Abramed marca presença em webinar sobre Saúde Ocupacional e as transformações trazidas pela pandemia

Olhar para além da gestão da medicina diagnóstica tem sido um dos focos da entidade, ressaltou a diretora executiva, Milva Pagano 

Em celebração ao Dia Mundial da Saúde, o PK Pinhão e Koiffman Advogados realizou, no dia 7 de abril, o evento “Saúde Ocupacional: Viabilização jurídica e benefícios aos colaboradores e à empresa”, com a proposta de discutir a importância da gestão da saúde, principalmente no cenário atual no qual prevalece a preocupação dos gestores em razão das demandas criadas pela pandemia, como o isolamento social, a instabilidade emocional, entre outros, bem como em razão do crescimento dos índices de doenças que demandam cuidado de longo prazo. A programação mostrou como viabilizar essas questões do ponto de vista dos negócios e do caráter jurídico, destacando os reflexos no contexto trabalhista e da tecnologia digital com o incremento, por exemplo, da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Moderado por Hélio Moraes, sócio responsável pelas áreas de Contratos, Proteção de Dados, Tecnologia e Compliance do PK Pinhão e Koiffman Advogados; e Diogo Marzzoco – DPO e coordenador da equipe de Proteção de Dados pessoais no PK Advogados, a programação contou com os painelistas: Vanessa Ziggiatti, sócia responsável pela área trabalhista do PK Pinhão e Koiffman Advogados; Milva Pagano, diretora executiva na Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed); e Luis Augusto Pilan, diretor médico na Mantris.

As abordagens trazidas pelos especialistas destacaram os papéis das empresas de saúde ocupacional e dos colaboradores como centro dos cuidados. Eles discorreram sobre temas atuais para o setor, como a MP 1.108 (que determina regras específicas sobre o modelo de trabalho home office), conceito ESG, eSocial, os desafios operacionais e trabalhistas ligados à proteção de dados pessoais trazida pela LGPD, e orientações para os gestores conseguirem operacionalizar suas estratégias em gestão de saúde atendendo às mudanças do arcabouço normativo e da pandemia.

Com um panorama sobre a área da saúde e suas demandas atuais, Milva Pagano abordou alguns dos desafios que permeiam o setor nesse período de transição pós-pandemia, destacando a visão que a Abramed vem alimentando para além da medicina diagnóstica, com um olhar para a gestão da medicina como um todo.

“Isso nos remete à importância da medicina diagnóstica dentro dessa cadeia, uma vez que não dá para falar em gestão, promoção e tratamentos de saúde sem diagnósticos. Com isso, o diagnóstico acaba sendo o começo, meio e fim de tudo. Daí a importância de alinharmos todos os elos dessa cadeia para um trabalho em conjunto”, salientou Milva.

Na sequência, Luís Pilan comunicou a aquisição da Mantris pelo Grupo Dasa, agregando, assim a medicina assistencial ao trabalho da Mantris na área ocupacional, destacando que o mercado de saúde no Brasil está aquecido com novas aquisições, investimentos por parte de empresas financeiras e desenvolvimento tecnológico e, portanto, vê com relevância a parte diagnóstica para a gestão da saúde. “Esse movimento é bem promissor e só tem a agregar para o paciente e, consequentemente, para os gestores de saúde das empresas”, frisou.

Saúde ocupacional é o tema do dia a dia de trabalho da advogada Vanessa Ziggiatti. A especialista destacou o apoio em dirimir as dúvidas em relação à transformação que a área de saúde ocupacional tem tido ao longo do tempo. “As relações de trabalho refletem nas relações sociais e vão se aperfeiçoando. Com isso as empresas estão adquirindo novos deveres, mas também novos poderes e o advogado trabalhista pode contribuir para ajudá-las nessas questões”, ressaltou.

No decorrer do webinar, Milva Pagano fez considerações sobre a problemática atual da saúde ocupacional no Brasil, informando que o setor da saúde como um todo está passando por transformações intensas. “E, como uma forte tendência de mercado, temos visto a concentração de empresas que compõem todos os elos da cadeia dentro de um mesmo grupo o que significa a busca pela consolidação de um ecossistema da saúde”, observou. Ela lembrou ainda que a verticalização dos serviços é um movimento que tende a se expandir no País.

Levando em conta esses aspectos, Milva fez observações competentes à área da saúde ocupacional que vem vivendo um processo de transformação ao longo dos anos tendo que sair da esfera meramente burocrática que o Médico do Trabalho exercia, muitas vezes de somente cumprir legislação, fazer exames admissionais e demissionais, e hoje vai muito além. “As empresas estão implantando os programas mais bem-sucedidos em gestão da saúde que tem a área da saúde ocupacional envolvida ou até mesmo liderando as ações. Isso representa um forte indicador de sucesso nos programas de gestão de saúde corporativa”, afirmou a executiva.

O empoderamento dos pacientes também foi destacado na fala da diretora da Abramed. “Hoje ele dialoga com o médico, discute os diagnósticos, ou seja, atua sob uma nova postura e diante desse empoderamento, o setor da saúde tem discutido se isso é uma ameaça ou traz oportunidades. Para nós, representa vantagens e diversas oportunidades, pois estamos falando de pessoas e a pandemia trouxe à tona a importância das pessoas, suas forças e fraquezas. Essa transformação pela qual o setor da saúde passa e o da saúde ocupacional também foi intensificada e trouxe mudanças positivas e vejo isso com bons olhos. Para mim, hoje, a saúde ocupacional tem uma atuação muito mais protagonista e relevante. Não dá para se falar em gestão de saúde corporativa sem a saúde ocupacional estar liderando ou co-liderando esse processo”, pontuou.

Para assistir o webinar na íntegra, clique aqui

Construindo o nosso futuro como protagonistas da saúde

Por Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed

A saúde no Brasil tem avanços históricos como a descentralização, a municipalização de ações e serviços, a melhoria e a ampliação da atenção à saúde, o fomento à vigilância em saúde e sanitária e o controle social com a atuação dos conselhos de saúde.

A última década apresentou algumas características diferenciadas no que diz respeito à evolução do setor da saúde. Observamos não só um sistema bastante fragmentado, com pouca troca de informação; com foco na doença e não na prevenção na gestão da saúde; e uma visão prioritária em custo e não em valor.

Em complemento a isso, temos um cenário de envelhecimento da população, o advento de novas tecnologias, o crescimento da judicialização e uma série de outros aspectos que fizeram com que o número de procedimentos por vida na saúde suplementar tivesse um crescimento.  Com isso o chamado share of pocket só fez crescer.

Foi esse cenário que incentivou enormemente a entrada de capital no setor, colaborando para esse processo de consolidação, em especial no que tange a verticalização. Então, podemos dizer, que o setor de saúde é aquele que, nos últimos dois anos, apresentou o maior número de fusões e aquisições no Brasil.

Aprofundando, o nosso setor de medicina diagnóstica não ficou ileso nesse momento. Porém, foi de maneira diferente dependendo do perfil das empresas a serem consideradas. As maiores e mais estruturadas, que tiveram condição de ir ao mercado financeiro e se valer dessa oportunidade, participam e estão participando desse processo de consolidação. Todavia, temos também as menores, mais regionalizadas, que observaram as suas operações sendo prejudicadas do ponto de vista de sustentabilidade e lucratividade pela própria discrepância de tamanho com as fontes pagadoras.

Mas, ainda há muito espaço para esse movimento. E, será inevitável nesse nosso segmento de medicina diagnóstica que algumas dessas médias e pequenas empresas acabem sendo consolidadas. Minguando de tamanho ou, eventualmente, mudando até o perfil de atuação para atender essa nova realidade do mercado.

Além disso, temos um forte movimento de formação de ecossistemas da saúde, onde as linhas de atuação dos players são muito mais tênues, buscando uma integração do cuidado com o foco na gestão da saúde e uma melhoria da efetividade.

E se formos falar de ameaças. Hoje gasta-se mais com saúde. Em geral, historicamente o principal desequilíbrio acontecia pelo conflito entre fontes pagadoras e prestadores de serviço. Nos últimos anos, a tese da verticalização emerge como ponto central dessa discussão, surgindo como uma alternativa a esse controle de custo baseado no consumidor. A perspectiva que se tem é que tendo tudo “dentro de casa” fica mais fácil controlar o acesso e o custo.

Neste cenário, a medicina diagnóstica ganha cada vez mais espaço e importância. Como um “mapa” que orienta o nosso caminho, o diagnóstico embasa o cuidado, o tratamento, a prevenção de doenças e a efetiva gestão da saúde.

A Abramed entra nesse ponto, com uma visão de futuro de protagonismo no setor de saúde, como um agente transformador deste setor. Neste sentido, nosso primeiro passo, a curto e médio prazo, é fortalecermos nossa posição de representatividade na medicina diagnóstica. Digo isso, pois acredito que tornar a entidade mais plural e mais diversa, trará mais elementos de representação do setor.

E, é exatamente esse momento de amadurecimento, expansão e consolidação que estamos vivendo. Fundada há onze anos, a Abramed é uma entidade jovem que está vivendo um momento muito especial, buscando tornar-se efetivamente conhecida e protagonista, passando mais, claramente, a percepção de que agrega valor para o associado. Seja com serviços ou pelos próprios benefícios proporcionados pelo associativismo.

Entramos na fase de implantação do nosso planejamento estratégico, desenvolvido no ano passado após diversas entrevistas com gestores da Abramed, associados e parceiros, levantamento de uma visão do setor, impactos nos tipos de prestadores, posicionamentos, construções de cenários. Tudo para chegar no futuro que queremos chegar. Tudo isso para aumentar a pluralidade.

Também estamos finalizando a implantação da reestruturação dos 10 (dez) comitês da Abramed, com representantes dos nossos associados para deliberar sobre as agendas propositivas, com atuação em três eixos: benchmarking de boas práticas; desenvolvimento de conteúdos de valor; e desenvolvimento de projetos aplicados.

Acreditamos no nosso papel de influenciar o mercado na defesa de comportamentos éticos e transparentes, vitais para a evolução e a sustentabilidade do sistema de saúde e em benefício da população que busca os serviços essenciais que o setor fornece e queremos gerar cada vez mais valor para nossos associados e para a sociedade.

Medicina diagnóstica intensifica cultura de segurança e saúde ocupacional para o bem-estar dos colaboradores

Ações de cuidado e acolhimento desses profissionais têm impacto direto na gestão de custos e na redução de absenteísmo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu, desde 2003, o dia 28 de abril como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho. No Brasil, a lei federal nº 11.121/2005 definiu a data como Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho, como forma de manter sempre viva a importância da prevenção e do cuidado durante o exercício do trabalho.

Na medicina diagnóstica, que  tem um papel fundamental na identificação de fatores de risco que indiquem a possibilidade do surgimento de muitas doenças, a cultura de segurança e saúde ocupacional, que sempre esteve presente, vêm sendo expandida entre as empresas do segmento na busca por ações e programas voltados para o bem-estar dos seus colaboradores, principalmente a partir da pandemia de Covid-19, quando muitos foram afetados física e emocionalmente.

“Os programas de bem-estar trazem a percepção de cuidado e acolhimento para os colaboradores, além de impactar diretamente na gestão de custos, melhor utilização do plano médico e redução de absenteísmo”, afirma Cesar Izique, gerente-executivo de Saúde e Bem-estar da Dasa e membro do Comitê de Recursos Humanos da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Ele lembra que os colaboradores da saúde, inclusive do segmento diagnóstico, foram diretamente afetados pela crise sanitária provocada pelo novo coronavírus. Considerados linha de frente, esses profissionais ficaram mais expostos por estarem em contato direto com pacientes com Covid-19 e necessitaram de atenção redobrada quanto às medidas de proteção individuais e coletivas, além de reforço das orientações sobre protocolos assistenciais e demandaram suporte emocional.

De fato, um setor essencial, acostumado a entregar um serviço extremamente valioso para a população, que é a realização de exames, com a pandemia precisou de muitas ações, para preservar a saúde, segundo o Painel Abramed 2021 – O DNA do Diagnóstico,  dos mais de 275 mil profissionais de saúde que todos os dias vestem seus jalecos nos laboratórios, clínicas de imagem e hospitais no Brasil.

Da intensificação da distribuição e treinamentos no uso de equipamentos de proteção individual (EPIs); divulgação de cartilhas orientativas; fixação de cartazes nos locais de trabalho em funcionamento; treinamentos para instruções de como proceder em tempos de pandemia; até e monitoramento de colaboradores infectados, mantendo a vigilância constante, dia e noite, foram algumas ações realizadas e que ainda hoje são praticadas para preservar a saúde e a segurança dos profissionais que atuam em medicina diagnóstica.

Na opinião de Izique, atualmente os profissionais do segmento estão mais preocupados com a sua saúde e a dos outros também. Para ele, a pandemia parece ter causado uma mudança na cabeça dos colaboradores da saúde no sentido da autopreservação, com a incorporação do autocuidado, adotando-se a prevenção em todas as suas atividades cotidianas. 

E cada vez mais as empresas também estão entendendo a importância e os benefícios de cuidar da saúde dos colaboradores de maneira multidisciplinar, colocando as pessoas como bem mais valioso. Desta forma, o cuidado com a saúde dos profissionais ganha maior relevância para a sustentabilidade do negócio. 

Para o especialista, é preciso uma abordagem holística diferenciada e uma atuação em várias frentes para alcançar os melhores resultados dos colaboradores de forma sustentável para toda a cadeia da saúde. Isso está intrinsecamente relacionado à proposta de valor da medicina diagnóstica, de aprimorar a gestão do setor por meio da inovação. 

Mercado promissor

A medicina preditiva e preventiva vem evoluindo na personalização do cuidado, trazendo cada vez mais tecnologias voltadas não só à inteligência de dados como equipamentos mais ágeis e precisos nos resultados. Esse mercado promissor na área da saúde também vem sendo avaliado pelas empresas de medicina diagnóstica como aplicar esse conceito na sua população de colaboradores.

“A orientação quanto a importância da realização de exames preventivos, acompanhamento regular da saúde dos colaboradores com análise de dados preditivos, levando em consideração questões assistenciais, ocupacionais e até socioeconômicas, além da disponibilização de programas que incentivam a prática de atividade física regular, a promoção de momentos de lazer e relaxamento trazem uma perspectiva de uma melhor gestão da saúde corporativa. E é neste caminho que estamos, do cuidado integral para pacientes e colaboradores”, concluiu Izique. 

Telerradiologia se desenvolve cada vez mais no Brasil e gera valor para toda a cadeia da saúde

Com especialistas avaliando determinados exames, o paciente pode ter um diagnóstico precoce e um melhor desfecho

Há anos a telerradiologia vem se desenvolvendo no Brasil, país que foi, inclusive, um dos pioneiros em sua adoção. A telerradiologia consiste na elaboração remota de laudos de exames de imagem, possibilitando que médicos radiologistas possam atuar à distância na análise e interpretação de exames médicos, utilizando a conectividade por meio de uma rede dedicada ou mesmo compartilhada de internet.

Muitas vezes adotada de forma interna, em grandes redes, hospitais ou centros de medicina diagnóstica, a telerradiologia traz vários benefícios para essas instituições, como a possibilidade de contar com especialistas em assuntos determinados, já que eles não precisam estar disponíveis presencialmente, além da maior uniformidade nos relatórios e na adoção de protocolos, tanto de realização quanto de leitura desses exames.   

“No caso de clínicas pequenas, a telerradiologia oferece apoio ao permitir relatórios de exames mais complexos. Para clínicas e hospitais maiores, auxilia ao cobrir férias de profissionais e em casos de grande aumento da demanda”, explica Gustavo Meirelles, médico radiologista, executivo do setor de saúde e diretor do Comitê de Radiologia  e Diagnóstico por Imagem da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Além disso, a telerradiologia pode ajudar a evitar desperdícios e a gerar valor para a cadeia de saúde como um todo, oferecendo mais qualidade no atendimento à população. “Com especialistas avaliando determinados exames, muitas vezes o paciente tem um diagnóstico precoce e um melhor desfecho”, ressalta Meirelles.

Isso sem falar que a repetição de exames ou até mesmo a adoção de dois exames complementares que não seriam necessários gera custos para a cadeia de saúde, para a operadora e para o próprio paciente. “No entanto, a telerradiologia não deve ser encarada como uma commodity nem como uma forma de redução de custos, mas sim como algo que veio agregar valor para o médico que solicita um exame, para o médico radiologista e, principalmente, para o paciente”, reforça.  

E os benefícios para os pacientes não param por aí. Por exemplo, uma pessoa que mora em uma cidade pequena, com acesso ao equipamento para a realização do exame, mas sem um profissional especialista disponível, pode ter o exame laudado remotamente por meio da telerradiologia. Através dela, o paciente ganha mobilidade, pois as grandes redes de hospitais ou os centros de medicina diagnóstica têm unidades espalhadas por diversos locais nas grandes cidades, fazendo com que o paciente possa realizar o exame perto da sua casa.

Desafios 

Segundo Meirelles, um grande desafio ao desenvolvimento da telerradiologia no Brasil é a infraestrutura. Por mais que atualmente haja redes melhores de internet, essa é uma realidade apenas nas grandes cidades. “O 5G, que irá atender de forma muito mais ágil do que as redes wi-fi de grande velocidade, vai ampliar esse desafio, pois precisa chegar rapidamente em cidades pequenas”, expõe.

Quando houver uma infraestrutura adequada para fazer o transporte de dados em tempo real, o que é esperado com o 5G, será possível avaliar os exames sem a necessidade de enviar o arquivo por upload e download, mas por streaming, como os filmes e músicas disponíveis em plataformas digitais. 

Para resolver esse gargalo, é preciso uma política governamental forte de implementação de redes mais rápidas, além do auxílio da iniciativa privada para que as redes de 5G cheguem de forma mais ágil em locais menores, ou até mesmo na periferia das grandes cidades. “É importante lembrar, ainda, do auxílio das redes universitárias, de alta velocidade, porque a telerradiologia não ajuda apenas no relatório, mas também na troca de informações entre médicos. Grande parte das reuniões científicas atualmente são feitas de modo on-line, e a telerradiologia permite a transmissão de exames de um local para o outro”, complementa o diretor do Comitê de Radiologia da Abramed.

Outro desafio citado por Meirelles é o desconhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre os benefícios e a regulamentação da telerradiologia, que existe há alguns anos e é bastante sólida, fruto dos esforços do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

Mais um ponto de atenção diz respeito ao ferramental utilizado, principalmente os monitores, que devem ter resolução adequada e compatível com as regras da Anvisa.

Além dos monitores com as especificações corretas, o profissional precisa ter uma conexão de internet rápida e estável e estar em um local calmo, com luminosidade adequada. Outro item muito relevante é a obrigatoriedade de haver um radiologista local, responsável pela clínica, para que esta possa enviar os exames a serem relatados por telerradiologia. 

Já com relação à segurança dos dados pessoais, é preciso adotar ferramentas e canais seguros de transmissão, armazenamento, visualização e, posteriormente, de disponibilização dos relatórios e das imagens. “Não se deve utilizar ferramentas caseiras e não adequadas para a atividade médica, mas sim, aquelas que foram desenvolvidas para esse fim e que atendam à regulamentação do Brasil para a telerradiologia”, orienta Meirelles.

Abramed participa da Jornada Paulista de Radiologia 2022

Associação promove painel com a participação de CEOs da saúde, no dia 29 de abril, para discutir as principais tendências do setor

A Abramed estará presente na 52ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR), que acontece entre 28 de abril a 1º de maio de 2022, no Transamérica Expo Center (TEC), em São Paulo, organizada pela Sociedade Paulista de Radiologia (SPR) em parceria com a Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA). Além da presença na área de exposição, com um estande institucional para receber associados e parceiros, pelo segundo ano consecutivo a Abramed fará parte da programação oficial do evento.

Com o painel “Tendências do Mercado de Saúde”, que acontece no dia 29 de abril, das 13h50 às 15h10, a Abramed trará um bate-papo entre CEOs do setor moderado pelo presidente do Conselho de Administração da entidade, Wilson Shcolnik.  Entre os executivos confirmados estão Fernando Ganen, Diretor Geral do Hospital Sírio Libanês; Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury e Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin.  

O objetivo do painel é trazer a visão de CEOs sobre as movimentações e tendências que estão acontecendo no mercado atualmente; as fusões e aquisições e os caminhos de transformação do setor em um novo ecossistema de saúde. 

A JPR 2022 tem como tema central “Um novo encontro: reunidos, afinal” e está preparada para receber um grande número de participantes de todo o Brasil e de países vizinhos, principalmente do Mercosul. 

A Abramed estará com estande localizado no HALL D, ao lado da área institucional da SPR – Sociedade Paulista de Radiologia.

Abramed alerta para a importância de check up na prevenção de doenças

Em alinhamento às diretrizes da OMS, em alusão ao Dia Mundial da Saúde, entidade enfatiza importância da medicina diagnóstica e dos seus avanços para salvar vidas e reduzir custos e desperdícios no sistema de saúde

Atualmente a saúde está muito associada à prevenção e promoção à saúde do que ao tratamento da doença. Nesse sentido, a medicina diagnóstica continua sendo um elo muito importante. Além dos recursos que permitem diagnosticar e identificar a presença de muitas doenças antes que qualquer sintoma apareça. Os exames preditivos e a medicina personalizada têm emergido como uma excelente contribuição para a saúde das pessoas. 

O entendimento de que diagnosticar pacientes precocemente salva não só vidas, mas pode reduzir consideravelmente as despesas assistenciais também é outro fato consolidado. Um levantamento feito recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que, se países de baixa e média renda investirem US$ 1 por pessoa, ao ano, na prevenção de doenças crônicas, como diabetes, cerca de sete milhões de mortes poderiam ser evitadas até 2030.  

Além disso, estima-se que com esse mesmo montante investido em políticas públicas e medidas de prevenção de doenças do coração, diabetes, câncer e respiratórias, em nove anos a economia gerada poderia ser de US$ 230 bilhões. Por outro lado, não há dúvidas de que o diagnóstico tardio pode piorar a sobrevida e resultar em tratamentos mais custosos e muitas vezes paliativos.

Para a Abramed, as estratégias para o diagnóstico precoce e o rastreamento de algumas doenças ganham ainda mais importância, dentro desse contexto. Elas são eficazes, inclusive nos casos assintomáticos de diversas doenças graves, como alguns tipos de câncer e outras patologias silenciosas, como as doenças crônicas não transmissíveis. Os exames permitem detectar anormalidades e evitam intervenções mais complexas e até mesmo os óbitos. 

Segundo dados do Painel Abramed – DNA do Diagnóstico 2021, a detecção precoce por meio dos exames de diagnóstico é um dos instrumentos capazes de auxiliar no gerenciamento e na orientação das políticas de saúde. No Brasil, mais da metade (52%) das pessoas com 18 anos ou mais relatam diagnóstico de pelo menos uma doença crônica. 

“Temos a cada dia novos conhecimentos sendo agregados. Somos um setor muito privilegiado, pois conseguimos aplicar muito rapidamente novas tecnologias e tudo o que é desenvolvido na comunidade científica. Como é o caso da inteligência artificial, com os algoritmos e os aprendizados por máquina atuando e que cada vez mais sendo potencializado. Afinal, tudo isso baseia-se em informações originadas a partir de exames diagnósticos. A medicina precisa do nosso setor. Os médicos precisam ser assessorados para entenderem todos os recursos que estão chegando e agora tornam-se disponíveis para serem utilizados em benefício da saúde dos pacientes”, enfatiza Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed. 

Alex Galoro, médico Patologista Clínico, gestor do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica e coordenador do Comitê de Análises Clínicas da Abramed, ressalta que os Laboratórios Clínicos sofreram grandes alterações nas últimas décadas. São notáveis, segundo ele, as descobertas de novas metodologias e o maior conhecimento dos mecanismos das doenças, permitindo o desenvolvimento de grande número de novos testes. 

Atualmente, são mais de cinco mil diferentes modalidades de testes, muitos deles genéticos, que permitem a pesquisa específica de diferentes doenças com qualidade, segurança e eficácia. A evolução das Análises Clínicas ainda não acabou e permitirá cada vez mais a chamada “Medicina Personalizada”, com diagnósticos e acompanhamentos terapêuticos específicos para cada pessoa permitindo desta forma que cuidem de sua saúde e obtenham ganhos em expectativa e qualidade de vida.

“Hoje em dia temos bem claros os hábitos de vida saudáveis, que precisam ser seguidos por cada pessoa, a fim de minimizar os riscos de doença. Os exames de checkup são uma ferramenta também importante para estes cuidados, pois permitem a detecção de alterações em estágios ainda iniciais, que não causam sinais e sintomas que permitam ao indivíduo perceber que alguma doença está se instalando”, enfatiza o Galoro. 

Entendendo quais são os principais exames de diagnósticos a serem realizados 

O check up é uma rotina de exames utilizados para a avaliação da saúde das pessoas, que permite a detecção de alterações fisiológicas que predisponham a determinadas doenças ou da própria doença. Esta rotina é adequada a cada indivíduo, conforme sua idade e gênero, visando a detecção de doenças mais comuns para cada caso.

 “Ao contrário do velho comentário de que é melhor não ir ao médico, porque ‘quem procura acha’ a doença, o check up é uma atividade de prevenção, porque toda doença tem melhor chance de tratamento e de cura, quando diagnosticada precocemente. Portanto, quanto antes tivermos o diagnóstico, melhor”, ressalta o coordenador do Comitê de Análises Clínicas da Abramed. 

Todo check up deve ser realizado sob orientação médica para que a individualização seja possível, incluindo o levantamento de hábitos de vida obtidos na anamnese; exame físico e complementares, que podem abranger testes laboratoriais, de imagem, cardiológicos, entre outros. 

“Os testes de check up costumam ser bastante sensíveis, para conseguirem detectar qualquer possibilidade de alteração. Quando um teste é positivo, não significa necessariamente que a pessoa está doente. Podem ser necessários outros exames mais específicos, para concluir a investigação. Por isso a necessidade de um profissional habilitado para interpretar os resultados e orientar o paciente que fez os exames”, enfatiza. 

Entre os exames normalmente solicitados estão: a MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial), por exemplo. Este é o exame indicado para auxiliar no monitoramento da pressão arterial e pode prevenir graves doenças, especialmente nas faixas etárias mais avançadas, que são geralmente acometidas por doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial atinge cerca de 23,9% da população brasileira acima de 18 anos e até 62,1% das pessoas com 75 anos ou mais de idade, e pode reduzir a expectativa de vida dos pacientes em até 40 se não for controlada adequadamente. 

Outro exemplo de atenção, é a diabetes, uma doença grave, que se mal controlada, pode ocasionar diversos problemas vasculares nos olhos, nos nervos, nos rins e no coração. Estas consequências, porém, podem ser reduzidas com controle sistemático da doença, feito principalmente por meio da manutenção das taxas de glicose no sangue em certos limites, assim como do rastreamento das complicações crônicas, sempre sob orientação médica. A dosagem de glicose no sangue, chamada glicemia (aleatória ou de jejum), é o exame usado para a triagem da diabetes (HelpaDiabeticChild).

Outros exames de rotina devem ser realizados para monitorização dos pacientes, entre os quais: hemograma, hemoglobina glicada, ureia, creatinina, pesquisa de microalbuminúria e perfil lipídico.  Também devem fazer parte da lista, o eletrocardiograma para medir a atividade elétrica do coração e que serve para diagnosticar a existência de problemas cardíacos; o teste ergométrico que ajuda a avaliar o funcionamento do sistema cardiovascular sob estímulo; e o ecocardiograma que é uma ultrassonografia do coração que fornece imagens obtidas por meio de ondas sonoras e cores para avaliar o tipo de fluxo sanguíneo nas câmaras cardíacas. Lembrando que outros exames podem ser recomendados conforme a necessidade individual do paciente. 

Os exames laboratoriais são imprescindíveis para estes check ups, que devem ter orientação médica para a indicação e interpretação dos exames. Para a realização dos exames, é importante buscar Laboratórios confiáveis, de preferência com algum tipo de Acreditação, para garantia de sua Qualidade.

Medicina diagnóstica, um elo fundamental na cadeia da saúde

Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, participou da live do Citi Brasil e destacou a importância do segmento na efetivação e eficácia da assistência à saúde

A diretora-executiva da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), Milva Pagano, foi a convidada para uma live do Citi Brasil –  banco global, que atua no país há mais de cem anos –, no último dia 10 de março, para falar sobre os desafios e perspectivas do mercado de medicina diagnóstica.

Inicialmente, Milva falou sobre a representatividade da Abramed, que reúne empresas responsáveis pela realização de cerca de 60% dos exames da saúde suplementar no Brasil, representando o setor de forma bastante abrangente. Para compreender e atuar nos desafios do segmento, a entidade conta com dez comitês específicos, compostos por executivos das associadas, responsáveis pelo planejamento e implantação de ações que geram impacto coletivo e positivo para o segmento, atuando sob três eixos: disseminação de boas práticas e benchmark; produção de conteúdo relevante e desenvolvimento de projetos aplicados.

“O setor da saúde passa por transformações e é um mercado em constante ebulição. O mesmo ocorre com a medicina diagnóstica, que é um segmento  bastante complexo, um importante elo da cadeia da saúde, que envolve questões diversas que  exigem muito diálogo intersetorial. Estamos sempre dialogando com os públicos estratégicos, como os poderes Executivo e Legislativo, órgãos reguladores e a imprensa, mostrando que é fundamental a comunicação entre todos os elos e os players do setor”, destacou a diretor-executiva.

Um dos temas questionados durante a live foi o projeto de lei (PL) nº 2.564/2020, que institui piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. O texto em análise na Câmara dos Deputados estabelece o valor mínimo inicial para os enfermeiros de R$ 4.750, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem R$ 2.375  para auxiliares e parteiras, a serem  pagos nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados.

A diretora-executiva da Abramed informou que participou de audiência realizada na Câmara dos Deputados convocada com o objetivo de viabilizar a aprovação do PL de maneira sustentável. Nesta audiência entidades de saúde apresentaram os possíveis  impactos financeiros sobre o setor  e a preocupação com as diferenças regionais.

A desoneração da folha de pagamento, segundo a diretora-executiva, foi uma possibilidade de solução apontada na ocasião, para tentar minimizar os efeitos da aprovação do piso salarial dos profissionais da enfermagem. O PL ainda precisa passar por quatro comissões da Câmara. Mas a aprovação de um pedido de urgência pode levar a proposta diretamente ao Plenário.

Outro assunto abordado foi a interlocução da Abramed com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) sobre os dispositivos da RBAC nº 175 e da IS nº 175-012, que obrigam a utilização de embalagens ensaiadas e apresentação dos respectivos laudos para o transporte de artigos perigosos e infectantes, demonstrando os impactos e as dificuldades atuais do mercado para atender a nova exigência, que em princípio valeria a partir de 1º de outubro de 2021. Porém, em atendimento ao pedido de adiamento formulado pela entidade perante o órgão regulador, o início da vigência foi prorrogado para 1º de abril deste ano, para adaptação do setor.

Após a prorrogação da entrada em vigor da resolução, foi constituído, por solicitação da Abramed, um grupo de trabalho na ANAC, com a participação de associados da Abramed e outros players do setor, que discutiu impactos e ajustes necessários nas exigências, segundo Milva, pois “a nova regra impacta na dinâmica e na logística de toda a rede de medicina diagnóstica nacional, que habitualmente se vale da aviação para transportar milhões de amostras de exames utilizados para prevenção, diagnóstico e gerenciamento de doenças”.

Questionada sobre a liberação de autotestes para Covid-19 e a realização de exames em farmácias, a diretora-executiva da Abramed disse que ambos facilitam o acesso da população ao diagnóstico. Porém, é preciso estar atento a qualidade desses dispositivos, possíveis falhas na execução dos autotestes e há grande preocupação com o cuidado e segurança dos exames fora do ambiente seguro dos laboratórios, pois pode haver impactos nos seus resultados.

Panorama

Na visão de Milva, o panorama para o setor de medicina diagnóstica no Brasil é promissor, mesmo diante dos desafios econômicos, regulatórios e legislativos.

“A saúde é uma área altamente regulada, que segue rígidas diretrizes, algo fundamental para garantir a segurança dos pacientes. Inserida nesse cenário, a medicina diagnóstica vem mantendo o diálogo com instituições públicas, governamentais e regulatórias, expressando a visão e os anseios quanto a assuntos relacionados ao setor, bem como à adoção de políticas e medidas que consideram a importância do segmento para os cuidados da população”, pontuou.

A pandemia, de modo geral, foi um processo de grande transformação e evidenciou a relevância da medicina diagnóstica. Um período muito difícil, mas também de muito aprendizado a todos os setores.

Para a diretora-executiva, o segmento tem se mostrado um elo fundamental na cadeia da saúde, com participação extremamente importante na efetivação e eficácia da assistência da população à saúde.

“Possuímos competência e expertise para atender aos principais padrões mundiais de qualidade. Temos que proteger o setor para que continue investindo em pesquisa e inovação, gerando empregos e cuidando da população, sempre com o olhar para a saúde das pessoas para conseguir diagnosticar e tratar as patologias da melhor forma possível, bem como promover a saúde”, afirmou Milva.

O principal desafio do setor de saúde, para a diretora-executiva da Abramed, é a conexão e a interoperabilidade, com o alinhamento de interesses e objetivos, na busca para oferecer valor em saúde e melhores desfechos aos pacientes.

“O setor de saúde ainda é muito fragmentado no Brasil e com a pressão do aumento de custos acima da inflação, é natural que haja consolidações de modo a obter escala e ganhos de produtividade. O mercado de diagnóstico é bastante atuante na consolidação. Em 2021, foram pelo menos 11 movimentações informadas ao CADE. Embora tenha havido mais movimentos em capitais brasileiras, a fragmentação existe e ainda há muito espaço para consolidação, pois, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, existem cerca de 12 mil laboratórios e 6 mil clínicas de radiologia e diagnóstico por imagem no Brasil. Alguns players do mercado acreditam que a diversificação e integração com outros atores do setor de saúde é fundamental para aperfeiçoar o desempenho financeiro. Isso vai ao encontro do que é pregado pelos especialistas em sistemas de saúde, que entendem que a única maneira de aperfeiçoar o atendimento, aumentar a qualidade e reduzir custos é por meio da atenção organizada e integrada, favorecendo uma jornada satisfatória aos pacientes”, concluiu. 

Abramed atua como importante fonte de informação em medicina diagnóstica

Com os Comitês, entidade trabalha em novas frentes estruturando ações que contribuam com a melhoria da qualidade dos serviços de diagnóstico no Brasil

A Abramed possui uma estrutura dedicada, formada por Comitês, que são responsáveis pelo planejamento e implantação de ações que geram impacto coletivo e positivo para o segmento de forma geral. Desde janeiro, estes grupos vêm passando por uma reestruturação de maneira a pautarem suas atuações sob três eixos: disseminação de boas práticas e benchmark; produção de conteúdo relevante, e desenvolvimento de projetos aplicados. A associação reúne, atualmente, empresas responsáveis por cerca de 60% dos exames da saúde suplementar no Brasil, com muitas atendendo também à área pública.

“É muito importante que os associados tenham dados e conheçam seus indicadores para melhorar suas atuações. A Abramed é uma fonte confiável em medicina diagnóstica, por isso é necessário o alinhamento conjunto”, fala a administradora de Comitês da Abramed, Cristiane Timpani.

Ela reforça que a Abramed já possui alta relevância no setor e na sociedade e por isso o trabalho deve ocorrer com vistas a representar este segmento tão importante no cuidado integral de saúde da nossa população, assim como buscar fortalecer e provocar o mercado na busca de novos modelos de atuação.

Todos o planejamento dos comitês estará sob gestão da Abramed, com uma coordenação responsável por acompanhar as ações e garantir as entregas discutidas em reuniões.

“O objetivo da Abramed é manter um posicionamento sólido diante do mercado. Atuando ativamente como fonte oficial da medicina diagnóstica no país. É importante diferenciar que não queremos ser uma fonte de informação, mas sim referência no que compete ao nosso segmento, especificamente. Queremos incluir os nossos associados nesse processo e permitir a eles a sensação de pertencimento, de que são parte do todo”, afirma Cristiane.

Segundo a coordenadora, existe uma necessidade constante de aprimorar e fomentar comportamentos éticos e transparentes no mercado e o importante papel exercido pela Abramed nesse sentido, pode auxiliar no aumento da participação e engajamento das associadas. “Precisamos entender a opinião das empresas de medicina diagnóstica, das grandes às menores, para saber o que realmente interessa a elas compreender e compartilhar sobre temas diversos como, por exemplo, compliance e recursos humanos”, salienta Cristiane.

Crescimento do setor de diagnóstico é acelerado no Sudeste, Norte e Sul

Segundo dados do Painel Abramed 2021, a expansão foi mais intensa no Sudeste, com aumento de 3.574 unidades nos últimos dez anos, passando de 7.635 em junho de 2011 para 11.209 em junho de 2021.

No Brasil existem 26.545 unidades de serviço de apoio de diagnose e terapia (SADT), segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde (CNES/MS), ao final de junho de 2021. Esse número compreende as unidades que atuam nos segmentos de apoio diagnóstico e terapêutico onde são realizadas atividades que auxiliam no processo de diagnóstico ou complementam o tratamento e a reabilitação do paciente.

A distribuição regional deste número de unidades está relacionada, principalmente, com as condições socioeconômicas e a disponibilidade dos serviços de saúde. A região Sudeste detém 11.209 unidades e representa 42,2% do total existente no país, constituídas principalmente como entidades privadas com fins lucrativos.

“O ritmo de expansão do setor foi mais intenso em números absolutos no Sudeste, com aumento de 3.574 unidades nos últimos dez anos, passando de 7.635 em junho de 2011 para 11.209 em junho de 2021. Em termos relativos, nota-se um avanço mais acelerado no Norte (65,8%), Sul (62,4%) e Nordeste (51,9%), no mesmo período”, analisa Milva Pagano, diretora-executiva da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, baseada nos dados que fazem parte do Painel Abramed 2021 – O DNA do Diagnóstico.

De acordo com Milva, o aumento do número de SADT ocorreu, especialmente, rumo aos municípios do interior do país e nas regiões metropolitanas. “Preencheu-se, assim, uma lacuna na oferta e disponibilidade dos serviços de diagnóstico, além das regiões mais desenvolvidas economicamente. Apesar desse avanço, muitos municípios não contam com nenhuma unidade de SADT. Nos últimos dez anos, o número de municípios sem a presença de SADT passou de 2.907 (52,2%) para 2.005 (36%). As áreas escuras representam os municípios com a presença de unidades em junho de 2011 e junho de 2021”.

A disponibilidade de estabelecimentos de saúde predomina nos municípios com população acima de 100 mil habitantes. No setor de saúde, assim como nos diversos segmentos econômicos, as economias de escala são extremamente relevantes para manutenção e sustentabilidade das atividades laboratoriais e de imagem.

“Por esse motivo, observa-se uma oferta maior dos serviços de saúde nessas regiões mais populosas e densamente habitadas. Nota-se que 55,2% das unidades de SADT; 58% das unidades de apoio diagnóstico; 51,7% dos hospitais; e 69,4% dos consultórios, estão distribuídos em um conjunto de 326 municípios do país. Nas regiões, o Sudeste contempla 42,2% do total das unidades de SADT e 44,1% de apoio diagnóstico”, ressalta a diretora-executiva da Abramed.

Crescimento acelerado

A evolução do número de estabelecimentos relacionados às atividades diagnósticas é influenciado, especialmente, pela inovação e avanço tecnológico – o que permite a detecção cada vez mais precoce e, até mesmo, a probabilidade de uma pessoa desenvolver uma determinada doença. Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), havia cerca de 24,5 mil estabelecimentos relacionados às atividades de serviços de diagnóstico e terapia, ao final de 2020.

“Desse total, 12,6 mil (51,4%) são laboratórios clínicos e 6 mil (24,7%) unidades de serviços de diagnóstico por imagem. Nos últimos dez anos, observa-se crescimento mais acelerado em termos absolutos nos laboratórios clínicos, com mais de 4,3 mil novos estabelecimentos e nos serviços de diagnóstico por imagem, com 2,6 mil novas unidades”, observa o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik.

De acordo com o documento, o crescimento foi mais intenso nos serviços de diagnóstico por registros gráficos (métodos gráficos), com 209,3% de aumento entre 2010 e 2020. Esses serviços compreendem diversos exames para o diagnóstico de doenças do coração, entre eles o eletrocardiograma de repouso, teste ergométrico, eletrocardiograma de alta resolução, Holter, MAPA (Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial), teste cardiopulmonar e Tilt-Test.

“Regionalmente, nota-se um aumento do número de laboratórios clínicos nas regiões Norte (86,1%), Nordeste (76,3%) e Centro-Oeste (69,5%) nos últimos dez anos. No segmento de diagnóstico por imagem, o aumento foi maior no Nordeste (166,7%), Norte (126,2%) e Centro-Oeste (115%), no mesmo período. Esse crescimento rumo ao interior do país está diretamente associado ao número de beneficiários de planos de assistência médica e à oferta dos serviços de assistência à saúde da população”, diz Shcolnik.

Perspectivas

O panorama para o setor de medicina diagnóstica no Brasil é promissor, mesmo diante dos desafios econômicos, regulatórios e legislativos. Considerado como um dos setores que mais evoluem e inovam a cada ano, o surgimento de tecnologias permite que os exames de diagnóstico sejam realizados em grande escala, em menor tempo, com melhor qualidade e precisão, evitando o desperdício e o aumento na escalada dos custos na saúde.

“Inúmeros fatores têm impulsionado o crescimento do setor: utilização da Inteligência Artificial e processos digitais para apoiar os diagnósticos, a modernização dos equipamentos e novas tecnologias laboratoriais, a utilização da telemedicina e subespecialidades em larga escala, inovações na área de genética, rede integrada de saúde, entre outros. Esse conjunto de fatores aponta para um cenário em desenvolvimento, especialmente com o surgimento de diversas startups”, finaliza Shcolnik.

Instituto Lado a Lado pela Vida é voz reconhecida quando se fala em saúde cardiovascular

Além de ações de conscientização e prevenção, instituição também propõe alternativas para melhorar a saúde no Brasil.

Fundado há 13 anos, o Instituto Lado a Lado pela Vida é a única organização social brasileira que se dedica simultaneamente às duas principais causas da mortalidade – o câncer e as doenças cardiovasculares –, além do intenso trabalho relacionado à saúde do homem.

Desde 2014, o instituto atua fortemente na temática da saúde cardiovascular, que é a principal causa de morte no mundo e no Brasil. Naquele ano, a entidade lançou a campanha nacional Siga Seu Coração, com o objetivo de alertar a população para os cuidados com o coração.

Esta ação foi motivada por solicitação de pacientes, principalmente mulheres, que sentiam falta de encontrar informações e orientações sobre a saúde do coração, os principais fatores de risco, o diagnóstico precoce de doenças, inclusive aquelas que podem ser evitadas e as que podem ser controladas, como as doenças crônicas.

“Somos uma voz reconhecida no que se refere às ações de conscientização da população sobre as doenças cardiovasculares. Temos realizado ações de comunicação junto à sociedade civil e também atuado fortemente para impactar as políticas públicas para melhorar o grave cenário brasileiro da doença cardiovascular”, explica Marlene Oliveira, fundadora e presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Há uma página no Facebook dedicada à Campanha Siga Seu Coração. E, na última semana de janeiro, foi relançado o perfil no Instagram, que reforça as mensagens da importância dos cuidados com o coração.

Outras doenças

Quando o Instituto LAL foi criado, em 2008, o propósito era atuar na causa da saúde do homem, orientando os brasileiros sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Ao longo do tempo, seu escopo foi ampliado para os demais tumores prevalentes na população masculina, como os de testículos, bexiga e rins. “Temos sido a voz mais atuante no Brasil para alertar a população sobre a inaceitável incidência do câncer de pênis, doença negligenciada e que pode ser evitada e prevenida com hábitos de higiene”, conta Marlene.

Em 2011, o LAL criou no Brasil a campanha nacional Novembro Azul, que, vale lembrar, não é um movimento internacional trazido para nosso país. Ao longo dos 10 anos desta campanha, foram realizadas inúmeras ações não só dedicadas à importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas também para incentivar os homens a assumirem o protagonismo com sua saúde de forma integral.

Em 2014, como já mencionado, foi incorporada a causa cardiovascular na agenda, além da ampliação da atuação na oncologia, incluindo os tumores femininos de colo de útero, ovários, endométrio e mama, porém, com menos destaque ao câncer de mama, pois há outras entidades que se dedicam diretamente a esse tipo de tumor. Os tumores femininos são trabalhados no guarda-chuva da campanha Mulher por Inteiro.

A entidade atua, ainda, em câncer de pulmão, incluindo o importante alerta para o aumento de casos em pessoas não fumantes. Nessa temática, conta com a campanha Respire Agosto e, ainda, dedica atenção ao câncer de pele e melanoma (MagdalensPureSkinCare), muito prevalente no Brasil, principalmente nas áreas rurais, com alta incidência de sol.

Em dezembro de 2021, foi lançada a campanha Câncer por HPV: O Brasil pode ficar sem, com destaque à importância da vacinação dos adolescentes. “Entendemos que essa é uma missão importantíssima, eliminar o desenvolvimento de cânceres que podem não existir e para os quais já existe uma vacina segura e eficaz”, ressalta Marlene.

Paralelamente, a entidade se dedica a alguns temas que identifica como transversais, pois impactam diretamente as doenças cardiovasculares e as oncológicas: obesidade; medicina personalizada; pesquisa clínica e envelhecimento da população.

Políticas públicas em saúde

Além das campanhas de prevenção e conscientização citadas anteriormente e do compromisso em disponibilizar conteúdo qualificado sobre saúde, a instituição realiza um amplo e estruturado trabalho de advocacy, para impactar a definição de políticas públicas em saúde.

“Atuamos junto ao Parlamento e também a órgãos públicos e privados ligados à saúde, não só para ‘apontar o dedo’ para o que não está bem, para os gargalos, mas também para propor e sugerir alternativas viáveis e factíveis para melhorar a saúde no Brasil, seja no âmbito do SUS, seja na saúde suplementar”, destaca Marlene.

Para fortalecer essa abordagem, a entidade realiza, desde 2019, o Global Forum Fronteiras da Saúde, evento internacional dedicado a discutir a sustentabilidade dos sistemas de saúde, público e privado.

Maiores preocupações

São várias as preocupações atuais do LAL. Uma delas é a falta de informação da população sobre saúde, incluindo o combate às Fake News. “Trabalhamos diariamente para disseminar conteúdo qualificado nas áreas que definimos como prioridade. Além disso, temos a constante preocupação com a desigualdade na saúde no Brasil. Temos um olhar aguçado e atento para diminuir o abismo entre os setores público e privado. Entendemos que para atingir a equidade na saúde, temos de rever o modelo ‘tudo para todos’ e trabalhar para conseguirmos o ‘tudo para quem precisa na hora certa’”, salienta a presidente do Instituto.

Segundo ela, é fundamental que o país evolua no que se refere à participação social na saúde, incluindo a educação. O brasileiro precisa saber mais sobre como funcionam os sistemas de saúde no país, sobre a navegação, a jornada do paciente e destacar que ter direitos subentende-se também ter deveres.

Marlene frisa que é preciso elevar o diálogo. “Falar mais sobre prevenção e sobre promoção da saúde e não só dedicar atenção às doenças. Educar nossa sociedade de que é fundamental prevenir se desejamos lidar melhor, por exemplo, com pandemias como a que vivenciamos nos últimos dois anos”, expõe.

Expectativas

De acordo com a entidade, a grande expectativa é que a pandemia tenha acendido a luz de que não podemos ser passivos quando o assunto é saúde. Por isso, as atividades do Instituto em 2022 estarão ainda mais dedicadas a comunicar a população e os pacientes sobre a importância de consumir informação de qualidade quando o assunto for saúde/doenças.

“Não podemos nos esquecer que estamos em um ano de eleições e que a participação da sociedade com as escolhas nas urnas definirão muito o que acontecerá não só nos próximos quatro anos, mas também no longo prazo no ecossistema da saúde”, finaliza Marlene.