Membros da gestão 2022 – 2025 dos Conselhos de Administração e Fiscal da Abramed foram apresentados durante o 6º FILIS

Wilson Shcolnik foi reconduzido à presidência do Conselho de Administração e Cesar Higa Nomura assumiu a vice-presidência. Conheça os demais conselheiros

Durante a sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), realizado em 24 e agosto, no Teatro Santander, em São Paulo, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) apresentou os membros que irão compor os Conselhos de Administração e Fiscal da entidade pelos próximos três anos. A eleição dos nomes ocorreu no mês de agosto, em Assembleia Geral Extraordinária. Wilson Shcolnik (Grupo Fleury) foi reeleito à presidência do Conselho de Administração e Cesar Higa Nomura (Hospital Sírio-Libanês), já integrante do Conselho na última gestão, assumiu a vice-presidência. Os demais membros nomeados são Ademar Paes Junior (Clínica Imagem), Carlos Figueiredo (Cura Grupo), Claudia Cohn (Dasa), Eliezer Silva (Hospital Israelita Albert Einstein) e Lídia Abdala (Grupo Sabin). O Conselho Fiscal da próxima gestão é formado por Caio Duarte (DMS Burnier), Guilherme Colares (Grupo Pardini) e Isadora Bittar (Lab Rede).

“Esse é um momento muito especial para a Abramed, de expansão, de implantação de conhecimento estratégico; um momento desafiador e rico do mercado. Temos a possibilidade de continuar a cumprir com nossa missão enquanto entidade empresarial setorial, defendendo sempre os interesses não apenas das empresas associadas, mas de todas que integram o segmento de medicina diagnóstica, promovendo acesso à saúde, ao tratamento e ao diagnóstico”, disse a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano.

Na gestão anterior, a Abramed viu o seu segmento ser alçado a um protagonismo poucas vezes observado, dada a importância que os exames de diagnóstico tiveram na pandemia de covid-19, contribuindo para confirmar infecções agudas, proporcionar informações sobre a gravidade da doença, na identificação de variantes do vírus e na avaliação de resposta vacinal.

Houve, ainda, a capacitação de equipes, a adaptação da infraestrutura e dos processos e a inovação do drive thru. Os atendimentos domiciliares aumentaram e os pacientes que precisavam tratar outras doenças não foram abandonados. As empresas associadas à Abramed solidarizaram-se e muitas delas contribuíram com atendimento na área pública.

Shcolnik ressalta o apoio oferecido aos associados na interlocução com diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que muito contribuíram para a liberação de reagentes e de kits que proporcionaram a realização dos exames de covid-19; assim como os diálogos com diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que possibilitaram a incorporação dos exames de covid-19 no rol de cobertura obrigatória. Além disso, outros biomarcadores para monitoramento de gravidade da doença em doentes hospitalizados foram igualmente incorporados.

Em discurso no FILIS, o presidente mencionou a cooperação da entidade para possibilitar a transmissão de resultados de exames para a rede nacional de dados em saúde, possibilitando, dessa maneira, ao Ministério da Saúde monitorar epidemiologicamente o que se passava durante a pandemia.

“Fechamos um ciclo e agora temos de olhar para a frente, e acho que com esse time a Abramed vai conseguir cumprir a sua missão. Sabemos da importância do setor de medicina diagnóstica, tanto na promoção de saúde como na prevenção e no gerenciamento de doenças, e agora com a definição de tratamentos com a medicina personalizada. Somos conscientes da nossa importância para o segmento de saúde e temos um papel a desempenhar em nosso país”, completou Shcolnik após ser reconduzido à presidência do Conselho de Administração.

Novos membros

Pequenas mudanças foram feitas na composição da atual gestão, uma delas é a entrada do CEO do Cura grupo, Carlos Figueiredo, que descreve o novo desafio como uma “imensa responsabilidade”. Segundo ele, a Abramed conquistou o espaço para representatividade ao longo das últimas gestões, atuando na defesa do segmento de medicina diagnóstica e se consagrando no mercado de saúde; sua tarefa é contribuir naquilo que o time já vinha realizando.

Para Figueiredo, a pandemia foi um momento muito importante para o setor, mas continuamente a medicina diagnóstica tem novos desafios surgindo. O papel da Abramed é exatamente estar atento na defesa do setor, fazendo advocacy e representação, buscando fortalecimento das empresas associadas e reconhecimento junto a todas as esferas legislativas e executivas, assim como movendo ações quando necessárias, inclusive junto a entidades congêneres.

Ele considera a Abramed um projeto vencedor para o qual pode contribuir com sua expertise no setor de regulação. Ele atuou na ANS durante oito anos como servidor público federal e conhece, portanto, intimamente o processo regulatório de elaboração de normas e câmaras técnicas.

“A minha trajetória profissional me possibilita apoiar a Abramed no fortalecimento e desenvolvimento de tudo o que ela vem fazendo até agora. Obviamente ninguém faz nada sozinho. Esse é um trabalho de equipe, todo mundo está engajado nessa jornada, no entanto estou à disposição e muito animado para contribuir com todos os projetos da Associação”, comemora o CEO do Cura grupo.

Para o atual Conselho Fiscal da Abramed, juntam-se ao grupo a presidente do Conselho de Administração do Lab Rede, Isadora Bittar, e o diretor-executivo do Laboratório DMS Burnier, Caio Duarte.

Para Isadora, é uma honra fazer parte do Conselho Fiscal da Abramed. Ela conta que o Lab Rede tem em seu DNA laboratórios de médio e pequeno porte, então estar no Conselho garante representatividade interna. Isso se soma ao propósito de avançar para o amadurecimento das boas práticas de governança e, consequentemente, maior diversidade empresarial na representatividade da entidade. Sobre o momento atual da medicina diagnóstica, especialmente no pós-pandemia de covid-19, a executiva faz apontamentos.

“Na minha leitura, o momento requer adaptabilidade, flexibilidade e visão inovadora por parte dos empresários, mas sem perder o DNA e lastro assistencial que o caracteriza. O protagonismo e a importância da medicina diagnóstica foram reconhecidos, mas é preciso fortalecer esse espaço/reconhecimento. É certo que os desafios se estendem desde os setoriais até os mais genéricos e macroeconômicos. Mas a vivência, a natureza, o protagonismo e o grau de exposição variam de acordo com o porte, a região e a localidade da empresa. Não dá para medir com a mesma régua a intensidade e complexidade dos desafios, mas isso certamente traz à tona uma necessidade pujante para rever estratégias corporativas e novos modelos de parcerias funcionais”, sentencia Isadora.

Duarte também cita a honra e responsabilidade em fazer parte do Conselho Fiscal da Abramed, especialmente pelo crescimento e pela notória relevância que a entidade vem conquistando. “Faço parte de uma organização de médio porte do interior de São Paulo, esse fato demonstra que a constituição do Conselho é um ato democrático, não tendo como influência o porte da empresa”, afirma diretor-executivo do Laboratório DMS Burnier.

Isadora ressalta que o Conselho Fiscal é, por natureza, um órgão que visa garantir a integridade das boas práticas, a transparência e o controle dos atos internos. E, acima de tudo, garantir a representatividade. Obviamente, a sua plenitude funcional acompanha uma curva de amadurecimento da governança. Isadora almeja somar, junto aos demais membros, para que esse propósito seja alcançado.

“A missão do Conselho Fiscal não é só analisar relatórios da administração da entidade, mas também propor melhorias em prol do bom andamento da Abramed. Entendo que temos o papel de sermos divulgadores da nossa Associação”, complementa Duarte.

Segundo ele, a pandemia acelerou as operações de M&A (mergers and acquisitions, ou fusões e aquisições, em português), tornando o setor ainda mais concentrado em poucos players. Enquanto o volume de exames covid-19 estava alto, as empresas estavam gerando caixa, mas, a partir do momento em que houve uma queda acentuada, as organizações começaram a sentir o efeito negativo da crise. De modo geral, os custos subiram acima da inflação e as receitas dos exames recorrentes não foram ajustadas pelas operadoras. O resultado foi a compressão de margem, o que pressionou os empresários de médio e pequeno porte a buscarem uma saída via M&A.

Sobre perspectivas e tendências da medicina diagnóstica, Duarte fala que o setor será cada vez mais concentrado em poucos players, empresas de médio e pequeno porte serão raras no mercado. O modelo one stop shop estará cada vez mais presente e necessário para atender às necessidades dos clientes, assim como os processos serão cada vez mais automatizados e rápidos, agregando valor para a experiência do paciente nos postos de coleta.

“A mudança no formato de remuneração das operadoras para os prestadores de serviços será um dos pontos cruciais para o controle de sinistralidade. Verticalização de grandes grupos, mas também o desaparecimento de grupos já verticalizados, comprovando que essa estratégia não é tão simples como pensam. Exames cada vez mais voltados a cada indivíduo irão tornar a medicina de precisão algo mais acessível”, revela Duarte.

Conselho de Administração – Gestão 2022 – 2025

Presidente

Wilson Shcolnik – Grupo Fleury

Vice-presidente

Cesar Higa Nomura – Hospital Sírio-Libanês

Ademar Paes Junior – Clínica Imagem

Carlos Figueiredo – Cura Grupo

Claudia Cohn – Dasa

Eliezer Silva – Hospital Israelita Albert Einstein

Lídia Abdalla – Grupo Sabin

Conselho Fiscal – Gestão 2022 – 2025

Caio Duarte – DMS Burnier

Guilherme Colares – Grupo Pardini

Isadora Bittar – Lab Rede

Abramed realiza 6º Fórum Internacional de Lideranças da Saúde – FILIS

Em seu retorno ao formato presencial, evento aconteceu no dia 24 de agosto, em São Paulo, e apresentou os novos Conselhos de Administração e Fiscal da entidade

A sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), evento promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), foi realizada no último dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo, reunindo mais de 450 participantes que acompanharam ao vivo o evento, sendo uma parte por transmissão remota através de uma plataforma customizada. Esse foi o retorno do FILIS ao formato presencial após um hiato de dois anos, em função da pandemia de covid-19.

Desde a primeira edição, em 2016, o Fórum se tornou referência de inovação e compartilhamento de experiências entre as lideranças que compõem a cadeia da saúde. Em 2022, trouxe como macrotema “A Medicina Diagnóstica na Disrupção da Saúde”, em uma programação composta de três módulos com debates abordando aspectos político-regulatórios, econômicos e de inovação e futuro. Além disso, contou com a participação de dois palestrantes internacionais: a CEO da Aceso Global, Maureen Lewis, e o líder de mercado em Soluções de Saúde e Ciências da Vida nas Américas do Google Cloud, Esteban López.

A abertura foi conduzida pela diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. Ela celebrou o reencontro e agradeceu a confiança e o apoio inconteste de associados e não associados em prol da troca de conhecimento e informações qualificadas. “É uma emoção e felicidade estarmos aqui hoje, reunidos presencialmente. No ano passado, fizemos a nossa primeira edição remota que foi um desafio, mas também uma surpresa muito gratificante, pois tivemos ampla participação e engajamento. De qualquer forma, a tecnologia, por melhor que seja, não substitui a riqueza deste momento, do presencial, da conexão, da troca. É muito bom estarmos aqui. Agradeço a todos a confiança, o apoio, a possibilidade deste encontro”, discursou Milva.

Na ocasião, a diretora-executiva apresentou ao setor os membros que irão compor os Conselhos de Administração e Fiscal da Abramed pelos próximos três anos. A eleição dos nomes ocorreu no mês de agosto e foram empossados em jantar realizado na noite anterior ao 6º FILIS. Wilson Shcolnik foi reconduzido à presidência do Conselho de Administração e Cesar Higa Nomura assumiu a vice-presidência. Os demais membros nomeados são Ademar Paes Junior, Carlos Figueiredo, Claudia Cohn, Eliezer Silva e Lídia Abdala. O Conselho Fiscal da próxima gestão é formado por Caio Duarte, Guilherme Colares e Isadora Bittar.

Em seu discurso, Shcolnik reiterou a alegria do encontro presencial e lembrou que a pandemia de covid-19 não reprimiu os serviços de medicina diagnóstica, pelo contrário. O segmento foi alçado a um protagonismo poucas vezes observado, dada a importância que os exames de diagnóstico tiveram nesse período de emergência sanitária, contribuindo para confirmar infecções agudas, proporcionar informações sobre a gravidade da doença, na identificação de variantes do vírus e na avaliação de resposta vacinal.

“Capacitamos nossas equipes, adaptamos nossa infraestrutura, nossos processos e inovamos com drive thru; aumentamos os atendimentos domiciliares e não abandonamos os pacientes que precisavam tratar também de outras doenças. As empresas associadas à Abramed foram solidárias e muitas delas contribuíram com atendimento na área pública, o nosso famoso Sistema Único de Saúde (SUS). E a entidade não parou. Graças aos nossos colaboradores, continuamos realizando inúmeras atividades”, frisou o presidente do Conselho de Administração.

Shcolnik destacou o apoio oferecido aos associados na interlocução com diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que muito contribuíram para a liberação de reagentes e de kits que proporcionaram a realização dos exames de covid-19; assim como ressaltou os diálogos com diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que possibilitaram a incorporação dos exames de covid-19 no rol de cobertura obrigatória; além disso, outros biomarcadores para monitoramento de gravidade da doença em doentes hospitalizados foram igualmente incorporados. O presidente ainda mencionou a cooperação da entidade para possibilitar a transmissão de resultados de exames para a rede nacional de dados em saúde, possibilitando, dessa maneira, ao Ministério da Saúde monitorar epidemiologicamente o que se passava durante a pandemia.

“Tivemos um apoio permanente de entidades do nosso setor, sociedades médicas e da indústria, que nos apoiou em muitas iniciativas; mantivemos as reuniões periódicas dos nossos comitês e, como somos uma entidade empresarial, foi durante a pandemia que criamos mais um comitê em linha com a modernidade, o Comitê de ESG, que já está com projetos muito interessantes”, disse Shcolnik sobre a atuação da Abramed nos últimos anos.

“A medicina diagnóstica cada vez mais se complementa, contribuindo para a promoção da saúde, a prevenção e o gerenciamento de doenças. Já temos recursos para, hoje, indicar tratamentos personalizados. O segmento segue em frente, consciente da sua importância para os sistemas de saúde brasileiros”, concluiu o presidente do Conselho de Administração da Abramed na cerimônia de abertura.

Sexta edição do FILIS está se aproximando

O Fórum Internacional de Lideranças da Saúde será realizado no Teatro Santander, em São Paulo. Confira detalhes da programação

O momento é de contagem regressiva para a sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). O evento acontece no dia 24 de agosto, das 8h00 às 17h30, no Teatro Santander, em São Paulo, capital. O jornalista Sidney Rezende, com 37 anos de carreira, apresentador e analista de política, irá moderar os debates do evento. As vagas são limitadas.

Segundo a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, a cada ano, o sucesso do evento é maior e sua importância como palco de discussões só cresce. “Nosso próximo FILIS vai ser mais especial, porque será híbrido, ou seja, presencial, marcando o encontro entre as pessoas, e virtual, para quem não pode estar presente ou prefere participar de maneira remota. De qualquer forma, será um local fundamental para debate dos temas relevantes para o setor de saúde”, expõe Milva.

Com o macrotema “A Medicina Diagnóstica na Disrupção da Saúde”, a programação do evento será composta de três módulos de debates abordando aspectos regulatórios, econômicos e de inovação e futuro. Além disso, o FILIS 2022 terá a participação de dois palestrantes internacionais e a 4ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, um reconhecimento aos profissionais da saúde que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira.

Após cerimonial de abertura, o fórum iniciará com o debate político-regulatório que discutirá o tema “Ecossistema: A reinauguração da Saúde e seus impactos regulatórios”. Para este módulo estão confirmadas as presenças de Ana Carolina Navarrete, coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC); Paulo Rebello, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); e Renato Freire Casarotti, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE). “Em seus 12 anos, a Abramed sempre esteve junto aos órgãos regulatórios e lideranças setoriais para informar dados corretos, contribuindo para avaliações epidemiológicas e tomada de decisão”, ressalta o presidente do Conselho de Administração, Wilson Shcolnik.

A deterioração dos indicadores macroeconômicos tem sido apontada pelas empresas brasileiras como principal fator de risco para os próximos 12 meses, seguida pelo processo eleitoral e pela guerra na Ucrânia. Na saúde e na medicina diagnóstica especificamente, outros fatores como inflação alta, elevação dos custos, dólar alto, aumento do preço e escassez dos insumos médicos ameaçam a sustentabilidade do setor. Para discutir os desafios que surgem nesse contexto, o módulo econômico trará como tema “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais”.

Compondo essa mesa-redonda, estarão Arthur Aguillar, diretor de Políticas Públicas do Instituto de Estudos de Políticas para Saúde (IEPS); Patrícia Frossard, presidente Brasil da Philips; Roberto Santoro, CEO do Grupo Pardini; e Maureen Lewis, CEO da Aceso Global, convidada internacional que abrirá as discussões com uma palestra exclusiva.

As novas tecnologias em saúde, que estão revolucionando a medicina atual, serão destaque no módulo “Inovação digital na humanização do cuidado” que encerrará a sexta edição do evento. Participam desse debate Romeu Domingues, presidente do Conselho de Administração da Dasa; Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; Tommaso Montemurno, country manager da Bracco Imaging do Brasil; e Esteban López, market lead Healthcare and Life Sciences Solutions Americas do Google Cloud, que abrirá o módulo ministrando uma palestra a partir deste tema.

Sobre o FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde

O FILIS já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador: trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. A agenda completa e as inscrições podem ser feitas no site do evento: https://www.abramed.org.br/filis/.

Abramed completa 12 anos e realça papel de protagonista no setor de medicina diagnóstica

Entidade é referência na representação dos interesses do setor de medicina diagnóstica, cujo desempenho tem impacto significativo sobre a saúde da população brasileira

A Abramed tem um histórico de realizações com repercussão positiva tanto para seus associados quanto para o setor de diagnóstico como um todo. E nada melhor do que aproveitar seu aniversário de 12 anos para recordar fatos marcantes, desafios e conquistas dessa trajetória de tantos avanços na área da saúde.

Fundada em 14 de julho de 2010, como resultado dos esforços conjuntos de empresas de medicina diagnóstica, a Abramed é formada por instituições com atuação destacada no mercado que perceberam a importância que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Para Claudia Cohn, presidente do Conselho de Administração (2011-2019) e membro da atual diretoria, o grande salto com a Abramed foi a transformação de um ambiente de isolamento e concorrência para o de total cooperação. Tempos atrás, cada empresa tentava sobreviver aos seus desafios e comemorar suas vitórias de maneira individual, não havia comunicação a respeito das demandas gerais.

“O novo ambiente, mesmo em um mercado altamente competitivo, não só possibilita perceber os pleitos do setor de forma abrangente, os desafios em comum e as possibilidades colaborativas, como também, principalmente, permite a construção de regulamentações e uma atuação mais efetiva e integrada, por causa dessa união”, expõe.

 “Foi através de uma lista de demandas gigantesca que descobrimos que a área de medicina diagnóstica precisava se organizar. Este é um ponto importante: a capacidade que uma associação tem, que é diferente de uma empresa, de se organizar pelas causas comuns e prioridades, com cada associada apoiando a outra dentro de sua seara”, acrescenta Claudia.

Nos últimos 12 anos, a Abramed tornou-se referência na representação dos interesses do setor de medicina diagnóstica, cujo desempenho tem impacto significativo sobre a saúde da população brasileira.

Pandemia

A pandemia foi um grande desafio para o setor, pois muitos não estavam preparados para enfrentar a crise. “Tivemos que organizar nossas infraestruturas e fluxos de atendimento, bem como buscar insumos pelo país e no mercado internacional, trabalhar a comunicação com as comunidades médicas e sociedades científicas quanto com a sociedade, principalmente após a OMS declarar que o melhor caminho para contenção da covid-19 era a testagem laboratorial em massa”, diz o presidente do Conselho de Administração, Wilson Shcolnik.

No entanto, o setor de medicina diagnóstica reagiu rapidamente e se adaptou à nova realidade, sendo pilar essencial para uma resposta eficaz, focada na menor geração possível de danos. Os laboratórios clínicos ganharam destaque e os testes foram muito valorizados.

Durante a pandemia, o papel da Abramed foi fundamental para balizar informações do setor, centrando-se em dados de qualidade e no cuidado real com as pessoas em relação à validação dos testes.

Em 2020, a Associação esteve em contato direto com a Anvisa solicitando liberação imediata de insumos para exames de diagnóstico do novo coronavírus. Além disso, trabalhou pela desburocratização da importação dos materiais e assinou, ao lado de outras entidades do setor, um documento denunciando a alta dos preços dos insumos.

Sua influência, construída nestes 12 anos de existência junto aos órgãos regulatórios, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, à Agência Nacional de Saúde Suplementar e à sociedade científica, foi fundamental para lidar com o desafio pandêmico. “A dedicação, a seriedade e o senso de responsabilidade nos permitiram sermos protagonistas de informações necessárias às autoridades sanitárias brasileiras. Com muito orgulho, a entidade se colocou à frente sempre com um olhar muito mais colaborativo do que competitivo, num momento em que o foco era vencer o vírus”, expõe Shcolnik.

A Associação sempre foi a fiel da balança junto aos órgãos regulatórios para informar os dados corretos, contribuindo com avaliações epidemiológicas e tomada de decisão.

Código de Conduta

Norteada pelo seu Código de Conduta, lançado em 2017, a Abramed orienta, incentiva e exige de seus associados práticas que inspirem todos os elos da cadeia da saúde. Segundo Milva Pagano, diretora executiva da entidade, é fundamental ter princípios claros e deixá-los por escrito e pactuado entre todos. “Cada associação e empresa deste país precisa acompanhar as mudanças e assumir sua responsabilidade, lutando por uma sociedade mais ética.”

O objetivo do documento é garantir que as melhores práticas sejam respeitadas e que as irregularidades sejam apuradas e devidamente punidas. “E assim, a Abramed vem garantindo práticas sustentáveis, trabalhando para que os associados atuem de forma consciente e responsável, alcançando padrões éticos elevados. A aplicação do código oferece segurança e transparência para a cadeia de saúde, sempre focando no bem-estar do paciente”, declara Milva.

Câmaras Jurídica e Técnica

Um marco importante da trajetória da entidade foi a criação, em 2011, das Câmaras Jurídica e Técnica, voltadas para pesquisa, análise, orientação e contribuição direta às instituições reguladoras da saúde suplementar.

“A Abramed é o que é porque tem o apoio de pessoas que se dedicaram. As Câmaras Jurídica e Técnica são diretorias que tomam para si assuntos que seguem o governo, o senado, os ministérios, a sociedade, os órgãos regulatórios, o judiciário, as confederações, e assim por diante, buscando o máximo de informações para melhorar o setor”, explica Claudia.

FILIS

Motivo de orgulho a ser lembrado neste aniversário é o Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), que, como conta Claudia, nasceu de um sonho. “Nosso objetivo era levar assuntos que poderiam ser relevantes para todos os participantes da área de saúde e que passassem pelo tema do diagnóstico. Devido ao alto volume de eventos, ficamos em dúvida sobre o interesse, porque já existiam vários outros no mercado, tanto para estudantes quanto para médicos. Mas, desde a primeira edição, o FILIS atraiu grande público e reuniu figuras destacadas do setor”, descreve.

Claudia também cita o Prêmio Luiz Gastão Rosenfeld, entregue durante o Fórum, batizado em homenagem a esse profissional, que contribuiu enormemente para saúde e para a Abramed. Na primeira edição do prêmio, o homenageado foi Jarbas Barbosa, subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); em 2019, a bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz; em 2021, Margareth Dalcomo, médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 2020, o evento foi cancelado em virtude da pandemia de covid-19.

Para Milva Pagano, a cada ano que passa, o sucesso do evento é maior e sua importância como palco de discussões só cresce. “Nosso próximo FILIS, que acontece em 24 de agosto, em São Paulo, vai ser mais especial, porque será híbrido, ou seja, presencial, marcando o encontro entre as pessoas, e virtual, para quem não pode estar presente ou prefere participar de maneira remota. De qualquer forma, será um local fundamental para debate dos temas relevantes para a área”, expõe a diretora-executiva.

Painel Abramed

Em 2018, a Abramed revolucionou o mercado ao compilar, pela primeira vez em um documento único, indicadores setoriais que balizam a percepção acerca do desenvolvimento do diagnóstico no Brasil. O Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico abastece a mídia com dados populacionais e econômicos; informações sobre a inversão da pirâmide etária no país e o impacto, no setor, do envelhecimento; além das inovações tecnológicas que comandavam as principais tendências do momento.

Antes dele, o setor não tinha dado nenhum, as informações vinham de poucas empresas individualmente, sem padronização, por isso, sem coerência. “Quando publicamos a primeira edição, foi quase uma transposição gigantesca para que, em primeiro lugar, as empresas entendessem que tínhamos critérios de sigilo coerentes, pois companhias de capital aberto e de capital fechado tinham receio de compartilhar seus dados. Por isso, criamos uma estrutura certificada, a fim de que os associados se sentissem seguros para dividir as informações. Quando saiu a primeira edição, foi quase como um filho que veio à luz. É um grande orgulho tê-lo visto nascer e acompanhar o seu aperfeiçoamento a cada ano. E mais do que isso, é um orgulho ver vários setores utilizarem o nosso painel como base e o citarem em reportagens”, declara Claudia.

Diálogos digitais

Em 2020, momento de grandes desafios causados pela pandemia de covid-19, a Abramed criou o projeto #DiálogosDigitais, uma série de eventos digitais que reuniu especialistas para abordar os mais variados temas que afetam a cadeia da saúde.

“Na pandemia, foi necessário termos conversas importantes, munindo as pessoas de informações fundamentais para suas atividades. O setor não parou, e o Diálogos Digitais também não, exatamente para respaldar todos os desafios que tivemos durante o período. Não há previsão de encerrar o projeto. O digital veio para ficar”, conta Milva.

LGPD

A proteção de dados na medicina diagnóstica é um dos debates mais importantes para o setor, por ser um segmento que lida diariamente com informações sensíveis. Há, portanto, sempre uma grande preocupação do setor de saúde quanto ao manejo desses dados.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em agosto de 2018 (Lei nº 13.709), regulamenta o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

“Para auxiliar as empresas a compreenderem os desafios da LGPD e enfrentarem as mudanças, a Abramed lançou, em 2021, o Guia de Boas Práticas em Proteção de Dados para o Setor de Medicina Diagnóstica, que traz as bases legais para o tratamento de informações sensíveis, apresenta detalhes sobre como atender aos direitos dos titulares e aborda o compartilhamento de dados de saúde com as operadoras. Além disso, contribui diretamente para a gestão corporativa ao abordar a proteção de dados pessoais no contexto dos recursos humanos e as práticas de marketing”, detalha Shcolnik.

Outras discussões

A Abramed participou de discussões técnicas sobre a resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 30/2015, da Anvisa, que trata do funcionamento dos laboratórios clínicos no Brasil.

A Associação também contribuiu para a discussão sobre o Fator de Qualidade ANS para definição do índice de reajuste anual, aplicado aos contratos entre prestadores de serviços e operadoras de planos de saúde.

A ANS viu no fator de qualidade uma forma de balizar o setor para garantir remuneração justa pelos serviços prestados de modo a assegurar a sua qualidade. “A Abramed demonstrou quais são os projetos e os programas de que participa e que apoia, bem como o que os players fazem para garantir melhor qualidade. Para ser associado e chegar mais perto desse padrão, é necessário ter uma certificação mínima, segundo exige o estatuto. Essa é uma forma de balizar o setor para cima”, explica Claudia.

Falando de perspectivas, o vice-presidente do Conselho de Administração da Abramed, Leandro Figueira, enfatiza que “a entidade, ao longo destes anos, reuniu conhecimento, solidez e maturidade para se tornar, em definitivo, protagonista dos rumos do Sistema de Saúde no Brasil. Em um mercado extremamente dinâmico, certamente será uma das vozes direcionadoras de um futuro ainda em construção”.

Sexta edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde trará debate sobre inovação digital na humanização do cuidado

Lideranças nacionais e internacionais participam do evento no dia 24 de agosto, no Teatro Santander, em São Paulo

As novas tecnologias em saúde estão revolucionando a medicina atual. Internet das coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA) são exemplos disso, pois permitem processar um grande repertório de dados, ajudando na busca por tratamentos para doenças de forma rápida e precisa. Sem falar na telesaúde, que permitiu a troca de informações entre médicos e a análise de resultados de exames, acelerando todo o processo. Todas estas inovações trazem desafios, mas também novas perspectivas para o futuro da saúde no Brasil.

Essas e outras abordagens serão discutidas no tema “Inovação Digital na humanização do cuidado”, do Módulo Inovação e Futuro, na 6ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Entre as lideranças confirmadas para este módulo estão: Romeu Domingues, presidente do Conselho de Administração da Dasa; Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; e Tommaso Montemurno, country manager da Bracco Imaging do Brasil.

O evento será realizado no dia 24 de agosto, das 8h00 às 17h30, no Teatro Santander, em São Paulo. Este ano pela primeira vez em formato híbrido, permitindo o compartilhamento de informações de forma mais abrangente.

FILIS 2022

O Fórum Internacional de Lideranças da Saúde já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Em sua 6ª edição, será ainda mais inovador e trará no formato híbrido uma programação qualificada e palestrantes que representam todos os elos da cadeia de saúde. O macrotema deste ano é “A Medicina Diagnóstica na Disrupção da Saúde”.

Entre os assuntos que serão debatidos estão “Ecossistema: a reinauguração da saúde e seus impactos regulatórios” e “Obstáculos econômicos frente aos desafios atuais”. Além disso, haverá palestras internacionais e a 4ª edição do Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, um reconhecimento aos profissionais da saúde que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira.

Mais informações e inscrições: https://www.abramed.org.br/filis/

Abramed participa da criação de área dedicada à medicina diagnóstica na Hospitalar

No dia 19 de maio foi realizada a cerimônia que tornou o setor de Diagnósticos e Laboratórios parte oficial da feira

A Abramed é parceira do novo setor exclusivo para a medicina diagnóstica lançado durante a 27ª edição da Hospitalar, juntamente com a Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida (Anbiotec Brasil).

No dia 19 de maio, foi realizada a cerimônia que marcou a concretização do projeto, tornando o setor de Diagnósticos e Laboratórios parte oficial da feira. O espaço, que concentra as soluções e as inovações para laboratórios, diagnóstico e análises clínicas, surgiu para atender à crescente demanda dos visitantes por produtos relacionados à área. Nesta primeira edição, já foi um sucesso absoluto, reunindo 30 empresas.

Em seu discurso, a presidente da Hospitalar, Waleska Santos, destacou a importância da medicina diagnóstica e parabenizou as associações parceiras pela atuação e representatividade. “Trata-se de um momento muito especial, pois ter um lugar de destaque para este setor tão importante é um prestígio e um orgulho para o evento. A Hospitalar nasceu para oferecer novas soluções, estamos aqui para ouvi-los, sempre pensando no progresso comum e no bem-estar do paciente. Desejo vida longa ao setor de medicina diagnóstica dentro da Hospitalar”, disse.

O presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik, esteve na cerimônia e agradeceu a oportunidade de participar da programação oficial do evento. Ele lembrou que a Abramed é composta por laboratórios clínicos, clínicas de radiologia e diagnóstico por imagem e laboratórios de anatomia patológica, que são responsáveis por 60% dos exames realizados na saúde suplementar.

“Precisamos de fornecedores à altura para que os resultados sejam precisos e possam atender os pacientes, que merecem todo o nosso carinho e respeito, e também os médicos, que tomam decisões com base nesses resultados. Acreditamos que o setor oferece muitas oportunidades de crescimento à Hospitalar, é uma honra fazermos parte disso. Fica aqui o reconhecimento da Abramed, o agradecimento e os votos de ainda mais sucesso nas próximas edições”, declarou Shcolnik.

Por sua vez, a presidente da Anbiotec Brasil, Vanessa Silva, expôs o orgulho de estar junto com os empresários que defenderam a criação de uma área de diagnóstico, diagnóstico in vitro e biotecnologia para ajudar a cadeia da saúde. “Nossa rede conta com 65 empresas associadas e representa 30% do mercado, ou seja, é bastante relevante. Que alegria e honra estar aqui com a Abramed. Tenho a certeza que esta será a primeira de muitas edições, contem conosco. Obrigada e parabéns”, concluiu.

Abramed se posiciona sobre Projeto de Lei que define piso da enfermagem

A entidade é favorável à valorização do profissional, mas entende que o caminho deve ser percorrido com sustentabilidade

O Projeto de Lei (PL 2564/2020), que fixa o piso salarial dos profissionais de enfermagem, foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 4 de maio e agora depende de sanção presidencial.

Foi fixado o piso do enfermeiro em R$ 4.750; 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem (R$ 3.325); e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras (R$ 2.375). A decisão é válida para os contratos regidos pelos setores público e privado nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

É prevista também a atualização monetária anual do piso da categoria com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e assegurada a manutenção de salários eventualmente superiores ao valor inicial sugerido, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional tenha sido contratado.

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) é favorável à valorização do profissional de enfermagem, mas entende que esse caminho deve ser percorrido com sustentabilidade. “É complexo estabelecer um piso nacional de salários, pois implica em nivelar realidades muito distintas. Os fortes impactos ocorrem, primeiramente, na região Sudeste, pela grande quantidade de profissionais concentrados. Nas regiões Norte e Nordeste, o maior problema é o gap na diferença de salários”, comenta Milva Pagano, diretora executiva da instituição.

Com a aprovação do PL, a estimativa de aumento dos custos com medicina é de 9,5%. Segundo Armando Monteiro, assessor parlamentar da Abramed, os impactos são enormes, tanto para o setor público quanto para o privado. “A grande dificuldade que o setor público enfrenta hoje é encontrar orçamento para custear esse aumento. Já o privado vive um momento de custos sem precedentes. Ou seja, a população será afetada. O ideal seria que o governo desonerasse a folha de pagamento da área de saúde, mas, por enquanto, essa medida não está sendo discutida de forma concreta”, expõe.

Entenda

A aprovação do PL ainda depende de acordo sobre fontes de financiamento. Há diversas propostas que ampliam receitas ou desoneram encargos; além da ampliação de recursos a serem repassados pelo Fundo Nacional de Saúde para reforçar as transferências aos entes federados.

Segundo o líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o governo está empenhado em buscar fontes de financiamento para o piso salarial. Uma opção pode ser a legalização dos jogos de azar no país.

Tendo em vista a Câmara não ter alterado o texto aprovado no Senado, o projeto deveria seguir para sanção presidencial. A praxe no Congresso é enviar propostas para sanção depois de aprovadas, mas não há prazo para isso ser feito. Enquanto isso, a situação atual dos enfermeiros e hospitais não se altera.

Portanto, o envio para sanção será retardado, pois dependerá do resultado da votação da PEC 122/15 no Senado, que proíbe a União de criar despesas aos demais entes federativos sem prever a transferência de recursos para o custeio.

Segundo o Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados sobre Piso de Enfermagem, R$ 16,3 bilhões é o impacto anual do piso salarial da enfermagem (PL 2564/20), com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2020. No setor privado, são R$ 10,5 bilhões e, no público, R$ 5,8 bilhões. Há 1,07 milhão de enfermeiros, técnicos e auxiliares no Brasil, de acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) baseada na Rais 2019.

Abramed discute com seus associados novo posicionamento estratégico

Objetivo da entidade é tornar-se um agente de transformação no setor da saúde

Como resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2021, a Abramed apresentou em sua última reunião de associados seu novo posicionamento estratégico. O projeto, que conduzirá as ações da entidade nos próximos cinco anos, teve como foco a dinâmica setorial que tem mudado bastante nos últimos anos, a visão dos associados com relação à entidade, bem como os desafios e oportunidades para a medicina diagnóstica. Entre os objetivos estão o fortalecimento, aumento da representatividade, pluralidade e oferta de valor da entidade para seus associados.

“Queremos ter um olhar para o futuro, à medida que acreditamos que podemos influenciar os caminhos da saúde no Brasil. Queremos ser um agente influenciador, determinante de uma mudança setorial que envolva maior compartilhamento e maior integração dos elos da cadeia. Mas, para isso, precisamos crescer e ter uma proposta de valor diferente”, ressalta Sérgio Rebêlo, diretor da The Kline Group, consultoria internacional, especialista em estratégias de mercado que apoiou a Abramed neste projeto.

Entre os objetivos previstos neste planejamento estratégico estão dobrar o número de associados nos próximos três anos, com foco em empresas de médio porte, acreditadas. Apesar da carência de números consolidados do setor, estimam-se que atualmente existam entre 15 mil e 20 mil organizações do setor de medicina diagnóstica, cerca de 270 com o perfil selecionado pela Abramed. Desta forma, fazem parte dos planos trazer para o quadro associativo um número maior de médias empresas, passando a refletir de uma forma um pouco mais clara o perfil do que é o mercado de fato de medicina diagnóstica.

“Em médio e longo prazo queremos ajudar a derrubar os muros que separam a medicina diagnóstica de outros elos da cadeia e sermos um agente transformador da cadeia”, complementa Rebêlo.

Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, ressalta que a associação se tornou a voz do setor de medicina diagnóstica com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios do setor.  A ideia de ampliar seu quadro associativo tornará a entidade mais plural e mais diversa, com mais elementos de representação.

“Acreditamos no nosso papel de influenciar o mercado na defesa de comportamentos éticos e transparentes, vitais para a evolução e a sustentabilidade do sistema de saúde e em benefício da população que busca os serviços essenciais que o setor fornece. Neste sentido, com a criação de uma nova categoria de associados, pretendemos atrair empresas com esta filosofia e interessadas nos benefícios que oferecemos que agregam valor e impulsionam o desenvolvimento contínuo e sustentável, reforça a diretora-executiva. 

Telerradiologia se desenvolve cada vez mais no Brasil e gera valor para toda a cadeia da saúde

Com especialistas avaliando determinados exames, o paciente pode ter um diagnóstico precoce e um melhor desfecho

Há anos a telerradiologia vem se desenvolvendo no Brasil, país que foi, inclusive, um dos pioneiros em sua adoção. A telerradiologia consiste na elaboração remota de laudos de exames de imagem, possibilitando que médicos radiologistas possam atuar à distância na análise e interpretação de exames médicos, utilizando a conectividade por meio de uma rede dedicada ou mesmo compartilhada de internet.

Muitas vezes adotada de forma interna, em grandes redes, hospitais ou centros de medicina diagnóstica, a telerradiologia traz vários benefícios para essas instituições, como a possibilidade de contar com especialistas em assuntos determinados, já que eles não precisam estar disponíveis presencialmente, além da maior uniformidade nos relatórios e na adoção de protocolos, tanto de realização quanto de leitura desses exames.   

“No caso de clínicas pequenas, a telerradiologia oferece apoio ao permitir relatórios de exames mais complexos. Para clínicas e hospitais maiores, auxilia ao cobrir férias de profissionais e em casos de grande aumento da demanda”, explica Gustavo Meirelles, médico radiologista, executivo do setor de saúde e diretor do Comitê de Radiologia  e Diagnóstico por Imagem da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Além disso, a telerradiologia pode ajudar a evitar desperdícios e a gerar valor para a cadeia de saúde como um todo, oferecendo mais qualidade no atendimento à população. “Com especialistas avaliando determinados exames, muitas vezes o paciente tem um diagnóstico precoce e um melhor desfecho”, ressalta Meirelles.

Isso sem falar que a repetição de exames ou até mesmo a adoção de dois exames complementares que não seriam necessários gera custos para a cadeia de saúde, para a operadora e para o próprio paciente. “No entanto, a telerradiologia não deve ser encarada como uma commodity nem como uma forma de redução de custos, mas sim como algo que veio agregar valor para o médico que solicita um exame, para o médico radiologista e, principalmente, para o paciente”, reforça.  

E os benefícios para os pacientes não param por aí. Por exemplo, uma pessoa que mora em uma cidade pequena, com acesso ao equipamento para a realização do exame, mas sem um profissional especialista disponível, pode ter o exame laudado remotamente por meio da telerradiologia. Através dela, o paciente ganha mobilidade, pois as grandes redes de hospitais ou os centros de medicina diagnóstica têm unidades espalhadas por diversos locais nas grandes cidades, fazendo com que o paciente possa realizar o exame perto da sua casa.

Desafios 

Segundo Meirelles, um grande desafio ao desenvolvimento da telerradiologia no Brasil é a infraestrutura. Por mais que atualmente haja redes melhores de internet, essa é uma realidade apenas nas grandes cidades. “O 5G, que irá atender de forma muito mais ágil do que as redes wi-fi de grande velocidade, vai ampliar esse desafio, pois precisa chegar rapidamente em cidades pequenas”, expõe.

Quando houver uma infraestrutura adequada para fazer o transporte de dados em tempo real, o que é esperado com o 5G, será possível avaliar os exames sem a necessidade de enviar o arquivo por upload e download, mas por streaming, como os filmes e músicas disponíveis em plataformas digitais. 

Para resolver esse gargalo, é preciso uma política governamental forte de implementação de redes mais rápidas, além do auxílio da iniciativa privada para que as redes de 5G cheguem de forma mais ágil em locais menores, ou até mesmo na periferia das grandes cidades. “É importante lembrar, ainda, do auxílio das redes universitárias, de alta velocidade, porque a telerradiologia não ajuda apenas no relatório, mas também na troca de informações entre médicos. Grande parte das reuniões científicas atualmente são feitas de modo on-line, e a telerradiologia permite a transmissão de exames de um local para o outro”, complementa o diretor do Comitê de Radiologia da Abramed.

Outro desafio citado por Meirelles é o desconhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre os benefícios e a regulamentação da telerradiologia, que existe há alguns anos e é bastante sólida, fruto dos esforços do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

Mais um ponto de atenção diz respeito ao ferramental utilizado, principalmente os monitores, que devem ter resolução adequada e compatível com as regras da Anvisa.

Além dos monitores com as especificações corretas, o profissional precisa ter uma conexão de internet rápida e estável e estar em um local calmo, com luminosidade adequada. Outro item muito relevante é a obrigatoriedade de haver um radiologista local, responsável pela clínica, para que esta possa enviar os exames a serem relatados por telerradiologia. 

Já com relação à segurança dos dados pessoais, é preciso adotar ferramentas e canais seguros de transmissão, armazenamento, visualização e, posteriormente, de disponibilização dos relatórios e das imagens. “Não se deve utilizar ferramentas caseiras e não adequadas para a atividade médica, mas sim, aquelas que foram desenvolvidas para esse fim e que atendam à regulamentação do Brasil para a telerradiologia”, orienta Meirelles.

Volume de exames de Covid-19 realizados por associados da Abramed caiu 80% em fevereiro

Taxa de positividade dos testes caiu de 60% para 17% em um mês

O número de exames de Covid-19 realizados pelos laboratórios de medicina diagnóstica associados da Abramed – que respondem por cerca de 60% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país – terminou o mês de fevereiro em queda. Na última semana, foram realizados 80 mil testes, volume 23% menor ao da semana anterior e 80% inferior ao registrado na última semana de janeiro – quando haviam sido realizados mais de 390 mil exames.

No primeiro mês de 2022, os laboratórios do Brasil somaram mais de 1,3 milhão de testes de Covid. Já no mês seguinte, a quantidade de exames realizados caiu para 626 mil. Isso significa uma redução de 53% na quantidade de testes em um intervalo de 30 dias.

A taxa de positividade também regrediu, passando de 60% (semana de 24 a 30/01) e 30% (semana de 14 a 20/02), para 17% na semana encerrada no dia 27 de fevereiro.

Segundo a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, há uma tendência de redução de casos tanto pelo volume de exames quanto pela taxa de positividade. Isso está em linha com a redução de casos observada pelo Ministério da Saúde, indicando um arrefecimento da pandemia.

De acordo com ela, o país deve ter uma redução da média diária de casos, o que se reflete nas testagens negativas: “Não se pode falar ainda em fim da terceira onda, visto que a média móvel de casos observados pelo Ministério da Saúde ainda está acima do observado antes desta onda, no final do ano passado. Mas a tendência hoje é a de que a terceira onda acabe nas próximas semanas”, declara Milva.

Desde 20 dezembro de 2021, quando se notou um novo aumento no número de casos de Covid-19 no Brasil, mais 2 milhões de exames foram realizados pelos associados à Abramed e a taxa de positividade acumulada no período é de 49%.

O período de maior procura por testes ocorreu de 24 a 30 de janeiro, com 390 mil exames, dos quais 60% deram positivos. Isso quer dizer que um a cada seis testes PCR ou antígenos feitos deram positivos. Os dados coincidiram com a semana que o Brasil registrou seu maior número de casos desde março de 2020, com mais de 1,3 milhão de registros. Especialistas afirmaram que a variante ômicron – descoberta em novembro no sul do continente africano e mais contagiosa do que outras cepas do vírus – foi responsável por mais de 90% dos novos casos no Brasil.

A Abramed segue acompanhando o cenário e informará a respeito de atualizações.