípios, o que é essencial para fortalecer a vigilância em saúde e possibilitar respostas mais rápidas a surtos, epidemias e emergências sanitárias. 

“A continuidade demonstra a confiança mútua construída ao longo do processo e reafirma que essa cooperação vai muito além da digitalização de processos: ela qualifica o cuidado, fortalece políticas públicas e aproxima o cidadão das informações que lhe pertencem”, declara Dr. Cesar Nomura, Presidente da Abramed. 

Mais sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de Medicina Diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da Medicina Diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da Medicina Diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 80% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

27 de novembro de 2025

Abramed ganha destaque no Portal Gov ao renovar acordo com o Ministério da Saúde para padronização nacional de exames laboratoriai

A matéria publicada pelo Ministério da Saúde destaca a renovação do acordo de cooperação técnica que estabelece a padronização de mais de 290 códigos de exames laboratoriais, fundamentais para o monitoramento de arboviroses como dengue, Zika e chikungunya.

O avanço, construído em colaboração com a Abramed, consolida uma linguagem única entre laboratórios públicos e privados por meio do padrão internacional LOINC, permitindo que resultados de exames tenham o mesmo significado em qualquer unidade do país — e até mesmo em redes globais de saúde. A integração desses dados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) eleva o padrão de interoperabilidade, qualifica indicadores epidemiológicos e fortalece a capacidade do Brasil de detectar, rastrear e responder a surtos com maior precisão.

Durante a cerimônia em Brasília, o ministro Alexandre Padilha destacou que a iniciativa está alinhada às novas diretrizes da RNDS, hoje garantida por lei, e reforçou a importância de consolidar um ambiente de dados robusto para orientar políticas públicas baseadas em evidências. O novo ciclo da cooperação, que inclui a adoção nacional do Modelo Informacional de Resultados de Exames Laboratoriais (REL), amplia ainda mais a rastreabilidade e a qualidade dos dados do SUS.

A renovação do acordo aconteceu durante a celebração dos 15 anos da Abramed e simboliza o compromisso permanente da Associação com inovação, segurança e excelência diagnóstica. A parceria segue vigente até 2027, consolidando o papel técnico da Abramed como articuladora entre governo, setor privado e ecossistema de ciência de dados em saúde.

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Saúde Business apresenta dados do Painel Abramed 2025 que apontam que o setor avança em práticas ESG

A Abramed ganhou destaque no Saúde Business ao apresentar os resultados da 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, que evidenciam o avanço consistente das práticas ESG no setor.

Mais de 60% das empresas associadas já adotam iniciativas socioambientais estruturadas, enquanto indicadores mostram redução expressiva no consumo de energia e água, ampliando a eficiência operacional e o compromisso com a sustentabilidade.

A matéria também enfatiza o protagonismo feminino nas organizações, a diversidade geracional e o fortalecimento da governança como pilares de transparência e confiança.

Em um mês marcado pela COP30 e pela adesão da Abramed ao Pacto Global da ONU, o setor consolida sua posição como agente ativo na transição para uma economia de baixo carbono e na construção de uma saúde mais ética, inclusiva e responsável.

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Abramed e Novembro Azul: sem preconceito e com mais tecnologia, não há motivos para não prevenir o câncer de próstata

Da ressonância à imuno-histoquímica, novas ferramentas permitem identificar tumores mais cedo e orientar tratamentos personalizados

O movimento Novembro Azul reforça, ano após ano, a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata — um dos tumores mais incidentes entre os homens. Em um cenário de modernização acelerada da Medicina Diagnóstica, a Abramed destaca que, hoje, o país dispõe de um arsenal tecnológico robusto, acessível e capaz de identificar alterações prostáticas com precisão cada vez maior.

Mais do que discutir números ou volumes de exames, a mensagem deste ano é clara: a combinação de tecnologia avançada, métodos complementares e cuidado contínuo elimina qualquer motivo para adiar a prevenção.

Entre os principais recursos usados na prática clínica estão exames laboratoriais e de imagem, como PSA, testes de imuno-histoquímica, ultrassom, ressonância magnética multiparamétrica, biópsia dirigida, além da análise anátomo-patológica, etapa decisiva para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento. Esse conjunto de ferramentas representa um ecossistema integrado capaz de detectar tumores em estágios cada vez mais iniciais — aumentando as chances de sucesso terapêutico e reduzindo impacto para o paciente.

Para o Dr. Marcos Queiroz, líder do Comitê de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Israelita Albert Einstein, a evolução tecnológica transformou profundamente o diagnóstico do câncer de próstata:

“A imuno-histoquímica, além de auxiliar o diagnóstico nos casos duvidosos, tem a capacidade de detectar variantes histológicas e padrões especiais, fornecendo dados prognósticos que direcionam o tratamento. Esse avanço representa uma revolução silenciosa, que torna o tratamento mais eficaz e reduz a mortalidade”, explica.

Ele também destaca o papel da imagem na prevenção:

“A ressonância magnética tem altíssima acurácia para detectar tumores prostáticos e se tornou mais acessível nos últimos anos. Equipamentos modernos de 1,5 Tesla já permitem diagnósticos de grande qualidade, ampliando o acesso e fortalecendo a prevenção”, complementa.

O especialista reforça que a união entre tecnologia e cuidado contínuo coloca o Brasil em um cenário favorável:

“Temos um arsenal diagnóstico amplo — exames de sangue como PSA, testes de imunoquímica, ressonância magnética e o exame clínico. Não há motivo para que o câncer de próstata não seja diagnosticado precocemente. A mensagem central deste Novembro Azul é: o cuidado contínuo com a saúde masculina salva vidas.”

A Abramed destaca que o avanço dos métodos diagnósticos, somado à ampliação do acesso e à integração entre equipes clínicas, fortalece o combate ao câncer de próstata em todas as regiões do país. A prevenção segue como a principal aliada da sobrevida e da qualidade de vida dos pacientes — e a tecnologia, como um pilar fundamental para tornar esse cuidado cada vez mais preciso.

24 de novembro de 2025

Milva Pagano destaca papel estratégico da Medicina Diagnóstica em entrevista ao Futuro Talks

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, participou do programa Futuro Talks, conduzido pela jornalista Natália Cominale, em uma edição dedicada a discutir o presente e o futuro da medicina diagnóstica no Brasil. Com uma visão ampla e humanizada sobre o setor, Milva reforçou que os exames estão presentes em toda a jornada de vida das pessoas — “desde antes da concepção até o fim da vida” — e sustentam mais de 70% das decisões médicas.

Segundo ela, compreender o diagnóstico como parte dessa trajetória é essencial para romper com a lógica centrada apenas na doença. “O exame não é um instrumento apenas de tratamento, mas de gestão e promoção da saúde. Olhar para a prevenção é uma mudança de cultura, que começa quando o próprio paciente se empodera e passa a demandar esse cuidado”, afirmou.

Milva também destacou a importância da interoperabilidade como caminho sem volta para o setor. A integração de dados, explicou, permite reduzir desperdícios, otimizar recursos e oferecer uma jornada de cuidado mais precisa e resolutiva. “Quando conseguimos conectar as informações, entregamos um sistema mais eficiente, sustentável e centrado no paciente”, disse.

Durante a conversa, ela comentou os desafios do envelhecimento populacional para a Medicina Diagnóstica e reforçou ainda a relevância das empresas contratantes no avanço da cultura de promoção da saúde e gestão populacional.

Assista à entrevista completa.

No-show em exames: como boas práticas de gestão de agendamento ajudam a enfrentar esse desafio?

Taxa de ausência em laboratórios associados à Abramed cai para 13,5% em 2024 com processos estruturados e uso em escala de sistemas integrados.

O não comparecimento de pacientes aos exames — conhecido no setor de saúde como no-show — continua sendo um dos principais desafios para a eficiência da Medicina Diagnóstica. Cada ausência representa ociosidade de equipamentos, desperdício de insumos e aumento de custos, além de sobrecarregar agendas de técnicos, médicos e demais profissionais.

No contexto do sistema de saúde, o no-show compromete a agilidade dos resultados, atrasa diagnósticos e impacta negativamente a jornada de cuidado. Um estudo realizado na Grande São Paulo e divulgado pela Medicina S/A em 2024 apontou que clínicas privadas perdem, em média, R$ 144 mil por ano com o absenteísmo em agendamentos.

Esse cenário, no entanto, vem sendo transformado pelo avanço da tecnologia, pela adoção de processos estruturados de gestão e pela conscientização dos pacientes sobre a importância do comparecimento para a sustentabilidade do setor.

De acordo com a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, a taxa média de no-show entre os laboratórios associados caiu de 15,3% em 2023 para 13,5% em 2024. O resultado reflete o engajamento crescente das instituições no monitoramento de indicadores de comparecimento, na adoção de práticas gerenciais eficientes e no fortalecimento da comunicação com os pacientes. 

A redução das ausências está diretamente relacionada à implementação de sistemas integrados de agendamento, que permitem redistribuir vagas em tempo hábil e otimizar a capacidade operacional. Segundo o Painel Abramed, 94,7% dos associados já utilizam sistemas que integram logística de agendamento, recepção e triagem — pilares essenciais para a eficiência em saúde. 

Essas plataformas, combinadas a lembretes digitais via SMS, e-mail, WhatsApp e aplicativos próprios, proporcionam uma comunicação mais próxima e personalizada. Além disso, a confirmação ativa de presença tem reduzido ausências não justificadas e aumentado a previsibilidade das agendas. Segundo Marcos Queiroz, Líder do Comitê de Diagnóstico por Imagem e Membro do Conselho de Administração da Abramed, essas ações, principalmente em exames de alto custo como a Ressonância Magnética, podem fazer a diferença na viabilização do investimento em um novo equipamento. “Infelizmente ainda existe um aspecto cultural no nosso país que faz com que, mesmo com o uso de todas as ferramentas tecnológicas de confirmação, ainda tenhamos índices de no-show acima de 10%”, explica.

Outro avanço é o uso de algorítimos de análise de dados para acompanhar indicadores de comparecimento e satisfação. O Painel mostra que 89,5% dos associados já investem em soluções de Business Intelligence (BI), o que permite identificar padrões e aplicar ajustes rápidos — como priorizar pacientes com histórico de presença e facilitar reagendamentos.

Esse conjunto de práticas contribui para reduzir desperdícios e tornar o fluxo de atendimento mais ágil e sustentável para todo o setor.

Boas práticas e o papel institucional da Abramed

Além dos investimentos tecnológicos, o setor tem ampliado ações de educação dos pacientes, reforçando a importância de comparecer aos exames e avisar previamente sobre imprevistos.

Para a Abramed, o avanço observado é resultado da cooperação entre os associados e da disseminação de boas práticas. A entidade atua como articuladora de iniciativas de benchmarking, promovendo a troca de experiências e incentivando o uso da tecnologia como catalisadora de eficiência operacional, sempre aliada à gestão de pessoas.

Ao estimular o uso racional de recursos e a otimização de processos, a Abramed contribui para um modelo de saúde diagnóstica mais acessível, resolutivo e centrado na qualidade do atendimento aos pacientes.

Da reação à prevenção: como a Medicina Diagnóstica pode apoiar a fiscalização sanitária e proteger a saúde pública?

Por Carlos Ferreira, líder do Comitê de Análises Clínicas da Abramed.

Os recentes episódios de contaminação por metanol, que somaram dezenas de casos confirmados e mais de uma centena de notificações até meados de outubro, são um alerta inequívoco: o Brasil ainda opera sob uma lógica reativa na vigilância sanitária. Em vez de antecipar riscos, seguimos respondendo a crises depois que elas ganham proporções de tragédia. É um padrão que pode custar vidas, recursos e confiança pública.

A tese é simples, mas urgente: enquanto a prevenção não for tratada como um ativo estratégico e sustentada por dados diagnósticos de qualidade, o país continuará vulnerável a emergências que poderiam ter sido evitadas. E é justamente nesse ponto que a Medicina Diagnóstica se mostra um pilar insubstituível — não apenas como área de apoio clínico, mas como infraestrutura crítica de proteção coletiva.

Pouco se fala sobre a dimensão silenciosa do diagnóstico. Nos bastidores dos hospitais e laboratórios, milhares de análises diárias rastreiam diferentes testes clínicos diagnósticos, contaminantes, drogas terapêuticas, drogas de abuso, identificam agentes infecciosos e produzem resultados (dados) que orientam tanto decisões clínicas quanto epidemiológicas. Esses dados, quando integrados e interpretados com qualidade, são a linha de frente da prevenção de doenças e da vigilância sanitária moderna.

O desafio é que a eficácia dessa atuação raramente é visível. Quando um surto é evitado, não há manchete; quando uma contaminação é contida, não há reconhecimento. No entanto, é justamente essa prevenção invisível que evita uma nova tragédia. Estima-se que mais de 20 mil internações por ano poderiam ser evitadas com maior investimento em diagnóstico precoce e atenção primária — uma economia potencial de R$ 400 milhões anuais.

Ver a prevenção diagnóstica como despesa é um equívoco estrutural. Assim como a manutenção preventiva de um edifício garante sua segurança, a vigilância diagnóstica reduz riscos, desperdícios e custos assistenciais futuros. E principalmente garantem a segurança dos pacientes.

O Brasil detém as mais modernas metodologias diagnósticas disponíveis nos maiores centros internacionais — da PCR (Reação Cadeia Polimerase) tradicional e digital, ao Sequenciamento de Última Geração, chegando até na avaliação pela espectrometria de massa (MS).  Falta-nos, contudo, um ecossistema verdadeiramente integrado para que estes recursos possam ser utilizados de forma integrada.

Durante a pandemia de COVID-19, a contribuição do setor privado demonstrou o potencial de capilaridade e agilidade do país. Mas, sem interoperabilidade plena, sem padrões como o LOINC e sem uma Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) consolidada ainda. Os diferentes entes da cadeia, incluindo a Abramed, estão em contato permanente com os órgãos governamentais para que esta integração possa avançar.  Alguns casos de integração já puderam ser apresentados como, por exemplo, os testes de Covid no país. E outros testes estão em processo de integração. Contudo o fluxo de informação ainda continua muito fragmentado. E dados fragmentados são dados inertes.

A vigilância sanitária do futuro depende de dados comparáveis, rastreáveis e governados com qualidade regulatória. A recente RDC nº 978/2025, que atualiza as exigências laboratoriais, é um avanço real nesse sentido, reforçando o papel da regulação como política pública de prevenção. Cumpri-la não é apenas uma obrigação técnica; é um compromisso com a segurança do paciente e com a confiabilidade de todo o sistema.

O próximo salto exige migrar de ações corretivas para intensificação das ações preventivas. A medicina dos 4 Ps — Preventiva, Preditiva, Personalizada e Participativa — já orienta as melhores práticas. Três desses eixos passam diretamente pelo laboratório. A Inteligência Artificial (IA) e a big data já podem ampliar a capacidade de antecipar riscos, desde que a veracidade dos dados e a governança técnica estejam asseguradas. O poder dessas tecnologias só se concretiza quando a informação é confiável, ética e interoperável.

Se há uma lição nos episódios recentes de contaminação, é que reagir já não basta. A vigilância sanitária precisa se antecipar — e o diagnóstico é o instrumento mais propício para isso.

Transformar dados em prevenção é a chave para que o país possa se tornar mais seguro.

A Abramed e seus associados têm um papel decisivo nessa agenda: consolidar padrões, promover interoperabilidade e reafirmar que a qualidade diagnóstica é, antes de tudo, uma forma de governança em saúde pública.

Debate da Abramed reforça integração entre IA e atuação humana para o futuro da Medicina Diagnóstica 

Participantes discutiram a jornada de transformação digital da saúde, destacando o papel de uma agenda colaborativa para a preparação de profissionais e empresas

A Reunião Mensal de Associados (RMA) da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) de setembro foi realizada na sede do CDB Inteligência Diagnóstica, empresa do Grupo Alliança Saúde, e contou com palestra de Augusto Antunes, Diretor Médico da Axial Inteligência Diagnóstica, e debate “IA na Saúde: estamos prontos para o futuro?”.

A abertura do encontro ficou a cargo de Ricardo Sartim, CEO da Alliança Saúde, e de Cesar Nomura e Milva Pagano, respectivamente Presidente do Conselho de Administração e Diretora Executiva da Abramed. O anfitrião destacou a importância da união entre os associados, da agenda colaborativa e o desejo de estarem mais próximos da entidade. 

Em seu discurso, Milva atualizou os participantes acerca do avanço de pautas centrais ligadas ao planejamento estratégico da Associação e destacou temas como treinamentos sobre a RDC Anvisa 978/25 e a participação da Abramed no Conselho Consultivo do Movimento Empresarial pela Saúde (MeS), criado pela CNI e SESI, por meio de uma contribuição técnica para o uso adequado de exames clínicos. 

Nomura, por sua vez, enfatizou que “levar as reuniões mensais nos associados são uma ação estratégica de integração e valorização do ambiente da Medicina Diagnóstica”.

A palestra “Inteligência Artificial: inovações e impactos na Medicina Diagnóstica”, conduzida pelo Dr. Augusto Antunes, abordou o avanço da IA na radiologia e seu impacto na prática médica. Durante a apresentação, ele fez uma afirmação clara: “Só conseguiremos ser melhores médicos se incorporarmos novas tecnologias na prática clínica.”

O Diretor da Axial detalhou também a importância da radiologia para o desenvolvimento tecnológico da medicina, apontando que quase 50% das soluções médicas em desenvolvimento são voltadas a este segmento, um reflexo do protagonismo da área na inovação e digitalização da saúde. 

No entanto, Antunes ponderou que a maioria dos softwares atuais atua apenas no auxílio à detecção de lesões, enquanto o laudo é, na verdade, o produto central da prática radiológica. Ele questionou se essa abordagem faz sentido, visto que já existem tecnologias capazes de produzir laudos de forma automatizada, contribuindo para uma maior agilidade clínica e apoio à tomada de decisões de médicos.

Dentro do processo de digitalização e diante da demanda de exames, o médico apontou outro desafio:  a falta de profissionais. Cerca de 54% dos radiologistas relatam sintomas de burnout emocional exacerbado pelo fato de que, na medicina, você não pode errar. “Não adianta produzirmos 200 laudos por dia se, em uma falha, podemos impactar negativamente toda a cadeia de tratamento de um paciente”, pontuou.

Por isso, o palestrante defendeu que a tecnologia deve ser integrada ao cotidiano desses profissionais, que seguirão responsáveis pela palavra final, para otimizar o fluxo de trabalho, reduzir o período gasto em atividades burocráticas e aumentar o tempo dedicado à análise de imagens e produção do laudo.

No debate que se seguiu, moderado por Cesar Nomura, Adriana Costa, Diretora da Siemens Healthineers Brasil, Anaterra Oliveira, CIO da Dasa, e Ricardo Sartim convergiram sobre a necessidade de engajamento para uma agenda colaborativa no ecossistema de Medicina Diagnóstica e a importância da adoção da tecnologia com critérios bem estabelecidos para alcançar a eficiência clínica e benefícios reais para pacientes e operações de saúde. 

Adriana Costa lembrou que soluções de IA acompanham a ressonância magnética há décadas, mas que o salto atual ocorre quando se integram dados clínicos e laudos a plataformas que otimizem a jornada do paciente. “A inteligência artificial está incorporada à ressonância há mais de 30 anos, mas o grande salto agora é integrar dados e otimizar toda a jornada do paciente, por meio da interoperabilidade”, disse a Diretora da Siemens Healthineers Brasil. 

Já Anaterra trouxe a perspectiva da Dasa sobre a cultura de dados e o investimento em inovação. Para a executiva, enquanto as indústrias de tecnologia investem cerca de 30% da receita em P&D, o setor de saúde destina percentuais muito menores. “Por isso, não dá para evoluirmos sozinhos. Precisamos compartilhar dados e trabalhar em modelos colaborativos”. Ela também enfatizou que a IA é um meio para aprimorar o trabalho, não para substituir pessoas: “A Inteligência Artificial não veio para atuar no lugar do médico, mas para tornar o trabalho clínico mais eficaz e preciso”, apontou.

Ricardo Sartim encerrou o debate complementando essa perspectiva e defendeu o equilíbrio entre a tecnologia e o propósito de cuidar. Ele destacou que o fator humano e a empatia devem ser preservados: “Investir em treinamentos e processos é, sim, mais custoso do que comprar tecnologia, mas é o que garante valor real para o cuidado”. Para ele, a inovação só faz sentido se mantiver o olhar humano no centro da jornada do paciente.