Medicina diagnóstica, personalizada e especializada é o caminho

Durante o Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), refletimos sobre a Medicina Diagnóstica e a construção do sistema de saúde do amanhã. Tendências do setor, avanços da Oncologia e dos exames de alta especialização estiveram na pauta.

29 de outubro de 2021

Ao longo dos anos, observamos como a ANS tem incorporado, no rol de cobertura, exames de alta complexidade, principalmente de Genética, Genômica e Biologia Molecular. Para o diretor-presidente do Grupo Pardini, Roberto Santoro, o movimento gera acesso aos diagnósticos complexos, e também desafios aos provedores desses exames. “É o que já estamos fazendo no Grupo Pardini, com a oferta de mais de 8 mil exames, um dos maiores portfólios do país, para os quatro cantos do país”, pontuou.

Viabilizar acesso à saúde significa, antes de tudo, estar presente de forma abrangente. Com essa percepção atrelada ao seu propósito, o Grupo Pardini anunciou, em junho, a aquisição de 100% do laboratório Paulo C. Azevedo. Líder no mercado de Medicina Diagnóstica (PSC) no estado do Pará, com 80 anos de reputação, o laboratório conta com 22 unidades, localizadas em Belém e em outros seis municípios. Referência em Análises Clínicas, Anatomia Patológica e Onco-hematologia, responde também pelo atendimento a quatro hospitais na região Norte do país. “A convergência em expertises fortalece a cadeia de saúde no Norte do Brasil e marca a estratégia do Grupo Pardini de reforçar sua presença em todas as regiões do país”, destacou Santoro.

Em agosto, a companhia anunciou a aquisição integral do laboratório APC, referência no Brasil em painéis de imuno-histoquímica e hibridização “in situ”, realizadas em biópsia de peças cirúrgicas com amplo espectro de diagnóstico em Oncologia. Com a aquisição, o Pardini amplia a oferta dos exames especializados a todo o país por meio de hospitais, médicos, indústria farmacêutica, e dos mais de 6 mil laboratórios parceiros Lab-to-Lab.

Desde 2012 o Pardini vem adquirindo laboratórios de alta credibilidade e especialização. A companhia percorreu esse caminho em Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), assumindo laboratórios de alta especialização e fortalecendo o mix de serviços direcionados ao paciente, incluindo exames de alta complexidade e de Medicina Personalizada.

O movimento responde às estimativas que apontam para o crescimento dos exames de alta especialização. Um exemplo é a Anatomia Patológica. A ANS e o SIA DATA SUS sinalizam que, nos últimos cinco anos, esse mercado deva crescer, aproximadamente, 11,3%, chegando a R$ 1 bilhão por ano. Desse montante, 36% da receita e 10% dos procedimentos estão vinculados à alta complexidade. O cenário reforça que demandas complexas exigem respostas cada vez mais precisas. Um caminho de atenção e compromisso de levar acesso ao diagnóstico especializado.

Margareth Dalcolmo, médica pneumologista da Fiocruz, é premiada durante 5º FILIS

A especialista foi agraciada com a terceira edição do prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, reconhecimento da Abramed pela sua atuação durante a pandemia de covid-19

Há três anos a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) instituiu o prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld durante a realização anual do FILIS (Fórum Internacional de Lideranças da Saúde) a fim de homenagear profissionais que fomentam o desenvolvimento e a melhoria da saúde no Brasil. Nesta edição de 2021, a homenageada foi Margareth Dalcolmo, médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Neste ano a Abramed conferiu o prêmio à doutora Margareth reconhecendo sua inestimável contribuição ao combate da pandemia especialmente pelo compartilhamento de informações científicas corretas e confiáveis com toda a população tanto sobre as características da doença quanto sobre as mais seguras formas de proteção”, disse Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed ao entregar o prêmio.

Participando ao vivo da cerimônia, Margareth agradeceu a homenagem. “Esse troféu me deu honra e um enorme sentimento afetivo de pertencimento lembrando, mais uma vez, que a união entre clínica e laboratório nunca esteve tão presente”, disse. 

A especialista aproveitou a oportunidade para vangloriar a atuação de todos os profissionais de saúde que se mostraram prontos e disponíveis para gerir a crise no Brasil. “Esse não é um reconhecimento somente a mim, mas a todos os médicos que mais do que eu estiveram na linha de frente, no SUS e na rede suplementar, e foram exigidos exaustivamente em uma realidade tão adversa como a que enfrentamos há vinte meses”, pontuou agradecendo à Abramed.

Margareth Dalcolmo tem sido uma das grandes porta-vozes da ciência durante todo o período da pandemia, visto que, segundo a Fiocruz, tem mais de 100 artigos científicos publicados nacional e internacionalmente. 

Graduada em medicina pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória, tem especialização em Pneumologia Sanitária pela Fiocruz e doutorado em medicina pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Com ampla experiência na condução e participação de protocolos de pesquisa clínica e tratamento da tuberculose e outras microbacterioses, é presidente eleita para a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o biênio 2022-2024.

Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld

Ao criar o Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, a Abramed buscou prestar uma homenagem a este renomado profissional do setor que, por décadas, esteve empenhado em tornar o segmento de diagnóstico mais unido. Médico hematologista e patologista clínico, Luiz Gastão Rosenfeld foi membro da Câmara Técnica da Abramed, além de diretor de Relações Institucionais do DASA e conselheiro do Hospital Israelita Albert Einstein.

A Pandemia e os aprendizados da telemedicina são tema de Painel no 5°FILIS

Regulamentação, formação dos médicos, exemplos reais, uso de dados do paciente e mundo “phygital” estiveram entre os tópicos abordados

A regulamentação da telemedicina como caminho para garantir o acesso amplo e rápido a saúde, bem como todos os aprendizados que a pandemia trouxe no uso da tecnologia para transformar o sistema de saúde brasileiro, foram temas da discussão mediada por Eduardo Cordioli, presidente da Saúde Digital Brasil, durante na 5ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (Filis), promovido pela Abramed. Adriana Ventura, Deputada Federal e presidente da Frente Parlamentar em Telemedicina; Caio Soares, diretor médico da TelaDoc Health; e  Clara Rodrigues Alves de Oliveira, coordenadora Clínica do Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC- UFMG), debateram o tema e trouxeram suas visões a respeito de como enxergam o cenário em um futuro próximo.

Eduardo Cordioli abriu o painel apresentando dados da Saúde Digital Brasil que mostram que, entre 2020 e 2021, foram mais de 7,5 milhões e meio de pessoas atendidas na modalidade de pronto atendimento, sendo que em 6,5 milhões deles os pacientes tiveram seus casos resolvidos totalmente no digital, ou seja, evitando idas desnecessárias ao pronto atendimento. No mesmo período, foram cerca 75 mil vidas salvas graças ao uso da telemedicina. 

Ele enfatizou ainda que existem muitas oportunidades a serem exploradas no mundo da telemedicina. “Não podemos ser dicotômicos. Precisamos eliminar a ideia de que o que se começa no físico, tem que seguir exclusivamente no físico, assim como o digital deve ser 100% digital. Ou então que, o que é realizado no Sistema Único de Saúde (SUS) tem que ficar só no SUS, e o que é do segmento privado, no privado. O sistema de saúde é um só e se convergir pode ganhar sinergia e todo mundo ganha com isso”, complementa.

Adriana Ventura, autora da lei que garantiu a plenitude da telessaúde durante a pandemia, reforçou que a COVID-19 só acelerou algo que, apesar de já existir, estava bastante atrasado. Ela reiterou ser um momento de evolução que deve ser usado para aprimorar o que deu errado. Sobre a regulamentação definitiva, salientou que os trâmites estão avançando, assim como outros projetos de telessaúde de sua autoria, no Congresso Nacional, e foi enfática em dizer que embora existam divergências que precisam ser discutidas entre todos os envolvidos de maneira bastante objetiva, é fato que não se pode retroceder. “O Brasil não pode ser a eterna lanterninha do mundo. Queremos para nós uma telemedicina que proporcione dignidade, respeito, traga rapidez, dê acesso e seja simples”, reforçou. 

Clara de Oliveira contou um pouco da trajetória e apresentou os números do projeto da Rede de Telessaúde de Minas Gerais (RTMG). Chamada inicialmente Minas Telecárdio e que hoje atende mais de 1.020 municípios no Brasil, desde 2006, o projeto já realizou mais de 5,5 milhões tele-eletrocardiograma, o que faz da rede o maior serviço de telediagnóstico e tele-eletrocardiografia do mundo. 

Caio Soares ressaltou que a pandemia provocou uma transformação imensa, derrubando todos os planos previstos e provocando um novo e acelerado curso para disponibilizar tecnologias capazes de suportar o atendimento digital. Segundo ele, existem muitos aspectos positivos para o paciente, que têm um acesso muito mais amplo aos players do sistema de saúde (médicos, nutricionistas, enfermeiras, psicólogos), com segurança e protegidos inclusive pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

“No começo da pandemia realizávamos 35 atendimentos médicos em média, e isso acabou sendo multiplicado por 10. Foi preciso reorganizar essa estrutura em menos de um mês, sempre tomando cuidado para não colocar a tecnologia na frente do atendimento médico. Mais do que colocar o paciente no centro do sistema, queremos que ele seja parte dele. E telemedicina construiu essa mensagem para aumentar a nossa participação como paciente, nesse ecossistema”, pontua. 

Quando indagado sobre o futuro da saúde ser “phygital” (integração entre o mundo físico, com o mundo digital), Soares explicou que em sua visão, o presente já é digital, mas ressaltou que não se pode  esperar que o digital resolva 100% dos casos. “Quando um médico atende um paciente, independente do meio e do local onde ele está, ele tem uma capacidade de resolver até um certo limite. Alguns casos podem ser resolvidos na hora, outros requerem encaminhamentos. Sempre será preciso de um sistema”, ressalta o executivo que complementa: “A telessaúde faz parte de um sistema que, se bem utilizado, no momento adequado, com amplo acesso, com alta capacidade técnica,  maior resolução, maior qualidade, trará um melhor desfecho clínico, com menos desperdício”.

A necessidade de investir na formação dos médicos e a inclusão da disciplina de saúde digital nos cursos de medicina também foi apontada como uma estratégia importante a ser adotada daqui para frente para garantir esse amplo acesso. Além disso, também foi abordada brevemente a necessidade de ampliar a discussão a respeito sobre a propriedade dos dados dos pacientes e como eles podem ser usados a favor da humanidade e no avanço da ciência e tecnologia. 

O 5º FILIS foi realizado de forma totalmente digital, em dois dias com intensa programação. Confira aqui a gravação completa deste debate e de todas as palestras e painéis concretizados nesta edição. O conteúdo gravado ficará disponível até o final do mês de outubro.

Grupo Fleury, 95 anos de excelência e relevância na vida das pessoas

Nos últimos anos tem acelerado seu crescimento na direção de ser um ecossistema de saúde integrada, preventiva e híbrida

6 de outubro de 2021

Com 95 anos, o Grupo Fleury é uma das mais respeitadas organizações de medicina e saúde do Brasil, reconhecida pela comunidade e opinião pública pela sua excelência técnica, médica, em atendimento e gestão.

Nos últimos anos tem acelerado seu crescimento na direção de ser um ecossistema de saúde integrada, preventiva e híbrida, combinando ofertas físicas e digitais. Com esse sistema integrado, tem conseguido cada vez mais apoiar a conduta clínica do médico na busca de soluções que atendam às necessidades de cada paciente, ao mesmo tempo que contribuem para a sustentabilidade do sistema. Além de medicina diagnóstica, tem expandido sua atuação para as etapas de prevenção, atenção primária, secundária e terciária.

Com mais de 12 mil colaboradores e 3 mil médicos, a empresa está presente nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão e Distrito Federal.

A empresa tem se consolidado como uma das maiores referências em melhores práticas sociais, econômicas e ambientais (Environmental, Social and Governance – ESG). Recentemente, foi reconhecida e passou a integrar pela primeira vez o ‘Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI)’, da Bolsa de Valores de Nova York, na carteira DJSI Emerging Markets 2020/2021, sendo a única empresa do setor de Saúde nas Américas a fazer parte do índice.

Laboratório Clínico: A chave para o melhor cuidado, com segurança

A capacitação tecnológica, a digitalização e a automação estão afetando profundamente a indústria da saúde

13 de setembro de 2021

Hoje, a capacitação tecnológica, a digitalização e a automação estão afetando profundamente a indústria da saúde como um todo. A prestação de assistência médica adquiriu uma nova forma e um aprimoramento das funções. Do lado da oferta, uma série de novas tecnologias pode, agora, ser integrada à prestação de cuidados: inteligência artificial (IA), robótica, medicina de precisão, impressão 3D, realidade aumentada/realidade virtual, genômica, telemedicina e quantas mais. 1

Segundo a McKinsey em uma publicação recente, na maioria dos países da OCDE, a implementação de tecnologias digitais na prestação de serviços de saúde poderia ajudar a reduzir os custos em mais de 10% do total das despesas nacionais anuais nesta área. Os investidores reconheceram a oportunidade, e o financiamento de capital de risco para soluções digitais de saúde aumentou exponencialmente, de cerca de US$ 1 bilhão em 2011 para mais de US$ 8 bilhões em 2018. 1

Uma grande alteração que tem sido observada nos últimos anos é a troca do foco do serviço, anteriormente baseado no tratamento de doenças, para o gerenciamento da saúde, um termo que engloba bem-estar, vida saudável, prevenção de doenças e reabilitação. A mudança está sendo conduzida por várias frentes: tanto pelos pacientes, que desejam uma vida mais longa e saudável, quanto pelos contribuintes, que enfrentam pressões orçamentárias (e, em alguns casos, perdas financeiras).

De fato, se a dificuldade cria a oportunidade, pudemos vivenciar, nos últimos meses, os laboratórios clínicos expandindo sua participação, levando o valor de uma informação objetiva de diagnóstico para toda a cadeia de saúde e participando de cada protocolo de atendimento criado durante a evolução da pandemia. A tecnologia só fez catalisar essa expansão, criando um novo patamar de cooperação entre os atores. 

Referência
Bo Chen, Axel Baur, Marek Stepniak, and Jin Wang. “Finding the future of care provision: The role of smart hospitals.” Article. McKinsey & Company. May 31, 2019.

A importância do diagnóstico sindrômico na tomada de decisão clínica

Pandemia de COVID-19 demonstrou a necessidade de novas ferramentas que possibilitem o tratamento certo, na hora certa, para o paciente certo

25 de julho de 2021

O diagnóstico clínico tem sofrido modificações ao longo do tempo, incluindo o uso de raciocínio hipotético-dedutivo, também conhecido como abordagem sindrômica, para a proposição de uma hipótese da etiologia da doença infecciosa. Entretanto, a pandemia de COVID-19 demonstrou a importância dos testes diagnósticos e a necessidade do uso de novas ferramentas que possibilitem o tratamento certo, na hora certa, para o paciente certo.

Os recentes avanços trazidos pelos testes moleculares multiplex levaram a uma mudança de paradigma no diagnóstico de doenças infecciosas. Em vez de solicitar uma série de exames individuais específicos para cada patógeno, os médicos têm a opção de solicitar um único teste projetado para detectar um número de organismos associados a uma síndrome infecciosa e, ainda, dependendo do painel, seus mecanismos de resistência à agentes antimicrobianos.

Os painéis multiplex sindrômicos são ferramentas novas e poderosas que podem ajudar no diagnóstico oportuno de doenças infecciosas, suportando a conduta médica e impactando a assistência e economia em saúde, além da epidemiologia. Entretanto, há uma preocupação sobre quais os casos que o uso dos painéis multiplex seriam adequados.

Os testes tradicionais são baseados em uma busca ampla, e os médicos raramente solicitam culturas para organismos específicos. Além disso, em muitos casos, não é clinicamente possível restringir um diagnóstico diferencial a uma ou duas possibilidades devido à sobreposição significativa nas apresentações clínicas da infecção. A falha em detectar o agente causador devido à confiança em métodos insensíveis pode levar à atrasos no início do tratamento adequado e à propagação da doença na comunidade (especialmente relevante em caso dos painéis respiratório e GI), prejudicando assim os pacientes e a comunidade. Em cenários em que os médicos normalmente solicitariam vários testes individuais, realizar um painel multiplex pode ser mais econômico. Além disso, a disponibilidade dos painéis, que são fáceis de usar e não exigem grande estrutura laboratorial, pode ajudar a padronizar o atendimento ao paciente, particularmente em hospitais e clínicas menores. Além disso, algoritmos claros e diretrizes para solicitar e interpretar esses painéis, desenvolvidos por profissionais de laboratório e clínicos, podem apoiar o uso mais eficiente desse tipo de exame.

Medicina diagnóstica também terá espaço no Medical Conecta

Plataforma exclusiva da Medical Fair Brasil reunirá saúde, tecnologia, conteúdo e networking para conectar players e permitir o fechamento de negócios, de 10 a 14 de agosto. Abramed é apoiadora institucional do evento

A medicina diagnóstica é uma das áreas da saúde mais essenciais no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e precisou reorganizar infraestruturas e fluxos de atendimento quando a saída, inicialmente, era a testagem em massa da população. Os laboratórios se reinventaram e passaram a ser ainda mais valorizados, assumindo protagonismo em um momento de crise. Essa relevância também será pauta no Medical Conecta, solução digital da Medical Fair Brasil (MFB) para a geração de negócios, que acontece de 10 a 14 de agosto, com apoio institucional da Abramed.

“Como ainda não é possível realizar feiras físicas, criamos esse mecanismo simples e de fácil interação e sem necessidade de estandes virtuais. As empresas se cadastram em um catálogo online, os compradores acessam e, havendo interesse, abrem uma sala virtual pelo Zoom ou fazem contato direto pelo WhatsApp para negociações. Estamos muito animados com essa possibilidade de movimentarmos o mercado”, fala a CEO da Emme Brasil e diretora da MFB, Malu Sevieri.

Gestores de laboratórios terão à disposição um catálogo de soluções de centenas de empresas expositoras e poderão contatar a indústria diretamente, via plataforma, caso se interessem por algum produto ou serviço e queiram adquiri-lo para o seu empreendimento.

Além do encontro de vendedores e compradores, o Medical Conecta será uma oportunidade para que os players do setor saúde se encontrem, se atualizem, conversem e se preparem juntos para o retorno das atividades em seu estágio normal.

Iniciativas como essa são fundamentais no atual contexto, permitindo aprendizado coletivo, em um momento em que informação e conhecimento, mais do que nunca, fazem a diferença e salvam vidas.

Uma programação de conteúdo exclusiva e dedicada à retomada do segmento médico-hospitalar está sendo desenvolvida. Inscrições gratuitas aqui: www.medicalconecta.com.br.

“O Medical Conecta é uma oportunidade neste momento sem eventos, que, consequentemente, dificulta a criação de novas vendas. As empresas apresentarão seu portfólio de produtos e serviços e estarão diante de novos clientes e fornecedores”, destaca Malu.

Veja 6 motivos para participar do Medical Conecta

  1. Programação de conteúdos exclusivos para o segmento médico-hospitalar;
  2. Uma nova conexão entre saúde, tecnologia, conteúdo e networking. Tudo em um único lugar;
  3. Formato virtual em uma plataforma fácil e com acesso gratuito;
  4. Catálogos digitais com mais de 400 fotos de produtos e equipamentos;
  5. Ampliação de banco de dados. É inconteste que manter um banco de dados é uma decisão inteligente, pois, quando tratados e analisados, se transformam em informações que servem de base para a tomada de decisões, e
  6. Fazer parte de um novo movimento que conecta profissionais, empresas e entidades representativas em prol de um único objetivo: o desenvolvimento e fortalecimento do setor da saúde.

Além da Abramed, são apoiadores institucionais e de conteúdo do Medical Conecta: ABCCOM Marketing Community; ABIMO; ABRAIDI; Aging2.0; AMECH; Ativen; CEHIM; Dehlicom – Soluções em Comunicação Empresarial; CMSS; Ebert Comunicação; FBAH; ILC; Revista Laes&Haes; Pharmaceutical Technology Brasil; SBLMC – Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia; Expo Silver Care; SECHAT; Sonorabiz Producoes Artisticas; Sucesso Médico, Unidas Autogestão e USP 60+.

Mais informações e inscrições gratuitas aqui: www.medicalconecta.com.br.

4PL: Inovação e sustentabilidade na cadeia de suprimentos

Mais agilidade e eficiência com globalização e uso de dados cibernéticos

09 de junho de 2021

Você consegue perceber as mudanças que vem ocorrendo na Cadeia de Suprimentos? Se a empresa que você trabalha entrega produtos ou se você consome produtos on-line, com certeza já percebeu inúmeros avanços nessa área. Pois bem, nos últimos anos a logística das empresas tem recebido muitos investimentos em tecnologia. Com a globalização e o uso de dados cibernéticos, as cadeias de distribuição estão muito mais ágeis e eficientes. Além disso, práticas mais sustentáveis estão sendo solicitadas pelos clientes, e isso reflete a tomada de consciência para com a sociedade, natureza e economia.

Toda essa evolução também realçou a importância do 4PL, fourth part logistics, um novo modelo que atende as demandas do cliente de forma integrada e customizada. O 4PL faz parte de uma nova estratégia logística que a partir da integração de tecnologias, sinergia entre todas as etapas da cadeia, habilita a otimização do tempo, gastos e rastreamento dos recursos dos seus parceiros. O 4PL atua em parceria com seus clientes desenvolvendo projetos e gerindo os mesmos, ele desenvolve a solução integrando a ação do 3PL (operadores logísticos), transportadoras e todos os outros elos da cadeia.

Quando olhamos para o setor da saúde, em que minutos podem salvar vidas, a logística rápida e eficiente é imprescindível. O papel do 4PL, como gestor de toda a cadeia de distribuição, é também pensar no paciente para poder agregar valor, qualidade e bem-estar.  

Outro ponto importante, quando falamos deste novo modelo, é sua participação no desenvolvimento de soluções sustentáveis. Hoje em dia é preciso estar atento as novas necessidades e tendências do mundo. O desenvolvimento de embalagens refrigeradas retornáveis e frotas verdes, já fazem parte do portfólio de diversas empresas.

Cada vez mais, exigências ecológicas farão parte de contratos e parcerias, além de uma interação maior entre cliente final e empresa, abrindo espaço a uma compensação e benefício social, ambiental e econômico. Neste cenário o 4PL assume um papel-chave como empresa “asset light” que, por não dispor de ativos, está livre para buscar sempre a melhor solução para a cadeia de maneira transparente e neutra.

CBR promove o evento ATUALIZA21 – Circuito Nacional da Radiologia com cursos hands on, demonstrações práticas e uma maratona nacional de casos desafiadores da área

10 de março de 2021

Já estão abertas as inscrições para o ATUALIZA21  Circuito Nacional da Radiologia, promovido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), que acontece nos dias 16 e 17 de abril. O evento, 100% on-line, conta com diversas atividades, incluindo cursos hands on e demonstrações práticascom aulas ao vivo que, juntos, somam mais de 20 atividades, além da Maratona Nacional de Casos Radiológicos, um game para resolução de casos radiológicos desafiadores que envolve sociedades estaduais de radiologia filiadas ao CBR, médicos radiologistas e residentes de todo o país.

Os interessados em participar devem realizar a inscrição pelo site do ATUALIZA21, por meio do qual podem ter acesso àsinformações detalhadas de todos os cursos hands on e demonstrações práticas da programação científica. Todas as atividades contam com pré-aulas e material didático, que serão disponibilizados 15 dias antes do dia do evento para que o aluno possa se preparar e aproveitar ao máximo a aula ao vivo, na qual haverá interações entre professor e os demais alunos. 

Já a Maratona de Casos Radiológicos terá início no dia 21 de março. Todos os casos submetidos passam por uma comissãoavaliadora e a competição envolverá todas as sociedades estaduais participantes. No fim, serão três vencedoras, com premiações em dinheiro no valor de R$ 20 mil para a primeira colocada, R$ 10 mil para a segunda e R$ 5 mil para a terceira.

Segundo a Dra. Luciana Costa, diretora científica do CBR, o ATUALIZA21, que deu lugar ao tradicional Curso de Atualização do CBR, reflete a parceria da instituição com suas sociedades estaduais na direção de um mesmo propósito, que é preparar os radiologistas do país para atuarem no desafiador futuro emergente e, consequentemente, melhorar e ampliar suas entregas para a saúde da população. “Nossa causa é nobre e estamos cada vez mais próximos, compartilhando conhecimento em um movimento que extrapola a cooperação técnica e contribui para o fortalecimento das nossas relações. Isso nos impulsiona, com o CBR como catalisador, à formação de um coletivo inteligente, que otimiza os seus recursos intelectuais e acaba sendo sempre mais eficiente do que uma mera sociedade inteligentemente dirigida”, finaliza. 

Serviço

Evento: ATUALIZA21 – Circuito Nacional da Radiologia 

Data: 16 e 17 de abril de 2021

Local: evento 100% on-line

Informações e inscrições: https://atualiza21.com.br/

Subindo de nível

O conceito de 4PL não é novo e tem sido debatido há algumas décadas

2 de março de 2021

Se as nossas vidas neste ano de 2020 fossem parte de uma partida de Fortnite eu diria que caímos de paraquedas na parte mais longínqua da ilha, com armas que não sabíamos usar bem e todas as nossas estratégias tiveram que ser revistas, pois o mapa mudou totalmente e fomos pegos de surpresa pela tempestade que deixou muitos pelo meio do caminho. Para quem chegou até aqui a boa notícia é que o fim desta tempestade já começa a ser vista no horizonte e que a grande maioria de nós conseguiu guardar alguns kits de vida para nos proteger. Onde se formará a próxima tempestade e onde será o próximo safe zone? Não sabemos mas já temos uma boa ideia para onde vamos até chegar ao fim e subir de nível. É claro que não estamos neste jogo da vida para “ganhar” nenhum jogo, mas sim para aprender como sobreviver às intempéries da vida, ganhar resiliência e para evoluir para um novo nível.

O conceito de 4PL não é novo e tem sido debatido há algumas décadas mas efetivamente nunca ganhou muita força, afinal de contas o modelo com operadores logísticos tem desempenhado até então um papel importante e até então eficiente. Contudo a tempestade da pandemia pegou todos de surpresa e trouxe à tona as deficiências deste modelo que o mercado já vinha apontando há tempos. O cenário atual tem pedido uma reavaliação dos papéis desses atores e a demanda urgente por novas soluções é cada dia mais crítica. O mercado da saúde é muito tradicional e conservador, entretanto temos notado sinais vindos principalmente da indústria e de alguns laboratórios que a situação está mudando… E neste novo cenário o modelo de 4PL volta a ganhar muita força e a fazer muito sentido como referência na busca por soluções inovadoras que o mercado está demandando.

Qual o papel então de um 4PL e qual a sua importância neste novo capítulo? Um 4PL puro sangue é aquela empresa “asset light” que senta ao lado do cliente como expert do assunto para escutar as suas “dores”, desenhar e buscar as soluções no mercado, customizar, implementar e gerir em nome do cliente. O 4PL não concorre com os operadores tradicionais, são conceitos e modelos complementares. O 4PL por não ser um operador nem uma “software house” pode e deve ter a liberdade para buscar a melhor solução sustentável para o cliente de maneira transparente e neutra, não importando onde ou de quem seja a solução.

Que a dificuldade da pandemia sirva de alicerce para a construção de soluções 4PL inovadoras em 2021!