Inovação e Inteligência Artificial na Saúde são tema de entrevista da Abramed na Band

A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, participou do programa Viver Melhor, da TV Band, em uma edição especial sobre inovação na Saúde. O episódio destacou o impacto da inteligência artificial (IA) na Medicina Diagnóstica e trouxe reflexões sobre os avanços tecnológicos que vêm transformando a jornada do paciente e a atuação dos profissionais do setor.

Durante a conversa, Milva ressaltou que a IA não substitui o trabalho médico, mas o complementa com mais precisão, acurácia, agilidade e escala, contribuindo para diagnósticos mais assertivos, prevenção de doenças e sustentabilidade do sistema de Saúde. Também abordou o papel da interoperabilidade como caminho para ampliar o acesso, reduzir erros e fortalecer a continuidade do cuidado.

Um dos destaques foi a análise sobre o potencial da inteligência artificial para reduzir os chamados “vazios assistenciais” — regiões onde a população ainda enfrenta dificuldades para acessar atendimento, exames e diagnósticos de qualidade. “Com inteligência artificial, conseguimos levar tecnologia a locais que hoje ainda não têm acesso adequado à saúde, promovendo mais equidade e eficiência”, destacou Milva.

Assista ao programa completo.

Pessoas entre 50 e 59 anos estão entre as que mais contraem influenza

De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que concentra dados de mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, o total de testes realizados nas últimas semanas mostra que há uma forte tendência de crescimento dos casos de influenza e H1N1 no País, especialmente entre alguns grupos etários.

Entre pessoas de 50 a 59 anos que fizeram o exame para identificar influenza, 29,4% receberam diagnóstico positivo. A faixa etária de 5 a 9 anos também tem taxa de positividade semelhante, com 29,7% dos casos confirmados. O recorte etário foi feito pela Abramed a partir de dados do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com quem atua em parceria no monitoramento epidemiológico, à pedido do Viva. A faixa com menor percentual de positivos é a de 0 a 4 anos, com 18,6% dos casos.

De modo geral, os casos positivos de influenza passaram de 8,1% para 26,3% dos testes realizados entre 30 de março e 7 de junho no País. O período compreende nove semanas epidemiológicas de acompanhamento de dados laboratoriais da doença. A análise mostra que, após um breve período de estabilidade em meados de maio, os casos voltaram a subir fortemente entre o final de maio e o início de junho.

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Taxa de positividade de influenza, segundo a Abramed.

Os casos de H1N1 também registram alta similar nas últimas cinco semanas de referência (de 13 de abril a 17 de maio). Nesses, a taxa de positividade saltou de 5,8% para 23,9%, mostrando uma escalada contínua nas notificações. A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

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Taxa de positividade de H1N1, segundo a Abramed.

A Abramed alerta que o avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Destaca também que a identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde. “O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública”, afirma Alex Galoro, patologista clínico e líder do comitê técnico de análises clínicas da associação.

Alta nos casos de gripe reforça importância da vacinação, alerta Abramed

Análises laboratoriais apontam crescimento contínuo de Influenza e H1N1: positividade da H1N1 sobe de 5,8% para 23,9% (semanas de referência 15 a 20) e da Influenza, de 8,1% para 17% (semanas 14 a 20); testagem e diagnóstico precoce são essenciais para conter a evolução dos casos

Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), cujos associados são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil, revelam uma tendência de crescimento dos casos de Influenza e H1N1 no país, acendendo um alerta para autoridades de saúde e população.

Os casos de H1N1 estão em alta nas últimas cinco semanas de referência (de 13/04 a 17/05/2025). A taxa de positividade saltou de 5,8% na semana epidemiológica 15 para 23,9% na semana 20, mostrando uma escalada contínua nas notificações.

 A média móvel da positividade, que considera os resultados das últimas cinco semanas, também evidencia esse crescimento: passou de 5,9% para 15,4% no mesmo intervalo, confirmando uma tendência sólida de alta.

A Influenza apresenta comportamento semelhante. Embora tenha registrado estabilidade entre as semanas 19 e 20 (com 17,1% e 17% de positividade), os dados indicam crescimento sustentado nas últimas onze semanas de referência (de 23/02 a 17/05/2025).

A média móvel da positividade da Influenza subiu de 8,1% (SE 14) para 17% (SE 20), reforçando o cenário de circulação ativa do vírus.

Esse avanço das infecções respiratórias reforça a importância das campanhas de vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades. A identificação precoce dos casos e o diagnóstico laboratorial seguem sendo fundamentais para evitar complicações clínicas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.

“O aumento da positividade nos testes de H1N1 observado nas últimas semanas exige atenção. A testagem continua sendo uma ferramenta essencial para orientar decisões clínicas e de saúde pública. Além disso, a vacinação contra a gripe deve ser incentivada como estratégia de prevenção, principalmente entre os grupos prioritários”, afirma o Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed.

Monitoramento

Os associados à Abramed são responsáveis por mais de 80% do volume de exames realizados na Saúde Suplementar no Brasil. Os dados são compilados por meio da plataforma de inteligência de dados METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da associação. Essa colaboração tem permitido o acompanhamento de dados relevantes, fornecendo uma visão clara e estratégica para a tomada de decisões em prol da saúde populacional.

Importante ressaltar que as associadas da Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para entender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública voltadas à sua contenção.

Abramed: Em tendência de expansão desde 2023, Medicina Diagnóstica aposta em inovação e cultura de prevenção para potencializar sustentabilidade e qualidade do sistema de saúde nacional

Segundo a associação, expansão do setor – que alcançou alta de 10% e receita bruta de R$ 48,9 bi em 2023 – está diretamente ligada ao avanço da tecnologia, que apoia na racionalização de custos, aumento do acesso e na qualificação do cuidado à população

A Medicina Diagnóstica tem um papel decisivo na superação dos desafios estruturais do sistema de saúde brasileiro e, nos últimos anos, o segmento vem avançando a partir de investimentos robustos em inovação e integração com os demais elos do sistema de saúde nacional. Em 2023, o setor teve receita bruta de R$ 48,9 bilhões, sendo R$ 26,4 bilhões provenientes de laboratórios ligados às maiores redes do país — crescimento de 10% em relação ao ano anterior, indicadores que refletem uma busca contínua por mais eficiência no atendimento à população. 

A priorização da eficiência e da inovação dialoga ainda com a necessidade de sustentabilidade financeira de um setor que deve vivenciar, ao longo das próximas décadas, um aumento contínuo da demanda por exames e diagnósticos mais precisos diante do envelhecimento e inversão da pirâmide etária da população brasileira.

Nesse sentido, a Abramed – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica observou positivamente que 27% dos investimentos realizados pelas principais empresas do setor foram direcionados à inovação em 2023.

E esses investimentos já trazem resultados efetivos. O aumento que se observa no volume de exames realizados no país, por exemplo, não tem se traduzido em aumento proporcional dos custos assistenciais: na verdade, a tendência é de estabilização e até de redução de custos em muitos casos, pois, ao favorecer o diagnóstico precoce, o rastreamento de doenças crônicas e a prevenção de agravamentos clínicos por meio de processos mais integrados e inovadores, a Medicina Diagnóstica oferece mais alternativas para que se evitem tratamentos onerosos e internações desnecessárias — promovendo eficiência, qualidade e racionalidade no cuidado aos cidadãos brasileiros.

Prova disso é que, segundo dados do Sistema de Informação de Produtos da ANS (SIP/ANS), em 2014 os exames complementares representavam 21,5% das despesas assistenciais. Passados dez anos, essa participação permanece praticamente estável (na casa de 21%), mesmo com a ampliação dos tipos de exames incorporados ao rol de procedimentos e da própria rede física de atendimento em serviços de apoio diagnóstico e terapêutico (SADT). Isso demonstra que o setor vem crescendo com responsabilidade, sem pressionar o orçamento da saúde suplementar.

Tal perspectiva é crucial e favorece uma cultura de prevenção baseada em diagnósticos mais rápidos, precisos e que fazem uso de recursos avançados de tecnologia para permitir intervenções clínicas em estágios iniciais de uma doença — o que melhora o atendimento para os pacientes e reduz custos futuros para o sistema.

Sobre essa questão, estudos recentes apontam que o investimento em atenção primária pode reduzir em até R$ 400 milhões os custos do sistema de saúde. 

“A Medicina Diagnóstica tem se reinventado constantemente e seguirá contribuindo de modo positivo com o fortalecimento do sistema de saúde como um todo. Para tanto, é indispensável acompanhar, com visão estratégica, tendências capazes de contribuir com a integração e inovação no cuidado aos pacientes, identificando caminhos que possam beneficiar todo o ecossistema de atenção primária e, em última instância, a própria economia do país, dado que o crescimento do setor gera efeitos positivos para o ambiente macroeconômico nacional”, afirma Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed. 

Sobre os efeitos na economia, além de representar um importante vetor de inovação tecnológica, a Medicina Diagnóstica contribuiu diretamente com a alta do PIB do ano passado, na casa de 3,4%, que foi impulsionado pelo setor de serviços; e com a geração de empregos na saúde – até o terceiro trimestre de 2024, o Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS) indicou um aumento de 1,5% na cadeia do setor, com mais de 5,1 milhões de postos de trabalho sendo preenchidos no período. 

Inovação e integração: perspectivas para 2025

O avanço da tecnologia no setor de saúde faz parte de uma perspectiva global: a consultoria Future Market Insights projeta que, até 2033, mais de US$ 253 bilhões devem ser investidos em transformação digital no setor de saúde em todo o mundo. 

“Não há dúvidas de que a digitalização impulsiona o crescimento dos mais diversos setores, incluindo a Medicina Diagnóstica. Além disso, ao adotar novas soluções baseadas em tendências disruptivas, é possível ampliar a precisão em diagnósticos, favorecer a integração entre hospitais e laboratórios, e aumentar a acessibilidade para os pacientes, ao mesmo tempo em que o segmento cumpre novas regulações, aprimora suas políticas ESG e caminha em prol de mais sustentabilidade operacional”, explica Milva Pagano.

Sobre a busca por maior acessibilidade e eficiência no cuidado à população que se expande por meio da tecnologia, é positivo observar que, já em 2023, tivemos um aumento de 54% no número de exames ou laudos acessados digitalmente em relação a 2022. Na comparação com 2021, o volume dobrou. 

Esse avanço permite ganhos de escala, sustentabilidade financeira, promovendo ainda comodidade ao paciente e ajudando a mitigar desigualdades de acesso em um país de dimensões continentais como o Brasil.

A diretora-executiva da Abramed acrescenta ainda que, por meio da tecnologia, é possível não só enfrentar de modo mais resiliente os desafios econômicos e do sistema de saúde nacional de 2025, mas também identificar novas oportunidades de crescimento sustentável a partir do ganho de eficiência e potencial redução de custos operacionais para a Medicina Diagnóstica.

“A mentalidade inovadora e capacidade de adaptação seguirão como base centrais do protagonismo da Medicina Diagnóstica no ecossistema de saúde nacional. Para este ano, a união destes fatores pode fortalecer também um modelo de cuidado mais integrado, preventivo e acessível a toda população. Desse modo, continuaremos nos fortalecendo, contribuindo para o desenvolvimento do país e, sobretudo, para o atendimento às necessidades da população brasileira”, conclui Milva Pagano.  

Abramed se torna parceira do Pacto Global no Programa Multiplicadores e reforça compromisso com ESG

Iniciativa é mais um passo – que inclui o alinhamento com metas dos ODS da ONU – para consolidar a Medicina Diagnóstica como agente ativo nessa pauta

A parceria da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) com o Pacto Global – Rede Brasil, por meio do Programa Multiplicadores, reitera o engajamento da entidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas — com foco especial nos ODS 3 (Saúde e Bem-estar) e 17 (Parcerias) — e fortalece a contribuição do setor de Medicina Diagnóstica com os compromissos climáticos que serão discutidos na COP30.

Para Renata Franco, gerente do HUB ODS e do Programa Multiplicadores do Pacto Global, a convergência entre o programa e a COP30 é evidente: “A crise climática exige a ação conjunta de todos os setores, sem deixar ninguém para trás. Um programa como o Multiplicadores dissemina essa importância e permite a troca constante para a união de diferentes players nessa caminhada”.

Renata ainda comenta que essa articulação intersetorial, que agora inclui a Abramed, é essencial para o enfrentamento dos desafios contemporâneos que precisam ser superados em prol do cumprimento dos objetivos da ONU. 

“A parceria da Abramed com o Pacto Global – Rede Brasil, por meio do Programa Multiplicadores, reforça, por exemplo, o compromisso da entidade com a sustentabilidade corporativa do setor da Saúde. As empresas de Medicina Diagnóstica que aderirem à iniciativa poderão usufruir de conhecimento, engajamento e visibilidade a partir das nossas Plataformas de Ação e Movimentos, com metas concretas para alcançar os ODS”, afirma.

A presença do setor diagnóstico no Programa Multiplicadores também é particularmente significativa quando pensamos na importância de que as empresas e principais representantes do segmento se posicionem como protagonistas da transição para uma economia de baixo carbono e de práticas ESG mais maduras.

Por isso, Milva Pagano, Diretora Executiva da Abramed, celebra a entrada da Associação no Programa Multiplicadores e dá destaque ao potencial da iniciativa.

“Como parceiros do Pacto Global, reafirmamos nosso compromisso com a sustentabilidade – tanto corporativa quanto ambiental – e com os valores que devem orientar o presente e o futuro da Medicina Diagnóstica visando mais inclusão e o enfrentamento dos desafios impostos pela crise climática. Nosso objetivo é não apenas engajar os associados, mas posicionar o setor como referência na incorporação de práticas ESG que podem nortear a rota para um modelo mais sustentável, ético, integrado e inclusivo de saúde”, afirma Pagano.

É fundamental observar que, para o enfrentamento da crise climática, não se trata apenas de reduzir emissões ou mitigar danos para diminuir o aquecimento global, mas de reconhecer que os efeitos das mudanças no meio ambiente já estão refletindo na saúde coletiva.

De acordo com Milva, a Medicina Diagnóstica ocupa lugar central nessa resposta quando consideramos, por exemplo, o aumento de enfermidades relacionadas às condições climáticas e o impacto em doenças respiratórias que aumentam a demanda por exames e por uma perspectiva de cuidados preventivos.

Outro destaque da participação da Abramed no Programa Multiplicadores é a conexão  com o ODS 3 – que assume como diretriz a garantia ao acesso à saúde de qualidade e à promoção do bem-estar para todos, em todas as idades – dialoga diretamente com os esforços da Associação para integrar o ecossistema de Medicina Diagnóstica e Saúde Suplementar e construir parcerias entre os Sistemas Público e Privado de Saúde, visando ampliar o acesso da população a exames e avançar em diagnósticos cada vez mais precisos e ágeis.

Além disso, a parceria com o Pacto Global amplia o acesso da Abramed e de seus associados a boas práticas internacionais, capacitações e conteúdos técnicos alinhados a compromissos globais. Esses insumos fortalecem a criação de ações concretas que podem posicionar a Medicina Diagnóstica como uma liderança no movimento por um setor de Saúde mais resiliente, ético e comprometido com a agenda ESG — um caminho essencial para a construção de um futuro mais sustentável e equitativo.

Abramed passa a integrar CAMSS e fortalece representação da Medicina Diagnóstica na Saúde Suplementar

Associação participou da 118ª reunião da Câmara vinculada à ANS, que debateu temas relevantes como o sandbox regulatório para consultas eletivas e exames

A participação da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) na 118ª Reunião Ordinária da CAMSS (Câmara de Saúde Suplementar), realizada em 6 de maio, marca um avanço importante na representatividade do setor diagnóstico nas instâncias deliberativas e consultivas da Saúde Suplementar. O ingresso da entidade nesse espaço reconhecidamente estratégico reforça seu papel como interlocutora central na construção de diretrizes mais equilibradas, sustentáveis e integradas às políticas da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Criada pela ANS, a CAMSS é um órgão consultivo permanente que institucionaliza a participação social no processo regulatório. Composta por entidades de grande relevância, confederações, conselhos de classe e representantes sindicais, a Câmara tem entre seus objetivos o acompanhamento contínuo da formulação de políticas no âmbito da Saúde Suplementar, a melhoria das relações entre os diferentes atores do setor e a contribuição para o aprimoramento de um mercado que, segundo dados da 6ª edição do Painel Abramed, atende mais de 50 milhões de brasileiros.

Ao integrar a CAMSS, a Abramed fortalece a presença da Medicina Diagnóstica nos debates regulatórios desde sua origem, contribuindo com evidências, visão técnica e a experiência de seus associados.

“Essa representatividade amplia nossa capacidade de colaborar na construção de políticas que atendam às necessidades da sociedade e garantam a sustentabilidade do sistema de Saúde Suplementar. Dessa forma, podemos também estudar possibilidades e definir ações que promovam maior acesso a exames de qualidade, com uma visão integrada de todo o ecossistema de Saúde do país”, afirma Milva Pagano, diretora executiva da Abramed.

Durante a reunião, foram apresentados temas de alta relevância regulatória que impactam, direta ou indiretamente, o segmento de Medicina Diagnóstica. Entre os destaques esteve a Consulta Pública nº 151, que trata da proposta de Resolução Normativa sobre o funcionamento do ambiente regulatório experimental – o chamado sandbox regulatório –, com foco na estruturação de um produto com cobertura para consultas eletivas e exames. O objetivo é ampliar e simplificar o acesso da população aos Planos de Saúde, diversificando a oferta e ampliando o alcance desses produtos em todo o país.

Também foi debatida a Consulta Pública nº 149, sobre a criação da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (COSAÚDE). A Abramed considera esse processo essencial, já que a definição dos procedimentos cobertos pelos planos impacta diretamente a oferta de serviços laboratoriais e de imagem.

Outro ponto relevante para o setor foi a Audiência Pública nº 53, que avaliou propostas de incorporação de novas tecnologias para o acompanhamento de pacientes — como nos casos de câncer de pulmão e rinossinusite crônica grave — ao Rol da Saúde Suplementar. A Abramed tem reforçado, em diferentes fóruns, a importância de que os avanços científicos que melhoram o prognóstico dos pacientes sejam considerados nas análises regulatórias.

A reunião ainda abordou temas como a Agenda Regulatória da ANS para o triênio 2023-2025, as ações da Diretoria de Fiscalização para 2024 e as listas de coberturas dos Planos de Saúde (Consulta Pública nº 146) — pautas centrais para o equilíbrio entre acesso, qualidade e sustentabilidade da Saúde Suplementar e da Medicina Diagnóstica.

Para Milva Pagano, o ingresso da Abramed na CAMSS não apenas assegura acesso a esse fórum estratégico, mas reforça a posição da entidade como parceira técnica da ANS na construção de uma regulação mais sensível às especificidades dos serviços diagnósticos. “Nosso setor tem um papel central na jornada de atenção ao paciente. Participar da CAMSS é um reconhecimento e uma honra que insere o ecossistema da Medicina Diagnóstica em um espaço de diálogo decisivo para os rumos da regulação no país, consolidando nosso protagonismo nas transformações que podem beneficiar milhões de brasileiros”, conclui.

JOTA destaca posicionamento da Abramed sobre PL que permite uso de exames privados no SUS

A proposta que prevê a aceitação de exames realizados na rede privada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) avançou na Câmara dos Deputados e foi tema de matéria publicada pelo portal JOTA, que contou com a contribuição da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Aprovado na Comissão de Saúde da Câmara, o Projeto de Lei 4459/2023 propõe que exames laboratoriais feitos em estabelecimentos privados sejam válidos para diagnóstico e autorização de procedimentos no SUS, sem necessidade de repetição na rede pública.

Para a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, o texto representa um avanço significativo na gestão eficiente de recursos e na jornada do paciente.

“Ao impedir a recusa injustificada de exames já realizados, o projeto evita retrabalho, otimiza recursos públicos e contribui para o fluxo eficiente de atendimento aos pacientes. Além disso, o texto aprovado preserva a equidade do SUS ao assegurar que a apresentação de exames particulares não interfere na ordem de prioridade das listas de espera”, afirmou ao JOTA.

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), em votação conclusiva na Câmara. Se aprovado, seguirá para análise no Senado.

Confira a matéria completa aqui

Veja destaca dados da Abramed sobre vírus respiratórios em circulação

A coluna Letra de Médico, da revista Veja, publicou uma matéria especial sobre a importância de diferenciar gripe, resfriado e viroses, trazendo dados da Abramed sobre a circulação atual de vírus respiratórios no Brasil. A reportagem cita levantamento da Associação que mostra a queda da positividade para Covid-19 e o aumento nos casos de Influenza A H1N1, com taxas em torno de 20% no mês de maio.

A matéria também reforça a importância da testagem correta para orientar o tratamento e evitar complicações — especialmente entre os mais vulneráveis — e destaca a ampliação da disponibilidade de exames moleculares na rede privada.

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UOL comenta falta de vacinação após dados da Abramed terem mostrado pico de dengue no início do ano

O portal UOL publicou reportagem especial sobre os desafios do Brasil no enfrentamento à dengue em 2025 e destacou dados da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) sobre a taxa de positividade de testes realizados na rede privada. Segundo levantamento citado pela matéria, a positividade alcançou 28,9% em março — o maior índice desde maio de 2024.

O Dr. Alex Galoro, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, foi uma das fontes ouvidas pela reportagem. Ele alertou para o crescimento da positividade mesmo com menor número de testes realizados, reforçando a importância da vigilância diagnóstica.

“A dengue é com certeza a mais prevalente e a mais importante, mas também foi visto um aumento de casos de chikungunya neste ano”, afirmou Galoro.

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Na JPR, Abramed debate inteligência artificial e o papel da tecnologia para a sustentabilidade do diagnóstico por imagem

Na 55ª edição da Jornada Paulista de Radiologia (JPR 2025), realizada de 01 a 04 de maio, no Transamerica Expo Center (SP), a Abramed marcou presença com uma programação exclusiva que discutiu o futuro da Saúde e os desafios, boas práticas e os caminhos para a sustentabilidade no diagnóstico por imagem no Brasil.

Para iniciar essa reflexão ampla sobre os avanços da Medicina Diagnóstica em meio à corrida tecnológica e a necessidade de integração entre os diferentes elos do setor para a consolidação de práticas positivas e sustentáveis, Milva Pagano, Diretora Executiva da Abramed, destacou o papel da entidade como promotora do diálogo no mercado.

“Nossa missão é consolidar valores na Medicina Diagnóstica, atuando de maneira objetiva, com união e imparcialidade em todos os assuntos referentes à Saúde Suplementar no Brasil. Para tanto, investimos e trabalhamos com foco em inovação, conhecimento, representatividade setorial, gestão profissionalizada, em favor do benchmarking, do aprimoramento contínuo, da governança e do compliance”, apontou Milva.

Bruno Porto, sócio na PwC Brasil e Líder do Setor de Saúde, apresentou a palestra “O Futuro da Saúde e a Inovação Tecnológica”, com base em pesquisa global da PwC que apontou que 47% dos CEOs de saúde acreditam que suas organizações não sobreviverão à próxima década sem mudanças estruturais. Ele destacou a importância de novos modelos de precificação, combate à fraude e uso estratégico da inteligência artificial (IA), especialmente no campo da IA generativa.

“A adoção de novos modelos de precificação e a busca por parcerias que complementam os esforços de transformação tecnológica são pontos fundamentais em um momento de disrupção do mercado. Além disso, questões cruciais como o combate à fraude também devem ser abordadas para fortalecer a sustentabilidade do setor de Saúde”, explicou o sócio e líder do setor de saúde da PwC. 

Nesse contexto, a inteligência artificial – especialmente no campo da IA Generativa – foi apontada como o principal vetor de transição para as operações de Saúde, inclusive na Medicina Diagnóstica, com 58% dos CEOs relatando que a IAGen já trouxe ganhos de eficiência no tempo dos funcionários, enquanto 35% apontaram aumento de receita e outros 32% de lucratividade.

“As organizações de Saúde que se destacaram nos próximos anos serão aquelas capazes de agir rapidamente para entender como os avanços tecnológicos, as demandas por acessibilidade, sustentabilidade e a evolução das expectativas dos pacientes impactarão nas suas operações”, disse Bruno Porto.

Em seguida, o debate “Diagnóstico por Imagem: Boas práticas, Desafios e Sustentabilidade no Cenário Atual” contou com a participação de: Edgar Rizzatti, Presidente da unidade de negócios do Grupo Fleury; Fernando Paiva, Diretor executivo do Ultra-X; Marcelo Abreu, Head de Radiologia do Grupo SIR e Hospital Mãe de Deus; Cesar Nomura, Presidente do Conselho de Administração da Abramed e Diretor de Medicina Diagnóstico do Hospital Sírio Libanês; e Marcos Queiroz, Diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Israelita Albert Einstein, que conduziu o bate-papo.

O debate aprofundou esse novo ambiente de transformações e desafios aplicados à prática cotidiana da radiologia. Marcos Queiroz (Hospital Albert Einstein), reforçou a importância do diálogo para a promoção de melhores práticas dentro de um cenário de mudanças.

“A prática isolada do consultório em radiologia não existe mais. Somos, todos, parte de empresas. E a Abramed é o espaço onde o setor se organiza, discute, influencia políticas públicas e promove as melhores práticas”, disse Queiroz.

Em diálogo com a apresentação de Bruno Porto, Edgar Rizzatti (Grupo Fleury), pontuou que a inteligência artificial já oferece ganhos expressivos de eficiência e qualidade, inclusive sem investimento em novos equipamentos.

“Temos algoritmos que reduzem em até 70% o tempo de realização de exames, com melhora de qualidade. Nesse sentido, há um ganho claro que se traduz em ganho clínico, operacional e econômico. Por isso, quando pensamos em integração entre tecnologia e sustentabilidade financeira, é fundamental entendermos a inovação como uma alavanca de valor que traz retornos objetivos, não como despesa”, disse Rezende, acrescentando ainda a redução do retrabalho, o uso sustentável de recursos e a gestão inteligente de equipamentos como vantagens concretas do uso da IA na Medicina Diagnóstica.

Marcelo Abreu (SIR/Hospital Mãe de Deus) alertou para os riscos de um avanço desregulado da tecnologia, destacando que muitas soluções comercializadas não passam por validação clínica robusta, ressaltando também a importância da regulação sobre o desenvolvimento da IA.

“Há muitas inteligências sendo vendidas e é fundamental que não se perca o controle sobre o que é ofertado como inovação. Nesse sentido, a parte médica precisa ser observada nesse processo. Não há sustentabilidade sem regulação e, antes de tudo, não podemos perder o olhar para o cuidado sobre o paciente”, afirmou.

Fernando Paiva (Ultra-X) ressaltou que, para que esses desafios sejam superados, a jornada da inovação na radiologia passa pela centralidade nas pessoas. Segundo ele, por exemplo, a cultura organizacional e o empoderamento dos times são determinantes para o sucesso na adoção tecnológica.

“Inovação só se concretiza quando passa pelas pessoas. São elas que desenvolvem, validam e executam as soluções”, afirmou. Fernando compartilhou a experiência da Ultra X no uso de telecomando para operar equipamentos remotamente e de um modelo de gestão com monitoramento em tempo real das operações, o que, em sua visão, fortalece a governança e a qualidade assistencial.

Fechando o painel, Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed, trouxe uma perspectiva ampla do setor de Saúde.

Para ele, a sustentabilidade da Saúde – tanto pública quanto privada – está intrinsecamente ligada ao ganho de produtividade, e isso passa, inevitavelmente, pela tecnologia.

“Ganhos de escala na transformação tecnológica e, consequentemente, de produtividade são indispensáveis. E isso só será possível com a incorporação estratégica de IA”, afirmou. Sobre regulação, Nomura defendeu a autorregulação responsável como caminho mais viável do que uma supervisão estatal centralizada. “Não podemos depender da Anvisa para validar cada algoritmo. A regulação precisa ser crítica, mas realista. A sustentabilidade do ecossistema de Saúde como um todo depende disso”, completou.