Abramed ganha destaque no Portal Gov ao renovar acordo com o Ministério da Saúde para padronização nacional de exames laboratoriai

A matéria publicada pelo Ministério da Saúde destaca a renovação do acordo de cooperação técnica que estabelece a padronização de mais de 290 códigos de exames laboratoriais, fundamentais para o monitoramento de arboviroses como dengue, Zika e chikungunya.

O avanço, construído em colaboração com a Abramed, consolida uma linguagem única entre laboratórios públicos e privados por meio do padrão internacional LOINC, permitindo que resultados de exames tenham o mesmo significado em qualquer unidade do país — e até mesmo em redes globais de saúde. A integração desses dados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) eleva o padrão de interoperabilidade, qualifica indicadores epidemiológicos e fortalece a capacidade do Brasil de detectar, rastrear e responder a surtos com maior precisão.

Durante a cerimônia em Brasília, o ministro Alexandre Padilha destacou que a iniciativa está alinhada às novas diretrizes da RNDS, hoje garantida por lei, e reforçou a importância de consolidar um ambiente de dados robusto para orientar políticas públicas baseadas em evidências. O novo ciclo da cooperação, que inclui a adoção nacional do Modelo Informacional de Resultados de Exames Laboratoriais (REL), amplia ainda mais a rastreabilidade e a qualidade dos dados do SUS.

A renovação do acordo aconteceu durante a celebração dos 15 anos da Abramed e simboliza o compromisso permanente da Associação com inovação, segurança e excelência diagnóstica. A parceria segue vigente até 2027, consolidando o papel técnico da Abramed como articuladora entre governo, setor privado e ecossistema de ciência de dados em saúde.

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Saúde Business apresenta dados do Painel Abramed 2025 que apontam que o setor avança em práticas ESG

A Abramed ganhou destaque no Saúde Business ao apresentar os resultados da 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, que evidenciam o avanço consistente das práticas ESG no setor.

Mais de 60% das empresas associadas já adotam iniciativas socioambientais estruturadas, enquanto indicadores mostram redução expressiva no consumo de energia e água, ampliando a eficiência operacional e o compromisso com a sustentabilidade.

A matéria também enfatiza o protagonismo feminino nas organizações, a diversidade geracional e o fortalecimento da governança como pilares de transparência e confiança.

Em um mês marcado pela COP30 e pela adesão da Abramed ao Pacto Global da ONU, o setor consolida sua posição como agente ativo na transição para uma economia de baixo carbono e na construção de uma saúde mais ética, inclusiva e responsável.

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Milva Pagano destaca papel estratégico da Medicina Diagnóstica em entrevista ao Futuro Talks

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, participou do programa Futuro Talks, conduzido pela jornalista Natália Cominale, em uma edição dedicada a discutir o presente e o futuro da medicina diagnóstica no Brasil. Com uma visão ampla e humanizada sobre o setor, Milva reforçou que os exames estão presentes em toda a jornada de vida das pessoas — “desde antes da concepção até o fim da vida” — e sustentam mais de 70% das decisões médicas.

Segundo ela, compreender o diagnóstico como parte dessa trajetória é essencial para romper com a lógica centrada apenas na doença. “O exame não é um instrumento apenas de tratamento, mas de gestão e promoção da saúde. Olhar para a prevenção é uma mudança de cultura, que começa quando o próprio paciente se empodera e passa a demandar esse cuidado”, afirmou.

Milva também destacou a importância da interoperabilidade como caminho sem volta para o setor. A integração de dados, explicou, permite reduzir desperdícios, otimizar recursos e oferecer uma jornada de cuidado mais precisa e resolutiva. “Quando conseguimos conectar as informações, entregamos um sistema mais eficiente, sustentável e centrado no paciente”, disse.

Durante a conversa, ela comentou os desafios do envelhecimento populacional para a Medicina Diagnóstica e reforçou ainda a relevância das empresas contratantes no avanço da cultura de promoção da saúde e gestão populacional.

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No-show em exames: como boas práticas de gestão de agendamento ajudam a enfrentar esse desafio?

Taxa de ausência em laboratórios associados à Abramed cai para 13,5% em 2024 com processos estruturados e uso em escala de sistemas integrados.

O não comparecimento de pacientes aos exames — conhecido no setor de saúde como no-show — continua sendo um dos principais desafios para a eficiência da Medicina Diagnóstica. Cada ausência representa ociosidade de equipamentos, desperdício de insumos e aumento de custos, além de sobrecarregar agendas de técnicos, médicos e demais profissionais.

No contexto do sistema de saúde, o no-show compromete a agilidade dos resultados, atrasa diagnósticos e impacta negativamente a jornada de cuidado. Um estudo realizado na Grande São Paulo e divulgado pela Medicina S/A em 2024 apontou que clínicas privadas perdem, em média, R$ 144 mil por ano com o absenteísmo em agendamentos.

Esse cenário, no entanto, vem sendo transformado pelo avanço da tecnologia, pela adoção de processos estruturados de gestão e pela conscientização dos pacientes sobre a importância do comparecimento para a sustentabilidade do setor.

De acordo com a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, a taxa média de no-show entre os laboratórios associados caiu de 15,3% em 2023 para 13,5% em 2024. O resultado reflete o engajamento crescente das instituições no monitoramento de indicadores de comparecimento, na adoção de práticas gerenciais eficientes e no fortalecimento da comunicação com os pacientes. 

A redução das ausências está diretamente relacionada à implementação de sistemas integrados de agendamento, que permitem redistribuir vagas em tempo hábil e otimizar a capacidade operacional. Segundo o Painel Abramed, 94,7% dos associados já utilizam sistemas que integram logística de agendamento, recepção e triagem — pilares essenciais para a eficiência em saúde. 

Essas plataformas, combinadas a lembretes digitais via SMS, e-mail, WhatsApp e aplicativos próprios, proporcionam uma comunicação mais próxima e personalizada. Além disso, a confirmação ativa de presença tem reduzido ausências não justificadas e aumentado a previsibilidade das agendas. Segundo Marcos Queiroz, Líder do Comitê de Diagnóstico por Imagem e Membro do Conselho de Administração da Abramed, essas ações, principalmente em exames de alto custo como a Ressonância Magnética, podem fazer a diferença na viabilização do investimento em um novo equipamento. “Infelizmente ainda existe um aspecto cultural no nosso país que faz com que, mesmo com o uso de todas as ferramentas tecnológicas de confirmação, ainda tenhamos índices de no-show acima de 10%”, explica.

Outro avanço é o uso de algorítimos de análise de dados para acompanhar indicadores de comparecimento e satisfação. O Painel mostra que 89,5% dos associados já investem em soluções de Business Intelligence (BI), o que permite identificar padrões e aplicar ajustes rápidos — como priorizar pacientes com histórico de presença e facilitar reagendamentos.

Esse conjunto de práticas contribui para reduzir desperdícios e tornar o fluxo de atendimento mais ágil e sustentável para todo o setor.

Boas práticas e o papel institucional da Abramed

Além dos investimentos tecnológicos, o setor tem ampliado ações de educação dos pacientes, reforçando a importância de comparecer aos exames e avisar previamente sobre imprevistos.

Para a Abramed, o avanço observado é resultado da cooperação entre os associados e da disseminação de boas práticas. A entidade atua como articuladora de iniciativas de benchmarking, promovendo a troca de experiências e incentivando o uso da tecnologia como catalisadora de eficiência operacional, sempre aliada à gestão de pessoas.

Ao estimular o uso racional de recursos e a otimização de processos, a Abramed contribui para um modelo de saúde diagnóstica mais acessível, resolutivo e centrado na qualidade do atendimento aos pacientes.

Da reação à prevenção: como a Medicina Diagnóstica pode apoiar a fiscalização sanitária e proteger a saúde pública?

Por Carlos Ferreira, líder do Comitê de Análises Clínicas da Abramed.

Os recentes episódios de contaminação por metanol, que somaram dezenas de casos confirmados e mais de uma centena de notificações até meados de outubro, são um alerta inequívoco: o Brasil ainda opera sob uma lógica reativa na vigilância sanitária. Em vez de antecipar riscos, seguimos respondendo a crises depois que elas ganham proporções de tragédia. É um padrão que pode custar vidas, recursos e confiança pública.

A tese é simples, mas urgente: enquanto a prevenção não for tratada como um ativo estratégico e sustentada por dados diagnósticos de qualidade, o país continuará vulnerável a emergências que poderiam ter sido evitadas. E é justamente nesse ponto que a Medicina Diagnóstica se mostra um pilar insubstituível — não apenas como área de apoio clínico, mas como infraestrutura crítica de proteção coletiva.

Pouco se fala sobre a dimensão silenciosa do diagnóstico. Nos bastidores dos hospitais e laboratórios, milhares de análises diárias rastreiam diferentes testes clínicos diagnósticos, contaminantes, drogas terapêuticas, drogas de abuso, identificam agentes infecciosos e produzem resultados (dados) que orientam tanto decisões clínicas quanto epidemiológicas. Esses dados, quando integrados e interpretados com qualidade, são a linha de frente da prevenção de doenças e da vigilância sanitária moderna.

O desafio é que a eficácia dessa atuação raramente é visível. Quando um surto é evitado, não há manchete; quando uma contaminação é contida, não há reconhecimento. No entanto, é justamente essa prevenção invisível que evita uma nova tragédia. Estima-se que mais de 20 mil internações por ano poderiam ser evitadas com maior investimento em diagnóstico precoce e atenção primária — uma economia potencial de R$ 400 milhões anuais.

Ver a prevenção diagnóstica como despesa é um equívoco estrutural. Assim como a manutenção preventiva de um edifício garante sua segurança, a vigilância diagnóstica reduz riscos, desperdícios e custos assistenciais futuros. E principalmente garantem a segurança dos pacientes.

O Brasil detém as mais modernas metodologias diagnósticas disponíveis nos maiores centros internacionais — da PCR (Reação Cadeia Polimerase) tradicional e digital, ao Sequenciamento de Última Geração, chegando até na avaliação pela espectrometria de massa (MS).  Falta-nos, contudo, um ecossistema verdadeiramente integrado para que estes recursos possam ser utilizados de forma integrada.

Durante a pandemia de COVID-19, a contribuição do setor privado demonstrou o potencial de capilaridade e agilidade do país. Mas, sem interoperabilidade plena, sem padrões como o LOINC e sem uma Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) consolidada ainda. Os diferentes entes da cadeia, incluindo a Abramed, estão em contato permanente com os órgãos governamentais para que esta integração possa avançar.  Alguns casos de integração já puderam ser apresentados como, por exemplo, os testes de Covid no país. E outros testes estão em processo de integração. Contudo o fluxo de informação ainda continua muito fragmentado. E dados fragmentados são dados inertes.

A vigilância sanitária do futuro depende de dados comparáveis, rastreáveis e governados com qualidade regulatória. A recente RDC nº 978/2025, que atualiza as exigências laboratoriais, é um avanço real nesse sentido, reforçando o papel da regulação como política pública de prevenção. Cumpri-la não é apenas uma obrigação técnica; é um compromisso com a segurança do paciente e com a confiabilidade de todo o sistema.

O próximo salto exige migrar de ações corretivas para intensificação das ações preventivas. A medicina dos 4 Ps — Preventiva, Preditiva, Personalizada e Participativa — já orienta as melhores práticas. Três desses eixos passam diretamente pelo laboratório. A Inteligência Artificial (IA) e a big data já podem ampliar a capacidade de antecipar riscos, desde que a veracidade dos dados e a governança técnica estejam asseguradas. O poder dessas tecnologias só se concretiza quando a informação é confiável, ética e interoperável.

Se há uma lição nos episódios recentes de contaminação, é que reagir já não basta. A vigilância sanitária precisa se antecipar — e o diagnóstico é o instrumento mais propício para isso.

Transformar dados em prevenção é a chave para que o país possa se tornar mais seguro.

A Abramed e seus associados têm um papel decisivo nessa agenda: consolidar padrões, promover interoperabilidade e reafirmar que a qualidade diagnóstica é, antes de tudo, uma forma de governança em saúde pública.

Debate da Abramed reforça integração entre IA e atuação humana para o futuro da Medicina Diagnóstica 

Participantes discutiram a jornada de transformação digital da saúde, destacando o papel de uma agenda colaborativa para a preparação de profissionais e empresas

A Reunião Mensal de Associados (RMA) da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) de setembro foi realizada na sede do CDB Inteligência Diagnóstica, empresa do Grupo Alliança Saúde, e contou com palestra de Augusto Antunes, Diretor Médico da Axial Inteligência Diagnóstica, e debate “IA na Saúde: estamos prontos para o futuro?”.

A abertura do encontro ficou a cargo de Ricardo Sartim, CEO da Alliança Saúde, e de Cesar Nomura e Milva Pagano, respectivamente Presidente do Conselho de Administração e Diretora Executiva da Abramed. O anfitrião destacou a importância da união entre os associados, da agenda colaborativa e o desejo de estarem mais próximos da entidade. 

Em seu discurso, Milva atualizou os participantes acerca do avanço de pautas centrais ligadas ao planejamento estratégico da Associação e destacou temas como treinamentos sobre a RDC Anvisa 978/25 e a participação da Abramed no Conselho Consultivo do Movimento Empresarial pela Saúde (MeS), criado pela CNI e SESI, por meio de uma contribuição técnica para o uso adequado de exames clínicos. 

Nomura, por sua vez, enfatizou que “levar as reuniões mensais nos associados são uma ação estratégica de integração e valorização do ambiente da Medicina Diagnóstica”.

A palestra “Inteligência Artificial: inovações e impactos na Medicina Diagnóstica”, conduzida pelo Dr. Augusto Antunes, abordou o avanço da IA na radiologia e seu impacto na prática médica. Durante a apresentação, ele fez uma afirmação clara: “Só conseguiremos ser melhores médicos se incorporarmos novas tecnologias na prática clínica.”

O Diretor da Axial detalhou também a importância da radiologia para o desenvolvimento tecnológico da medicina, apontando que quase 50% das soluções médicas em desenvolvimento são voltadas a este segmento, um reflexo do protagonismo da área na inovação e digitalização da saúde. 

No entanto, Antunes ponderou que a maioria dos softwares atuais atua apenas no auxílio à detecção de lesões, enquanto o laudo é, na verdade, o produto central da prática radiológica. Ele questionou se essa abordagem faz sentido, visto que já existem tecnologias capazes de produzir laudos de forma automatizada, contribuindo para uma maior agilidade clínica e apoio à tomada de decisões de médicos.

Dentro do processo de digitalização e diante da demanda de exames, o médico apontou outro desafio:  a falta de profissionais. Cerca de 54% dos radiologistas relatam sintomas de burnout emocional exacerbado pelo fato de que, na medicina, você não pode errar. “Não adianta produzirmos 200 laudos por dia se, em uma falha, podemos impactar negativamente toda a cadeia de tratamento de um paciente”, pontuou.

Por isso, o palestrante defendeu que a tecnologia deve ser integrada ao cotidiano desses profissionais, que seguirão responsáveis pela palavra final, para otimizar o fluxo de trabalho, reduzir o período gasto em atividades burocráticas e aumentar o tempo dedicado à análise de imagens e produção do laudo.

No debate que se seguiu, moderado por Cesar Nomura, Adriana Costa, Diretora da Siemens Healthineers Brasil, Anaterra Oliveira, CIO da Dasa, e Ricardo Sartim convergiram sobre a necessidade de engajamento para uma agenda colaborativa no ecossistema de Medicina Diagnóstica e a importância da adoção da tecnologia com critérios bem estabelecidos para alcançar a eficiência clínica e benefícios reais para pacientes e operações de saúde. 

Adriana Costa lembrou que soluções de IA acompanham a ressonância magnética há décadas, mas que o salto atual ocorre quando se integram dados clínicos e laudos a plataformas que otimizem a jornada do paciente. “A inteligência artificial está incorporada à ressonância há mais de 30 anos, mas o grande salto agora é integrar dados e otimizar toda a jornada do paciente, por meio da interoperabilidade”, disse a Diretora da Siemens Healthineers Brasil. 

Já Anaterra trouxe a perspectiva da Dasa sobre a cultura de dados e o investimento em inovação. Para a executiva, enquanto as indústrias de tecnologia investem cerca de 30% da receita em P&D, o setor de saúde destina percentuais muito menores. “Por isso, não dá para evoluirmos sozinhos. Precisamos compartilhar dados e trabalhar em modelos colaborativos”. Ela também enfatizou que a IA é um meio para aprimorar o trabalho, não para substituir pessoas: “A Inteligência Artificial não veio para atuar no lugar do médico, mas para tornar o trabalho clínico mais eficaz e preciso”, apontou.

Ricardo Sartim encerrou o debate complementando essa perspectiva e defendeu o equilíbrio entre a tecnologia e o propósito de cuidar. Ele destacou que o fator humano e a empatia devem ser preservados: “Investir em treinamentos e processos é, sim, mais custoso do que comprar tecnologia, mas é o que garante valor real para o cuidado”. Para ele, a inovação só faz sentido se mantiver o olhar humano no centro da jornada do paciente.

LabNetwork destaca estratégias para a sustentabilidade financeira dos laboratórios com participação da Abramed

A reportagem especial da LabNetwork sobre sustentabilidade financeira em laboratórios de análises clínicas contou com a participação de Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. Em meio ao aumento da demanda e à pressão por custos, Milva destacou o papel da tecnologia e da inovação como alavancas para eficiência e resiliência econômica no setor.

“Sistemas robotizados reduzem falhas, agilizam fluxos e ampliam a capacidade produtiva. Já o uso de analytics, inteligência artificial e big data possibilita prever demandas, apoiar diagnósticos mais precisos, personalizar cuidados e identificar padrões epidemiológicos, otimizando recursos”, afirmou.

Além da Abramed, a matéria reúne experiências de grandes grupos como Dasa e Fleury, abordando temas como automação, interoperabilidade, governança, novos modelos de remuneração e diversificação de serviços — elementos que fortalecem o equilíbrio financeiro sem comprometer a qualidade assistencial.

Leia a matéria completa no portal da LabNetwork.

Abramed alerta para golpe que usa nome de hospitais e laboratórios para extorquir pacientes

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) foi fonte da matéria do portal G1 que denuncia a aplicação do chamado “golpe do hospital” — crime em que golpistas se passam por funcionários de instituições de saúde para pedir pagamentos indevidos e acessar dados pessoais de pacientes.

De acordo com a reportagem, os criminosos alegam dificuldades para liberação de exames online e oferecem entrega domiciliar mediante o pagamento de uma taxa. No momento da entrega, utilizam maquinetas adulteradas, que cobram valores muito superiores ao informado.

A Abramed e a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) alertam para os riscos desse tipo de abordagem e orientam a população a não realizar pagamentos sem confirmar com a instituição de origem. Ambas as entidades também reforçam a importância de denunciar essas tentativas de fraude às autoridades.

Leia a matéria completa no G1.

CNN Brasil repercute dados da Abramed sobre crescimento dos casos de Covid-19

Matéria publicada pela CNN Brasil destacou o aumento dos casos de Covid-19 no país com base em dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). Segundo o levantamento, o índice de positividade chegou a 13,2%, o maior desde março, confirmando uma tendência de alta nas últimas dez semanas.

A reportagem ouviu Dr. Alex Galoro, líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, que explicou que o aumento está relacionado à queda natural dos anticorpos e ao surgimento de variantes, especialmente durante o inverno, quando há maior exposição em ambientes fechados.

“Os dados da Abramed corroboram informações do boletim InfoGripe da Fiocruz, que mostram queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas alertam para um possível aumento nos casos de Covid-19”, afirmou Galoro à CNN.

A matéria também contextualiza a situação de outras doenças respiratórias, como a queda dos casos de H1N1 e Influenza e a estabilidade da Dengue, ressaltando a importância da testagem e das medidas preventivas diante das viroses sazonais.

Leia a matéria completa na CNN Brasil

Alta inesperada de Influenza em setembro acende alerta para reforço da prevenção

Crescimento de casos reforçam a importância da vacinação, testagem precoce e vigilância integrada

Tradicionalmente associada ao outono e ao inverno, a gripe voltou a registrar aumento significativo de casos em setembro. Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne associados responsáveis por mais de 85% dos exames realizados na Saúde Suplementar, mostram que a positividade para Influenza alcançou o maior patamar desde junho, revertendo a tendência de baixa observada no meio do ano. A média móvel de cinco semanas confirma essa retomada de alta.

A Covid-19 também segue em patamares preocupantes. Após atingir pico na semana epidemiológica 35 (24 a 30 de agosto), a positividade recuou levemente, mas permanece elevada — os maiores índices desde março. A média móvel sinaliza que a circulação do vírus continua intensa, reforçando a necessidade de manter estratégias de monitoramento e contenção.

O comportamento dos vírus respiratórios neste período fora de época reforça a importância de ampliar a cobertura vacinal e estimular a testagem precoce, sobretudo entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Já no caso da Dengue, o cenário é distinto: os índices permanecem estáveis nas últimas semanas, com positividade entre 13% e 17% — os menores do ano. Ainda assim, o acompanhamento laboratorial segue fundamental, já que a proximidade do período mais quente e chuvoso tende a favorecer a proliferação do mosquito transmissor e pode modificar rapidamente o quadro epidemiológico.

Monitoramento integrado e dados estratégicos

Os dados analisados pela Abramed são extraídos da plataforma METRICARE, desenvolvida em parceria com a Controllab, e refletem o compromisso da entidade com o monitoramento contínuo e qualificado de indicadores de saúde. A ferramenta permite acompanhar, em tempo real, o comportamento de diversos agentes infecciosos e apoiar ações públicas e privadas de enfrentamento às epidemias sazonais.

Importante destacar que os exames realizados pelas associadas da Abramed alimentam diretamente a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o sistema de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde. Essa articulação é fundamental para compreender a evolução das doenças respiratórias no país e embasar políticas públicas que protejam a população.ntos e desdobramentos da proposta, que busca consolidar o diagnóstico laboratorial como pilar estruturante da atenção à saúde no país.