Abramed reforça protagonismo em inovação, IA e interoperabilidade na FISWeek 2025

Presença intensa da entidade evidenciou o compromisso com inovação responsável, eficiência e melhoria contínua do cuidado em saúde.

A Abramed marcou presença na FISWeek 2025, o maior evento de inovação, criatividade e tendências da saúde da América Latina, realizado de 5 a 7 de novembro, no Rio de Janeiro. Com mais de 7 mil participantes e 1.400 executivos C-level, o encontro se consolidou como um dos principais pontos de convergência do ecossistema de saúde no país.

Nesse ambiente altamente qualificado, a Associação ampliou seu protagonismo ao organizar dois painéis, participar de outros dois debates e levar ao palco lideranças que avançam discussões centrais para o futuro da saúde: da adoção responsável da IA à interoperabilidade, passando pela digitalização de dados e pela eficiência assistencial.

O primeiro painel promovido pela Abramed foi “Inovação com Responsabilidade: Desafios para Estruturar o Uso da IA com Segurança, Eficiência e Acesso”. Moderado por Milva Pagano, Diretora Executiva da Associação, o debate reuniu Augusto Antunes, da Axial Inteligência Diagnóstica – Grupo Alliança; Lucas Bonafé, do Machado Nunes Advogados; e Manuel Coelho, da Siemens Healthineers.

Os participantes trouxeram perspectivas complementares sobre governança, validação, segurança e aplicação prática da IA no cotidiano da Medicina Diagnóstica. A conversa evidenciou que inovação só se sustenta quando acompanhada de ética, rigor e impacto assistencial — pilares que orientam a atuação técnica da Abramed.

Dois dias depois, a Associação voltou ao palco com o painel “Interoperabilidade: Pilar da Eficiência e do Cuidado em Saúde”, que também foi moderado por Milva Pagano. Atualpa Aguiar, da MedSênior; Jacqueline Torres, da Agência Nacional de Saúde (ANS); e Jussara Macedo, da HL7 Brasil, discutiram a urgência de padrões nacionais, integração entre sistemas e governança de dados para reduzir desperdícios, apoiar decisões clínicas e aprimorar a coordenação do cuidado. A interoperabilidade foi reafirmada como um dos alicerces da transformação digital no país.

Ainda durante o evento, a entidade participou do painel “Próximos Passos: Digitalizando e Unificando os Dados na Saúde”. Com mediação de Milva Pagano e presença de Alessandra Zanqueta, da ZMed;, Luciana Albuquerque, da Secretaria Municipal de Saúde de Recife; e Victor Hugo Nascimento, integrante do #EcossitemaFIS, a discussão reforçou que a consolidação de padrões de troca de informação, aliada à segurança dos dados, é determinante para uma jornada de cuidado fluida e integrada. 

Já no painel “Reimaginando a Imagem com IA”, realizado no último dia do evento, Cesar Nomura, Presidente do Conselho de Administração da Abramed, participou como speaker ao lado de Daniel Vital, da Harpia AI, e Flavio Carneiro, da MV S/A, sob moderação de Iomani Engelmann, da Pixeon. 

A conversa reforçou o protagonismo da Medicina Diagnóstica na adoção de IA, especialmente na radiologia, área que concentra o maior número de algoritmos aprovados globalmente. 

A participação intensa da Associação na FISWeek 2025 evidencia, mais uma vez, seu compromisso com a construção de um ecossistema de saúde mais integrado, seguro, eficiente e orientado por evidências. Ao liderar debates sobre IA, interoperabilidade e saúde digital e contribuir em discussões de sustentabilidade e acesso, a entidade reafirma seu papel como interlocutora técnica entre setor privado, indústria, formuladores de políticas públicas e sociedade.

Novembro Azul: tecnologia e prevenção ampliam as oportunidades de diagnóstico precoce

Medicina de precisão e avanços em imagem reforçam o papel central da detecção da doença em estágio inicial para o cuidado à saúde masculina.

A campanha Novembro Azul reforça, ano após ano, a importância do cuidado contínuo com a saúde masculina. Ao mesmo tempo, os avanços da Medicina Diagnóstica ampliaram a precisão dos exames voltados à próstata, fortalecendo o debate sobre prevenção e incentivando que mais homens incluam a rotina de cuidado em seu dia a dia. 

Tecnologias como a medicina de precisão e a evolução dos métodos de imagem tornaram a detecção do câncer de próstata mais qualificada, criando novas oportunidades para o diagnóstico precoce.

Entre os destaques, exames como o CA 15-3 e a imuno-histoquímica apresentaram crescimento acima da média. Essa tendência está diretamente associada à evolução da medicina de precisão, que permite identificar subtipos de tumores e orientar tratamentos personalizados.

“A imuno-histoquímica ajuda a determinar o subtipo do tumor de próstata e possibilita terapias mais direcionadas. Esse avanço representa uma revolução silenciosa, que torna o tratamento mais eficaz e reduz a mortalidade”, explica Dr. Marcos Queiroz, líder do Comitê de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed e Diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Israelita Albert Einstein.

O especialista também destaca o avanço dos exames de imagem, especialmente a ressonância magnética, como ferramenta essencial na detecção precoce:

“A ressonância tem altíssima acurácia para detectar tumores prostáticos e se tornou mais acessível nos últimos anos. Hoje, equipamentos de 1,5 Tesla já permitem diagnósticos de qualidade, o que amplia o acesso e fortalece a prevenção”, complementa.

Para o Dr. Queiroz, o cenário atual é promissor. “Temos um arsenal diagnóstico amplo — exames de sangue como PSA, testes de imunoquímica, ressonância magnética e o exame clínico. Não há motivo para que o câncer de próstata não seja diagnosticado precocemente. A mensagem central deste Novembro Azul é: o cuidado contínuo com a saúde masculina salva vidas”, afirma.

A Abramed reforça que o aumento nos exames voltados à próstata acompanha o movimento de modernização da Medicina Diagnóstica no país, que vem incorporando tecnologias de precisão e práticas integradas de cuidado. O diagnóstico precoce continua sendo o maior aliado da sobrevida e da qualidade de vida dos pacientes oncológicos, além de representar uma estratégia concreta para reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso à prevenção.

Com colaboração estratégica da Abramed, Política Nacional do Diagnóstico Laboratorial avança e une entidades do setor

Proposta inédita visa modernizar a regulação da Medicina Diagnóstica e fortalecer a rede de serviços laboratoriais no país

As principais entidades representativas da Medicina Diagnóstica se uniram para consolidar a Política Nacional do Diagnóstico Laboratorial (PNDL) — uma proposta inédita que avança no Congresso Nacional com o objetivo de estabelecer diretrizes técnicas, científicas e regulatórias para o setor, fortalecendo a rede de serviços laboratoriais e garantindo a sustentabilidade da Medicina Diagnóstica no Brasil.

O projeto, que conta com colaboração estratégica da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), marca um movimento histórico de convergência entre os setores público e privado, com apoio de instituições como:

  • SBAC (Sociedade Brasileira de Análises Clínicas),
  • SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial), 
  • CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial), 
  • CFF (Conselho Federal de Farmácia), 
  • Fenafar (Federação Nacional dos Farmacêuticos), 
  • CFBM (Conselho Federal de Biomedicina) 
  • e Febralac (Federação Brasileira das Redes de Apoio à Lactação).

“A PNDL apresenta as bases essenciais para um futuro marco regulatório do setor, reconhecendo o Diagnóstico Laboratorial como um componente essencial do sistema de saúde e propondo caminhos concretos para ampliar o acesso e a qualidade dos exames”, afirma Milva Pagano, Diretora Executiva da Abramed.

Recentemente apresentada ao Congresso Nacional, sob liderança do deputado federal Pedro Westphalen (PP-RS), a proposta está aguardando despacho do Presidente da Câmara dos Deputados. 

Modernização e integração

A PNDL busca consolidar a regulação do setor a partir de padrões rigorosos de qualidade, segurança e interoperabilidade, promovendo maior integração entre os serviços públicos e privados. 

Atualmente, 95% dos diagnósticos laboratoriais do SUS são realizados por laboratórios da rede privada, segundo o ElastiCNES (2025) — o que reforça a importância de uma política nacional que garanta equilíbrio e sustentabilidade no acesso aos exames.

“O sistema público depende fortemente da rede privada para oferecer exames à população. Essa integração precisa ser reconhecida e estruturada de forma estratégica”, destaca Milva Pagano.

Entre as ações previstas estão a ampliação da cobertura geográfica, a incorporação sustentável de novas tecnologias, a redução de custos para os usuários do SUS e a implementação de sistemas de gestão de qualidade. Hoje, o país conta com cerca de 18 mil laboratórios, incluindo unidades completas, postos de coleta e núcleos técnico-operacionais, conforme dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

A proposta também está alinhada às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda parâmetros globais para a oferta de diagnósticos essenciais, seguros e de qualidade — conforme a Resolução 76.5 da agência.

“Ao adotar os princípios da OMS, a PNDL coloca o Brasil em sintonia com as melhores práticas internacionais e contribui para a consolidação de uma política robusta e sustentável”, conclui Milva.

Quando se fala em IA na Saúde: o que já traz resultados e o que segue no campo das promessas?

Radiologia já colhe frutos da Inteligência Artificial, enquanto predição e interoperabilidade seguem como desafios para o futuro do setor

O entusiasmo em torno da Inteligência Artificial (IA) na saúde cresce a cada ano, impulsionado por promessas de diagnósticos mais rápidos, decisões clínicas mais precisas e modelos mais eficientes de cuidado. E esse movimento se reflete em investimentos: somente em 2024, o setor global de healthcare ultrapassou US$ 26 bilhões aplicados em IA, com expectativa de crescimento anual acima de 38% até 2033, segundo a Grand View Research.

Mas, ao observarmos o cenário brasileiro, torna-se evidente que convivemos com duas realidades distintas: enquanto áreas como a Medicina Diagnóstica já apresentam ganhos mensuráveis com IA, o salto para modelos preditivos, plenamente integrados e clinicamente explicáveis ainda permanece no campo das promessas.

Segundo Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Sírio-Libanês, essa diferença entre expectativas e resultados é estrutural. “Ainda não temos uma IA plena, capaz de diagnosticar e prever desfechos e personalizar todo o cuidado de forma confiável. Mas já temos resultados sólidos em áreas específicas como a radiologia e análises clínicas”.

Os avanços na radiologia não são por acaso. Trata-se de uma das áreas com maior grau de padronização de linguagem, volume de dados estruturados e consolidados para aferir acurácia, sensibilidade e especificidade. Em diversos centros, modelos de IA já reduzem em até 50% o tempo de realização dos exames de Ressonância Magnética.

Para Cesar, essa maturidade não é casual. “O setor de Medicina Diagnóstica é o que mais utiliza IA porque gera dados estruturados, validados e auditáveis. É com base neles que a inovação acontece.”

A natureza padronizada dos exames cria ambiente favorável para o treinamento de modelos robustos, ao contrário de áreas assistenciais onde a variabilidade humana, social e ambiental é significativamente maior.

O que ainda não funciona: da IA preditiva à ausência de interoperabilidade

Se a IA diagnóstica já entrega resultados, a chamada IA preditiva — aquela capaz de combinar variáveis clínicas, comportamentais, genômicas e sociais para antecipar riscos — permanece desafiadora. Na prática, não existem modelos amplamente validados que operem com segurança clínica no cotidiano dos serviços.

Um dos motivos que interferem na validação robusta de algoritmos para população brasileira é a não consolidação de bases representativas de dados e estão relacionadas a não interoperabilidade plena entre sistemas, sejam públicos ou privados. Há, ainda, desafios de qualidade de dados. Bases fragmentadas, heterogêneas e com lacunas importantes dificultam modelos preditivos confiáveis.

Como alerta Cesar: “Sem dados de qualidade representativos e interoperáveis não existe Inteligência Artificial com oa acurácia, só correlação de ruído”.

Esse é um ponto crítico: modelos treinados em bases não representativas geram vieses clínicos, reforçam desigualdades e podem levar a decisões imprecisas, especialmente para populações historicamente subdiagnosticadas.

Outro limite importante é o da explicabilidade. Para ser incorporada na prática clínica, a IA precisa ser auditável, reprodutível e compreensível pelos profissionais de saúde. Por isso, a Abramed tem reforçado que o avanço da IA na saúde exige responsabilidade antecipada, mesmo antes da regulação formal.

Como sintetiza Cesar: “A Inteligência Artificial só tem valor quando vem acompanhada de contexto clínico, confiabilidade e responsabilidade ética”. Governança, rastreabilidade de dados, validação independente, critérios técnicos e prestação de contas são pilares para o uso seguro.

O caminho para o futuro: colaboração, padrões e maturidade setorial

Para que o Brasil evolua da IA diagnóstica para a IA preditiva, será necessário superar o hiato entre tecnologia e infraestrutura. Isso inclui:

  • Padrões de interoperabilidade adotados em escala;
  • Bases representativas e auditáveis;
  • Capacitação de equipes multidisciplinares;
  • Governança consistente entre público e privado;
  • Modelos regulatórios modernos e colaborativos.

Como conclui Cesar Nomura: “A IA pode prever doenças, reduzir custos e ampliar acesso. Mas só se for construída sobre dados de qualidade, com transparência e propósito. Tecnologia por si só não resolve. O que resolve é o uso responsável dela”.

Associados da Abramed debatem a complexidade operacional da Reforma Tributária

A Reunião Mensal de Associados (RMA) da Abramed realizada em 31 de outubro reuniu lideranças da Medicina Diagnóstica para um debate sobre os impactos práticos da Reforma Tributária. Moderado por Milva Pagano, o encontro contou com a participação de Cesar Nomura, Renato Nunes, Ademar Paes Júnior, Lídia Abdalla, Linaldo Vieira Júnior, Júlio Aderne e Edivaldo Bardella.

O debate deixou evidente um consenso: embora a Reforma tenha sido desenhada para simplificar o sistema, a transição que se inicia será marcada por alta complexidade. Até 2033, empresas terão de conviver com dois modelos tributários — o atual e o novo sistema, baseado em CBS e IBS — o que exigirá revisão de controles, processos de auditoria, contratos, sistemas e rotinas fiscais. Milva Pagano, Diretora Executiva da Abramed, sintetizou esse dilema ao afirmar que “a promessa da Reforma é simplificar, mas precisamos entender se esse objetivo se concretizará na prática”.

Hoje, o setor trabalha com uma carga tributária em torno de 6%, considerando PIS, COFINS e ISS. Com a chegada dos novos tributos, especialistas estimam que esse percentual possa chegar próximo de 11%, com impacto direto em margens, sustentabilidade e estrutura de custos. 

Para Renato Nunes, a adoção da não cumulatividade — modelo já conhecido pela indústria — exigirá controles mais rigorosos e um nível de auditoria que pode elevar o custo operacional. “Na Medicina Diagnóstica, devemos ter aumento de complexidade e custo. A tendência é um período inicial mais oneroso”, observou.

A dimensão tecnológica surge como um dos pontos mais sensíveis. A primeira fase de testes da Reforma começa já em janeiro de 2026, com novo layout de nota fiscal e necessidade de adaptação imediata de sistemas. Júlio Aderne, Gerente Geral de Diagnóstico Laboratorial e Líder da Abbott Brasil, reforçou a urgência: sem o novo arquivo XML, nenhuma nota será validada. Edivaldo Bardella, Gerente Fiscal da Abbott Brasil, complementou destacando que a Abbott revisa processos e produtos individualmente para evitar ruptura de fornecimento — risco real diante da aceleração das exigências técnicas.

Entretanto, como destacou Ademar Paes Júnior, sócio da Clínica Imagem e membro do Conselho de Administração da Abramed, o desafio não se limita à emissão de documentos. O ponto crítico é o controle. “Precisamos desenvolver sistemas de automação de controle, não só de emissão. É isso que vai dizer se o governo está cobrando corretamente, caso contrário, as empresas correm risco de não sobreviver”, alertou. 

O executivo enfatizou ainda que a Reforma só será viável se vier acompanhada de uma verdadeira reforma digital, capaz de elevar o padrão tecnológico de toda a cadeia. Sem isso, a pressão por controles, auditorias e maturidade de sistemas tende a acentuar desigualdades já existentes: empresas menores — que hoje não dispõem de estrutura tecnológica, compliance ou governança de dados — podem não conseguir acompanhar o nível de exigência imposto pelo novo modelo.

Nesse cenário, há um risco real de aceleração da maior consolidação de mercado da história recente do setor, com espaço cada vez mais restrito para organizações sem sistemas robustos, processos digitalizados e capacidade de operação em ambiente altamente fiscalizado.

Outro tema debatido foi o risco de alteração no perfil de cobertura em saúde suplementar. A busca por créditos pode estimular terceirizações excessivas e mudanças na forma como empresas contratam planos de saúde, ampliando fragilidades já observadas no acesso. Soma-se a isso o fato de que a folha de pagamento não gerará crédito — um ponto crítico para prestadores intensivos em mão de obra, como laboratórios e clínicas.

Lídia Abdalla, Vice-Presidente da Abramed e CEO do Grupo Sabin, destacou que a empresa estruturou sua preparação em três pilares: impacto financeiro, adaptação tecnológica e revisão contratual com fornecedores e fontes pagadoras. A qualidade da informação e a consistência dos dados serão determinantes para evitar glosas, falhas operacionais e insegurança jurídica.

Já Linaldo Vilar Júnior, Diretor de Operações Laboratoriais na Dasa, comentou que o risco de erros é inerente a essa transição, por isso, a tecnologia, em conjunto com a revisão de contratos, se coloca como indispensável”.

Diante desse cenário, Cesar Nomura, Presidente do Conselho de Administração da Abramed, reforçou a importância estratégica da atuação institucional da Abramed. “Nossos associados prezam por qualidade, acreditações e eficiência. Crescer sem perder esses princípios é o nosso desafio”, afirmou, lembrando que o setor precisa se posicionar diante das operadoras para reequilibrar as relações, já que a elevação das alíquotas terá impacto direto no segmento diagnóstico.

Milva Pagano encerrou reiterando que o papel da Abramed, neste momento, é integrar o setor, antecipar riscos, orientar decisões e apoiar a transição. A Associação prepara materiais técnicos e treinamentos em conjunto com o escritório Machado Nunes — esforços essenciais para fortalecer a sustentabilidade do setor diante de uma das maiores transformações tributárias das últimas décadas.

Saúde Business apresenta dados do Painel Abramed 2025 que apontam que o setor avança em práticas ESG

A Abramed ganhou destaque no Saúde Business ao apresentar os resultados da 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, que evidenciam o avanço consistente das práticas ESG no setor.

Mais de 60% das empresas associadas já adotam iniciativas socioambientais estruturadas, enquanto indicadores mostram redução expressiva no consumo de energia e água, ampliando a eficiência operacional e o compromisso com a sustentabilidade.

A matéria também enfatiza o protagonismo feminino nas organizações, a diversidade geracional e o fortalecimento da governança como pilares de transparência e confiança.

Em um mês marcado pela COP30 e pela adesão da Abramed ao Pacto Global da ONU, o setor consolida sua posição como agente ativo na transição para uma economia de baixo carbono e na construção de uma saúde mais ética, inclusiva e responsável.

Confira a matéria completa.

Abramed e Novembro Azul: sem preconceito e com mais tecnologia, não há motivos para não prevenir o câncer de próstata

Da ressonância à imuno-histoquímica, novas ferramentas permitem identificar tumores mais cedo e orientar tratamentos personalizados

O movimento Novembro Azul reforça, ano após ano, a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata — um dos tumores mais incidentes entre os homens. Em um cenário de modernização acelerada da Medicina Diagnóstica, a Abramed destaca que, hoje, o país dispõe de um arsenal tecnológico robusto, acessível e capaz de identificar alterações prostáticas com precisão cada vez maior.

Mais do que discutir números ou volumes de exames, a mensagem deste ano é clara: a combinação de tecnologia avançada, métodos complementares e cuidado contínuo elimina qualquer motivo para adiar a prevenção.

Entre os principais recursos usados na prática clínica estão exames laboratoriais e de imagem, como PSA, testes de imuno-histoquímica, ultrassom, ressonância magnética multiparamétrica, biópsia dirigida, além da análise anátomo-patológica, etapa decisiva para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento. Esse conjunto de ferramentas representa um ecossistema integrado capaz de detectar tumores em estágios cada vez mais iniciais — aumentando as chances de sucesso terapêutico e reduzindo impacto para o paciente.

Para o Dr. Marcos Queiroz, líder do Comitê de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Abramed e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Israelita Albert Einstein, a evolução tecnológica transformou profundamente o diagnóstico do câncer de próstata:

“A imuno-histoquímica, além de auxiliar o diagnóstico nos casos duvidosos, tem a capacidade de detectar variantes histológicas e padrões especiais, fornecendo dados prognósticos que direcionam o tratamento. Esse avanço representa uma revolução silenciosa, que torna o tratamento mais eficaz e reduz a mortalidade”, explica.

Ele também destaca o papel da imagem na prevenção:

“A ressonância magnética tem altíssima acurácia para detectar tumores prostáticos e se tornou mais acessível nos últimos anos. Equipamentos modernos de 1,5 Tesla já permitem diagnósticos de grande qualidade, ampliando o acesso e fortalecendo a prevenção”, complementa.

O especialista reforça que a união entre tecnologia e cuidado contínuo coloca o Brasil em um cenário favorável:

“Temos um arsenal diagnóstico amplo — exames de sangue como PSA, testes de imunoquímica, ressonância magnética e o exame clínico. Não há motivo para que o câncer de próstata não seja diagnosticado precocemente. A mensagem central deste Novembro Azul é: o cuidado contínuo com a saúde masculina salva vidas.”

A Abramed destaca que o avanço dos métodos diagnósticos, somado à ampliação do acesso e à integração entre equipes clínicas, fortalece o combate ao câncer de próstata em todas as regiões do país. A prevenção segue como a principal aliada da sobrevida e da qualidade de vida dos pacientes — e a tecnologia, como um pilar fundamental para tornar esse cuidado cada vez mais preciso.

24 de novembro de 2025

Influenza volta a crescer e registra 19,1% de positividade, aponta Abramed

Taxa avança pelo 13º período consecutivo; média móvel da positividade chega a 14,2% na última semana e reforça tendência de circulação elevada do vírus às vésperas do verão.

Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) — que reúne empresas responsáveis por mais de 85% do volume de exames realizados na saúde suplementar — apontam que a Influenza voltou a crescer no país.


A tendência de alta começou na semana epidemiológica 32 (03 a 09 de agosto) e, na leitura mais recente, a taxa de positividade chegou a 19,1%, o maior índice registrado desde junho. Antes disso, o último pico havia sido de 15,8%, reforçando o alerta para a circulação intensa do vírus às vésperas do verão.

De acordo com o patologista clínico Dr. Alex Galoro, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, o comportamento atual está ligado sobretudo a fatores sazonais e à imunidade populacional diante das cepas em circulação.

“É um comportamento típico dos vírus respiratórios. Fatores sazonais e imunidade populacional exercem grande influência na retomada da Influenza após um período de baixa”, explica o especialista.

Alta na positividade reflete sazonalidade, não gravidade clínica

Apesar do avanço da positividade, o aumento não indica que os casos estejam mais sintomáticos ou graves.

“A taxa de positividade não permite avaliar aumento de casos sintomáticos; apenas mostra que, entre os testes realizados, há maior proporção de positivos — o que é típico da sazonalidade”, reforça Galoro.

A média móvel da positividade da última semana está em 14,2%, indicando circulação elevada e sustentada do vírus.

Diagnóstico diferencial entre Influenza e Covid-19 continua essencial

Com a presença simultânea de diferentes vírus respiratórios, o Dr. Galoro destaca a importância do diagnóstico preciso tanto para medidas de prevenção quanto para a conduta clínica.

“O diagnóstico diferencial entre Influenza e Covid-19 segue fundamental. A testagem permite maior assertividade nas medidas de precaução, no monitoramento do tempo de transmissão e na indicação de antivirais e sintomáticos”, afirma.

Recomendações do especialista:

  • Isolamento ou uso de máscara por sintomáticos ou positivos;
  • Vacinação em dia, sobretudo em grupos de risco;
  • Testagem rápida para orientar condutas e reduzir transmissão;
  • Atenção dos laboratórios para fluxos internos, demanda por testes e comunicação com unidades de saúde.

Próximas semanas: tendência ainda incerta

“Quando um vírus entra em circulação, permanece ativo por um período influenciado pela imunidade da população — incluindo vacinação — e pelas condições climáticas. Em geral, dura ao menos de 4 a 5 semanas, mas não é possível definir com precisão”, explica Galoro.

O cenário reforça a necessidade de atenção de toda a cadeia da saúde para responder ao aumento da circulação viral no fim da primavera e início do verão.

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.


As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

24 de novembro de 2025

Com colaboração estratégica da Abramed, Política Nacional do Diagnóstico Laboratorial avança e une entidades do setor

Proposta inédita visa modernizar a regulação da Medicina Diagnóstica e fortalecer a rede de serviços laboratoriais no país

As principais entidades representativas da Medicina Diagnóstica se uniram para consolidar a Política Nacional do Diagnóstico Laboratorial (PNDL) — uma proposta inédita que avança no Congresso Nacional com o objetivo de estabelecer diretrizes técnicas, científicas e regulatórias para o setor, fortalecendo a rede de serviços laboratoriais e garantindo a sustentabilidade da Medicina Diagnóstica no Brasil.

O projeto, que conta com colaboração estratégica da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), marca um movimento histórico de convergência entre os setores público e privado, com apoio de instituições como SBAC, SBPC/ML, CBDL, CFF, Fenafar, CFBM e Febralac.

“A PNDL apresenta as bases essenciais para um futuro marco regulatório do setor, reconhecendo o Diagnóstico Laboratorial como um componente essencial do sistema de saúde e propondo caminhos concretos para ampliar o acesso e a qualidade dos exames”, afirma Milva Pagano, diretora executiva da Abramed.

Recentemente apresentada ao Congresso Nacional, sob liderança do deputado federal Pedro Westphalen (PP-RS), a proposta está aguardando despacho do Presidente da Câmara dos Deputados. 

Modernização e integração

A PNDL busca consolidar a regulação do setor a partir de padrões rigorosos de qualidade, segurança e interoperabilidade, promovendo maior integração entre os serviços públicos e privados. Atualmente, 95% dos diagnósticos laboratoriais do SUS são realizados por laboratórios da rede privada, segundo o ElastiCNES (2025) — o que reforça a importância de uma política nacional que garanta equilíbrio e sustentabilidade no acesso aos exames.

“O sistema público depende fortemente da rede privada para oferecer exames à população. Essa integração precisa ser reconhecida e estruturada de forma estratégica”, destaca Milva Pagano.

Entre as ações previstas estão a ampliação da cobertura geográfica, a incorporação sustentável de novas tecnologias, a redução de custos para os usuários do SUS e a implementação de sistemas de gestão de qualidade. Hoje, o país conta com cerca de 18 mil laboratórios, incluindo unidades completas, postos de coleta e núcleos técnico-operacionais, conforme dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Alinhamento internacional

A proposta também está alinhada às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda parâmetros globais para a oferta de diagnósticos essenciais, seguros e de qualidade — conforme a Resolução 76.5 da agência.

“Ao adotar os princípios da OMS, a PNDL coloca o Brasil em sintonia com as melhores práticas internacionais e contribui para a consolidação de uma política robusta e sustentável”, conclui Milva.

Sobre a Abramed

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fundada em 2010 como resultado da junção de esforços de empresas de medicina diagnóstica do país. Em um momento em que o sistema de saúde brasileiro passava por transformações, tais como a consolidação de um novo perfil empresarial e regulamentações necessárias para o futuro da medicina diagnóstica, essas empresas de atuação de ponta no mercado perceberam os benefícios que uma ação integrada poderia trazer para a defesa de suas causas comuns.

Assim, a Abramed tornou-se a voz de seus associados nos diálogos com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os

anseios do setor sobre assuntos relacionados à saúde e a adoção de políticas e medidas que considerem a importância da medicina diagnóstica para os cuidados da população brasileira.

Ainda traduz sua representatividade através da parceria com a comunidade científica e demais entidades envolvidas com o setor e no diálogo com a sociedade civil.

Seus associados, juntos, respondem por mais de 85% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Empresas essas, reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, excelência tecnológica, práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

11 de novembro de 2025

Durante a semana da COP30, Medicina Diagnóstica reforça compromisso com agenda ESG, com mais de 60% das empresas com ações socioambientais

Com adesão ao Pacto Global da ONU, o setor reduziu o consumo de energia, ampliou a coleta seletiva, tem 65% das lideranças femininas e metade das empresas já publica relatórios de governança

Com o início da COP30, que acontece nesta semana em Belém, e a sustentabilidade assumindo um papel central nas discussões globais, a Medicina Diagnóstica emerge como um vetor importante para o avanço de ações sustentáveis, de equidade e com práticas sólidas de governança. É o que revela a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, o qual aponta que 61% das empresas vinculadas à Associação possuem iniciativas socioambientais de voluntariado.

O relatório destaca também uma tendência de crescimento das iniciativas para a redução do impacto ambiental de laboratórios e centros diagnósticos. Nesse sentido, entre 2023 e 2024, o setor teve uma diminuição significativa de 25,6% no consumo de energia por exame realizado e de 7,1% no uso de água.

O plano ambiental entra ainda em destaque no plano de uma melhor gestão de resíduos laboratoriais, já que 93% das empresas implementam a coleta seletiva, 88% contam com campanhas de conscientização, 87% possuem inspeções ou auditorias internas e 86% oferecem treinamentos neste campo.

Na visão do médico patologista, professor e pesquisador Paulo Saldiva, a proatividade do segmento de Medicina Diagnóstica – e da saúde como um todo – é fundamental para o enfrentamento da crise climática que afeta o planeta.
“Hoje, as cidades estão na mesa de autópsia, e a saúde tem um papel central em diagnosticar, propor terapêuticas e orientar caminhos de sustentabilidade”, observou Saldiva em sua participação no 9º Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), evento coordenado pela Abramed que ocorreu no último mês de agosto.

Essa orientação, aliás, avançou ainda mais na Abramed em 2025, com a associação se tornando signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), no Programa Multiplicadores, dando um importante passo para consolidar a Medicina Diagnóstica como agente ativo de pautas socioambientais.

Impacto social e governança

No aspecto social e de equidade, outro pilar importante da agenda ESG, vale frisar a diversidade como elemento preponderante na composição das empresas de Medicina Diagnóstica, com destaque para a participação feminina em equipes e postos de liderança.

O relatório aponta, por exemplo, que 100% das associadas Abramed têm mais de 50% de seu quadro de colaboradores composto por mulheres e, em 65% das instituições, mais de 50% das lideranças são do sexo feminino.

A diversidade também está presente em fatores como a presença de funcionários LGBTQIA+ (1 em cada 5 empresas possuem 25% de colaboradores com orientação não heteronormativa) e de talentos com mais de 50 anos, que compõem 47% do quadro de funcionários em 20% das empresas.

Finalmente, no âmbito da governança, a Abramed tem frisado para seus associados a necessidade da implementação de políticas rigorosas de conformidade, como uma via para a promoção de mais transparência nas práticas empresariais e da responsabilidade das lideranças para o fortalecimento de relações de confiança junto a pacientes e stakeholders.

Nesse sentido, o Painel Abramed aponta que metade das organizações da Medicina Diagnóstica já conta com a divulgação de relatórios de práticas ambientais, sociais e de governança corporativa – e a tendência é que esse movimento siga em crescimento nos próximos anos.

Para Milva Pagano, diretora executiva da Abramed, um olhar efetivo para a governança é essencial tanto no sentido de impulsionar a reputação corporativa dos laboratórios e centros diagnósticos do país, quanto para atender às regulamentações e expectativas de mercado.
“Relatórios de governança apoiam na tomada de decisões estratégicas por parte dos gestores, atraem investidores para o ecossistema suplementar e melhoram a eficiência operacional. Além disso, fomentam o engajamento dos colaboradores e auxiliam no desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade, preparando a empresa para desafios futuros e promovendo uma atuação mais sustentável e ética no setor”, explica Pagano.

E, segundo Paulo Saldiva, associações como a Abramed têm um papel central no direcionamento da agenda ESG na saúde, incentivando uma visão colaborativa entre os diferentes agentes do segmento.
“No trabalho da Abramed, vemos empresas concorrentes trabalhando juntas, dialogando e trocando informações — e isso não é habitual em outras áreas. Esse talvez seja o maior legado da saúde: mostrar que é possível avançar coletivamente em prol da vida”, comenta o médico.

E, com o Brasil sediando a COP30 nesta semana, Milva Pagano destaca, por fim, que a Medicina Diagnóstica está preparada para contribuir com metas concretas de sustentabilidade que beneficiem a todos.
“A COP30 representa um marco para o país e uma oportunidade para o setor reafirmar seu papel na transição para uma economia de baixo carbono. A Medicina Diagnóstica tem a capacidade de se posicionar como um dos líderes dessa transformação, unindo inovação, ciência e compromisso com o futuro do planeta”, conclui a executiva.