Casos de Covid-19 voltam a crescer e atingem maior índice desde março

Redução da imunidade e mutações do vírus explicam tendência de alta; Dengue permanece estável, enquanto H1N1 e Influenza seguem em queda

Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne empresas responsáveis por mais de 85% do volume de exames realizados na saúde suplementar do Brasil, apontam aumento dos casos de Covid-19 no país nas últimas dez semanas de referência. O índice de positividade chegou a 13,2%, o maior desde março deste ano.



A média móvel de cinco semanas confirma a tendência de crescimento.



Enquanto a Covid-19 cresce, outras doenças apresentam comportamento distinto: a Dengue segue em estabilidade, com positividade entre 14% e 17%, o menor índice desde janeiro.



A H1N1 apresenta forte tendência de queda, com menos de 1% de positividade nas últimas semanas, o menor patamar desde novembro de 2024.



Já a Influenza mantém baixa desde junho de 2025, com positividade de 5,8% na última semana de referência.



“As infecções respiratórias têm comportamento cíclico, influenciadas pela transmissibilidade e pela imunidade da população. O inverno favorece aglomerações em ambientes fechados, o que aumenta a transmissão. Porém, a imunidade, gerada por infecções prévias e pela vacinação, ajuda a evitar grandes aumentos. Os dados da Abramed corroboram informações do boletim InfoGripe da Fiocruz, que mostram queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas alertam para um possível aumento nos casos de COVID”, explica o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Segundo o especialista, a alta da Covid-19 é explicada pela queda natural dos anticorpos e pelo surgimento de variantes, mesmo em uma população já imunizada. Já a queda de H1N1 e Influenza sinaliza maior resistência da população, mas não elimina a necessidade de cuidados, já que as medidas de prevenção são comuns a todas as viroses respiratórias. Em relação à Dengue, a expectativa é de aumento de casos com a chegada da primavera, quando as chuvas e temperaturas mais elevadas favorecem a proliferação do mosquito transmissor.


Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.
As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

PAINEL ABRAMED: Medicina diagnóstica sustenta mais de 300 mil empregos e quadruplicou abertura de vagas em 2024

O setor compõe 11,1% da força de trabalho em saúde, com associados respondendo por mais de 111 mil postos de trabalho. Região Sudeste se destaca em número de empresas e empregados 

A Medicina Diagnóstica é um dos motores da geração de empregos em saúde no Brasil. De acordo com a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, o setor foi responsável por 11,1% dos postos de trabalho do setor em 2024, sustentando 307.339 empregos. 

Do total, 37,7% da força de trabalho são geradas por empresas associadas à Abramed (116.247 empregados). A Medicina Diagnóstica também se destacou com a abertura de 9.133 novas vagas no ano passado, alta 4 vezes maior que os números registrados em 2023 e 7% do total de postos de trabalho abertos na área de saúde.  

Os números consolidam a Medicina Diagnóstica como estratégica na assistência em saúde e jornada de cuidados aos pacientes e como pilar importante da economia e geração de oportunidades qualificadas de carreira. 

Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, explica que os resultados traduzem o papel estruturante do setor: “A medicina diagnóstica é protagonista quando pensamos em empregabilidade na saúde. Sustentamos milhares de postos de trabalho e ampliamos a cada ano a diversidade de funções, pessoas e carreiras disponíveis no setor.”

Sobre a diversidade, é interessante observar a predominância no setor de postos de trabalho ocupados por mulheres (79,7%) – número quase dois pontos percentuais superior ao de toda a área de saúde – e sua ampla pluralidade geracional, especialmente na faixa dos 30 aos 49 anos, que compõem 47,5% dos profissionais.

Outro indicador analisado foi a escolaridade dos trabalhadores: mais de 60% dos profissionais em ambos os setores concluíram o Ensino Médio, sendo que o número é maior na Medicina Diagnóstica (66,8%). O mesmo vale para o nível de superior completo (25,8% na Medicina Diagnóstica, três pontos percentuais a mais que na saúde em geral). 

“O cenário se explica pelo segmento contratar um volume significativo de profissionais de nível técnico. O ensino superior, nesse sentido, surge como um caminho para maior especialização e progressão de carreira”, comenta Pagano.

Perfil das empresas

A força da empregabilidade na Medicina Diagnóstica se deve, entre diferentes fatores, ao avanço na abertura de novos estabelecimentos. No total, o crescimento foi de 3,1% entre 2023 e 2024, com destaque para os serviços de diagnóstico por métodos ópticos (6,1%), diálise e nefrologia (4,8%) e ressonância magnética (4,4%).   

Em termos de representatividade dos empregos, os laboratórios clínicos geraram quase metade dos postos de trabalho no setor em 2024 (47,1%), seguidos dos serviços de diagnóstico por imagem com uso de radiação ionizante, exceto tomografia (16,3%), e de diálise e nefrologia (8,8%).

A Medicina Diagnóstica ocupa, nesse sentido, papel central no sistema de saúde, empregando milhares de pessoas em funções que vão da operação técnica de serviços com alta complexidade, como a hemoterapia (67,3% do total de postos de trabalho no setor) aos processos mais padronizados do setor.

Distribuição das vagas

Acerca da distribuição nacional da empregabilidade, o Painel da Abramed indica que a região Sudeste lidera tanto em número de empresas, com 43,5% do total, quanto em número de empregados, com 50,9%. Esse domínio pode ser atribuído à maior densidade populacional, desenvolvimento econômico e à concentração de infraestrutura de saúde nesta região. 

O Sul é a segunda região mais expressiva em estabelecimentos, tendo 21,6%. Entretanto, o contingente de empregados é o terceiro, (14,3%) e fica atrás do Nordeste, que possui 19,8% do total. A região Norte, por fim, apresenta o menor número de empresas (967) e empregados (15.527).

“Esse cenário indica, por um lado, um contraste que alcança outros setores da economia, ao mesmo tempo em que oferece uma oportunidade de crescimento e investimentos em diferentes regiões do país, ponto que deve ser observado de modo estratégico pelos laboratórios e empresas diagnósticas”, acrescenta MIlva Pagano. 

Com perspectivas de crescimento diante do avanço da medicina personalizada, integração de dados em saúde e avanço na curva do envelhecimento, o setor deve ampliar ainda mais sua contribuição para a empregabilidade no Brasil nos próximos anos. 

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de medicina diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da medicina diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os

anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da medicina diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 85% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

Mais informações sobre o setor, acesse a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico: https://abramed.org.br/publicacoes/painel-abramed/painel-abramed-o-dna-do-diagnostico-edicao-7/

1 de setembro de 2025

Terra repercute dados da Abramed sobre distribuição desigual de equipamentos de diagnóstico no Brasil

A sétima edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico foi destaque em matéria publicada pelo portal Terra, que abordou a distribuição dos quase 300 mil equipamentos de diagnóstico existentes no Brasil. Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), menos de 1% desses aparelhos estão localizados em postos de saúde, evidenciando uma importante desigualdade no acesso à tecnologia diagnóstica no país.

Baseado em dados do CNES/DataSUS, o relatório aponta que a maioria dos equipamentos — como os de imagem, gráficos e ópticos — está concentrada em hospitais (25,6%), clínicas de especialidades (21,3%) e consultórios isolados (19%). Já as unidades básicas de saúde detêm apenas 8,8% do total, enquanto os postos de saúde contam com apenas 0,5% dos equipamentos.

Para a Abramed, essa concentração impacta diretamente na qualidade da assistência prestada na atenção primária e reforça a urgência de políticas que promovam maior equidade no acesso a exames. “Os equipamentos de diagnóstico fornecem informações valiosas para o diagnóstico preciso de doenças e condições médicas, permitindo o acompanhamento adequado do estado de saúde do paciente e contribuindo para o seu bem-estar”, destacou a entidade.

Durante o lançamento do relatório, especialistas do setor defenderam o papel central da medicina diagnóstica na sustentabilidade do sistema de saúde. A CEO do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui, ressaltou que o diagnóstico precoce reduz custos e melhora a qualidade de vida dos pacientes. Já Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin, comentou a relevância da tecnologia e da inteligência artificial na otimização dos processos e na redução do tempo de atendimento, evitando repetições desnecessárias.

Leia a matéria completa publicada no Terra.

Brasil Energia destaca transição energética da Medicina Diagnóstica com dados e contribuições da Abramed

A transição para uma matriz energética mais limpa no setor de Medicina Diagnóstica foi tema de matéria publicada pelo Portal Brasil Energia, com destaque para os dados e contribuições da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). A reportagem mostra como laboratórios e redes de diagnóstico vêm adotando soluções sustentáveis para reduzir o impacto ambiental sem comprometer a eficiência operacional.

Segundo levantamento da Abramed citado na matéria, até 2023, 72% das associadas já recebiam energia do mercado livre, sendo que 60% utilizavam energia solar e 16% adotavam fontes como eólica e biomassa. Essas ações fazem parte de um esforço estruturado do setor em prol da sustentabilidade — que, além de ganhos ambientais, vem gerando também benefícios econômicos: em 2024, os associados da entidade registraram uma redução de 25% no consumo de energia por exame realizado.

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, ressaltou que a transição energética tem sido acompanhada por outras medidas sustentáveis, como a adoção de modais de transporte menos poluentes e a implementação de inventários de emissões de gases de efeito estufa. Para ela, a capilaridade do setor — com presença em todos os estados — demanda estratégias flexíveis, adaptadas às realidades locais de fornecimento.

O texto também detalha as iniciativas de grandes grupos do setor, como Sabin e Dasa, que investem em fazendas solares, geração distribuída e autoprodução. A Dasa, por exemplo, fechou 2024 com 346 unidades abastecidas por energia limpa e opera com 12 usinas solares em funcionamento. Já o Grupo Sabin alcançou 85% de cobertura com fontes renováveis em suas unidades, com destaque para a matriz em Brasília.

Confira a matéria completa no Portal Brasil Energia.

Portal Viva repercute dados do 7º Painel Abramed e destaca relevância da Medicina Diagnóstica no Brasil

A mais recente edição do Painel Abramed — O DNA do Diagnóstico — foi tema de matéria publicada pelo Portal Viva, que abordou o crescimento expressivo do setor de Medicina Diagnóstica e os desafios impostos pelo envelhecimento populacional.

Segundo o relatório divulgado pela Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), em 2024, o Brasil ultrapassou a marca de 2,5 bilhões de exames laboratoriais realizados — um aumento de 10% em relação ao ano anterior. O levantamento considera dados tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da saúde suplementar.

A reportagem ressalta que o volume crescente de exames acompanha a maior longevidade da população e reforça a importância de investimentos estratégicos no setor. Entre os caminhos apontados pela Abramed estão o uso de inteligência artificial para agilidade na entrega de laudos, serviços domiciliares, medicina de precisão e parcerias público-privadas que ampliem o acesso a exames de maior complexidade.

Além do crescimento no número de procedimentos, o setor se destaca também na geração de empregos: foram mais de 307 mil postos de trabalho mantidos em 2024, representando 11% do total de ocupações na área da saúde.

Com 78 mil estabelecimentos atuando em serviços diagnósticos e quase 300 mil equipamentos em funcionamento — sendo mais de 94% em uso ativo —, o setor consolida sua relevância para a sustentabilidade e eficiência do sistema de saúde brasileiro.

Leia a matéria completa no Portal Viva.

Consumidor Moderno destaca a atuação da Abramed em matéria sobre o futuro da Medicina Diagnóstica

O portal Consumidor Moderno publicou nesta semana uma matéria especial sobre os avanços, desafios e transformações da Medicina Diagnóstica no Brasil. A reportagem contou com ampla participação da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), que liderou o encontro “Diagnóstico em Pauta” reunindo CEOs e lideranças de grandes grupos de saúde do país.

Com base em dados inéditos da Abramed, a matéria mostra que, só em 2024, mais de 1 bilhão de exames foram realizados pelas associadas da entidade — um crescimento de 15,7% em relação ao ano anterior. O painel, conduzido por Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed, destacou que a expansão da Medicina Diagnóstica vai além do volume: envolve também digitalização, interoperabilidade, personalização e foco em desfechos clínicos.

Durante o debate, Jeane Tsutsui (Grupo Fleury), Lídia Abdalla (Grupo Sabin), Rafael Lucchesi (Dasa) e Henrique Neves (Hospital Israelita Albert Einstein) reforçaram a importância estratégica do diagnóstico no cuidado à saúde, abordando temas como uso responsável da Inteligência Artificial, subutilização de exames, coordenação do cuidado e desigualdade no acesso entre os setores público e privado.

“A Abramed tem pautado discussões relevantes para o setor, com dados, evidências e articulação entre diferentes agentes da saúde. Não se trata apenas de entregar resultados, mas de contribuir com decisões mais seguras, gestão mais eficiente e um sistema de saúde mais sustentável”, afirma Nomura na publicação.

Leia a matéria completa no site da Consumidor Moderno.

Diagnóstico em Pauta: Setor ultrapassa a marca de 1bi de exames em 2024 e um crescimento de 28,6% em relação ao ano anterior 

Associadas registraram receita bruta de R$ 33,9 bilhões; Análises clínicas continuam sendo a principal modalidade (94%).

Em evento exclusivo para imprensa, realizado na última quarta-feira (06/08), no Instituto de Estudo e Pesquisa do Hospital Sírio-Libânes, a Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica apresentou em primeira-mão a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, publicação que reúne dados estratégicos e atualizados sobre o setor no Brasil (confira o report no final do texto). 

De acordo com o levantamento, o número total de exames realizados em 2024 ultrapassou a marca de 1 bilhão, representando um crescimento de 15,7% em relação a 2023.

As análises clínicas continuam sendo a principal modalidade, respondendo por 94% dos exames no período, seguidas pelo diagnóstico por imagem. As associadas da Abramed foram responsáveis por 86,8% desse total (realizados na saúde suplementar). 

O faturamento do setor também acompanhou esse ritmo de crescimento. As empresas associadas registraram uma receita bruta de R$ 33,9 bilhões em 2024 – um aumento de 28,6% em relação ao ano anterior. A principal fonte de receita para essas companhias ainda são os planos de saúde, que representam uma fatia entre 60% e 90%. 

“Os números do 7º Painel Abramed confirmam a força e a resiliência do setor de medicina diagnóstica, que se moderniza e se expande para atender às crescentes demandas por saúde no país”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

“O compromisso da entidade é reforçar a importância da prevenção com qualidade e segurança de forma clara e transparente. O investimento contínuo em tecnologia e na capacitação dos nossos profissionais é o que nos permite entregar diagnósticos cada vez mais precisos e, consequentemente, contribuir de forma decisiva para a saúde da população brasileira.” 

Inovação e Pessoas como Foco

O Painel também apontou um setor em transformação com um forte enfoque em inovação e na valorização dos recursos humanos. Em 2024, 61% das associadas da Abramed investiram em novos modelos de negócios, incluindo:

  • Abertura de novas unidades
  • Negócios especializados em soluções digitais 
  • Criação de centros de pesquisas 
  • Incorporação de inteligência artificial 
  • E parcerias com empresas e startups 

No campo de recursos humanos, o segmento viu um aumento de 21,7% no número de colaboradores das empresas associadas, totalizando 116.247 profissionais em 2024. 

“Mesmo com a alta de volume de exames, conseguimos transferir ganhos de produtividade para o mercado. É um impacto positivo para a economia do país com maior produtividade, redução do absenteísmo e força de trabalho ativa. Nós crescemos e o Brasil também cresce”, afirmou Rafael Lucchesi, CEO do Dasa. 

O Valor Estratégico do Diagnóstico

Ainda durante o debate, Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury, destacou a importância do setor para todo o ecossistema de saúde. “No diagnóstico entregamos dados precisos e com qualidade. São informações valiosas, que devem ser utilizadas pelos profissionais para melhores tomadas de decisão e o desfecho da jornada do paciente adequado.”

A executiva enfatizou também que esses dados sobre diagnóstico precoce quando devidamente encaminhados reduzem efetivamente o custo total. “Uma paciente com câncer de mama, que é conduzida em um protocolo pertinente, reduz em até 18% o do tratamento.”

“E esses custos se mantêm estáveis. Mesmo com mais investimentos em tecnologia, estamos entregando mais qualidade”, ressalta o Dr. Cesar Nomura, Presidente do Conselho de Administração da Abramed e Diretor de Medicina Diagnóstica no Sírio-Libanês, que exemplifica:  

“Estamos fazendo ressonâncias com mais agilidade, oferecendo experiências melhores. Os exames de sangue, por sua vez, são muito mais acurados, com uso de algoritmos de inteligência artificial. Apesar do aumento da utilização, não há impacto para as operadoras de planos de saúde.” 

É esse tipo de informação que precisa chegar para a população, que Lídia Abdalla, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Abramed e CEO do Grupo Sabin, evidencia: “Se prescrevermos exames mais assertivos e obtermos diagnósticos mais rápidos na internação, teremos uma redução do custo hospitalar ainda mais significante para o sistema.”

Interoperabilidade e Futuro do Setor

Por fim, os debatedores destacaram a importância da interoperabilidade e compartilhamento de dados no setor de saúde para otimização do cuidado ao paciente, combatendo o desperdício. 

“Com a integração de sistemas de informação e protocolos de comunicação claramente definidos para que os dados não se percam, teremos uma grande chance de ampliarmos o acesso do diagnóstico com qualidade e controlarmos a utilização”, conclui Rafael Lucchesi. 

Interoperabilidade será um dos eixos de debate do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), marcado para o dia 21 de agosto, no Teatro B32.  Confira a programação através do link: Filis 

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de medicina diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da medicina diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da medicina diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 80% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

Mais informações sobre o setor, acesse a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico: https://abramed.org.br/publicacoes/painel-abramed/painel-abramed-o-dna-do-diagnostico-edicao-7/ 

11 de agosto de 2025

Abramed alerta sobre a falta de segurança nos diagnósticos e atendimentos médicos fora do ambiente laboratorial

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) vem a público esclarecer e se posicionar, com responsabilidade e respaldo técnico, a equívoca e preocupante ideia de dispor o setor farmacêutico como polo de diagnóstico e atendimento médico, cumprindo uma função que vai além do seu relevante papel na assistência e ampliação do acesso da população a medicamentos. 

Já na RDC nº 786/2023, da Anvisa, há uma definição clara quanto aos limites acerca da realização de exames em farmácias. De modo objetivo, só é permitido ao setor a execução de EACs (Exames de Análise Clínica), cuja realização não requeira instrumento para leitura, interpretação e visualização de resultados, e se houvesse uma vinculação deste estabelecimento à supervisão formal de um laboratório clínico. 

E, mesmo nesses casos, a coleta de material biológico era extremamente restrita, limitando-se a coletas por punção capilar (ponta do dedo), nasofaríngea ou orofaríngea. Ainda na vigência da RDC nº 786/2025, a legislação não permitia que uma farmácia armazenasse ou transportasse material biológico para outros locais. Antes da RDC 786, aliás, as farmácias só podiam proceder com a aferição da glicemia capilar. Atualmente, além da glicemia capilar, é possível processar exames mais simples, que não têm finalidade diagnóstica e são utilizados apenas para fins de triagem.

Ato contínuo, a RDC nº 978/2025 (que substituiu integralmente a RDC 786 e está em vigor desde 10 de junho), representa um avanço para a Medicina Diagnóstica ao modernizar processos e reforçar a segurança na cadeia laboratorial, mantendo e ampliando as exigências de qualificação e padronização nos exames, trazendo, nesse sentido, maior clareza para a identificação e demandas adicionais para os laudos; pontos que destacam a necessidade de infraestrutura e supervisão técnica para garantir qualidade e rastreabilidade dos diagnósticos.

“Não se faz diagnóstico em farmácia nem por meio de testes rápidos. O que pode ser feito ali são triagens muito pontuais, e mesmo assim com restrições técnicas, legais e sanitárias muito objetivas”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

“Temos visto uma tentativa de naturalizar práticas que desrespeitam a legislação e colocam em risco pacientes em nome de uma suposta ampliação do acesso. Isso é um desserviço à população, já que o Brasil conta com uma estrutura laboratorial robusta, com mais de 86 mil laboratórios que disponibilizam exames de modo seguro em todo o território nacional”, complementa.

Há no mercado uma incorreta sugestão de que médicos possam atender, prescrever e realizar procedimentos dentro de farmácias, prática que é proibida por diferentes dispositivos da legislação brasileira. 

Dessa forma, é muito importante que a população brasileira compreenda o papel dos laboratórios dentro do ecossistema de saúde nacional. Com seus investimentos contínuos em inovação, controle de qualidade, infraestrutura e capacitação profissional, somente os ambientes laboratoriais oferecem o suporte e meio adequado para a realização de exames que são a base fundamental para um diagnóstico preciso.   

Reforça-se ainda de que não há dúvidas sobre a função relevante que o setor farmacêutico cumpre para o acesso seguro de todos a medicamentos. No entanto, não é nas farmácias que se realizam exames. 

Testes rápidos, para triagem, não podem ser confundidos com a rede de processos, pessoas, controles e tecnologias envolvida nos exames laboratoriais – e que só podem ser executados, como deve-se inferir, em laboratórios.

Além disso, inúmeros dispositivos legais impedem também o atendimento de médicos em farmácias. A Lei nº 5.991/1973, por exemplo, veda expressamente que a farmácia ou drogaria mantenham consultório. 

Já o Decreto nº 20.931/1932 proíbe que a medicina seja exercida em conjunto com a farmácia. O Código de Ética Médica caminha nesse mesmo sentido. O objetivo dessa limitação é, justamente, garantir que a prescrição do profissional médico seja feita em benefício do paciente e não orientada pela venda de medicamentos. E o atendimento médico é restrito, em farmácias, tanto de forma presencial quanto remota. 

Carlos Eduardo Ferreira, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed e gerente médico do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, acrescenta que “não é sequer viável tecnicamente transformar o espaço de uma farmácia em um posto de coleta ou em um centro diagnóstico. Testes pontuais, de triagem, são bem-vindos; agora exames que exigem coleta e armazenagem de material biológico demandam infraestrutura tecnológica, supervisão e rigor. Não atender a esses pilares é algo que vai contra toda a busca por mais precisão do setor de Medicina Diagnóstica”.     

Com seus associados sendo responsáveis por mais de 80% dos exames realizados pela Saúde Suplementar em 2024, a Abramed reitera que ampliar o acesso a Medicina Diagnóstica de qualidade é uma pauta prioritária e se coloca à disposição da imprensa para tratar do tema, sempre reforçando, no entanto, que esse objetivo deve ser perseguido com base na segurança do paciente, na legalidade e nas boas práticas clínicas que, ao longo de 15 anos, a Associação promove em todo o país.

04 de agosto de 2025

Abramed comenta sobre o programa “Agora Tem Especialistas” e propõe integração da Medicina Diagnóstica em entrevista ao JOTA

A Abramed participou de reportagem do JOTA Pro sobre o programa “Agora Tem Especialistas”, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas e exames no SUS. Na matéria, Milva Pagano, diretora executiva da entidade, destacou a importância de integrar a Medicina Diagnóstica às linhas de cuidado e à regulação assistencial do sistema público.

A Associação solicitou sua inclusão formal no Comitê de Acompanhamento do programa e apresentou contribuições técnicas para aprimorar a política pública. Entre os pontos defendidos estão a inclusão dos laboratórios clínicos como parte da rede credenciada, o estabelecimento de prazos máximos para liberação de exames críticos e a interoperabilidade entre sistemas laboratoriais e prontuários eletrônicos do paciente.

“Essas propostas têm o potencial de garantir maior celeridade nos diagnósticos, melhor aproveitamento da estrutura existente em todo o país e uso mais eficiente dos recursos públicos”, afirmou Milva.

Abramed reforça papel estratégico dos laboratórios frente às emergências climáticas em entrevista ao Saúde Business

A Abramed foi uma das entidades ouvidas pelo portal Saúde Business em matéria especial sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde e os desafios que hospitais e laboratórios enfrentam diante do aumento da demanda por atendimento. A reportagem destaca como o setor precisa se preparar para emergências cada vez mais frequentes, como enchentes, ondas de calor e surtos de doenças infecciosas, fortalecendo infraestrutura, capacitação e sustentabilidade.

Representando a Associação, Daniel Périgo, líder do Comitê ESG da Abramed, reforçou que os laboratórios devem atuar de forma estratégica e multifacetada para garantir resiliência operacional, continuidade do atendimento e mitigação dos impactos ambientais.

“A diversificação da matriz energética, a melhoria da gestão de resíduos e a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa também fazem parte desse esforço. Tais iniciativas devem estar articuladas a um modelo de governança ESG sólido, com metas, indicadores e engajamento de toda a cadeia de valor”, afirmou Périgo.

A publicação também enfatiza a necessidade de integração entre os diferentes atores da cadeia de saúde, ressaltando o papel dos laboratórios no desenvolvimento de planos de contingência, protocolos assistenciais e soluções sustentáveis diante de contextos críticos.

Leia a matéria completa no Saúde Business.